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    Seattle – Final e Atualizado

    Denise | Seattle,Viagens | Sunday, 01 October 2006

    Uma das coisas que eu gosto em viajar, é descobrir um novo lugar, aprender a geografia do local, entender como o sistema de transporte funciona, qual o melhor (e mais barato) lugar para comer, o que fazer, onde ir, me tornar íntima e me sentir menos estrangeira. Pena que quando a gente está se situando, acaba a brincadeira.

    Ficamos 5 dias em Seattle, tempo suficiente, pra mim, para descobrir bastante sobre o lugar. Como já disse, essa cidade foi uma bela surpresa e tive dias maravilhosos por lá. Enquanto estava fazendo minhas descobertas ia pensando nas coisas que gostaria de compartilhar com vocês:

    Onde ficar

    Hotel MarQueen

    Em quase todo os hotéis dos EUA, o custo do quarto é o mesmo para uma ou duas pessoas. Como Ted já tinha seu quarto de hotel pago pelo trabalho, ficamos num excelente hotel, sem nenhum custo adicional.

    O MarQueen fica num um belo prédio de 1918, super bem localizado, pertinho do Seattle Center e com ônibus na porta. Tem internet de banda larga gratuita e quartos com todos equipamentos de cozinha. Uma excelente pedida para uma viagem com mais recursos.

    Como gosto de ficar em albergue, dei uma olhada nas opções e, se fosse escolher, ficaria no Hostelling International Seattle, num lugar ainda melhor, bem do lado do Mercado e do pier!

    Transporte na cidade

    ride_ducks.jpg

    Quando tenho pouco tempo numa cidade, gosto de pegar aqueles ônibus de turismo (“hop on – hop off”) porque, em algumas lugares, é a melhor forma de dar uma olhada em tudo. Em Seattle, é possível usar esse ônibus por dois dias inteiros por 20 dólares. Não é tão caro mas, dando um olhada em um dos muitos mapas destribuidos gratuitamente, percebi que a cidade tem a maioria das suas atrações concentrados numa região que é muito bem provida de transporte público.

    Economizei os 20 dólares e gastei pouquíssimo, já que cada passagem de ônibus (US$ 1.50) vale por várias horas e, em algumas áreas da cidade, o ônibus é até gratuito, como a linha 99 que cobre todo o “waterfront”, a região do pier, aquário, Mercado Público, Pioneer Square e Chinatown, totalmente de graça!

    Essa foto, aí acima, é de um micro-ônibus turístico pra lá de kitsch, em formato de navio, que fica rodando pela cidade com uma musiquinha ridícula e todo mundo batendo palmas… hehehehe… cada um com seu cada qual… o que importa é que o povo tá se divertindo :-)

    Experiências gastronômicas

    camaroes_seattle.jpgPeixes e frutos do mar são as maiores especialidades de Seattle. Nossa amiga Cris S. garante que o “salmão do Alaska” é de “comer de joelhos”, mas como não gosto de peixe nenhum, decidi que, para entrar no espírito da cidade, precisava experimentar, pelo menos, os camarões nesse restaurante-lanchonete tradiconaliíssimo.

    Maravilhoso! servido num pratinho de papel, com batas fritas, os camarões à milanesa têm uma quantidade inimaginável de calorias, que ingeri sem culpa, num sol lindo, céu azulzíssimo e cercada de gaivotas, o que mais podia querer da vida? (o preço por esse momento insubstituível de prazer gstronômico: 8 dólares, ou cerca de 17 reais!).

    Mas, os camarões foram um luxo apenas experimentado duas vezes, no geral, sou super econômica nas minhas viagens, nem tenho muito dinheiro, nem gosto de gastar com restaurantes caros. Em nosso hotel, tínhamos geladeira, fogão, microondas, então, logo no primeiro dia, compramos tudo pra o café da manhã e outros lanchinhos num supermercado lá perto.

    Quando estava na rua, sempre procurava as opções mais baratas e, nesse sentido, nada melhor que comer no Mercado Público, ou ao seu redor. (veja ai abaixo). Foi no 1st Ave, região do Pioneer Square. Sublime! e como é uma vez na vida, resolvi que merecia comer um camarão sublime, naquele restaurante que fica cercado de gaivotas, no pier, lembram? como disse a Cris S. esse era de comer de joelhos :-)

    nectarine.jpgE só mais uma coisinha… quando viajo, tento não comer somente “bobagens” e compro muitas frutas.

    No mercado, as opções eram as mais variadas, provei de tudo e sempre estava comendo umas nectarinas (que eu adoro), berries e uvas. No hotel, temos sempre laranjas e maçãs.

    Elas refrescam e contrabalançam as muitas coisinhas a mais que a gente sempre come em viagem.

    Mercado Público Pike

    flores_mercado.jpg

    Eu sou apaixonada por mercados e feiras. Fui quase todos os dias pro Pike Public Market, que fica na frente do pier, onde tem aquelas gaivotas lindas. Lá, eu nem me sentia nos EUA, parecia estar em um país diferente, alguma torre de Babel, culticulrural.

    Lá, podemos encontrar lojinhas, mercados, restaurantes e lanchonetes gregas, turcas, mexicanas, árabes, vietnamitas, chinês, tailandês, francês e, entre muitos outros, um restaurante boliviano chamado “Copacabana“. O Atenas (foto) ficou conhecido por ter sido cenário do filme Sleepless in Seattle (Sintonia do Amor), com Tom Hanks. Além da aventura gastronômica, o Mercado é um festival de cores, com flores de todo tipo lindamente arranjadas.

    cartazes_mercado.jpgAs lojinhas charmosésimas são de matar consumidoras de tranqueira como eu de vontade. São lojas de artesanato africano e asiático; moedas; artigos de mágica; bonecos, camisetas e outras coisinhas de filmes para colecionadores (enlouqueci nessa, mas me comportei e não comprei nada!).

    Tinha até uma loja apenas de bichinhos em miniatura (comprei uns elefantinhos pra minha mãe) e a mais interessante (foto), que vendia cartazes, posters, cartões, tudo vintage.

    Ai, se eu tivesse dinheiro, não ia caber na mala tudo que queria comprar nessas lojinhas maravilhosas… mas, um dia eu volto!

    Fotos do Mercado aqui.

    Seattle Subterrânea

    Na véspera de viajar de volta pra casa, resolvi fazer a Underground Tour, que leva um grupo para uma visita de uma hora e meia a uma área da cidade que é toda subterrânea. Fantástico!

    A cidade subterrânea. Nas fotos de baixo, o Northern Hotel, em foto de 1903 e o mesmo prédio, hoje, embaixo da calçada.

    No dia 06 de junho de 1889, houve um incêndio no centro comercial da cidade que foi todo destruído (mas, não houve nenhuma vítima!). A cidade tinha sido fundada em uma área de marés, que vivia sendo alagada, então, após o incêndio, decidiram reconstruir tudo dois andares acima.

    underground_3.jpgEssa foto, ao lado, mostra quando a cidade estava sendo reconstruída e dá pra ver os dois níveis de calçada. Interessante, né?

    Essa “cidade subterrânea” foi usada por muito tempo, por pessoas que não tinham onde morar, até que acabou abandonada e, nos anos 60 foi recuperada por um morador que viu o potencial turístico, e criou essa excursão que eu fiz, que já tem mais de 30 anos.

    É absolutamente imperdível. Lá embaixo a gente caminha por onde era o banco escandinavo, o hotel, casas, lojas e vê como era o sistema de águas. O guia faz umas piadinhas sem graça e preconceituosas (quando quando fala da Madame Lou Graham, famosa dona de bordel que foi uma das pessoas mais ricas da cidade), mas dá, também, informações interessantíssimas.

    Fotos da cidade subterrânea aqui.

    Passeio de Ferry

    pier1.jpg

    Como vocês já sabem, Seattle é uma cidade costeira, existem várias opções de passeios de navios e barcos à vela. Alguns vão longe, para o Alaska e regiões onde podemos ver as baleias em seu habitat natural, outros dão uma volta pela costa da cidade, mas todos são muito caros.

    Como eu ainda devo voltar por lá, outras vezes, e dessa vez Ted não estava podendo passear comigo, resolvi procurar uma opção rápida e bem baratinha, pra dar apenas uma olhada na cidade, a partir do mar.

    Descobri que Seattle tem o melhor e maior sistema de ferry boats do país, que cobre diversas ilhas da Costa, por um preço baixíssimo. No dia de viajar, mesmo com pouco tempo, decidi pegar um ferry até a Ilha Bainbridge que fica a apenas 30 minutos de Seattle e cujo ticket de ida e volta custa apenas 6.50 dólares (cerca de 14 reais).

    pier2.jpgFoi um passeio belíssimo, não consegui sentar nem um minuto, tirando fotos por todos os ângulos do navio.

    Como eu fico com vergonha de pedir que tirem minha foto, as minhas ficam meio repetidas, todas na mesma posição :-) mas dá pra vocês verem, nessa foto que meu cabelo não é tão escuro quanto aparece na maioria das minhas fotos, quando o sol bate fica bem mais claro. Algumas amigas sempre perguntam se pintei de preto… não pintei, não, é a falta de sol mesmo. (E olha os oclões aí de novo, Van, Beth e Luci :-)

    Só fui até a ilha e voltei no mesmo barco, não queria correr o risco de ficar por lá no dia da viagem de volta pra casa! Muita gente usa esse ferry porque trabalha em Seattle e vive nessa ilha, então nem tinha tantos turistas, foi tranquilíssimo.

    Fotos do passeio no Ferry aqui.

    Eu aconselho a quem for a Seattle fazer esse passeio ou até outros mais longos, foi a coisa que fiz por lá com a melhor relação de custo-benefício.

    Homeless/Moradores de rua em Seattle

    homeless_seattle.jpgNão tem nada a ver com essa visão turística que estou dando da cidade, mas precisava falar sobre isso, também, porque estou impressionada.

    Nunca vi tantos moradores de rua, aqui nos EUA, como em Seattle, é impressionante pela quantidade e pelo comportamento. Não parecem apenas pessoas miseráveis, mas parecem pessoas que optam por viver nas ruas, muitos drogados e bêbados.

    Francamente, em alguns momentos me senti insegura, como há tempos não me sinto vivendo por aqui. Interessante que, eles percebem esse medo da turistada e ficam provocando, comentam se a gente se afasta um pouco, pedem comida, enfim, nada que eu não esteja acostumada, no Brasil.

    De acordo com o National Coalition for the Homeless, existem cerca de 760.000 pessoas que vivem nas ruas, nos EUA e considera-se que 12 milhões de pessoas adultas já foram “homeless” em algum momento de suas vidas. Estima-se que uma em cada 100 pessoas, em Seattle vive nas ruas.

    Procurei ler mais sobre isso, mas não achei nenhuma explicação pra uma concentração tão grande de homeless aqui. As teorias de Ted são engraçadas. Ele acha que muita gente foi trabalhar em Seattle (terra da Microsoft) quando houve aquela “bolha artificial” de negócios da internet, quando os empregos começaram a desaparecer, eles viraram homeless… yeah, Ted., right

    O clima de Seattle

    Finalmente, só um aviso, pra não me acusarem de propaganda enganosa. Não se iludam com o lindo céu azul e belos dias das minhas fotos. Se não for em pleno verão, a possibilidade é que suas fotos sejam bem cinza. Chove boa parte do tempo, na cidade que tem um céu acinzentado a maior parte do ano. Deve ter seu charme, também ;-)

    Enfim, como vocês devem ter percebido, me apaixonei pos Seattle. Leila, Claudinha, Lucia, Cris S., Tina, Regina, todas tinham razão, essa é uma cidade especialíssima…

    Todas as fotos da viagem aqui

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    Museu da Ficção Científica – Seattle

    Denise | Cinema,EUA,Seattle,Viagens | Thursday, 28 September 2006

    Eu gosto muito de 2001, Blade Runner, Matrix e até de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, que descobri que é “ficção cientifica”, tambem. Mas, sorry, folks, nunca fui fã de Star Wars, e muito menos de Star Trek e costumo achar filmes de ficção científica bem chatinhos.

    barbarella2.jpgNão consegui lembrar de nenhum outro livro, do gênero, que eu tenha lido, além do Mochileiro das Galáxias e Fahrenheit 451, anos atrás.

    Mas, eu adoro a estética da ficção cientifica, principalmente dos anos 50, 60. A idealização do futuro, com roupas prateadas, cenários clean e mulheres “amplas” como a Barbarella de Jane Fonda.

    Definitivamente, “o futuro nao é mais o que costumava ser”, como disse Sir Arthur Clarke.

    A série de televisao Perdidos no Espaco foi uma parte importante da minha infância, como já disse aqui. Filha única, a familia Robinson animou minhas tardes tediosas e solitárias, no calor pernambucano. Nao perdia um episódio e ficava fascinada com aqueles monstros que eu percebo, hoje em dia, eram toscos, tão toscos…

    will1.jpgEu era apaixonada pelo Will Robinson e podia jurar que ele era meu “primeiro namorado”. Confesso que fiquei até emocionada ao ver a roupinha do Will, bem gasta e tao pequenininha, lá no museu! de tudo, foi o que eu mais gostei de ver!

    Nao é so a arquitetura (que é maravilhosa!), não, esse museu é in-crí-vel. Um dos melhores que já visitei. Infelizmente nao é permitido fotografar lá dentro, de qualquer forma, ia ser difícil passar pras fotos o efeito criado por um ambiente em que a iluminação e os sons fazem a gente se sentir em outro planeta.

    Ficava só pensando como seria para um(a) fã de ficção científica, estar naquele lugar. A quantidade de informacao é enorme. São dois andares, com a historia da ficção científica; “hall da fama” e muita, muita memorabilia de filmes clássicos e séries de TV.

    Já bem crescidinha, Blade Runner se tornou um dos meus 10 filmes mais importantes. Foi a primeira vez que vi um filme mostrando um futuro caótico, multicultural, com andróides quase humanos e vulneráveis. Vi, lá no museu, a capa de plástico transparente, usada por Zhora, quando era perseguida por Deckard (foto abaixo). Essa capa era meu objeto máximo de desejo.

    zhora.jpgEntre muitas outras, estavam lá as armas originais usadas por Buck Rogers, Barbarella, Deckard, Han Solo. Um alien enorme e aquela roupa-robot usada pela Sigourney Weaver no Aliens II. A cadeira de comando da Enterprise na serie de TV de Star Trek, o capacete de Darth Vader, vários robots, entre eles o R2D2 de Star Wars.

    Uma coisa que me impressionou, muito, foram as naves espeaciais usadas em diversas filmagens, como a Júpiter de Perdidos no Espaco, a de Star Wars, de Star Trek e muitas outras. Elas são tão pequenininhas, e vistas de perto, mais uma vez tão toscas que a gente so pode rir diante da “maravilha da tecnologia”, que nos transportou para outros planetas em navezinhas de 20 cm de altura.

    E até o SETI ganhou uma parede, no museu … lembram que falei aqui daquele programa da NASA/Berkeley que visa usar computadores para tentar se comunicar com extraterrestres?! pois é, tem uma copia de um dos satélites do SETI lá e mais uma explicação sobre como eles tentam fazer contato.

    Enfim, se alguem que nao é tão apaixonada por ficção científica, como eu, ficou tao delsumbrada e passou horas nesse museu, se você for fã de Star Trek, e tiver a oportunidade de vir até Seattle, um dia, reserve a tarde toda pra ficar imers@ nesse universo paralelo.

    alvim.jpgUm Brasileiro no Museu de Ficção Científica

    E eu tive que vir parar aqui, do outro lado dos EUA, pra ouvir falar, pela primeira vez, de Henrique Alvim Corrêa, considerado o primeiro artista de ficção científica do Brasil e venerado em todo o mundo.

    Ele ilustrou o clássico livro “A Guerra dos Mundos” (que virou mais um filme com Tom Cruise, há pouco tempo). O autor H.G. Wells recebeu algumas ilustrações e ficou tão impressionado que o convidou a produzir, com ele, uma edição especial, de apenas 500 exemplares, todos autografados pelos dois e lançados em 1906. O museu tem uma parede inteira apenas com as ilustracoes desse livro.

    Sobre esse trabalho, H.G. Wells disse:

    “Corrêa contribuiu mais com esse trabalho com seu pincel, que eu com a minha pena”.

    Ficção Científica e Feminismo

    ursulak.jpgSegundo a exposição, sempre existiram mulheres escritoras de ficção científica mas, antes dos anos 70 e da sua “New Wave” (como ficou conhecido o movimento de ficção científica, da epoca), elas eram poucas e, muitas vezes, usavam pseudônimos para assinar seus livros.

    As mulheres passaram a ter um papel importante tanto na produção, quanto nas histórias, cujas personagens deixaram de ser apenas consideradas “prêmios” para os heróis e começaram a ser mais ativas e, elas próprias heroinas e desbravadoras.

    Destaque para a escritora Ursula K. Le Guinaut, que criou um dos livros mais importantes da FS e disse:

    “Todo mundo estava se perguntando ‘O que é ser homem?’ o que é ser mulher?’ é uma pergunta difícil, então, no livro ‘A Mao Esquerda da Escuridão’ eu eliminei o gênero, para ver o que restava”

    Veja mais:

  • Site do Museu de Ficção Científica
  • Script de Blade Runner
  • “Will Robinson”, hoje
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    Pier – Seattle

    Denise | Seattle,Viagens | Wednesday, 27 September 2006

    Ontem, sai do hotel pra ir pro Museu de Ficcao Cientifica, mas ao chegar la’, vi que fecha ‘as tercas :-( entao, peguei um onibus pra ir pro Mercado Publico, pedi pro motorista me avisar qual seria a parada, ele diz que avisou, mas eu nao ouvi e fui parar no ponto terminal.

    Como eu prefiro manter meu bom humor, ao inves de chorar o leite derramado, decidi caminhar um pouco e ver o que tinha por perto. Por uma sorte enorme, a parada final desse onibus era no lugar mais lindo do pier, na frente desse restaurante onde ficam as gaivotas. Se nao tivesse perdido a parada do Mercado, provavelmente ia perder essa beleza toda!

    As fotos foram feitas com uma camerazinha pequena, barata, com pouco zoom, (era mais leve pra carregar) tive que chegar bem pertinho das gaivotas. Teve uma hora que me vi rodeada por tantas, que me senti naquele filme Os Passaros do Hitchcock :-)

    Os dias estao, mesmo, belissimos, sem uma nuvenzinha no ceu, azulzissimo. Mas, os “nativos” ja’ me disseram que isso e’ uma raridade. A fama de chuvosa da cidade e’ porque, apesar de cair menos agua, no total que em NYC, por exemplo, a chuva dura muito mais tempo, e’ constante.

    Portanto, a beleza da cidade e a sua efervescencia cultural e’ bem real, mas quem estiver pensando em vir aqui, deve se preparar que esse sol todo e ceu azulao nao e’ nada comum por aqui :-)

    Agora vou ver se consigo, finalmente, visitar o tal Museu de Ficcao Cientifica.

    Beijocas!

    PS.: Cris S., lembrei muito de voce quando vi o alaskan salmon, infelizmente, eu detesto peixe, enjoei na gravidez e nunca mais consegui comer! mas provei uns caranguejos maravilhosos!

    ______________________________________________________

    Algumas curiosidades sobre Seattle

    sayanything.jpg

  • Alguns Seattleites: Jimmy Hendrix, Paul Allen e Bill Gates, da Microsoft e Robert Cray. Kurt Cobain nao nasceu em Seattle, mas em Hoquiam, no mesmo estado de Washington, mas viveu, com Courtney Love (que nasceu na California), aqui na cidade.
  • Seattle e’ conhecida por sua producao musical, dizem que nesse momento, existe uma quantidade enorme de bandas de boa qualidade lancando novidades no mercado, que tem varias gravadoras independentes.Algumas bandas que sairam de Seattle foram: Nirvana, Pearl Jam, Heart, Alice in Chains, Foo Fighters, The Ventures, Presidents of the United States of America, The Postal Service, Soundgarden, entre outras.Tambem foi aqui que Ray Charles comecou sua carreira, e existe uma bela tradicao de grupos de jazz e blues.
  • Filmes que foram rodados aqui: Sleepless in Seattle; The Ring, com Naomi Watts; The Fabulous Baker Boys, aquele com a linda Michelle Pffeifer e os irmaos Jeff e Beau Bridges ; o delicioso Say Anything (alguem sabe o nome desse filme no Brasil?), com John Cusak; o super grunge Singles com Matt Dylon e o teen 10 Coisas que eu Odeio em Voce. E tem ainda as series Frasier e Grey’s Anatomy.
  • A cidade e’ conhecida pelo consumo enorme de cafe’ e foi no Mercado Publico que surgiu a primeira Starbucks, que ainda esta’ la’. Engracado e’ que, passeando por la; ontem, depois do pier, eu pensei: “que absurdo! quem vai querer is na Starbucks com tanto lugar ‘original’ pra se comer e beber?!” hehehehehe…
  • Existe uma tradicao de ativismo social e pensamento de esquerda, aqui, onde em 1999 aconteceram os celebres protestos contra globalizacao, durante a reuniao da Organizacao Mundial do Comercio, com quebra-quebra, que durou alguns dias.seattle
  • Pra minha surpresa, Seattle me lembrou San Francisco, cheia de ladeiras, e meio hippie.
  • Estima-se que 1.25% da populacao seja “homeless“, viva nas ruas. Essa foi uma coisa que eu percebi, nunca vi tantos mendigos nas ruas, nos EUA como aqui, nem em Nova York.Ted acha que nao e’ que existe mais miseria, mas tem mais gente nas ruas, pedindo esmola porque, aqui, as pessoas sao mais solidarias. Nem adianta pedir, la’ em DC.
  • Por outro lado, 47.2% (contra a media nacional de 24%) tem curso superior ou pos graducao e 93% (contra 80% nacionalmente) tem segundo grau completo ou equivalente.
  • E segundo a revista Men’s Fitness, Seattle foi considerada a cidade com mais pessoas “em forma” no pais. Ted vive repetindo que e’ a cidade com melhor qualidade de vida no pais.Fotos: Gaivotas, no pier; John Cusack em Say Anything e pintura numa parada de onibus, da cidade.

    Veja minhas fotos de Seattle aqui.

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    Sleepless in Seattle

    Denise | Seattle,Viagens | Tuesday, 26 September 2006

    sleepless.jpg

    Essa setinha mostra onde ficava a casa-barco do Tom Hanks naquele filme Sintonia do Amor (Sleepless in Seattle). Fiz essa foto de cima da torre, que e’ simbolo da cidade, a Space Needle. Lindo. Agora, vou ao Museu de Ficcao Cientifica. Com pouco tempo para blogar, visitar blogs, comentar comentarios, responder emails. Mas estou me divertindo muuuuuuuuuuuuuuito!!!

    Novas fotos, aqui no album.

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    A Terra do Grunge Surpreende

    Denise | Seattle | Monday, 25 September 2006

    seattle_1.jpg

    Ha’ dois anos e meio, ainda estava me acostumando com a nova vida em Estocolmo quando Ted falou de uma excelente proposta de trabalho que ele tinha recebido aqui nos EUA. Como Bia nao se acostumava com o rigido e longo inverno sueco, achei que poderia ser uma boa ideia. Ele poderia optar por trabalhar no escritorio de Washington, dc ou Seattle e pediu que eu decidisse o que seria melhor pra familia.

    Confesso que tudo que eu conhecia sobre Seattle eram os filmes Sleepless in Seattle (Sintonia de Amor) e Singles (Vida de Solteiro), o movimento grunge, meninos de camisa quadriculada, Kurt Cobain e Courtney Love, uma cidade cinza, chuvosa e depressiva.

    Como ja’ tinha ido a Washington, algumas vezes antes, e adorava a cidade, nao tive duvida nenhuma: “se e’; pra mudar de novo, que seja, pelo menos pra uma cidade mais interessante”.

    nuit_blanch_seattle.jpgNao me arrependo pela escolha, adoro viver em Washington, DC, mas tambem nao poderia estar mais enganada em relacao a Seattle. Claro que dei muita sorte e o clima esta’ maravilhoso, nos 5 dias que vamos ficar aqui, a previsao e’ de sol, todos os dias, com um clima de 23, 24 graus. Ontem, o dia estava belissimo e hoje, pela janela do hotel ja’ posso ver que esta igualzinho.

    A cidade e’ alegre, muito bonita, multicultural, cheia de opcoes para diversao, museus fantasticos, o mais antigo mercado, de atividade continua do pais, com mais de 90 anos, super bacana. Estou muito feliz com essa viagem, tudo agradabilissimo, Seattle nao tem nada a ver com o estereotipo que eu conhecia.

    Infelizmente, acabei de perceber que nao trouxe nem cabo nem o leitor de memoria da camera e nao vou poder colocar as fotos que fiz, ontem. Vou dar uma saida agora, pra visitar o Museu da Musica e o Museu da Ficcao Cientifica e tentar comprar um leitor de memorias, se conseguir, mais tarde publico as fotos e voces vao ficar supres@s com tanta beleza que tem por aqui!

    Beijocas e otima semana pra todo mundo!

    Foto: Tim Knight

    _____________________________________________________

    seattle_3.jpg

    Consegui comprar um leitor de cartao de memoria aqui pertinho e ja’ coloquei as fotos de ontem la’ no album. Ainda estao desarrumadas e nao selecionadas, mas voces ja podem olhar nesse link aqui.

    Essa foto ai acima e’ de um fantastico museu somente sobre musica! fui la’ agora ha’ pouco e e; incrivel, alem de contar a historia de artistas de Seattle, com destaque pra Jimmy Hendrix (o pessoal deve implicar com Kurt Cobain, tem pouquissima coisa sobre ele), tambem tem varios instrumentos pra gente tocar, uma colecao fantsatica de guitarras e uma exposicao de cartazes de shows de rock.

    _____________________________________________________

    Gente sabe como matuto ou caipira ve o mar pela primeira vez? eu estou assim com essa fonte escultural, nao consigo parar de olhar… hehehehe… e’ um grande globo metalico de onde sai agua em jatos de diversas formas, com um belo arco iris, em alguns momentos. Por pouco, pouco nao entrei na farra tambem :-)

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