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    Cover Girl… Falso ou “verdadeiro”?

    Denise | Campanhas Publicitárias | Saturday, 28 May 2011

    Eu tenho pouquinhos cilios e sempre sonhei com aquelas pestanas longas e cheias. Quando era pequena, ficava morrendo de inveja da Barbarella e seus olhos integalaticos. Jah comprei de tudo, mas nunca encontrei nada que fizesse muita diferenca. O mais decepcionante, aqueles aparelhinhos “enroladores de cilios”, que as modelos juram que fazem milagres. Comprei um Shu Uemura, que aqui eh vendido nas farmacias e NADA. Continuo com uns meros fiozinhos sem graca, nos olhos.

    Pra piorar, tenho alergia a quase tudo que coloco nos olhos, entao botar cilios falsos, nem pensar, dah arrepios soh de pensar na cola perto dos olhos. Preciso me conformar com o que eu tenho.

    Agora, inveja a parte, sempre me irritaram essas propagandas que mostram cilios obviamente falsos como se fossem resultado de camadas de rimel. Jah tentei, colocava umas 5 camadas de rimel, intercadas com poh facial. Desnecessario dizer que ficava uma sujeira, mas nada parecido com as revistas.

    Agora, a Cover Girl levou a cara de pau a outro nivel.

    Nessa propaganda, a empresa “denuncia” que seus concorrentes usam cilios falsos pra promover seus produtos e coloca duas fotos, perguntando, se o volume dos cilios da modelo eh “falso ou verdadeiro?”.

    Soh que, lendo aquelas letrinhas bem miudas, embaixo da foto,  a gente fica sabendo que foram aplicados alguns cilios na modelo da direita, o “verdadeiro”, antes de usar a mascara!!! WTF!

    Eh o cumulo da cara de pau.

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    Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática

    Denise | Campanhas Publicitárias,Cidadania,Velha Midia | Monday, 23 May 2011

    Muito bom. Leiam, reflitam e compartilhem, querid@s.

    O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

    1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

    O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

    2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

    Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

    3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

    Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

    4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

    Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

    5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

    A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

    6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

    Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

    7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

    Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

    8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

    Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

    9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

    Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

    10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

    No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

    Fonte: http://www.institutojoaogoulart.org Via: ongCEA

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    A violência contra a mulher não é tabu, nem estereótipo, é CRIME. O caso Triton e o resultado do CONAR.

    Denise | Campanhas Publicitárias,Violência | Friday, 31 December 2010

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    Resolvi fechar 2010 falando de uma “conquista” nossa, ainda que capenga e atrasada (só tive acesso ao resultado final, essa semana).

    Em setembro de 2009, a Triton lançou essa campanha aí acima, que chocou muito a mim e amuita gente que frequenta o blog. Afinal, o que passa pela cabeça de uma pessoa que cria uma peça como essa (além de falta de criatividade e plágio do que existe de pior na moda internacional)?

    Nos mobilizamos nesse post aqui, disponibilizamos o link para contato com o CONAR, que regula “informalmente” as propagandas no Brasil. Cerca de 40 pessoas reclamaram e – em maio de 2010 – a instituição decidiu “pela alteração das imagens, ressaltando que devem ser retiradas todas as cenas que reflitam desrespeito, preconceito e violência contra a mulher”.

    Vejam o resumo do caso, como publicado no site da CONAR:

    “Coleção Triton”

    Representação nº 236/09
    Autor: Conar, a partir de queixa de consumidor
    Anunciante: Triton
    Relatora: conselheira Cláudia Wagner
    Sexta Câmara
    Decisão: Alteração
    Fundamento: Artigos 1º, 2º, 6º, 14, 17, 19, 20, 21, 22, 26 e 50, letra “b” do Código

    Cerca de 40 consumidores, de diversos Estados brasileiros, reclamaram ao Conar da campanha da Triton veiculada na internet para divulgar a nova coleção da marca. O ponto fundamental das queixas é que os anúncios fazem apologia à violência contra a mulher, principalmente em relação às imagens apresentadas.

    A empresa contestou as denúncias, justificando tratar-se de uma campanha de visão artística e sem qualquer tipo de apologia à violência contra a mulher. Justifica ainda que a tendência mundial de provocar o público com imagens que brincam com tabus e estereótipos ganha as páginas das revistas de moda mais conceituadas do mundo, obtendo resultados razoáveis.

    Para a relatora, os consumidores reclamantes têm razão. Ela observa, em seu parecer, que a referida publicidade retrata cenas desprezíveis do ponto de vista ético e moral, entre elas, a imagem que mostra um homem segurando um machado enquanto uma mulher parece acariciá-lo, e a cena que exibe um rapaz demonstrando sua força bruta sobre a mulher enquanto expressa seu domínio sexual.

    A manifestação da relatora, acatada por unanimidade, foi pela alteração das imagens, ressaltando que devem ser retiradas todas as cenas que reflitam desrespeito, preconceito e violência contra a mulher.

    É muito bom que a conselheira Cláudia Wagner tenha reconhecido que uma campanha como essa da Triton reflete “desrespeito, preconceito e violência contra a mulher” e a parabenizamos pela sua decisão.

    Mas, fiquei irritada com a postura da empresa. Poderia ter reconhecido seu erro, imediatamente, ao receber tantas reclamações (que foram enviadas também ao site da Triton) e retirado a campanha do ar, sem tentar justificar o injustificável. Ao invés disso, alegou ao CONAR (como mostra o relatório acima), que era:

    “uma campanha de visão artística e sem qualquer tipo de apologia à violência contra a mulher. Justifica ainda que a tendência mundial de provocar o público com imagens que brincam com tabus e estereótipos ganha as páginas das revistas de moda mais conceituadas do mundo, obtendo resultados razoáveis.”

    Vender roupas às custas da exploração da imagem da mulher sendo morta, violentada ou agredida, não tem nada de artístico ou provocador, como querem que pareça, é somente misógino e sem imaginação.

    Sim, a Triton macaqueou uma “tendência”, imbecil, anti-ética e que, de moderna, não tem nada.  Não é novidade a imagem da violência contra a mulher em campanhas da indústria da moda. Esses são alguns exemplos, sobre os quais já falamos muito aqui  no blog:


    jimmy_choo.jpg

    vogue_vanity4.jpg

    vogue_vanity1.jpg

    Não é porque a Vogue publica um editorial como esse “obtendo resultados razoáveis” (me pergunto quais e razoáveis para quem!), que vamos ser forçados a engolir essa mesma estupidez no Brasil.

    Ao contrário do que pensa a Triton (e, provavelmente, a Vogue)a violência contra a mulher não é “tabu”, nem “estereótipo”, é CRIME.

    No mês passado, a UNESCO declarou que a violência contra a mulher está tomando dimensões epidêmicas, “uma em cada três mulheres no mundo foi objeto de violência física, manteve relações sexuais forçadas ou foi vítima de maus tratos em sua vida”.

    No Brasil, mais de 2 milhões de mulheres são espancadas por ano, ou seja uma cada 15 segundos. A referência à violência contra a mulher, em outdoors, sites e revistas, para vender produtos não pode, jamais, ser considerada “brincadeira” ou “provocação”, como quis a Triton.

    Repito, que bom que o CONAR reconheceu que estávamos cert@s de reclamar. Mas, francamente, de que adianta a proibição da propaganda oito meses depois? àquela altura, a empresa já tinha veiculado as imagens à vontade, pelo tempo que planejava, e deu sua contribuiçãozinha pra a glamourização da mulher sendo assassinada (primeira foto), agredida e violentada.

    Vamos continuar cobrando do Conar uma posição, a cada vez que nos deparamos com uma propaganda racista ou misógina, como foi o caso acima, vimos que é um caminho viável. Mas é necessário que esses processos sejam agilizados, senão, a credibilidade da instituição também fica seriamente abalada.

    Da minha parte, farei sempre boicote à Triton.  Tem tantas opções, pra quê escolher uma que explora irresponsávelmente e não leva a sério algo tão importante para as mulheres brasileiras?

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    ComiCon, Milo Manara e turismo sexual no Rio

    Denise | Campanhas Publicitárias,Sexismo | Tuesday, 26 October 2010

    Eu sei, é o estilo do Milo Manara, blá-blá-blá, mas esse cartaz do Festival Internacional de Quadrinhos do Rio é um retrocesso de décadas, uma volta à época em que a Embratur vendia, oficialmente, a sensualidade da mulher brasileira como mercadoria de turismo. A gente viu no que deu. Além de ser feio, cafona e sem nenhuma imaginação. #riocomiconfail

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    Gostei

    Denise | Campanhas Publicitárias | Monday, 11 October 2010

    Já recebi reclamações de publicitários que dizem que só faço reclamar e mostrar as propagandas racistas, homofóbicas e misóginas. Então, aí vai uma que eu vi no intervalo durante o debate Dilma X Serra, ontem. Achei linda, inteligente, emocionante. Parabéns à Loducca, Nextel e ao Fabio Assunção por ter coragem de se expor.

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    Preta, na capa, até pode, pero no mucho…

    Denise | Campanhas Publicitárias,Racismo | Saturday, 18 September 2010

    Mais do mesmo: aqui e aqui.

    A Vanessa Maia deixou a dica. Fonte: Shine.

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    Anúncio vende investimento às custas da imagem hipersexualizada da mulher brasileira

    Denise | Campanhas Publicitárias,Sexismo | Saturday, 18 September 2010

    Essa fotinha acima é um anúncio que sempre aparece no meu facebook, de uma empresa que promove investimentos financeiros no Brasil, a Greenwood Management.  O slogan é “Brazil Best Kept Secret” (“Brasil O segredo mais bem guardado”). Já tinha visto em outros sites, com outra foto, mostrando parte do corpo de uma mulata, no carnaval, sempre de bikini, mas acho que só aparece pra quem acessa fora do Brasil.

    Mas, não é um absurdo, isso? faz tempo que queria comentar porque me dá muita raiva, quando vejo. Num país que está lutando contra turismo sexual, como o nosso, o uso da imagem de uma mulher seminua numa propaganda pra público exterior é inaceitável.

    Não chequei bem, mas acho que a empresa nem é  brasileira, mas isso não quer dizer nada. O Governo brasileiro deve fazer alguma coisa. Vamos escrever pra Secretaria de Políticas da Mulher pedindo providências, para que essa imagem seja retirada da campanha:

    Como entrar em contato com a Ouvidoria da SPM:

    E-mail: ouvidoria@spmulheres.gov.br

    Telefone: (61) 3411-4298 e (61) 3411-4279.

    Carta/Ofício: Secretaria de Políticas para as Mulheres – Ouvidoria – Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos 3 Poderes – Zona Cívico-Administrativa CEP: 70150-908 Brasília DF

    Fax: (61) 3321-7266

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    Pro mundinho fashion, mulheres assassinadas são “in”

    Denise | Campanhas Publicitárias,Moda,Violência | Friday, 27 August 2010


    “O acessório perfeito pode ser a diferença entre parecer ‘blah’ ou ‘de morrer’”, Michael Kors.


    “Morte por um stiletto (sapato)? não posso imaginar melhor forma para morrer”, Brian Atwood.

    Não é novidade. Já falamos disso, várias vezes, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

    É a glamourização da violência contra a mulher. Essas fotos são da revista Haaper’s Bazaar de setembro, que é a edição mais importante da moda, nos EUA.

    O ensaio mostra a “consultora de estilo” Rachel Zoe sendo morta por vários estilistas famosos.  ”De morrer pela moda”. Sim, entendi o contexto e  deve ter gente que acha muito “moderno”. Eu continuo achando que, dentro de um contexto maior, as imagens são de extremo mau gosto.

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    Campanha do Greenpeace, retirada do ar pela Nestlé

    Denise | Campanhas Publicitárias,Consumo,Meio Ambiente | Thursday, 18 March 2010

    A Nestlé, que produz o chocolate KitKat, utiliza óleo de palma de empresas que estão acabando com as florestas da Indonésia, ameaçando a sobrevivência da população local e levando os orangotangos à extinção.

    Todo mundo merece um tempo – mas ter o nosso não pode significar o fim das florestas tropicais. Estamos pedindo à Nestlé que dê um tempo às florestas tropicais e aos orangotangos, parando de comprar óleo de palma vindo da destruição das florestas.

    Faça algo em www.greenpeace.org.br/kitkat

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    Nunca é “só uma propaganda”

    Denise | Campanhas Publicitárias,Moda,Racismo | Wednesday, 10 March 2010

    Melissa (2005)

    Cristófoli (1997)

    Estas duas campanhas publicitárias estão na tese de doutorado da Iara Beleli (UNICAMP), Marcas da Diferença na Propaganda Brasileira, (que está online e eu recomendo). Lembrei da campanha da Balenciaga (abaixo) quando vi essas duas fotos.

    Mas, não basta colocar corpos negros e exóticos ao serviço das campanhas publicitárias de sapatos. O extremo mau gosto da indústria de moda de luxo bota imagens africanas pra madame pisar. Tudo lamentável.

    Carregando os Balenciaga da sinhazinha

    E não venham me dizer que é “somente uma propaganda”…

    Dica da Samantha, que viu a propaganda nesse blog.

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    Agência de viagens européia achincalha a mulher brasileira

    Denise | Campanhas Publicitárias,Racismo,Sexismo | Wednesday, 03 March 2010

    Estou super sem tempo, ainda tentando colocar os trabalhos e a casa em dia, depois da viagem para Suécia e quase sem dar conta de tudo. Mas não poderia deixar de jogar essa propaganda aqui, pra vocês comentarem. É de morrer de raiva.

    Essa propaganda – racista, machista, nojenta – é uma séria promoção de turismo sexual no Brasil. O governo brasileiro precisa fazer alguma coisa, em relação a isso, urgentemente.

    O que vocês acham?

    Via Maria Frô

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    SEM Photoshop

    Denise | Campanhas Publicitárias,Photoshop | Saturday, 09 January 2010

    Havaianas faz campanha

    Muito legal. Deu até vontade de comprar mais uma Havaianas.

    Sem contar que a campanha vem com o bônus de não ter a chatíssima garota-propaganda da Ipanema =)

    Revista Marie Claire Australia

    OK, a modelo é linda e quase perfeita, mas faz uma diferença enorme. Se tivesse Photoshop ela seria outra coisa, plastificada. É bom voltar a ver gente de carne e osso nas capas de revistas.

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    A assustadora “sutileza” da propaganda coreana

    Denise | Campanhas Publicitárias,Coreia do Sul | Saturday, 19 December 2009

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    Como uma clínica de dentistas convence as mulheres a consertar os dentes (cartaz numa estação de metrô).

    jacare3

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    Coreanos e os “homens brancos” na propaganda

    Denise | Campanhas Publicitárias,Coreia do Sul | Saturday, 26 September 2009

    À primeira vista, essa propaganda pode parecer  tão absurda que a gente custa a acreditar no que vê. Mas é que nossas referências são outras e é preciso se desfazer delas pra tentar entrar em outra cultura.

    Lendo sobre esse comercial, num grupo de discussão de expatriados na Coreia, percebi que nem todo mundo ficou horrorizado com a “deplorável imagem” de brancos com nariz de porco. Algumas pessoas lembraram que o porco, na Coreia, é visto como um símbolo de boa sorte e que os coreanos querem somente dizer que as baterias dos laptops deles duram mais que as dos Dells, ou HPs da vida.

    Come on, os coreanos não têm as propagandas mais politicamente corretas e coerentes (para nossa cultura ocidental, claro), e já cansei de ver expatriados ridicularizando tudo que eles fazem. Quando o nariz de porco é no “homem branco” é que começam a levar a sério?

    Sim, existe muito racismo na Coreia – se bem, que quem mais reclama, não olha pro próprio rabo – mas não acho que foi o caso da propaganda aí acima. Eu achei graça na ingenuidade da peça, porque o conceito de “politicamente correto” por aqui é completamente desconhecido.

    O que me cansa mesmo é o profundo desprezo que se tem pelos coreanos e TUDO que eles fazem.

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    Triton promove violência contra a mulher
    E nós, o que vamos fazer?

    Denise | Campanhas Publicitárias,Violência | Tuesday, 01 September 2009

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    Atualização:

    Em atenção à sua reclamação, recebida em 01/09/2009, o CONAR informa que instaurou o processo ético nº 236/09, resultante daquela queixa e referente ao anúncio “COLEÇÃO TRITON”.

    O julgamento do processo ocorrerá brevemente e, tão logo seja possível, a decisão estará disponível no site: www.conar.org.br

    - em Notícias.

    Atenciosamente

    Secretaria Executiva

    Vári@s de  nós recebemos esse comunicado que mostra que vale a pena reclamar. Vamos acompanhar o caso de perto e acho que você, que ainda não escreveu para o Conar, ainda pode fazê-lo.

    Por favor, divulguem com todos os amigos e familiares. Devemos escrever, agora, pedindo que “se agilize o andamento do processo ético 236/09 e que se  condene a Triton a retirar essa campanha do ar!”

    Primeira vitória

    A Triton tirou a primeira e segunda foto – que estavam na abertura – do site. Mas, mantém a terceira. Eu continuo achando de mau gosto, e que remete à idéia de tortura e subjulgação. Tem de ser retirada também, o que vocês acham?

    Além do mais, não é apenas a campanha online, essas fotos não deveriam estar sendo distribuídas como posters pra colocar nos quartos e nem em outros meios como outdoors, pontos de ônibus, revistas. Avisem onde vocês estão vendo a campanha, OK?

    ______________________________________________________

    Nosso post anterior

    Apesar de acontecer a toda hora, em todo o país, somente de vez em quando, um caso de mulher morta pelo marido ou namorado e vira assunto. Aí é matéria na Globo e a sociedade se emociona e se revolta, depois esquece.

    Quanto mais machista o país, maior a violência contra a mulher. O Brasil tem avançado em tantas coisas, mas minha impressão, vendo aqui de fora, é que a situação da mulher não muda nada ou até piora.

    Essas fotos acima são da nova campanha de primavera-verão da marca Triton. Elas seriam impensáveis em muitos países que já passaram por um processo de discussão sobre o impacto da mídia na sociedade. Agora me digam, porque cargas d’água a gente tem de aceitar que uma empresa ganhe dinheiro às custas da glamurização da violência e assassinato de mulheres?

    Quando eu falo tanto, aqui no blog, sobre essas campanhas publicitárias, não é somente porque as imagens de mulheres sendo agredidas fisicamente “não me agradam”. Não é porque eu “não consigo separar a ficção da realidade” ou porque eu quero censurar a “enorme criatividade” dos nossos premiados publicitários.

    O fato é que ninguém sai impune desse bombardeio de imagens degradantes, da mulher sempre vista como parte mais fraca, vítima, submissa ao garanhão, dono do poder de vida e morte. Há poucos dias, a socióloga Luzia Azevedo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) defendeu que a maioria dos crimes contra a mulher estão relacionados ao sexismo, mesmo quando não são registrados dessa forma.

    E não me digam que é “somente uma propaganda”, não. No estudo Images of women in advertisements: Effects on attitudes related to sexual aggression, de Katherine Covell e Kyra Lanis, por exemplo, demonstraram que homens expostos a propagandas nas quais as mulheres eram usadas como objeto sexual,  posteriormente, eram mais tolerantes e apoiavam atitudes relacionadas à violência sexual. Enquanto que mulheres expostas a imagens de mulheres em uma postura mais forte  se mostraram menos tolerantes a essas situações.

    Eu não sou cliente da Triton, mas se fosse, deixaria de comprar lá, agora. Basta, né?

    O que fazer?

    Vamos escrever para o CONAR, que é o conselho “auto-regulamentador” da publicidade denunciando o abuso dessas fotos acima?  No site do Conar, tem um link (logo abaixo do banner) para reclamações. Quanto mais pessoas escreverem, mais fácil de sermos ouvidas. Por favor, divulguem esse absurdo em seus blogs, Facebook, Orkut e listas de discussão, podem copiar esse post à vontade.

    Também podemos demonstrar nossa indignação direto à  Triton. Não achei email no site deles, mas tem um Blog onde podemos deixar algum comentário.

    E, quem tem conta no Twitter, pode postar sobre isso, colocando o  id deles: @tritonlovers.

    Não dá pra fazer de conta que isso aí “não tem nada demais”, né ?!

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