Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Com ou sem véu?

    Denise | Dubai,Viagens | Wednesday, 16 July 2008

    burga.jpgComo tava todo mundo curioso (eu também) tentei descobrir mais sobre essa máscara de metal, “assuntando” por aqui e pesquisando na internet, mas não consegui descobrir muita coisa sobre essa máscara, não.

    Só que ela se chama burga (não é burca, é burga mesmo) e o máximo que me disseram foi que “é uma tradição” e parecer ser bem rara, hoje em dia.

    Obviamente, na origem, é mais uma forma de opressão feminina, mas eu acho que é importante a gente aprender a relativizar um pouco. Claro que eu não acho, por exemplo, que extrair o clítoris das meninas é uma questão cultural e que a gente não pode interferir. Acho que é papel de todo mundo ajudar as mulheres vítimas de violência, seja onde for, mas também é importante também tentar ouvir e respeitar o que elas desejam, sem tentar impor nossos valores.

    Essa mulher, que está usando a tal burga, parece muito orgulhosa dela. Segundo me disseram, ela não é obrigada a usá-la (devem existir pessoas que o são, em regiões mais isoladas do país), mas para essa mulher, a burga é como mais um penduricalho, como os aneis, brincos, como as tatuagens e a roupa.

    Como muita gente sabe, especialmente depois da invasão do Iraque pelos EUA, existe um sentimento muito forte de orgulho e recuperação dos símbolos orientais, até como uma forma de resistência cultural. Cada vez mais mulheres aqui – e as que vivem em países ocidentais – querem usar o véu.

    Não é a mesma coisa da opressão e violência no Afeganistão, mas em vários países muçulmanos, o véu é uma escolha e por mais que a gente ache machista (e é mesmo!), não me sinto em condições de criticá-las.

    Na revista da Qatar Airlines tinha uma matéria sobre a Dubai International Fashion Week e uma das estilistas, que fazia roupas bem curtinhas, usava uma burka como essa aqui.

    Na conferência que participei, as mulheres têm burkas e véus produzidésimos, com logos da Chanel, Versace e Louis Vuitton, muito bordado, muito dourado e, principalmente, olhos lindíssimos super maquiados.

    Sei que é difícil pra gente entender, também me choca a imagem das mulheres, aparentemente, sem sua identidade visual (tenta achar uma delas no grupo…), mas também deve ser chocante pra muitas delas delas saber que nós injetamos toxina botulímica no rosto e fazemos lipoaspiração (que, infelizmente, já chegaram por aqui, também, para as mais abastadas).

    E assim é esse mundão, cada uma com seu cada qual e a gente tentando aprender mais sobre tolerância, diferenças culturais e os limites entre a solidariedade e o etnocentrismo. Nada fácil. Pra dizer a verdade não sei se eu aprendi alguma coisa, mas vou tentando.

    intervalo

    Resolvi reeditar esse post, que foi parte dessa série, que escrevi quando fui a Dubai, porque coloquei o pirulito aí acima por pura curiosidade (é sim, machista e de péssimo gosto), mas ficou parecendo que eu condeno o uso do véu e quero deixar claro que respeito as traduções muçulmanas.

    Em Dubai, conversei muito com as colegas que usavam véu e até burka. Fomos ao banheiro feminino, elas tiraram as burkas, tiramos fotos, rimos, elas se mostraram super vaidosas e defenderam, ferrenhamente, o direito de usar o véu ou a burka, se quiserem.

    Lembrei das muçulmanas feministas que conheci em reuniões internacionais ou até as lutadoras pelos direitos das afeganistãs, do RAWA – Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (foto acima e ao lado), quase todas usavam o véu e eram mulheres combativas e conscientes da importãncia de lutar pelos direitos das mulheres em seus países.

    Elas não usavam a burka (que cobre quase todo corpo), mas não abriam mão do véu, não como forma de “proteção”, mas como identidade cultural.

    Esses símbolos que nos parecem (e, convenhamos, muitas vezes são mesmo) opressores, se tornam parte da tradição do povo e se intrometer nessa cultura pra mudar o que a nós parece absurdo, mesmo com as melhores intenções, pode ser uma certa arrogância.

    Vejam o que a Barbrinha, escreveu:

    Sou brasileirissima, e me converti ao islamismo.

    Moro no Egito ha dois anos, nao usava hijab no Brasil e assim que cheguei aqui coloquei, mas lhe digo, soh uso o hijab NO EGITO, pq??????

    Pq aqui “virou moda” o uso do veu, e quem nao usa eh totalmente discriminada nas ruas e muitas vezes ofendida. Uma vez estavamos eu e uma amiga brasileira na rua e no inverno, entao estavamos com roupas de frio, e cuspiram nela. Claro que isso nao acontece com todos, mas andar sem veu aqui eh muito ruim, e como quero ter uma vida tranquilo, coloco o meu.

    O hijab no islamismo significa que uma “protecao a mulher”, vc o coloca para que fique protegida nas ruas, pois o cabelo eh algo sexy, e mostra-lo nas ruas atrai olhares de outros homens que nao seja seu marido.

    Eu acho valido essa ideia, mas EU a utilizo de outra forma, ja que o hijab serve para me “proteger”, eu o uso aqui e saio livremente, e qdo vou a qualquer outro pais eu o tiro, pois passo ser o centro das atencoes e essa nao eh a concepcao de usar ou nao o veu.

    Muitas muculmanas e muculmanos acham que eu estou errada, que uma vez colocado o veu, nunca mais vc podera tira-lo. Mas eu sei que quem decide se coloco ou nao sou eu e isso eh algo entre Eu e Deus, mais ninguem.

    Sobre a propaganda do pirulito, eu ainda nao a vi por aqui, assim que aparecer eu te aviso.

    Faco um convite a vcs que visitem o meu blog e vejam que islamismo nao eh como a gente encontra em livros, filmes e noticias ocidentais…..eh muito mais que isso, e se tiver afim, vcs todos serao muito bem-vindos.

    Aproveite e saborei por la uma xicara de cha preto e uns biscoitinhos de tamara….

    Segue o link:

    http://barbrinha.wordpress.com/

    Soh um parentesis….

    Para nao acharem que todo mundo aqui ofende ou agride alguem que nao usa veu…deixo claro que….existe fanatico religioso em qualquer religiao, e tambem existe aquele que acha que a religiao escolhida eh a melhor de todas e quem nao pertence a mesma nao tem credito nenhum…..

    Claro que a religiao que se escolhe eh a melhor, mas eh a melhor pra vc e nao precisa necessariamente ser a melhor para os outros…..

    Eu sou a primeira a mostrar que os arabes nao sao como pintam por ai….mas procuro sempre mostrar os dois lados da moeda…..

    No Libano, quem usa ou nao veu, nao tem problema nenhum….outros paises arabes vc tem que nao soh colocar o veu como tambem uma abeya, aquele vestido longo e muitas vezes preto das muculmanas……

    Beijos e fiquem com Deus

    Barbrinha”

    Se gostar, compartilhe:

    Voltando a Dubai

    Denise | Dubai | Tuesday, 20 November 2007

    Estava tão cansada quando fiz ese past que nem expliquei as fotos, mas vamos lá, sempre é tempo.

    Confesso que não sabíamos muita coisa sobre os Emirados Árabes, nem Dubai, a não ser que ra um lugar muito rico, antes de ir pra lá. Ted perguntava: “será que Abu Dhabi é o país e Dubai a capital?” e olha que ele já viajou muito…

    Os Emirados Árabes Unidos são uma federação de pequenos emiratos (território administrado por um emir), que fica no Golfo Pérsico. Os emirados são Abu Dabi (capital do EAU), Dubai, Sharjah, Ras Al Khaimah, Umm Al Qwain, Ajman e a Fujairah.

    Apesar de não ser capital, Dubai é a maior cidade e maior emirado dos EAU. Dubai também é o nome da capital do emirado, que tem cerca de 1.570.000 habitantes e pertenceu a Abu Dhabi até 1833.

    Alguns fatos e impressões que coletei sobre Dubai:

  • A enseada (creek) de Dubai foi fundamental para sua formação e até hoje tem importância para o desenvolvimento da cidade, que, ao contrário do que se pensa, não tem o petróleo como sua principal fonte de riqueza (é apenas 7% da renda do emirado), mas a maior parte dos recursos provêm da Zona Franca Jebel Ali, onde se localiza o porto de Dubai (o 13° mais movimentado do mundo) e empresas multinacionais que gozam de isenções comerciais e fiscais. O turismo também têm aumentado sua participação na economia.
  • 80% da população é imigrante, sendo a maioria vinda de países asiáticos, principalmente indianos, paquistaneses e filipinos. Esses estão em todo lugar, como mão de obra barata, sendo explorados e vivendo em péssimas condições (já volto a isso). Li em algum lugar que em Dubai “os europeus se divertem, os indianos trabalham e os árabes ficam ricos”. Claro que é uma super generalização, mas não tá tão longe da verdade…
  • Por todo canto em que passei, prédios e condomínios estão sendo construídos. Nunca vi nada igual. Essas construções não param, têm trabalhadores dia e noite e crescem com uma velocidade assustadora. Dizem que 30% dos guindastes de construção do mundo estão em Dubai.
  • A Burj Dubai (Torre de Dubai) já é o maior prédio do mundo, quando saí de lá tinha cerca de 820 metros de altura, mas acredita-se que vai chegar a um quilômetro, quando estiver terminado. Imaginem, um prédio com um quilômetro de altura!
  • Dubai é ostenstosa, em algumas áreas um pouco brega, mas mas não chega a ser TÃO brega como eu imaginava. Pensava que seria algo como uma “shanghai árabe”, mas tem menos dourado e neon. Ainda assim, é uma cidade de “novo-rico”.
  • Como já falei aqui, tudo em Dubai é grandioso, exagerado. Eles gostam de criar ilhas artificais. Quando estava lá, em todos os jornais (em inglês) se lia sobre a compra da ilha “Etiópia”, por Angelina Jolie, no complexo de ilhas produzidas artificalmente em formato de globo terrestre. Segundo a guia, Rod Stewart comprou a “Inglaterra”.
  • Pra ver tudo, compramos um bilhete de ônibus turístico “hop on-hop off”, no qual você pode subir e descer em todas as paradas mais importantes, e pegar o ônibus seguinte, que passa a cada meia hora. Custou cerca de 50 dólares por pessoa e dá entrda gratuita em museus e passeio de barco pela enseada. O ônibus passa por todos pontos que se merece ver na cidade.
  • Taxi é incrivelmente barato. Acho que se a gente tivesse pago 100 dólares a um taxista teríamos ficado com ele à nossa disposição e tido mais liberdade de horários… mas perderíamos a brisa do ônibus em movimento.
  • O trânsito é infernal, um dos piores que já vi. Como a sexta-feira é dia sagrado (é como o domingo pra gente) e as lojas e shopping só abrem depois das 2 e quase ninguém trabalha, é o melhor dia pra fazer a tour. Se tivesse sido em outro dia da semana, teríamos ficado parados no trânsito a maior parte do tempo.
  • O calor é de matar. Fomos num dos melhores meses e ainda assim, quase desmaio de calor. No verão, segundo a Carola, muitas mulheres – que não estão empregadas – levam os filhos pra fora do país pra poder escapar do sofrimento. Chega a 48 graus centígrados.
  • Talvez por isso, a cidade é cheia de shopping centers, entrei por alguns minutos em três e fiquei até mais tarde em um, pra matar o tempo à npoite quando Ted viajou pra cá e eu fiquei sozinha. Os shopping centers fecham à meia noite nas quintas e sextas-feiras. Os preços são pra árabes e imigrantes ricos. Gente como eu, indianos e filipinos só fazem olhar.
  • Entrar num desses shopping centers é quase como se teletransportar pros EUA, tem lojas americanas por todo lado, desde as mais simples como Forever 21, Claire’s e Sephora até outras bem sofisticadas e internacionais como Armani e Versace. De vez em quando, aparece uma lojinha local, onde vendem suas roupas tradicionais.
  • Dubai não dá cidadania a ninguém, os estrangeiros recebem autorização de trabalho, visto de residência, mas não podem se tornar cidadãos locais, por razões óbvias.
  • Todos têm direito a sistema de saúde gratuito.
  • Com 80% de imigrantes, não dá pra se dizer que estamos num país árabe. Tem mulheres de burca e mulheres super decotadas e de shortinho. Depende do bom senso e do local onde estão.
  • Uma coisa interessante é que imigrantes adoram reclamar dos “nativos”, mas nesse caso como reclamar dos árabes se eles são apenas 20% da população? vão reclamar de quem? a cidade é um conglomerado internacional e seus defeitos são resultado, também, do comportamento de cada um, é um grande sarapatel.
  • A cidade divide-se em uma parte mais antiga e outra mais nova (e mais brega, na minha opinião). Claro que minha paixão foi a região antiga, que fica do lado esquerdo do mapa, perto da enseada.De tudo o que mais AMEI foi a parada na estação principal de onde saem os “abras”, esses barquinhos que levam o pessoal de um lado pro outro, na enseada. Infelizmente, o tempo era pouco e já tínhamos feito o paseio de barco, senão teria pego um desses, deve ser uma experiência fascinante.Nessa estação a gente vê a concentração enorme de homens (muito mais que mulheres, já que são homens que vêm tentar a sorte pra depois trazer as famílias) e todos muito pobres. Pelas ruelas que levam à grande mesquita, centenas de homens solitários e empobrecidos.

    Leiam mais sobre os Emirados Árabes Unidos aqui.

  • Se gostar, compartilhe:

    Deserto de Dubai

    Denise | Dubai,Viagens | Monday, 19 November 2007

    Na quinta-feira, depois do encerramento da Conferência, os organizadores nos levaram pra um “safari” no deserto. Infelizmente, reunir 9 carros – 36 pessoas – não foi fácil e acabamos perdendo o famoso pôr do sol, já chegamos lá à noite. Mas, a cavalo dado, não se olha os dentes…

    O passeio lembra os buggies nas dunas de Natal, em alta velocidade, só que os motoristas se empolgaram, saíram da trilha e acabamos atolados, com outro carro batendo na traseira do nosso (foto 1). Tivemos que descer e esperar uns 40 minutos enquanto tentavam desatolar os carros, não conseguiram e mandaram outros carros pra terminar o passeio.

    Aqui, um videozinho com essa menininha fofíssima paquistanesa explicando o que estava acontecendo.

    Fomos até um acampamento, onde tinha um churrasco fantástico (fotos 4 e 5), com muito tabule, hummus e baklava… um show de dança do ventre ( (fotos 8 e 9), uma área pra fumar shisha (foto 3), uma mulher fazendo tatuagens de henna (foto 7 – não, Marcinha, aquela mão não era a minha, eu estava tão cansada – isso foi logo após a minha palestra – que não consegui nem ir até a tenda, fazer a tattoo!).

    No final, cada um dos palestrantes recebeu uma escultura (fotos 10 e 11) e fizemos uma foto com todas crianças (foto 9), representando a nova geração de defensores da amamentação.

    Se gostar, compartilhe:

    Arabian Day and Night

    Denise | Dubai,Viagens | Friday, 16 November 2007

    Estou feliz da vida, mas muito cansada!!! e com mais de 600 fotos pra separar, até agora. Volto assim que puder.

    A discussão sobre o uso do véu, aí abaixo, está interessantíssima. Assim que parar, conto das minhas conversas com a mulherada aqui, falei sobre as várias opiniões postadas aqui no blog e elas disseram o que acham disso tudo… aguardem. Agora vou desmaiar na cama, que amanhã é outro arabian day e eu estou adorando esse lugar…

    Se gostar, compartilhe:

    Primeira Conferência Regional de Amamentação do Oriente Médio – Dubai

    Denise | Amamentação,Dubai,Viagens | Wednesday, 14 November 2007

    Fotos:

    (1) Parcial da plenária (Ted bocejando ao fundo),

    (2) estande do grupo de amamentação, essa mulher com essa roupa cinza tem olhos bem azuis, é uma grande defensora de amamentação da região.

    (3) Sala VIP :-) fiquei impressionada com essa mulher de rosa, ela trabalha na organização do evento e trazia comidinhas, incenso e, nesses dois vidros, cobertos de organza dourada, tinha um perfume divino pra cada pessoa colocar um pouco. Ted saiu correndo. Essa loira de cabelo curto é a Ellaine, de Genebra, com quem eu fiz um safari em 2002, em Arusha e vou fazer outro aqui no deserto. Estou adorando rever muita gente legal como ela aqui,

    Um deles é Muhammed (que está na mesma foto, ao fundo). Ele esteve num encontro que organizei na Bahia em 2002. Foi feito num hotel, à beira da praia e até hoje ele comenta os bikinis das moças e morreu de rir dizendo que na época, eu disse a ele que, no Brasil, o nome daquele bikininho era “dental floss” (fio dental), agora imagina o cara acostumado com as mulheres mostrando só os olhos ir parar numa praia brasileira? pirou, né?

    (4) Bonequinha que amamenta feita por aqui,

    (5) Essa máscara é de metal e é incrível, nunca tinha visto nada igual,

    (6) Ellaine colocando o perfume com uma varinha de vidro,

    (7) Tatuagem de henna,

    (8) Cartaz anunciando uma roupa discreta pra usar na amamentação (e eu fiquei me perguntando “e essas rouponas não bastam? era só fazer uma fenda e tava tudo resolvido…”),

    (9) Não sei se é porque quase todos participantes são locais e de diversas regiões do golfo pérsico, mas a enorme maioria das mulheres está usando véu e muitas mostram apenas os olhos… mas aí, também, elas capricham na maquiagem, os olhos ficam incríveis! e

    (10) Flagrante. Ninguém vê, mas ali por baixo elas são chiquérrimas e poderosas.

    PS.: O safari no deserto é amanhã, agora vamos sair pra um jantar especial (imagino a produção das moças!), assim que der, conto mais, especialmente sobre uma pediatra que conheci que trabalha promovendo amamentação no Iraque!

    Jantar de confraternização

    Se gostar, compartilhe:

    Cheguei em Dubai

    Denise | Dubai,Viagens | Tuesday, 13 November 2007

    Uma coisa que eu aprendi com Ted foi a chegar no aeroporto com muitas horas de antecedência, ainda mais nos tempos de hoje e indo dos EUA pra um país árabe. Já perdi alguns vôos na vida por nada, por ficar em casa de bobeira e chegar atrasada no aeroporto.

    Ontem, saí de casa 4 horas antes do vôo. Era feriado, “Dia dos Veteranos de Guerra” e o aeroporto estava surpreendentemente vazio. Em pouco mais de uma hora, cheguei, fiz o check in e passei pela segurança, mas como tinha muita coisa pra me divertir, livros, revistas, dvds, computador, o tempo passou rápido e eu estava tranquila por já estar na área de embarque. Melhor assim.

    Eu tenho muita sorte. Mesmo com toda confusão,que foi minha vinda, no final das contas, acabei pegando um vôo melhor do que seria se nada tivesse acontecido. Ted viajou pela Delta Airlines e o vôo dele tava quase cheio.

    Eu viajei pela Qatar Airlines, que era o mais barato (interessante que ele custava 3.400 dólares em outros dias, mas na segunda, foi pouco mais de mil dólares). Essa é uma das melhores empresas pelas quais já viajei (as duas outras excelentes são Thai e Singapore Airlines).

    Além do vôo estar quase vazio, o avião era super confortável, enorme, ótimo atendimento, telas individuais, com escolha de 89 filmes, além de dezenas de programas de televião e joguinhos. Mas, vi somente o filme dos Simpsons (não gostei muito, não) e dormi. Aliás, dormi mais ou menos das 11 da noite às nove da manhã (horários dos EUA), sem intervalos.

    Como sempre faço em vôos que eu sei que estão vazios (pergunto antes de embarcar), fui direto lá pra trás e me abanquei numa poltrona de uma fila de quatro (espalhei minhas coisas em todas os assentos), torcendo pra ninguém aparecer, mas como as pessoas vão sendo colocadas da frente pra trás, primeiro na fila da janela, geralmente funciona. Assim, passei o vôo todo deitadinha nas quatro cadeiras, como se fosse primeira classe :-)

    A comida não era nada especial, mas era bastante e decente, durante todo o vôo tinha biscoitos, sanduiches e chocolates, mais sucos, refrigerantes e água, pra quem quiser, lá na cozinha do avião, que é enorme.

    Aliás, tava pensando nisso, tem.coisas que me dâo fome automaticamente, uma delas é shopping center, boto o pé nele e já quero comer algo. Outra é viajar, impossível fazer dieta. Cheguei no aerpoporto e fui direto comer um stromboli de espinafre e no avião, como TUDO que me oferecem. Como, ainda por cima, eu sou louca por comida árabe, já vi que vou precisar malhar dobrado ao voltar pra casa.

    Esse vôo foi de Washington para Doha (Qatar), onde eu fiquei apenas uma hora e meia (tempo suficiente pra comer umas samosas… hehehehe), depois peguei um vôo de 45 minutos pra Dubai, tudo sem atraso nenhum. Ao chegar tinha um funcionário do hotel me esperando pra me trazer pra cá, tudo super tranquilo.

    Agora é que eu vou pagar por ter dormido tanto. São uma da manhã aqui, mas eu acabei de acordar… pelo menos Ted vai me fazer companhia, ele fez a mesma coisa. Dormiu das 3 da tarde até as 11 da noite, acabou de acordar.

    Agora pedimos um jantar (indiano!) e com muita sorte vamos conseguir dormir um pouco daqui a umas 3, 4 horas. Amanhã cedo (noite pra gente) começa a conferência, por sorte a minha palestra é só depois de amanhã, mas preciso estar lá, participando de tudo.

    dubai4.jpgAmanhã, o grupo convidado do evento vai fazer um “desert safari“, com direito a passeio nas dunas num jeep e em camelo, por do sol no deserto, churrasco numa tenda típica beduína, tatuagens de henna, roupinhas locais e barraquinhas de artesanato, exibição de dança do ventre e quem quiser ainda pode fumar sheesha… hehehe…

    OK, OK, é tudo bem turístico, mas acho que ia ser difícil me meter num grupo de beduínos “real”, em dois dias livres por aqui, então, vai assim mesmo :-) aguardem as fotos!

    ps.: O blog está com comentários moderados, provisoriamente, já perceberam que sempre que eu viajo aparece um/a mala aqui?

    Se gostar, compartilhe:

    Descobri que eu estou indo pra ITU

    Denise | Dubai,Viagens | Sunday, 11 November 2007

    palm_jumeirah.jpg

    Dubai tem:

    E isso tudo pode ser visto em menos de meia hora, de carro. Via Dubai Metroblogging.

    PS.: Quando eu era criança, vivia sonhando em viajar. Um dos lugares que lembro que queria ir era Espanha, porque ganhei uma Suzi espanhola e outro era… Itu!

    Atualização (12/11)

    Notícias pré-Dubai

    Para deixar a viagem ainda mais “spicy”, não recebi ainda o fax com o visto pra UEA e Dr. Khalid escreveu dizendo que mandou, ontem… meeeeda!

    Mandei um email avisandoa ele. São 10 horas a mais por lá, pode ser que ele ainda tenha como mandar novamente. Mas, vou viajar de qualquer forma, pelo que entendi, a imigração vai ter uma cópia do visto no aeroporto… mais dedinhos cruzados por aí, hein?

    Agora vou malhar (pra relaxar os músculos pra viagem) e depois terminar de arrumar as coisas, conferir mil vezes se tá tudo na mala. Saio daqui à noitinha.

    Atualização 2:

    Perguntei a Carol como está o tempo por lá e ela respondeu “tá um calor gostoso”. Isso não existe pra mim, Carol, calor é calor e, pra mim, não tem como ser gostoso :-) agora, aqui tá um friozinho bem gostoso, tô morrendo de pena de perder uns dias do nosso inverno, que já tá cada vez mais curto :-(

    Atualização 3 (12/11 – 13:45h) – o drama do visto não acaba:

    Mandaram o fax om o visto para a recepção do meu prédio e para o escritório de ted. Não chegou em nenhum dos dois. Eu nçao me incomodo deviajar sem visto, porque sei que vai estar lá ao chegar no aeroporto de Dubai, mas acabei de lembrar que a empresa aérea pela qual vou viajar vai me pedir o visto AQUI, pra me deixar entrar no avião. É um comportamento padrão. Estou levando cartas convites, programação do evento, tudo que puder comprovar que tem alguém responsável pela minha ida, mas se implicarem, eu não embarco :-(

    Atualização 4 (12/11 – 15:12h):

    CHEGOU O VISTO… mas apenas no fax do escritório de Ted, estou tentando que mandem pra cá, pro meu prédio, porque senão terei que seguir de mala e cuia pro centrão da cidade, na hora do rush, no caminho pro aeroporto… continuem torcendo aí…

    Atualização 5 (12/11 – 15:40h):

    Agora o visto chegou aqui no fax do prédio, tá nas minhas mãozinhas, poucas horas antes de eu sair pro aeroporto… quase que tive um troço dessa vez… me aguardem, agora só escreverei direto da ilha da fantasia!

    Beijos e boa semana pra todo mundo!

    Foto: Palm Jumeirah.

    Se gostar, compartilhe:

    Estou indo pra Dubai, Emirados Árabes!

    Denise | Dubai,Viagens | Thursday, 08 November 2007

    dubai1.jpgPodia estar super feliz, mas dei uma bobeira tão grande, que nem consigo ficar animada, como estava há alguns dias…

    Fui convidada para participar da 1st Regional Conference on Human Lactation – Breastfeeding for Healthier Generations (Primeira Conferência Regional em Lactação Humana – Amamentação para Gerações mais Saudáveis), nos dias 14 e 15, em Dubai. Vou falar sobre “O Uso da Internet e Tecnologias de Comunicação da Web para a Promoção do Aleitamento Materno”.

    Acontece que esqueci de pedir o visto de entrada no país!

    Quer dizer, eu lembrava e no caminho até o computador, esquecia novamente. Nem era nada tão complicado, eu apenas deveria ter escrito pedindo que o organizador do evento fizesse tudo pra mim. Acontece que eu esquecia de pedir e ele não se preocupou comigo, porque achou que eu fosse sueca!!!

    Quando finalmente escrevi pra ele, na quarta-feira, ele ainda disse que eu não me preocupasse, que nenhum europeu precisava de visto (!!!!!!!!!)… eu achei que ia dar tempo dele conseguir o visto até amanhã, mas eles não trabalham nas sexta-feiras.

    O visto vai ficar pronto, me esperando no aeroporto, apenas na terça-feira. Nossas passagens estavam marcadas para o próximo sábado. Pra alterar apenas o meu bilhete, ia custar mais de 3 mil dólares.

    Eu tive que cancelar o meu vôo (não devolvem o dinheiro!) e comprar outro bilhete por outra empresa aérea (pela mesma estava cerca de 2 mil dólares). Agora, eu viajo na segunda, pra chegar lá na terça à noite. Ted manteve seus vôos originais, por isso também não posso voltar com ele, que sai de lá na sexta-feira, quando os bilhetes estão muito caros. Tenho que voltar no domingo de manhã. Um desastre.

    dubai2.jpgIsso tirou um pouco da minha alegria pela viagem. Ted vai ficar dois dias lá sem mim e eu vou ficar mais um, e sempre tentamos ficar o máximo possível juntos. Também, vamos viajar sozinhos, o que é muito mais estressante.

    Além do mais, temos que esperar que os organizadores do evento concordem em pagar um adicional de 1.000 dólares da minha nova passagem, senão, vai ter de sair do nosso bolso.

    Como nosso bilhete tinha sido super barato (por isso não pudemos receber o dinheiro de volta), e nem todo mundo que viaja a convite de eventos (ainda mais de um governo riquíssimo como o dos Emirados Árabes) se esforça pra procurar vôos tão baratos assim, estamos pensando que eles vão levar isso em consideração. Além do mais, fiz um pequeno site pra Conferência, de graça, apenas como um trabalho voluntário e, mesmo simplezinho, o site tá ajudando bastante.

    Além disso, no total, mesmo comprando dois bilhetes pra mim, eles ainda vão gastar apenas cerca 3.000 dólares por dois tickets, o que é muito pouco, aposto que os outros palestrantes estão indo com bilhetes bem mais caros que 1.500 dolares, cada.

    Mas fica uma tristeza e aquela sensação de culpa pela bobeira monumental que eu dei… e olha que não é a primeira vez que me enrolo com vistos, sempre vou deixando pra última hora, espero que agora eu aprenda :-(

    Bom, mas agora preciso lembrar que eu tô indo pra Dubai… a conferência vai ser super interessante, é uma possibilidade para mais contatos profissionais – numa região importante! – e o país é totalmente inusitado, surreal, diferente de tudo que eu conheço (quer dizer, imagino algo assim como uma Shangai árabe). Vou ter muito o que contar e muitas fotos pra mostrar a vocês, só preciso agora me animar um pouquinho…

    ps.: Os dedinhos cruzados de vocês ajudaram, sim. Podia ser pior, podia ser que eu nem fosse mais. Obrigada :-)

    Atualização (09/11):

    Está dando tudo certo, o pessoal entendeu bem minha situação. Vou ficar nesse hotel, que tem high speed internet, portanto, vou poder blogar de lá.

    Se tudo der certo, vou encontrar a Carola, do blog Mambembe. E aguardem, vou à caça de tecidos bem especiais para nossas bolsas ;-)

    Viajo na segunda-feira à noite mas, até lá, estarei hiper ocupada terminando muitas coisas por aqui. Vou tentar continuar postando, mesmo assim. Beijos e obrigada pelo apoio!

    Se gostar, compartilhe:

    .