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    setembro de 2003.

    Campanha do Greenpeace, retirada do ar pela Nestlé

    Denise | Campanhas Publicitárias,Consumo,Meio Ambiente | Thursday, 18 March 2010

    A Nestlé, que produz o chocolate KitKat, utiliza óleo de palma de empresas que estão acabando com as florestas da Indonésia, ameaçando a sobrevivência da população local e levando os orangotangos à extinção.

    Todo mundo merece um tempo – mas ter o nosso não pode significar o fim das florestas tropicais. Estamos pedindo à Nestlé que dê um tempo às florestas tropicais e aos orangotangos, parando de comprar óleo de palma vindo da destruição das florestas.

    Faça algo em www.greenpeace.org.br/kitkat

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    As mulheres e as mudanças climáticas

    Denise | Meio Ambiente,Vídeo | Sunday, 07 December 2008

    Muriel Saragoussi. Muito bom (e em português).

    Sisters on the Planet – Oxfam.

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    Sacolas plásticas banidas na China… e o Brasil?

    Denise | Meio Ambiente | Tuesday, 27 May 2008

    bansky_tesco

    Acabei de ler que, a partir de sábado, a China estará proibindo a distribuição de sacolas super finas (0.025 mm) nas lojas e supermercados e exige que os estabelecimentos cobrem pelas mais espessas, que não são incluídas nesse banimento. Isso é uma grande notícia!

    Essas sacolas ultra finas chinesas são assustadoras, mesmo. Em Beijing, saí de um mercado com uma delas e, alguns passos depois, estava tudo no chão. Não podem ser reutilizadas, de jeito nenhum.

    Hoje em dia, procuro ter sempre uma sacolinha dobrada dentro da bolsa. Sempre achei que a gente, aqui em casa, sempre reutilizava as sacolas de plástico para jogar lixo fora, até que Ted comentou que não, que às vezes a gente acabava jogando fora porquê eram muitas. Agora estou tentando controlar o recebimento delas.

    Num artigo na National Geographic, dados de 2001 indicam um consumo mundial entre 500 bilhões e um trilhão de bolsas plásticas por ano. Elas podem levar até mil anos para se desintegrar e são uma séria ameaça ao meio ambiente.

    Um artigo da Reuters, que acabou de ser publicado, dá um balanço dos países que já controlam ou proíbem o uso das sacolas plásticas:

    • Rwanda e Eritréia proibiram o uso das sacolas, assim como Somaliland, uma região autônoma da Somália.
    • Africa do Sul, Uganda e Kenya têm regras para um mínimo de grossura do produto. Etiópia, Gana, Lesoto e Tanzania têm medidas similares.
    • Coles Bay na Tasmânia se tornou a “Primeira cidade livre de sacolas da Austrália” já em abril de 2003. Dezenas de outras a seguiram. em janeiro de 2008, o ministro do meio ambiente anunciou aos supermercados que eles deveriam banir as sacolas até o final do ano.
    • O primeiro grande país a banir a s sacolas foi Bangladesh, em 2002. O país culpou as milhões de sacolas jogadas pelo entupimento de canais e contribuição para as enchentes que deixaram a maior parte do país submerso em 1988.
    • Em 2007, o Butão proibiu as sacolas plásticas, propagandas nas rua e tabaco como parte da sua política de “Gross National Happiness”.
    • Em maior de 2007, a cidade de Modbury, na Inglaterra, se tornou a primeira livre de sacolas plásticas, vendendo sacolas reutilizáveis ou biodegradáveis. Londres planeja um banimento das sacolas ultra-finas em 2009 e taxamentos das outras.
    • Em 2005, legisladores franceses votaram o banimento das sacolas não biodegradáveis em 2010. A Córsega, já baniu as sacolas das grandes lojas em 1999.
    • O estado de Maharashtra, na india, baniu a produção, venda e uso de sacolas plásticas em Agosto de 2005, depois que elas entupíram os canais durante as chuvas de monsões. Outros estados baniram as sacolas ultra finas para diminuir a poluição e a morte de vacas, sagradas no país, que as consumiam
    • A Irlanda, começou a cobrar pelas sacolas em 2002. A cobrança viu uma diminuição de 90% no seu consumo, que tem aumentado gradativamente.
    • A Itália pretende banir seu uso em 2010.
    • Um banimento parcial foi estabelecido em taiwan, em 2003, nas lojas de departamento e supermercados. A maioria das lojas cobra T$1 (US$0.03) por sacola.
    • Nos EUA, San Francisco foi a primeira cidade a proibir o uso de sacolas nos grandes supermercados. Em San Francisco, a proibição poupa o estado de 180 milhões de novas sacolas, anualmente e economiza cerca de um milhão de galões de petróleo que seriam usados em sua produção, todos os anos.
    • Em Janeiro desse ano, o prefeito da cidade de NY assinou lei que exige que grandes lojas tenham programas de reciclagem e disponibilize bolsas recicláveis.

    Desde que comecei a visitar a Suécia, há quase 10 anos, as bolsas já eram vendidas nos supermercados. Nos últimos meses, tenho percebido, por aqui, que a livraria e algumas lojas já não lhe entregam uma sacola de plástico, automaticamente, mas perguntam antes se você quer uma. Já é um avanço, e uma lei de controle deve ser lançada em breve.

    Vocês fazem alguma coisa para evitar o uso dessas sacolinhas de plástico? Como é ai, onde você vive?

    E o Brasil, hein? quando algo vai ser feito nesse sentido? alguém sabe dizer se já existem perspectivas de leis pra controle de distribuição de sacolas plásticas por lá?
    Fonte das informações sobre o banimento pelo mundo: Reuters (27/05/2008).

    Grafitte: Banski

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    Amamentar é um Ato Ecológico!

    Denise | Amamentação,Meio Ambiente | Monday, 21 April 2008

    LOGOS4.gifDia 22 é o Dia da Terra e o Allan me convidou pra participar da blogagem coletiva sobre meio ambiente. Sei que esse post é manjadíssimo, mas em poucas horas estarei embarcando pra Beijing (Saio de casa de manhã cedinho) e não dá pra escrever outro, vai esse mesmo e sempre tem o pessoal que ainda não leu…

    Uma das coisas que me apaixonaram na amamentação foi a sua complexidade e as diversas formas de se trabalhar com esse tema.

    Apesar de parecer um ato solitário, apenas entre a mãe e o bebê, a amamentação envolve muito mais – garantia de direitos humanos e trabalhistas, gênero, educação, luta contra promoção indiscriminada de alimentos infantis e… ecologia.

    Impacto Ambiental da Alimentação por Mamadeira

    Desperdícios

    Se todo bebê norte-americano recebesse mamadeira, quase 86.000 toneladas de alumínio seriam usadas nas 550 milhões de latas de leite descartáveis. Se as latas tiverem rótulos de papel, somam-se outras 1230 toneladas de papel às enormes quantidades de papel brilhante usadas na propaganda do produto. Embora algumas latas sejam reutilizadas, grande parte do metal e papel seria jogada fora e raramente reciclada.

    Os leites para bebês vêm sendo, crescentemente, comercializados na forma de alimento pronto-para uso, em caixas feitas a partir de uma mistura de materiais e, conseqüentemente, impossíveis de serem recicladas.

    alatas.gifMamadeiras, bicos e demais acessórios são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone, geralmente reutilizáveis, mas raramente reciclados ao final de sua vida útil. A nova idéia de vender leite pronto em mamadeira, por vezes já com o bico, significa que jamais será reutilizado.

    Em 1987, somente no Paquistão, 4 milhões e meio de mamadeiras foram vendidas. O número de mamadeiras por bebê é bem maior em países industrializados (a maioria dos bebês nos EUA usa pelo menos 6).

    Todos estes produtos desperdiçam recursos naturais (estanho, papel, vidro, etc), causam poluição desnecessária na sua produção e empacotamento e proporcionam um problema de lixo.

    Os plásticos representam uma preocupação especial, pois a maioria deriva do petróleo, um recurso chave, e sua produção causa poluição. São raramente reciclados pela ausência de equipamentos adequados e dificuldade em separar os diversos tipos. São virtualmente indestrutíveis e permanecem como poluentes quando jogados fora.

    O nome dos chamados plásticos biodegradáveis é errado, pois apenas um dos seus elementos é orgânico e se biodegrada deixando pedaços muito pequenos como poluentes – pelo menos os plásticos “não biodegradáveis” podem ser removidos e reciclados ou destruídos adequadamente. A fumaça resultante de sua incineração pode conter dioxinas e outros tóxicos.

    Água

    acozinha.gifAo preparar o leite artificial, a mãe deve esterilizar a água e os utensílios.

    Água e energia para fervura são facilmente disponíveis no mundo industrializado,
    mas não é uma razão para desperdício.

    A energia geralmente vem de usinas convencionais e nucleares que poluem o meio ambiente.

    A falta de água não é comum nos países desenvolvidos, mas em 1975 a OMS estimava que 60% das pessoas em países menos desenvolvidos não tinham acesso a água suficiente. Não é raro que, em algumas partes da África, as mulheres gastem 5 horas por dia buscando água. Um bebê de 3 meses alimentado por mamadeira necessita de 1 litro de água por dia para adicionar ao leite e outros 2 para ferver bicos e mamadeiras15. Além disso, deve-se somar a água necessária para lavar e enxaguar.

    A lenha também é um recurso precioso em alguns países em desenvolvimento e tem sido usada em rítmo alarmante. Gasta-se 200g de madeira para ferver 1 litro de água. Assim, em um ano, uma criança alimentada artificialmente consumiria pelo menos 73 kg de valiosa madeira.

    Líquidos esterilizantes comercializados são comumente usados para limpar a maioria das mamadeiras e bicos em muitos países industrializados. A maioria deles usa como base água sanitária clorada e a produção de ácido clorídrico está relacionada à emissão de dioxinas.

    A Indústria Leiteira

    numvacas.gifSeriam necessárias 135 milhões de vacas leiteiras para substituir o leite de mulheres só da Índia. Cada vaca precisa de cerca de 10.000 m2 de pasto, o que significa dedicar 43% da área da Índia à pastagem (uma área equivalente a 6 vezes o tamanho da Grã-Bretanha) para substituir o leite materno.

    Para criar pastagens é preciso desmatar, o que leva, conseqüentemente, à erosão e exaustão do solo, ao aumento de gases que contribuem para o efeito estufa, além da redução de flora e fauna decorrente da mudança do solo. Para se produzir um quilo de leite para bebê, gasta-se no México, 12.5 m2 de floresta tropical.

    As vacas liberam metano, gás importante para o fenômeno estufa, através de flatus e fezes aumentando a poluição atmosférica. O gado produz 100 milhões de toneladas anuais de metano, 20% do total. A eliminação do excremento é um problema por si só e geralmente causa poluição de rios e do subsolo.

    A criação de gado contribui também para a formação da chuva ácida. A amônia dos currais reage com o dióxido de enxofre (presente no ar em países desenvolvidos) produzindo sulfato de amônia que ataca as folhas e se converte em ácidos nítrico e sulfúrico quando atinge o solo. A criação intensiva de gado, comum nos países onde a maior parte do leite artificial é produzida, exacerba este problema.

    Os fertilizantes nitrogenados muito solúveis usados na produção de ração para vacas leiteiras podem contaminar os lençóis de água. Um milhão e meio de pessoas na Grã-Bretanha bebem água com níveis de nitrato acima dos estipulados pela Comunidade Econômica Européia.

    Fertilizantes nitrogenados e detritos animais são as duas principais causas do excesso de plantas em lagos e rios (o lago ou riacho
    se torna rico em nutrientes causando crescimento excessivo das plantas). Sua decomposição consome todo o oxigênio da água, causando mau cheiro e matando a vida existente. Estima-se que o custo para limpar águas poluídas por nitrato, de apenas uma região da Grã-Bretanha, será de 200 milhões de libras.

    Processamento e Transporte

    aenergia.gifA maior partes dos leites artificiais é leite de vaca pasteurizado e convertido em pó. O leite é desnatado, filtrado e aquecido entre 95 a 105ºC durante 14-20 segundos, homogeneizado, resfriado e secado com 5 jato de aproximadamente 73ºC e borrifado em um ambiente de 160ºC. A fabricação do leite de soja é semelhante.

    A energia necessária para atingir as temperaturas e os procedimentos mecânicos adequados causam poluição do ar (chuva ácida e efeito estufa), bem como a utilização de recursos naturais como combustível. O leite ou soja, ingredientes principais dos leites infantis artificiais, são misturados a um coquetel de substâncias
    industrializadas.

    O leite geralmente viaja distâncias consideráveis antes de ser processado e a lata, o papel, as mamadeiras, etc, também devem ser transportados.

    Depois de empacotado, o leite é levado ao consumidor. O Equador, por exemplo, importa leite dos EUA, Irlanda, Suiça e Holanda. Outros países exportadores incluem o Japão, França, Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha e Nova Zelândia; a maioria dos países importa leite de lugares distantes. Não há dados exatos sobre a poluição causada por este transporte desnecessário, que é sem dúvida considerável.

    (Texto de Andrew Radford, leia mais aqui.)

    Atenção:

    Não pretendo, com essas informações, colocar nos ombros das mulheres mais um peso e responsabilidade pelo “futuro do planeta”. Minha mensagem não é que, porque a amamentação é um ato ecológico e o uso de mamadeiras é prejudicial ao meio ambiente, as mulheres devem amamentar.

    O que quero deixar registrado é mais um argumento para que toda a sociedade apoie as mulheres, para que possam amamentar com prazer e tendo garantidos todos seus direitos. Amamentar não é um dever, mas é um direito da mulher.

    Campanha Internacional

    achute.gif

    A primeira vez que ouvi falar no impacto ambiental do abandono da amamentação foi na Eco 92, quando a IBFAN Rio organizou uma série de eventos pra divulgar esse tema.

    Em 1997, a pedido da WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), coordenei, em nível internacional, uma campanha de esclarecimento sobre esse tema, na Semana Mundial da Amamentação.

    Foi minha primeira experiência de trabalho, verdadeiramente “globalizado”. Organizamos um pequeno grupo de trabalho, em Porto de Galinhas, que contou com uma venezuelana (Antonieta Hernandez), uma uruguaia (Cecilia Muxi), três brasileiros (eu, Lígia e Marcus Renato de Carvalho) e um inglês (Andrew Radford, autor do trabalho Impacto Ecológico da Alimentação por Mamadeira).

    Esse grupo elaborou um esqueleto para o “folder de ação”, que foi redigido por Andrew e revisado por pessoas de todos continentes. Meu ex, Paulo Santos, bolou com o cartunista Libório, toda produção gráfica e criamos um software educativo, para crianças; uma cartilha eletrônica; uma cartilha impressa e um livrinho para colorir. Todo material foi impresso na Malásia, em diversos idiomas e distribuído de lá mesmo, para quase 100 países.

    Esse foi um trabalho do qual me orgulho muito, porque é uma forma fantástica de trabalhar a questão da amamentação com crianças e adolescentes que ainda não têm interesse nenhum em relação aos cuidados com bebê. Não adianta falar sobre os benefícios do leite materno, mas eles entendem muito bem e se preocupam bastante com nosso meio ambiente.

    Leia mais sobre o assunto:

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    O direito humano à água, o que a Nestlé está fazendo em São Lourenço e o que o Fome Zero tem a ver com isso

    Denise | Cidadania,Corpo & Saúde,Meio Ambiente | Monday, 15 October 2007

    boycot_bottle.jpgHá uns dias, eu li esse post do Allan e ele me lembrou de uma vez que fui a um encontro de amamentação, em 1993, em Camaquã (RS) e passei dois dias morrendo de sede e tomando refrigerantes porque não encontrava água mineral pra vender em lugar nenhum, Até que perguntei e me disseram que a gente podia beber água da torneira. Acho que foi minha primeira vez :-)

    Em Recife, e em muitos lugares do Brasil, sei que tomar água da torneira é um perigo. Aqui em Washington, o gosto da tap water, como na Itália, é horrível, então compramos aqueles botijões de água, iguais a Indaiá. Mas estou pensando em rever essa prática. Simon disse que sempre bebeu água de torneira, por aqui, talvez seja só uma questão de hábito.

    E eu confesso que, em cafeterias ou restaurantes, se não me oferecem, peço “tap water”, até por economia, mesmo, uma garrafinha d’água nesses lugares é sempre uma fortuna. Aliás, isso me lembra uma história engraçada, que aconteceu na China, onde a água mineral é uma fortuna nos restaurantes. Um dia, fomos eu e Ted a um restaurante maravilhoso, com serviço tipo buffet. Comemos muito bem, por cerca de 25 dólares, incluindo sobremesa… mas uma garrafinha de 200ml de água custava quase 5 dólares!

    Aí, tô eu comendo minha melancia (sobremesa light) e Ted diz: “Já percebeu que melancia tem tanta água que é quase como beber o suco?”.. e eu “é verdade, adoro melancia”… isso sem entender as segundas intenções. Pouco tempo depois, ele percebe que minha garrafinha d’água acabou e diz: “Não quer uma melanciazinha, não?” hahahahaha… quase morremos de rir… então, na falta da água mineral, tem sempre uma melanciazinha…

    Água glamurizada

    smartwater.jpgOutra coisa que eu não engulo são essas águas com sabor, que estão espalhadas por aqui e percebi que já viraram mania em Recife também. Eu não gosto e acho mais fácil espremer um limãozinho no copo d’água, né, não? Ted costuma jogar pedaços de limão na jarra d’água. Fica uma delícia.

    No começo do ano, por aqui, a grande notícia era essa campanha publicitária da Jennifer Aniston (fotografada por Mario Testino) para a Smart Water… com “eletrólitos”.

    Jennifer fica mais esperta, engordando sua conta bancária em vários milhões, mas a realidade é que muita gente e principalmente o planeta, perde com essa mania de água engarrafada.

    É a glamurização da água, direito humano negado a muitos outros.

    E o efeito disso é que:

    • Nos EUA, 1 em cada cinco pessoas bebe apenas água engarrafada (sem necessidade).

    • Em 2002, as empresas gastaram $93.8 milhões pra convencer as pessoas a tomar água engarrafada, ao invés de água de torneira (quase sempre segura, aqui).
    • A cada ano, quatro bilhões de garrafa PET são jogadas no lixo
    • Em todo mundo, consumidores gastaram cerca de 100 bilhões de dólares apenas no ano de 2005, com água engarrafada.

    Além da poluição de plástico espalhado pelo mundo, desnecessariamente, esse luxo dos que preferem água engarrafada, tendo a opção da água de torneira é conseguido às custas da exploração das águas e destruição de fontes naturais.

    Nestlé mata as águas minerais de São Lourenço (MG)

    nesteleboicite.jpgEu recebi esse email numa lista de discussões séria, de um morador de São Lourenço, que preferiu não se identificar, mas todas essas informações são confirmadas:

    Há alguns anos, a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

    As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

    Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

    Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química.

    A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos.

    O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido. Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

    eritree.jpg

    Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004. Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa.

    A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça. Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.

    No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso.

    Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.

    Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

    Nestlé e o Fome Zero

    sanfrancisco_brigade.jpgDiga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero.

    E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento. Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

    A vendedora de leites e papinhas substitutos estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação.

    Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização parcial das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

    Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização parcial ? Além do que, parcial, integral a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé?

    O que nós cidadãos e cidadãs ganhamos com isso?

    Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, Unilever, Kraft Foods… estão no mesmo caminho ou pior do que a Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.
    É para essas empresas que o governo governa?

    Colabore. Transmita estas informações para outras pessoas.

    Boicote os produtos Nestlé e de todas as “Transnacionais Involutivas”!

    Não aceite patrocínio dessas empresas!

    Seja consciente e ético e não deixe que elas se aproveitem do seu ideal para lavarem a imagem de sua marca.

    Veja um video, no Youtube, sobre os crimes contra o aleitamento materno cometidos pela Nestle na Africa (em inglês).

    Sobre a Nestlé, veja o vídeo “Fórmula para Desastre” (inglês):

  • Formula for Disaster – Parte 1
  • Formula for Disaster – Parte 2
  • Formula for Disaster – Parte 3
  • Formula for Disaster – Parte 4
  • Formula for Disaster – Parte 5

    Outra notícia sobre a Nestlé, em vídeo (português):

    Nutricionistas reprovam merenda escolar da Nestlé

    Leia também:

  • A fábula & a farsa – ou de como um ministério deu uma rasteira em outro ministério para proteger a indústria de águas minerais
  • Blog Faça a sua parte

    thinkoutsidethe%20bottle.jpg

    Imagens: (1) O texto diz: “A água de torneira é, em média, 500 vezes mais barata que a engarrafada. Boicote a garrafa”, poster produzido por CowGummy, (2) Jennifer Aniston na campanha da Smart Water, (3) logotipo do boicote, Baby Milk Action, (4) Eritree Canada e Centro Cultural de la Raza, San Francisco Poster Brigade e (5) Campanha “Think Outside the Bottle”.

    __________________________________________

    Esse post faz parte da iniciativa Blog Action Day.

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    Como ajudar a Leila a salvar outros gatinhos como esses

    Denise | Cidadania,Meio Ambiente | Sunday, 29 April 2007

    400gatinhos.jpg

    Leia, ouvindo A História de Uma Gata, de Os Saltimbancos.

    A Leila é uma amiga aqui da nossa pracinha, de vez em quando tá participando das nossas discussões e bate-papo.

    Hoje, quando fiz esse post aí abaixo, dei um pulo lá no SOS gatinhos pra pegar o link e vi que ela está em apuros, com dificuldades pra cuidar sozinha dos gatinhos abandonados.

    Através do SOS Gatinhos, a Leila já ajudou a encontrar casa para mais de 400 gatos, em São Paulo. Eu acho um trabalho impressionante. Agora, ela tá precisando da gente, veja o que ela diz que podemos fazer:

    “O sosgatinhos precisa de ajuda. Se você quer ajudar o sosgatinhos, para que não acabe, veja como:

  • As doações de ração ou areia podem ser feitas por telefone com pagamento em cartão de crédito ou depósito em conta na loja Fauna e Flora, tel. 11 5845-0969. Fale com a vendedora Helaine que é uma doação para o SOSGATINHOS. Ela conhece a marca de ração e areia que os gatinhos usam. A entrega é feita direto aqui. Por favor clique aqui e mande um mail avisando de sua doação, é importante avisar para nosso controle. (comentário meu: acho que essa é uma forma bem prática de ajudar de qualquer lugar do mundo!)
  • Adotando um de nossos gatinhos
  • Ajudando a cuidar dos gatinhos, uma ou duas vezes por mês
  • Se quiser doar dinheiro, por favor clique aqui e mande um mail, mandarei os dados da conta.

    leona.jpgDesde 2002 o sosgatinhos conseguiu novos bons lares para cerca de 400 gatos. Eu, Leila, agora estou sozinha para cuidar do projeto, dos gatos, das adoções, do site e da divulgação, é muita coisa. Os gastos e o trabalho são enormes.

    Não dou conta de tudo, dar remédios, fazer curativos e a limpeza da casa de 250 m2. O que ganho não dá para pagar o aluguel, ração, veterinário e remédios e as contas da casa. É preciso achar uma nova sede para o sosgatinhos, com o aluguel mais em conta. A ração em estoque acaba esse mês.

    Agradeço aos amigos que escreveram, ajudaram com ração, dinheiro, remédios, areia e material de limpeza. Agradeço aos voluntários que vieram ajudar na limpeza e cuidado com os gatos. Graças a todos conseguimos sobreviver aos meses de fevereiro e março. Houve uma epidemia de panleucopenia e perdemos muitos gatinhos. Foi muito duro não conseguir salvá-los. Eu também fiquei doente, tive que fazer uma cirurgia. Sem o apoio dos amigos não sei o que teria acontecido. Muito, muito obrigada.”

  • Você também pode ajudar fazendo um post como esse, divulgando o trabalho e a necessidade de apoio. Também estou colocando o selinho do site na minha coluna da esquerda ai abaixo, essa é outra forma fácil e sem custos de divulgar a iniciativa da Leila.

    Ah, e as camisetas dela são imperdíveis, para adoradores de gatos… ótimo presente pro Dia das Mães ;-)

    Vamos dar uma forcinha pra ela?

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    Meio ambiente – O que eu faço e o que eu não devia fazer

    Denise | Meio Ambiente | Friday, 09 February 2007

    meio_ambiente_cartoon.jpg

    Os resultados do último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, da sigla em inglês), divulgado sexta-feira em Paris, veio confirmar que as mudanças climáticas dos últimos 50 anos são provocadas pelo Homem. (Leia mais aqui).

    Preocupados com o planetinha, Lucia Malla, Allan e Denise, criaram um novo blog coletivo, que é uma idéia super bacana: FAÇA A SUA PARTE, onde Lucia Malla lançou a Meme das 3 atitudes ecoconscientes. E a Déia me pediu pra responder aqui.

    Bom, já confessei que nunca fui das mais envolvidas com as questões do meio ambiente, apesar de ter sido responsável por uma campanha mundial, em 1997, “Amamentar é um Ato Ecológico”, cujo objetivo era mostrar o impacto ambiental da alimentação por mamadeira e sobre a qual já falei aqui.

    Mas, mesmo não sendo atuante no movimento, sempre tive minhas atitudes eco-conscientes:

    Reciclagem sempre. Mais que isso, muito cuidado com lixo. Além de separar tudo que posso (na Suécia o sistema de reciclagem era melhor que o daqui), nunca coloco no lixo produtos que podem ser perigosos para o meio ambiente como medicamentos, pilhas e baterias. Junto e devolvo pra farmácia ou loja de equipamentos eletrônicos conde comprei, eles que tratem de achar uma solução pra esse lixo. Aliás, estou escrevendo um post sobre lixo eletrônico e, pesquisando sobre o assunto, fico impressionada com o que nossos computadores estão fazendo com o planeta!

    Não temos carro, por opção. O transporte público aqui é excelente, não temos quase nenhuma necessidade de ter um carro e, quando faz falta, alugamos um por algumas horas. Vi muitos carros, no Texas, estacionados em frente a lojas, sem ninguém lá dentro, mas com o motor ligado para manter o ar condicionado funcionando e o clima geladinho pro dono… o cúmulo do disperdício!

    Divulgo o que posso sobre a importância de e como preservar o meio ambiente. Informação é poder. Faço a minha parte, à medida do possível.

    chrismadden2.jpgMas, como estou muuuuuuuuuuuuuuito longe da perfeição, resolvi acrescentar meus pecados ecológicos:

    Não vivo sem ar condicionado. Já tive reuniões com grupos que exigiam que se desligasse o ar condicionado e eu não conseguia me concentrar. Não sou como as pessoas que dizem que preferem o “clima natural” (seja qual for), eu prefiro o “clima frio” e sei que, com isso, estou contribuindo para o aquecimento do planeta, mas não tem jeito, passo mal no calor…a não ser que tenha uma brisa do mar, e bem fresquinha.

    Ando de elevador. Na Suécia e aqui (pelo menos onde eu vivo), as pessoas só pegam elevador quando realmente precisam. Confesso que sou preguiçosa pra subir escadas.

    Meu computador fica ligado dia e noite. E só consigo dormir se tiver uma luzinha acesa, porque se acordar de noite na escuridão total entro em pânico.

    Portanto, vocês podem ver que, com toda consciência ecológica, também contribuo para o aquecimento do planeta. Sorry, prometo tentar melhorar.

    Cartoons: Chris Madden.

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    Veja entrevista

    Denise | Meio Ambiente,Televisao | Tuesday, 16 January 2007

    milenio_algore.jpg

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    Visite o navio do Greenpeace

    Denise | Meio Ambiente | Sunday, 14 January 2007

    boat_greenpeace.jpgDe 29 de março a 30 de abril, o navio MY Arctic Sunrise, do Greenpeace, percorrerá a costa brasileira. O objetivo da expedição, que é parte da campanha global pela proteção das florestas, é levar a realidade de regiões remotas da Amazônia para grandes centros urbanos do nosso litoral. Durante 30 dias, o navio visitará cinco cidades – Porto Alegre (RS), Santos (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE) – , mostrando as belezas e as ameaças que colocam em risco a maior floresta tropical do planeta.

    O navio estará aberto a visitação gratuita nas seguintes datas:

    SANTOS
    Dias 8 e 9 de abril, das 13h às 17h (no sábado) e das 10h às 17h (no domingo)
    Local: Terminal marítimo de passageiros do Porto de Santos

    SALVADOR
    Dias 15 e 16 de abril, das 10h às 17h
    Local: a confirmar

    RECIFE
    Dias 22 e 23 de abril, das 10h às 17h
    Local: a confirmar

    FORTALEZA
    Dias 29 e 30 de abril, das 10h às 17h
    Local: a confirmar

    SAIBA MAIS: www.greenpeace.org.br/vivaamazonia/noticias.php?conteudo_id==2643

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    Adote o Seu Planeta!!

    Denise | Meio Ambiente | Saturday, 13 January 2007

    globwarm.jpgEsse post aí acima, mencionando a questão das águas, é parte de um esforço coletivo, sugerido por Allan, do Carta de Italia, para que possamos dar nossa contribuição em relação à crise ambiental e aquecimento mundial, em que vivemos.

    O texto de Allan, com um convite à participação de todos, está ai abaixo, e sobre esse assunto, voltarei a escrever, em breve.

    Se você anda preocupado com as mudanças climáticas dos últimos anos, sente-se impotente diante das perspectivas ambientais e também tem a impressão de que a cavalaria não virá nos ajudar; se você gostaria de poder fazer algo mas não sabe por onde começar, não tem certeza de que as suas ações causariam efeito e está disposto a mudar algo no seu dia a dia, então, adote esta idéia.

    Salve a sua vida.

    Esta é uma campanha voluntária, popular e internacional. Não tem patrocinador nem proprietário; ela é tão sua quanto minha e começa agora. Não espere convite ou intimação. É você quem decide.

    Descubra o que você pode fazer para ajudar a salvar o planeta. Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba; deixe o carro na garagem e use mais o transporte coletivo; desligue o ar-condicionado uma hora antes; não compre produtos da empresa que polui; troque o atum em lata por peixe fresco; exija que a prefeitura da sua cidade adote um programa eficaz de reciclagem de lixo e controle se ele realmente funciona; desenvolva atividades ao ar livre com seus alunos; descubra como substituir as embalagens da sua empresa por material reciclado e biodegradável; divulgue a campanha no jornal, rádio ou tv onde você trabalha e informe os resultados periodicamente; use somente metade das lâmpadas do escritório e da sua casa; desenvolva um equipamento anti-poluente. Enfim, tem sempre alguma coisa que pode ser feita.

    Convide a sua associação, a sua comunidade ou seus amigos a descobrirem como podemos salvar a Terra com pequenas ou grandes ações, cada um fazendo o que for possível. Participe, divulgue e incentive, mas não espere por ninguém.

    Faça a sua parte.

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    Que venha 2007 e que seja muito melhor que 2006…

    Denise | Meio Ambiente | Saturday, 30 December 2006

    sadam_exec.jpgNão sei se eu sou a única a pensar assim (e se isso tem a ver com meus hormônios que, certamente, me deixam melancólica uma vez por mês), mas me despeço de 2006 com um certo gosto amargo na boca.

    Poderia escrever um post contando algumas maravilhas que aconteceram comigo, esse ano, talvez estivesse mais dentro do espírito da data, mas essa cena de execução de Sadam, às vésperas do fim do ano, me deprimiu demais pra pensar só em minha vidinha.

    Desculpa não falar das coisas boas (pessoalmente, apesar de uns problemas de saúde, nunca estive melhor) mas, pelo menos agora, minha sensação é que foram esses três fatos que marcaram o meu 2006:

    1. Guerra do Iraque e execução de Sadam

    iraque_2006.jpgNão sei se é porque estou aqui, mas essa guerra me comove demais e o agravamento e descontrole da situação no Iraque, com mais de 300 mil iraquianos e 3.000 americanos mortos (muitos deles jovens pobres, que não escolheram estar ali) me revoltam.

    Essa execução bárbara de Sadam, num julgamento que foi visivelmente manipulado, e num dia em que começam os feriados que pregam o perdão no mundo muçulmano, foi a coisa mais absurda do ano. Não só por ser injusto, mas também porque é óbvio que foi a maior burrice que o governo americano podia cometer.

    Vi, na CNN, uma jornalista imbecil dizer que, segundo suas fontes, Sadam enfraqueceu e implorou por perdão na hora de morrer. Não foi nada disso que vimos nas cenas, divulgadas posteriormente. Na busca por vingança contra aquele que queria “matar papai”, como ele disse, Bush apenas conseguiu tranformar um ditador assassino em um mártir e símbolo de resistência para muitos árabes… tsc. tsc. tsc…

    Que alah nos ajude…

    2. Violência no Brasil

    violencia_2006.jpg

    Desde que me entendo por gente, sempre ouvi falar em violência no Brasil. Quando tinha 18 anos, um colega da escola foi assassinado com 17 facadas, num dia de carnaval; minha mãe teve um assaltante dentro de casa.

    Infelizmente, todos nós temos histórias pra contar. Mas nunca vi nada parecido com a violência que assolou o país em 2006.

    Os covardes ataques aos policiais, no Rio (com a sua resposta truculenta, invadindo as comunidades) ficaram marcados e estão se repetindo agora, no finzinho de ano. Em Pernambuco, terminamos o ano com quase uma mulher morta por dia, vítimas de violência doméstica. O medo está por todo lado, minha mãe vive num estado de “toque de recolher”, sempre voltando pra casa, às pressas, antes das 6 da tarde… pelamordedeus, onde isso vai parar?

    iceberg1.jpg3. Aquecimento Global

    “Um gigantesco bloco de gelo com o tamanho de 11 mil campos de futebol se desprendeu da costa no extremo norte do Canadá, na região do Ártico, informaram cientistas nesta sexta-feira.” (foto, leia mais aqui)

    Eu confesso que nunca fui das mais sensibilizadas para as causas ecológicas. Meus interesses sociais sempre foram canalizados para outras áreas (especialmente mulheres e crianças), mas o filme de Al Gore, An Inconvenient Truth mudou minha forma de ver as ações dos grupos ambientalistas e me arrependo de não ter levado isso mais a sério, antes.

    2006 foi o ano em que me convenci que o planeta está, efetivamente, pegando fogo e se não fizermos nada, os desastres ecológicos vão atingir todo mundo, já… sempre achamos que isso aconteceria nas próximas gerações. Que nada. Estamos quase em janeiro, auge do inverno e, há poucos dias, o clima aqui era de primavera, cerca de 18 graus. Onde foi parar meu inverno? não consigo nem imaginar o calor que deve estar em Recife, agora…

    Enfim, claro que teve muito mais sobre o que se falar em 2006, e também teve muita coisa boa, mas essas três questões marcaram meu 2006. Como sou uma otimista histórica, até espero que as coisas melhorem em 2007 mas, hoje, estou desanimada…

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    Salve Papai Noel!!

    Denise | Meio Ambiente | Sunday, 24 December 2006

    savesanta1.jpg

    Você lembra do Papai Noel? aquele gorducho que deixava um presentinho debaixo da sua cama, na noite de hoje, quando você era criança? pois é… tá na hora de mostrar a sua gratidão e se preocupar um pouco com ele.

    Quer dizer, se você não se preocupa com os efeitos do aquecimento global em seu país, precisa saber que o Papai Noel está correndo o risco de despencar de uma daquelas geleiras que estão se derretendo no pólo norte… clique na imagem acima para ver o vídeo e assine o manifesto para ajudar a salvar o Papai Noel (e o planetinha que, afinal, ainda precisa abrigar nossas crianças).

    Fonte: savesanta.ca

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    No Ventre Materno – Intoxicação de fofura

    Denise | Meio Ambiente | Saturday, 25 November 2006
    Quero um!
    12 meses… não é fofo???
    Cachorrinho
    aos 39 dias de gestação
    Não parece um ratinho?
    Oito
    semanas de gestação
    12
    meses, prontinho pra nascer

    bebeelefante.jpgGente, eu vi a foto ao lado, de um elefante no final da gestação, lá no blog da Van-Van (que é uma ótima fonte de informações, sobre o que rola pela internet), ontem à noite e tive uma intoxicação de fofura… hehehehe… nunca vi nada tão cute, tão fofo em toda minha vida!

    Essas imagens fazem parte do documentário, de duas horas, No Ventre Materno, produzido pela National Geographic, que mostra, pela primeira vez, com auxílio de imagens conseguidas com ultrassom de 4-D e efeitos de computação gráfica, como é o desenvolvimento de um golfinho, um elefante e um cachorrinho, no ventre materno.

    In the Womb: Animals será exibido, pela primeira vez, no dia 10 de dezembro, no National Geographic Channel, (às 8, 10 e 12pm/et). Se você mora nos EUA, pode se inscrever para pedir que lembrem a você, por email ou celular, o dia e hora do programa.

    E esse post vai pra Gabriela, uma fofa que me passou o maior “carão” (pito) porque eu chamei os homens violentos de “animais”… tô perdoada, Gabs???

    Vejam mais:

  • Vejam algumas fotos ampliadas aqui.
  • E chamem as crianças, elas vão adorar essas cenas do video.
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