Bia, na Chapa dos Veadeiros…

Imagine a vertigem da mãe, ao ver onde a filha foi parar, com Petras. Mas, ainda bem que ela já voltou inteirinha pra Brasília e, em breve, voa pra Washington, DC. A menina sabe aproveitar a vida =)

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Imagine a vertigem da mãe, ao ver onde a filha foi parar, com Petras. Mas, ainda bem que ela já voltou inteirinha pra Brasília e, em breve, voa pra Washington, DC. A menina sabe aproveitar a vida =)

(Ela vai me matar quando souber que publiquei isso, mas resolvi correr o risco, porque estamos do outro lado do mundo… e até que eu não tenho corujado muito aqui no blog.)
Essas foram as notas de Bia, na faculdade, em 2009. Tudo nota máxima. GPA é o conjunto total das notas no curso, que vai até 4.0 e é o que ela tem até agora. É pra ficar orgulhosa, ou não? Eu sei o quanto custa a ela, muito, muito estudo (e ela faz isso tudo ainda trabalhando, pra se manter, com nossa ajuda, claro). Grande Bia.
Ela vai se formar em Sociologia, com honras, numa ótima universidade dos EUA (onde estudaram vários ganhadores de prêmio Nobel e Pulitzer… e um dos fundadores do Google =) no meio do próximo ano (e já com cidadania americana), vai voltar imediatamente pro Brasil, porque é o que ela mais quer na vida.
Se alguém souber de trabalho nessa área, a partir do segundo semestre de 2010, pode me avisar =)) não somente ela é uma mulher antenada, politizada e comprometida com uma luta por uma sociedade mais justa, como é acostumada a trabalhar muito, sem reclamar. Uma grande aquisição, para qualquer equipe. (Momento propaganda da filha =)
ps.: Lisa, Ela quer fazer mestrado e doutorado, provavelmente na Europa, mas antes quer viver e trabalhar uns dois ou três anos no Brasil =)

“Acordei bem cedinho pra ir com Bia pro aeroporto. Papo casual no caminho, mantendo a cabeça a mil pensando em muitos planos que pretendo realizar agora, quando terei mais tempo pra mim (com ela aqui, ficava tudo “on hold”). Foi tudo tranquilo, check in, café da manhã, compramos um livro pra ela e os jornais pra mim. Baqueei no maldito portão de embarque, beijo e abraço quentinho, dei uma chorada rápida, ela riu, me chamou de “gafanhota”. Ela entrou e eu nem olhei pra trás. (…)”
Assim começava um longo e choroso post que escrevi hoje à tarde. Antes de publicar, Ted chegou, me deu colo e muitos beijinhos e resolvi não postar. Deixa quieto. Sim, estou com MUITAS saudades de Bia, mas ela está muito feliz e eu também, vamos continuar assim, só que à distância
não foi pra isso que a criei? pra ser independente? estamos colhendo os frutos.
Ag0ra que ela foi cuidar da vida dela, eu vou poder me dedicar mais aos meus trabalhos, estudar coreano, malhar (numa nova academia que estou adorando) e voltar a escrever no blog. Ainda vou contar tudo sobre o Camboja e muitas outras coisinhas.
Deixem só o meu coração se “acomodar” mais e eu volto (com o sorteio da SM de Amamentação!).

























Estou saindo agora, mas deixo as fotos com um resumo do primeiro mês da Bia aqui. Ela já aprontou bastante. Depois conto mais.

Estou morta de cansada de tanto bater pernas com Bia. Mas, claro, feliz da vida. Quando tiver um tempinho, mostro as fotos e conto as coisas fantasticas que temos visto por aqui. Por enquanto, fiquem com a foto de Bia num workshop, aprendendo a tocar o janggu. Saudades do maracatu…

Daqui a umas 8 horas sairemos de casa pra buscar Bia no aeroporto. Confesso que estou como há 22 anos, ansiosa, arrumando a casa e seu quarto, comprando tudo que eu acho que ela pode precisar. Parece grávida. E por isso, meu sumiço, não tenho tempo nem cabeçla pra mais nada mas, em breve, tudo vai voltar ao normal
Bia vem passar exatamente 78 dias aqui. Vai fazer dois cursos de verão na universidade onde Ted trabalha, que além de interessantíssimos (um é sobre cultura e sociedade coreana e o outro é prático, como fazer documentários com abordagem multicultural) ainda vão ajudá-la a se formar no meio do próximo ano.
Quando ela era pequena, eu adorava levá-la pra ver pecinhas de teatro ou cinema e observar sua reação. Estou curiosíssima pra perceber suas impressões sobre Seul. Aposto que ela também vai adorar.
Enfim, por enquanto, posts mais elaborados estão suspensos
Mas, para quem não me segue, eu deixo aqui alguns todos meus últimos tweets:
Em Washington, DC. Às cinco e meia da tarde. Um grupo de garotos de cerca de 15 anos, com faca. Eles gritaran “diñero, diñero”, levaram o Ipod e quase 100 dólares. Ela tá bem, a polícia foi até o apartamento dela, ela disse que ficou até tranquila… já a mãe dela quase teve um troço ao saber. A idéia de que eu estava dormindo quando uma coisa dessas acontecia com minha filha é assustadora.
Vejam o post anterior, sobre como vai a vida por aqui. No geral, eu tô bem tranquila em relação a ela mas, horas antes disso acontecer, comecei a me sentir angustiada, querendo ela por perto. Será somente coincidência, TPM ou as mães tem mesmo essa conexão misteriosa com suas crias?

22 anos. Primeiro que passamos separadas, mas eu e ela estamos muito bem. Ela ganhou uma viagem pra Califórnia do namorado, no final de semana. Portanto, está como gosta, solta pelo mundo (na foto acima, ela está no Marrocos). Isso é o que interessa.
Pensei em escrever um monte de coisas… mas sabe o quê? se eu parar pra pensar, vou ficar triste, ter saudades, cair no choro, então é melhor deixar quieto.
Não falei? só de escrever isso, as lágrimas já começaram a cair, pela primeira vez hoje. Gabi, Van, Leila, Bibi e todas amigas e amigos que ainda têm filhote em casa, dêem um aperto neles por mim. Esse tempo passa muito mais rápido do que vocês podem imaginar.
Te amo, Bia… e não se preocupe, é que o dia é especial, mas você sabe que estou muito bem aqui com meu Ted, nesse país completamente louco
e estamos esperando você aqui, em breve (ela chega dia 04 de junho!).
Meu primeiro marido costumava dizer que, comigo, ele poderia morrer de raiva, nunca de tédio. E ontem, Ted (que foi casado com uma sueca) disse que saiu de um filme de Bergman pra entrar num filme de Almodovar… hehehehe… que ele adora, claro!
As familias latino americanas são mesmo muito movimentadas, não sei se a minha é pior, mas sempre tem um drama ou comédia acontecendo.
Vou contar só um milésimo do que se passou nesse fim-começo de ano com a família Arcoverde.
Como todos os anos, Bia foi pro Brasil pouco antes do natal. Nessa época, as passagens são caríssimas, então, o pai dela pagou o trecho Washington/Caracas/Washington e eu consegui milhas da Varig para Caracas/Recife/Caracas.
Em Caracas, ela ficou hospedada na casa de uma amiga venezuelana muito querida, de muito tempo, do movimento de amamentação. Saiu de lá exatamente na noite de natal.
Como sempre, acostumada a pagar tudo com o cartão do banco, e pra não correr o risco de perder dinheiro na viagem, ela tinha poucos dólares na carteira. Ao parar na imigração, foi informada que tinha que pagar US$ 70.00 pra deixar o país, senão não embarcava. Eu nunca tinha ouvido falar nisso, vocês já? sabem se outros paises cobram essa taxa?
Enfim, ela tentou pagar com cartão, tinha de ser cash. Foi procurar um caixa eletrônico… nada. Entrou em pânico, começou a chorar, e nada, eles seguiam irredutíveis, sem pagar a taxa, ela ficaria no país de Chavez e perderia uma série de vôos, causando danos quase irreparáveis.
Ela chorou, chorou tanto que uma mulher que estava na fila ficou com pena e pagou os US$ 70.00. Bia perguntou o nome dela, endereço, disse que mandaria o dinheiro, ela não quis, não disse nem o nome, disse apenas que era um “presente de natal”.
Não é maravilhoso que ainda exista gente assim? minha mãe disse que cada vez que conta essa história a alguém, chora. Claro que ela acha que foi um anjo, na noite de natal. Eu só consigo imaginar a venezuelana como uma daquelas mulheres de Almodovar.
Nesse momento, Bia está num avião, voltando pra casa (dela) em Washington. E eu acordei cedíssimo, ansiosa, e torcendo pra ela mandar um recadinho dizendo “cheguei”, preciso urgentemente de um pouquinho de tédio e menos emoções!
Quando “Ignorance is a bliss”

Bia cismou de ir pra Jamaica no auge da temporada de furacões no Caribe. Eu nem disse nada a mamãe sobre esse pequeno “detalhe” da viagem, por que ela não iria dormir e as mãozinhas iam fazer calo de tanto rezar o terço pra proteger a neta maluquinha.
Eu e Ted dissemos que era loucura viajar agora, mas fazer o quê? ela vai enfrentar um período de muito estudo, em breve, e eu sei como é isso, ela não faz mais nada, merecia um descanso.
Até a última vez em que conversamos por telefone, na véspera da minha viagem pra cá, ela estava feliz da vida, porque tinha tido muito sol e praia. E eu só poderia mesmo torcer para que continuasse assim.
Não sou das mães mais calmas, de vez em quando me desespero se não souber onde ela anda, mas se não tiver nada que eu possa fazer, prefiro nem pensar no assunto e olha que consigo mesmo.
Foi essa minha total e absoluta “ignorance” e alheiamento a jornais, blogs e notícias desde que chegamos aqui (envolvidos em coisas que conto já) o que me salvou de entrar em pânico.
Enfim, Bia deveria estar de volta aos EUA ontem. Claro que lembrei disso, mas estava super ocupada e não quis ligar pra ela, deixei quieto. Hoje deu aquela agoniazinha, vontade de saber onde anda a cria com quem não falo desde a terça.. Liguei pro celular dela e nada. Mesma coisa pro de Simon (que ficou em DC).
Mais tarde, tentei de novo, e consegui falar com Simon. Muito tranquilamente, ele comentou que ela ainda não tinha chegado…
“- Como assim???!!!!”
Pra surpresa dele, eu não sabia de nada sobre o Gustav, que atingiu o país como tempestade tropical, na última quinta feira, deixando – até agora – 12 mortos, 100 estradas bloqueadas, metade dos quase 3 milhões de habitantes da ilha sem eletricidade e uns 2 mil desabrigados.
Os vôos, claro, foram cancelados e Bia deveria sair de lá na na sexta-feira de manhã. Pra meu alívio, Bia está no aeroporto, provavelmente sofrendo o pão que o diabo amassou, mas faz parte… no pain, no gain…
Tá tentando conseguir um vôo pra segunda-feira (quando ela começa a faculdade)… ela e centenas de outros turistas que ficaram presos na ilha, já que o furacão continua no caminho pros EUA e não dá pra voar pra lá , por enquanto, né?
Eu acho que os pais e mães nunca vão poder impedir que os filhos passem por todo tipo de agonia (principalmente filhos aventureiros como a minha), por isso, eu acho que quando não dá mesmo pra gente fazer nada, o melhor é também nem saber o que está acontecendo (agora mesmo, estou morrendo de pena da bichinha passando esse sufoco, mas pelo menos tá salva…)
Gente, se eu tivesse lido sobre esse furacão, sem ter contato nenhum com ela, sem saber onde ela anda… tinha tido um troço!
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E eu tô aqui, feliz da vida e apaixonada pela Coréia e os coreanos, já com mil coisas pra contar pra vocês, mas essa história de Bia mudou meu eixo de atenção. Amanhã conto pra vocês sobre a nossa nova vida!
Pessoal do brechó… daqui a pouco escrevo pra todo mundo…

Tô indo dormir, Bia acabou de se despedir de mim. Amanhã. ela viaja pra Jamaica e, quando voltar, não estarei mais aqui. Depois de 21 anos, hoje foi o último dia vivendo na mesma casa que ela.
Sei que estava na hora, sei que ela vai ficar muito bem (e isso ajuda muito!), foi educada pra bater asas e ser livre. Sei que hoje em dia, o mundo é pequeno, vamos nos falar e nos ver de vez em quando.
Mas – por mais que eu tenha passado esses 21 anos me preparando pra o dia de hoje – só quem passou por ele pode ter uma idéia do que é ver o ninho, finalmente, vazio.
Tenho muitas coisas pra dizer sobre esse momento, principalmente a outras mães, mas não agora. Agora, vou fazer de conta que nada aconteceu e ela só vai viajar mais uma vez e eu também, vou dormir e acordar amanhã pensando no futuro interessante e cheio de descobertas que me espera na Coréia.
Porque parar pra pensar no que significa a ausência física dessa criatura que é a coisa mais importante do mundo pra mim, dói como um outro parto. Desculpem a ausência, mas estou de resguardo.

Eu adoro ver fotos de bebezinhos, pelos blogs afora. Me lembra minha época de mãe de bebê. É uma babação mesmo. Se houvessem blogs quando Bia era pequena, ele estaria entupido de imagens da fofa, que eu amava fotografar.
Não que a minha babação tenha diminuído, pelo contrário, cada vez admiro mais a minha filha. Uma mulher responsável, seríssima, com uma impressionante força pra conseguir o que quer (já disse várias vezes, aqui, que ela estudava de manhã e depois da faculdade ainda ia trabalhar por mais 10 horas – agora está de férias).
Também acho legal o relacionamento que ela tem com o namorado, há quase tres anos. Tranquilo, carinhoso, maduro. Dia desses eu e Ted estávamos conversando com ela e Simon e ela disse uma coisa que me deixou super feliz. Ela falou que, quando estava em Estocolmo, na última viagem, comentou com a esposa do filho de Ted como era bom viver comigo e Ted, porque nós mostramos o quanto casamento pode ser bom, pode dar certo. Puxa, era esse tipo de exemplo que eu queria mesmo dar a minha filha. Muito legal.
Alem de inteligente e culta, ela é extremamente generosa e todo mundo a adora. Nunca vi alguém com tanta facilidade pra fazer amigos. Ela sempre (desde seus 4, 5 anos) viveu rodeada de gente, acho que é coisa de filho único.
Quando ela tinha uns 8, 9 anos, criou uma “empresa”. Sério. Tudo da cabeça dela. Ela juntou um grupo de amigos, Henrique, Ana Cláudia e Ana Carolina para fazer caixinhas, porta fósforos e outras coisas mais de palito de picolé (veja esse porta fósforo, que está na cozinha da minha mãe até hoje, 11 anos depois!)
Por conta própria, ela criou um sistema em que cada uma fazia uma parte do trabalho, ela vendia quase tudo na minha família e depois eles dividiam o dinheiro (sem esquecer de deixar capital de giro). Aninha, que tinha 4 anos, era a “secretária”, na verdade, a responsável por ir buscar água pros outros, durante a produção. Mas recebia “salário” também.
Não é o máximo? aos poucos, ela começou a vender minhas coisas também. Não esqueço um dia que minha tia queria pagar o anel mais tarde e ela disse:“tudo bem, ai ‘mais tarde’ eu entrego o anel” … hehehee…
Vixe, eu só queria mostrar a foto (a primeira) que acabei de achar lá no Facebook dela e peguei o embalo. Tomara que ela (discretíssima!) não vete o post.
Adorei aquela foto, acho que foi numa rave que ela foi, semana passada. Tá colorida e toda poderosa (ela é a da esquerda, preciso dizer ou vocês reconhecem? hehehe…). (também amei esse vestido de borboletinha!
Enfim, os filhos mudam, mas as mães continuam – mais ou menos – as mesmas. Corujíssimas. Contem sobre seus filhos, quantos vocês têm? também são alucinadamente corujas como eu? que idades eles têm?

Encontros do mundo real X virtual I
Nessa última foto, Bia está com o queridíssimo Flávio Prada, que a hospedou lá em Riva del Garda, Itália, há uns dois anos atrás. Ela gostou tanto dele, que diz que Flávio é o seu terceiro pai
Encontros do mundo real X virtual II
Bia me contou que estava indo trabalhar (aqui, nos EUA!), caminhando, quando alguém gritou: “Bia!!!” ela não reconheceu, mas a moça disse: “Te conheço do blog da tua mãe! tchau” hehehehe… ela ficou perplexa! hehehehe… achei super fofo! se você passar por aqui se apresente, achei muito bacana!
Encontros do mundo real X virtual III
Recebi esse recado da professora Ana, lá do Recife, olha que fantástico:
Cara Denise,
Sou professora de Direito em Recife, e sempre recomendo seu blog para “ampliar a cabeça” da turma, sobre DH, preconceito, sexismo, Direito Ambiental, Nestle… enfim…Este semestre peguei pesado (a maior parte del@s odeia aulas de cunho filosófico-reflexivos, querem o pragmatismo cego, muitas vezes) e carreguei as turmas pro laboratório de informática e meti todo mundo no seu blog rsrs
Para minha surpresa, outro dia, estava batendo papo com um aluno querido e ele contou que passou a adolescência na sua casa, e é amigo da Bia. O Lucas Camarotti, meu pokemón favorito, um aluno brilhante.
Forte abraço admirador,
Ana
Ai, gente, deixa eu dizer que:
1. Não é muito bacana esses encontros do mundo real com o virtual? quando Bia era adolescente, tinha uma turma que “morava” na minha casa, mesmo. Uma delas chegou um dia e ficou três meses. Outra vez, contei 17 meninos e meninas dormindo lá em casa – um deles dentro da banheira (não sou uma mãe que devia ser canonizada? hehehe). E o Luquinhas é um garoto muito inteligente e fofo mesmo (hehehe adorei o “meu pokemón favorito“). Até hoje, sempre que Bia vai ao Brasil, volta falando muito sobre os encontros com ele e a namorada.
2. Já recebi vários comentários de professoras (aqui e no Orkut) que usam o meu blog nas suas aulas da faculdade. Algumas pessoas comentaram que os professores falaram sobre o blog na aula. Vocês nem imaginam como isso é gratificante. Afinal, podem me achar pessimista, chata, politicamente correta (virou insulto!), infeliz e mal humorada (porque vejo as coisas criticamente), mas eu faço exatamente o que acredito e o que me deixa feliz, sem nenhuma concessão.
Obrigada por me ajudar a começar bem meu dia, Ana!!!
Sao quase tres da manha e nada de conseguir dormir. Acabei de ver essa foto de Bia (com Simon, o namorado) no Fotolog dela e sabe que fiquei emocionada? de uma forma bem piegas mesmo.
Lembrei que ela tem essa tatuagem com meu nome num coracao, cheio de estrelas. `As vezes a gente vai vivendo e nem lembra dessas coisinhas tao significativas.
Ted tem medo ate’ de injecao, imagina se faria tatuagem… mas ele tambem deu uma linda prova de amor, mudando o seu nome, pra incluir o meu, mesmo tendo que mudar todos seus documentos, e ate’ hoje tem problemas por causa disso. Ficou Theodore Herman Arcoverde Greiner. Nao e’ lindo? e eu pretendo incluir o Greiner tambem, mas nunca registrei nem o casamento (que foi na Suecia) no Brasil, preciso fazer isso…
Minha familia nao encontra formas muito fofas de dizer o quanto gosta de mim? eu adoro os dois e, uma dia vou fazer uma tatuagem com os nomes de Bia e Ted, tambem

Gente, como é que eu quase esqueço de lamber a cria, com muito orgulho e sem vergonha nenhuma, publicamente??? A minha Bia (linda, segunda na foto), esteve no final de semana passado em Nova York, nas Organizações das Nações Unidas, com tudo pago pela faculdade em que estuda.
Ela faz parte de um grupo de formação de lideranças, com poucos e melhores estudantes da faculdade. Eles criaram um projeto de desenvolvimento para uma “cidade-irmã”, japonesa, para a qual eles elaboraram uma proposta na área ambiental.
O grupo ganhou um concurso, com direito a entrega de medalhas, certificado (um a mais sempre é bom, por aqui) e bandeira do Brasil na parede! uhuhuhuhuuuuuuu!!!
))))))))))))) Dá pra alguém perceber que eu morro de orgulho dela?!
PS.: Acho que as bandeiras são da Libéria, Japão, China, Brasil e EUA.

Hoje, ela fez 21 anos. A primeira foto, acima, foi a primeira foto que fizemos dela, uns 3 ou 4 dias depois do parto. Ainda com o olhinho inchado, a boquinha tão fofa… JURO que parece que foi hoje!
Engraçado é que acabei de perceber que nunca sonho com Bia como ela é hoje, quase sempre, em meus sonhos ela está desse tamainho aí dessa foto ao lado. (hehehe… tadinha de pochete!)
Sinal de síndrome do ninho vazio batendo aqui em casa? pode ser. Não é brincadeira, não… quem tem seus bebezinhos nem imagina como o tempo vai passar rápido. Aproveitem!
Por isso, nunca reclamei e aproveitei cada um de todos os fins de semana quando a levava pro teatrinho, parque, cinema, pracinha dos peixinhos. Beijei, abracei a apertei muito. Botei muito no colo, dormi no mesmo quarto, fiz muito dengo e manha.

A poderosa no Marrocos (não esqueci, quando eu voltar eu boto as fotos de viagem dela, aqui), independente, como eu sempre soube que ela ia ser.
“Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão”