O monstro da misoginia tem mil caras e está faminto
O melhor texto que li nessas eleições
Vou republicar essa pérola, que achei através da Ana Paula Portella, feminista pernambucana, no Facebook, porque é FUNDAMENTAL pra gente entender parte do que está acontecendo no Brasil. Mais um texto pra gente copiar e mandar por emal pra quem ainda espalha ódio contra Dilma pela internet. Terapêutico.
Não esqueçam de manter o crédito para Pedro Alexandre Sanches, se copiar e divulgar.
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Vamos passear nos Estados Unidos do Brasil
Artigo escrito por Pedro Alexandre Sanches
Há alguns dias, falei no Twitter que estava indo entrevistar uma artista muito especial – para uma reportagem que acaba de ser publicada pelo iG. Era Gal Costa, uma das artistas mais importantes da história deste Brasil.
A certa altura da entrevista, Gal contou um episódio que não vou detalhar aqui (estará nos links acima), sobre uma briga em que se envolveu no trânsito, no auge do frêmito tropicalista, 1968, 1969, não sei exatamente. Ornada com o cabelo black power e o figurino exuberante da época, Gal (que afirma ser exímia motorista) entrou em conflito com um homem que, a partir de um gesto (obsceno) dela, desceu do carro, perseguiu a cantora, deu um tapa na cara dela e arrematou: “Ponha-se no seu lugar de mulher!”.
Era 1968, 1969.
Como já cantou à mesma época outro tropicalista (negro, por vezes black power), muita coisa sucedeu daquele tempo pra cá. O Brasil aconteceu, é o maior, que é que há?





