A primeira reunião em um ano, entre a Coreia do Norte e do Sul acabou agora há pouco. Os sulcoreanos chegaram às 8 e 45 da manhã, mas os dois lados ficaram se bicando até as 8 e 35 da noite, discutindo o local da reunião, a agenda e quem estaria presente.
Finalmente, o evento durou apenas 22 minutos, tempo de entrega de uma carta do Norte (da qual, ninguém sabe, ainda, o conteúdo), com “um aviso importante” sobre o complexo industrial Kaesong.
O complexo foi iniciado no Governo sulcoreano anterior e era uma esperança de melhoria nas relações entre os países. Mais de 100 fábricas sul coreanas operam na região, empregando 39 mil norte coreanos.
Seul tinha esperança de usar a oportunidade para discutir a liberação de Yoo, funcionário da Hyundai, detido há 23 dias por criticar o regime comunista e “incitar uma operária a desertar do Norte”, mas não houve acordo.
Por aqui, se cogita que a carta pode conter o resultado de investigações sobre o “caso Yoo” e pode ser um aviso para que as industrias sul coreanas deixem o complexo industrial, por ter quebrado as regras de convivência. Ou um aviso de que fecharão o complexo, se o Sul resolver participar da iniciativa liderada pelos EUA contra o fluxo de armas.
Seja pelo motivo que for, se acontecer, o fechamento do complexo – que custou 548 milhões de dólares ao governo e empresas sul coreanas – vai significar mais miséria para os quase 40 mil desempregados e suas familias, na já paupérrima Coreia do Norte… sem falar que é uma esperança a menos de entendimento entre os dois povos que, afinal, são um só. Muito triste.
As relações entre as Coreias pioraram desde que o atual presidente sulcoreano, resolveu endurecer as relaçoes que vinham se mantendo estáveis com o vizinho, nas administrações anteriores. Resumindo, tenho muito mais medo da arrogância de alguns políticos do Sul, do que da famosa “loucura” do Norte.
Fontes: Korea Herald e Yonhap News.