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    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Agora, Kadu Moliterno quer tapar a boca da Ingrid
    por “respeito” aos filhos

    Denise | Violência | Wednesday, 15 March 2006

    kmoliterno.jpg

    Finalmente, hoje à tarde, o ator Kadu Moliterno fez uma declaração à imprensa. Ele, que deu um soco na mulher, na frente dos filhos, agora diz que está preocupado com eles:

    “A minha vida pessoal sempre foi pautada pelo amor à minha
    família. Como personalidade pública, sou conhecido apenas pelas
    minhas atividades profissionais, sem freqüentar outro tipo de noticiário. E aproveito para agradecer o carinho que sempre recebo do público brasileiro, a quem procuro retribuir com muita dedicação.

    Lamento muitíssimo o episódio envolvendo a Ingrid, entendo a
    sua queixa, mas não pretendo ficar tratando publicamente de um problema de casal. Sei que errei, peço perdão por isso e pretendo corrigir meu comportamento. Mas não creio que tratar de forma pública, um problema Familiar, seja a atitude correta.

    Quero deixar bem claro que não faço isso por omissão, mas
    por respeito aos nossos filhos, que além de vivenciarem esse clima
    desagradável entre seus pais, não merecem ser mais expostos desnecessariamente.

    Pelo amor que sinto pelos meus filhos, tenho fé em Deus que
    saberei achar um caminho para superarmos essa situação.

    Kadu Moliterno”

    A Ingrid fez o que devia fazer e a violência não é, simplesmente, um problema de casal, que deve ser mantido entre quatro paredes, é caso de polícia e de saúde pública.

    A Ingrid contou à reportagem do site que dois de seus filhos assistiram ao episódio e que um deles chegou a vomitar à noite, por nervosismo. Imaginem o quanto essas crianças vêm sofrendo em todos esses anos, nisso o ator nunca pensou.

    Agora, Kadu Moliterno critica a denúncia da esposa e diz que quer evitar falar no assunto por “respeito” aos filhos. Sei…

    Ele tinha é que ser tirado da novela imediatamente e, de preferência, o personagem dele deveria ir pra cadeia por bater em mulher, como disse a Leiloca.

    Fonte: Site Fuxico (Via minha sempre antenada mãe)

    Foto: Felipe Panfili

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    Tolerância zero, desde o início!

    Denise | Violência | Tuesday, 14 March 2006

    Ouvindo Don’t Smoke in Bed, com Nina Simone

    capa_da_veja.jpgAs Nações Unidas definem violência contra a mulher como:

    “Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada”.

    Ok, ok… essa revistinha aí não vale nada, mas o assunto é importantíssimo e sempre vale a pena dar uma checada no que se fala sobre isso, como nesse artigo sobre violência contra a mulher, com o depoimento da Ingrid Saldanha, contando o quanto apanhou do marido, o ator Kadu Moliterno.

    A Laurinha falou sobre violência contra a mulher, no 8 de Março; a Vanessa fez um excelente post sobre a matéria da Veja e a Dani me mandou o link pra revista.

    Eu já estava de saída. Mas, depois de ler essa matéria fiquei tão triste e indignada (como sempre fico, quando leio sobre isso), que resolvi dar uma paradinha, contar uma história e bater um papo com vocês, antes de sair.

    O que a gente ouve quando é criança…

    Quando eu era pequena, meu pai e meus tios adoravam contar uma piada, que dizia que todo homem precisava matar um galo, na “primeira noite” pra deixar claro, quem é que manda na casa. Todo mundo morria de rir, inclusive as mulheres da família. Afinal, era só uma piada.

    Mas eu tinha uns 5, 6 anos e não entendia “o que era uma piada”. Eles não eram pessoas violentas, mas achavam muita graça nisso tudo, como, aliás, alguns homens, até hoje continuam achando graça em humilhar e sacanear as mulheres. Algumas coisas nunca mudam, no Brasil e em outras partes do mundo.

    Aí, crescendo mais um bocadinho, ouvia falar num casal lá em Boa Viagem, no prédio onde minha tia “veraneava” que brigava muito e a mulher apanhava e sai toda machucada. Nunca esqueci que o marido jogou um copo de vidro nela, que foi parar no hospital…

    Cresci pensando que isso era o “normal” e morria de medo de ter um marido que batesse em mim. Mas, desde meu primeiro namorado, ficou muito claro que isso jamais aconteceria comigo. Por uma razão muito simples, eu jamais permitiria que as coisas chegassem a esse ponto.

    Tolerância Zero

    silence_is_violence.gifEntão, meninas, o resumo é “tolerância zero”. Mas é ZERO, mesmo. Nunca aceitar violência ou pressão seja emocional ou física. Na primeira vez que se sentir agredida, caia fora. Isso é muito sério e é a única forma de prevenção. Não tem amor no mundo que compense o risco e a humilhação de ser vítima de violência, seja de que tipo for.

    É usar a “piada do galo” ao nosso favor. Não precisamos matar galo pra provar nada, mas deixar muito claro, desde o primeiro contato, que ninguém manda na casa, que essa tem de ser uma relação igualitária e respeitosa.

    Eu e Ted, por exemplo, quase nunca brigamos. Mesmo. Logo que a gente casou, quase que teve um arranca rabo por causa do controle remoto (um dos maiores motivo de brigas de casais hehehe…). Ele falou comigo num tom um pouquinho mais “alto”. Na hora eu falei: “Êpa… o que é isso? você não vai falar comigo assim não, nunca…”. Pronto, foi o sinal suficiente. Nunca nos falamos com aspereza e grosseria.

    Discordamos, ficamos irritados, às vezes, mas tudo com muito respeito e a voz se mantém, sempre, num tom absolutamente aceitável. Gritar comigo? ninguém grita. E eu faço o mesmo.

    O Mito da Mãe

    Outra coisa que a gente vê muito, por aí, são mulheres que casam com homens que sabem que não valem nada, mas acreditam, piamente, que eles vão mudar.

    Tentar mudar um homem violento é uma das nossas maiores armadilhas. Quase sempre, isso é impossível e arriscado. Além do mais, você não pode ser responsável por ele.

    Ele pode ser vítima de traumas, pais agressivos, abuso na infâcia, o que for. Que vá para uma analista. Pode até ter pena dele, mas à distância. Esse tipo é “bandeira vermelha” e tudo pode acontecer.

    Os sinais são claros, as mulheres é que não querem ver

    Dia desses, eu estava vendo um programa de TV aqui, sobre mulheres assassinadas pelos companheiros, pratica infelizmente comum aqui e aí no Brasil. E uma psicóloga dizia que sempre existem sinais que precisam ser observados e que poderiam evitar muita dor e sofrimento e mesmo a morte dessas mulheres.

    Grosserias, violência verbal, empurrões, uma tentativa de sabotar a sua auto-estima, de lhe afastar dos seus amigos e da famíia…

    As mulheres vêem isso tudo chegando, mas continuam com a criatura por várias razões. Algumas vezes, por falta de opção mesmo, dificuldade financeira (por isso a importância das “Casas de Abrigo”); outras vezes, sua auto-estima já foi tão destruída que acreditam que ninguém vai querer ficar com elas e têm medo de ficar sozinhas; por dependência emocional mesmo e em nome do “equilibrio familiar”, dos filhos.

    Sabemos que sair de uma situação como essa não é fácil (mas é possível!), portanto, gente, vamos evitar dizer aquelas coisas que a gente ouve tanto:”ela fica com ele porque é uma sem-vergonha, que gosta de apanhar”…

    Por isso, estou escrevendo principalmente pras meninas e mulheres que estão começando um relacionamento. Não deixem as coisas chegar a esse ponto.

    irishhealth.jpgNão aceitem nenhuma grosseria, voz alta, esporro. Botem seu limites aí. Essa idéia de que brigar é bom porque fazer as pazes é melhor é um grande equívoco! Bom mesmo é se manter um relacionamento cordial e respeitoso. Existem outras formas de se apimentar sua vida sexual sem ser entrar nesse jogo perigosíssimo…

    Enfim… vejam o exemplo da Ingrid e de tantas outras. Auto-respeito é a única coisa que pode garantir sua sobrevivência.

    E o que mais podemos fazer?

    Além de cultivar muito e acima de tudo o respeito próprio, precisamos criar filhos e filhas legais, segur@s, com valores morais e éticos e que saibam respeitar não só as mulheres, mas negros, homossexuais, portadores de deficiência… as crianças absorvem tudo, mesmo sem a gente perceber.

    Eu, por exemplo não acho graça nenhuma em piadinhas misóginas, que subestimam e achincalham as mulheres. Podem me achar chata, mas acho que tudo isso faz parte de educação para cidadania, para um mundo mais bacana, onde os relacionamentos podem ser muito mais interessantes e sem violência.

    A gente colhe, o que a gente planta.

    Lembrete:

    Em novembro do ano passado, fizemos uma blogagem coletiva sobre a violência contra a mulher. Vale dar uma lida nesses posts, que são sempre atuais.

    Leiam mais:

  • Observatório da Violência contra a Mulher
  • Portal Violência Contra a Mulher
  • Dossiê Violência Contra a Mulher
  • Campaign Stop Violence Against Women

    E Vejam:

  • Create Change – Art Project.
  • Imagining Ourselves Video

    Observação: Nesse post, comentei todos os comentários de vocês, sem exceção. Muita gente deixou excelentes contribuições, acrescentando outras perspectivas ao asssunto. Vale a pena clicar aqui e ler o que está virando um belo debate sobre o tema.

    __________________________________________________

    Debate

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    O Grupo Origem no Dia Internacional de Luta
    pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

    Denise | Trabalho,Violência | Sunday, 27 November 2005

    origem_violencia2.jpg
    Juliana

    Pra chamar atenção pro dia 25 de novembro, Graça e Juliana, do Grupo Origem, participaram de apresentações de teatro junto com o Grupo Loucas de Pedra Lilás e o Forum de Mulheres de Pernambuco.

    origem_violencia.jpg

    As poderosas apresentaram pecinhas teatrais sobre o tema da violência contra mulher no centro da cidade, distribuiram panfletos e laços brancos para os homens e ainda subiram em um monumento para o qual era proibido o acesso (a polícia teve que ser chamada pra botar o mulherio pra descer, depois de chamarem muita atenção).

    origem_violencia3.jpg

    Maravilhosas! Vejam mais fotos aqui!

    Também fiquei orgulhosa da aula de cidadania e coletividade que a gente deu aqui, na blogagem coletiva, que foi um super sucesso, serviu pra nos unir ainda mais e ainda está rendendo novos posts. Eu sempre acreditei que, cada um(a) fazendo um pouquinho,
    “a gente faz um país”…

    Beijos!!!

    ps.: Cheguei aqui em Olinda e vou voltando aos poucos… ainda não vistei todos os blogs que postaram no dia 25, mas vou ler cada um deles e deixar o meu recado!

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    “Bang bang, he shot me down

    Denise | Blogagem Coletiva,Violência | Friday, 25 November 2005

    violencia1.jpg
    Sandra Gomide

    Bang bang, I hit the ground

    violencia2.jpg
    Eliane de Grammont

    Bang bang, that awful sound

    violencia3.jpg
    Luciana Feliciano


    Bang bang, my baby shot me down…”

    violencia4.jpg
    Ângela Diniz

    Segundo relatório da Anistia Internacional, sobre a situação da violência contra a mulher, no Brasil, 47% das mulheres tiveram sua primeira relação sexual à força e 70% das mulheres assassinadas foram mortas por seus parceiros.

    Uma em cada três mulheres do planeta (cerca de 1 bilhão de mulheres) já foi espancada ou submetida a algum tipo de abuso, inclusive sexual.

    Violência contra a mulher é coisa séria e todos nós temos algo a ver com isso. Os blogs abaixo se comprometeram em participar dessa blogagem coletiva, visite-os e deixe seu apoio:

    PS.: Alguns blogs ainda não colocaram o post sobre violência, volte mais tarde, pra checar, porque a postagem acontece durante todo o dia.

    Leia mais aqui:

    Música: “Bang, Bang”, com Nancy Sinatra.

    Fotos: da matéria Essas mulheres foram assassinadas por seus companheiros, da Marie Claire.

    Atualização – tô aqui no aeroporto de SP, comendo muito pão de queijo e já atualizei a lista com os blogs que participaram da nossa blogagem coletiva. Ainda nao li os posts, mas vou ler nesse final de semana. Queria agradecer a tod@s que participaram… foi um super sucesso!!! É muito bom perceber que podemos atuar coletivamente, precisamos fazer isso mais vezes! Beijos!!!

    Atualização 2 – Aproveitando o tempo, enquanto espero o vôo, dei uma lida em alguns blogs… e, alem da qualidade dos posts, fiquei feliz por ver nossa “rede de contatos” se formando, uns visitando os outros, adoro poder contribuir pra isso! Esse é mais um resultado!

    Observação: Essa não é uma blogagem coletiva do Nós na Rede, mas, uma iniciativa do Síndrome de Estocolmo.

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    “Bang bang, he shot me down+http://sindromedeestocolmo.com/2005/11/bang_bang_he_sh/" title="Compartilhe esse post no Twitter">

    Denise | Blogagem Coletiva,Violência | Monday, 07 November 2005

    Quem cala, Consente

    Durante a campanha pelo desarmamento, o movimento de mulheres levantou a questão, fundamental, da violência doméstica e de como muitas mulheres correm ainda mais risco de se tornar vítimas fatais se seus companheiros estiverem armados. Me pareceu uma conclusão óbvia e baseada em experiências que recolhemos nas últimas décadas.

    Quanto eu era criança, ouvi muitas histórias de mulheres que apanhavam dos maridos e mesmo de casos extremos de morte. De todos, o que mais me impressionou, e chocou o país, foi o assassinato da socialite Angela Diniz, morta em sua casa de praia, em Búzios, pelo namorado Doca Street, no dia 30 de dezembro de 1976. Eu tinha 12 anos e lembro de pensar como amar alguém poderia ser perigoso.

    De lá pra cá tivemos alguns avanços, todos fruto da luta dos grupos feministas, sem eles, não teríamos as delegacias das mulheres, as casa-abrigo, as mudanças na legislação.

    Mas, tem gente que não vê as coisas assim. Acabei de receber um email da Lista Feminista sobre esse artigo do Carlos Heitor Cony, publicado na Folha, onde ele diz, sobre o referendo pelo desarmamento que: “besteiras de um lado e de outro foram proclamadas, mas nenhuma delas se equiparou a das feministas que aproveitaram a onda para tirar as casquinhas de sempre.”

    angeladoca.jpgComo nós temos memória, a maravilhosa professora Eva Blay, da USP, escreveu uma brilhante resposta ao colunista, que vocês podem ler, na íntegra, nessa página aqui.

    Nela, depois de dar uma aula sobre a luta do movimento de mulheres, no Brasil, Eva demonstra que o Cony não mudou nada e vai reencontrá-lo escrevendo, em 1976, pra revista Fatos e Fotos, sobre o caso Angela Diniz: “vi o corpo da moça estendido no mármore da delegacia de Cabo Frio. Parecia ao mesmo tempo uma criança e boneca enorme quebrada…. Mas desde o momento em que vi o seu cadáver tive imensa pena, não dela, boneca quebrada, mas de seu assassino, que aquele instante eu não sabia quem era”.

    Eva Blay continua questionando se “seria esta reação uma subjacente solidariedade com o assassino, que ele já pressentira ser um homem? E para verificar o que outros homens pensavam sobre o tema, o jornalista entrevista nada mais nada menos do que o delegado Sérgio Paranhos Fleury! Este afirma: ‘o único crime respeitável, que não condenaria com rigor, era o passional. Crime passional qualquer um comete, até eu’. E Cony conclui: ‘A chamada privação de sentidos provocada pela paixão pode fazer do mais cordial dos homens um assassino’. Como todos nós sabemos, o Delegado torturador era o paradigma da cordialidade!

    As afirmações a favor do assassinato de mulheres não param por ai. Cony concorda com o argumento da defesa de Doca Street, o advogado Lins e Silva, para quem a “vítima provoca a própria morte”, ela “busca um assassino que concretizará seus desejos de eliminação”. Ao que o jornalista acresce: “Ela sabia. Sabia, por exemplo, que um dia um de seus amantes seria mais homem do que os outros e lhe daria o castigo – ou a vingança – que ela buscava, inconscientemente, ao longo de sua estranha aventura feita de amor, delírio e vazio”. Esse é o eterno argumento. Nós mulheres, não somos vítimas, mas culpadas.

    Décadas depois de escrever essa “pérola”, o mesmo Cony continua acalentando a alma dos poderosos… e ainda tem gente que, quando meu amigo Guilherme diz que, desde que começou a ler a “Falha”, tem “um dente de alho em cima do computador”, acha exagero… hehehe… não tinha visto o artigo do Cony, mas aconselho a todos que leiam, releiam e divulguem a carta da Eva Blay.

    Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:

  • Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.
  • A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.
  • Nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.
  • Na pesquisa Violência doméstica e sexual entre usuárias dos serviços de saúde, realizada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 40% das mulheres entrevistadas relataram violência física e/ou sexual por parceiro.

    Vamos fazer uma Blogagem Coletiva?

    violenceposter1.jpg

    25 de Novembro
    Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

    As Nações Unidas definem violência contra a mulher como: “Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada”. (Conselho Social e Econômico, Nações Unidas, 1992).

    Vamos escrever sobre isso? que tal uma blogagem coletiva no dia 25 de novembro, na qual cada um(a) de nós, blogueir@s, possa:

  • Refletir e levantar questões;
  • contar uma história pessoal ou não;
  • mostrar estatísticas;
  • colocar uma imagem que lembre essa questão;
  • um poema ou conto ou
  • o que der na cebeça…

    Se você decidir participar da blogagem coletiva, deixe um recado nesse post e acrescentarei seu blog à lista.

    Atenção: Vocês podem encontrar muita informação, pra preparar seu post, no Portal Sobre Violência Contra a Mulher.

    Lista feminista: http://groups.yahoo.com/group/listafeminista/

    Fotos: (1) Revista Isto É, (2) Doca Street e Angela Diniz e (3) Cartaz da campanha da Organização Mundial de Saúde.

    _______________________________________________________

    Comentários comentados

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    EU SOU COMPLETAMENTE A FAVOR DO DESARMAMENTO!!!

    Denise | Brasil,Violência | Monday, 10 October 2005

    desarmamento.jpg

    Hoje é dia de falar em desarmamento na blogosfera. Eu vou ser bem honesta. Ainda não estou com cabeça pra discutir nada, muito menos desarmamento. Digamos que já estou “desarmada” demais… hehehe…

    Mas, quero participar da linda blogagem coletiva do Nós na Rede, deixando aqui um post assumidamente “copy & paste” (copiado e colado).

    Sou totalmente a favor do desarmamento porque nunca ouvi falar em ninguém que tenha escapado de assaltos por que tinha uma arma e estou cansada de ouvir falar em crianças e mulheres mortas por acidente ou por violência doméstica, exacerbada pela facilidade de se ter uma arma em casa.

    Isso é tudo que eu posso dizer, hoje, mas tem um monte de gente bacana dizendo muitas coisas interessantes na blogosfera, vejam os links aí abaixo.

    Também encontrei essa ótima página, do Ministério da Justiça, que me esclareceu várias dúvidas:

    Quais são os principais pontos da nova lei?

    • Em regra, a lei proíbe o porte de armas por civis, com exceção para casos onde há ameaça à vida da pessoa;

    • O porte de arma terá duração previamente determinada, estará sujeita à demonstração de efetiva necessidade, a requisitos para a obtenção de registro;
    • O porte poderá ser cassado a qualquer tempo, principalmente se o portador for abordado com sua arma em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor;
    • As taxas cobradas para a emissão de autorização para porte e registro de armas de fogo foram aumentadas, de maneira a dissuadir o pedido de novas permissões. Para novo registro, renovação ou segunda via, a taxa é de R$ 300. Para a expedição de porte, renovação ou segunda via do mesmo, a taxa é de R$ 1 mil.

    Quem poderá andar armado no Brasil?

    • Somente poderão andar armados os responsáveis pela garantia da segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais, agentes de inteligência e agentes de segurança privada. E civis com porte concedido pela Polícia Federal.

    Quem pode comprar arma de fogo no Brasil?

    • Somente maiores de 25 anos poderão comprar arma de fogo. As pesquisas sobre vitimização na sociedade brasileira revelam que o número esmagador de perpetradores e vítimas de mortes ocorridas com o uso de arma de fogo é formado por homens jovens entre 17 e 24 anos. Em razão desta constatação empírica, a idade mínima para se adquirir e portar arma de fogo foi elevada de 21 para 25 anos.

    Continue lendo aqui.

    nosazul.gif

    Blogs que estão fazendo parte da blogagem coletiva sobre desarmamento:

    SIM à proibição

  • A quem interessa o desarmamento civil? – Túlio Vianna
  • A Vida Sonhada das Ostras – Maurício Santoro
  • Adeus às Armas – Gutierrez/Su
  • Amo Meu Chumbinho – Numero 12
  • Armas – Lixo Tipo Especial
  • Armas: além do sim ou do não – Lucas Gutierrez
  • Armas de fogo e o Sistema Único de Saúde – Cidadão do Mundo
  • Camisa banhada em sangue – Alisson Gogolla
  • Cidadãos de bem?! – Helena Máximo
  • Desarmamento: A questão não é essa – Moisés Ribeiro
  • Desarmamento infantil é também necessário – Cidadão do Mundo
  • Desarmar! – Missisclof
  • “E a vida o que é, dia lá, meu irmão?” – Afonso
  • Estratégias de Resistência – Elenara Iabel
  • Make Love, not war… – Thiago Fellini
  • O bandido e o cidadão de bem – Gejfin
  • Os Carolas e as Armas – Blogradouro
  • Pelo sim… pelo não – Literatus
  • Pelo sim, pelo não – Milton Ribeiro
  • Pelo sim, só pra começar! – Maria Elisa Máximo
  • Pergunta com resposta – Hernani Dimantas
  • Porque eu voto SIM – Gimme Some Truth
  • Porque sim a proibição do comércio de munição e de armas de fogo! – Sergio Lima
  • Por que sou a favor do desarmamento? – Marcelo Terça-Nada
  • Referendo – Stella Psicanálise
  • Referendo – Sandra Pontes
  • Sem título – Obssessions
  • Sem título – Rivotril
  • SIM, por gentileza – Christiana Nóvoa
  • Referendo – Luna
  • Si vis pacem, para que o bellum ? – Smart Shade of Blue
  • Sim – Stijn
  • Sou pela Vida – Beth S
  • Sim ao desarmamento! – Sturm und Drang
  • Sim ao Desarmamento – Stuck in Sac
  • Sim! – Guto
  • Sim, Sim! Por quê não? – Rolf Viggiano
  • Sim ou Não? Sonhar é preciso! – Claudio Costa
  • Sobre o Referendo – Comércio de Armas de Fogo – Idelber Avelar
  • Tiros na esfera pública – Loco por Ti
  • Vote SIM – Filosoclics

    NÃO

  • A nulo ou a não – Maria Helena Nóvoa
  • Armas de fogo? – Blog-dos-ventos
  • Armas, nem de brinquedo? – Ricardo Antunes da Costa
  • Diga ‘não’! – Bruno Ansarah
  • Eu voto Não – Luciana Monte
  • Happiness is a warm gun - Menezes
  • Não, por mais que não seja fácil – Tiagón
  • Pelo direito a legítima defesa!!! – Entre Dois Mundos
  • Proibição de venda NÃO. Conscientização SIM. – Carlos
  • Referendo – Ricardo Antunes da Costa
  • Referendo: voto Não – Roberson
  • Sinceridade, por favor! – Lefebvre de Saboya
  • Sobre o Referendo – Dael Limaco
  • Você conhece o suspeito? – Luma
  • Voto não – Nara Franco
  • Voto “não” pelo fim da criminalidade – Anderson Oliveira

    Nulo

  • Conversa numa mesa de bar – Bruno (Ikhaat)
  • Referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo – Donizetti

    Blogs coletivos com múltiplas posicionamentos

  • Mimeographo
  • Nós por Nós

    Outros

  • Alternativas para o desarmamento – Ronzi
  • Armas & manias – Ana Lucia
  • Meus dois centavos sobre o referendo do desarmamento – Inagaki
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    O Silêncio é Cúmplice da Violência

    Denise | Violência | Thursday, 03 March 2005

    “O Homem é o único animal que se diferencia dos
    demais por agredir as suas fêmeas”
    – Jack London

    violenciasuecia.jpg

    Fui uma das fundadoras do Fórum de Mulheres de Pernambuco, no final dos anos 80. Nos anos 90, por estar trabalhando muito ativamente em defesa da amamentação, em nível internacional, acabei abandonando um pouco o Fórum e o movimento feminista, mas tenho um profundo respeito pelo trabalho dessas mulheres.

    De vez em quando aparece alguém (geralmente um homem), pra dizer que as mulheres já conseguiram tudo que queriam e que o movimento feminista morreu. Nada mais equivocado. Ainda tem muita coisa a ser feita.

    As mulheres ainda são vítimas de discriminação em diversos níveis, mas queria falar, aqui, sobre a mais grave, hoje em dia, que é a violência contra a mulher, definida pelas Organizações das Nações Unidas como:

    violencia.jpg“Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada”. (Conselho Social e Econômico, Nações Unidas, 1992).

    Segundo a ONU, a violência atinge uma em cada três mulheres, no mundo, a cada minuto.

    No Brasil, temos dificuldades para conseguir dados estatísticos confiáveis. Numa pesquisa holandesa, feita com 138 mil mulheres de 54 países, constatou-se que, no Brasil, 23% das mulheres estão sujeitas a violência, e que, na América Latina, a cada 4 minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém uma relação de afeto.

    Nas delegacias brasileiras, 90% das denuncias, vem de vitimas pobres, mas isso não quer dizer que elas sejam as únicas vítimas, mas que as mulheres de maior poder aquisitivo mais dificlmente denunciam o parceiro violento.

    Violência é, também, caso de saúde pública. Mulheres que sofrem violência vão ter algum problema de saúde a curto ou longo prazo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu que a violência contra a mulher afeta sua integridade física e saúde mental.

    Alguns dados sobre violência contra a mulher, no Brasil:

    • Em 1996, companheiros ou ex -companheiros foram responsáveis por 72,3% dos assassinatos de mulheres. (MNDH)
    • As mulheres constituem 63% das vítimas de agressões físicas cometidas por parentes no âmbito doméstico. (PNAD/88).
    • Por ano pelo menos 2.500 mulheres são mortas, vítimas de crimes passionais, e cerca de 500 mil sofrem algum tipo de violência doméstica ou sexual. (Estimativa da União Brasileira de Mulheres – SP/98)
    • 52% das mulheres economicamente ativas, já foram assediadas sexualmente (Estimativa da OIT /98). (Dados CFMEA – março/99- Brasília DF)
    • Nos Estados Unidos, as mulheres que precisam fugir dos maus tratos dos companheiros contam com 1.500 abrigos públicos. No Brasil existem apenas 26 casas abrigos, delegacias da mulher, somam 275, presentes em 5% dos municípios.

    Violência contra a mulher no mundo:

    Segundo as Nações Unidas:

    • Cerca de 25.000 noivas são queimadas até a morte, por ano, na India, por ter oferecido dotes insuficientes aos noivos, após o casamento. As famílias dos noivos fingem acidentes ou suicídios, para que ele possa se ver livre da noiva e casar novamente. leia mais aqui (inglês).
    • Em muitos países, mulheres que foram estupradas são assassinadas, para preservar a honra da família. Jordânia, Paquiistão, Líbano, Síria, Iraque e outros países do Golfo Pérsico.
    • De acordo com a OMS, entre 85 e 115 millhões de meninas e mulheres sofreram algum tipo de mutilação genital. Nesse momento, essa prática é estabelecida em 28 países africanos, apesar de ser abolida, legalmente.
    • Estupro tem sido usado como arma de guerra em Ruanda, Kuwait, Haiti, Colombia, Yugoslavia, e vários outros países.

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    Consórcio Contra a Violência Contra a Mulher Latina

    Eu participei de um evento de lançamento desse Consórcio, aqui em Washington, DC, há alguns dias. Do Brasil, a representente era do IPAS.

    Atualmente, tenho especial interesse na questão da mulher migrante que deixa seu país, não sabe o idioma local e enfrenta um companheiro agressivo e violento. Essas mulheres têem ainda mais dificuldades para enfrentar essa situação por falta de apoio emocional da família e amigos e por não conhecer as possibilidades de apoio local.

    Estou pensando em elaborar um website que oriente e traduza, para o português, todas as informações que as mulheres necessitam, no caso de precisar de ajuda aqui nos EUA, seja em que estado for. Se alguém tiver interesse em participar, dessa iniciativa, entre em contato comigo!

    Links interessantes:

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    Imagens: Campanha “Pare a Violência contra a Mulher”, da Suécia; cartaz da mesma campanha da Anistia Internacional e reunião do Consórcio Contra Violência Contra a Mulher Latina.
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    Atenção, pessoal: a Alline avisa que o programa Globo Reporter de hoje será sobre a violência contra a mulher. Vale a pena conferir. E quem tá fora do Brasil e tem a Globo.com pode assitir online, na íntegra, daqui a alguns dias.

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    Cidade de Deus e a nossa realidade

    Denise | Brasil,Cinema,Violência | Wednesday, 14 April 2004

    citedieu.jpgEu adorei o filme Cidade de Deus. É um soco no estômago. É doloroso, mas a vida teima em imitar a arte. Pensei nisso ao ouvir sobre a briga de traficantes para tomar pontos de venda, no Rio de Janeiro.

    Hoje, passei o dia em casa, arrumando as coisas, ajudando as meninas do Origem na edição do vídeo, pela Internet, e assitindo a Globonews. Só o que se fala é na “guerra civil” no Rio de Janeiro e os resultados da Síntese de Indicadores Sociais, lançada ontem, pelo IBGE.

    Como uma ex-quase socióloga, tenho uma queda por estatísticas. Gosto de analisá-las e tentar entender seu caminho. O IBGE apresentou dados realmente assustadores.

    Segundo o estudo, entre 1980 e 2000, a taxa de mortalidade por homicídios para ambos os sexos aumentou 130% (de 11,7 para 27 por 100 mil habitantes) no país. E, confirmando o que eu já desconfiava, o estado mais violento foi Pernambuco, com 54 por 100 mil habitantes, ou quase o dobro que a média do país. Enquanto que no Rio de Janeiro esse número é de 51, seguido por Espírito Santo com 46 e São Paulo com 42 por 100 mil habitantes.

    Rio de Janeiro e Pernambuco são os estados onde a violência contra o homem jovem é maior. Em Pernambuco, em 2000, havia 198 homicídios para cada 100 mil homens de 15 a 24 anos, 91% deles com armas de fogo. De 1991 para 2000, o crescimento das mortes de homens jovens por armas de fogo foi de 121%, passando a taxa de 80,9 por 100 mil para 179,5 por 100 mil.

    Olha, isso não chega a ser surpresa. Acho que a gente tem nossa anteninha particular e vai percebendo quando a coisa está sem controle. Quando perguntei e percebi que todos os amigos de Bia, sem exceção (e olha que são muitos) já tinham sido assaltados ou estiveram presente a um assalto, senti que era o momento de “cair fora”.

    Levei alguns anos pra decidir me mudar pra Suécia. Tinha medo de não conseguir “fazer alguma diferença” aqui, já que em toda minha vida estive envolvida com movimento sociais. Mas, a violência em Recife/Olinda e uma filha “baladeira”, era uma combinação bombástica, que ia resultar em uma mãe histérica, torcendo pra ela chegar viva em casa, todos os dias.

    Eu fui assaltada ao meio dia, na beira da praia, entre meu escritório e minha casa (10 minutos de caminhada), minha mãe teve que lutar com um bandido dentro da casa dela, uma amiga teve a família toda amarrada enquanto levavam tudo… e por ai vai. Na véspera da minha viagem pra cá, às sete da noite, na rua principal de Olinda, tive que correr de um cara numa motocicleta (já até falei sobre isso aqui, tá lá na categoria “pessoal”). Ai, não dá mesmo…

    Você não imaginam como me sinto aliviada, aqui, em relação à minha segurança e da minha filha. Dizem que a violência está aumentando aqui (claro que colocam a culpa nos imigrantes, especialmente do leste europeu). Mas, olha, diante do que eu estava vivendo, no Brasil, se é que existe alguma coisa por aqui, não é nada.

    Não sou do tipo nervosinha, não. Sou calma, viajo sozinha o mundo todo, na boa. Vivia reclamando com minha mãe, por que achava que ela estava exagerando… mas até eu, com minha calma (que minha mãe chamava de “leseira”) estava mudando completamente…

    Aliviada sim, mas estou tranquila na Suécia, feliz? como a gente pode ficar tranquila, sabendo que as pessoas que nós amamos estão correndo tanto risco todos os dias? e mais… como a gente pode ficar tranquila sabendo que o que causa essa violência toda é a miséria, a fome, o desemprego, a desintegração das famílias, a destruição de valores culturais e morais?

    Fico muito, muito triste. Por que o Brasil é lindo, as pessoas são criativas, alegres, mas o país está desmoronando com tanta violência. Os que não têm nada estão se acabando, numa marginalização social cruel, e os que têm alguma coisa estão presos dentro de casa, assustados.

    Agora, dá pra gente reclamar que Cidade de Deus é violento? e a realidade, não seria pior? No filme, pelo menos, o garotinho que sonhava ser fotógrafo se dá bem na vida, quantos têm a mesma sorte?

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    Dia da Mulher

    Denise | Violência | Monday, 08 March 2004

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    Segundo dados do Cfêmea (Centro Feminista da Assessoria), no Brasil, a cada quatro minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar ou por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.

    As estatísticas disponíveis e os registros das delegacias demonstram que 70% dos incidentes ocorrem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro.

    Violência contra mulher é problema em todo o mundo.

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