Meu caso de amor com o deserto de Karachi

“Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?”
A Mulher que Passa, Vinícius de Moraes
Muitos poetas cantam a mulher que passa, desconhecida, desencontrada e é assim que eu penso no deserto de Karachi, no Paquistão. Um amor que eu vi passar pela janela do avião, numa escala entre Bangkok e Frankfurt.
Grudei os olhos na janelinha, pra aproveitar cada pedacinho de um pôr de sol deslumbrante, naquela imensidão alaranjada. Olhava com toda atenção, pra fotografar na mente, pra não esquecer mais. A imagem que eu vi era muito parecida com essa foto aí acima… e durou um bom tempo, enquanto o avião descia. Me apaixonei perdidamente (como acontece com todas minhas paixões) por Karachi e jurei voltar um dia. Assim começou minha história ainda inacabada com o Paquistão.
Assim, ao saber do terremoto que atingiu o Paquistão, sábado passado, senti-me particularmente afetada. Além do amor ao deserto, tenho amigos que vivem em Islamabad e desenvolvem trabalhos na região da Kashmir, promovendo nutrição entre as mães e crianças, e ainda não soube nada sobre eles…
Hoje de manhã, ao ler no site da CNN, que a quantidade de mortos, apenas no Paquistão, já é de 42 mil pessoas, podendo chegar a 80 mil mortos ou mais, me sinto ainda mais consternada.
Deus do céu, quanta dor…
Imagens Inkburns e CNN.
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Não deu pra não sentir uma pontinha de tristeza nessa passagem de ano. Aqui, foi tudo harmonioso, em paz, estava com a família… mas o desastre, na Ásia, a dor de tanta gente, embaçou um pouco a alegria de todo mundo.
Se você fica impressionada(o) com “Senhora do Destino” e com os riscos que corremos na Internet… veja só o que eu acabei de ver na TV daqui…