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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Entrevista com Jill Taylor
    “A Cientista que Curou o Próprio Cérebro”

    Denise | Ciências,Corpo & Saúde,Vídeo | Tuesday, 24 March 2009

    Jill Taylor é uma neurocientista norte-americana que sofreu um derrame e perdeu, temporariamente, as funções do lado esquerdo do cérebro, há 13  anos. Levou oito pra se recuperar e agora acha que está mais feliz que antes, depois que aprendeu a usar o lado direito do cérebro. Essa entrevista no Milênio é sobre isso.

    No livro My Stroke of Insight (traduzido no Brasil com o título A cientista que curou seu próprio cérebro”, pela Ediouro), ela conta como percebeu que estava tendo um derrame e conta seu processo de recuperação.

    A primeita vez que ouvi falar em Jill Taylor foi quando procurei palestras sobre neurologia, no TED. A palestra é fantástica (melhor que a entrevista) e fiz esse post sobre ela (nesse link você pode assistir a palestra, acompanhando a tradução em português).

    PS.: Adorei as  mensagens de vocês, no post anterior, desejando felicidades a mim e Ted. Os dois lados do meu cérebro agradecem  :-)   Beijoca!!!

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    Viciada em TED

    Denise | Ciências,Corpo & Saúde,Vídeo | Wednesday, 25 June 2008

    (Achei a tradução completa da palestra no ótimo blog Parem o Mundo, por isso eu adoro a Internet. O texto é grandinho, mas vale a pena ler tudo. Clique aí abaixo, no final do post.)

    My stroke of insight é uma fantástica palestra da neuroanatomista Jill Bolte Taylor, no TED, contando com muitos detalhes suas sensações quando teve um derrame, anos atrás e sua reação na recuperação.

    Além do assunto ser interessante, ela deescreve de uma forma apaixonate, com destaque pra quando ela percebeu que estava tendo um derrame e ficou fascinada com a idéia de viver algo que estuda:

    De repente o meu hemisfério esquerdo voltou e me disse: “Hey, nós temos um problema, nós temos um problema, nós precisamos buscar ajuda” e era como, OK, OK, eu tenho um problema, mas eu voltava a essa consciência que eu carinhosamente dei o nome de La La Land, e era lindo lá. Imagine estar completamente desconectado das informações no seu cérebro que te conectam com o mundo exterior.

    Então aqui estou nesse espaço e não existe nenhuma preocupação comigo, com o meu trabalho, tudo sumiu e eu me senti mais leve no meu corpo e imagine todos as suas relações com o mundo exterior e as várias preocupações relacionadas com elas, tudo tinha desaparecido. Senti uma sensação de paz e imagine o que seria sentir perder 37 anos de bagagem emocional! Senti euforia. Euforia é maravilhoso – e então meu hemisfério esquerdo voltou e disse: “Hey, você precisa prestar atenção, precisamos encontrar ajuda” e pensei “Vou conseguir ajuda, vou focar nisso” Saí do chuveiro, me vesti e andando pelo meu apartamento estava pensando “Eu preciso ir trabalhar, preciso ir trabalhar. Eu consigo dirigir? Eu consigo dirigir?”

    Foi nesse momento que meu braço direito ficou paralisado e pensei “O meu Deus! Estou tendo um derrame! Estou tendo um derrame!” e a próxima coisa que meu cérebro me disse foi “Nossa! Isso é legal, isso é legal. Quantos neurocientistas têm a oportunidade de estudar seu próprio cérebro do lado de dentro?”

    Mas veio algo em minha mente: “Sou uma mulher ocupada. Não tenho tempo para um derrame!” e era como eu me dissesse: “OK, eu não posso parar o derrame então vou fazer isso por uma semana ou duas e voltar a minha rotina”

    Ela contou essa história toda num livro, o My Stroke of Insight: A Brain Scientist’s Personal Journey, que acaba de ser lan;ado aqui nos EUA e eu estou louca pra ler. Já disse que adoro ler sobre neurologia, né? tenho todos os livros do Oliver Sacks, quem quiser experimentar, eu sugiro começar pelo Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu. Ótimo.

    Sobre TED

    Vocês já sabem que sou viciada em Ted, né? agora, também estou viciada em outro TED - Technology, Entertainment, Design. Dia desses, descobri o site deles e, todos os dias, ouço mais uma ou duas (de todos os temas imagináveis), enquanto trabalho.

    TED é uma série de conferências que começou em 1984, com o objetivo de reunir pessoas em torno dessas palavras – Tecnologia, Diversão e Design. De lá pra cá, muitos outros temas foram adicionados, mas o nome continua TED.

    Todos os anos, conferencistas interessantíssimos têm o desafio de fazer uma palestra marcante, em 18 minutos. Infelizmente, é tudo em inglês, sem legenda, mas pra quem se vira no idioma, é uma ótima dica.

    (não esqueça de clicar no link, logo aí abaixo, pra ler a palestra na íntegra)

    (Continue lendo aqui)

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    O desapontamento da Blogueira Astronauta

    Denise | Ciências,Comportamento,Feminismo | Tuesday, 03 October 2006

    Anousheh Ansari


    “Foi preciso esperar 45 anos para que uma mulher civil subisse ao espaço, munida de uma ferramenta de publicação instantânea como o blog, para poder compartilhar, através de palavras simples e sinceras, o verdadeiro sentimento do mundo”Ricardo Anderáos

    Mas, aparentemente, é mais fácil fazer uma viagem espacial do que aturar as grosserias e frustrações que pululam na blogosfera. Vou contar uma histórinha muito interessante sobre isso…

    Anousheh Ansari, iraniana, vivendo no Texas, 40 anos, acaba de se tornar a primeira mulher a ir até a Estação Espacial Internacional (ISS), pagando do próprio bolso. Também foi a primeira iraniana a fazer uma viagem espacial privada e a primeira mulher muçulmana no espaço.

    Numa coletiva à imprensa, em Zvyozdnyi gorodok, Russia, Ansari disse esperar que mulheres e meninas das mais remotas partes do mundo ouçam falar sobre seu vôo espacial e acrescenta que “em muitos países, mulheres não são encorajadas a seguir carreiras em Ciência e Tecnologia, mas elas deveriam escolher o que realmente querem fazer e seguir seus sonhos”.

    Desde criança, Anousheh Ansari já era apaixonada por ciências e o espaço. Após a revolução conservadora iraniana, seus pais decidiram mudar para os EUA, para que ela, na época com 16 anos e sem falar uma palavra de inglês, pudesse se dedicar aos estudos na área. A astronauta se formou em Engenharia da Computação e Eletrônica, virou mestra em Engenharia Elétrica e agora está fazendo outro mestrado em Astronomia.

    Quando saiu da faculdade, convenceu o marido e o cunhado a usar todas as economias e resgatar os fundos de aposentadoria, para fundar, com ela, a Telecom Technologies, Inc.. Era um momento de explosão das telecomunicações nos EUA, ela sabia o que fazer, registrou patentes e eles ficaram milionários.

    ansari3.jpgNa liderança da Telecom, ganhou vários prêmios. Depois, vendeu a empresa por 550 milhões de dólares e, entre outras coisas, vem investindo em apoio a ONGs que promovem a ciência, exploração espacial e educação de meninas, como a Ashoka.

    Pois bem, como se não fosse pouco, mais um pioneirismo dessa mulher interessantíssima foi escrever um blog lá das estrelas.

    Não é a primeira vez que um blog é escrito do espaço, antes dela, outras oito pessoas já fizeram isso. Mas foi a primeira vez que se abriu a caixa de comentários e que os posts foram escritos com a sensibilidade dessa mulher que foi contando o que acontecia nos 10 dias em que esteve no ar, de forma compreensível e agradável, sem jargões técnicos.

    No dia 21, três dias depois do lançamento da nave espacial, ela faz um post contando como foi o dia do “embarque”. Conta que tomou café, ligou pra avó e assinou seu nome na parede do quarto, do lado do nome do “primeiro astronauta brasileiro, Mario Pontes” e dá detalhes engraçados dos últimos minutos antes de entrar no foguete:

    “Aí fomos acompanhados de volta ao ônibus, enquanto acenávamos para a multidão e os repórteres. A próxima tradição foi uma parada para os garotos fazerem xixi ;-) isso, aparentemente, também é uma tradição iniciada por Gagarin, que continua, hoje… felizmente, fui dispensada desse ‘exercício’ e pude apenas participar mentalmente”.

    Continua, falando sobre suas primeiras reações no espaço:

    Finalmente pude olhar para fora e ver a Terra pela primeira vez. Lágrimas rolaram pelo meu rosto. Minha respiração ficou descompassada. Só de pensar nesse momento me enche novamente de lágrimas. Aqui está esse lindo planeta girando graciosamente ao redor de si mesmo, sob o calor dos raios do Sol. Tão pacífico, tão cheio de vida, sem sinais de guerras, sem sinais de fronteiras, sem sinais de problemas, apenas pura beleza.

    Como eu gostaria que todas as pessoas pudessem experimentar esses sentimentos em seu coração, especialmente aqueles que estão à frente dos governos em nosso planeta. Talvez essa experiência desse a eles uma nova perspectiva e ajudasse a trazer paz ao nosso mundo.

    Acho que por ora é suficiente. Vou contar o que está acontecendo aqui em cima na próxima nota. Estou com fome de comida espacial, falo novamente com vocês na próxima órbita. Estamos sobrevoando o Oceano Pacífico e nos aproximando do México.

    ansari4.jpg

    Apesar da imprensa ter tentado transformá-la em uma fútil “turista espacial”, ridicularizando seu comentário sobre o cheiro do laboratório na órbita (“era estranho… algo como biscoito de amêndoas queimado”), Ansari é uma cientista, com mestrado em engenharia e que fez fortuna em telecomunicações, graças à sua competência técnica e de administradora.

    Ainda assim, ela não teve medo de se expor em seu blog e escrever mostrando suas vulnerabilidades, suas emoções e seu deslumbramento com as pequenas coisas que também fazem a viagem espacial. Graças à sua forma coloquial e pessoal de escrever, acabamos nos interessando por um tema que é, muitas vezes, árduo demais, e esse era seu objetivo, como deveria ser o de qualquer boa(bom) blogueira(o)!

    Talvez por ter simpatizado tanto com tudo que ela escreveu, me senti ainda mais solidária e triste ao ler seu último post, publicado ontem, já depois de sua volta à terra (na última sexta-feira) e que tem o título: “Não consegui Dormir”… bem vinda à blogosfera, fia…

    ansari5.jpg

    Ela diz:

    “Eu ainda não escrevi no blog, sobre a última parte da minha viagem porque me distrai lendo todos os comentários postados. Eu estava recebendo apenas alguns deles, mais encorajadores, por email, quando estava em órbita, mas não tinha tido oportunidade de ler tudo.

    Quando comecei a lê-los, ia de feliz e orgulhosa, a triste, chorando por me sentir tão desapontada e magoada… tem sido uma montanha russa emocional para mim e isso é exaustivo…

    Os que me conhecem dizem que eu tenho as emoções na cara. Eu não sei como fingir e, como alguns de vocês podem ver, pelo que eu escrevo, eu falo direto do coração… (…)

    Quando eu decidi compartilhar minha experiência, para ser honesta com vocês, eu nunca esperei ter a atenção que o blog tem recebido. Eu não sou uma escritora profissional e tenho um vocabulário limitado, mas sabia que pooderia fazer o melhor possível. (….)

    Bom, o blog tem muito sucesso e com o sucesso, vem o julgamento e escrutínio. Eu acho que tudo isso é bom Eu acredito que as pessoas têm direito de dar sua opinião e as ouço e tento ver seu ponto de vista. Mas eu tenho uma fraqueza. Eu não consigo suportar alguém com raiva de mim. Isso me incomoda por dentro… Eu sei que não posso fazer todo mundo feliz… mas isso nunca me impediu de continuar tentando (…)

    Eu não vou entrar num diálogo ‘um-a-um’ para tentar convencê-los a ver as coisas do meu jeito. Eu sempre acreditei que o que conta, no final do dia, são os resultados. Não estou fazendo isso para ganhar popularidade e aprovação. (…)

    Eu vou continuar meu blog por enquanto, até que eu me sinta exaurida demais pela negatividade, para poder escrever… “

    Impressionante o quanto os vampiros emocionais da blogosfera estão por toda parte. Pessoas que vivem de sugar a energia dos que estão produzindo, escrevendo, compartilhando. Tem todo tipo de gente circulando pelas blogosfera. Mas um tipo comum é aquele que não tem coragem pra “peitar” o marido (ou a esposa), @ chefe, os vizinhos, a família, e vem descarregar suas neuroses anonimamente em nossos blogs.

    Nem uma blogueira escrevendo lá do espaço escapa, quanto mais eu, aqui do meu bloguinho… por isso, decidi que, a partir de agora, os comentários passarão a ser, permanentemente, moderados. Abaixo vampiros, trolls, imbecis e invejosos… que vão sugar energia em outros lugares…

    Complementando – sobre o machismo da imprensa

    ansari6.jpgOs comentários de vocês estão interessantíssimos, vou comentá-los, assim que tiver um tempinho.

    Eu não tinha visto nada sobre ela, na semana passada, porque estava em Seattle. Não vi televisão, nem li jornais todos os dias, mas quando me deparei com as notícias sobre Anousheh Ansari, ontem à noite, fiquei boba com o machismo ridículo como tudo era apresentado.

    Impressionante o disparate do que se falou na imprensa e a história dela, como uma mulher imigrante (em sua roupa espacial tinha as bandeiras do Irã e EUA), batalhadora, que conseguiu tanto sucesso com seu próprio esforço e que tem, como objetivo, o estímulo das mulheres e meninas para que considerem carreiras nas áreas de ciências e tecnologia e exploração espacial. A relação de Ansari com a Ashoka (veja o site da instituição, em Português), é sua melhor referência, pra mim.

    Perdemos uma excelente oportunidade de ter esse aspecto de incentivo às mulheres e jovens para a Ciência ressaltado, ao invés, o que se viu foi um festival de bobagem machistóide. Posso apostar que ali tinha muito preconceito não apenas por ser mulher, mas uma mulher imigrante iraniana (considerada cafona pelos padrões americanos), bonita e que resolveu expor sua experiência de uma forma compreensível e emocional.

    Li, em algum lugar, um homem dizendo que há 25 anos acompanha os relatos de pessoas que vão ao espaço e só agora teve a sensação de entender um pouco mais o que é essa viagem, graças à forma que ela descreveu em seu blog. Mas, os jornais preferem ridicularizá-la, pinçando trechos do blog, como quando explica como se lava o cabelo), como se isso fosse a única coisa que a preocupasse na viagem espacial.

    Pra fechar, a CNN diz que Ansari não teve permissão de levar maquiagem mas, na opinião dos seus colegas, mesmo sem “cosméticos decorativos” ela é muito atraente e fotogênica. Sei… alguém já viu a imprensa “séria” comentar os atributos físicos de algum dos homens que fez uma viagem espacial?!

    Veja Também:

  • Site Oficial de Anousheh Ansari
  • A Terra é azul
  • Boldly sledding on the far side
  • Tourist’s blog gives taste of outer space
  • Space Blog Inspires Thousands
  • Blogs in space another first for Soyuz tourist
  • U.S.: Iranian-American To Be First Female Civilian In Space
  • Vale a pena dar uma espiada no Flickr da astronauta.

    PS.: Aviso logo, antes que joguem pedras, que a tradução é tosca, feita às 3 da manhã, mas o suficiente pra vocês entenderem do que eu esotu falando…

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    Mais coisas, entre o céu e a terra…

    Denise | Ciências | Saturday, 01 April 2006

    Solidariedade em bits

    Leia ouvindo Ziggy Stardust, com David Bowie.

    proteina.jpgParece ficção científica, mas o seu computador, nas horas em que você não está usando, pode contribuir para as mais avançadas pesquisas científicas, sem que isso signifique nenhum custo pra você, bastando estar conectado à internet.

    Essa tecnologia se chama “distributed computing” e, de certa forma, transforma milhares de computadores conectados em um supercomputador, agilizando pesquisas que necessitam de uma grande capacidade de processamento de dados.

    Como disse o Leonardo, “ver milhões e milhões de computadores, mundo afora, parados, sem processar, dói tanto quanto ver uma torneira aberta noite e dia, sem ninguém aproveitar a água.”

    Através do site do SETI (vejam abaixo), cheguei até essa lista do BOINC e, nela, descobri várias possibilidades de participação.

    Uma delas é a Rosetta@home, que precisa de sua ajuda para determinar as formas tridemensionais de proteínas, em pesquisas que podem levar à cura de várias doenças. Rodando o programa Rosetta no seu computador, você pode ajudá-los a agilizar suas pesquisas e vai ajudar na luta contra HIV, Malária, Câncer e Alzheimer. Não é fantástico?

    Outra iniciativa interessante é a World Community Grid, que já tem 300 mil computadores conectados e é um coletivo de projetos como FightAIDS@Home e The Human Proteome Folding.

    Achei a idéia genial. Esse programinha funciona como uma “proteção de tela”, não tem risco de vírus, nem deixa o computador mais lento, porque ele só é “acionado” quando você não estiver usando o computador.

    Aqui em casa temos três computadores que ficam ligados 24 horas por dia, acabei de instalar o World Community Grid em todos eles. Pensem nessa possibilidade, também!

    setiathome.jpg

    “SETI é, provavelmente, a mais importante busca do nosso tempo, e eu fico impressionado que os governos e corporações não estejam apoiando essa iniciativa suficientemente.” – Arthur C. Clarke 2006

    Leia ouvindo Space Oddity, com David Bowie.

    Eu adoro uma novidade. Aí, em 2002, inventei de virar membro do SETI, que é a sigla, em inglês, para Search for Extra-Terrestrial Intelligence (Busca de Inteligência Extraterrestre).

    Essa é uma experiência que usa a capacidade de processamento de centenas de milhares de computadores conectados à Internet para capturar e analisar dados que são recebidos por radiotelescópios terrestres, na esperança de fazer um contato imediato de 3o grau.

    Pra participar, basta fazer o download de um programinha que funciona como um protetor de telas. Não custa nada e usa o computador apenas quando você não está usando. Nesse momento, são menos de 500 mil computadores conectados, em 244 países e o Brasil é 32o, com quase 3.000 maluquinhos.

    Um dia, Bia disse que um amigo dela escreveu, impressionado: “Bia, eu não acredito no que vi… a tua mãe está no ‘perfil do dia’, do site do Seti!!!! hahahahaha…”. Bom, ela não pode dizer que tem uma uma mãe muito “tradicional”.

    Se eu acredito em extraterrestres? sei lá, não tenho a mínima idéia, nem penso nisso, acho que não, né? mas tudo é possível…

    O que aconteceu foi que, em 2002, eu estava numa fase de muitas mudanças, queria descobrir outros mundos (sem trocadilho!), conviver com pessoas diferentes, sair do “circuito ONG”. Tinha conhecido um físico americano que era fascinado pelo Seti, entrei no site e achei a brincadeira engraçada e não custava nada.

    O que me impressionou, na época, foi o quanto existem muitos cientistas sérios que acreditam em vida em outros planetas. Achava que isso era coisa só pra filmes de Hollywood…

  • Vejam o meu perfil, com a minha humilde colaboração de 1,787 horas, à causa.
  • Site brasileiro do Seti

    Terraforming

    terraforming_michael_carrol.jpg

    Leia ouvindo Life on Mars, com David Bowie.

    Terraforming é o processo teórico de se modificar um planeta para torná-lo habitável, no que está sendo conhecido como “engenharia planetária”

    Marte é considerado o maior candidato à “terraformação”. Muitos estudos têm sido feitos sobre a possibilidade de aquecer o planeta e alterar sua atmosfera, e até a NASA tem realizados debates sobre o assunto. Esse foi mais um assunto que me interessou em 2002.

    Claro que, até que isso seja possível (se é que vai ser), muita água vai rolar e muitas gerações virão. Mas meu amigo físico não tem nenhuma dúvida sobre a “terraformação” de Marte, no futuro. Antes disso, muitas questões técnicas, logísticas, econômicas, políticas e éticas ainda terão que ser discutidas e superadas.

    Não me parece nem um pouco “ecológico” mexer com o meio ambiente astronômico, já basta o que fazem por aqui, mas acho fascinante que tenha gente estudando essa possibilidade.

    Achei esse artigo sobre “Terraforming e Ecopoiesis” bem completo, mas como não tem créditos, não sei de onde saiu e se é confiável, mas é uma leitura interessante.

    Imagem gráfica de “terraforming”: Michael Carroll).

    Conclusão

    Caramba… tem tanta coisa acontecendo nesse mundo, que a gente nem toma conhecimento… como é que dá pra alguém sentir tédio?!

    E esse NÃO é um post de “Primeiro de Abril”… juro… hehehehe… aliás, acabei de lembrar que eu fazia parte do grupo de astronomia do São Bento, uma época… portanto, não é nada tão estranho assim :-)
    _________________________________________

    Flavinha mandou a dica desse poema lindo do Drummond:
    O Homem; As Viagens.

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