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    Meu caso de amor com o deserto de Karachi

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Tuesday, 11 October 2005

    desertodekarachi.jpg

    “Por que não voltas, mulher que passas?
    Por que não enches a minha vida?
    Por que não voltas, mulher querida
    Sempre perdida, nunca encontrada?”

    A Mulher que Passa, Vinícius de Moraes

    Muitos poetas cantam a mulher que passa, desconhecida, desencontrada e é assim que eu penso no deserto de Karachi, no Paquistão. Um amor que eu vi passar pela janela do avião, numa escala entre Bangkok e Frankfurt.

    Grudei os olhos na janelinha, pra aproveitar cada pedacinho de um pôr de sol deslumbrante, naquela imensidão alaranjada. Olhava com toda atenção, pra fotografar na mente, pra não esquecer mais. A imagem que eu vi era muito parecida com essa foto aí acima… e durou um bom tempo, enquanto o avião descia. Me apaixonei perdidamente (como acontece com todas minhas paixões) por Karachi e jurei voltar um dia. Assim começou minha história ainda inacabada com o Paquistão.

    terremoto.jpgAssim, ao saber do terremoto que atingiu o Paquistão, sábado passado, senti-me particularmente afetada. Além do amor ao deserto, tenho amigos que vivem em Islamabad e desenvolvem trabalhos na região da Kashmir, promovendo nutrição entre as mães e crianças, e ainda não soube nada sobre eles…

    Hoje de manhã, ao ler no site da CNN, que a quantidade de mortos, apenas no Paquistão, já é de 42 mil pessoas, podendo chegar a 80 mil mortos ou mais, me sinto ainda mais consternada.

    Deus do céu, quanta dor…

    Imagens Inkburns e CNN.

    ________________________________________________________

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    Dores do Mundo

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Saturday, 01 January 2005

    31-sweden.jpgNão deu pra não sentir uma pontinha de tristeza nessa passagem de ano. Aqui, foi tudo harmonioso, em paz, estava com a família… mas o desastre, na Ásia, a dor de tanta gente, embaçou um pouco a alegria de todo mundo.

    Goeran Persson, primeiro ministro da Suécia afirmou que “nunca, a mudança para um novo ano foi tão pesada. Nós devíamos celebrar com fogos de artifício e festas. Agora, isso parece completamente errado.” Já são mais de 3.500 suecos desaparecidos na Ásia.

    As histórias são repetidas na TV e ficamos sabendo de um homem, do Sri Lanka, que teve 34 pessoas mortas em sua família ou de uma mulher que tinha dois filhos nos braços e teve que largar um para poder se segurar e salvar pelo menos um deles… são tantas as dores…

    Só esperamos que 2005 comece transformando toda a solidariedade, que se vê nesses momentos extremos, em algo melhor para o mundo.

    Foto: de Sven Nackstrand. Pessoas, na Suécia, observam velas, flores e uma mensagem, deixados na calçada, para alguém desaparecido por causa da Tsunami.

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    As Tsunami em Penang e a dor na Suécia

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Tuesday, 28 December 2004

    lonepine.jpg

    Gente, que tristeza esse desastre na Asia e Africa… Eu, que sou uma chorona, não consigo parar toda vez que vejo o sofrimento das pessoas que perderam os que amam, por causa das tsunami.

    Também fico revoltada em saber que pelo menos parte dessa dor poderia ter sido evitada, se os países estivessem em um programa que avisaria sobre a catástrofe.

    Vi um cientista dizendo que souberam o que estava para acontecer, mas não tinham a quem, nem como, avisar… entendo que é tudo muito complexo, o tempo era curto, mas será que não podiam ter telefonado para os governos, para a imprensa local? não sei… é tudo muito confuso… Lucia Malla, você sabe mais sobre isso?

    Penang

    Por um desses presentes do destino, tive o enorme prazer de visitar quatro vezes a ilha de Penang, na Malásia, séde da WABA, rede com quem trabalho, desde 1992.

    Algumas vezes fiquei hospedada no Lone Pine Hotel, em Batu Ferringhi, a região de praias e área turística importante da ilha.

    Imaginem a minha cara ao ver essa ilhazinha – que ninguém conhece – na televisão, sendo invadida por ondas gigantescas… e o que é mais absurdo, reconheci essa imagem aí acima, divulgada em toda imprensa, é do Lone Pine, o hotel em que nós ficávamos sempre!

    Assustada, telefonei pros amigos da WABA e, ainda bem, nenhum dos meus amigos foi atingido pela Tsunami.

    Penang é uma ilha muito especial, onde convivem, pacificamente, três etnias, os indianos, os malaios e os muçulmanos. Com religiões diferentes, mas todos com uma profunda e linda espiritualidade. Essa mistura resulta numa ilha fantástica, onde podemos, caminhando, visitar, no centro da cidade, uma mesquita, dois templos indianos e dois templos malaios. Sem falar que a comida é divina.

    Recebi uma mensagem da WABA, informando que eles sentiram o tremor da terra e tiveram que sair dos seus apartamentos, voltando em seguida, mas, por sorte, ninguém estava na região costeira.

    Mas a dor é grande, o país está em luto e eles pedem que todos, de todas as religiões, rezem ou orem pelos que foram vítimas do desastre e pelos seus familiares que estão sofrendo uma dor irremediável.

    Suécia

    Ted está na Suécia e disse que o país está profundamente consternado. Segundo ele, foi anunciado que mais de 1500 suecos estão desaparecidos. A Tailândia, e mais especificamente as ilhas atingidas, são os destinos preferidos dos suecos, no inverno, pra fugir do frio de fim de ano.

    A primeira pessoa em quem pensei foi a Jackie, brasileira que vive na Suécia, mas está sempre indo pra Tailândia e já tinha dito lá no blog dela que estava indo pra lá em poucos dias. Corri pro Diario de Bordo e li que ela escapou do desastre porque adiou a viagem um dia!!! Gente, que alívio…

    Agora, resta apenas torcer para as autoridades tomarem as medidas necessárias para que isso não aconteça novamente e que os países tenham como evacuar as áreas com alguma antecedência…

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    Feto roubado do útero da mãe

    Denise | Pelo Mundo Afora... | Saturday, 18 December 2004

    roubofeto.jpgSe você fica impressionada(o) com “Senhora do Destino” e com os riscos que corremos na Internet… veja só o que eu acabei de ver na TV daqui…

    Uma mulher de 23 anos, grávida de oito meses, Bobbie Jo Stinnett, conheceu Lisa Montgomery, de 36, numa sala de bate papo. As duas ficaram amigas e Lisa disse que queria comprar um cachorro de Bobbie. Marcaram um encontro na casa de Bobbie Jo, em Skidmore, cidade no Missouri.

    Ao chegar lá, Lisa estrangulou Bobbie, cortou sua barriga e sequestrou seu bebê.

    Lisa Montgomery é mãe de dois jovens na high school e afirmava que estava grávida. No dia do assassinato, ela viajou 40 milhas, dizendo que ia fazer compras. De lá telefonou para o marido dizendo que tinha entrado em trabalho de parto e estava com o bebê. No dia seguinte confessou que tinha roubado o bebê da barriga da mãe.

    O bebê, uma menina, que recebeu o nome de Victoria Jo, já está com o pai (que estava trabalhando na hora do crime) e passa bem. Os médicos dizem que foi um milagre como ela sobreviveu, após ser retirada do útero dessa forma.

    A história toda é absurda, mas o que eu achei mais incrível foi:

    1. A polícia demorou a encontrar o bebê, segundo eles porque “não tinha como colocar os dados no programa do computador, que exige data de nascimento, altura, cor de olhos e cabelo, da criança sequestrada”! fala sério… isso é que é burocracia!

    2. Ainda segundo a polícia, existem muitos casos de mulheres grávidas que foram assassinadas, nos últimos anos, para que se roubem seus fetos, em alguns casos para passar como seus.

    Gente, esse país tem umas pessoas muito loucas, mesmo! roubar recém-nascidos todo mundo já sabia – e virou até novela, no Brasil – mas… fetos???

    Foto: Casa de Bobbie Jo, onde aconteceu o crime.

    Mais detalhes: CNN

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