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    Muffins de laranja, manga e blueberry e prazer na cozinha
    só pra variar o rumo da prosa :-)

    Denise | Comida,Receitas | Monday, 11 October 2010


    Eu tenho mudado muito, nos últimos anos. Tanta coisa (na maioria boa) tem acontecido comigo que me sinto uma blogueira traidora por não contar mais por aqui. Mas, isso faz parte dessas transformações, algumas de vocês vão entender  :-)

    Depois que mudamos pra Coreia, comemos muito melhor. Longe de ser o ideal, mas estamos descobrindo alguns prazeres da independência culinária. E sem aditivos e o mínimo de congelados.

    Fazemos nosso próprio tahini, hummus, iogurte, pão. E isso faz muito bem à gente.

    Esse blog nunca se tornará numa fonte de receitas. Sou péssima cozinheira. Sou impaciente e, principalmente, ODEIO seguir orientações portanto, odeio as tais receitas prontas, apesar de reconhecer que elas ajudam, como ponto de partida.

    Ultimamente, tenho percebido que, com um pouquinho de bom senso, dá pra gente arriscar e as comidinhas não ficam tão ruins. Pelo menos pra mim e Ted que somos bem pouco exigentes em gastronomia.

    Nessa minha nova incursão ao mundo da culinária o que me faz mais bem é ver que muitas regras que aprendi e que faziam a tarefa de cozinhar chata e complicada, eram, na verdade, tabus.

    Por exemplo, sempre pensei que não se fazia bolo sem batedeira elétrica (e, numa época achava que tinha de ser das mais sofisticadas). Também pensava que o forno tinha de ser Brastemp.

    Aqui, me virando com o que eu tenho (comprei nos EUA, nunca usei, não trouxe e me recuso a comprar, de novo), descobri que é possível fazer bolinhos batendo na colher de pau e eles assam perfeitamente num forninho elétrico.

    Minha mais recente descoberta foram essas forminhas de silicone, que custaram menos de um dólar, cada três. Além de lindas, elas soltam facilmente, a gente não precisa untar e enfarinhar (tem coisa pior?) e pra lavar é moleza. Eu ♥ forminhas de silicone.

    Pra dizer a verdade, não deveria estar fazendo muffins. Tô (mais ou menos) de dieta (já perdi seis quilos nos últimos dois meses!), mas é uma dieta meio fajuta e acordei hoje com desejos, depois de comer os piores cupcakes da minha vida, ontem à tarde  :-)

    O fato é que, na minha humilde opinião (de não-gourmet), esses bolinhos ficaram perfeitos. Fofinhos, gostosos, saudáveis. Poderia ficar ainda melhor com uma calda feita de suco de laranja com açúcar derretidos no fogo, mas aí seria um abuso de calorias. Pra acompanhar, minha bebida preferida, no momento: suco de babosa light  :-)   foto acima.

    Enfim, vamos à receita aí abaixo. Antes, aviso que não me responsabilizo pelas tentativas de vocês, hein?! inventei esses muffins a partir dessa receita aqui, e confesso que não tinha a mínima idéia se iria funcionar ou não. Se fizerem, voltem aqui pra contar no que deu:

    Os ingredientes foram:

    • 2 ovos
    • 1/2 copo de suco de laranja natural (cerca de 100ml)
    • 1/2 copo de “açúcar integral” (brown sugar, não chega a ser mascavo, não sei o substituto no Brasil – cerca de 100g)
    • 2 colheres de sopa de óleo de canola
    • 1 copo de manga congelada, triturada (não é polpa, é pedaços da fruta!)
    • 1/2 copo de blueberry congelado, triturado (não é polpa, são blueberries inteiros e congelados!)
    • 1/2 copo de yogurte natural
    • Dois copos de farinha de trigo integral
    • 1 colher de chá de canela em pó
    • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio (baking s0da)
    • 1/2 colher de chá de fermento químico (baking powder)
    • Não está na primeira foto, com os outros ingredientes, mas no final, coloquei uma colher de sopa de pó de linhaça com”berries” desidratadas (foto abaixo) pra dar mais fibra e omega 3 pro bolo.

    Bati levemente os ovos (gema e clara misturados), depois fui colocando os ingredientes como na ordem acima. Como falei, não usei batedeira elétrica, nem mexi demais, porque li em algum lugar que isso pode fazer os bolinhos ficarem endurecidos. Só misturei tudo.

    O forno foi aquecido a 190°c e os muffins ficaram lá por uns 25 minutos.  A receita deu pra 18 bolinhos de tamanho médio. Comi seis de uma vez!!!!     :-)

    Alguns comentários em relação à receita original:

    • Detesto óleo, então diminui duas colheres de sopa.  Da próxima vez vou tentar abolir completamente.
    • Também diminui o açúcar, de 3/4 de copo para 1/2 copo (cerca de 100g) , porque acho que os muffins americanos são muito doces.  Gostei muito da mudança, mas talvez outras pessoas prefiram mais açucarado.
    • Essa receita não tem fermento nenhum e sempre acho estranho botar  bicarbonato de sódio. Fiquei com medo da massa não crescer, então, coloquei metade da quantidade de bicarbonato e a outra metade em baking powder (fermento)
    • Estou ficando corajosa no uso de frutas em bolinhos. Agora, vou testando de tudo e gostei da mistura que eu fiz, mas acho que vocês podem tentar com qualquer tipo de fruta  :-)
    • Adoro canela em tudo, achei que uma colher de sopa, como diz a “receita base” era muito, mas vou colocar mais da próxima vez.
    • Lembrem que essa receita fica BEM com gosto de bolinho integral, pouco açucarado, nem todo mundo gosta!

    E vocês, o que andam aprontando na cozinha? dicas? sugestões?

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    Denise | Comida,Suécia | Tuesday, 09 February 2010

    Torta princesa (com creme e marzipã e o marido ao fundo da foto). Se continuar desse jeito, vou voltar pra casa “rolando”.

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    Subverter à Mesa

    Denise | Comida | Friday, 29 January 2010

    Nossa próxima blogueira convidada é a Pérola Boudakian, uma “psicóloga apaixonada por culinária, mãe de 2 batutinhas e esposa de um marido “bom de garfo”, exercendo a maternidade ativa, busca formas sustentáveis de cuidar da casa, da alimentação, da saúde  de suas famílias…”

    Natureba & CIA é o blog superbacana da Pérola e o post abaixo é dela, vamos dar as boas vindas:

    “A saúde é subversiva porque não dá lucro a ninguém” Sonia Hirsh

    Alimentar-se é algo natural, necessário, fisiológico. Não tem como escapar.

    Todo mundo precisa comer. E todo mundo come sem pensar. É justamente nesse ponto que começam os problemas. Hábitos alimentares são construídos culturalmente, num contexto amplo, estão ligados a forma de viver e de se relacionar de uma sociedade, quando nos aproximamos mais dos pequenos núcleos familiares percebemos que também se pauta pela forma como as pessoas vivem seu cotidiano, como se relacionam umas com as outras e com o mundo. Além desse micro-universo, existe ainda o panorama monetário, a indústria alimentícia, os valores e idéias que a mídia veicula e a compreensão que as pessoas têm da alimentação a partir dessa realidade. Realidade dura e difícil de engolir!

    Meu pai dizia que tem gente que come pra viver e outros vivem para comer, geralmente utilizando muita gordura, muita carne, açúcar e farinha refinada, se alimentando sem pensar muito sobre isso e geralmente se tornando dado estatístico de infartos, diabetes, etc. Chegamos a um momento em que a humanidade tem sido alavancada pelo imediatismo, pelo ultra-prático, pela robotização e vem cada vez mais negando suas raízes, conceitos e maneiras naturais, simples de conduzir a vida. A maioria de nós e remetida a uma rotina que precisa apresentar resultados de desempenho, que não obtém qualidade de vida. Negam a espiritualidade, as crenças, a saúde física. Pessoas que se enfiam em filas de trânsito, escritórios e muitas vezes compensam o stress, a fadiga e a tensão com comida: muito açúcar, muita gordura de má qualidade e excesso de alimento. Sobrecarregando o corpo e a alma para metabolizar tudo isso e trazendo mais tensão, mais cansaço, mais fadiga o que os leva a buscar novamente “conforto” na comida, gerando um imenso ciclo vicioso de doença.

    Do famoso macarrão instantâneo ao feijão de caixinha, encontramos quase tudo nas prateleiras do supermercado. Quase tudo! O que não falta nestas prateleiras são produtos alimentícios.

    Comida de verdade é escassa! Falta! São alimentos processados, com muitos aditivos químicos e com muito, muito conservante. De que outra forma teríamos prazos de validade tão extensos?

    O momento mundial em que tudo é produzido em larga escala, trazendo quase uma homogeneização humana, negando as diferenças, valorizando o “falso” prático e destacando vitaminas processadas e criadas em laboratórios só poderia acarretar em surtos de doenças, em grandes mal estares mundiais, no aumento do câncer, da depressão, da fadiga,da tensão…

    Por isso, escolher uma alimentação saudável, pautada pelas pequenas produções agrícolas e orgânicas que não foram engolidas pela Monsanto, optar por alimentos produzidos sem conservantes, sem corantes, sem apelos comerciais é subverter!

    Subverte, pois como bem disse a querida Sonia Hirsh, a saúde não dá lucro a ninguém! Nessa roda viva em que estamos inseridos social, emocional e fisicamente nosso rumo certo é a doença. Porque essa sim dá lucro! Lucram farmácias, os laboratórios, os hospitais, os convênios, a indústria de medicamentos, a medicina que vê o homem como fonte de doenças. E assim gira a roda da fortuna. Alavancando milhões por ano. E veja só você: tudo começa com a simples escolha daquilo que você come! Incrível!

    Somos levados a crer na Incapacidade humana, de que a mulher não é mais capaz de parir, haja vista a grande quantidade de cesáreas mal indicadas no Brasil. A mulher não é mais capaz de nutrir, haja vista a grande quantidade de receitas para leite artificial que saem dos consultórios pediátricos. Observando bem de perto, é a indústria antiética produzindo paradigmas: a indústria da chupeta, da maternidade com leitos hospitalares, do leite em pó, construindo doenças e fazendo crer que somos incapazes. Gera dependência, atrofia o pensar crítico e assim ficamos feito [pobres] vaquinhas conduzidas como manobra massa.

    Subverta! Não engula qualquer propaganda! Leia o rótulo, questione a grande e desnecessária quantidade de açúcar refinado na sua alimentação diária, questione os agrotóxicos no seu morango com chantilly, questione as políticas públicas, a regulamentação da venda de alimentos e de imagens a estes veiculadas.

    Questione! Abra a boca para mudar isso.

    Comer pode ser um ato subversivo e imediato nas escolhas cotidianas.

    Mudar é muito mais fácil do que imaginamos. É só começar!

    Foto: Pérola Boudakian

    Twitter da Pérola: http://twitter.com/Perola_B

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    Almoço

    Denise | Comida | Tuesday, 12 January 2010

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    Receita de cuscuz para insones

    Denise | Receitas | Wednesday, 09 December 2009

    cuscusQuem já visita o blog há tempos, sabe que eu sou péssima cozinheira, daquelas que consegue errar em pizza congelada (deixo queimar ou coloco orégano demais).

    Mas, desde que viemos pra Coreia, uma das boas mudanças nos ventos foi uma alimentação muito mais natural e saudável do que tínhamos nos EUA, paraíso dos congelados.

    Também ajuda que nossa cozinha é clara, confortável, ligada à sala e posso preparar comidinhas vendo televisão ou usando internet.

    Recém chegada do mundo “ocidental”, resolvi deixar meu relógio biológico se re-adaptar ao fuso horário das terras da manhã calma, sem pressa. Então, estou aqui, às 4 da manhã, acordadíssima e sentindo falta de um bom almoço.

    Como boa nordestina, minha comfort food é sempre algo relacionado com farofas, raízes, grãos. Pela segunda noite consecutiva, sem ter ido ao supermercado, resolvi usar o que tem aqui e re-inventar um belo “cuscuz marroquino”.

    Segue vai pra vocês o roteiro, se quiserem arriscar, eu acho que ficou delicioso (se bem que gostaria de ver mais cores no prato, como pimentão vermelho e amarelo, folhinhas verdes, mas fiz com o que tinha em casa).

    Primeiro preparei o cuscuz (o que compro aqui, e acho que na maioria dos países que visitei, é diferente do que conhecia em Recife e acho que fica menos seco e mais fofinho), colocando um cubinho de caldo de vegetais na água. Deixei de lado.

    Fritei uma cebola picadinha com azeite de oliva e, depois de ficar amarelada, coloquei uns 3 cabeças dentes (hehehe obrigada, Nadia) de alho amassado, cominho (adoro!), turmaric, curry, manjericão, sal e pimenta caiana. Joguei um monte de grão de bico que tinha cozinhado horas atrás e misturei.  Nos EUA as pessoas usam muito grão de bico enlatado, mas eu tenho horror. Aliás, detesto comida enlatada de qualquer tipo.

    Como eu adoro ovos, fritei um com queijo e manteiga em outra panela e depois misturei (apenas numa parte, porque Ted não come ovos) com esse grão de bico e o cuscuz. Botei ainda mais cominho, sal e pimenta.

    Se tivesse, teria colocado todo vegetais à mão, especialmente adoro brocólis, zuchinni, cogumelos, alho poró, mas Ted estava me esperando pra fazer uma feira, e com meu jet-lag não consegui ainda ter disposição pra isso. Fica pra outro dia um mais caprichado. Mas mesmo simplesinho assim, ficou uma delícia.

    Pronto. Facinho, né?

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    Nossa experiência com “alimento de templo budista”
    em Gyeongju

    Denise | Comida,Coreia do Sul,Cultura,Turismo | Sunday, 19 April 2009


    Já estamos de volta a Seul. Ontem (sábado), fomos parar em Gyeongju, ainda mais ao Sul da Coreia. Lá, só tivemos tempo mesmo de visitar o Museu Nacional de Gyeongju (depois coloco umas fotos aqui) e, decidimos que, ao invés de correr pra ver mais tumbas e templos, deveríamos, dessa vez, priorizar uma experiência nova, pra gente.

    Aceitamos a sugestão da guia do museu e (com ajuda dela) pegamos um taxi pra o 바루 (Baru) um restaurante tradicional, que serve comida dentro dos preceitos dos templos budistas (temple food), ponto de encontro do mundinho-monge local.

    O Baru fica do lado das tumbas do King Muyeol (esses 4 morrinhos mais baixos na segunda foto, acima) e existe há mais de dez anos. Quando chegamos estava quase vazio e o ambiente era agradabilíssimo, mas o clima ajudou, não estava  muito quente. O atendimento, como quase sempre acontece com a gente por aqui, foi excelente. Não tem muitos turistas na cidade, somos uma curiosidade a mais.


    Nós já tínhamos provado temple food em Seul, mas sempre em buffet (geralmente preferimos porque a gente pode escolher somente o que quer), então, não tínhamos nem idéia do que nos esperava. No geral, além de, obviamente não ter nenhuma carne, a temple food não tem alguns ingredientes que podem atrapalhar a concentração, como alho, alho-poró, cebolinha, cebola e uma erva muito usada aqui que se chama dhalae (ou rocambole selvagem).

    Uma explicação para a comida de templos coreana:

    “O livro sagrado Mahaparnirvana Sutra afirma que ‘comer carne e peixe destrói as sementes da compaixão’, já o Lankavatara Sutra explica que pássaros e animais podem ser a re-encarnação de seus pais, irmãos e amigos, de vidas passadas. Também, esses ‘intoxicantes’ distraem nossos sentidos e atrapalha o caminho para a sabedoria, o que pode resultar em ações equivocadas e muitos erros. Essas são as principais razões para essas proibições. Além do mais, no Surangama Sutra está escrito que esses cinco vegetais (citados acima) com sabor apimentado, quando frescos, afetam nossa capacidade de pensar e nos levam a pensamentos obcenos e, quando cozinhados, estimulam nossa raiva. Todos esses obstáculos podem atrapalhar a prática (da meditação). A princípio, a comida de templos parece ser a mesma de qualquer alimento vegetariano, apenas excluindo os cinco elementos. A maior diferença é que a comida de templo é considerada um importante meio para encorajar a prática espiritual.

    ps.: acho que o que experimentamos não era tão ortodoxo, porque acho que vi umas cebolinhas no prato. Vai ver, tem opções para seguidores e não-seguidores.

    A bebida era chá verde, muito bom, mas confesso que sinto falta de uma bebida estúpidamente gelada nas refeições por aqui. Os pratinhos começaram a chegar, e parecia que não iam parar nunca. Difícil dizer o que comemos, muitas verduras, temperos inusitados (pra gente).


    Algumas vezes, a moça que estava nos atendendo vinha explicar como a gente deveria comer, como colocar os montinhos de verdura e enrolar a mini-panquequinha verde, molhando no tempero. Ou avisava que a gente não podia comer a folha onde o arroz veio enroladinho. Dicas fundamentais para ignorantes sobre as delícias da comida budista coreana, como nós dois. Sem falar que sou um desastre pra comer com os pauzinhos,né?

    Quando estávamos na quinta ou sexta rodada, houve uma parada de alguns minutos e achamos que era só. Estávamos mais que satisfeitos. Que nada.  Ted pediu a conta e a moça chocada fez um sinal de que ainda tinha mais.

    Aí foi que chegou o prato principal. O da penúltima foto.

    Foi uma experiência que não vou esquecer nunca. No começo, a comida era um pouco estranha pra nosso paladar bitolado aos mesmos alimentos e temperos (no meu caso,curry,curry, curry), mas tinha coisas deliciosas e surpreendentes.

    Ao lado, meu pratopreferido, esses bolinhos que me deram saudade de bolinho de inhame ou de macaxeira. Essa geleia em cima desse bolinho marrom era canela. Delicioso.

    Saímos satisfeitos, mas leves, essa é a principal diferença de um “banquete” oriental e um ocidental, a gente não sai do restaurante se arrependendo dos excessos.

    Se algum dia, alguém se aventurar por essas bandas, o restaurante fica em Gyeongju (874-3, Seoak-dong, Gyeongju-si 054-774-5378), de ônibus, fica a uma hora de Daegu e uma hora de Busan. Basta pegar um taxi na rodoviária e dar esse nome pro motorista: 바루.

    A refeição para dois custou 30 mil wons (cerca de 50 reais) e o taxi foi mais uns 6 reais.

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    No Reservations, na Coreia

    Denise | Comida,Corpo & Saúde | Thursday, 05 March 2009

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Parte 4

    Parte 5

    (Que coisa estranhissima… eu estava vendo o quinto video, aqui no blog e no meio dele apareceu um aviso de que não estava mais disponível!! Espero que os outtros continuem. E desculpem, infelizmente, está em inglês e sem legenda, mas não pude deixar de postar aqui.)

    Essa é a cidade em que eu vivo – e que já adoro – com o povo e a comida que estou aprendendo a gostar (quando consigo escapar do peixe e outros animaizinhos que não me agradam, como tripa de porco, insetos ou polvo cru).

    Enquanto não tenho tempo (nem teclado que preste), pra escrever mais sobre a Coreia, deixo o vídeo do charmosíssimo Anthony Bourdain.

    Através do reencontro de uma coreana, qua saiu daqui criança, com familiares e a cultura coreana, o gastrônomo vai mostrando pra gente não apenas o kimchi e o bulgogi, mas também a história recente do país e a vida movimentadíssima de Seul – com direito a karaokê, claro.

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    Caviar de Beringela

    Denise | Receitas | Friday, 27 February 2009

    Esse blog nao tem jamais terá grandes pretensões culinárias. Mas, muito de vez em quando, ao descobrir algo muito fácil de fazer, me dá vontade de compartilhar aqui com vocês.

    Quando estávamos em Estocolmo, há alguns dias atrás, tivemos o prazer de ser convidados para um jantar na casa de amigos muito queridos. Foi tudo delicioso, ótima conversa, com muita comidinha árabe,feita na hora. Mas o que me ganhou mesmo – além da decoração da casa, que sempre admiro quando vou lá – foi um prato russo: caviar de beringela.

    Esqueci de pegar a receita com meus amigos mas, hoje, cansada de comer mal (nós detestamos cozinhar!), resolvi pesquisar na internet e arriscar.

    Descobri que existem inúmeras variedades desse caviar vegetariano (também conhecido como caviar de pobre). Não achei uma única receita igual a outra. Na maioria delas, a beringela tem de ser assada no forno antes de virar caviar mas, como não temos forno aqui em casa, resolvi adaptar tudo e criar minha propria receita, baseada nos ingredientes que vi presentes na internet e no que eu tenho aqui.

    Então, a minha receita de caviar de beringela ficou assim:

    • 8 beringelas (as que comprei aqui são quase a metade daquelas beringelonas no Brasil, são mais fininhas)
    • 1 cebola grande
    • Pasta de Alho
    • Pasta de gengibre
    • Cominho
    • Salsinha
    • Pesto
    • Azeite de oliva
    • Sal

    Bom, se tivesse forno, colocaria pra assar uns 15miunutos, como nao tenho. Coloquei a beringela – sem casca e cortada em pedaços pequenos – por uns 10 minutos, no formo de microondas.

    Enquanto isso, piquei a cebola no processador e coloquei com bastante azeite de oliva pra dourar numa frigideira grande. Quando estava bem douradinha, acrescentei duas colheres pequenas de uma pasta de alho fresco e uma colher de pasta de gengibre (ambos comprados num supermercado indiano).

    Adoro essa parte, o barulhinho do óleo, as cores e o cheiro do alho e cebola são uma delícia. Coloquei uma colher de sopa de pesto, uma colherinha de cominho (que eu amo e boto em toda comida, mas acho que seria dispensável, dessa vez) e joguei a beringela na panela. Fritei por alguns minutos – fiquei ate em dúvida se eu teria precisado mesmo colocar a beringela no microondas antes, da próxima vez, vou tentar jogar direto pra fritar.

    Por ultimo, coloquei a salsinha picada e joguei tudo no processador pra virar essa pasta que está aí. Como pretendia comer com pedaços de queijo, não coloquei queijo no “caviar”, senão teria jogado um pouco de parmesão.

    Também colocaria muito mais alho, mas Ted não gosta quando é demais, então tive que adaptar (mas achei receitas que tem uma quantidade enorme de alho!). Queria colocar umas azeitonas mas não consegui abrir o vidro, de jeito nenhum (e Ted não está em casa, agora). Hummmm acabei de pensar que deveria ter colocado um pouco de orégano, também.

    Mas, eu adorei o resultado e estou me controlando pra não comer tudo antes de Ted chegar  :-)    se alguém resolver criar o seu “caviar”, conte o resultado e deixe a receita aqui, OK?

    Os queijos e o pão (knäckebröd), nós trouxemos da Suécia. O suco é de morango+ mamão + manga + abacaxi (pedaços de frutas congeladas, que coloco no liquidificador com água geladinha e um envelope de Splenda em cada copo)… hummmmmm…

    Os pratos e copo, eu comprei na minha lojinha de descontos japonesa preferida, Daiso. A espatula de madeira e a toalha (que, na verdade é um “caminho de mesa”) eu comprei na ótima Åhléns, em Estocolmo. Achei esse caminho de mesa tão lindo (o desenho é bem suequinho), que comprei mais uma para colocar à venda – em breve – lá no brechó.

    E vocês tem receitinhas super rápidas e fáceis pra trocar com a gente aqui????

    Já falei aqui, mas não custa lembrar o blog de receitas veganas da Deinha. Bom demais.

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    O que vocês pretendem comer no natal?

    Denise | Celebridades,Comida | Friday, 19 December 2008

    Banana FritaEu sou “de época”, tem sempre alguma comida que estou gostando mais e só quero isso – claro que algo bem calórico! antes de mudar pra cá estava num bom regime, perdi quase 15 quilos, mas se eu não me cuidar… já, já volta tudo.

    Estou viciada em… banana frita na manteiga com açúcar – que fica caramelizado no fogo – muita canela e queijo cremoso (prefiro queijo parmesão, mas não tenho mais)… pode uma coisa dessas?

    Por falar nisso, vocês têm planos de comer o quê no natal? tem algo que não pode faltar? onde vocês vão passar a noite de natal? eu vou fazer muitas rabanadas, que eu acho uma comidinha barata, dá pra fazer em qualquer lugar do mundo e é a cara do natal.

    (A foto não é minha – a minha banana fica bem mais “destrambelhada” hehehe… – , é das Rainhas do Lar.)

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    Receita de Bem Casado

    Denise | Comida | Monday, 24 November 2008

    Ontem, descobri leite condensado aqui num supermercado da Coréia e, ainda sob o efeito dos doces maravilhosos que comi enquanto estava no Brasil, fiquei louca pra fazer alguma coisa bem brasileiramente adocicada.

    Primeiro, pensei em um pavê, mas não achei creme de leite (como é isso em inglês?), aí lembrei do “docinho bem casado”, porque gosto da parte de brigadeiro (que eu sei fazer, eu acho), mas gosto mais ainda daquele outro branquinho que fica do lado dele.

    Só que, pesquisando na internet, descobri que o que o resto do país chama de “bem casado”, não é o “bem casado” de Pernambuco. Tem receita por todo lado de uma outra coisa, que parece ser deliciosa (parece alfajores), mas muito trabalhosa, e não tem nada a ver com o ” nosso bem casado”, que tem em todo canto, lá no Tacaruna.

    Alguém sabe uma receita daquele nosso docinho que é metade brigadeiro e metade branquinho, um casamento delicioso e beeeeeeeeem calórico?     :-)

    Atualização

    A Gi, achou pra mim! obrigada, querida. Eu escrevi o “docinho” antes, na pesquisa do Google, mas não teve jeito de achar. Esses casadinhos estão de matar de vontade, mesmo. Acho que vou fazer um monte agorinha mesmo, pro café da manhã   :-)     quanto ao creme de leite, eu tinha imaginado que poderia ser o whipped cream, mas como sou um desastre na cozinha, não arrisco nada, por conta própria. Eu compro um whipped cream daqueles de spray, light, em Costco será que é a mesma coisa pra fazer um pavê?

    Atualização II

    Gente, surtei!  hehehehe… fiz uma adaptação da receita que a Gi mandou (aí acima… sou indisciplinada, por isso minha comida nunca fica boa, eu vivo mudando tudo).  Fiz assim:

    • Meia lata de leite condensado (na verdade, é uma garrafinha, joguei o que eu achei que fosse metade na panela).
    • Uma gema
    • Uma colher de chá de manteiga
    • Um bocado de queijo parmesão ralado

    Ficou MARAVILHOSO! comi tudo de uma vez, da panela mesmo. Não deixei nem um pingo pra pra Ted (ele nunca gosta dos nossos doces ultra-doces). Comi tão rápido, que nem deu tempo de fotografar a coisa. Vixe! agora, dieta djhá!!!!!!!

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    Gula de Expatriada

    Denise | Comida,Pernambuco | Thursday, 23 October 2008

    No café da manhã de hoje: “sanduiche” de queijo de manteiga com bolo de rolo.

    Muito disciplinadamente, eu perdi 10 quilos, desde que mudei pra Coréia.

    Mas… foi só chegar ao Brasil e, da sala de desembarque, fui direto pra lanchonete comer coxinha, pãozinho de queijo e biscoitinhos caseiros. Na sala vip de Guarulhos, comi 24 pãezinhos de queijo (ok, são pequenos, mas são 24!). Ao chegar em Recife, do aeroporto fomos direto pro Tacaruna, onde comi tapioca, a primeira fatia de bolo de rolo, almoço na “Comida de Fazenda”… já devo ter recuperado a metade do que perdi, em apenas dois dias de Brasil   :-)

    Deus me ajude, que ainda tem muito tempo por aqui…

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    “Eu dou a volta, pulo o muro, mergulho no escuro, sarto de banda…”

    Denise | Comida | Thursday, 15 February 2007

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    Toda vez que vou preparar meus sucos e smoothies, lembro de Evandro Mesquita, há uns 20 anos, no filme “Menino do Rio”, fazendo suas experiências com mil frutas no liquidificador.

    Andamos preocupados em manter uma boa alimentação, qui em casa, nem sempre dá pra ser tudo orgânico e muito menos frutinhas frescas, porque os preços são absurdos. Um abacaxi custa US$ 2,99 em Costco e na Whole Foods (lojinha mais descolada com produtos naturais), custa U$ 4,99. Mas, de quaqluer forma, sempre é melhor que consumir refrigerante ou energéticos.

    Todas semanas, vamos ao Costco, um supermercado que vende tudo muito mais barato e em grandes quantidades. Compramos sacos enormes de morangos e outros berries congelados, caixas de mangas, laranjas e uns abacaxis, que duram bastante.

    Sempre achei que frutas congeladas não teriam a mesma qualidade, mas Ted diz que as frutas frescas têm um grande diferencial quando colhidas do pé. Mas, as que são colhidas, empacotadas, enviadas pelo país afora, pra lojas, já chegam com uma boa perda de nutrientes. Muitas vezes as congeladas, para produtos como morango, mantêm até melhor sua qualidade, por ser congeladas e preservadas, logo após a colheita.

    Nessa foto, as blackberries à direita são frescas, mas apenas porque estavam em promoção, no Giant aqui perto de casa.

    Além das frutas, cortadas em pedacinhos, coloco no liquidificador um pouco de iogurte desnatado, pouca água, somente quando necessário, algumas gotas de essência de baunilha e cada um coloca seu açúcar, se quiser, mas dá pra tomar sem nada.

    A fruta pomegranate (nossa romã) é cheia de anti-oxidantes, comprei uma garrafa de nectar da fruta (na Whole Foods) e, como é muito caro, coloco apenas um pouco em cada liquidificador, mas já ajuda.

    Além de ser uma opção para quando estamos querendo uma coisa doce, esses smoothies são incrivelmente saudáveis e (se as frutas são compradas em grande quantidade) não ficam caros.

    Sem falar que aí no Brasil, a variedade de frutas tropicais maravilhosas é enorme, né? Bia adorava fazer suco de goiaba com limão. Vocês têm hábito de fazer sucos de frutas em casa? têm dicas de boas combinações?

    Mais uma razão para evitar Coca-Cola e similares

    A Univerisade de Tufts, de Boston, divulgou o estudo da pesquisadora Katherine Tucker, que examinou a densidade mineral óssea de mais de 2,500 homens e mulheres adultos, analisando seu padrão de consumo de refrigerantes e encontrou que as mulheres (mas não os homens) que bebiam 350ml de refrigerante cola (pepsi, coca etc) por dia, tinham uma perda de densidade óssea de 2.3 a 5.1 no quadril, se comparadas com mulheres que não consumiam ou consumiam menos dessa bebida. Não existe diferença se a bebida é diet ou sem cafeína, mas esse resultado não foi encontrado nos refrigerantes que não são “cola”.

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    Bia voltou do Brasil!

    Denise | Comida | Monday, 22 January 2007

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    E eu estou aqui, lambendo a cria e me acabando de comer tapioca… ;-)

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    Meu café da manhã

    Denise | Comida | Tuesday, 16 January 2007

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    A culpa é dela.

    Não, meninas, minha rabanada não teve nada de light! A Luciana me lembrou que há anos não comia a delícia natalina, mas eu fiz mesmo foi a tradicional receita com muito açúcar, para me despedir desses prazeres da mesa e começar uma dietazinha – mais do que necesária, no meu caso – a partir de hoje (de novo… hehehehe…)

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    Comidinhas exóticas

    Denise | Comida | Saturday, 06 May 2006

    gulabjamun.jpgUma das coisas que eu adoro em viver em grandes cidades é a enorme opção de comidas de todas culturas. Semana passada tive uma reunião na U Street, bairro afro americano, e acabei almoçando num restaurante etíope… ai, que delícia que foi, de lamber os dedos, literalmente!

    Já cansei de falar da minha paixão por comida indiana. No Giant, que é o “Bompreço” daqui, tem uma fileira só de comida de vários países. Foi lá que eu descobri essa latinha de Gulabjamun, que é um manjar dos deuses, e que eu comia muito, lá na India.

    São umas bolinhas de queijo (mas que não tem gosto nenhum de queijo), temperadas com cardamamo, mergulhadas num tipo “melado” de açucar. Aí a gente esquenta as tais bolinhas no microondas e… hummmmm… nem quero pensar na quantidade de calorias que deve ter, mas é um prazer inenarrável e sugiro pra quem tem restaurante ou supermercado indiano por perto… Deus me ajude, porque minha dieta já foi por “melado” abaixo…

    Tem alguma comidinha exótica que você gosta e come, de vez em quando?

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