Como vai a minha vidinha no Brasil, em fotos =)





























Pessoal, minha ausência não é falta de vontade de blogar, é falta de tempo e de acesso à internet mesmo(estou fazendo esse post offline, pra depois botar no ar).
O que contar não falta, inclusive da minha parada em Miami, com um passeio de barco (no qual tirei mil fotos e não vou ter nenhuma pra mostrar porque perdi a memória da câmera!), assim que der escrevo alguma coisa sobre isso.
Em Olinda, minha rotina tem sido a seguinte. Acordo às cinco, mas a internet fica no quarto de mamãe (não trouxe meu laptop porque trouxe um netbook pra meu irmão, ele me emprestou um laptop antiguinho, mas não pega wireless aqui).
Então, sem internet, vou direto pra praia (pelo menos sou obrigada a fazer algo mais saudável) fico lá até as 9, 10 horas, aí vou caminhando pro meu apartamento, onde trabalho o dia TODO, até umas seis da tarde, arrumando minhas coisas, catalogando, colocando preços, pro bazar que vamos fazer em breve. Ainda não tive tempo nem de encontrar os amigos!
Volto pra casa de mamãe (onde estou hospedada) às seis e meia, sete da noite ainda dou uma olhada na internet rápida, mas caio no sono, imediatamente. Todo dia igual. Só na segunda (que foi feriado aqui) fui até ao Alto da Sé com mamãe, comer acarajé e tapioca (fotos abaixo).
Aliás, comer tem sido minha maior diversão =) engordei tudo que tinha perdido e algo mais, mas estou tão feliz, que várias pessoas disseram que estou mais bonita que no ano passado (mesmo com muuuuuuitos quilos a mais). O peso se vê logo nas bochechas da fotos abaixo, mas não tô nem aí =)
Todo dia como coxinha de galinha, acarajé, tapioca, bolo de rolo, manga, jambo, pão de queijo, macaxeira com queijo de coalho, tomo muita água de côco e suco de maracujá. Quando voltar pra Coreia terei motivo suficiente pra emagrecer (kimchi, bimbibap etc.), pra que começar agora?!


Bazar
Depois conto mais, mas quem visita o blog sabe que quando decidimos mudar dos EUA pra Coreia, mandei boa parte das minhas coisas, num container, aqui pro Brasil. Foram mais de 100 caixas e decidi me desfazer de tudo porque cansei de gastar com frete de país pra país e como sabemos que a última parada não vai ser a Coreia, não faz sentido ficar carregando tudo. Então, num ato de desprendimento budista =) vou me desfazendo de roupas, livros, DVDs, coisas de casa, souvenir de viagem etc etc etc.
Fizemos um bazar no ano passado que foi um super sucesso. Assim que tiver mais detalhes sobre o desse ano, conto pra vocês, mas provavelmente será nos dias 21 e 22 de novembro (volto pro EUA, e depois Coreia, no dia 26).
Alto da Sé

























Comentários sobre as fotos:
- Essa é a praia de Casa Caiada. Ruinzinha, mas tá quebrando muito o galho pra mim, que estou A-DO-RAN-DO ficar um pouco mais moreninha, de novo. Estou até vendo tudo com outros olhos e me divertindo muito. Morei aqui dos 12 aos 38 anos (meu apartamento é bem perto do da minha mãe)!
- Uma coisa que nunca tinha percebido é que, mesmo sendo uma praia poluida, tem muita vida, muitas conchas, algas, e as crianças se divertem muito com elas. Aqui também tem muita “maria farinha” um minisiri. Vou procurar umas fotos deles pra mostrar.
- Achei engraçada a adoração da PUCCA coreana por aqui, tinha até canga de praia com a personagem da terra da manhã calma lá no Alto da Sé =)
- Viram a foto da menininha trabalhando, vendendo coisas com a mãe, na praia? Uma tristeza, tão novinha. =(
- Esse acarajé estava sublime. Tâo bom quanto os que comi no pelourinho. É a Barraca da Elisete! recomendo.
- Fico super inchada depois de um vôo (no meu caso, vários vôos da Coreia até aqui), nessa foto, que mostra uma pisada numa pedra na praia, dá pra ver como minha perna ficou enorme!
Escrevi esse post de manhã, mas só estou publicando agora à noite. Acho que a mistura de muita praia, sol, calor e muito trabalho me derrubou, passei o dia de cama, me sentindo mal, mas amanhã eu tenho certeza que estarei melhor =)
PS.: Mesmo sem tempo, leio TODOS os comentários. A discussão aí abaixo, no post sobre o caso da menina do UNIBAN está bem interessante, mas é tão triste ver pessoas sendo tão reacionárias e preconceituosas. Uma pena mesmo, a vida é tão melhor quando a gente leva com respeito aos outros, tolerância e sem se preocupar tanto com o que os outros pensam. Passo tanto tempo fora do Brasil, que me impressiona o quanto as pessoas se “ocupam com a vida alheia”, por aqui. Um enorme disperdício de energia, que deveria ser canalizado para coisas muito mais produtivas e interessantes!





































O nosso Mercado conserva, até hoje, detalhes art-noveau, como os bicos do telhado em forma de animais e é o único desse tipo que ainda existe no Brasil. Na época de sua construção, foram erguidos outros dois, um na Guanabara (já demolido) e outro na Bahia (destruído por um incêndio).
Lá, a gente encontra ótimas opções de artesanato regional (bonecos de barro, pano ou madeira, rendas, bordados, objetos de palha, folhetos de cordel, bolsas e sandálias de couro, camisetas e mais um mundo de outras coisas a um preço bem razoável). Tem também ervas medicinais e várias lojinhas de artigos para cultos afro-brasileiros,



















Minha impressão é que esse povo vive num estado constante de “denial”, de negação, se sente personagem de novela de Manoel Carlos, com uma visão decrépita e ultrapassada do que é “modernidade” e “progresso”, que adora dizer que “americano é burro”, mas não sabe o que acontece além de Ipanema ou da Paulista.
O vídeo é interessantíssimo, não apenas pela ótima participação do meu irmãozinho (Mabuse), (sim, sou super coruja mesmo!) e do Nailton, da banda