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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Editor-chefe da National Geographic Brasil demitido
    por criticar a VEJA no Twitter.

    Denise | Internet,Twitter | Wednesday, 12 May 2010
    Estou passada.
    Ele disse:

    “Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas”

    E outro tweet dele há duas horas:

    “To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual”

    Uma vergonha que a Editora Abril não permita críticas às suas publicações e puna com demissão!

    ps.: Não deixa de ser uma lembrança pra gente ter sempre cuidado com o que fala na internet. Há tempos que não escrevo nada sobre as ONGs com as quais trabalho, mesmo que não tenha nada a criticar. O Google mistura tudo e não dá pra botar links das entidades num blog onde eu falo de sexualidade e abobrinhas.
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    O Twitter não está matando meu blog – nem os outros.

    Denise | Blogosfera,Twitter | Wednesday, 23 September 2009

    Elaine e Paloma, entendo e sinto muito que vocês estejam decepcionadas com uma certa pasmaceira aqui no blog (se bem que, no momento, estamos até vivendo uma momento de “revitalização”, com vários posts e muita gente comentando).

    Há quatro meses, eu escrevi esse post aqui, que explica, pelo menos em parte, meu desânimo com o blog. Não tem nada a ver com o Twitter, mas com um cansaço natural, depois de seis anos postando diariamente e tendo que moderar comentários grosseiros e raivosos, quase todos os dias.

    Não é o Twitter, é a falta de gentileza, as provocações, as alfinetadas, os trolls, os bullies. Andei muito cansada disso tudo e, pelo menos no meu caso, o Twitter está me ajudando até a querer voltar a blogar!

    Acho que existe uma incompreensão enorme sobre o que é o Twitter. Eu, pelo menos, não uso como bate-papo, e nem estou lendo menos por causa desse aplicativo. Muito pelo contrário, as pessoas que eu sigo no Twitter postam links para artigos fantásticos, muitos deles, passariam batido se eu não tivesse alguém pra me avisar.Estou lendo mais. Aprendendo mais.

    Por exemplo, andava desinteressada em relação à política brasileira, porque minhas fontes não me estimulavam, depois de seguir pessoas interessantíssimas, me sinto muito mais curiosa e buscando entender mais o que acontece aí no Brasa.

    Não acho que o Twitter é espaço para debate (140 caracteres não dá!), mas é um espaço para catalizar as discussões… que podem continuar nos blogs.

    Além disso, através do Twitter, temos acesso a mais informações, que podem gerar boas “pautas” pro blog; aumenta a possibilidade de troca de experiências e “networking e estimula outras pessoas a conhecer o blog, o que só enriquece a nossa “pracinha”. Vejo muita gente com quem me relaciono no Twitter, agora visitando o blog e deixando comentários, trocando idéias.

    Enfim, estou voltando aos poucos, mas não sei se ainda voltaria a escrever como antes, a vida da gente muda muito em seis anos (morei em três países nesse período!), tenho trabalhado muito, ainda quero conhecer muito de Seul, aprender coreano, fazer mais atividades físicas… nem sempre dá pra estar disponível todos os dias para escrever posts mais elaborados, sorry. Mas  sinto que estou cada vez mais animada com o blog  =)

    Beijocas!

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    O cacete que Xuxa e Sasha levaram no Twitter
    e o preconceito linguístico

    Denise | Celebridades,Preconceitos,Twitter | Saturday, 29 August 2009

    XUXATWITTER“EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”

    Assim teve início a incursão de Xuxa no Twitter, na semana passada.

    Pra mim, Xuxa é um desastre ambulante. Nela, tá tudo errado. A infantilidade e insegurança que não são exemplo pras nossas meninas, nem meninos; a educação visivelmente equivocada que dá a sua filha; o apego ao que já passou, a dificuldade de se reciclar, mudar, criar algo novo; a incapacidade de mover para etapas seguintes, de ser uma mulher de quase 50 anos.

    Ainda bem que nunca tive nenhuma dificuldade pra afastar Bia da nefasta influência do seu programa, nenhum d@s amiginh@s dela assistiam.

    Mas, voltando ao Twitter. Pra quem não sabe, a loira criou uma conta e se empolgou com ela, escrevendo sem pensar duas vezes (risco que todos nós corremos, no início). E a coisa degringolou.

    Com seu “jeitinho” desorientado e sua visão destorcida da realidade (na qual ela é o centro do universo), pra começar, ela só escrevia em caixa alta (letra maiúscula) o que, até minha mãe já sabe, significa que você está “berrando”, na internet.

    Algumas pessoas avisaram a Xuxa que esse “jeitinho” não era o mais aceitável. Ela se impacientou algumas vezes “PÔ PAREM DE CRITICAR”, mas acabou se resignando a seguir as regras de educação, não sem antes sair-se com essa pérola:

    “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”.

    É que, amig@s, Xuxa não está acostumada com a neutralidade digital, onde todo mundo, a princípio, pode estar no mesmo nível. Ela tinha que “gritar”, para deixar claro que ela é a rainha no twitter também. Lamentável. Vergonha alheia on.

    A essa altura, “É O MEU JEITINHO!” virou o bordão do Twitter, mas ainda tinha mais.

    Eu fui dar uma olhada no Twitter dela (que foi apagado e agora tem outro) e, mesmo conhecendo a peça,  quase não acredito que era real. Uma coisa mal escrita e desconexa.

    Ela está gravando um filme (corram pras montanhas!) e resolveu ir tuitando sobre ele, o que pode ser um uso interessante do Twitter, mas como era Xuxa, ela saiu-se com essa informação preciosa:

    “sasha filmou com um bode e agora vai filmar com uma cobra”.

    A frase já não é das mais sensatas e dá espaço pra muita piada, mas foi a filha quem piorou tudo:

    “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”. (Assim mesmo, uma *sena*, não *cena*)

    Aí, a comunidade brasileira do Twitter foi ao delírio. A mensagem de Sasha espalhou-se como fogo no canavial. Todo mundo ria das duas e se perguntava… como é que pode? elas devem ter recebido mil grosserias, não vi nenhuma, mas quem eu sigo continuava se perguntando… “como é que pode?”

    Xuxa irritou-se:

    XUXATWITTER2

    Como eu disse, a mulher é um desastre, um trem descarrilhado. Precisa urgentemente de orientação, porque ela não pensa antes de escrever, e pra uma celebridade do seu porte, isso é pedir pra ser esculachada.


    Preconceito Linguístico

    Acampanhando o imbróglio acima, lembrei do livrinho “Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno e que eu ADORO  (Compre, é baratinho e delicioso de ler). Em determinado momento, ao analisar o preconceito contra quem troca o L por R, como “probrema”, “Craudia” etc. ele diz:

    “…assim o problema não está naquilo que se fala, mas *em quem fala o quê*. Neste caso, o preconceito lingüístico é decorrência de um preconceito social.”

    A princípio, eu detesto quem critica erros de português na internet. Acho arrogante e preconceituoso. Prefiro que mais pessoas escrevam – errado ou não – do que que se bloqueie a criatividade, em nome de uma gramática que pode ser bem elitista. Escrevam mal, mas escrevam, lê quem quer.

    O preconceito linguístico é terrível  porque tira das pessoas seu direito a expressão, as mantém caladas pra que não sejam vítimas de escárnio. E isso acontece tanto por classe social quanto por região. Como já comentei aqui no blog, conheço nordestinos que não se sentem à vontade nem pra perguntar o preço de uma roupa, num shopping center carioca, por causa do seu “sotaque”. Também conheço blogueiras que pararam de escrever depois de receber insultos pelos seus erros gramaticais. Odeio isso.

    Pensei em fazer esse post porque, apesar de ter me divertido muito com o escracho coletivo às duas, me incomoda muito a crítica aos erros na escrita, que podem calar muita gente.

    Mas, será que o que aconteceu com a Sasha também foi “preconceito linguístico”?

    Antes de dar minha opinião, deixa dizer que tive pena da menina. Apesar dela parecer uma garota fadada a ser insuportável, fora da realidade, quase um personagem creepy de filme noir, ela é uma criança de 11 anos e o que aconteceu foi um bullying de dimensões gigantescas.

    Sasha faz parte de um grupo altamente privilegiado. Ela e a mãe representam muito bem o que existe de pior no “Brazil, que não conhece o Brasil”. O estilo de vida ostensivamente milionário e elitista das “rainha e princesa” é uma vergonha, num país que ainda tem tanta miséria.

    Nesse contexto, pegar no pé das duas e, mais importante ainda, ser ouvido e atingi-las em cheio – o que só foi possível graças à estrutira democrática da internet – foi uma vingança, catarse coletiva contra tudo que elas representam.

    Afinal, a menina tem acesso às melhores escolas e a tudo o mais que uma pessoa pode precisar para ter uma educação formal de primeira qualidade e comete um erro que, como disse alguém, nem seu filho de seis anos, que estuda em escola pública, faria?

    Pra mim, apesar de cruel, não foi um caso de “preconceito linguístico”, mas uma espécie de “acerto de contas”.

    (Da mesma forma que eu não acho que exista *preconceito* contra brancos ou heterossexuais… mas isso é uma outra longa história, que um dia vira post aqui no blog      ;-)

    E vocês, o que acharam?

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    O que eu andei tuitando

    Denise | Internet,Twitter | Saturday, 27 June 2009

    Pra quem gosta de blog, mas ainda não entendeu pra que serve o Twitter, eu diria que é como uma microblogagem, com a desvantagem de que a interação é bem mais difícil – eu não me sinto à vontade pra bater papo via twitter, apesar de não ter nada contra quem faz isso.

    Por outro lado, a necessidade de resumir tudo em 140 caracteres faz com que o twitter seja perfeito pra quem não tem tempo pra  escrever posts mais longos, como eu nos últimos dias.  Totalmente envolvida com Bia e Ted, passei quase uma semana sem postar aqui no blog, mas continuei tuitando, porque era bem mais fácil deixar um recado rápido.

    Sugiro que  tentem o twitter também. É divertido, tem informações interessantes e se não gostar de alguma coisa, basta dar um “unfollow” (deixar de seguir aquela pessoa).

    Esses foram alguns dos meus últimos tweets:

    • Hoje é Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura Boa hora pra lembrar o que foi a ditadura brasileira http://bit.ly/eHFMe
    • Depoimento de Emiliano José sobre as torturas de que foi vítima, durante a ditadura militar http://bit.ly/11twxH
    • Chico e Gil tentando cantar Cálice, com letra censurada e o microfone de Chico desligado http://bit.ly/12l7td #ditadura
    • Video “Doi Codi Nunca Mais” – Parte 1: http://bit.ly/r0Okp e Parte 2: http://bit.ly/L47Q6. Midia Independente.
    • Vídeo Tortura Nunca mais (excelentes depoimentos) – http://bit.ly/HL8OW
    • Há meios legais para punir os torturadores da ditadura? http://bit.ly/14BTkb
    • RT @_arles: RT @emerluis Dilma fez um apanhado das ações de governo em software livre. Economia foi de mais de 100 milhões de reais #fisl10
    • Amamentação na infância e obesidade na idade escolar em famílias de alto nível socioeconômico http://bit.ly/VyVHd
    • Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil, 1996-2007 – Carlos Augusto Monteiro – http://bit.ly/7xczq
    • Evolução favorável da escolaridade materna entre 1996 e 2007 é o fator singular que mais contribuiu para o declínio da desnutrição infantil

    (Continue lendo aqui)

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    Bia chegando em breve e alguns dos meus últimos tweets

    Denise | Bia,Familia, Familia,Twitter | Thursday, 04 June 2009

    boaestilosa

    Daqui a umas 8 horas sairemos de casa pra buscar Bia no aeroporto. Confesso que estou como há 22 anos, ansiosa, arrumando a casa e seu quarto, comprando tudo que eu acho que ela pode precisar. Parece grávida. E por isso, meu sumiço, não tenho tempo nem cabeçla pra mais nada mas, em breve, tudo vai voltar ao normal  :-)

    Bia vem passar exatamente 78 dias aqui. Vai fazer dois cursos de verão na universidade onde Ted trabalha, que além de interessantíssimos (um é sobre cultura e sociedade coreana e o outro é prático, como fazer documentários com abordagem multicultural) ainda vão ajudá-la a se formar no meio do próximo ano.

    Quando ela era pequena, eu adorava levá-la pra ver pecinhas de teatro ou cinema e observar sua reação. Estou curiosíssima pra perceber suas impressões sobre Seul. Aposto que ela também vai adorar.

    Enfim, por enquanto, posts mais elaborados estão suspensos  :-)

    Mas, para quem não me segue, eu deixo aqui alguns todos meus últimos tweets:

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