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    Finalizando Istambul

    Denise | Turquia,Viagens | Tuesday, 01 June 2004

    bosf2.jpgOlá, pessoal… estou de volta e não é só a Zulmira, não, eu também estou enjoada de falar de Istambul… hehehe… mas como eu gosto de terminar o que comecei, deixa fazer os últimos comentários:

    Não existe viagem perfeita, nem lugar perfeito pra ir, ainda mais num tempo de terrorismo e violência. Quando o avião estava levantando vôo de Istambul, conversávamos sobre como nos sentimos seguras, na cidade, enquanto eu passava os olhos no jornal (em inglês).

    Minutos depois de dizer isso, dei de cara com a seguinte notícia: “Bomba em um estacionamento da McDonald’s explode em Istambul, sem deixar feridos”. Isso aconteceu no dia anterior quando estávamos lá. Ainda assim, não deixaria de ir lá, mas com certeza, jamais irei a McDonald, ainda mais em um país muçulmano.

    • Esqueça a bomba acima e não deixe de ir a Istambul, se tiver oportunidade. Afinal de contas, ninguém vai deixar de ir a Nova York, Madri ou Londres…
    • Acho que as pessoas, às vezes, têm pouca imaginação quando podem visitar um outro país e acabam indo pros de sempre… Vou citar algumas vantagens de ir pra Istambul ao invés de Paris, por exemplo:
      • é mais bonito
      • é mais barato
      • é mais exótico, você aprende sobre novas culturas e religiões
      • Istambul é mais seguro
      • as compras podem ser geniais e baratas
      • as pessoas são mais simpáticas
      • tem menos turistas
      • ninguém fica irritado por você não falar turco
      • em Istambul, nos lugares turísticos, fala-se até espanhol, que facilita pra gente
      • você pode tomar um banho turco

    maistambul.jpg

    • Eu sempre imaginei que a Turquia era um país super perigoso, com aqueles homens mal encarados… Não foi nada disso que vimos. As pessoas são gentis, cordiais e simpáticas. É verdade que os homens cantam a gente descaradamente, mas, se não der corda, nada acontece. Claro que deve-se ter bom senso (como em qualquer cidade) e vestir-se adequadamente, por exemplo, e evitar lugares muito longe dos pontos turísticos. Mas, saímos, à noite para jantar, e tudo pareceu bem tranquilo.
    • A pior coisa em nossa estadia em Istambul foi tentar, o tempo todo, escapar de “roubadas” e quem for lá tem que se ligar mesmo. Faz parte da cultura turca tentar “se dar bem” o tempo todo (parece familiar??) e turistas são sempre “otários” (já vi isso em algum lugar…). O taxi engana, o hotel engana, os vendedores enganam, as agências de turismo enganam o máximo possível…Como nossa viagem foi muito curta, tivemos pouco tempo pra sair pesquisando e acabamos perdendo dinheiro com isso. É o custo da aventura e falta de planejamento (mas, que, no final, valeu a pena), Alguns exemplos de roubadas:
      • As agências de turismo são a maior roubada na Turquia, se tiver tempo, tente organizar seus passeios sozinha. Nossa maior roubada foi na excursão ao Estreito de Bósforo… vou contar mais sobre isso a seguir. Mas, também o Banho Turco poderia ter sido muito mais barato se tivéssemos ido sozinhas.
      • O Hotel. Reservei nosso hotel pela Hostel World e eles cobram uma percentagem que será descontada ao pagar as diárias. Por que me colocaram em um quarto “melhor”, não quiseram descontar os 11 dólares que deviam, ainda que tenham dito que ficaria pelo mesmo preço. Tudo no hotel foi enrolada. Vale a pena chegar com todos os valores decididos com antecedência, não deixe pra última hora.
      • Compras, nem se fala, né? tem que pechinchar muuuuuuuuuito.
      • Taxi. Ai, meu Deus, essa é a pior parte. São muito baratos mesmo, mas o que eles andam pra que a gente pague mais é de deixar enjoadas. No primeiro dia, pegamos um taxi por que estávamos exaustas. A corrida deu 3.000.000,00, mas com todos esses números, no taxímetro, fiquei confusa e achei que era 30.0000.000,00… paguei e o taxista ficou calado… ganhou o dia, né? no dia seguinte, pegamos outro taxi e a corrida deu 4.000.000,00, quando fui pagar dez vezes mais, ele devolveu o dinheiro rindo… tá vendo? nem todo mundo é enrolão!

    Estreito de Bósforo

    bosf1.jpgSabíamos que nossa ida à Istambul não seria perfeita sem um belo passeio no Estreito de Bósforo (que vocês podem ver nessas fotos).

    Como eu sou meio encanada com passeios de barco (morro de medo daqueles naufrágios que a gente vê na televisão com 500 pessoas nas Filipinas) e como estava com Bia, resolvi procurar o que eu achei que podia ser mais seguro: uma agência de viagem.

    Reservamos uma excursão pela qual nos cobraram 30 euros, cada uma. Achamos caríssimo, mas pensei que valia a pena o conforto de estar em um barco de turismo, com melhor visibilidade e a segurança mais garantida.

    Foram nos buscar no hotel, de manhã cedo. Era uma excusrão em que quase todos era alemães. Eu e o guia não nos entendemos desde o primeiro momento. Era um turco metido e que fazia piadinhas sem graça. O único turco chato que encontramos!

    Mas, ao chegar ao barco… a grande surpresa… ele teve a cara de pau de nos levar para um barco de transporte, desses que todo mundo pega pra ir de um canto a outro, tipo a barca “Rio-Niterói” e ainda disse “nossa excursão é melhor porque estamos num barco tradicional”… quase tive um enfarte de raiva.

    Pagamos 30 euros por um passeio de barco que nos teria custado 3.55 euros… imagina a raiva… o barco era enorme, mas como era de transporte, a maioria dos lugares ficava dentro do barco, sem nenhuma visibilidade.

    Ai ele sugeriu que todo mundo sentasse na parte interna do navio e foi dar uma aula de história turca. Acontece que os lugares lá fora, onde dava pra ver alguma coisa, eram pouquíssimos, pedimos licança e saímos, deixando o turco bufando lá dentro com um grupo de alemães perplexos e paralisados hehehe…

    Claro que fomos as únicas do grupo a pegar bons lugares e ver o que era possível, naquelas condições. Eu estava com raiva demais pra aproveitar os primeiros minutos, mas depois relaxamos e aproveitamos um passeio lindíssimo, mas que poderia ter sido feito por um décimo do preço!

    Finalmente

    Istambul foi uma experiência relâmpago, mas inesquecível. Por isso, eu adoro viajar e não me incomodo de gastar tudo que eu economizo com isso. As coisas que a gente compra se quebram, estragam, se perdem, são roubadas, desaparecem, mas as impressões de viagem ficam guardadas a vida toda.

    De vem em quando, pego lá no meu baú interno uma sensação, um cheiro, um gosto, uma lembrança de algum lugar no mundo onde eu estive. Nada é melhor que viajar e isso fica guardado, sempre, na nossa memória.

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    Hammam – Banho Turco

    Denise | Turquia,Viagens | Thursday, 27 May 2004

    haram4.jpg Antes de tudo, pessoal, obrigada pelos comentários tão carinhosos e animadores! não sei se alguém assistiu “O Turista Acidental”, um filme dos anos 80, sobre um cara que escrevia guias de viagem… eu não tenho nada a ver com ele (Deus me livre!), mas lembro que foi a primeira vez que pensei “essa seria a profissão ideal pra mim”… hehehe…

    Seria…se eu não gostasse tanto de ficar coladinha em Ted e Bia! mas, falando sobre nossas viagens, aqui, eu vou exercitando minha porção guia turística hehehe…

    Enfim, voltando à Istambul… Além das mesquitas, palácios, bazares… também tivemos uma experiência absolutamente insólita:

    O Banho Turco

    haram1.jpgNão lembro se comentei com vocês, mas estava faltando água na cidade, quando a gente chegou… a gente se pergunta se é verdade ou eles fecharam o registro da água pra forçar a gente a visitar um banho turco… Enfim, no segundo dia sem um banho decente, decidimos que era hora de conhecer essa tradição milenar…

    Os “hammam” (como são chamados, em turco) foram inspirados nos banhos gregos e romanos, mas foi Maomé que estimulou sua proliferação, em torno dos anos 600.

    A imagem, divulgada, especialmente pelos EUA, hoje em dia, é de que os muçulmanos são pessoas sujas, com aquelas roupas esquisitas e barbas longas. Na verdade, o Corão diz que a limpeza do corpo está diretamente relacionada à limpeza da alma, e isso possibilitou o surgimento e manutenção dessa tradição em países islâmicos, e principalmente na Turquia.

    O Hammam que nós fomos, “Suleymaniye Bath”, foi cosntruido em meados de 1500, pelo mesmo arquiteto da Mesquita Suleymaniye, Sinan. Vários sultãos já tinham tomado banho nesse haram. Como tudo em Istambul, era lindíssimo, a entrada cheia de tapetes, almofadas, tafetás e brocados. Tudo muito luxuoso.

    haram3.jpgClaro que nós já tínhamos ouvido falar dos “banhos turcos”, mas nunca tínhamos lido sobre isso ou visto fotos, portanto, não tínhamos idéia do que se tratava… e a surpresa foi grande… A gente imaginava que era como uma grande piscina, precedida de uma sauna, e só. Mas era muito mais que isso…

    Fomos encaminhadas para pequenos vestiários, com a porta de madeira toda trabalhada, onde deveríamos tirar toda a roupa e nos enrolar com esse tecido da foto ai do lado. Detalhe: o banho turco, nesse local é misto. Eu e Bia preferimos ficar de calcinha.

    Calçamos um tamanco de madeira, lindo, e nos encaminharam pra sala principal, belíssima, toda de mármore, igual a essa primeira foto ai acima, mas sendo que só estávamos eu, Bia e um rapaz.

    É uma sala redonda, toda de mármore, pé direito alto e toda em arcos. Ao centro, algo como uma mesa de mármore redonda, no meio da sala, gigante, onde a gente podia deitar. Preferimos ficar num dos cantos. É uma sauna gigante. O calor é inacreditável. Mas, uma delícia (por pouco tempo)

    Segurando o pano quadriculado, deitamos lá no mármore… relaxamos, mas alguns minutos depois eu já tava meio impaciente… sou muito hiperativa pra ficar parada muito tempo… a gente tentava falar baixinho pra não incomodar o rapaz, mas morríamos de rir da situação inusitada.

    haram5.jpgO calor estava demais, levantei e fui até uma das pias que ficava nos seis cantos, com uma bacia, com a qual jogávamos água no corpo, pr aliviar. Era pra ficar meia hora ai, mas antes disso, a gente já tava pegando fogo… fui chamar o homem que nos atendeu e expliquei que já tinha sido o suficiente pra gente…

    Querid@s… imaginem que nos apareceram dois turcos, pelados e enrolados num tecido igual ao da gente… o mais bonitinho pegou logo Bia… o meu era feinho, magrinho de dar pena… heheeh… eles nos levaram pra um canto, cada uma e aí é que começou o tal banho turco.

    Pois é, no tradicional banho turco não tem piscina, não, trata-se de alguém lhe dando um banho completo… que começa com uma bela exfoliação, feita com uma luva de alguma coisa natural e bem grossa. A gente senta num canto e eles passam a escova pelo nosso corpo todo… ou, pelo menos, nas partes que a gente deixa disponível… no meu caso e de Bia, reduzidas pelo tecido que segurávamos com toda força… hehehehe…

    hamam.jpgDepois disso, nos deitam numa mesa de mármore e começam a nos ensaboar com um sistema muito interessante, eles têm uma toalha quente, com um sabão super cheiroso dentro… ai eles sopram na toalha e a passam pelo nosso corpo quente e cheia de ar… uma delícia que não dá nem pra explicar! Ma,s confesso que, ainda assim, ficava meio desconfiada… imagina um homem estranho, somente enrolado num pano, lhe ensaboando… mas juro que não fiquei com essa cara de boba da mulher da foto ao lado!

    Bom, feito isso, aí vem uma massagem forte em todo o corpo, com óleos essenciais… nesse momento você já tá tão bem, tão relaxada que só falta deixar o tal pano cair… hehehe… (mas não deixamos , näo! hehehe…)

    Ai voltamos pra o cantinho do lado da pia e eles começam a jogar água na gente, pra enxaguar… água quente, fria, quente, fria… ai meu Deus…

    haram2.jpgFinalmente, nos levam pra outra sala – aí já eu e Bia juntas – jogam esse outro tecido quadriculado branco em nossas costas e balançam, pra enxugar com o ventinho… ainda fizeram menção de ir enxugando a gente mas eu disse que já tava bom (imagina!!! hehehe).

    Enrolam um outro tecido quadriculado em nossas cabeças e nos levam pra essa sala, da foto acima (eu e Bia). Nos tempos antigos, essa sala servia para socialização, era onde se tomava chá e café, conversava-se, contava-se fofoca e armava-se grandes ciladas para os sultãos… como só estávamos eu e Bia (o rapaz ficou por lá!) e a gente já estava socilaizada o suficiente, ficamos lá um pouquinho, tiramos essa foto, morremos de rir, contando todas as sensações do banho e a nossa surpresa com tudo, depois caimos fora… fechamos a noite com um belíssimo jantar num ótimo restaurante que tinha vista pra Mesquita Azul! Essa foi uma noite inesquecível pra mãe e filha!

    Bom… essa foi a nossa experiência no banho turco… muito, mas muito inusitada mesmo… mas, olha, a gente se divertiu muito. Saimos de lá bem levezinhas como plumas, dormimos com os anjos e… no dia seguinte, tinha água no hotel… coincidência???!!!

    ¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤

    Informações práticas: Pagamos 20,00 euros cada uma, para o banho, incluindo transporte. Muito caro. Claro que poderíamos conseguir pela metade do preço, mas esse é o custo de se ter uma viagem de dois dias. A gente não tem tempo de procurar nada e fica na mão do hotel mesmo. Tendo tempo, vale procurar bem, antes de decidir para qual ir porque tem muitos na cidade. Esse Hammam ficava aberto de 7 da manhã a meia noite, todos os dias, inclusive final de semana.

    ¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤

    (Obs.: Não dava pra fotografar lá dentro, por causa do vapor, portanto, estou colocando fotos que achei em sites oficias de turismo, apenas pra vocês terem uma idéia de como é o banho turco. Apenas duas dessas são nossas fotos)

    Amanhã espero terminar essa série, falando sobre o passeio de barco no Estreito de Bósforo, sobre o povo turco, a segurança no país e as algumas dicas a mais. Confesso que já estou enjoando de falar em Istambul…

    Não tenho visitado os blogs das minhas amigas e amigos porquê ando muitíssimo ocupada com uma novidade que pretendo contar pra vocês, depois que passar nossa série de Istambul… Mas, estou com saudades e voltarei em breve!!!

    (Continue lendo aqui)

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    Bazares, compras… pechinchando em Istambul!

    Denise | Turquia,Viagens | Tuesday, 25 May 2004

    Grand Bazar

    fotograndbazar.jpg

    Então… seguimos pro Grande Bazar, que também ficava relativamente perto do nosso hotel, dá pra ir caminhando.

    oldbazaar.jpgComo tudo, na Turquia, a imagem do Grand Bazar, construido em 1464, é impactante. Após passar pelas belas portas em forma de arco, entramos em um lindíssimo labirinto de mais de 4.400 lojas, mesquitas, bancos, restaurantes que abre todos os dias, menos no domingo.

    Mais uma vez, influenciadas pela imagem que tínhamos de Istambul, esperávamos um mercado a céu aberto, caótico e desorganizado.

    No entanto, encontramos um mercado relativamente limpo, belíssimo, com decorações de teto diferente em cada ala, produtos lindamente organizados em cada uma das lojas. A forma como eles empilham as especiarias, os cristais e prataria, em si, já é um espetáculo.

    Nesse bazar vende-se de tudo, mas o seu forte são os tapetes, as jóias, as pratarias, artesanatos locais e souvenirs.

    Mercado Egípcio de Especiarias

    especiarias1.jpgO Mercado de Especiarias, chamado em turco de “Misir Carsi”, que significa “bazar egípcio” é fantástico. Eu, pessoalmente, gostei ainda mais dele do que do “Grand Bazar”. Esse me parece mais autêntico, mais popular.

    Grande, sem ter, no entanto, as dimensões do Grand Bazar, nele a gente encontra muitas especiarias como curry, açafrão, orégano, cominho, pimentas de todo tipo e outras coisinhas que nunca ouvi falar. Maravilhoso pra quem gosta de cozinhar (confesso que não é meu caso, mas adoro olhar… hehehe).

    As cores e os cheiros das especiarias dão uma cara muito especial a esse mercado, que ainda tem remédios naturais (incluindo um bolinho que eles chamam de “viagra turco”), chás de todo tipo (incluindo o chá do amor), pistache, amêndoas, nozes, damascos, frutas secas. Além, claro, do famoso café turco e dos docinhos locais.

    A forma como arrumam os produtos é super cuidadosa e esteticamente sofisticada, como vocês podem ver em nossas fotos.

    Compras em Istambul

    Como essa viagem não foi planejada com antecedência e tivemos mesmo que sobreviver tirando dinheirinho no caixa eletrônico, tudo parecia meio caro pra gente. Ou, pelo menos, não era super barato, como a gente imaginava.

    Pra vocês terem uma idéia do que dá pra comprar, vou colocar alguns algumas fotos das coisinhas mais comuns que se encontra em Istambul, e quanto pagamos por elas.

    souvenir1p.jpgCaixinha com dois copinhos de vidro com pires e colherinhas, muito usados na Turquia para tomar chá (especialmente de maçã, acompanhados de saquinhos de seis tipos de chá diferentes. Custou 8 milhões de liras turcas (cerca de 17 reais). Também são vendidas caixinhas com 6 copinhos desses, com pires e colherinha (sem o chá) por 30 milhões de liras turcas (cerca de 63 reais).

    souvenir3p.jpgEssas caixinhas também são uma graça, com um moedor e sete tipos de especiarias diferentes. Custam 6 milhões de liras turcas (cerca de 12,50 reais).

    souvenir5p.jpgEssa caixinha, com detalhes em madrepérola, é um belíssimo jogo de gamão. Custou 25 milhões de liras turcas, (cerca de 52 reais) e vai pros meus sobrinhos queridos, Yuri e Igor.

    Finalmente, eu adorei esse amuleto turco ai abaixo, o “nazar boncuk”, para se pendurar na porta e evitar mau olhado. Depois de pechinchar muito, saiu por 4 milhões de liras turcas (8 reais).

    souvenir6.jpg

    Enfim, provavelmente, eu poderia encontar coisas ainda mais interessantes e, talvez, mais baratinhas, mas com dois dias de viagem, é difícil pesquisar como se deve!

    Lidando com os vendedores

    vendedoresturcos.jpg

    Bem, aí, queridos, é um capítulo à parte… dá trabalho e traumatiza… hehehe… eles são realmente “agressivos”, invadem nosso espaço, dão cantadas, empurram a gente pra dentro das lojas.

    A gente tentou ser super discreta nas roupas, mas não percebemos que Bia tava com uma calça de cintura baixa… foi uma agonia… hehehe… arrumou turcos apaixonados e mais cantadas do que quando a gente passa em prédio em construção no Brasil.

    A dica, na minha opinião, é não ser muito simpática, eles SEMPRE perguntam de onde você é (no nosso caso se éramos francesas, italianas, americanas e até do Equador, ninguém adivinhou de onde somos). No início, dizíamos que somos do Brasil…

    vendedoresturcos.jpgAi era uma festa… futebol (tem vários jogadores brasileiros na Turquia), Ronaldo, Alex, samba, carnaval… mas ai eles não nos deixam mais em paz e vão atrás da gente… teve um que seguiu Bia por duas quadras tentando vender um pião. O melhor é não dizer nada, apenas “NO”! parece rude, mas vocês não tem idéia do que é um turco atrás de você! hehehe…

    Quanto aos idiomas, ficamos impressionadas. Muitos, mas muitos mesmo falam vários idiomas, inclusive muita gente fala espanhol pefeitamente nos bazares. Não existe nenhum problema de comunicação. (estou falando de Istambul, não do interior da Turquia).

    No final, pra evitar assédio Bia dizia que só falava Svenska (sueco!) e não é que apareceram uns três vendedores que falavam sueco também!!! incrível! nós que achamos que a Turquia parece um país atrasado, deviamos pensar em nossos pontos tuisticos, onde é difícil encontrar quem fale um outro idioma.

    Viagra TurcaE tem os preços… esses são sempre pelo menos o dobro. A gente tem que pechinchar muito. E pechinchar, após dois dias, cansa. Eu tinha tido a mesma experiência na Tailändia e no Nepal. É cultural, eles quase se ofendem se você não pechincha.

    Nunca demonstre muito interesse pelo produto, regateie, diga que viu a mesma coisa mais barata em outra loja, finja que vai embora, quase sempre eles vão atrás de vocês. Comprei uma caixinha com uns elefantinhos pra minha mãe por um preco 4 vezes menor do que eles pediram. Tem que pechinchar.

    Por outro lado, algumas coisas são fixas mesmo, como essas caixinhas e chá e especiarias ai acima. Pechinchei em todo canto e nada… ai tem que levar pelo preco que eles pedem mesmo.

    Enfim, comprar, na Turquia, é uma grande experiência, principalmente quando se tem muito dinheiro, que não era nosso caso… hehehe…

    Sorry E, pra fechar, uma foto que achamos genial e absolutamente surrealista, de uma placa encontrada em uma loja, onde está escrito: “Desculpem, a loja está aberta”… hehehe… Isso é Istambul! fantástico!!!

    Amanhã contarei como foi a experiência de um banho turco, falarei sobre o povo em Istambul e a segurança na cidade… aguardem um pouquinho mais ;)

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    O Oriente criado pelo Ocidente

    Denise | Turquia,Viagens | Monday, 24 May 2004

    midnightexpress.jpgEstou lendo o livro Orientalismo, de Edward Said, onde ele fala que o “Oriente”, que nós conhecemos, é uma invenção do Ocidente. Pudemos comprovar isso, em Istambul. Quando a gente pensa nessa cidade, carregamos um grande número de preconceitos e imagens forjadas em Hollywood e no medo do desconhecido.

    A imagem que eu tinha de Istambul era do filme “Expresso da Meia Noite“, que muitos de vocês devem conhecer. Dirigido por Alan Parker, em 1978, esse filme, conta a história de Billy, um americano bonzinho que foi preso no aeroporto de Istambul ao tentar traficar uma “pequena” quantidade de drogas e sofreu horrores nas mãos dos bárbaros turcos, em uma cadeia medieval.

    Adolescente, eu chorava horrores, assistindo esse filme, que tem uma belíssima trilha sonora de Giorgio Moroder, revoltada com esses turcos ignorantes, que não falavam inglês!! e maltratavam o menininho branquinho e do bem. Como a gente aprende na vida, né??

    Conversando com um dos atendentes no hotel que a gente estava, mencionei ese filme, ao que ele respondeu: “Oh, não, esse é o maior pesadelo dos turcos, vocês não têm idéia de quanto sofremos por causa dele!”.

    Mas, enfim, descontando todos os exageros, esse é um belo filme. Apenas, tenham em mente, que aquela não é a Istanbul real!

    Ah, e o aeroporto, hoje em dia, é mais luxuoso que o Charles de Gaulle, de Paris!

    (Leia “In the Occident, clichés about Turks are still surviving: The movie Midnight-Express, an actual case “)

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    Continuando a nossa jornada…

    Denise | Turquia,Viagens | Sunday, 23 May 2004

    ist.jpg

    Como falamos ontem, a nossa chegada foi um pouco “tumultuada”, mas após uma boa noite de sono, estávamos preparadas pra conhecer tudo que fosse possível nos dois dias e meio que tínhamos… Pode parecer pouco, mas vocês nem imaginam como deu pra conhecer tanta coisa nesse tempo…

    Foi uma viagem inesquecível e estou muito feliz por ter tido a oportunidade de compartilhá-la com a minha filha.

    O café da manhã

    Acordamos cedinho, tomamos o café da manhã (incluido no preço do hotel: pãozinho francês, ovo frito, queijo feta, azeitonas pretas, tomates, manteiga, queijo cremoso, geléia de cereja, suco, chá e café) e fomos pra rua… logo na saída, uma feirinha, onde a gente comprou uma saco cheio de cerejas… hummmm… e vamos explorar a cidade…

    Um pouco de História

    Istambul não é a capital da Turquia (que é Ankara), mas é a mais rica, mais interessante e mais importante cidade do país. Com mais de 15 milhões de habitantes, a antiga Bizâncio, posteriormente Constantinopla e atualmente Istambul, tem uma história que se confunde com a história da civilização.

    Em 29 maio de 1453, o sultão Mehmet II conseguiu romper as muralhas de Constantinopla e invadir a cidade. Um evento tão marcante que passou a ser considerado como início da Idade Moderna. A gente ouvi muito falar nisso nas aulas de história “a tomada de Constantinopla pelos turcos”, lembram?

    A história recente da Turquia foi traçada por Atäturk (Pai dos Turcos). Foi ele quem, em 1922, acabou com os privilégios dos sultões e trouxe democracia ao país. Tem fotos dele por todo canto. Tentamos fotografar um prédio que tinha um banner com uma foto enorme, mas não permitiram.

    A cidade

    Respira-se história por todo lado. Nosso hotel ficava na “Old Istambul”, ou Sultanahmet, que é o lugar ideal, e o que eu aconselharia a qualquer pessoa se hospedar.

    bluemosque.jpg
    Começamos a explorar a cidade caminhando e, após cinco minutos, já encontramos uma das construções mais bonitas da cidade: a Mesquita Azul. Conhecida por esse nome por causa dos azulejos azuis, no interior.

    A imagem que temos da Mesquita Azul, construída a partir de 1609, é impactante. O céu estava bem azulzinho, o que contrastava ainda mais com a brancura da mesquita, que de azul só tem os azulejos internos. O jardim estava lindo, todo florido. Não se cobra entrada, mas sugere-se uma doação.

    sofia.jpg

    Bem em frente à Mesquita Azul, fica a Igreja de Santa Sofia. Hagia Sophia (em Grego), Santa Sofia (em Latim), ou Ayasofya (em Turco), foi o maior templo Cristão do mundo, desde a sua criação, no século VI, por ordem do Imperador Bizantino Justiniano, até à construção da Basílica de São Pedro em Roma, cerca de 1000 anos mais tarde.

    Virando uma rua, encontramos o Palácio Topkapi, que é absolutamente deslumbrante. O Palácio, que foi residência dos sultões por três séculos, foi construido logo após a conquista de Constantinopla em 1453.

    topkapi.jpg

    A entrada pro Palácio custa 12 milhões de liras turcas (25 reais). Para ver o Harém, que é absolutamente imperdível, pagamos mais 10 milhões de liras turcas (cerca de 20 reais).

    Estar num harém foi uma experiência impressionante pra mim, que li o livro Sonhos de Transgressão – Minha Vida de Menina Num Harém“, da Fátima Mernissi. É interessante imaginar como foi a vida daquelas mulheres, que viveram nesse harém e que, mesmo sem ter liberdade, acabavam influindo, decisivamente, na vida do país.

    As vida das mulheres na Turquia de hoje

    Estando em Istambul, a gente percebe que a situação das mulheres é melhor que em outros países islâmicos. Desde que a Turquia virou uma república, com as reformas de Atatürk, em 1922, as mulheres conquistaram mais espaço na sociedade, apesar de ainda estar longe de ter alguma igualdade de gênero. O uso do véu foi proibido, casamento civil e divórcio estabelecido, adquiriram direito a possuir e herdar bens e garantiram o direito ao voto (muito antes que a Suiça, por exemplo)

    A Turquia teve uma mulher na Suprema Corte de Justiça e mesmo chefe de governo, muito antes que outros países ocidentais como o Brasil e EUA.

    No entanto, na prática, a história é diferente. Ainda encontramos muitas mulheres usando véus, nas ruas, e a sua postura perante os homens é de submissão. Os turcos são homens muito machistas e conquistadores. São muitos séculos de história que necessitam de muita luta para superar a opressão masculina, não bastam leis, mas elas são benvindas e um grande avanço, ainda mais no mundo islâmico.

    Amanhã, escreverei sobre os lindíssimos mercados e bazares com seus aromas e cores, sobre o queanto se tem que pechinchar e sobre a segurança em Istambul. Aguardem :)

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    Aventura em Istambul!

    Denise | Turquia,Viagens | Sunday, 23 May 2004

    fotosistambul.jpg

    Pois, é Daniela e Márcia, essa maravilha é mesmo Istambul, na Turquia, como também acertaram a Maitê, o César e a Eldora.

    Foi mesmo uma viagem relâmpago!!!

    Istambul é um dos lugares mais lindos que já vimos!!! Eu sou muito, mas muito impulsiva mesmo e gosto de decidir coisas de última hora… Bia chegou em casa, na última quarta, avisando que não teria aula na quinta e sexta- feiras, é o feriado conhecido no Brasil como Corpus Christi, aqui Kristi himmelsfärds dag .

    Como chegamos lá

    A gente já tinha pensado em visitar Istambul… ai ela perguntou se eu topava… eram 4 da tarde do dia anterior… eu telefonei pra Varig, torcendo pra conseguir duas passagens gratuitas, com as milhas do Smile, que eu tinha acumuladas. Por sorte nossa, conseguimos duas passagens pro dia seguinte (aliás, a Varig nunca me deixou na mão quando precisei, já usei as milhas pra ir pra Lima, no Peru, e Los Angeles, EUA).

    Viajamos na quinta, às 7 da noite. Não contamos pra ninguém pra onde a gente ia – somente pra Ted e uns amigos de Bia – pra evitar que minha mãe sofresse por antecedência, e sem necessidade, é que ela é meio preocupada demais… hehehe… Ela só soube quando chegamos aqui, sãs e salvas :)

    A chegada em Istambul

    bazarturquia.jpgAi começou nossa aventura. O hotel que reservamos tinha um serviço pra ir buscar no aeroporto, como a gente ia chegar à 1 da manhã, achamos melhor contratar esse “transfer”. Acontece que, ao chegarmos, o cara era bem mal encarado, rabo de cavalo, barba por fazer e era um carro particular, não um shuttle, como eu imaginava. Fiquei apavorada, no caminho do aeroporto. Ai comecei a conversar muito com ele, como uma forma de “estabelecer um contato”, torcer que ele simpatizasse com a gente…

    Conversa vai, conversa vem, eu comentei que as pessoas achavam que a Turquia era perigoso, meu marido estava muito cuidadoso, sabia pra onde eu estava indo etc… ai eu disse “na verdade acho que as pessoas aqui são muito legais (very friendly)”. Ele olhou pelo espelho retrovisor e disse: “pois é, na verdade nós somos amigáveis até demais (too friendly)”… foi o que bastou pra o coração disparar, achando que ele estava sendo irônico… bom… não deu em nada, claro… ainda bem!

    A gente chegou no hotel. Aí ele levou a gente para um hotel vizinho ao que tínhamos escolhido, e disse que esse tinha quarto melhor, com chuveiro etc. e que ia cobrar a mesma coisa. Era mais arrumadinho mesmo, mas parecia meio abandonado… ai a gente encanou que ele – e o atendente que tava na portaria, poderiam ter colocado a gente ai porque ninguém ia ouvir se eles nos atacassem…

    Ai a gente, além de fechar a porta de chave, encostou o frigobar, a televisão em cima e ainda colocou um banco entre o frigobar e a parede do banheiro… hehehe… claro que era tudo paranóia, o pessoal de mostrou super atencioso, muito simpáticos e depois, relaxamos… mas viajar com filha é outra coisa, é responsabilidade dobrada!

    Mas, olha, nada de encanamento, tudo isso morreeeeeendo de rir! hehehe…

    Onde ficamos

    bauhaus1.jpgSempre viajo reservando hoteis ou albergues pela Hostel World. Através deles já encontrei ótimos albergues, muito bem localizados e super baratos.

    Assim, descobrimos um lugarzinho muito legal. O Bauhaus Guesthouse que é super bem localizado e com ótimo preço. Como já disse, acabamos ficando no do lado, cujo nome esqueci, mas íamos tomar o café da manhã (incluido no preço) no Bauhaus Guesthouse. Pagamos 30 dólares por um quarto duplo, com banheiro privativo, televisão a cabo, frigobar.

    Esse hotel fica a cinco minutos, andando, dos três mais importantes monumentos de Istambul: a Mesquita Azul, a Igreja Bizantina de Santa Sofia e o Palácio de Topkapi. Tem ainda um varandão no teto, com um visual de tirar o fôlego. Essa foto de Bia foi lá.

    Eu recomendo esse hotel, pra quem quiser visitar a Istambul, mas aconselho que se negocie, antes, bem direitinho, o preço. Pechinchar e preparar-se para ser enganado(a), o tempo todo, é o que eu acho mais chato em Istambul… sobre isso vou escrever em breve e muito mais…

    Por enquanto, você pode ir dando uma olhada nas nossas fotos… Clique nos links ai, abaixo, para ver esses lugares maravilhosos:

    Mesquita Azul e Igreja Sofia

    Palácio Topkapi

    Harém do Palácio Topkapi

    Grande Bazar

    Mesquita Suleymaniye

    Mercado Egípcio de Especiarias

    Estreito de Bósforo

    Ruas de Istambul

    Restaurante e Banho Turco

    Nosso Hotel

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    Nossa viagem!

    Denise | Turquia,Viagens | Saturday, 22 May 2004

    fotoviagem2.jpg

    Olá, querid@s!!! Adorei chegar em casa e ler todas as mensagens que vocês deixaram, obrigada! Acabamos de chegar do aeroporto e estamos exaustas! então, vou só postar duas fotos pra vocês irem tentando adivinhar pra onde a gente foi… amanhã coloco mais e conto como foi a nossa viagem maravilhosa e absolutamente surpreendente!!!

    Alguém já sabe dizer para onde nós fomos???

    fotoviagem1.jpg

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