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    São Longuinho, me ajude!!!!!!!!!!!

    Denise | Historinhas | Saturday, 20 May 2006

    sao_longuinho.jpgEu admiro as pessoas que são bem centradas. Não sou assim, vivo com a cabeça nas nuvens e, se estou feliz, então, aí é que me desconcentro mesmo. Estou sempre perdendo tudo: o controle remoto, celular, documentos, cartões de crédito, remédios, passaportes.

    Cansei de perder carteiras de identidade, no Brasil. Dinheiro, nem se fala. Meu ex-marido costumava dizer que eu só sou viável na prática, na teoria seria impossível.

    Mas, sempre fui assim. Quando fiz 15 anos, ganhei vários colares de ouro, jóias. Era meio riponga, não dava valor nenhum a jóias e resolvi usar como bijouteria (pelo jeito a gente ainda não se preocupava tanto com ladrões, na época, pelo menos, eu não).

    No dia seguinte, tive uma aula de “educação física”, sabe-se lá porque, mas desconfio que por pura rebeldia, coloquei todos colares que eu ganhei na noite anterior, ao mesmo tempo, devia ser uns cinco, seis (naquela época a gente usava uns colares hippies assim, aos montes). Fiz a ginástica e fui tomar banho, deixei tudo no banheiro. Nunca mais vi, claro. Podem imaginar como minha mãe ficou, né?

    Já tentei fazer o que todo mundo diz: “ter lugar pra tudo”, fazer um “check list” na hora da saída, conferir se está tudo na bolsa… o diabo é que sempre estou atrasada e saio às pressas e as coisas saem do lugar e não voltam. Cansei de sair de casa e voltar porque a carteira não estava na bolsa. Aliás, trocar de bolsa é fatal, pra mim.

    Mas, até que, pra gravidade do meu quadro, São Longuinho tem me ajudado. Na Suécia, deixei a carteira, com dinheiro, cartões, tudo, numa loja. Voltei e estava lá, tudo direitinho. Outra vez, já vivendo aqui em Washington, deixei minha bolsa no trem do metrô, com tudo dentro (tenho mania de carregar todos cartões, greencard, etc.), até falei sobre isso aqui no blog, encontrei algumas estações depois. E teve mais uma vez, aqui em DC, que deixei minha câmera digital Canon EOS 20D (é uma câmera grande!) numa loja, voltei e estava lá… ou seja, eu tenho dado muito trabalho ao santo…

    Tanto que, dia desses, a Marcinha, lá no blog da Vanessa escreveu: “Denise peloamordedeus! De novo você perdeu esse cartão, ahahah! Assim nem São Longuinho aguenta “. Hehehehe… pois é, Marcinha, acho que dessa vez ele me abandonou…

    A história é a seguinte… ontem, eu estava muito, muito feliz. Encontrei Ted no metrô, fomos jantar num ótimo restaurante indiano, depois assistimos um filme, daqueles que dá vontade de aplaudir no final, Art School Confidential (depois falo nele, pra não dispesar!), do cinema, fomos pra livraria Barnes and Noble, onde comemos um cheescake divino. Sabe aquela sensação de “This is such a perfect day”? só faltava ouvir Lou Reed ao fundo…

    lifestyle.jpgEstávamos morrendo de rir, porque pedi pra Ted comprar uma revista pra mim, que estava em promoção por 25 centavos. Eu disse que não ia entrar na fila pra pagar 25 centavos, ia morrer de vergonha…

    Ele, como bom americano e prático, não só pagou, como ainda apresentou seu cartão fidelidade, pra receber 3 centavos de desconto. O caixa disse que nunca vendeu nada tão barato na loja. Fomos pro metrô morrendo de rir e eu disse que faria um post sobre isso e ia botar uma foto dele com a revista de 23 centavos…

    Eu tinha um cartão de metrô eletrônico na certeira e, como só íamos ter uma estação, e ia precisar passar o cartão na roleta, novamente, ao chegar no destino, resolvi não botar a carteira de volta na mochila, mas deixar na sacolinha da livraria, com a tal revista de 25 centavos porque era mais fácil de pegar.

    Sentamos pra esperar o metrô e eu tirei a revista, pra folhear, enquanto esperávamos. Como já era meia noite, e a gente ia andar uns 10 minutos pra chegar em casa, meu médo atávico brasileiro, me fez tirar uma grossa pulseira de ouro, que minha mãe me deu e coloquei na mochila, “só pra garantir”.. Por isso, minha atenção ficou toda voltada pra não deixar a mochila no banco.

    Além da mochila, estava segurando várias coisas, casaco, sacola, revista e, de alguma forma, a tal sacolinha com a carteira caiu no banco. Ao entrar no metrô ainda pensei “a mochila tá comigo”… só que a sacola com a carteira, não…

    talcarteira.jpgComeçou a novela para cancelar todos 5 cartões de crédito. Quando liguei pro American Express (do Brasil), a pessoa que achou a carteira já tinha usado o cartão, no metrô mesmo, pra comprar 107 dólares de passagem. Isso já me desanimou, porque mostra que foi alguém mal intencionad@ e que nunca vai devolver minha carteira :-(

    Não tinha quase nenhum dinheiro, talvez uns 10 dólares, eu sempre uso só cartão. Mas, o pior mesmo foi o greencard, que andava sempre comigo porque ainda não tirei uma ID aqui. Para tirar segunda via, não custa menos que 300 dólares. :-( Tinha também meu “social security card”, que é como um CPF, que vai ser um saco pra receber outro. Fiquei arrasada.

    A minha sorte é que Ted é ma-ra-vi-lho-so e me deu todo apoio, me acalmou. Ele mesmo, vive perdendo coisas. Já cansou de deixar casacos e livros nos aeroportos, já deixou o dinheiro no caixa eletrônico, igual a mim, perde coisas o tempo todo.

    Enfim, sabe aquela história de “yo no creo… pero…”? andei abandonando São Longuinho e juro que, se achar minha carteira ou qualquer outra coisa que eu perder, por aqui, vou dar meus três pulinhos. No mínimo, vai ser uma boa aeróbica diária…

    Leiam também:

  • Santos e entidades “achadores” de objetos perdidos
  • São Longuinho, santo “achador”
  • Coisa de gnomo ou de gente atolada?!

    Fotos: (1) “Saint Longinus”, Gian Lorenzo Bernini, 1631-38, Mármore, 450 cm de altura. Basílica de São Pedro, Vaticano; (2) a revista que custou 23 centavos mas, se não fosse ela, não teria perdido a carteira… e (3) a tal carteira que já tinha sido estrela nesse post aqui.

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    Aperta aqui, ali…

    Denise | Historinhas | Sunday, 19 February 2006

    Não sou nem um pouco reprimida, mas não gosto muito de estranhos pegando em mim, não. Ainda assim, sacrifico esse “princípio” por uma boa massagem, especialmente quando bem feita. Onde eu vou, especialmente se for trabalhar e tiver algum dinheiro, sempre procuro uma sessão de massagem pra relaxar. Então, lembrei de contar duas historinhas interessantes pra vocês, ambas acontecidas na Tailândia.

    Massagem Erótica

    eu_massagem.jpg

    Em 2000, estava hospedada com mais duas amigas e um casal em um bom hotel, em Bangkok. Tínhamos acabado o trabalho e estávamos mais uns diazinhos pra fazer turismo.

    Depois de um dia de muita caminhada no golden temple, decidimos relaxar com uma massagem que vimos anunciada no próprio hotel. Fomos recebidos numa sala espaçosa, com quatro colchões, separados por cortininhas de tecido fino.

    A massagem não era ruim, de jeito nenhum mas, pra mim, tinha um pouco de “contato corporal” demais (observe na foto acima a pressão da perna da moça!). Não era uma massagem apenas com as mãos, mas ela usava várias partes do corpo e, ainda por cima, tinha uma pressão em pontos que, ficamos sabendo depois, eram bem erógenos (alguns mais, outros menos óbvios). Resumindo, era uma “massagem erótica” e não sabíamos. Nós, moças desacompanhadas, tivemos que tomar um banho de água fria, depois.

    Já o casal, esqueceu de levar gorjeta pras moças. Então, uma delas, a que massageou o marido da minha amiga, e era a mais bonita, uma moça lindíssima, insistiu em subir com eles, pra pegar a gorjeta no quarto dos dois.

    Ao chegar lá, ela entrou, elogiou o quarto, sentou na cama e começou a se insinuar… ou seja, ela “deixou o moço louco” durante a massagem e depois queria fazer uma “ménage a trois”, cobrando, claro… minha amiga ficou danada da vida, botou a tailandesa pra correr, e não desgrudou mais do marido…. hehehehe…

    Disclaimer: Tenho todo respeito pela profissão de massagista, o que o meu casal de amigos passou foi uma roubada, mas quem faz massagem de verdade, é sempre muito sério.

    Massagistas cegos da Tailândia

    blind_masseur.jpg

    A massagem feita por cegos é tradicional em toda a Ásia. A falta da visão, atiça os outros sentidos e acredita-se que isso os faz massagistas muito especiais. É, também, uma excelente forma de geração de empregos.

    Em 1996, estávamos num Fórum Mudial de Amamentação, sediado na Sukhothai Thammathirat Open University, perto de Bangkok. Criaram uma sala onde os famosos massagistas cegos da Tailândia pretendiam ajudar @s participantes do evento a relaxar.

    Loucas pra provar de tudo, lá fomos nós, eu e minha amiga Maria Inês, também brasileira, experimentar a tal massagem. Era uma grande sala com muitos colchões, em cada um um massagista, muita gente conhecida da gente.

    Os massagistas não paravam de falar e rir, rir muito. No começo a gente estava no maior silêncio. Depois, pouco a pouco, cada uma começou a rir alto e a fazer comentários, também…

    O negócio era o seguinte, a massagem doía muuuuuuuuuuuito, mas muito mesmo. Eles andavam em cima da gente, apertavam, faziam a gente dobrar toda e, no começo, a gente achava tudo maravilhoso, exótico… achamos que só ia doer na hora, mas depois íamos ficar nas nuvens, relaxadíssimas…

    Que nada. Saímos, todas, da sala, mal conseguindo andar e passamos o resto do evento quase mancando de dor. Tive dores em locais que nunca tive antes como no meio da “parte inferior da perna”…

    E o mais engraçado era que, durante a massagem, a gente se sentia como uns pedaços de carne jogados prum lado e pro outro e, como eles falavam Thai, a gente ficava só imaginando porque eles riam e o que falavam tanto: “essa aqui tem uma bundinha gostosa”“essa aqui tá tão barriguda que parece grávida”“e essa, é bem coxuda…”… hehehe…

    Bom, nunca vamos saber mesmo o que eles falavam e riam tanto, mas uma coisa eu sei, nunca mais arriscarei uma massagem com os tais “famosos massaagistas cegos da Tailândia”, só de lembrar, dói… hehehe…

    Fotos: (1), eu, recebendo a tal massagem erótica, e morrendo de rir, perguntando à minha amiga (em espanhol) se ela tava gostando de tanto “contato corporal” com as tailandesas… hehehe… e (2), gravura de um massagista cego, tradicional, do japão, cerca de 1900, do Fine Arts Museums of San Francisco.

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    Todo dia é uma novidade

    Denise | Historinhas | Friday, 25 February 2005

    2402a.jpgPois é, ontem acordei bem disposta a meter o pé na neve, como disse no post aí abaixo. Me encasaquei toda, coloquei luvas, e tudo mais, e fui pra rua.

    Desisti de levar as câmeras pro conserto porquê não conheço o endereço e a situação climática não era das melhores pra me perder. Peguei minha câmera e fui pro National Mall, lugar que fica lindo quando neva, tudo branquinho…

    Antes, parei na Hechts pra comprar uma sombrinha porque a neve caía tanto que não dava nem pra andar direito, porque os flocos caíam nos olhos. Acabei comprando outras coisinhas e saí de lá com uma sacolinha o que é um perigo, pra mim… acabo deixando em algum lugar.

    Peguei o primeiro metrô. Peguei a segunda conexão, curtinha, ao descer dessa olhei pra minha mão e achei que tinha algo faltando… a sacola estava comigo… o que poderia ser??? hummmm??? a bolsa!

    Exatamente, querid@s, deixei a minha bolsinha cor de rosa, linda, com meu greencard, cartões de crédito americanos e brasileiros, cartão do plano de saúde, fotos com Ted, barrinhas de cereais low carb, a chave de casa e 2 CDs que eu tinha acado de gravar (um de Madonna e um com umas musiquinhas tipo Radiohead, REM, Miss Kitten e outros), ticket do metrô e dinheiro nenhum!

    2402j.jpgMas, como eu sou muuuuuuuuuuuuuuito tranquila (Pink e minha mãe iam dizer que é “leseira” mesmo…), fui lá no guichê do metrô, calmamente, falei com o responsável pela estação e pedi pra ele tentar localizar minha bolsa.

    Aí pedi pra ele me deixar ir lá em cima telefonar pro meu marido (meu celular não funciona no metrô!!). Como meu ticket de metrô foi perdido na bolsa e eu não tinha nem uma moedinha, tinha que garantir que ele me deixava voltar…

    Saí, liguei pra Ted, pedi pra ele cancelar os cartões americanos e bem… aí eu já tava lá, mesmo, né? aproveitei e tirei várias fotinhas, incluindo essa lá em cima… já viram minha cara de preocupada né? mas, não deixei que isso atrapalhasse meu programa… ;)

    Tiradas minhas fotos, desci e, depois de várias ligações internas, o funcionário do metrô encontrou minha bolsa, em outra estação, alguém tinha deixado lá, sem tirar nadinha de dentro! vale salientar que tinha um cartão de crédito novo, que eu não tinha nem assinado ainda e aqui, nos EUA, eles não pedem carteira de identidade pra passar cartão, ou seja… perigooooooooo…

    Calmamente, peguei minha bolsa e, como já estava na linha de casa, voltei, dei uma paradinha na TJMax (fotos aqui), uma loja de departamentos, tipo outlet, que vende roupas de marcas famosas bem mais baratas, e comprei o presentinho da amiga de Bia.

    2402e.jpgAntes de voltar pra casa, dei uma paradinha deliciosa num parquinho aqui perto, que estava cheissimo de neve, lindo de morrer, parecia coisa de filme!

    Ainda bem que, em momento nenhum, me desesperei por perder a bolsa, o mais importante era não perder meu dia de neve! e eu tive sorte, no final, deu tudo certo!

    Meus dois maridos, o atual e o anterior, costumam dizer que, comigo, o que não falta é novidade, algo está, sempre acontecendo por aqui… hehehe…

    casaneve1.jpg
    As casinhas, com neve no telhado, vistas do janelão do meu quarto.

    casaneve4.jpg
    Na frente do meu prédio.

    casaneve3.jpg
    A criançada aproveitando o restinho da neve, hoje de manhã.

    Agora, venham passear comigo, nas fotos…

    O segredo da minha calma (ou "leseira")

    Ihhh… isso já foi tão comentado aqui no blog… Mas, Jackie, querida, deixa te contar o meu “segredo” pra tamanha calma (ou leseira como afirmou meu amigo Gui… hehehe). Vou começar contando uma historinha…

    Minha mãe é meu oposto (por aí já se explica um pouco hehehe…). Ela é do tipo “atacada”, está sempre preocupada com alguma coisa. Eu aqui, nos EUA, com 40 anos, minha mãe ainda fica no MSN até tarde, preocupada, se eu tiver saído sozinha…hehehe… parece ela na janela, há 20 anos atrás… hehehe…

    Um dia, minha mãe resolveu trocar o quarto dela (os móveis), depois de décadas. Pra se desfazer dos móveis antigos, colocou-os na calçada e um pessoal passou e pegou.

    Eu já estava na Suécia. Daí ela me liga aos prantos. Ela tinha esquecido que tinha colado boa parte das jóias (lindas e antigas) embaixo da mesinha de cabeceira da cama, como se fosse um fundo falso, há anos atrás (É nisso que dá ter cuidado demais!).

    Minha reação, foi: “mamãe, tem algum jeito de recuperar?”. Ela: “Não, não sei nem quem levou”. “Então, é o seguinte, faz de conta que nunca teve essas jóias”… simples, assim…

    Essa é a minha forma de lidar com essas perdas materiais. Já perdi dinheiro que ganhei suando muito, já perdi jóias e livro em avião e metrô nem se fala….Adianta de alguma coisa ficar desesperada?

    Dinheiro a gente perde e ganha de novo (pouco, mas ganha) e minha saúde mental é muito mais importante que qualquer coisa. Eu acho que a gente tem que ser rápida, fazer o que precisa ser feito pra recuperar o que perdeu e, depois, quando não tiver mais nada a fazer, relaxar e esquecer.

    Claro que quando percebi que tinha perdido a minha bolsa, anteontem, fiquei tensa, deu uma taquicardia… mas respirei fundo, tomei as providências e depois me acalmei e fui aproveitar a neve no National Mall e tirar as fotos que era o que eu queria. Não ia deixar esse problema atrapalhar meus planos!

    Isso não quer dizer que não fico mau-humorada, de vez em quando (ou até constantemente, às vezes) isso é outra coisa. Nos meus últimos dias no Brasil, antes de vir pra cá, da ultima vez, eu tinha tido tanto problema que estava chatíssima… mas precisam ser problemas muito grandes pra estragar meu dia (ou muito calor, claro!).

    Nosso blog é interativo…

    Estou cheia de assuntos e não consigo decidir, sozinha, sobre qual vou falar. Então, vou fazer mais uma consulta a vocês.

    Qual post vocês preferem que eu escreva?
    10 Anos do Movimento Mangue Bit.
    Esse misterioso mundo dos blogs.
    A amizade (e o amor) virtual.
    Mais sobre o Big Brother Brasil

    Resultado da Enquete:

    10 Anos do Movimento Mangue Bit 20,00% (20 votos)

    Esse misterioso mundo dos blogs 26,00% (26 votos)

    A amizade (e o amor) virtual 42,00% (42 votos)

    Mais sobre o Big Brother Brasil 12,00% (12 votos)

    Total: 100 votos

    Importante: Vou responder a todos os comentários do dia 24 e 25, mas é que não estou me sentindo muito bem. Acho que peguei um resfriado. Portanto, aguardem até a segunda-feira, OK? beijocas e um final de semana em paz, pra todo mundo!

    Correção urgente: Gente, morri de rir com a minha mãe, ela me escreveu pra lembrar que o meu “parteiro” foi Inocêncio Oliveira, que é médico e também foi presidente da câmara em outros tempos… hehehe… é tudo pernambucano e “alma sebosa”, por isso confundi… quando ela falou, eu lembrei… é isso mesmo! sorry… hehehe…

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    Ninguém nasce feito

    Denise | Auto Estima,Historinhas | Wednesday, 23 February 2005

    pulpfiction2.jpgEstava refletindo sobre as questões que meus últimos posts, sobre idade, beleza e Camilla, levantaram aqui. Aí pensei que, antes de tudo, não gostaria que ficasse a impressão de que sou “perfeitinha”, porque eu já tive – e até tenho – os meus preconceitos, já que o que a gente aprende ao longo da vida é muito difícil mudar completamente…

    No entanto, é obrigação da gente, na minha opinião, refletir, aprender e crescer com as experiências, senão não terão valido de nada.

    Vou contar três historinhas pra você, bem “demonstrativas” e, pelas quais, vocês já podem até ter passado (eu adoraria saber!). Elas mostram o quanto eu também já valorizei a juventude e beleza, acima de tudo.

    Carentes de Atenção

    pulpfiction3.jpgHá muitos anos, acho que em 1992, fui com uma amiga pra um congresso, no Rio de Janeiro. Numa das noites, eu, minha amiga e mais umas duas moças, caimos na balada do Baixo Leblon (quente, na época). Éramos três mulheres produzidíssimas e uma que seria o que se chama, aqui nos EUA, “tomb-boy”, cabelo curtinho, magrinha, roupa sem graça, mais super divertida, inteligente, esperta. Confesso que tinha pena dela, por ser tão desengonçada.

    Chegamos num bar e conhecemos um rapaz e mais um casal bem divertidos. Eu e minha amiga estávamos casadíssimas e super apaixonadas, portanto, registre-se que não queríamos nenhum “affair”.

    Mas, sabe como mulher pode ser, né? quer chamar atenção! De repente, o cara esquece que nós – lindas e maravilhosas – existimos e se encanta pela que a gente achava tão sem graça… “mas, como asim???”… ninguém entendia nada. No final, ela saiu com o telefone dele, e os dois não se desgrudaram mais.

    Garotas Ameaçadoras

    pulpfiction4.jpgHá alguns anos, estávamos, eu e Ted, em um Congresso de Aleitamento Materno, como palestrantes. Ele, por vir da Suécia e ter um trabalho fantástico, era o palestrante principal do evento. Mais de 1200 pessoas assistiram à palestra dele deslumbradas. Como nosso público é formado, principalmente por pessoal de enfermagem, nutrição e medicina pediátrica, eu diria que uns 97% eram mulheres.

    Numa das noites, tivemos a famosa festa de confraternização. Quem foi pra congressos sabe como é com palestrante principal… como cantava o saudoso Adoniran Barbosa “Eu sou a lâmpida e as mulher é as mariposa”. Todas aquelas menininhas, estudantes, lindas e uns 10 anos mais novas que eu, praticamente avançaram em Ted. O “poder” é afrodisíaco, já dizia Ulisses Guimarães.

    Nós ficamos sentados na primeira fileira de mesas, de frente pro salão de danças, e eu olhando o povo rebolar… aí fui percebendo que as meninas estavam fazendo tudo que podiam pra chamar a atenção de Ted.

    Dançavam na boquinha da garrafa, rebolavam o tchan e olhavam pra ele pra ver a reação… claro que eu, no começo quase morro de ciúmes (como boa latina de sangue quentíssimo!). Até que eu percebi que ele não tinha olhado pra elas uma única vez (juro por Deus!) e todos os olhos eram somente pra mim. “Mas, como assim???”… não é essa a lógica…

    A Namorada Misteriosa

    pulpfiction1.jpgNo finalzinho de 2001, por eu já ter dito a Ted que não mudava do Brasil de jeito nenhum, pelo menos não naquele momento (e já estava claro que não funcionaria pra ele viver em Olinda), não vimos outra saída a não ser acabar nosso relacionamento.

    Em setembro de 2002, nos re-encontramos no Fórum Mundial de Amamentação, em Arusha, Africa. Ele me disse que estava com uma namorada, há apenas dois meses, que ela estava no evento, mas não podia me dizer quem era, porque ela não queria.

    Gente, imagina a curiosidade. Passei a tentar descobrir, entre as centenas de pessoas do evento, quem seria a tal namorada misteriosa. Ele tinha passado os ultimos dois meses trabalhando em um país específico e a lógica seria que ela fosse de lá.

    Minha primeira reação foi, ter certeza que era uma garotinha super esperta, americana, de uns 20 e poucos anos, linda, loirinha de olhos azuis, que era voluntária na instituição. Ela parecia ser meio estranha comigo, sei lá porque (sabe quando a paranóia bate?)… então, tinha que ser ela…

    Pra piorar, um dia, eu ia passando e ela me ofereceu um pedaço de “chocolate sueco”, com uma cara maliciosa e provocativa (que estava só na minha cabeça, claro). Fiquei furiosa e, pro espanto total da menina eu disse “querida, já comi tanto desse chocolate que enjooei… faça bom proveito dele, agora”. Ela, atônita, respondeu: “OK!”… hahahahahaha…

    Enfim, pra resumir, depois de pagar vários micos desses, acabei descobrindo que a mulher com quem ele estava namorando tinha 46 anos, portanto 8 anos a mais que eu, na época, estava longe de ser bonita pelos padrões tradicionais e o pior, era minha melhor amiga!

    “Mas, como assim???”… isso não se encaixava na minha lógica brasileiríssima. Ninguém “troca” uma mulher por outra mais velha e “mais feia”… ou não?!

    Enfim, o final da história vocês já sabem, redescobrimos que não podíamos viver separados e esse susto me fez decidir mudar, de vez, pra Suécia ou qualquer lugar onde ele estivesse. Rimos muito das minhas previsões furadas… e ele nunca conseguiu entender como eu achava que ele iria se interessar por aquela menininha… (sou brasileira, meu caro!)

    Conclusão

    pulpfiction5.jpgLeva tempo pra gente superar nossos pré-conceitos. Eles estão arraigados demais, são parte da nossa história e são lembrados à gente a cada dia, pelos meios de comunicação, pelos amigos e até pela família. A gente não tem culpa de ter conceitos equivocados, mas isso não é motivo pra não querer crescer, melhorar e aprender.

    Portanto, não tenho, com esses posts, nenhuma intenção de criticar ninguém, mas apenas levantar uma discussão, fazer pensar. Rever os conceitos.

    Imagens: Capas de Livro “Pulp Fiction”.

    Pulp Fiction: literatura barata, publicada em papel vagabundo, nos EUA entre os anos 1920 – 1955 e que virou cult depois do filme de Tarantino.

    A realidade, às vezes, parece Pulp Fiction.

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    O dia em que saí correndo da gruta…

    Denise | Historinhas | Tuesday, 18 January 2005

    lapao.jpg

    Hoje eu resolvi contar um “causo” pra vocês.

    Aconteceu há uns 4 anos, quando eu fui com Bia e uma amiga dela, Camila, pra Chapada Diamantina. A gente foi completamente livre, pra encontrar hotel e guia turístico lá em Lençóis. Ficamos em uma pousadinha bacana e encontramos logo nosso guia.

    A Chapada é o lugar mais lindo que já vi. Apressadinha, como sou, no mesmo dia em que chegamos, já seguimos pra uma gruta, que fica não muito longe da cidade, e onde – todos repetiam – foram gravadas cenas de uma novela.

    A gente saiu com um guia muito legal e um grupo pequeno mas, logo no início, Camila começou a passar mal e a gente resolveu dar uma paradinha, pra ela descansar, e achamos que, depois, não ia ser difícil alcançar o grupo (erro imperdoável!).

    Ficamos na sombra, um pouco, e depois começamos a andar, mas o grupo já estava longe. Ao passar por uma casinha, que ficava isolada, no meio do caminho, toda decorada com mosaicos, bem bonitinha, um morador da cidade, perguntou se a gente precisava de ajuda e disse que conhecia um atalho e podia levar a gente até onde o pessoal deveria estar, àquela altura…

    Fiquei meio desconfiada, mas achei que era puro preconceito meu, porque o homem estava sem camisa, mal vestido… como eu detesto ser injusta, fiquei com vergonha de dizer ao cara que não queríamos ir com ele (dã!!!!)… aí lá fomos nós…

    Mas a gente ia andando, andando e o caminho parecia cada vez mais esquisito (era um atalho!), até quando o tal “guia alternativo” disse que dava tempo de parar no caminho e ver um pouco da gruta do Lapão e que, depois, a gente alcançava o grupo… aí fui ficando cada vez mais desconfiada…

    A gente chegou na gruta, que é a coisa mais linda, mas é escura e o medo fazia parecer ainda meio estranha, cheia de entradas e saidas como um labirinto…

    De repente, me dei conta do que estava acontecendo… eu estava com um desconhecido e duas meninas de 13 anos de idade num lugar distante, “esquisito”, de onde não adiantava gritar, porque ninguém ia nos ouvir… e comecei a me apavorar…

    Quando estava no auge da paranóia… o cara, de frente pra gente, tira uma coisa do bolso da bermuda… ali estava ele, com uma cara “ameaçadora” e o raio de sol que entrava por uma fresta da gruta fazia a tal coisa brilhar e parecia um canivete ou uma faca…

    Não quis nem saber, comecei a gritar : “CORRE!!!!!”… Bia e Camila, sem entender nada, começaram a correr, comigo, feito loucas pra fora da gruta… imaginem a cena… as três correndo com um cara atrás da gente gritando pra gente parar…

    Ao chegar fora da gruta, depois de correr muito, Bia pergunta o que houve… e quase morre de rir, quando eu disse que o cara estava com uma faca e podia querer estuprar a gente e, na dúvida, preferi não arriscar…

    Ela disse: “Só se ele for estuprar a gente, ameaçando com um cortador de unha” hahahaha… pois é, meus amigos e amigas, o pobre senhor tinha tirado do bolso um inocente e pequeno cortador de unha pra retirar das rochas um pouco de um pó colorido que os guias usam pra pintar os rostos dos turistas, só de brincadeira…

    Pensem no mico… fiquei morrendo de vergonha do homem, tentei enrolar, dizendo que tinha me dado dor de barriga e eu quis voltar pro hotel, correndo. Ele ficou irritado e levou a gente de volta ao ponto de partida… hehehehe… até hoje, Bia faz gozação do meu desespero enquanto gritava “CORRE!!!!”… mas, francamente, vocês também não ficariam com medo???

    Além do mais, pensem bem, retirar o pó da rocha não é nada ecológico, né????
    ;)

    Ps.: A gruta da história é a mesma dessa foto aí acima, a qual, infelizmente, eu mal vi, porque não passei mais que 5 minutos lá e nunca voltamos. Possui 1km de extensão e cerca de 10 m de largura, com uma boca de saída de 60 m de altura. É uma das maiores grutas de Quartzo da América do Sul e a segunda maior do Brasil.

    Foto: Janaína Fidalgo, da Folha Online

    ___________________________________________

    Querid@s, estou cada vez mais enrolada… além de não ter tempo pra nada, enquanto estou no Brasil, o computador lá de casa “morreu” de vez, hoje de manhã. Estou escrevendo nos intervalos das reuniões, no Origem. Morrendo de saudades de vocês mas, quando chegar em Washington, vou atualizar minhas leituras dos blogs. Aliás, esse vai ser um post que vou escrever, em breve… a importância dos amigos virtuais na vida da gente! Beijinhos e até breve!

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    Sonambulismo

    Denise | Historinhas | Thursday, 22 April 2004

    sleepwalkerverde.jpgEu durmo muito mal. Não tenho insônia, mas tenho muitos pesadelos, às vezes até apnéia e, se tiver tido um dia muito agitado, posso ser bem sonâmbula. Falo e ando dormindo desde a adolescência.

    Mas, ontem aconteceu uma coisa engraçada e surreal. Ted tá viajando, então, preocupada com a possibilidade de andar pela casa, e até abrir a porta e sair, decidi fechar a porta do meu quarto de chave e guardar a chave na gaveta.

    Gente, lembro de ter levantado, de madrugada e pego a chave e tentado abrir a porta do quarto, ai meio que “acordei”, guardei a chave e fui dormir de novo.

    De manhã, acordei e fui na gaveta pegar a chave e abrir a porta… não estava lá!!! procurei por todo canto. A porta do quarto está fechada, mas a chave sumiu!!

    A minha sorte é que a janela do meu quarto é enorme e dá pra varanda, fora de casa (veja foto aqui). Bia foi pra escola e deixou a porta da frente aberta. Então, eu sai pela janela (de roupão!), e entrei em casa pela porta da frente!

    Engraçado é que, aqui em nosso condomínio, temos uns cartazes espalhados pelos prédios dizendo que existe um tipo de “vigilância comunitária”, ou seja, entre os vizinhos, temos voluntários que ficam de olho pra evitar assaltos ou roubos… Imagina se eles me vêem pulando pra dentro de casa pela janela do quarto e chamam a polícia???

    Meu Deus, só comigo mesmo! hahahaha…

    Agora, tenho que voltar lá no quarto e continuar procurando… já olhei por todo canto e não consigo imaginar onde, dormindo, eu posso ter colocado essa chave!!!!!!!!

    Bia vai fazer mais uma comemoração do aniversário, dessa vez com a turma da escola, depois da aula e eu prometi que às 3 da tarde, quando eles chegam, eu não estaria mais por aqui… Ai, ai… como eu vou achar uma chave que escondi dormindo???

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    Gente, só pra ir atualizando vocês… nada de encontrar a tal chave… e agora sou uma “sem teto”, por que fui expulsa lá de casa, temporariamente, pra Bia poder comemorar o aniversário com a turma do colégio… como já são 4 da tarde e NADA fica aberto aqui (museus, galerias de arte etc) depois das 4, não estou a fim de entrar em lojas, e tá frio pra dedéu…estou num cyber café… hehehe… só pra variar :)

    Ao voltar pra casa vou ter que pular a janela de novo e continuar na busca… tadinho de Ted que chega hoje de viagem e, pelo visto, vai ter que se preparar para escalar a janela também hehehehe… imagina quanto não custa chamar um chaveiro na Suécia???? nem pensar! ai, ai meu São Longuinho!!!

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    chave.jpgOlha ela aí!!! achei a tal chave! onde estava? hummm… bem… estava na gaveta onde tinha colocado mesmo. É uma gaveta cheia de envelopes com selos, cartões telefônicos e moedas que Ted coleciona. Resolvi olhar um por um e não é que a chave tinha “entrado” em um deles? heheehe… Obrigada São Longuinho!!! e obrigada a todos vocês pelo apoio ;)

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