Translate to English

 RSS

      Blogs Feministas
  • A Barata
  • A Cascuda
  • A Moça do Sonho
  • À quatre pas d'ici
  • Alecrim e Sufoco Atmosférico
  • Aleitamento Materno Solidário
  • Aquelah Deborah
  • Arlequina
  • Arranque Meus Olhos
  • As Agruras e As Delícias
  • Babi Lopes
  • Bad Movie Scene
  • Beauvoir au jour le jour
  • Bidê Brasil
  • Bittersweet
  • Blog Blue Jeans
  • Blog da Glória
  • Borboletas nos Olhos
  • Bruna Provazi
  • Café Velho
  • Camaleônica
  • Caminhar
  • Caroline Bernardo
  • Casa da Gabi
  • Casa da Mulher Oito de Março
  • Chá-tice
  • Clarice Maia
  • Clibing The Clouds
  • Coffee, clear heels and random thoughts
  • Como Assim?!
  • Consciência Feminista
  • Contrabandist@s de Peluche
  • Contracultura
  • Conversa de Psicólogo
  • Cynthia Semiramis
  • Da Cerejeira
  • Desautoria
  • Dialógico
  • Diversão sem Culpa
  • Educação à Distância
  • Em Construção
  • Escreva Lola Escreva
  • Escrito em Ametista
  • Espaço B.
  • Esse Tal Climatério
  • Estou Puta!
  • Explorando Escrevendo
  • Foi Feito Pra Isso
  • Garota Coca-Cola
  • Garrafa ao Mar
  • Groselha News
  • Histórias de Menina
  • Humor Pelas Palavras
  • Inquietudes Na Maresia
  • Krasis
  • Lado D.
  • Lia de Lua
  • Lucy, La Feminista
  • Mana Mani
  • Mandinga
  • Maria Frô
  • Mary W.
  • Matizes Femininas
  • Menina de Sardas
  • Meu Jardim de Interesses
  • Meus Alfarrábios
  • Mulher Alternativa
  • Mulher Pós-Moderna
  • Mulheres em Letras
  • Mulheres Públicas
  • Nails Freak
  • Nelumbo Nucífera
  • Nem Tão Óbvio Assim
  • Nós
  • O Mundo Enlouqueceu
  • O Poeta de Ramelin
  • O Prazer do Texto
  • Ou Barbárie
  • Paisagem Estirpada
  • Paisagem Estripada
  • Para Variar, Variando
  • Pensamentos Desconexos
  • Pimenta com Limão
  • Pin Ups
  • Polivalência
  • Ponto de Fuga
  • Quem Mandou Nascer Mulher?
  • Quem o Machismo Matou Hoje?
  • Reino da Almofada
  • Reload
  • Roupas no Varal
  • Saiwalô
  • Se o poeta pra viver
  • Sem Açúcar
  • SexoAchoLegal.com
  • Solidaliberdade
  • Tempestade e Paixão
  • Tereza Não Existe
  • Todas Nós
  • Tutto Petit
  • Urbanamente
  • Who The Hell is Cely?
    • META

    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    As Muralhas da China – Mutianyu – Pequim

    Denise | China,Pequim | Monday, 05 May 2008

    Desde pequenininha, sonhava em conhecer as Muralhas da China e, naquela época, nem pensava que isso, um dia. seria possível. Ano passado, acabei sem tempo pra ir até lá. Mas, dessa vez, não poderia perder. Confesso que, apesar da curiosidade, tinha medo de me decepcionar, afinal, sei lá…”é só um muro!” :-)

    Mas, que nada! Isso é que é lugar de tirar o fôlego, em todos os sentidos.

    Eu sabia que as Muralhas (de 6.350 km) têm vários pontos de visitação, e pra descobrir qual o melhor, recorri à minha bíblia de viagens, o site Tripadvisor, que gosto muito, por mostrar opiniões de viajantes de verdade e não empresas de turismo. Lendo essa página, vi que o melhor ponto de visitação das Muralhas é o Mutianyu, que ainda não é tão visitado e não fica tão distante (a cerca de 73 quilômetros de Pequim).

    Dia desses, eu vi uma matéria no Globonews sobre as Muralhas e a quantidade de gente que tinha lá era de dar agonia, a jornalista deve ter caído numa roubada e foi parar no Badaling , que é pra onde quase todos turistas vão, estão até construindo hotéis por perto, é uma verdadeira multidão, todos dias, o que tira muito o charme do local.

    Como vocês podem ver nas fotos, em Mutianyu tem gente, sim, mas também muitas áreas quase vazias, muita tranquilidade, em alguns momentos, entre uma torre e outra ficamos apenas eu e ted, e olha que era domingo! Isso seria impossível no Badaling.

    A ida às Muralhas da China foi uma das coisas mais espetaculares que já fiz. Eu pensei que ia ser só uma paradinha “bate e volta”, mas, na verdade, a gente anda muito, mas muuuuuuuuuito mesmo.

    A área de Mutianyu tem 22 torres, escolhemos subir pelo “bondinho” até a torre 14 e de lá, caminhar até a torre 6 (portanto, passamos por 8 torres) e de lá descer num “tobogã”.

    Como eu sou muito descansada, comecei a demorar tirando fotos na torre 14, que é a mais alta e que tem melhores localizações pras fotos. Até que Ted me lembrou que tínhamos uma longa caminhada pela frente. Ainda bem que ele teve juízo, senão a gente ia levar muito mais tempo pra chegar lá embaixo e ia deixar todo mundo esperando.

    É uma longa caminhada, principalmente pra gente fora de forma como nós dois :-) Apesar de que, como boa parte é em descida, é cansativo, sim, mas bem menos difícil do que parece.

    Caminhamos, parando poucos minutos de vez em quando, cerca de uma hora. Pelo caminho, crianças fofíssimas e muito pequenas que fazem a caminhada com a maior energia, velhinhos devagar quase parando, muitos casais fotogrando, inclusive uma noiva super gracinha que adorou posar pra minhas fotos.

    E cada lugar, mais bonito que o outro. Inesquecível.

    A descida é uma delícia. A essa altura já estávamos exaustos e eu um pouco medrosa, pensando em como seria sentar numa coisa que parece um carrinho daqueles de descer ladeiras, e me largar montanha abaixo (nas últimas fotos acima dá pra ter uma idéia de como é).

    Mas, o carrinho do tobogã tem um freio e acelerador, que é controlado por a gente e eu fui logo avisando a quem estava trás de mim, na fila, que eu pretendia ir bem devagar. Assim, a garotada esperou bastante que eu descesse (tem só uma fileira), pra poder começar a sua “aventura”. Ted foi na minha frente, mas parou no meio pra me esperar (tem lugares que dá pra parar totalmente.)

    Quem for, pode descer sem medo, não tem perigo nenhum e muitas crianças descem com os país. Eu até dei uma acelerada e corri em algumas partes, mas, sempre que tinha uma curva ia devarzinho pro desespero dos funcionários que ficavam em cada curva gritando “corre, corre, não para” hehehehe… Uma hora, os garotos atrás de mim me alcançaram e eu comecei a gritar “para, para, olha eu aqui” hahahaha… mico.

    Com 400 ou 500 RMB (entre 95 e 115 reais) dá pra contratar um taxi pra levar até três pessoas ao local (clar que eles pedem muito mais, tem de pechinchar). Nós demoramos a organizar a ida e acamos apelando pra uma agência, sabendo que não era a melhor opção, mas no final fomos num micro ônibus bem confortável, apenas um com casal de suecos que adoramos. Ótimo papo.

    Pra vocês terem uma idéia da desorganização, nós pagamos 280RMB (R$ 66,00) e descobrimos que os suecos iam pagar apenas 200 (R$ 45,00)… tentamos discutir, mas o guia mostrou que não era culpa dele, se a gente não pagasse o combinado, ele é quem ia pagar. Xapralá…

    Como castigo por pagar quase a metade do taxi, tivemos que parar numa fábrica de Jade na ida e ouvir uma loooooooonga explicação sobre a história do jade, visitamos uma sala onde dois funcionários estavam demonstrando como fazem as peças de jade e, claro, fomos levados à loja, onde coisas absurdamente caras (algumas de 3 mil dólares) eram empurradas pra gente. Claro que não compramos nada.

    Isso não é novidade, na India tivemos que visitar muita “fábrica” até chegar onde queríamos.

    Na volda da Muralha, a parada foi uma casa de chá em um hutong, bem pertinho daquele templo tibetano (lembram?). Lá, uma chinesa muito gentil contou a história de 4 mil anos do chá na China, mostrou como é feita a cerimônia do chá, nos fez provar chás de Jasmim (que eu adoro) e mais outros 5 sabores. Contou das maravilhas dos bules de barro, das xícaras de chá e canecas que, claro, depois foram oferecidas, assim como os chás a um preço indecente.

    Eu e Ted agradecemos, mas dissemos que aqui em casa ninguém toma chá e saímos na hora. Os pobres dos suecos, ficaram constrangidos e acabaram comprando um potinho de chá a preço de ouro.

    No final, apesar de irritar a prática de nos sequestrar e levar pra essas lojas, bem que aprendemos coisas interessantes nas duas visitas (principalmente a do chá) e tivemos ótimos momentos com os amigos suecos. Mas não nos sentimos, nem um pouco, na obrigação de comprar nada de ninguém.

    galinha%20beijing.jpg

    Já ia esquecendo de comentar que, na volta, antes do chá, paramos num restaurante bem popular, na beira da estrada, para um almoço incluido no pacote da excursão. Essa galinha foi o prato principal. Imagina se alguém tocou nela?! os chineses que nos perdoem, mas era explícito demais pros nossos estômagos…

    (Essa é a foto que prometi num post anterior. Aguardem que colocarei mais fotos da comida chinesa ainda essa semana.)

    Se gostar, compartilhe:

    Cidade Proibida – Pequim – China

    Denise | China,Pequim | Friday, 02 May 2008

    Volto com mais fotos e conversas, assim que puder, agora tá difícil… vão vendo aí o cenário do Último Imperador (sem a produção de Bertolucci, acho que fica bem sem gracinha, mas o povo dá o tom!).

    Se gostar, compartilhe:

    China – Pequim & Xangai 2

    Denise | China,Pequim,Viagens,Xangai | Tuesday, 29 April 2008

    china_2008_a.jpg

    Apesar de ter como mantra a ideia de que que reclamar nao adianta de nada e vale a pena tentar viver seja la’ onde for, aceitando as diferencas e tentando se irritar o minimo possivel, devo dizer que entendo o pessoal que mora em um pais tao diferente e nao para de reclamar, viver num pais que parece outro planeta nao e’ facil mesmo.

    Entre uma coisa e outra, consegui botar na telinha algumas das minhas reflexoes e conclusoes sobre a China e os chineses. Nao se esgota aqui, claro. Em breve colocarei mais fotos e, se voce tiver alguma duvida, basta perguntar.

    Como eles sao

    IMG_1398.jpg

    Ainda nao consegui identificar “o povo chines”, e desconfio que com bilhoes de pessoas de diversas culturas, costumes, etnias, rural e urbana, rica e pobre, e’ impossivel defini-los homogenicamente. No geral, acho que os chineses sao amigaveis, mas nao se engane, podem ser quase violentos na rua, se nao quiserem ser fotografados (apesar de ser raro, no geral, posam pras fotos ou as ignoram).

    Dizem que, com a politica de filhos unicos, sao todos uns bebezoes mimados. Nao sei se e’ verdade, mas que os pais morrem de orgulhos dos seus filhos, isso ta’ na cara e, ao contrario de outros paises ocidentais – onde o pavor em relacao a pedofilia faz com que fotografar criancas pareca algo perigosissimo – eles adoram quando voce pede pra tirar fotos de suas crias (que sao as coisas mais fofas do mundo!).

    Existem enormes diferencas entre Xangai e Pequim, mas nao concordo com tudo que li no meu livro guia das cidades. La’, dizem que os habitantes de Pequim sao mais arredios e em Xangai o povo e’ mais cordial, quase submisso aos turistas, por ser uma cidade mais moderna e mais direcionada ao lucro e perceberem a importancia do turismo.

    Nao sei porque, mas minha impressao foi o oposto, achei o pessoal em Pequim muito mais gentil e os xangainenses mais arrogantes, mais duros, as poucas situacoes em que senti alguma animosidade foi em Xangai, nao em Pequim.

    De qualquer forma, a briga Pequim x Xangai rende. O mais engracado e’ quando voce provoca, perguntando a um e a outro, quais as vantagens de sua cidade… um de cada vez, claro.

    Mas, resumindo, minha experiencia com chineses e’ otima, a questao e’ tentar entender o povo com seus olhos, nao os nossos, eles podem parecer rispidos, desconfiados, ou extremamente gentis e atenciosos, como o pessoal com que eu estou trabalhando e o pessoal da equipe de Ted. Acho que, sao mesmo e’ diferentes da gente. So’ isso.

    Historinha sobre privacidade

    IMG_1350.jpg

    A questao da falta de privacidade e’ bem interessante. Um dia, ao descer para o cafe’ da manha, fomos levados pela hostess – em um restaurante quase vazio – para uma mesa colada a outra onde estavam duas senhoras americanas, gentilmente pedi pra nos indicar outra mesa, pra alivio das duas.

    Ai Ted contou uma historia de uma aluna de doutorado, que ele orientava em Estocolmo, que entrou num metro completamente vazio e sentou na cadeira ao lado de uma sueca que, obviamente, deve ter entrado em panico e desceu na proxima parada… hehehehe… nao posso pensar em duas culturas mais opostas, a “zona de conforto” sueca e’ enorme, quanto mais longe, melhor.

    Para os chineses, isolamento nao e’ opcao, e’ quase castigo.

    O ritmo deles

    IMG_1325.jpg

    Nao sei porque, mas, dessa vez, o ritmo chines, nas ruas, me incomodou mais. Nao e’ que sejam mais lentos, como a gente pensa, e’ um ritmo totalmente individualista, que cria um caos numa rua entupida de gente. Apesar dos chineses estarem sempre acompanhados, a ideia de pensar nos seus movimentos em termos de “coletivo” parece desconhecida por aqui.

    As pessoas andam na sua frente numa lentidao de matar (nada me irrita mais nas ruas). Por outro lado, se tiverem pressa, passam por cima de voce, sem do’ nem pena. Ando muito mal acostumada com a enorme cordialidade dos americanos (sim, eles tem virtudes, tambem!) nos lugares publicos, onde dizem “excuse me” ate’ se voce encostar o cabelo neles. Aqui, tenho sido arrastada pra um lado e pro outro e isso me da’ nos nervos.

    Hierarquia

    IMG_1096.jpgChineses sao seriamente hierarquicos – coisa dificil pra mim – e reverenciam as autoridades. Na nossa tour para as Muralhas teve um momento daqueles inesqueciveis. Ted perguntou ao nosso guia:

    - Quem foi mesmo o cara (guy) que construiu a Cidade Proibida?

    A gente viu os olhinhos apertados do chines dando mil voltas e uma fumacinha de incompreensao saindo da sua cabeca, antes dele responder:

    - Nao foi um “cara”…

    Na pausa que ele fez pra respirar antes de continuar solenemente, Ted disse que pensou: “Como assim? foi uma mulher??”

    O guia continuou, com toda pompa:

    “- …foi um imperador!!!”

    Gente, foi o momento mais fofo dessa viagem!

    Turistas chineses

    sm_IMG_0649.jpgQuando a gente le sobre evitar horarios de pico nas principais atracoes das cidades, por causa da enorme quantidade de turistas na China, pensa nos americanos de camisa florida e camera fotografica pendurada no pescoco.

    Bom, e’ verdade que e’ preciso evitar o meio da tarde, senao a gente nao consegue nem andar. Mesmo tendo uns ocidentais aqui e ali, esse mundo de gente que invade Pequim e Xangai (pelo menos fora do periodo das Olimpiadas) e’ todo chines mesmo!

    Sao centenas, milhares de chinesinhos, muitos deles bem velhinhos, geralmente vestidos todos com um colete e bone da mesma cor. A/O guia empunha uma enorme flor de veludo colorida, que deve ser seguida, para que nao se percam (nao sei como diferenciam a flor de um guia da flor de outro, ja’ que esse instrumento de identificacao e’ vendido nas ruas, a quem quiser e nao sao muitas as opcoes…

    sm_IMG_0640.jpgOs turistas chineses, em si, sao uma atracao, se voce tiver boa vontade e paciencia. Principalmente porque nas duas vezes em que pude observa-los, estava de saida e eles estavam chegando, portanto nao me incomodaram nada. Achei bonito de ver a admiracao e emocao do velhinho chines, que parece bem pobrezinho e deve ter vindo de uma vila distante, diante do trono do imperador na Cidade Proibida.

    Nos somos iconoclastas, sacaneamos com o museu do imperio la’ em Petropolis, e contamos historias de arrepiar da nossa familia real (claro, ela nem era nossa, por isso a diferenca…), os ingleses fazem piada da rainha, mas na China, a historia e’ reverenciada, mesmo apos a revolucao Cultural que tentou apaga-la (ou exatamente por causa disso). A visita dos chineses a Cidade Proibida e’ um espetaculo a parte, na minha opiniao.

    Transporte publico – Metro

    IMG_1179.jpg

    E’ possivel e baratissimo andar de metro pra quase todo lado, por aqui. A estrutura de metro em Xangai e Pequim (assim como em Guangzhou) e’ boa, em Pequim, a malha foi renovada, algumas linhas sao excelentes, sofisticadas, ar condicionado agradavel (pra mim) e muito, muito barato. Vai mudar, mas agora, com 2 RMB (1 US$ = 7 RMB) pode-se ir pra todo lado.

    So’ tem um problema… os chineses. Sinto muito a afirmacao tao preconceituosa, mas nao existe outro momento em que eu tenha menos paciencia com os chinseses que no metro. Eles nao respeitam a fila pra comprar os tickets, correm pra passar na sua frente, nao esperam voce sair pra entrar no trem.

    Por outro lado, mesmo quem nao vai descer do trem, nem tao cedo, prosta-se na frente da porta e nao arreda o pe’, quando a porta abre. Nao adianta dizer um inutil “excuse me” ou dar a entender que precisa descer, tem que fazer como eles e passar por cima (coisa que me deixa muito constrangida!).

    Alem disso, tem mais dois probleminhas, o cheiro de alcool e’ absurdo. Nunca tinha percebido antes, mas num trem lotado o odor de bebida e’ quase insuportavel. E mais, eles escarram no metro. A palavra e’ meio dura, mas o que eles fazem nao e’ bem “assoar o nariz”, e’ escarrar mesmo, com todo barulho possivel. Vi garotas de 17 anos fazendo isso no metro. Campanhas estao sendo feitas pra evitar que cuspam nas ruas, mas pelo jeito esse habito de milenios nao vai ser maquiado nessas olimpiadas.

    A delicada relacao motorista de taxi e passageiro

    IMG_1425.jpgComo em qualquer lugar do mundo, pegar um taxi e’ uma aventura. Eu e Ted viemos em voos separados, ele chegou algumas horas antes de mim. Chegamos no mesmo aeroporto e fomos pro mesmo hotel. Assim que eu entrei no taxi pedi, com firmeza que ele ligasse o taximetro (gesticulando). Ele fez cara feia, enrolou, eu fiz que ia descer. Ele ligou o meter. Eu pague 79RMB. Ted pagou 450RMB. Que meu maridinho me perdoe, mas em taxis, “mane’ e’ mane’ e malandro e’ malandro”.

    Ainda assim, em Hanoi, peguei um taxi com um taximetro tao enlouquecido que pedi pra descer antes da hora. Tem tambem, claro, a estrategia de dar mil voltas, o que eu faco e’ abrir um mapa na cara do motorista e tento – ou dou a entender que estou – identificando onde estou… enfim, acho essa relacao tao estressante que, ainda que o taxi seja baratissimo (ontem fui do hotel ao centro historico por 19RM), acabo preferindo metro.

    Pra quem pretende ir a China e andar de taxi (ou mesmo se for de outros meios), a dica e’ SEMPRE ter os nomes dos lugares pra onde quer ir em chines. Naqueles sinais locais mesmo, nao adianta de nada dizer que quer ir pra “Forbidden City”, muito provavelmente, ninguem vai entender o que voce quer dizer. Mesmo nos taxis que ficam em frente aos melhores hoteis.

    Eu nao falo ingles, posso ir pra China?

    IMG_1219.jpgSem duvida nenhuma. Pensa bem, se eles nao falam ingles quase nenhum, qual a diferenca? Eu fui ao Nepal ha’ 12 anos atras, com um ingles pobrinho e estava sozinha, fiz uma tour num carro com dois nepali que me levaram pra Kathmandu, Bakhtapur e Phokara. Eles nao me contaram nada da historia do pais, mas eu tambem nao ia entender :-) eu diria que e’ quase menos estressante ir pra China sem falar ingles do que ir pra Inglaterra. Definitivamente, e’ muito mais facil do que ir pra Franca, sem falar frances.

    O unico problema e’ ter em maos, sempre, os enderecos de onde voce pretende ir em mandarim (como dise ai acima, procure nos sites e imprima direto de la’). Eu deixei de ir a dois mosteiros aqui porque nao teve jeito de encontra-los.

    Comida para quem precisa

    IMG_1294.jpg

    Como ja’ devo ter dito aqui, da ultima vez, nem pensem que vai ser moleza porque voces “adoram comida chinesa”. Nada mais equivocado, a comida chinesa no Ocidente foi totalmente adaptada aos sabores locais, o que a gente tem aqui e’ uma coisa – pra mim – muito dificil de engolir. Claro que, nos grandes centros, tem restaurante de todo canto (inclusive varias churrascarias brasileiras), mas se voce esta’ no meio da rua, num Hutong ou centro historico, se nao quiser se render as McDonalds (as vezes, nao tem nem isso), nao tem muitas opcoes.

    Na volta da Muralha da China, paramos em um restaurante ainda mais original, com comidinha totalmente tipica da regiao. Estavamos eu e Ted e um casal de suecos. Quase morremos de rir, porque a unica solucao, com a mesa cheia de pratos diferentes, foi comer muito arroz com molho de soja e uma verdura verde mais identificavel. A foto ao lado (em breve) mostra a galinha que nos foi servida. Por sorte, esqueceram nosso porco, imagina se viesse assim tao, er… digamos “explicito”!

    Tentei, mais uma vez, comer os famosos e badalados dumplings. O primeiro foi suportavel, apesar de ter um recheio de porco doce. No dia seguinte, fui sorteada com um recheio de peixe pavoroso.

    Enfim, nao sou a pessoa mais sofisticada em termos gastronomicos, mas mesmo os nossos amigos suecos, refinadissimos nao conseguiram comer nem o famoso pato laqueado.

    Nesses dias, comemos muito no hotel, fazemos nosso farnel no supermercado, o trivial pao e queijo, biscoitinhos e nozes. Comi galinha ao curry, pizza, comida tailandesa, desisti da chinesa de vez. A boa surpresa foi um picole’ de leite com pedacos de fruta com um desenho de uma vaquinha na embalagem. Comi a primeira vez na Cidade Proibida e agora estou viciada.

    Hoje, vamos a um jantar oferecido pelo pessoal (chines, claro) com quem estou trabalhando. Nessas horas, apelo pra “sou vegetariana”, assim, ao menos escapo das carnes esquisitas. na ultima vez, nos levaram a um restaurante vegetariano que mimetiza todas as comidas carnivoras. Assim, comemos pato ‘a Pequim totalmente vegetariano. Melhor assim.

    Se gostar, compartilhe:

    Pequim & Xangai 2008

    Denise | China,Pequim,Viagens,Xangai | Monday, 28 April 2008

    Estou super ocupada. Apenas umas fotinhas, pra voces terem uma ideia do que andei vendo por aqui, assim que puder, escrevo mais.

    Se gostar, compartilhe:

    Praça da Paz Celestial

    Denise | China,Fotografia,Pequim,Viagens | Monday, 02 July 2007

    Hoje é o último dia da viagem. Estou saindo do hotel daqui a pouco. Achei que ia dar tempo de fazer o sorteio do presentinho aqui, mas estou na maior correria, fica pra quando chegar em Washington, mesmo.

    De lá, conto mais sobre como foi tudo por aqui (vou ver se escrevo um post no aeroporto e no avião. Essas fotos são da Praça da Paz Celestial, aquela mesmo onde houve um massacre de estudantes, em 1989. É um lugar emocionante, que fica na frente da Cidade Proibida (aquela mesma do filme O Ultimo Imperador).

    Mais fotos em breve, essas foram feitas ontem à tarde e eu voltei lá, hoje de manhã. Confesso que adorei a minha blusinha azul ;-)

    Bom, me desejem boa longa viagem. Ao chegar em casa escrevo mais e faço o sorteio, agora, preciso correr…

    Se gostar, compartilhe:

    Dia 12 – Templo Celestial – Temple of Heaven – Tiantan

    Denise | China,Fotografia,Pequim,Viagens | Friday, 29 June 2007
    Se gostar, compartilhe:

    .