Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    As Mulheres Guerreiras do Vietnam

    Denise | Viagens,Vietnam | Friday, 14 March 2008

    trung_sisters_2.jpg

    “Todos os heróis masculinos se curvaram em submissão, apenas as duas irmãs, orgulhosamente, os enfrentaram.” Poema do século XV

    As Irmãs Trung

    Os vietnamitas viveram cerca de 1.000 anos (111 AC to 939 DC) sob o domínio dos vizinhos do Norte, a China. Conta-se que, por mais de 200 anos, ninguém teve coragem de questionar esse poderio, até que, como já comecei a contar pra vocês, no ano 40 DC, duas irmãs foram responsáveis pela primeira insurgência e declaração de independência do Vietnam.

    As duas irmãs Trưng nasceram em uma familia de militares, filhas de um lorde poderoso, numa vila da área rural do Vietnam. Cresceram numa casa onde se praticava artes marciais e passaram boa parte da vida estudando estratégias de guerra e aprendendo diversas formas de luta. Presenciaram atrocidades cometidas contra seu povo e juraram expulsar os dominadores.

    As mulheres vietnamitas tinham muito mais direitos que as chinesas, que eram vítimas dos ensinamentos de Confício que exigiam a total submissão feminina. No Vietnam, as mulheres podiam herdar terras e eram liderança em diversas áreas.

    Percebendo a ameaça que as irmãs representavam ao país dominador, e tentando amedrontá-las, um comandante chinês estuprou Trung Trac e matou seu marido. Em retaliação, as irmãs organizaram uma rebelião que iria libertar, pela primeira vez, o país do poder chinês.

    Reza a lenda que, para mostrar força e entusiasmar o povo, as irmãs mataram um tigre que vinha atacando as cidades e escreveram em sua pele a convocação para que os vietnamitas entrassem na força de resistência.

    No ano 40 DC, elas conseguiram formar um exéricto de 80 mil pessoas (homens e mulheres), todos comandados por 36 mulheres-generais, incluindo a mãe delas. Foi com esse exército fantástico que elas expulsaram os chineses e a mais velha foi aclamada rainha.

    Mas, os invasores nunca desistiram de retomar a terra e, no ano 43, voltaram a atacar com toda força. Elas organizarm uma forte resistência e diz-se que uma das comandantes, Phung Thi Chinh, lutou grávida, pariu e continuou a luta com o filho nas costas – só pode ter amamentado, né? ia dar o quê ao bebê numa situação dessas? ;-)

    Mesmo com todos esforços, os chineses conseguiram retomar o controle do país. Diz-se que as duas preferiam se matar, jogando-se num rio, a se submeter aos poderio dos chineses.

    Hoje, as Irmãs Trung são veneradas em todo Vietnam. Alguns dizem que, se não fosse por elas, nunca teriam se libertado dos invasores chineses. Existem vários templos e monumentos onde são adoradas como deusas, poemas louvam sua força e coragem.

    Impossível visitar o Vietnam e não perguntar quem são as duas mulheres sempre de mãos dadas, gravadas em madrepérola, pintadas em camisetas ou em outros artesanatos vendidos por todo país.

    Fontes:

  • Distinguished Women of Past and Present
  • Female Heroes of Asia: Vietnam

    Triệu Thị Trinh

    trinh.jpgTriệu Thị Trinh, também conhecida como Bà Triệu (Lady Triệu) ou a “Joana d’Arc vietnamita”, viveu entre os anos 225 e 248 e liderou vários grupos de resistência contra o domínio chinês. Existe uma controvérsia sobre sua existência, alguns acham que foi pura ficção, criada na dinastia Le para entusiasmar o povo a lutar contra os invasores.

    Diz-se que, ao completar 20 anos, sem suportar mais a opressão do domínio chinês, mudou-se para a selva e organizou um exército de mil homens. Quando seu irmão foi buscá-la e e tentar a persuadir a desistir da luta, ela teria dito:

    “Não vou me resignar a ser mais uma no grupo de mulheres que se curvam e tornam-se concubinas. Eu quero navegar nas ondas mais tempestuosas, enfrentar os ventos mais fortes, matar as baleias do Mar do Leste e lutar com Wu para ganhar a independência. Eu não pretendo aceitar o abuso.”

    No Đại Việt sử ký toàn thư (Anais Completos do Grande Viet), escrito durante a dinastia Le, a poderosa é descrita como uma mulher com sobrenome Triệu, que tem seios de 1.2 metros, que são jogados para trás e amarrados nas costas, é solteira, usa túnicas amarelas, sapatos com a frente curvada, luta montada na cabeça de um elefante e é imortal.

    Descontada a lenda, o fato é que ela é citada em muitos livros escolares como heroína (assim como as irmãs Trung), é nome de várias ruas e tem até um feriado nacional em sua homenagem. Muitas vezes, os souvenirs vêm com a imagem de três mulheres, que representam as irmãs Trung e a Triệu Thị Trinh.

    Muitos estudiosos afirmam que o fato das maiores heroínas da resistência contra a China serem mulheres confirma a teoria de que o Vietnam era um matriarcado, no período anterior à invasão.

    Fonte:

  • Triệu Thị Trinh

    As mulheres na Resistência

    Fiz essas fotos no Museu da Mulher do Vietnam, numa visita que fiz com a querida Roseane.

    Não sei se foi a inspiração das heroínas ou, simplesmente, a necessidade eterna de se defender dos invasores, mas é impressionante a força das mulheres vietnamitas. Seja na luta contra os colonizadores franceses ou contra os “puppets” (bonecos) americanos, as mulheres sempre lutaram de igual pra igual, no Vietnam.

    As fotos acima mostram pelotões de mulheres que não serviam como enfermeiras, mas estavam na linha de frente das batalhas contra os americanos. Impressionante essa segunda foto, em que uma mulher franzina leva o grandalhão, prisioneiro americano. Nas fotos 5 e 8, mulheres atiram pra derrubar aviões americanos.

    A foto 5, da velhinha, à esquerda, mostra uma monja budista que se suicidou em protesto contra a dominação dos franceses em 1945 e na foto 6, uma mãe amamenta num túnel, esconderijo, durante a guerra contra os americanos. Adoro, particularmente, a última foto preto e branco, com um grupo de guerrilheiras conversando e rindo, numa mostra de que mesmo nos piores momentos, dá pra manter a serenidade.

    As fotos de artesanato mostram coisas que as mulheres faziam na selva, em plena guerra, para embelezar a vida delas e de seus companheiros.

    Esse museu não é muito conhecido, mas foi uma das coisas mais bonitas e emocionantes que vi na cidade. Visita imperdível.

    Hoje

    Infelizmente, mesmo com toda contribuição das mulheres à independência do Vietnam, o processo constante de introdução de outras culturas, especialmente a chinesa (mas, um pouco também a francesa), contribuiu para que a situação delas não fosse nem um pouco melhor que de mulheres em outros países.

    A maternidade é sua função social mais reconhecida e ela é considerada a responsável pelo sexo do bebê, podendo receber tratamento violento por parte do marido e sua família, se não tiver um filho homem.

    Como planejamento familiar, o governo socialista tem um programa de incentivo a apenas dois filhos por casal, mas se nenhum deles for menino a família, e especialmente a mulher, será motivo de vergonha e discriminação.

    As mulheres são, constantemente, vítimas de violência doméstica e abuso sexual. Elas apanham não apenas dos maridos, mas das sogras que, como na India, têm enorme poder sobre elas. Uma pesquisa mostrou que um terço das prostitutas de Ho Chi Min (antiga Saigon) é formado por mulheres que fugiram de casa para escapar de maus tratos.

    A Coalizão Contra Tráfico de Mulheres (CATW) reporta que entre 60.000 e 200.000 mulheres e meninas são envolvidas em prostituição e que 6.3% delas tem menos de 16 anos. 80% da população vive em área rural, mas com a migração cada vez maior para grandes cidades, acredita-se que a prostituição e tráfico de mulheres deve aumentar.

    Ted comentou que, quando esteve no Vietnam outra vez, sem mim, vários motoqueiros o paravam na saída do hotel para oferecer uma “irmã” deles para ele…

    Uma coisa que eu percebi foi que a gente vê muitas mulheres trabalhando nas ruas. Vejam as fotos abaixo, quase todas as vendedoras, que carregam essas enormes peneiras com um chapelão pra aguentar o calor, são mulheres (e o peso dessas frutas é enorme!).

    Lendo mais sobre a situação delas, vi que os empregos na área industrial, que surgiram depois do “doi moi” (a “Perestroika vietnamita”, abertura econômica e política) são quase todos tomados por homens, sobrando para as mulheres o trabalho pesado, com menos segurança e maior riscos para a saúde.

    Fonte:

  • International Women’s Rights Watch – Vietnam

    Apesar de tudo isso, o que eu vi nas mulheres foi uma força enorme. Elas não parecem submissas, ao contrário das indianas e chinesas, não são tímidas, têm uma centelha da resistência histórica das heroínas.

    Pena que em épocas de paz, os homens (e outras mulheres) esquecem rapidinho do papel e da força da mulher na luta pela independência e contra os opressores externos e se tornam, eles mesmos, os opressores dentro de casa, usando de violência física e econômica para subjugá-las.

  • Se gostar, compartilhe:

    Minha Hanói

    Denise | Viagens,Vietnam | Wednesday, 12 March 2008

    Essa é a minha Hanói, a que eu consegui descobrir em pouco mais de uma semana que passei por lá. Em tão pouco tempo, não dá pra entender muito, ainda mais de um lugar tão complexo. Mesmo assim, ainda vou escrever sobre as irmãs Trung e mais um pouco sobre as minhas impressões e o porquê de eu ter voltado apaixonada pelo país… mas só quando melhorar desse jetlag infame.

    Estou sofrendo como nunca com a re-adaptação ao horário (12 horas a menos). Tenho dormido de dia e fico a noite acordada. Mas isso cansa, fico mal humorada e não consigo dar conta de tanta coisa que tenho pra fazer. Por isso, agora vou ali deitar e ver se me obrigo a dormir um pouco (são quase duas da manhã).

    Comecei a escrever um post de “fechamento” sobre Hanói, mas tudo que aguentei foi arrumar as fotos, enquanto via um especial sobre a vida de Hillary Clinton, na CNN. Quando melhorar, eu volto, mas acho que vou ter de sumir uns dias pra me recuperar… paciência :-)

    (Só fui buscar a sacolona que esqueci no aeroporto, ontem à tarde, dois dias depois da nossa chegada. Ela tava lá no chão, no mesmo lugar onde colocaram, do lado da esteira de bagagem, onde todo mundo – passageiros ou não – passa o tempo todo. Hehehehe… sou tranquila ou não?! mas no final deu tudo certo, não tiraram nada – e ela não tinha nem um cadeadozinho)

    Se gostar, compartilhe:

    Religião no Vietnam

    Denise | Viagens,Vietnam | Monday, 10 March 2008

    Como em muitas outras coisas no Vietnam, por lá, a religião também não é o que parece.

    Apesar da maioria se dizer, bem genericamente, budista (85%), o que eles praticam, na verdade, é o que se conhece como “tripla religião”, um sincretismo que mistura as duas principais religiões trazidas pelos invasores chineses, Confucionismo e Taoísmo, séculos atrás, com a veneração ancestral de mortos, animais e forças da natureza, originada nos mais remotos tempos da região.

    Provando ser, mais uma vez, um povo que resiste às invasões – militares ou culturais – os vietnamitas adaptaram as religiões aos seus hábitos e crenças e não o contrário.

    Por exemplo, apesar da religião “predominante”, o budismo Mahayana, pregar o vegetarianismo, come-se muita carne no Vietnam e os praticantes apenas se abstém de carne uma ou duas vezes por mês.

    A Igreja Católica não é diferente. Apesar de já ser a segunda religião mais “importante”, o que se vê é muito parecido com a umbanda brasileira, altares com imagens de Cristo lado a lado com “santinhos” com nomes e fotos dos mortos e imagens de animais adorados na casa.

    O Templo Bach Ma, ou Templo do Cavalo Branco, das fotos acima, é um exemplo do mélange espiritual vietnamita. Eu nunca vi nada igual.

    Reza a lenda que um madarim tentava construir uma fortaleza, um muro para proteger a cidade, mas ele sempre caía. Até que um cavalo branco desceu dos céus e indicou, deixando seu rastro, onde o muro deveria ser feito. E o muro resistiu por séculos.

    Esse cavalo branco virou um herói nacional e é venerado, no Templo Bach Ma, junto com Confúcio, Buda, as Mães Sagradas (Mãe do céu, da água e da floresta), Long Do (Barriga do Dragão) e, principalmente, os mortos, que têm um papel fundamental na espiritualidade do povo.

    Apesar de não ser visto com bons olhos pelo Governo, o culto aos mortos está em cada esquina de Hanói. Como vocês podem ver nas fotos do templo, latas de coca-cola e cerveja (importada, Heineken!) são oferecidas, junto com enormes pratos com pacotes de biscoito Maria, alimentos locais, muito incenso e dinheiro falso, de papel.

    Numa das fotos do quadro, uma placa com nome dos mortos que são adorados nos templo.

    Na foto ao lado, uma mulher queima “dinheiro” na calçada, no mercado 19-12, como oferenda aos que já se foram… eles acreditam que esse dinheiro pode ser útil no inferno, antes que possam mudar para o paraíso.

    O espiritismo, no Vietnam, mistura pessoas do mundo real, mortos, animais, forças da natureza no que se chamou, uma época , animismo, que vêm de ânima.

    Alguns animais cultuados por lá são:

    Tartaruga

    tortuga_viet.jpg

    Lembram que elas carregavam placas com nomes de estudiosos, lá no Templo da Literatura? adorada como símbolo de longevidade, elas estão em toda parte. No Templo do lago Hoan Kiem tem o que se diz ser uma tartaruga gigante (250 kg) empalhada, que teria sido encontrada por lá. No mercado, encontra-se muitas tartaruguinhas com uma espada nas costas. Eu trouxe uma que é uma bússola de Feng Shui.

    O Dragão

    É o animal mais importante das celebrações religiosas vietnamitas, é o guardião, protege o povo e empoderando e dando inteligência.

    Fênix

    Geralmente representado por um casal de pássaros, a fênix é a rainha, a manifestação da beleza e paz. Acredita-se que trazem boa sorte.

    Também adoram unicórnios, tigres, leões e, nas colônias de pesca, as baleias, são consideradas fundamentais para trazer sorte e proteger os pescadores no mar.

    templo_do_lago.jpg

    Religião e comunismo

    Logo após a Guerra do Vietnam e até a abertura, que teve início em 86, houve um período em que o governo comunista levou a sério a expressão marxista “a religião é o ópio do povo”, reprimindo suas expressões, perseguindo monges, tomando terra das igrejas. Desde 86, no entanto, a liberdade religiosa é, na teoria, assegurada pela Constituição do país. Mesmo assim, de vez em quando a gente houve falar de alguma religião ocidental dando piti porque não é bem aceita por lá…

    Eu, pessoalmente, tenho muita pena quando vejo a invasão evangélica e católica nos países asiáticos. Acho que levam uma cultura totalmente estranha e cheia de culpas e conservadorismo pra um povo que tá muito bem como está, com as crenças dele. Detesto essa sanha conquistadora cristã, por que não deixam cada um com seu cada qual?

    __________________________________________

    PS1.: Sim, querid@s, aquela foto na placa de mortos é da Britney Spears!!! estava numa calçada. onde se vendiam placas como essa… era um “modelo”.

    PS2.: Não resisti a colocar logo essas fotos do templo, que foi o último que visitei, no dia 08, poucas horas antes de deixar Hanói. Mas, durante essa semana, escreverei sobre as Irmãs Trung, colocarei mais fotos e dados sobre a viagem e responderei às suas perguntas. Aguardem, que o relato do Vietnam ainda não acabou, apesar de estarmos de volta à casa!

    Se gostar, compartilhe:

    USSR no Vietnam

    Denise | Viagens,Vietnam | Sunday, 09 March 2008

    O Mausoléu de Ho Chi Min foi presente da antiga União Soviética, assim como estátuas espalhadas por toda cidade, com o característico estilo de realismo soviético. Vietnam foi o país com insipração (pelo menos estética) mais comunista que já visitei. Mais que a China.

    Se gostar, compartilhe:

    8 de Março e as Irmãs Trung

    Denise | Feminismo,Viagens,Vietnam | Saturday, 08 March 2008

    trungsisters.jpgEstamos de saída pro aeroporto. Ainda tem muita coisa pra contar e fotos pra mostrar dos três últimos dias, espero fazer tudo isso no aeroporto e vôos, antes de chegar em casa.

    Não posso fazer meu tradicional post do 8 de Março – passamos o dia todo na rua, aproveitando os últimos momentos por aqui – mas adianto que quero celebrar a guerreira mulher viatnamita através da fantástica história das irmãs Tr’ung, que foram as primeiras a libertar o Vietnam do domínio dos chineses no ano 40 DC. Aguardem, que a história é ótima…

    Por enquanto, quero só lembrar que hoje não deveria ser um dia para flores e rosas, nem presentes, mas um dia de lembrar as seríssimas questões que ainda fazem parte do dia a dia da maioria das mulheres, como a violência doméstica, a desigualdade salarial, o desrespeito na mídia e na moda, o empobrecimento, a vulnerabilidade a doenças como AIDS, as triplas jornadas, as especificidades da mulher negra e muito mais.

    É também dia de mostrar nosso respeito a TODAS as mulheres, cultivando a tolerância e compreendendo as diferenças.

    Volto em breve.

    Se gostar, compartilhe:

    Filmes sobre o Vietnam

    Denise | Cinema,Viagens,Vietnam | Friday, 07 March 2008

    greenpapaya.jpgQuando a gente pensa em filmes sobre o Vietnam, vem logo à mente a guerra e Apocalypse Now. Ainda que esses sejam, mesmo, temas inseparáveis, existem filmes que mostram outros momentos do país. Por isso, fiz uma listinha com alguns filmes interessantes, pra quem quiser conhecer mais sobre o Vietnam, enquanto eu vou escreveno outros posts pra vocês:

    E sobre a guerra contra os americanos, os melhores, na minha opinião são:

    Nessa página, tem uma lista de filmes com tema principal ou referência â Guerra do Vietnam.

    Há cerca de um ano, eu coloquei, no You Tube, trechos de Corações e Mentes: aqui, aqui e aqui.

    Se gostar, compartilhe:

    Dia 5 (Terça-feira) – Templo da Literatura – Van Mieu Quoc Tu Giam

    Denise | Viagens,Vietnam | Thursday, 06 March 2008

    Essa é a maior atração de Hanói e foi o ponto alto do meu quinto dia por aqui. Como sou muito sortuda, cheguei na hora em que havia uma cerimônia de estudantes que estavam lá para a entrega de medalhas aos melhores alunos e para pedir sabedoria para o ano que se inicia. Esse local é um exemplo do quanto os asiáticos em geral, mas no caso os vietnamitas, valorizam o estudo. O Templo estava cheio de crianças lindas, alegres e fotogênicas.

    .templo_literature_34.jpg(Não sei se já comentei, mas apesar de não ser das mais pacientes (não aguento mais criança chorando por muito tempo, já passei da idade ;-) sou um verdadeiro ímã pra elas. Na verdade, deve ser porque gosto de ver sua energia e curiosidade (desde que não seja por tempo demais), gosto de conversar, sento no chão com elas e tenho que ter cuidado senão, rapidinho, tenho dezenas penduradas em mim hehehe…)

    O Templo da Literatura, um complexo de salas e monumentos, construído em 1070, em nome da sabedoria e em homenagem à Confúcio, foi também o local da primeira universidade vietnamita.

    Na entrada, 82 placas nas costas de tartarugas de concreto trazem os nomes, data de nascimento e conquistas no estudo de 1,306 doutores formados na universidade entre 1484 e 1780.

    A universidade já não funciona por lá, mas o local não é apenas um monumento sem vida, no local, são realizadas muitas cerimônias, exposições, palestras e cada estátua e cantinho desse templo representam alguma coisa relacionada ao conhecimento. É um local de peregrinação para estudantes que vão até lá para rezar por sabedoria e pedir bons resultados nos estudos, todos os anos.

    Primitivo?

    .templo_literature_35.jpgQuando estava lá, pensei muito no quanto algumas pessoas consideraram o povo vietnamita primitivo por comer carne de cachorro, como mostrei num post anterior.

    Sem dúvida, choca por ser esse um tabu na civização ocidental (o ideal seria se não comêssemos animal nenhum, como diz a Andrea N), mas isso não significa que eles são, nem um pouco, inferiores que a gente.

    Muito pelo contrário. No Templo da Literatura, lembrei do quanto os jovens brasileiros, em sua maioria (com exceções, claro), têm um certo desprezo pelo estudo. Também não são culpados disso, as escolas públicas estão sucateadas e as privadas, por mais caras que sejam, também não estimulam nem um pouco a paixão pelo conhecimento.

    Nesse sentido, os vietnamitas estão à nossa frente, pelo respeito e amor pelo conhecimento. Esse é um país de guerreiros, que sempre teve que resistir a diversos invasores e, com certeza, esse respeito pela sabedoria contribuiu para que se mantivessem soberanos e, atualmente, estão crescendo economicamente tanto quanto a China e India.

    Mas, sobre isso, falarei num post mais à frente (agora, preciso sair, depois de ter passado quase três preciosas horas arrumando as fotos desse post pra vocês, com todo carinho!).

    Continuem deixando perguntas, isso facilitará muito, pra mim, quando for escrever um post sobre minhas impressões do país.

    Ranúzia, essa gostosura é “dragon fruit” e é da família dos cactos. Eu me acabo de comer, por aqui, todos os dias.

    Se gostar, compartilhe:

    Dia 4 (Segunda-feira) – Nós e Ananias no Vietnam

    Denise | Brasil,Viagens,Vietnam | Monday, 03 March 2008

    Ted está aqui pra participar da reunião anual do Standing Committee on Nutrition, uma espécie de grupo de trabalho das Nações Unidas,m em Nutrição. Ted deve ser uma das pessoas que mais participou das reuniões, todos os anos, por mais de duas décadas.

    A palestra principal, de abertura do evento, foi feita pelo nosso Ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social.

    Já comentei aqui que não consigo me sentir orgulhosa de ser brasileira quando vejo a chatíssima e nórdica Giselle Bundchen nas capas das revistas, mas hoje me senti toda feliz ao ver pessoas das insituições mais importantes do mundo, na área de Nutrição, deslumbradas com as conquistas do Brasil na redução da mortalidade infantil (um dos pontos chaves dessa reunião).

    Ted sempre fica surpreso quando eu conto como tem gente contra o governo Lula. Segundo ele, nas altas esferas de nutrição internacional, Lula e o Brasil são os queridinhos do momento.

    A apresentação de Patrus Ananias foi em Português, a única língua que teve tradução simultânea (fora vietnamese, claro), e ele se saiu super bem, não demorou muito e mostrou dados bem concretos (já pedi ao assessor dele cópia da palestra pra colocar esses dados aqui, pra vocês) que demonstram o peso da Bolsa-Família pra melhorar a situação nutricional no país.

    Quando acabou a palestra, fomos falar com ele, Ted disse que vai estar no Brasil, no próximo mês, discutindo a introdução da fortificação do arroz em algumas áreas e combinaram uma uma reunião. Um assessor dele – super gente boa – tirou essa foto aí, com o ministro, eu e Ted, a fofíssima Roseane e Flávio Valente (uma das maiores autoridades em Segurança Alimentar do Brasil, atualmente vivendo na Alemanha).

    O ministro foi super gente boa. Pouco tempo depois, estávamos eu e Roseane comendo frutinhas, fora da sala, no coffee break e ele veio falar com a gente, comentou que era bom ouvir português. Confesso que não sei nada sobre o Patrus Ananias, mas achei que ele tem um jeitão assim meio Teologia da Libertação, alguém sabe se a origem dele foi nas pastorais ou grupos de jovens da igreja?

    Não quero participar de todo evento, afinal, Nutrição não é minha área prioritária, hoje em dia, e a reunião é muito específica. Além do mais, eu vim mesmo foi pra passear (com tudo pago por mim e Ted, portanto, sem culpas!), mas tá sendo maravilhoso rever muita gente com quem trabalhei por mais de 15 anos, como Susan, diretora da WABA – Aliança Mundial de Apoio à Amamentação, que organiza a Semana Mundial da Amamentação (na última foto). Estive na Malásia, várias vezes, trabalhando com ela e Sarah. Fofocamos muito, hoje!

    Além de Susan, tem mais umas 10 pessoas com quem trabalhei e que estão por aqui. Espero encontrá-las várias vezes, nesses dias. Hoje tem o tal jantar formal, mas tô achando que aquele meu vestidinho é formal demais, vai ficar pra outra vez. Aliás, falando em vestido, esses de cintura alta (na foto acima) deixam a gente meio esquisitinha, hein?! cadê minha cintura???!!! vixe! juro que não tá tão ruim quanto parece ;-)

    ___________________________

    Agora, voltando a algo mais sério… :-)

    Estou cada vez mais encantada com a simpatia e simplicidade do ministro Patrus Ananias. Acabei de receber esse texto de Renata, uma leitora do blog:

    “Ananias é um daqueles políticos que deu certo porque fez as coisas certas e foi bom administrador. Conseguiu isso com o mínimo possível de marquetagem. Numa época em que a propaganda ilude os governantes, levando-os a crer que ao fim das contas tudo se resume às feitiçarias do marqueteiros mitômanos, pode-se torcer para que o ministro ajude a baixar a taxa pluripartidária de empulhação.

    Fundador do PT, Ananias entrou no partido pela porta da militância católica. As melhores esperanças do governo Lula estão nas suas costas porque ele é capaz de dizer coisas que estão saindo de moda. Falando da deputada Francisca Trindade, a militante petista piauiense morta, em 2003, aos 38 anos de idade, Patrus Ananias disse assim: “De repente a notícia brutal: um acidente vascular. Era o adeus da Trindade. Fui a Teresina prestar-lhe a minha última homenagem. Foi bom ter ido. Trindade era a irmã, a mãe, a companheira daquela gente sofrida. Vereadora e deputada, deles não se afastou. A deputada Trindade continuou morando entre eles. Fui para me despedir, voltei com ela, viva, no coração e na memória. Assumi um compromisso: não deixar esquecida ali a memória irradiadora daquela mulher do povo brasileiro.

    Senti que era meu dever, como fizeram os apóstolos com Jesus, integrá-la no acervo dos santos vivos do meu altar interior. Voltei em paz de Teresina.

    Reafirmei meu compromisso -onde quer que encontre uma mulher, independentemente da idade, da cor, da condição social, estarei mais atento: Trindade está presente. Quando confrontar, no mistério das diferenças e da igualdade da condição humana, um irmão negro descendente direto dos escravos, serei mais rigoroso comigo mesmo e com a sociedade brasileira no resgate dessa dívida histórica:

    Trindade, mulher negra, está presente.”

    Eu sou daquelas que não acha que “poítico é tudo a mesma coisa” e ainda acredito que tem gente muito boa no PT. Pelo jeito, o ministro é uma delas.

    Jantar de Confraternização

    Nesse dia, acabei ficando entre meu quarto e o encontro (que é no meu hotel, o Meliá), todo o tempo. E fui pro jantar com o vestidinho que estava, mesmo, Marcinha :-) tava todo mundo informal demais pra eu usar o meu “mimo”!

    Tinha alguns ônibus pra levar a gente pro local onde foi feita a confraternização (oferecida poelo Governo do Vietnam), mas Ted e eu pegamos um taxi, passamos rapidinho no alfaiate pra ele provar seu terno e seguimos pra lá.

    O bichinho sofreu com a comida vegetariana, quase nada, como sempre. Eu ainda arrisquei uns camarões e noodles, mas morrendo de medo de ter o tal molho de peixe. Quase ninguém fala inglês aqui, perguntar não adiantra nada. Mas foi um jantar muito agradável, porque encontramos vários amigos queridos, conversamos e rimos muito das histórias do complicado mundo de defensores da amamentação.

    Assistimos a uma apresentação de dança muito fofa de umas menininhas com uma música estranhíssima. Quem quiser vê-las em ação, tem um videozinho de um minuto, que eu fiz, aqui.

    Se gostar, compartilhe:

    Dia 3 (Domingo) – Mercado Dong Xuan e passeio noturno

    Denise | Viagens,Vietnam | Sunday, 02 March 2008

    No terceiro dia de viagem, acordei tarde, resolvi pegar leve, pra não ficar cansada demais, afinal, ainda tem bastante tempo pra conhecer as coisas, com calma. O problema é que de manhã cedo, o clima aqui é uma delícia (cerca de 16 graus), mas vai esquentando e quando saí, já às 11 da manhã o calor estava insuportável (cerca de 27 graus), muito úmido e não aguentei muita coisa.

    tecidos_viet.jpgPeguei um taxi (baratíssimo, cerca de um dólar!) e fui apenas ao famoso mercado Dong Xuan, que fica na parte mais antiga da cidade (as Old Streets, cujas fotos mostrei ontem). Esse mercado é o mais antigo e mais importante da cidade. No final do século 19, foi destruído pelos franceses e reconstruído.

    Em 1994 foi destruído, novamente, dessa vez por um incêndio e reconstruído em 96. A única coisa que ainda faz parte da construção de 1889 é a sua fachada, de arquitetura francesa, que me lembrou o Mercado de São José, em recife que é muito mais bonito :-)

    espelhos_viet.jpgVende-se de tudo por lá. Mas, ao contrário do que eu li me todos livros e sites, quase não existe barganha. Ainda consegui desconto nos artesanatos que comprei, mas tentei comprar pedras semi preciosas e cristais pras minhas bijouterias e não teve jeito. E era tudo muiuto caro, 3, 4 vezes mais caro do que eu pago comprando dos EUA a fornecedores das Filipinas, China e Tailândia.

    Na verdade, não achei nada realmente baratíssimo, como esperava, e sem poder barganhar ficou mais difícil ainda. Mesmo assim, comprei 30 metros de seda vietnamita, famosa pela sua qualidade, pra fazer bolsas que vocês vão adorar.

    Os tecidos são as coisas mais lindas, escolhi com muito cuidado as cores e desenhos mais especiais. Os compradores das 5 primeiras bolsas da coleção vietnamita ainda vão ganhar um espelhinho igual a um desses da foto acima, de brinde. Clique aqui pra ver foto ampliada de alguns dos tecidos. Se alguém quiser encomendar uma bolsa de seda com uma cor específica, aproveite e me escreva logo, que ainda dá tempo ;-)

    Ps.: Esses paninhos coloridos, pendurados na quarta foto são máscaras, que o pessoal usa bastante por aqui, especialmente quem anda de moto (principal meio de transporte local).

    Passeio noturno

    Voltei pro hotel, pra descansar do calorão e pra adiantar alguns trabalhos. À noite, Ted tinha um jantar de trabalho com o conselho consultivo do SCN. Eu poderia ir, mas achei que seria mais divertido fazer alguma coisa sozinha. Então, andei do hotel até o centro histórico, novamente, e lá peguei um rickshaw pra passear durante uma hora pelas ruas antigas.

    É muito engraçado, um barulho enorme, os carros, as centenas de motos e outros rickshaws parecem vir direto em cima da gente (quem quiser ter uma idéia do que é estar no rickshaw, clique aqui pra ver um videozinho que eu fiz). Algumas pessoas usam uma máscara, por causa da poluição. Esse passeio dá uma idéia interessante da cidade à noite, a gente vai vendo os grupos de pessoas comendo na calçada, jogando damas, batendo papo. Também passamos pela região de bares, onde concentra a vida noturna de Hanoi, com gente produzida e azarando, como em qualquer lugar do mundo.

    Depois do passeio (e, inteirinha, apesar da aventura que é passear uma hora no trânsito caótico de Hanoi), fui jantar no restaurante que eu acho mais interessante, na cidade. A comida nem é essas coisas, mas ele fica no quarto andar desse prédio, de frente pra lagoa e pra praça central da área histórica.

    Falando em comida, sei que a vietnamita é adorada por gastrônomos, mas eu tenho um problema. Não como peixe há mais de 20 anos, desde que engravidei e enjoei o cheiro. Nunca consegui comer peixe novamente – nem tomar banho com o sabonete lilás da Vinólia :-) – e tudo aqui tem um famoso “molho de peixe”, então, pra garantir, prefiro ir em algo como galinha ao curry, que não tem peixe, com certeza.

    PS.: Perceberam meu very bad hair day? hehehe… humidade é fogo!

    PS2.: Hoje (quarta-feira), acordei com muita dor de cabeça (TPM + cansaço de viagem) e resolvi ficar no hotel a manhã toda, por isso pude atualizar um pouco o blog com essas fotos, do domingo. Ontem visitei um templo lindíssimo e o mausoléu de Ho Chi Min, assim que puder coloco as fotos por aqui e organizo a cronologia que está meio trocada :-) agora vou encontrar Roseane, e vamos dar uma saidinha que ficar muito tempo no hotel me dá agonia…

    Obrigada pelos comentários super gentis, vocês são uns amores. Estou lendo tudo, ainda que não tenha tempo de comentar. Se tiverem perguntas sobre o Vietnam, escrevam aqui e terei prazer em tentar responder.

    ________________________________________________________

    Atualização

    Hoje (dia 6, quinta-feira), estou acordando e saindo bem cedinho (são seis e meia, vou começar passeando pelo lago e visitando o templo que tem lá e eu só vi de fora, depois vou visitar outros templos na cidade), por isso não vou responder a quase ninguém agora, mas respondo quando voltar, de tarde (quando o sol começar a me incomodar).

    A pergunta que não quer calar

    Van, eu estava de óculos escuros porque nesse dia minha alergia chegoiu ao máximo, meu olho tá bem inchadinho. Tudo indica que tenho alergia ao filtro solar, pode? tentei várias marcas e, toda vez que coloco, meu olho fica irritado, como se tivesse areia nele, mas não passa nem com colítio, nem lavando o rosto. Outra possibilidade é o sol mesmo. Vai ver tenho tanta sensibilidade que qualquer solzinho causa uma reação nos olhos. Então, nesse dia precisei apelar pros óculos escuros dia e noite porque qualquer claridade estava incomodando demais e porque tava meio feiosinho :-) Ia comentar isso no blog e acabei esquecendo, obrigada por perguntar.

    Se gostar, compartilhe:

    Dia 2 (Sábado)

    Denise | Viagens,Vietnam | Saturday, 01 March 2008

    Primeiras imagens de Hanói

    Carne de cachorro

    Ontem de manhã vi, pela primeira vez, à venda, carne de cachorro.

    Estou com uma alergia (talvez à lã de alpaca do manteau que usei durante toda a viagem), e saimos do hotel cedo, antes do café da manhã, pra comprar um anti-histamínico. Fomos orientados a procurar uma farmácia atrás do hotel. Na volta, pegamos um atalho que dava numa espécie de feira ao ar livre, numa ruela, onde se vendia de tudo.

    Fomos andando e compramos manga, mexerica, pitomba… Ted parou pra olhar os vários tipos de arroz, tinha também roupa, vasilha de plástico, biscoito e carne, muita carne.

    Fui fotografando, fotografando e dei de cara com um bicho que eu não reconheci logo (sou péssima pra isso), na minha lógica ocidental (não se come cachorro) pensei que fossem porquinhos (coitados!) até que Ted disse: “percebeu que são cachorros?”

    Aí foi que olhei direitinho e percebi que eram montes de cachorros, empilhados com um olhar congelado, aterrorizado, como se soubessem que estavam indo pra forca. Horrível.

    A moça que estava “tratando” a carne começou a gritar comigo (com esse facão na mão, ai acima) e eu sai rapidinho, mas fiz várias fotos. Se alguém tiver estômago pra ver e curiosidade, clique aqui. São imagens fortes, vou avisando.

    No Vietnam, cachorros são refeição principalmente no Norte, onde fica Hanói. Eles são criados em fazendas pra abate, mas se alguém der bobeira roubam e comem cachorros que são criados por famílias também. Pelo que entendi, até agora, eles não têm uma raça específica, é meio vira-lata mesmo.

    O bichinhos são mortos com uma pancada na cabeça, depois fervidos pra retirar a pele e assados. São consumidos especialmente por homens, em rodinhas regadas a álcool, acreditando que a carne de cachorro ajuda a manter (ou recuperar) a virilidade.

    A matança de gatos, pra comer, aqui é proibida, porquê eles ajudam a controlar a praga de ratos. Mas, os gatos são mantidos presos, porque se bobear, comem também…

    A gente sabe que é só tabu. Afinal não tem tanta diferença comer um cachorro ou uma vaca, como diz Ted, que lembrou que os porcos são ainda mais inteligentes e a gente nem lembra que tá comendo os bichinhos.

    Mas, pra mim, foi chocante ver a carinha dos cachorros apavorados. Se bem que, confesso, saí de lá e fui pro hotel tomar café da manhã e comi um café da manhã bem americano: salsicha com ovos, sem náuseas, nem culpa.

    Cho 19-12

    Descobri que esse mercado é o Cho 19-12, onde fomos parar por puro acaso, é um dos mais antigos da cidade e um dos poucos lugares onde se encontra carne de cachorro à venda, abertamente. Abaixo, mais algumas fotos. A primeira é parte da visão que temos da janela do nosso quarto (14o andar), uma maravilha!

    Lago Hoan Kiem

    Depois do mercado, à tarde, fomos passear no lago que fica no centro da cidade, caminhamos pelo centro histórico, no que se chama Old Street, que são 36 ruas onde se vende de tudo que você puder imaginar. Ted encomendou um terno de cashmere, feito sob medida. Eu tomei um super suco de manga e paramos rapidinho no templo que fica no lago. Voltamos à noitinha e caímos na cama, morrendo de sono.

    PS.: Desculpem a falta de posts, mas o tempo é curtíssimo, preciso aproveitar tudo e, quando chego no hotel, desmaio na cama, exausta! vamos ver se amanhã consigo colocar as fotos do terceiro dia e escrever um pouco sobre a sminhas impressões sovre o Vietnam e Hanói…

    Se gostar, compartilhe:

    Bonjour, Vietnam

    Denise | Viagens,Vietnam | Tuesday, 26 February 2008

    apocalypsenow.jpg

    Viajamos amanhã para Hanói. Não dá pra pensar no Vietnam, sem lembrar da guerra e do filme Apocalipse Now. Se não viu ainda, não deixe de ver, um dos melhores filmes de todos os tempos.

    Daqui até o dia 10 de março vai ser difícil ter outro assunto nesse blog…

    ps.: Tinha esquecido de contar quem e’ a blogueira que eu vou encontrar em Hanoi. A Roseane e’ casada coim o Flavio Valente que tambem participa das reunioes do SCN (Grupo de Nutricao das Nacoes Unidas) e ela vai estar por la’, ja’ nos conhecemos em Brasilia e a Ro e’ uma fofa!

    Se gostar, compartilhe:

    Nas esquinas de Hanói

    Denise | Viagens,Vietnam | Tuesday, 19 February 2008

    Daqui a nove dias estaremos num avião, seguindo pra Hanói, Vietnam, um lugar que sempre tive loucura pra conhecer. Ted vai pra uma reunião de nutricionistas e eu vou andar muito, fotografando tuuuuuuuuuudo! E ainda vou encontrar uma blogueira fofíssima, alguém adivinha quem é?

    Blogagem Coletiva 8 de Março

    Aí, estava pensando que, nesses dias, terei muito pouco tempo e cabeça pra blogar sobre qualquer coisa que não seja o Vietnam. Além do mais, estarei voltando exatamente no dia oito de março… ou seja, vou passar o dia todo num avião, o que inviabiliza qualquer organização da blogagem coletiva sobre o Dia da Mulher.

    Mas, lembrem que a Lys está organizando uma blogagem coletiva sobre o 8 de Março, e convido todo mundo que passa por aqui a participar da blogagem por lá!

    As fotos lindas são da querida LUCI, pernambucana, mãe da Amaia, que vive na Suíça e ama o Vietnam, como eu tenho certeza que vou amar também.

    ___________________________________

    Parto normal X Cesariana

    artpregnant.jpg

    O papo está ótimo, nesse post aí abaixo, não deixe de dar uma olhada e se quiser, fazer um relato da sua experiência com partos ou dar sua opinião sobre o assunto.

    Pintura: The art and soul of birth

    Se gostar, compartilhe:

    .