Seattle – Final e Atualizado
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Uma das coisas que eu gosto em viajar, é descobrir um novo lugar, aprender a geografia do local, entender como o sistema de transporte funciona, qual o melhor (e mais barato) lugar para comer, o que fazer, onde ir, me tornar íntima e me sentir menos estrangeira. Pena que quando a gente está se situando, acaba a brincadeira.
Ficamos 5 dias em Seattle, tempo suficiente, pra mim, para descobrir bastante sobre o lugar. Como já disse, essa cidade foi uma bela surpresa e tive dias maravilhosos por lá. Enquanto estava fazendo minhas descobertas ia pensando nas coisas que gostaria de compartilhar com vocês:
Onde ficar

Em quase todo os hotéis dos EUA, o custo do quarto é o mesmo para uma ou duas pessoas. Como Ted já tinha seu quarto de hotel pago pelo trabalho, ficamos num excelente hotel, sem nenhum custo adicional.
O MarQueen fica num um belo prédio de 1918, super bem localizado, pertinho do Seattle Center e com ônibus na porta. Tem internet de banda larga gratuita e quartos com todos equipamentos de cozinha. Uma excelente pedida para uma viagem com mais recursos.
Como gosto de ficar em albergue, dei uma olhada nas opções e, se fosse escolher, ficaria no Hostelling International Seattle, num lugar ainda melhor, bem do lado do Mercado e do pier!
Transporte na cidade

Quando tenho pouco tempo numa cidade, gosto de pegar aqueles ônibus de turismo (“hop on – hop off”) porque, em algumas lugares, é a melhor forma de dar uma olhada em tudo. Em Seattle, é possível usar esse ônibus por dois dias inteiros por 20 dólares. Não é tão caro mas, dando um olhada em um dos muitos mapas destribuidos gratuitamente, percebi que a cidade tem a maioria das suas atrações concentrados numa região que é muito bem provida de transporte público.
Economizei os 20 dólares e gastei pouquíssimo, já que cada passagem de ônibus (US$ 1.50) vale por várias horas e, em algumas áreas da cidade, o ônibus é até gratuito, como a linha 99 que cobre todo o “waterfront”, a região do pier, aquário, Mercado Público, Pioneer Square e Chinatown, totalmente de graça!
Essa foto, aí acima, é de um micro-ônibus turístico pra lá de kitsch, em formato de navio, que fica rodando pela cidade com uma musiquinha ridícula e todo mundo batendo palmas… hehehehe… cada um com seu cada qual… o que importa é que o povo tá se divertindo
Experiências gastronômicas
Peixes e frutos do mar são as maiores especialidades de Seattle. Nossa amiga Cris S. garante que o “salmão do Alaska” é de “comer de joelhos”, mas como não gosto de peixe nenhum, decidi que, para entrar no espírito da cidade, precisava experimentar, pelo menos, os camarões nesse restaurante-lanchonete tradiconaliíssimo.
Maravilhoso! servido num pratinho de papel, com batas fritas, os camarões à milanesa têm uma quantidade inimaginável de calorias, que ingeri sem culpa, num sol lindo, céu azulzíssimo e cercada de gaivotas, o que mais podia querer da vida? (o preço por esse momento insubstituível de prazer gstronômico: 8 dólares, ou cerca de 17 reais!).
Mas, os camarões foram um luxo apenas experimentado duas vezes, no geral, sou super econômica nas minhas viagens, nem tenho muito dinheiro, nem gosto de gastar com restaurantes caros. Em nosso hotel, tínhamos geladeira, fogão, microondas, então, logo no primeiro dia, compramos tudo pra o café da manhã e outros lanchinhos num supermercado lá perto.
Quando estava na rua, sempre procurava as opções mais baratas e, nesse sentido, nada melhor que comer no Mercado Público, ou ao seu redor. (veja ai abaixo). Foi no 1st Ave, região do Pioneer Square. Sublime! e como é uma vez na vida, resolvi que merecia comer um camarão sublime, naquele restaurante que fica cercado de gaivotas, no pier, lembram? como disse a Cris S. esse era de comer de joelhos
E só mais uma coisinha… quando viajo, tento não comer somente “bobagens” e compro muitas frutas.
No mercado, as opções eram as mais variadas, provei de tudo e sempre estava comendo umas nectarinas (que eu adoro), berries e uvas. No hotel, temos sempre laranjas e maçãs.
Elas refrescam e contrabalançam as muitas coisinhas a mais que a gente sempre come em viagem.
Mercado Público Pike

Eu sou apaixonada por mercados e feiras. Fui quase todos os dias pro Pike Public Market, que fica na frente do pier, onde tem aquelas gaivotas lindas. Lá, eu nem me sentia nos EUA, parecia estar em um país diferente, alguma torre de Babel, culticulrural.
Lá, podemos encontrar lojinhas, mercados, restaurantes e lanchonetes gregas, turcas, mexicanas, árabes, vietnamitas, chinês, tailandês, francês e, entre muitos outros, um restaurante boliviano chamado “Copacabana“. O Atenas (foto) ficou conhecido por ter sido cenário do filme Sleepless in Seattle (Sintonia do Amor), com Tom Hanks. Além da aventura gastronômica, o Mercado é um festival de cores, com flores de todo tipo lindamente arranjadas.
As lojinhas charmosésimas são de matar consumidoras de tranqueira como eu de vontade. São lojas de artesanato africano e asiático; moedas; artigos de mágica; bonecos, camisetas e outras coisinhas de filmes para colecionadores (enlouqueci nessa, mas me comportei e não comprei nada!).
Tinha até uma loja apenas de bichinhos em miniatura (comprei uns elefantinhos pra minha mãe) e a mais interessante (foto), que vendia cartazes, posters, cartões, tudo vintage.
Ai, se eu tivesse dinheiro, não ia caber na mala tudo que queria comprar nessas lojinhas maravilhosas… mas, um dia eu volto!
Seattle Subterrânea
Na véspera de viajar de volta pra casa, resolvi fazer a Underground Tour, que leva um grupo para uma visita de uma hora e meia a uma área da cidade que é toda subterrânea. Fantástico!
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A cidade subterrânea. Nas fotos de baixo, o Northern Hotel, em foto de 1903 e o mesmo prédio, hoje, embaixo da calçada.
No dia 06 de junho de 1889, houve um incêndio no centro comercial da cidade que foi todo destruído (mas, não houve nenhuma vítima!). A cidade tinha sido fundada em uma área de marés, que vivia sendo alagada, então, após o incêndio, decidiram reconstruir tudo dois andares acima.
Essa foto, ao lado, mostra quando a cidade estava sendo reconstruída e dá pra ver os dois níveis de calçada. Interessante, né?
Essa “cidade subterrânea” foi usada por muito tempo, por pessoas que não tinham onde morar, até que acabou abandonada e, nos anos 60 foi recuperada por um morador que viu o potencial turístico, e criou essa excursão que eu fiz, que já tem mais de 30 anos.
É absolutamente imperdível. Lá embaixo a gente caminha por onde era o banco escandinavo, o hotel, casas, lojas e vê como era o sistema de águas. O guia faz umas piadinhas sem graça e preconceituosas (quando quando fala da Madame Lou Graham, famosa dona de bordel que foi uma das pessoas mais ricas da cidade), mas dá, também, informações interessantíssimas.
Fotos da cidade subterrânea aqui.
Passeio de Ferry

Como vocês já sabem, Seattle é uma cidade costeira, existem várias opções de passeios de navios e barcos à vela. Alguns vão longe, para o Alaska e regiões onde podemos ver as baleias em seu habitat natural, outros dão uma volta pela costa da cidade, mas todos são muito caros.
Como eu ainda devo voltar por lá, outras vezes, e dessa vez Ted não estava podendo passear comigo, resolvi procurar uma opção rápida e bem baratinha, pra dar apenas uma olhada na cidade, a partir do mar.
Descobri que Seattle tem o melhor e maior sistema de ferry boats do país, que cobre diversas ilhas da Costa, por um preço baixíssimo. No dia de viajar, mesmo com pouco tempo, decidi pegar um ferry até a Ilha Bainbridge que fica a apenas 30 minutos de Seattle e cujo ticket de ida e volta custa apenas 6.50 dólares (cerca de 14 reais).
Foi um passeio belíssimo, não consegui sentar nem um minuto, tirando fotos por todos os ângulos do navio.
Como eu fico com vergonha de pedir que tirem minha foto, as minhas ficam meio repetidas, todas na mesma posição
mas dá pra vocês verem, nessa foto que meu cabelo não é tão escuro quanto aparece na maioria das minhas fotos, quando o sol bate fica bem mais claro. Algumas amigas sempre perguntam se pintei de preto… não pintei, não, é a falta de sol mesmo. (E olha os oclões aí de novo, Van, Beth e Luci
Só fui até a ilha e voltei no mesmo barco, não queria correr o risco de ficar por lá no dia da viagem de volta pra casa! Muita gente usa esse ferry porque trabalha em Seattle e vive nessa ilha, então nem tinha tantos turistas, foi tranquilíssimo.
Fotos do passeio no Ferry aqui.
Eu aconselho a quem for a Seattle fazer esse passeio ou até outros mais longos, foi a coisa que fiz por lá com a melhor relação de custo-benefício.
Homeless/Moradores de rua em Seattle
Não tem nada a ver com essa visão turística que estou dando da cidade, mas precisava falar sobre isso, também, porque estou impressionada.
Nunca vi tantos moradores de rua, aqui nos EUA, como em Seattle, é impressionante pela quantidade e pelo comportamento. Não parecem apenas pessoas miseráveis, mas parecem pessoas que optam por viver nas ruas, muitos drogados e bêbados.
Francamente, em alguns momentos me senti insegura, como há tempos não me sinto vivendo por aqui. Interessante que, eles percebem esse medo da turistada e ficam provocando, comentam se a gente se afasta um pouco, pedem comida, enfim, nada que eu não esteja acostumada, no Brasil.
De acordo com o National Coalition for the Homeless, existem cerca de 760.000 pessoas que vivem nas ruas, nos EUA e considera-se que 12 milhões de pessoas adultas já foram “homeless” em algum momento de suas vidas. Estima-se que uma em cada 100 pessoas, em Seattle vive nas ruas.
Procurei ler mais sobre isso, mas não achei nenhuma explicação pra uma concentração tão grande de homeless aqui. As teorias de Ted são engraçadas. Ele acha que muita gente foi trabalhar em Seattle (terra da Microsoft) quando houve aquela “bolha artificial” de negócios da internet, quando os empregos começaram a desaparecer, eles viraram homeless… yeah, Ted., right…
O clima de Seattle
Finalmente, só um aviso, pra não me acusarem de propaganda enganosa. Não se iludam com o lindo céu azul e belos dias das minhas fotos. Se não for em pleno verão, a possibilidade é que suas fotos sejam bem cinza. Chove boa parte do tempo, na cidade que tem um céu acinzentado a maior parte do ano. Deve ter seu charme, também
Enfim, como vocês devem ter percebido, me apaixonei pos Seattle. Leila, Claudinha, Lucia, Cris S., Tina, Regina, todas tinham razão, essa é uma cidade especialíssima…































Não consegui lembrar de nenhum outro livro, do gênero, que eu tenha lido, além do Mochileiro das Galáxias e Fahrenheit 451, anos atrás.
Eu era apaixonada pelo Will Robinson e podia jurar que ele era meu “primeiro namorado”. Confesso que fiquei até emocionada ao ver a roupinha do Will, bem gasta e tao pequenininha, lá no museu! de tudo, foi o que eu mais gostei de ver!
Entre muitas outras, estavam lá as armas originais usadas por Buck Rogers, Barbarella, Deckard, Han Solo. Um alien enorme e aquela roupa-robot usada pela Sigourney Weaver no Aliens II. A cadeira de comando da Enterprise na serie de TV de Star Trek, o capacete de Darth Vader, vários robots, entre eles o R2D2 de Star Wars.
Um Brasileiro no Museu de Ficção Científica
Segundo a exposição, sempre existiram mulheres escritoras de ficção científica mas, antes dos anos 70 e da sua “New Wave” (como ficou conhecido o movimento de ficção científica, da epoca), elas eram poucas e, muitas vezes, usavam pseudônimos para assinar seus livros.

















Nao me arrependo pela escolha, adoro viver em Washington, DC, mas tambem nao poderia estar mais enganada em relacao a Seattle. Claro que dei muita sorte e o clima esta’ maravilhoso, nos 5 dias que vamos ficar aqui, a previsao e’ de sol, todos os dias, com um clima de 23, 24 graus. Ontem, o dia estava belissimo e hoje, pela janela do hotel ja’ posso ver que esta igualzinho.






