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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Cheguei de Estocolmo e trouxe um
    presente, pra sortear com vocês =)

    Denise | Fotografia,Promoções,Suécia | Monday, 22 February 2010

















    Chegamos em casa. E estamos naquela fase chata de jetlag. Na verdade, acho que está melhor que quando voltei do Brasil, porque de Estocolmo são “apenas” 8 horas de diferença. Mas com o resfriado que ainda esta me pegando, fica mais dificil me acostumar.

    Apesar de ter ficado resfriada quase o tempo todo, a viagem foi maravilhosa. Eu AMO Estocolmo no inverno, é magica.  A cidade estava mais linda que nunca. Deixa eu “acordar” que eu tento contar mais  =)

    SORTEIO

    Trouxe uma lembrancinha pra sortear aqui no blog. Essa luva (pegador de panelas) super fofa da foto abaixo (eu tenho um igual), em algodão com o famoso cavalinho sueco (Dala) na estampa.

    Para concorrer, basta deixar um recado nesse post aqui. Pode ser uma pergunta sobre a Suécia ou sobre as fotos acima, sugestões, o que você quiser. O sorteio será feito no domingo, às 9 da noite, horário de Brasilia  =)

    Resultado do sorteio

    Desculpem o atraso de algumas horas, mas é que ontem à noite eu e o marido tivemos maratona de filmes até tarde e acabei acordando depois da hora  =)

    Mas, aí vai o sorteio:

    A sorteada, comentário de número 19, de cima pra baixo, foi a  foi a Thaís M M.

    Aguardem o próximo, todo mês farei um sorteiozinho por aqui  =)

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    Notícias dessa terra gelada

    Denise | Suécia,Viagens | Friday, 12 February 2010

    Então, mesmo sem nenhuma disposição pra escrever (vocês vão saber o porquê), vou fazer uma forcinha e contar como estão as coisas por aqui.

    Visitar a Suécia uma vez por ano é, para Ted, o mesmo que é para mim visitar o Brasil. Apesar dele ser americano, viveu aqui em Estocolmo por mais de 20 anos e, além de adorar a cidade, é aqui que mora um dos filhos, Kasper, com a mulher Agne e as duas filhinhas gêmeas e LINDAS Lea e Elza.  Em breve, chega mais um menininho que está na barriga da mãe  =)

    Cheguei do Brasil em dezembro e não estava muito entusiasmada com a idéia de viajar novamente, mas eu e Ted somos muito “grudados” e não queríamos ficar mais tempo separados, então, cá estou eu, corujando as netinhas dele que, de certa forma, são minhas também  =)

    Como ficaríamos muito tempo aqui e eu detesto ser inconveniente, planejei duas viagens para o meio da estadia. Iria para Berlim no dia 4, voltaria dia 6 e no dia 8 eu e Ted iríamos pra Riga e Talin. Era minha foma de dar um descanso pro casal, afinal ninguém gosta de visitas tantos dias assim.

    Em Berlim, eu faria uma oficina de comunicação com uma ONG de mulheres com a qual estou trabalhando via internet. Estava empolgadíssima com a idéia, porque tem horas que a gente cansa de trabalhar com as pessoas “virtualmente” e quer ter um contato pessoal, trocar idéias, falar abobrinhas.

    Tinha comprado todas as passagens (não re-embolsáveis), reservado hotéis e até comprado aplicativos de guias de turismo pra essas cidades, para usar no Ipod Touch. Ainda bem que eu tenho uma capacidade enorme de me adaptar às “circunstâncias”, e não fico chorando pitangas.

    Pra começar, caiu uma nevasca em Estocolmo e meu vôo pra Berlim foi cancelado. Talvez eu pudesse ir no dia seguinte mas, aí,  a oficina não seria mais possível, porquê o pessoal não teria horário disponível e eu não estava morrendo de vontade de ir pra Berlim apenas pra passear dois dias e ainda por cima correr o risco de não conseguir voar de volta, se o aeroporto de lá fechasse.

    Então, dançou Berlim.

    Mas, ainda tinha esperança do aeroporto funcionar quando tivéssemos nosso vôo pra Riga (de lá, pegaríamos um ônibus pra Talin). Acontece que, não sei se tive uma recaída (lembram que tive gripe suína?) ou peguei outro resfriado, mas sei que adoeci, caí de cama e estou assim, bem ruinzinha até hoje. Uma semana depois.

    Como também teve nevasca no Leste Europeu, a gente ficou com medo de se mandar pra lá, comigo resfriadíssima e acabar ficando mais do que pensávamos, por causa das condições do tempo. Dançou Talin, também.

    Poderia ficar MUITO chateada, mas aprendi a me ajustar às realidades, não deu pra ir, não deu. Pronto. Só espero melhorar logo pra curtir mais Estocolmo.

    Estou CANSADA de resfriado, tosse, dor de cabeça, moleza. Pra dizer a verdade, fui um pouquinho indisciplinada (como sempre) e mesmo doente, quase todo dia, dei uma saidinha de nada, mas que, com um frio de matar, deve ter sido suficiente pra que eu nunca ficasse boa.

    Então, hoje, resolvi ficar deitada o dia TODO, pra ver se melhoro. Já faz sete dias que eu tô nessa.

    Estou tomando equinácea, vitaminas C e D, cápsulas de óleo de peixe, multivitaminas, tentando me alimentar bem. Ontem à noite segui os conselhos do pessoal no Twitter e levantei pra tomar mel com limão (não encarei o alho ainda, mas se estiver assim amanhã, até isso vou tentar.. argh).

    Fora isso, tá tudo bem. O marido super fofo, cuidando de mim muito bem. Comendo todas as calorias maravilhosas que tem por aqui. Assistindo Lost, House, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives etc.. Lendo um livro de histórias curtas russas (Pushkin, Gogol etc.). Fazendo uns trabalhos quando a cabeça permite. Terminando umas bijouxs de lã feltrada que vou começar a vender numa lojinha daqui e que vou levar quando melhorar…

    Queria muito contar sobre as gêmeas e a educação sueca-lituana completamente diferente da forma que criei Bia, mas muito interessante, mas isso só quando melhorar, por enquanto, mal consigo juntar as idéias pra fazer esse post  =)

    E por aí, tudo bem? planos pro carnaval? (não, não tenho nem um pouco de saudades de carnaval hoje em dia, quando penso no calor, me dá arrepios  =)

    Ah e preparem-se, em breve vou sortear a caixinha de madrepérola pros clientes do Brechó e um souvenir sueco, pros leitores e leitoras aqui do Blog. Aguardem as novidades =)

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    LAVA – Crafts para jovens em Estocolmo

    Denise | Arte & diversão,Crafts,Suécia | Friday, 12 February 2010







    Quem acompanha o blog sabe que eu ADORO artesanatos, de vários tipos. Na verdade, fazia bonecas quando era adolescente, mas parei por muitos anos e só voltei a me interessar por isso há uns três anos.

    Desde que mudei pra Estocolmo, em 2003, eu fiquei fã do LAVA, que é um centro de artes dirigido a jovens entre 13 e 25 anos, que fica no centro da cidade, no Kulturhuset (Centro de Cultura). Um salão enorme, com máquinas de costura, tecidos e aviamentos, equipamento para silkscreen, lãs, contas e materiais para produzir bijouterias, computadores, impressoras, scanners etc etc etc

    O custo de uso do equipamento e material é bem baixo e a equipe do LAVA pode dar dicas e ajudar o pessoal a produzir suas artes, de vez em quando tem oficinas de artesanatos e exposições.

    Ontem, tive que imprimir uns cartões (pra colocar meus relicários) e fui lá (na cara de pau, porque somente no domingo, o LAVA é aberto para pessoas de todas as idades.), tinha muita gente fazendo cartões e camisetas para presentes de Dia dos Namorados que será no próximo domingo.

    Fiz essas fotos pra mostrar a vocês como é por lá. Tem algo do tipo em sua cidade? não é uma idéia genial? em todo canto devia ter algo parecido.

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    Baby, It’s Cold Outside

    Denise | Suécia | Tuesday, 09 February 2010

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    Denise | Comida,Suécia | Tuesday, 09 February 2010

    Torta princesa (com creme e marzipã e o marido ao fundo da foto). Se continuar desse jeito, vou voltar pra casa “rolando”.

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    Lindeza de Estocolmo

    Denise | Suécia | Sunday, 07 February 2010









    Depois dessa nevasca, peguei outro super resfriado  =(  preciso urgentemente de umas boas galochas, minhas botas não aguentam a neve derretendo e ficam molhadas. Receita segura pra adoecer. Estou de cama, mais uma vez.

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    Centro histórico de Estocolmo, a -14°C

    Denise | Suécia | Sunday, 31 January 2010





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    Hötorgshallen – Mercado de dar água na boca, em Estocolmo

    Denise | Suécia | Saturday, 30 January 2010










    Hötorgshallen é um dos meus lugares preferidos em Estocolmo. O “Mercado de Feno” é o paraíso para quem gosta de comidas do mundo todo. Ontem estive por lá e, por apenas R$ 13,00 comi um falafel enorme, super completo no pão pita e uma Diet Coke. É de comer rezando. Os santos que fazem o milagre são aqueles três super simpáticos, que posaram para uma das minhas fotos aí acima.

    O local onde fica o mercado é conhecido desde os anos 1200, mas foi em 1644 que recebeu o nome que tem até hoje. A princípio, uma praça onde produtores rurais negociavam seus produtos rurais, Hötorgshallen recebeu sua primeira construção em 1880, que foi derrubada e reconstruída em 1953.

    Apesar de quase tudo ser muito caro, o mercado tem variedade e é sempre muito mais divertido que comer em restaurantes, na minha opinião. Tem também ótimas opções de presentes: chocolates, queijos, pães, chás, cafés e especiarias.

    Fica a dica pra quem vier a Estocolmo. Imperdível.

    Endereço

    Hötorgshallen, 11157 Stockholm
    E-mail: info@hotorgshallen.se
    Fone: 08-508 440 48

    Horário de funcionamento

    Segundas a quintas: 10.00-18.00
    Sextas: 10.00-18.30
    Sábados: 10.00-16.00
    Domingo & feriados: Fechado

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    Cheguei em Estocolmo

    Denise | Suécia | Wednesday, 27 January 2010

    A viagem foi cansativa, como era de se esperar.

    Fizemos escala em Beijing, onde fiz de tudo pra usar o Twitter, mas não teve jeito, é tudo bloqueado, na China. Como a viagem foi toda durante o dia (pro meu fuso horário), não dormi quase nada. Os filmes no avião eram péssimos, mas eu vi, no meu ipod, o “Up in the Air” (que tem o péssimo título “Amor sem Escalas”, no Brasil) e gostei muito. Depois, passei o resto do vôo vendo a 3a temporada de Desperate Housewives, até a hora do desembarque.

    A foto acima é da janela do apartamento de Kasper, onde estamos hospedados e que era o apartamento onde nós morávamos, aqui em Estocolmo.  A cidade está LINDA, toda coberta de neve. O frio, numa média de -5. As netinhas de Ted estão as coisas mais fofas. Lindas e com altíssimo astral, agora com 2 anos, em breve, postarei fotos delas.

    A gente comprou um combinado de melatonina com b12 que funciona super bem, pra dar sono, Tomei ontem à noite e dormi até 9 e meia da manhã (com breves intervalos), portanto, pode ser que o jatlag não me derrube muito, dessa vez   =)

    Agora vou desarrumar a mala e planejar o dia  =)

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    Perdida no Skogskyrkogården (Atualizado)
    Minha Aventura em um Cemiterio Sueco

    Denise | Suécia | Sunday, 22 February 2009

    SkogskyrkogårdenAproveitando a deixa do post anterior, que conta a historia da moca que saiu do cemiterio pra dancar num baile de carnaval. Vou contar pra voces minha aventura quase inversa.

    Entao, a historia foi a seguinte. Eu tinha ido, de manha, encontrar umas adoraveis e divertidas blogueiras, com quem tive um delicioso brunch num bistro descolado (que pertence a um dos 4 integrantes do ABBA, o Cafe Rival).

    Tivemos algumas horas agradabilissimas, trocamos muitas figurinhas e nos despedimos mais ou menos as duas da tarde. De la’, ainda dei uma voltinha pelo centro de Estocolmo, queria fazer umas fotos, mas o dia estava particularmente nublado, nao dava pra ver nada.

    Skogskyrkogården

    Peguei o metro de volta pra casa, mas ao sair da estacao, olhei o portao do cemiterio (segunda foto) e pensei: “Hoje e’ um dia perfeito pra uma visita ao tumulo de Greta Garbo!”, isso sem que ninguem tivesse a minima ideia de onde eu estava.

    Esse portao ao lado, na verdade, e’ de um cemiterio menor, que fica perto do apartamento da gente. Cruzando todo o caminho, ate’ os fundos, a gente chega ao famoso Skogskyrkogården (algo como “Cemiterio Florestal”), que nao e’ um cemiterio comum, mas um patrimonio da humanidade, segundo a UNESCO.

    SkogskyrkogårdenEm 1915, dois jovens arquitetos (Gunnar Asplund e Sigurd Lewerentz) ganharam um concurso para projetar o cemiterio que viria a ser considerado um dos icones da arquiterura em espacos abertos (Icons of Twentieth-century Landscape Design).

    Bom, essa conversa toda e’ pra justificar o que eu fui fazer num cemiterio, num sabado a tarde, ao inves de passear por Gamla Stan, fazer compras em Drottningatan ou corujar as gemeas super lindas.

    Skogskyrkogården

    O local e’ um espetaculo mesmo e coberto de neve, com a neblina e a (nao) luz de Estocolmo no inverno, parecia magico.

    O problema e’ que eu nao lembrei que, na Suecia, as 4 da tarde, nessa epoca do ano, ja e’ quase noite.

    Quando eu ainda estava no primeiro cemiterio (a ante-sala), comecei a pensar nesse medo atavico que a gente, que nasceu e cresceu num pais tao perigoso quanto o Brasil tem. No quanto a gente fica paranoica, mesmo estando em lugares relativamente seguros, como a Suecia.

    SkogskyrkogårdenTava perdida nesses pensamentos, quando lembrei que as meninas, no brunch, tinham dito que Estocolmo esta’ cada vez mais perigosa, falaram em casos de estupro, assassinato.

    Tava comecando a encanar com isso, quando passou um carro velho, azul claro, grande e meu olhar cruzou com o do motorista. Um homem de uns 50 anos, com uma camisa comum (nao era uniforme, com certeza) e seu olhar me deu calafrios. Mas, sabe como e’… “isso e’ paranoia de brasileira” e, ao inves de voltar pra casa, apressei o passo e continuei.

    A primeira imagem do cemiterio principal (o Skogskyrkogården) foi de dar arrepios (foto acima). Era tudo uma enorme area aberta, com tudo branquinho e mal dava pra ver alguns metros a frente.

    Continuei andando. Beeeeeeeeem ao fundo, tinha uma cruz (foto ao lado) e resolvi ir somente ate’ la’.

    Depois de andar muito, cheguei ate a cruz. Ao lado, fica uma capela moderna e minimalista, com essa escultura “da ressurreicao”.

    Na Capela, tinha um mapa que mostrava o lugar exato do tumulo de Greta Garbo, que me pareceu ficar nao tao longe. Resolvi arriscar e continuei andando cemiterio adentro, ignorando a escuridao cada vez maior. Comecei a ver os primeiros tumulos do Skogskyrkogården. Simples e austeros como os suecos.

    Skogskyrkogården

    Fiz algumas fotos, caminhei ao redor com todo respeito.

    Pensei que todos aqueles corpos enterrados ali, que foram de pessoas que, um dia, tiveram muita historia contar.

    Tiveram brinquedos, celebraram aniversarios, namoraram, trabalharam. Em nenhum momento tive medo de estar la’, por causa delas.

    Quando estava mais ou menos no meio do cemiterio, vi o mesmo carro esquisito passar. Eu podia ver o carro e ele podia me ver, mas ele estava em outra “rua”.

    Skogskyrkogården

    Eu estava completamente perdida, nao tinha nenhum mapa por perto e escurecia rapidamente.

    So’ ai, eu percebi que estava absolutamente sozinha num lugar enorme e que, se alguem tentasse me atacar, ninguem ia ouvir.

    Lembrei que, pelo mapa, aparentemente, deveria ter um Centro de Visitantes logo a frente. Eu estava menos perdida do que pensei e consegui chegar ao centro.

    Acontece que, como muitas coisas na Suecia, o Centro estava fechado – durante todo o inverno. Alias, em todo tempo que estive la’, nao vi uma unica pessoa, nem funcionarios, ninguem, alem do tal carro e mais uns dois carros que passaram pelo meu caminho (excesso de mao de obra nao e’ exatamente caracteristica sueca, muito pelo contrario).

    Skogskyrkogården

    Quando eu estava atras da casa onde fica o Centro (fechado), ouvi o barulho de um carro estacionar e uma porta abrindo e fechando.

    Depois, alguns passos. Olhei pelo lado da casa e vi a cor. Era o carro que eu tinha encontrado varias vezes.

    Claro, mais uma vez, eu pensei que poderia ser um vigia, um funcionario do cemiterio, querendo falar comigo, perguntar se eu precisava de ajuda. Mas, o carro nao tinha nenhuma identificacao, nao parecia nada oficial, era velho, esquisito e o homem nao tinha uniforme. Dava pra arriscar?

    Quando fui assaltada, em Olinda, na praia, ao meio dia, eu tive a intuicao que os rapazes numa bicicleta poderiam ser assaltantes, mas decidi arriscar e me dei mal. Dessa vez, revolvi que nao ia esperar pra ver se era um vigia ou nao e comecei a correr feito louca.

    Skogskyrkogården

    Me senti personagem de um filme de terror. Corri entre os tumulos e, confesso, muitas vezes bem em cima deles, me escondi atras de arvores e o tal carro, cruzou comigo mais umas quatro, cinco vezes, ainda que, em nenhuma delas, ele estivesse realmente perto de mim.

    Algumas vezes, ouvia o barulho do carro, e me escondia atras das arvores. Ele parava o carro, desligava o farol e depois continuava de novo.

    Como eu estava com um casaco preto, andar no meio da neve (na calcada ou no meio da rua) era virar alvo facil. Entao, resolvi entrar no meio das arvores e caminhar entre elas.

    Eu sou perdida ate’ em shopping center, imaginem num lugar assim, sem nenhuma referencia, apenas com neve, arvores e tumulos. E, ainda, por cima, cada vez mais escuro.

    Enquanto estava a ponto de me desesperar, exausta, com os pes congelados e molhados e, ao mesmo tempo, pingando de suor de tanto correr, encontrei um muro lateral, altissimo, de onde podia ouvir o barulho do trem do metro.

    Resolvi seguir o muro ate o final, porque sempre tem uma saida aos fundos.

    O cemiterio e’ gigantesco e em todo caminho, ao lado do muro, tinha um matagal, resolvi caminhar por ele.

    Caminhei muito, muito e, ao chegar ate o final, ao fundo do cemiterio, percebi que… o muro nao tinha nenhum portao (como a gente pode ver nesse mapa – a entrada e’ em cima e eu andei pelo muro lateral da esquerda). Na verdade, tem tres portoes laterais, mas na minha agonia, nunca vi nenhuma delas.

    De repente, me veio a ideia de que o cemiterio poderia fechar. Eu nao tinha nenhum celular comigo, nem sabia o numero do telefone de ninguem, pro caso de achar um telefone publico.

    Nao tinha nada a fazer, mas voltar todo caminho que eu tinha feito, de novo.

    Pensem que, em todo esse tempo, nao vi uma unica pessoa, alem de das que estavam em alguns carros, que pareciam estar dando voltas e os via algumas vezes, de novo e de novo.

    Resumindo, voltei para o ponto de chegada me escondendo atras de arvores e ate me baixando do lado de uma pedra, quando os carros, inclusive o tal carro velho azul, passavam por mim.

    Claro que podia ser pura paranoia, o cara podia ser um vigia e os outros carros, estavam visitando seus defuntos. Mas, e se nao fosse nada disso?

    O pior foi o caminho de volta, entre a capela e a entrada, porque e’ um vao enorme, uma grande colina, sem arvores, tudo branquinho e eu, com meu casacao preto, tinha simplesmente que correr, sem parar. Quando ja’ estava chegando perto da entrada (ou saida), vi o carro azul saindo pelo portao. Se era um vigia, porque ele estava indo embora?

    Skogskyrkogården

    Enfim, cheguei ate a rua, com as pernas bambas, o coracao saindo pela boca. Olhei pro portao do outro cemiterio menor, a minha frente, que eu precisaria atravessar pra chegar em casa e pensei “no way! basta! nao vou passar por outro susto desses”.

    Por sorte, ao lado, fica uma estacao de metro. Entrei la’ e peguei um trem ate a nossa proxima estacao (cerca de 2 minutos!).

    Isso tudo, durou mais de duas horas. Cheguei em casa morta de cansada e sem acreditar no que tinha passado, parecia que tinha sido com outra pessoa. Estava “anestesiada”.

    Pra completar, Ted cismou de dizer que eu nao deveria ter pisado nos tumulos e acordou de madrugada dizendo que estava ouvindo alguem escrevendo algo numa folha de papel, com muita forca, e amassando papeis. Era so’ o que me faltava.

    Bom, ja avisei a ele que, quando a gente voltar a morar em Estocolmo, pode procurar outro apartamento, porque ali eu nao moro mais, de jeito nenhum… “yo no creo en brujas pero…”

    Ah e eu nunca achei o tumulo da Greta Garbo

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    Tudo azul…

    Denise | Fotografia,Suécia | Friday, 06 February 2009

    EstocolmoEstocolmo
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    Agora à tarde, passeando aqui pelas vizinhanças.

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    Semla (Fettisdagen) – O Pãozinho da Terça-Feira Gorda

    Denise | Tradições suecas | Thursday, 05 February 2009

    As tradições de Páscoa começam, na Suécia, com o surgimento do Semla (Fettisdagen) em todas as vitrines de confeitarias do país.

    O “pãozinho da terça-feira gorda” era servido, tradicionalmente, apenas na terça-feira, sete semanas antes da páscoa. Conta-se que, antigamente, nesse dia eram feitas grandes festas, onde as pessoas se reuniam, tocando acordeon e dançando a noite toda.

    Hoje em dia, esses pãezinhos recheados com creme de amêndoas são vendidos em toda Suécia, o ano todo, mas são mais consumidos a partir de janeiro até a páscoa. A mocinha que me atendeu na konditori disse que já venderam mais de 400 semlor esse ano.

    A palavra semla tem raiz latina que significa “A farinha de trigo mais fina”. No Brasil, temos uma farinha chamada Semolina, né? talvez seja a mesma coisa, alguém sabe dizer?

    Segundo me disseram, esse bolinho surgiu no tempo em que a Suécia era um país católico (antes do século XVI). Naquela época, as pessoas faziam jejum por muitas semanas, durante a quaresma e antes da páscoa e se esbaldavam com semla, na terça-feira gorda.

    O rei Adolphus Frederick morreu, no dia 12 de fevereiro de 1771, depois de comer uma farta refeição, coroada com CATORZE semlor em pratos fundos cheios de leite. Não consigo nem imaginar comer mais de dois ao mesmo tempo! isso sim é morrer de gula.

    (Ah, eu nunca comi semla… já bastam as calorias que tenho que queimar no Friskis & Svettis… hehehe… isso eu escrevi em 2004.)

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    Aqui, em Estocolmo

    Denise | Suécia | Sunday, 01 February 2009


    Ao fundo, o palácio do Rei e a Rainha Sofia, em Gamla Stan.

    Centro de Estocolmo, ontem à noite. Torre de vidro (37 metros), em frente ao Kulturhuset (Casa da Cultura).

    Estocolmo

    Pátio interno do nosso prédio. Eu gosto dessa escuridão e silêncio, no inverno.

    Essa é a imagem ao chegar do metrô ao nosso prédio (aqui, a gente dobra à direita pra entrar naquele pátio da foto anterior). Essa “bola” colorida é o Globen, estádio onde acontecem alguns jogos e shows.

    Estocolmo

    Globen visto mais de perto.

    Estocolmo

    Slussen.

    Estocolmo

    Livraria só de de Quadrinhos.

    Estocolmo

    Lojinha Beyong Retro.

    Lea e Elza. Não são as coisinhas mais fofas da vovó?????

    _______________________________________

    Sem tempo pra escrever mais nada. Nem consegui tirar muitas fotos ainda. Curtindo a família (e com saudades da minha Bia, que deveria estar aqui!)

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    Gamla Stan, Estocolmo, Suécia

    Denise | Suécia | Wednesday, 28 January 2009

    Ontem, à tarde. Eu tinha até esquecido o quanto essa cidade é deslumbrante. Linda, linda, linda. Mas a bateria da câmera acabou antes que eu pudesse registrar mais do sítio histórico… mais fotos em breve.

    Agora vamos dar uma saída com as gêmeas super fofas (e choronas), pra deixar a pobre mãe descansar um pouco. Estou adorando corujar as duas!

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    Love for All – Lindo, lindo, lindo.

    Denise | Campanhas Publicitárias,GLBTS,Suécia | Sunday, 30 November 2008

    Essa é uma propaganda da marca sueca Bjorn Borg (é aquele tenista, mesmo, quando morava na Suécia comprei uma bolsa rosa deles, são produtos de ótima qualidade).

    Mostra que a publicidade pode, sim, fazer a coisa certa e muito bem feito. Suecos são bons demais nisso.

    Tradução (beeeem livre!) da música de Cindy Lauper:

    You with the sad eyes – Você, com olhos tristes
    don’t be discouraged – não desanime
    oh I realize – eu sei que
    it’s hard to take courage – é difícil ter coragem
    in a world full of people – num mundo cheio de gente
    you can lose sight of it all – você pode se perder
    and the darkness inside you – e a escuridão dentro de você
    can make you fell so small – pode fazê-l@ se sentir pequen@

    But I see your true colors – Mas eu vejo as cores reais
    shining through – brilhando através de você
    I see your true colors – eu vejo as suas cores reais
    and that’s why I love you – e é por isso que eu te amo
    so don’t be afraid to let them show  – então, não tenha medo de mostrá-las
    your true colors – as suas cores verdadeiras.

    Via Adfreak.

    ps.: true colors are beautiful, like a rainbow.

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