Nova York no Inverno

















Querid@s, obrigada pelas mensagens. Tá tudo bem, de volta à Coreia, Só um resfriado chatíssimo. Vou voltando aos poucos. Por enquanto, algumas imagens da minha passagem por Nova York, recentemente.

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Querid@s, obrigada pelas mensagens. Tá tudo bem, de volta à Coreia, Só um resfriado chatíssimo. Vou voltando aos poucos. Por enquanto, algumas imagens da minha passagem por Nova York, recentemente.




Quando estive em Nova York, mês passado, comentei que tinha ficado num albergue baratinho e várias pessoas pediram que escrevesse sobre isso. Aí vai, então.
Nas primeiras vezes que fui a Nova York, foi a trabalho, para reuniões e lobby (contra indústrias de alimentos infantis ou por questões relacionadas aos direitos da mulher), geralmente nos prédios da ONU ou Unicef. Como ia com todas as despesas pagas, e me hospedava em hotéis escolhidos por quem me convidava, não tinha noção do quanto absurdamente caro é ficar em NY.
Quando comecei a ir a passeio, vi que se a gente não tiver cuidado, boa parte do dinheiro fica nos hotéis. Como viajo muito e não tenho nenhum dinheiro sobrando, preciso ser muito criativa.
Já há alguns anos estou me hospedando em “hostels”, que são o que se conhece no Brasil como “albergues da juventude” (ainda chamam assim?). Na Letônia, fiquei num quarto com outras 13 pessoas (a maioria adolescente). Por sete dólares foi um ótimo negócio =)
Em julho/agosto, fui duas vezes a Nova York, uma sozinha e outra com a Bia (a filha, que mora nos EUA). Quando fui sozinha, fiquei no hostel “Jazz on the Park”, dica da queridíssima Déia (do blog Animalista, da MTV), que mora em NYC.
O Jazz on the Park, como o nome diz, fica bem pertinho do Central Park e a duas quadras do metrô (bem perto, também), estação 103th St, onde passam as linhas B e C. A localização é perfeita. Esse metrô leva a gente pra todo canto, direto ou com conexões e, se você gosta de caminhar, de lá dá pra atravessar todo Central Park e ir andando pro Metropolitan Museum of Art (cuja visita é essencial!).
A entrada do albergue é bonitinha, colorida, bem moderna, e eu gostei muito do atendimento, todos foram super gentis comigo.
Quase sempre tem de fazer a reserva com antecedência, pela internet, pra garantir lugar. O site de reservas é bem fácil de usar e seguro. Com a vantagem de que não é preciso pagar nada com antecedência e é super simples pra cancelar (já desisti de ir, uma vez e não tive problemas.)

Quanto aos quartos… bom nem todo mundo encara a opção de albergue. Os quartos são pequenos, com camas duras e, geralmente, tem apenas um armário onde você pode colocar suas coisas e usar um cadeado (é bom trazer o seu) para fechar.
Quartos podem ter 4, 8 12 camas e podem ser mistos ou só de mulheres (precisa escolher antes). Na primeira noite, ao chegar minhas três companheiras de quarto já estavam dormindo, e quando saí elas continuavam dormindo, nem nos falamos. Me avisaram que eu teria que mudar de quarto na noite seguinte, sem problemas, estava só com uma mochila, mesmo. No meu segundo quarto, dormi sozinha, ninguém apareceu. Na terceira noite três garotinhas super simpáticas, da Austrália chegaram e já dei todas as dicas e deixei-as à vontade pra espalhar suas roupas por todo o quarto para secar =)
O banheiro, claro, é coletivo, geralmente um por andar. Com a quantidade enorme de pessoas circulando, e poucos funcionários, nem sempre a limpeza é perfeita (apesar de que nunca achei nada terrivel), principalmente de manhã. Sempre vou com uma sandalinha havaiana que uso no chuveiro, just in case. Paciência e bom humor. Ainda assim, pra mim, a economia diária de U$ 100 compensa, sem dúvida.

No Jazz on the Park, a diária (que pode ser de até menos de 30 dólares, dependendo da temporada) inclui café da manhã. Nada demais, somente pão branco, geléia, manteiga, cereais, ovos cozidos e laranjas. Acho tem também café, leite e chá mas como não tomo, não lembro com certeza. As laranjas ajudam a ter um pouco de saúde, antes de sair =)
O café da manhã fica numa área comum, no térreo, onde as pessoas se reúnem, e fica aberto 24 h. Lá tem WIFI livre pra quem levar o laptop e uns quatro computadores com internet (não usei, não sei se são gratuitos). Quando estive lá, tinha muitos europeus, muitos jovens, o lugar ficava bem animado à noite.

O albergue tem 4 andares (sem elevador) onde ficam os quartos, mas se você tiver malas pode deixar na portaria (US$ 4.00 por dia) e subir somente com a bagagem de mão devidamente preparada com o que você vai precisar mais urgentemente.
Transporte do aeroporto
Eu cheguei de Seul no aeroporto JFK. Através do próprio site do Jazz on the Park, tinha feito uma reserva de transporte com a Airlink (van) que, por U$ 20.00, me deixou na porta do hotel. recomendadíssimo, o motorista foi super gentil e fácil de encontrar (basta avisar na central de atendimentos que fica na sua frente, bem no desembarque, que tem uma reserva, eles ligam pra lá e avisam que você chegou.
É um transporte coletivo e como, geralmente, os outros hotéis ficam antes do Central Park (que fica no Uptown), a gente leva cerca de uma hora e meia pra chegar. Ao invés de reclamar, resolvi encarar como tendo uma “tour” gratuita, já que a van passa pelas principais áreas de Downtown e Midtown =) tudo é uma questão de perspectiva.
Central Park Hostel
Quando fui com Bia, umas três semanas depois, ficamos em outro hostel, porque o Jazz on the park estava lotado.
O Central Park Hostel fica bem pertinho do outro, na verdade a localização é ainda melhor, fica na mesma rua da estação de metrô da foto acima, há poucos metros dela.
Como estava com Bia, valia mais a pena ficar numm quarto privado que custou US$108.00 já que as duas em quarto coletivo seria cerca de US$90. por isso, acho que, no geral, hostel vale mais a pena quando estamos sozinhas. Ainda assim, por esse preço, os hotéis deisponíveis não tinham uma localização tão boa quanto essa.
O quarto era minúsculo mas tinha até uma mesinha (mas sem armários). O WIFI era gratuito apenas na área comum que ficava numa espécie de sala no underground. Acho que não tinha café da manhã incluído, nem lembro. No geral, achei o clima do outro bem melhor, esse era mais escuro, o pessoal não tão simpático, mas era seguro e prático, e eu ficaria lá, novamente, sem problemas.
Enfim, é isso. Não é pra todo mundo, mas eu adoro ficar em albergue, a gente passa o dia todo na rua mesmo, hotel é só pra dormir, não preciso de luxo nenhum. Desculpem a demora para postar, mas Bia está chegando aqui em Seul em poucos dias e eu estou super ocupada, por isso tá difícil de escrever mais. Mas, se tiverem perguntas, escrevam e responderei assim que der.




Na foto abaixo, o Central Park, visto da varanda do meu hostel.

Sim, o calor está de matar.Exatamente como eu temia. A vantagem é que o hostel em que estou é baratinho, mas tem ar condicionado funcionando perfeitamente bem nos quartos e nas áreas comuns. Anteontem dormi umas três horas e passei o dia ontem meio zumbi, mas hoje dormi muito bem e já estou saindo com toda disposição.
Ontem, fui dormir às 3 da manhã e acordei às 7. Tomei café da manhã (incluído a diária! depois conto tudo sobre o hostel) e fui caminhar no Central Park (que é enorme), fui andando até o Metropolitan Museum of Art e passei a manhã toda por lá, maravilhoso. Depois mostro umas fotos. Encontrei muitas pinturas e esculturas que vão aumentar nossa Galeria de Arte da Amamentação (está em reforma!).
Do museu peguei um ônibus e fui dar uma volta no Fashion District, procurando material para produção de bijouterias e jóias (esse era um dos meus objetivos aqui). Algumas lojas estavam fechadas, mas deu pra ver que nós temos material bem melhor e mais diversificado na Coreia =)

À noite, minha queridíssima Rita Carvalho veio me ver aqui no albergue. Mas foi tão bom encontrar com ela, colocamos tantas conversas em dia, temos muitas coisas em comum, ela é uma das pessoas mais legais que conheci via blogs. Agora falta a Deia, eu ia pra um brunch com ela, mas todsa vez que venho aqui quero ir ao MET e fiquei com medo de acabar não indo mais uma vez, mas hoje a gente se encontra!
Quase não tiro a foto com a Ritoca, porque vocês podem imaginar meu estado após um vôo de 14 horas, tendo dormido apenas 3 horas e depoisn de andar o dia todo. Estava, oficialmente, um zumbi. Mas, no final, achei que foto ficou até engraçada. Eu estou de olhos fechados, mas juro que só bebi suco de laranja =) percebam meu travesseiro inseparável ao lado. (o cabelo está ENORME, preciso cortar, mas a preguiça que me dá parar em salão de beleza… acho que agora só em Washington).
Agora, vou comer umas laranjas e sair pra bater perna (morrendo de medo do calor que deve estar lá fora).
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Da esquerda pra direita, de cima pra baixo:
(1) Hostelling International New York, albergue onde fiquei, num quarto com mais 9 mulheres, muito bom;
(2) Central Park, que fica bem pertinho do albergue;
(3), (4) e (5) Time Square;
(6) Pista de patinação no Bryant Park;
(7) demonstração contra a guerra por mães que perderam seus filhos, no Iraque, na frente da Biblioteca Pública;
(8) Restaurante Turkuaz, com uma decoração linda, tomando vinho turco, depois de experimentar um drink bem típico de lá;
(9) Frente da loja Lord & Taylor, na 5a Avenida,
(10) novamente o Bryant Park, agora à noite e
(11) e (12) Cosmetic Market (9 E 39th St), minha loja preferida, em Nova York, vende cremezinhos e cosméticos da melhor qualidade (Versace, Dior, Shiseido, Sephora, etc.) e baratíssimos…
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Como expliquei aqui, tive que aproveitar uns créditos da Independence Air, que faliu e hoje seria seu último dia de vôo. Por isso essa viagem tão às pressas, mas valeu muito a pena ter ido.
Encontrei amigos, bebi uma coisa estranha, turca, com gosto de aniz, comi hummus, babaganush e patican salatasi (uma fritada de beringela) tudo delicioso… e me diverti muuuuuuuuuuuito…
Mas, agora, estou cansada de viajar e sonhando em ficar em casa o máximo possível… se eu falar em sair de casa, de novo, antes de abril, podem mandar me internar!!!
Estou sofrendo do que os americanos chamam de “homesickness”, e os africanos chamam de “banzo”, a nossa velha “saudade de casa”. Chegar aqui, hoje, e encontrar Bia e Ted na cozinha, no maior papo, foi a perfeita tradução pra felicidade… essa é uma das vantagens de viajar… chegar em casa!
Também estou com saudades de blogar mais “normalmente”, comentar os comentários, visitar @s amig@s… mas as coisas vão se “ajustar”, a partir de agora, e amanhã eu volto por aqui…
Foto 13: Livro maravilhoso, sobre o arquiteto Frank Lloyd Wright, presente que ganhei, lá em NY, do meu amigo Guilherme. Foto da capa do livro: Museu Guggenheim, em Nova York.
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… mas estou indo pra Nova York amanhã de manhã…
É o seguinte. Eu tinha comprado uma passagem, que não usei, e fiquei com um crédito com a Independence Air, que declarou falência, ontem. Se eu não usasse a passagem até a quinta feira, perdia o dinheiro.
Então, consegui reservar um bilhete, às pressas, e por sorte, ainda consegui vaga num vôo pra Nova York amanhã de manhã, fico até quinta-feira à tardinha… voltarei num dos últimos vôos da empresa.
Not bad…
É quase impossível conseguir combinar pra encontrar alguém, com tão pouco tempo. Então, devo mesmo é fazer um bate-pernas solitário pelas 5a avenida, Soho, Museus… mas, se alguém estiver em NY e quiser me encontrar, pra bater um papo, deixa um recadinho aqui, OK?
Isso dignifica que não poderei responder aos muitos emails e comentários mais que gentis que vocês deixaram por aqui… faço isso no final de semana
Foto: Cartão vintage do Central Park.
Próxima sexta-feira, saímos daqui, eu e Ted, pra um finalzinho de semana bem romântico em Nova York.
Estava pensando em encontrar as amigas blogueiras no domingo, pra um “brunch” (num lugar baratinho, hein?) que tal? alguma sugestão?