Um dia em Miami, graças à American Airlines






















Eu nunca tive vontade de ir a Miami. Com a maior concentração de latinos conservadores (liderados pelos cubanos), dos EUA, confesso que sempre tive um certo preconceito contra a cidade.
Acontece que, na minha escala para o Recife, de Washington, fui surpreendida por um overbooking da American Airlines. A empresa tinha vendido 18 passagens a mais que os assentos disponíveis no avião e, na sala de embarque, uma funcionária nervosa perguntava, no microfone, se alguns passageiros aceitariam ceder seus lugares no vôo, viajando no dia seguinte.
Em troca dessa gentileza, a American pagaria por seu hotel, alimentação, translado e daria um voucher de 800 dólares, para ser descontado no valor de qualquer passagem adquirida futuramente na empresa.
Claro que eu topei, na hora. Além de financiar parte da minha próxima viagem aos EUA, essa seria a oportunidade de ver alguma coisa de mais uma cidade americana.
Como teria apenas um dia, precisei escolher com cuidado o que fazer. O hotel fica muito longe da cidade, a opção de todos os outros brasileiros que ficaram comigo foi seguir para um super shopping center ou outlet. Eu fiquei entre ir a uma praia ou fazer um passeio de barco.
Fui dormir – num hotel muito confortável – e na manhã seguinte peguei um busão comum para a baia. Por sorte, estava usando um vestidinho bem leve, preparada para o calor da chegada no Brasil, porque a gente não pôde pegar as malas e o calor estava de matar.


Num caminho muito mais longo do que eu gostaria, a maioria absoluta de passageiros do ônibus era de latinos e afro-americanos. Muita gente com cara de sofrida, mas bem bonita também. Adorei a foto dessa mulher aí acima, linda.
O passeio de barco foi OK, porque num calor daqueles não tem como errar. Mas, poderia ser melhor. Fiquei empapuçada de tanto ver mansões e ouvir sobre as extravagâncias dos ricos e famosos. Não é a minha praia. Quando mostraram a casa de uma modelo e apresentadora de TV brasileña – Xuxa – pensei que o barco iria virar, com todo mundo correndo pra fotografar a casinha sem graça da loira.
Apesar da chatice das mansões, o céu estava lindo, o mar relaxa e faz a gente aguentar tudo e tinha a comida cubana… uma “vaca frita” de comer rezando.
À noite, segui pro aeroporto na esperança de ter overbooking mais uma vez. Fui direto falar com as atendentes e disse que me ofereceria pra ficar lá quantos dias eles quisessem – a US$ 800,00 cada, claro. Dessa vez, não precisaram de mim e eu dei minha experiência em Miami por encerrada, mas até que gostei da surpresa.

Sim, Nathalia, confesso que também gostei MUITO mais de Miami porque lembrei das locações de Dexter =) deu outro charme para a cidade.




