Finalizando Istambul
Olá, pessoal… estou de volta e não é só a Zulmira, não, eu também estou enjoada de falar de Istambul… hehehe… mas como eu gosto de terminar o que comecei, deixa fazer os últimos comentários:
Não existe viagem perfeita, nem lugar perfeito pra ir, ainda mais num tempo de terrorismo e violência. Quando o avião estava levantando vôo de Istambul, conversávamos sobre como nos sentimos seguras, na cidade, enquanto eu passava os olhos no jornal (em inglês).
Minutos depois de dizer isso, dei de cara com a seguinte notícia: “Bomba em um estacionamento da McDonald’s explode em Istambul, sem deixar feridos”. Isso aconteceu no dia anterior quando estávamos lá. Ainda assim, não deixaria de ir lá, mas com certeza, jamais irei a McDonald, ainda mais em um país muçulmano.
- Esqueça a bomba acima e não deixe de ir a Istambul, se tiver oportunidade. Afinal de contas, ninguém vai deixar de ir a Nova York, Madri ou Londres…
- Acho que as pessoas, às vezes, têm pouca imaginação quando podem visitar um outro país e acabam indo pros de sempre… Vou citar algumas vantagens de ir pra Istambul ao invés de Paris, por exemplo:
- é mais bonito
- é mais barato
- é mais exótico, você aprende sobre novas culturas e religiões
- Istambul é mais seguro
- as compras podem ser geniais e baratas
- as pessoas são mais simpáticas
- tem menos turistas
- ninguém fica irritado por você não falar turco
- em Istambul, nos lugares turísticos, fala-se até espanhol, que facilita pra gente
- você pode tomar um banho turco

- Eu sempre imaginei que a Turquia era um país super perigoso, com aqueles homens mal encarados… Não foi nada disso que vimos. As pessoas são gentis, cordiais e simpáticas. É verdade que os homens cantam a gente descaradamente, mas, se não der corda, nada acontece. Claro que deve-se ter bom senso (como em qualquer cidade) e vestir-se adequadamente, por exemplo, e evitar lugares muito longe dos pontos turísticos. Mas, saímos, à noite para jantar, e tudo pareceu bem tranquilo.
- A pior coisa em nossa estadia em Istambul foi tentar, o tempo todo, escapar de “roubadas” e quem for lá tem que se ligar mesmo. Faz parte da cultura turca tentar “se dar bem” o tempo todo (parece familiar??) e turistas são sempre “otários” (já vi isso em algum lugar…). O taxi engana, o hotel engana, os vendedores enganam, as agências de turismo enganam o máximo possível…Como nossa viagem foi muito curta, tivemos pouco tempo pra sair pesquisando e acabamos perdendo dinheiro com isso. É o custo da aventura e falta de planejamento (mas, que, no final, valeu a pena), Alguns exemplos de roubadas:
- As agências de turismo são a maior roubada na Turquia, se tiver tempo, tente organizar seus passeios sozinha. Nossa maior roubada foi na excursão ao Estreito de Bósforo… vou contar mais sobre isso a seguir. Mas, também o Banho Turco poderia ter sido muito mais barato se tivéssemos ido sozinhas.
- O Hotel. Reservei nosso hotel pela Hostel World e eles cobram uma percentagem que será descontada ao pagar as diárias. Por que me colocaram em um quarto “melhor”, não quiseram descontar os 11 dólares que deviam, ainda que tenham dito que ficaria pelo mesmo preço. Tudo no hotel foi enrolada. Vale a pena chegar com todos os valores decididos com antecedência, não deixe pra última hora.
- Compras, nem se fala, né? tem que pechinchar muuuuuuuuuito.
- Taxi. Ai, meu Deus, essa é a pior parte. São muito baratos mesmo, mas o que eles andam pra que a gente pague mais é de deixar enjoadas. No primeiro dia, pegamos um taxi por que estávamos exaustas. A corrida deu 3.000.000,00, mas com todos esses números, no taxímetro, fiquei confusa e achei que era 30.0000.000,00… paguei e o taxista ficou calado… ganhou o dia, né? no dia seguinte, pegamos outro taxi e a corrida deu 4.000.000,00, quando fui pagar dez vezes mais, ele devolveu o dinheiro rindo… tá vendo? nem todo mundo é enrolão!
Estreito de Bósforo
Sabíamos que nossa ida à Istambul não seria perfeita sem um belo passeio no Estreito de Bósforo (que vocês podem ver nessas fotos).
Como eu sou meio encanada com passeios de barco (morro de medo daqueles naufrágios que a gente vê na televisão com 500 pessoas nas Filipinas) e como estava com Bia, resolvi procurar o que eu achei que podia ser mais seguro: uma agência de viagem.
Reservamos uma excursão pela qual nos cobraram 30 euros, cada uma. Achamos caríssimo, mas pensei que valia a pena o conforto de estar em um barco de turismo, com melhor visibilidade e a segurança mais garantida.
Foram nos buscar no hotel, de manhã cedo. Era uma excusrão em que quase todos era alemães. Eu e o guia não nos entendemos desde o primeiro momento. Era um turco metido e que fazia piadinhas sem graça. O único turco chato que encontramos!
Mas, ao chegar ao barco… a grande surpresa… ele teve a cara de pau de nos levar para um barco de transporte, desses que todo mundo pega pra ir de um canto a outro, tipo a barca “Rio-Niterói” e ainda disse “nossa excursão é melhor porque estamos num barco tradicional”… quase tive um enfarte de raiva.
Pagamos 30 euros por um passeio de barco que nos teria custado 3.55 euros… imagina a raiva… o barco era enorme, mas como era de transporte, a maioria dos lugares ficava dentro do barco, sem nenhuma visibilidade.
Ai ele sugeriu que todo mundo sentasse na parte interna do navio e foi dar uma aula de história turca. Acontece que os lugares lá fora, onde dava pra ver alguma coisa, eram pouquíssimos, pedimos licança e saímos, deixando o turco bufando lá dentro com um grupo de alemães perplexos e paralisados hehehe…
Claro que fomos as únicas do grupo a pegar bons lugares e ver o que era possível, naquelas condições. Eu estava com raiva demais pra aproveitar os primeiros minutos, mas depois relaxamos e aproveitamos um passeio lindíssimo, mas que poderia ter sido feito por um décimo do preço!
Finalmente
Istambul foi uma experiência relâmpago, mas inesquecível. Por isso, eu adoro viajar e não me incomodo de gastar tudo que eu economizo com isso. As coisas que a gente compra se quebram, estragam, se perdem, são roubadas, desaparecem, mas as impressões de viagem ficam guardadas a vida toda.
De vem em quando, pego lá no meu baú interno uma sensação, um cheiro, um gosto, uma lembrança de algum lugar no mundo onde eu estive. Nada é melhor que viajar e isso fica guardado, sempre, na nossa memória.





Antes de tudo, pessoal, obrigada pelos comentários tão carinhosos e animadores! não sei se alguém assistiu “O Turista Acidental”, um filme dos anos 80, sobre um cara que escrevia guias de viagem… eu não tenho nada a ver com ele (Deus me livre!), mas lembro que foi a primeira vez que pensei “essa seria a profissão ideal pra mim”… hehehe…
Não lembro se comentei com vocês, mas estava faltando água na cidade, quando a gente chegou… a gente se pergunta se é verdade ou eles fecharam o registro da água pra forçar a gente a visitar um banho turco… Enfim, no segundo dia sem um banho decente, decidimos que era hora de conhecer essa tradição milenar…
Claro que nós já tínhamos ouvido falar dos “banhos turcos”, mas nunca tínhamos lido sobre isso ou visto fotos, portanto, não tínhamos idéia do que se tratava… e a surpresa foi grande… A gente imaginava que era como uma grande piscina, precedida de uma sauna, e só. Mas era muito mais que isso…
O calor estava demais, levantei e fui até uma das pias que ficava nos seis cantos, com uma bacia, com a qual jogávamos água no corpo, pr aliviar. Era pra ficar meia hora ai, mas antes disso, a gente já tava pegando fogo… fui chamar o homem que nos atendeu e expliquei que já tinha sido o suficiente pra gente…
Depois disso, nos deitam numa mesa de mármore e começam a nos ensaboar com um sistema muito interessante, eles têm uma toalha quente, com um sabão super cheiroso dentro… ai eles sopram na toalha e a passam pelo nosso corpo quente e cheia de ar… uma delícia que não dá nem pra explicar! Ma,s confesso que, ainda assim, ficava meio desconfiada… imagina um homem estranho, somente enrolado num pano, lhe ensaboando… mas juro que não fiquei com essa cara de boba da mulher da foto ao lado!
Finalmente, nos levam pra outra sala – aí já eu e Bia juntas – jogam esse outro tecido quadriculado branco em nossas costas e balançam, pra enxugar com o ventinho… ainda fizeram menção de ir enxugando a gente mas eu disse que já tava bom (imagina!!! hehehe).
Como tudo, na Turquia, a imagem do Grand Bazar, construido em 1464, é impactante. Após passar pelas belas portas em forma de arco, entramos em um lindíssimo labirinto de mais de 4.400 lojas, mesquitas, bancos, restaurantes que abre todos os dias, menos no domingo.
O
Caixinha com dois copinhos de vidro com pires e colherinhas, muito usados na Turquia para tomar chá (especialmente de maçã, acompanhados de saquinhos de seis tipos de chá diferentes. Custou 8 milhões de liras turcas (cerca de 17 reais). Também são vendidas caixinhas com 6 copinhos desses, com pires e colherinha (sem o chá) por 30 milhões de liras turcas (cerca de 63 reais).
Essas caixinhas também são uma graça, com um moedor e sete tipos de especiarias diferentes. Custam 6 milhões de liras turcas (cerca de 12,50 reais).
Essa caixinha, com detalhes em madrepérola, é um belíssimo jogo de gamão. Custou 25 milhões de liras turcas, (cerca de 52 reais) e vai pros meus sobrinhos queridos, 

Ai era uma festa… futebol (tem vários jogadores brasileiros na Turquia), Ronaldo, Alex, samba, carnaval… mas ai eles não nos deixam mais em paz e vão atrás da gente… teve um que seguiu Bia por duas quadras tentando vender um pião. O melhor é não dizer nada, apenas “NO”! parece rude, mas vocês não tem idéia do que é um turco atrás de você! hehehe…
E tem os preços… esses são sempre pelo menos o dobro. A gente tem que pechinchar muito. E pechinchar, após dois dias, cansa. Eu tinha tido a mesma experiência na Tailändia e no Nepal. É cultural, eles quase se ofendem se você não pechincha.
E, pra fechar, uma foto que achamos genial e absolutamente surrealista, de uma placa encontrada em uma loja, onde está escrito: “Desculpem, a loja está aberta”… hehehe… Isso é Istambul! fantástico!!!
Estou lendo o livro Orientalismo, de Edward Said, onde ele fala que o “Oriente”, que nós conhecemos, é uma invenção do Ocidente. Pudemos comprovar isso, em Istambul. Quando a gente pensa nessa cidade, carregamos um grande número de preconceitos e imagens forjadas em Hollywood e no medo do desconhecido.




Ai começou nossa aventura. O hotel que reservamos tinha um serviço pra ir buscar no aeroporto, como a gente ia chegar à 1 da manhã, achamos melhor contratar esse “transfer”. Acontece que, ao chegarmos, o cara era bem mal encarado, rabo de cavalo, barba por fazer e era um carro particular, não um shuttle, como eu imaginava. Fiquei apavorada, no caminho do aeroporto. Ai comecei a conversar muito com ele, como uma forma de “estabelecer um contato”, torcer que ele simpatizasse com a gente…
Sempre viajo reservando hoteis ou albergues pela 
