Muito bacana
Não Gosto dos Meninos from Mirada on Vimeo.
Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”. Esse merecia estar no kit anti-homofobia.

Ouça Comigo:


Não Gosto dos Meninos from Mirada on Vimeo.
Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”. Esse merecia estar no kit anti-homofobia.
Esse vídeo (com legenda em português), rendeu uma ótima discussão no Facebook. Sei que não dá muito pra comparar, mas eu ainda acho que é mais difícil ser negro no Brasil. O que vocês acham?
Segundo pesquisa do Grupo Gay Bahia, no ano passado, foram assassinados, no Brasil, 198 homossexuais, 9 a mais que em 2008 (189 mortes) e um aumento de 61% em relação a 2007 (122). Dentre os mortos, 117 são gays (59%), 72 travestis (37%) e 9 lésbicas (4%).
“Estes números são apenas a ponta de um iceberg de sangue e ódio, pois não havendo estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, nos baseamos em notícias de jornal e internet, uma amostra assumidamente subnotificada. O Brasil é o campeão mundial de crimes contra LGBT: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25.”
Luiz Mott, fundador do GGB.
Leia o artigo completo no site do Grupo Gay da Bahia.

Manifestantes preocupados em defender as medidas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, vão promover um “beijaço” público (Kiss in) no próximo dia 7 de fevereiro, em São Paulo. O evento está marcado para a avenida Paulista, esquina com a rua Augusta, às 17 horas.
O objetivo é defender medidas contempladas no PNDH-3, dentre elas:
- a união civil entre pessoas do mesmo sexo,
- a criminalização da homofobia,
- a adoção homoparental
- a legalização do aborto e
Tais propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa comercial e lideranças religiosas.
Fruto de uma mobilização feita via Twitter e redes sociais, os manifestantes pretendem, segundo o jornalista Augusto Patrini, expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas. “Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado”, defende Patrini.
Distorção midiática
Um dos textos que falam a respeito da manifestação, disponível aqui, lembra que, ao contrário do que vem sendo divulgado na mídia tradicional, o plano foi amplamente discutido por meio de um processo que culminou na Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em 2008. No entanto, após sua divulgação em dezembro do ano passado, “passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos”, diz o texto.
Leia também: Elas são mais corajosas – Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia.
Foto: Cena do seriado Six Feet Under
Atenção: para os ouvidos mais sensíveis, tem palavras que podem “chocar”! Mamãe, nem veja… hehehe…
Um dos momentos mais importantes da vida de gays e lésbicas deve ser a saida do armário. E, na minha opinião é um passo importante para se colocar no mundo, afinal, não tem motivo nenhum pra se envergonhar das suas orientações sexuais. Nos EUA tem até o Dia Nacional da Saída do Armário, quando se fala muito no assunto e existem grupos de apoio a jovens nessa hora.
Eu recebi o link desse vídeo no Twitter (sorry, esqueci quem postou) e morri de rir. A dublagem pro português é PER-FEI-TA! nunca vi nada igual! mas, sei lá, às vezes quando a história não é com a gente, é mais difícil avaliar se é legal ou não. Eu achei divertido, o menino é lindo e é uma forma engraçada de abordar a questão.
Mas queria mesmo é saber a opinião de tod@s vocês, e muito especialmente d@s amig@s gays! que tal o vídeo? uma brincadeira saudável ou os estereótipos incomodam? sei que tem seus exageros, mas me pareceram inofensivos, o que vocês acham?
Recado da Carol S
Então, eu gosto do uso dos clichês. Ou melhor, da apropriação deles. Porque se pega o que é usado pra estigamtizar o grupo (digamos, “ser cabelereiro”, haha) e se reinventa: se torna ORGULHO o que antes era VERGONHA.
Não é uma estratégia ótima?Mas tem GLBT que não curte, que na minha opinião não sabe lidar com a estigmatização. Que ao invés de desafiá-la a reforça quando tenta se separar individualmente do grupo social ao qual pertence -tipo, “sou gay mas não sou afeminado; sou lésbica mas não sou sapatão”.
Oi, colega? Não dá pra ver que isso é reinterar a lógica homofóbica? Que libertário mesmo é dizer “então, sou caminhoneira mesmo, só como de colher”, mesmo que não tenha nada a ver; porque não é o ponto quanto nós GLBT’s DE FATO nos encaixamos nos clichês, o ponto é descontruí-los até chegarmos ao ponto em que todos vêem o que eles realmente são, apenas clichês.
*É claro que essa explicação toda só é lógica CONSIDERANDO que nem todas as caminhoneiras (leia-se mulheres que dirigem caminhões) comen só de colher.
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Interessante, Carol, até porque tem uma diferença enorme entre a apropriação dos clichês de forma inteligente e as piadinhas preconceituosas, que eu detesto.
Atualização:
Dia Nacional de Sair do Armário – 11 de outubro!
Todo dia é dia se se viver como somos, mas 11 de outubro no Brasil passará a ser um dia especial quando o assunto for viver longe da mentira e da omissão no que diz respeito à homossexualidade, à bissexualidade e à identidade de gênero. O Estruturação – Grupo LGBT de Brasília, a partir deste ano, passará a comemorar o 11 de outubro, Dia de Sair do Armário.
O objetivo é envolver lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e heterossexuais na construção de uma realidade em que a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero possam ser vividas de forma livre e respeitosa. Algo que passa, necessariamente, pelo bem-estar individual de se colocar na sociedade como LGBT sendo-se verdadeiramente quem se é. Não acreditamos em um conceito de integridade psicológica, base para uma vida plena como cidadão/ã e ser humano, no qual uma pessoa precise mentir, omitir ou dissimular sua orientação sexual e sua identidade de gênero para poder estar em sociedade.

Eu tenho lido muita coisa boa sobre o Brasil e, aqui de longe, fico feliz ao ver o país sendo respeitado pela comunidade internacional. Mas, quando leio uma matéria como essa, do jornalista Mahomed Saigg (Jornal O DIA), dá uma tristeza. A gente ainda tem muito chão pela frente, na área de direitos humanos.
Já ouvi horrores sobre a situação dos homossexuais em diversos países, inclusive aqui na Coreia, e brasileiros (principalmente quando estão longe) gostam de acreditar em sua “cordialidade”, mas a verdade é que ainda precisamos aprender a respeitar as diferenças e o Brasil é um dos países mais homofóbicos do mundo, onde um homossexual é morto a cada dois dias.
Mahomed Saigg denuncia que:
“Moradores de favelas da cidade do Rio e da Baixada Fluminense, gays, lésbicas, travestis e transgêneros vêm sendo caçados por traficantes e milicianos nas comunidades onde moram. Espancados e humilhados em público, muitos acabam assassinados. Outros, com um pouco mais de sorte, são ‘apenas’ expulsos das favelas — após sessões de tortura.
(…) ‘A opressão contra os homossexuais nas favelas vem aumentando a cada dia. Nas pesquisas de campo a gente descobre que a maioria dos casos não é registrada. E, mesmo quando as vítimas resolvem procurar a polícia, muitos preferem não revelar sua orientação sexual por temer mais violência’, afirma o Presidente do Grupo Conexão G, Gilmar Santos
(…)”“Bater e matar homossexual já virou entretenimento popular nas favelas. Mas não vamos ficar assistindo a esse ‘homocausto’ (holocausto de homossexuais) de braços cruzados. Já que não temos força política para brigar por nossos direitos, esta é uma maneira de tentar nos proteger dessa violência”, explica Marcelo Cerqueira, do Grupo Gay da Bahia.”
A questão é que, no Brasil, geralmente, só é notícia na mídia corporativa, quando um gay é assassinado na praia de Ipanema ou espancado na parada gay, mas é de arrepiar saber que isso está acontecendo todos os dias nas favelas.
O número de assassinatos de homossexuais cresceu 55% no País entre 2007 e 2008, quando foram identificados 190 casos, média de mais de um a cada dois dias, segundo o Grupo Gay da Bahia.
Vocês que estão no Brasil conseguem perceber esse retrocesso? fiquei abismada com esses números! sempre soube da intolerância contra gays, mas o quanto essa barbaridade tem aumentado e a que ponto chega, é novidade pra mim. Muito triste.
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Depoimento da Carina, do blog Nerds Somos Nozes:
Denise,
Posso falar por aqui em São Paulo. Quando eu saia para baladas góticas o que me chocava e ainda choca é a violência entre as Tribos Urbanas que são numerosas na Capital.
Grupos de Skinheads, de Carecas (uma das cabeças de Hidra dentro do movimento Skinhead é que é muito mais extremista), White Powers e Puks barbarizam as noites paulistanas no cenário underground frequentado por góticos, emos e indies entre outras.
São essas três últimas que mais sofrem a violência constante, visto que por caracteristicas próprias, tendem a agregar um número alto de homossexuais.
O alerta maior fica por conta do fato de que todas essas Tribos são formadas em sua maioria por jovens, de pré-adolescentes a faixa que vai aos 23 anos e que desde cedo ficam expostos a discriminação, ao preconceito e a violência sem que o poder público e a sociedade se quer façam um movimento em direção a acabar com todos esses abusos. Vez ou outra um caso aparece no noticiário, infelizmente quando ocorre um assassinato.
Em breve farei uma série de post lá no NSN sobre todas as Tribos Urbanas que fazem parte da contracultura paulistana, mostrar o lado legal e denunciar o lado terrível.
E só para constar, tirando os Punks e alguns Skinheads, para as outras Tribos “do mal”, a mulher é depreciada, objetificada e tratada pior do que na Idade Média e infelizmente tem muitas meninas que acham lindo e poderoso namorar um idiota desses. Lamentável…
Beijos
Comentário interessante da Adília:
A causa dos homossexuais está muito ligada à causa feminista, pois o ódio contra os homossexuais é o produto natural de uma sociedade de supremacia masculina que para se manter tem de reforçar a identidade masculina e não pode permitir-se abrir brechas; ora de acordo com a lógica do sistema os homossexuais são uma vergonha para o macho tradicional. Daí ser curioso constatar a solidariedade, as vezes mesmo inconsciente, das mulheres para com os homossexuais, que já não é tão visivel em relação às lesbicas.
Adorei esse vídeo. Um rapaz irlandês sai perguntando a todo mundo: “Posso pedir a mão de Sinead em casamento?”. No final, a legenda:
“Como você se sentiria se tivesse que pedir a permissão de 4 milhões de pessoas para casar? Lésbicas e homens gays têm negado seu direito ao casamento civil na Irlanda”
No vídeo, 하리수, ou Harisu (Hot Issue), estrela de uma campanha de cosméticos… quem acha que entende alguma coisa da Coreia, não entendeu nada.
Percebam o pomo-de-adão…
Estou escrevendo sobre a Love Parade, aguardem mais um pouco…

Aqui já é sábado e estou me preparando pra ir pra Parada Gay. Bia tem um pic-nic com uns amigos que já fez por aqui e só vai mais tarde pra parada e Ted está de cama com uma crise de hérnia de disco, mas gosto de andar sozinha, sem problemas. Num país onde muita gente ainda insiste que “não existem gays”, estou curiosa pra ver como vai ser essa parada.
Se bem que, o site oficial já dá uma idéia. Nele, tem um aviso que diz o seguinte:
“Participantes podem ou não concordar em ser fotografados ou filmados. Por favor, respeite o direito de escolha dos participantes. Infelizmente, a revelação pública de identidade através de fotografias e vídeo pode ser uma ameaça real para a sobrevivência socieoecononômica das minorias sexuais na Coreia de hoje. A cooperação dos jornalistas será apreciada. Haverá umadesivo especial para os participantes que não quiserem ser fotografados. Participantes precisarão colar o adesivo na face ou na testa, para que outros possam percebê-lo facilmente. Participantes podem receber seu adesivo no estande de informações. Novamente, o adesivo na face dos participantes significa que eles não querem ser mostrados, não apenas na imprensa,mas em qualquer outor site online incluindo sites privados ou blogs.“
Por incrível que pareça, o adesivo na testa é um avanço, uma americana que particpou de uma parada há sete anos atrás, disse que, na época, as pessoas colocavam um saco de papel na cabeça, o que não existe mais… essa é a Coreia…
Ao contrário da Love Parade de Estocolmo, acho que não conseguirei fazer muitas fotos… aguardem e verão.
Leia mais (tudo em inglês, sorry):
Documentário | De Kiko Goifman | 2008 | 12 min
Uma reflexão audiovisual urgente na luta pelos direitos humanos. Um depoimento emocionado sobre violência contra homossexuais e travestis no Brasil.
Ouvindo Essa Noite, Não, Lobão.
“Fidelity”: Don’t Divorce… da Courage Campaign em Vimeo.
Nao sei se e’ o jetlag, mas nao consegui segurar as lagrimas, vendo o video FIDELITY. Lindo.
A historia e’ a seguinte. No mesmo dia em que o mundo se emocionava com a eleicao mais importante da historia americana e todo mundo fazia “boca de urna” pra Obama, o estado da California estava votando a Proposition 8, uma alteracao a constituicao do Estado que acrescentava uma frase que definia o casamento como uma uniao entre um homem e uma mulher.
O momento nao poderia ser mais propicio pros conservadores, tava todo mundo muito preocupado em eleger Obama, pra prestar atencao nisso, apesar de todas as campanhas do movimento GLBTS.
O fato e’ que a inclusao dessa frase na constituicao do estado impede quaisquer casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, automaticamente, anula todos os casamentos de homossesuais que se tinham realizado até ao momento. Ou seja, “divorcia” todos esses casais e familias que vimos no video acima.
No dia 05 de marco, acontecera uma audiencia na Suprema Corte da California para que os representantes dos movimentos que estao tentando acabar com essa lei apresentem seus argumentos e solicitem que a questao entre, novamente, em votacao. Depois da audiencia, a Corte tera um prazo maximo de 90 dias para se pronunciar sobre o caso.
Casais e familias reais mandaram suas fotos com o pedido “nao nos divorcie” pro video Fidelity. Uma mae pede: “nao divorciem meu filho e meu genro”. Um grupo mostra o cartaz “nao divorciem nossos amigos”. Uma gestante e a parceira mostra o cartaz, junto a barriga: “nao divorcie minhas maes”. A meninha pede “por favor, nao divorcie meus pais”.
Emocionante.
Vejam o site da Courage Campaign e o otimo video Prop 8 – O Musical.
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ps.: Voces ja viram o filme MILK? e’ maravilhoso! nao percam!
Peças publicitárias da dinamarquesa Bianco Footwear.