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    O “tornado” em St. Louis

    Denise | St. Louis,Viagens | Thursday, 27 July 2006

    stormstl1.jpgBom, na verdade, as coisas foram bem menos emocionantes do que vocês podem imaginar, eu não cheguei nem perto de me sentir a Helen Hunt, nem consegui nenhuma foto sensacional… mas bem que, na hora, foi um susto enorme!

    Chegamos em St. Louis no dia 19, à tarde. O calor era infernal, muita humidade, sol e céu azul. Tomamos banho e saímos pra casa de Dave, único irmão de Ted que vive na cidade e nosso “anfitrião” na reunião de família (objetivo da viagem). No caminho, paramos em uma livraria para comprar um livro pra mandar pra Kasper, outro filho de Ted, cujo aniversário é essa semana.

    Quando estávamos quase saindo, a luz apagou e voltou rapidamente algumas vezes. Quando olhamos pra fora, o céu estava com nuvens muito carregadas, uma ventania enorme e as pessoas correndo pros carros ou pra dentro da livraria. Impressionante como o tempo muda rápido!

    Corremos pro carro, ligamos pro irmão de Ted e ele falou que havia um aviso de que um tornado podia estar se aproximando. O céu estava impressionante, com partes claras, mas com muitas nuvens muito, muito grandes e escuras. Nem acredito que fiquei tão nervosa que não fiz nem uma fotinha de nada… humpf! :-/

    Mesmo sob protestos da garotada, Eu e Ted decidimos voltar correndo pra dentro da loja. Conversamos com as pessoas que estavam lá e uma mocinha me disse: “Se fosse vocês, não saia daqui de dentro, afinal, aqui vocês estão protegidos”.

    Começou a discussão. Eu disse que ninguém me tirava lá de dentro, de jeito nenhum, que era responsável por mim e Bia e não queria correr nenhum risco. Eu já me imaginava dentro do carro, com ele voando em espiral pelos céus da cidade….

    Finalmente, apareceu alguém que disse que o perigo era apenas quando as nuvens estavam “esverdeadas” (claro que, àquela altura Ted já via alguns tons de verde no céu… hehehehe…) e que daria tempo da gente chegar até à casa do irmão de Ted, que ficava só a uns 10 minutinhos dali.

    Chegamos lá inteirinhos, mas nada de ar condiconado na casa. A cidade estava num black-out total e apenas grandes lojas (como a livraria) e hotéis tinham gerador. Dave (que é maravilhoso) estava fazendo um “churrasco” de hamburguer e cachorro quente (nada mais americano!) pra gente lá fora, com ventania, escuridão e tudo.

    tornadojantar.jpgDescemos para o “abrigo”, com velas e “candeeiros de bateria”. Ficamos lá torcendo pro Dave não ser carregado pelo tornado.

    Algum tempo depois voltamos pra jantar na sala, ainda à luz de velas (a eletricidade só voltou três dias depois) e, pra complicar ainda mais, ao som de uma sirene que anunciava o perigo de um tornado se aproximando e avisava que tínhamos que descer pro abrigo.

    AMEI. Adoro novidades e foi tudo muito emocionante, principalmente a escuridão, as velas e a sirene que deram um charme especial ao jantar.

    No final das contas, não teve tornado, mas foi uma tempestade com muitos raios e trovões. No dia seguinte, de manhã, vimos mais uma tempestade se aproximar, pela televisão. Interessante a exatidão. Na horinha que, segundo a TV, ela estava passando pelo hotel saímos e eu tentei fazer umas fotos, mas não teve nada de emocionante, nenhum carrovoando e, claro, não consegui flagrar nenhum raio.

    Mas, eu adoro essas manifestações da natureza, adoro trovões, relâmpagos, e só não fui pra chuva porque ia ser muito mico, eu sozinha lá fora com o hotel inteiro olhando pela janela.

    O lado ruim é que as cidades da região ficaram um caos. Muita gente teve suas casas danificadas, árvores cairam em cima de telhados e carros. Conversando com as camareiras do hotel, vi nelas o medo da chuva que têm as mulheres que vivem nas favelas do Recife. Elas torciam pras suas casas ainda estarem de pé. É dureza ter de trabalhar com essa insegurança e dúvida. Essa foi uma das piores tempestades da história da região.

    Claro que isso tudo atrapalhou um pouco nossos planos, também. O trânsito estava um horror, sem sinais (semáforos, faróis) funcionando. Por causa do calor, as pessoas passavam o dia na rua e nos shopping centers, por que não tinham ar condicionado em casa.

    tornado_abrigo.jpgAs lanchonetes e lojas menores não tinham eletricidade e fecharam, todas. O hotel tinha gerador, portanto, não fiquei sem ar condicionado (Deus me livre!), mas não tinha conexão de internet (até que aguentei direitinho a abstinência :-)

    Enfim, uma aventura. Mas, conseguimos sobreviver a ela com muito bom humor e paciência. Eu, pelo menos, me diverti muito com tanta novidade!

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    No caminho pra St. Louis

    Denise | St. Louis,Viagens | Tuesday, 25 July 2006

    Voltei! e já estava morrendo de saudades de blogar :-) obrigada pelas mensagens carinhosas, aí abaixo, mas, nem vou falar no tornado, ainda não… vamos por partes.

    Alugamos uma mini-van e, na terça-feira, enchemos de lanchinhos, cds de MP3, uns DVDs e saímos daqui, bem cedo, eu, Ted, Bia, Simon e Felix, com muita calma, paciência e boa vontade, fundamental pra uma viagem longa como essa.

    stlouiscaminho1.jpgFomos parando pelo caminho, entrando numas cidades bonitinhas, pontos históricos e mirantes. Em cada posto de gasolina, mais um lanchinho (imaginem o regime espartano que preciso começar a fazer…).

    Uma pequena dificuldade era chegar a um acordo em relação à música que ia tocar. Imagina agradar a cinco pessoas. Criamos uma estratégia de “veto”, porque pior do que não ouvir o que a gente gosta é ter de ouvir o que a gente detesta. Eu levei todos meus MP3 e a seleção musical foi de Fatboy Slim a Frank Sinatra. De vez em quando alguém dizia “veto” e eu tinha que pular pra próxima.

    hollywoodmotel.jpgDepois de muitas horas de viagem, decidimos parar pra dormir em um hotel que encontramos no caminho. Eu ADORO esses motéis (que aqui são hotéis mesmo) decadentes das estradas americanas, não têm o memso conforto de um Holliday Inn, mas tem muito mais personalidade e lembram filmes como “Psicose” ou “21 Gramas”. Hehehehehe…

    Esse no qual ficamos eu achei particularmente charmoso, pintura descascada, mas nem era dos piores, tinha TV a cabo, ar condicionado, frigobar etc. e era baratíssimo!

    Saímos do hotel na quarta bem cedinho, o sol ainda nascendo, no espelho do carro. Viajamos mais umas boas seis horas, até chegar em um lugar que achei muito especial. É um centro interpretativo, espécie de museu onde ficam os Montes Cahokia, ainda no estado de Illinois, mas já bem perto de St. Louis.

    Cahokia é um centro arqueológico onde foram achados “rastros” da maior e mais sofisticada civilização pré-colombiana, ao norte do México. Em 1982, foi declarado patrimônio cultural da humanidade, pela sua importância para a compreensão da pré-história na America do Norte.

    De acordo com os achados, a cidade de Cahokia foi habitada entre os anos 700 e 1400. Sendo seu pico de desenvolvimento entre 1050 e 1200, quando viviam por lá cerca de 10.000 a 20.000 pessoas.

    Os mais de 100 montes de Cahokia são como grandes pirâmides de terra, construidas em terra, e que serviram como túmulos. O maior é o Monte do Monge.

    Esse centro é extremamente bem organizado com a reconstituição através de pinturas e esculturas de cera em tamanho natural, do dia-a-dia dos indígenas que viviam no local. Também vimos um filminho de 12 minutos que dá uma visão geral do que sabemos sobre esse povo do Mississipi.

    Alguns montes continuam lá, com uma escadaria que podemos subir para visitar, mas imagina se alguém quis arriscar num calor de 38 graus?! de qualquer forma, aprendemos um bocado…

    Amei essas fotos, aí acima, que tirei nos jardins de Cahokia.

    Outras fotos aqui. (se preferir, a partir da primeira, basta clicar na foto e vai passando, automaticamente, para a seguinte.)

    Mais sobre a viagem, em breve…

    Obs.: Essa imagem da mãe amamentando foi achada por arqueólogos no local, e é da época áurea dos “Cahokianos”. Bacana, né?!

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    Destino: St. Louis

    Denise | St. Louis,Viagens | Monday, 17 July 2006

    stlouispostcard.jpg

    Querid@s, perdoem minha ausência da página de comentários do meu blog e de outros blogs, mas estamos na maior correria aqui em casa. (Estou louca pra fofocar sobre a novela mas, em alguns dias, poderei fazer isso com calma!)

    Amanhã, estaremos indo todos, eu, Ted, Bia, Simon e Felix, numa mini-van para St. Louis, onde Ted nasceu e onde vai acontecer a reunião da família dele, pai, irmãos, sobrinhos, sobrinhos-netos, todo mundo vai estar lá!

    Eu ADORO viajar pelos EUA. As estradas são ótimas, os caminhos do Meio Oeste fascinantes. Vamos passar por West Virginia, Kentucky, Indiana, até chegar em St. Louis, que fica no estado do Missouri e por onde passa o famoso rio Mississipi. Seriam cerca de 12 horas de viagem, se fôssemos direto, sem parar.

    nossoroteiro.jpg

    Mas, vamos parando pelo meio do caminho… e voltaremos pra casa no domingo. Aguardem muitas, muitas, muitas fotos :-)

    Claro que terei internet no hotel e continuarei postando, normalmente, comentando as coisas que estamos vendo na terra do beat William Burroughs, T.S. Elliot, Ike & Tina Turner, Chuck Berry, do blues e muita black music!

    Agora preciso ir arrumar as malas e preparar as comidinhas pra viagem. Na última vez que fizemos uma dessas, pelo Arizona e Texas, eu me acabei de tomar Diet Coke nos copões enormes, cheios de gelo, na estrada… ai, ai, ai, confesso que vou morrer de saudades…

    Beijos e acho que volto a postar somente depois de amanhã.

    ps.: mas, não deixem de comentar no post aí abaixo, hein? acho que esse assunto é importantíssimo!

    “Sunset” de despedida. Fotos tiradas agora há pouco, às 8 e meia da noite. O calor aqui nos EUA está batendo todos os recordes. E eu rezando pro ar condicionado no carro amanhã ser suficiente, senão, vamos torrar na estrada… beijos e até breve!

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