A semana passada foi movimentadíssima. Comecei trabalhando dobrado pra dar conta de tantos pedidos de brincos e bolsa. Aí, entusiasmada pela minha nova paixão, resolvi fazer um curso de joalheria em uma universidade local (dica de Flávia e Bia).
A burocracia pra se inscrever foi um absurdo. Fui lá na quarta e quinta, pra só conseguir fazer minha incrição na sexta. Com tudo isso, perdi um tempo precioso.
Na sexta feira, finalmente, tive a primeira aula. A sala é muito interessante, com todos equipamentos, máquinas enormes, que adorei conhecer. Foram seis horas de aula, na verdade, um super workshop.
Nesse primeiro dia, já desenhamos um bracelete, cortamos metal com serra, temperamos (amolecemos o metal, foto acima), lixamos… tudo muito divertido, mas resolvi que não vou continuar (se cancelar o curso até amanhã recebo todo dinheiro de volta).
Sou muito prática e além do curso incluir uma variedade de coisas que não me interessa (fazer cálices, tijelas de latão, porta-velas) até chegar no que eu realmente quero fazer (brincos e anéis), a professora, uma japonesa velhinha com maquiagem kabuki, é o fim e minha paciência pra gente chata é zero.
Não nos entendemos desde o começo, ela é cafonérrima e queria porque queria que eu desenhasse umas florezinhas e abstratos no bracelete de latão e eu queria fazer uns robôs e foguetes anos 50. Não estava entusiasmada pra fazer pulseira de latão (brass), então se tinha que fazer, que fosse ao menos um tema que me divertisse.
Tinha esquecido da minha dificuldade em lidar com mestres autoritários. A caixa de materiais que tive que comprar (além de caríssima) é super pesada, então, obviamente só levei o que achei que iria usar (e acertei em cheio). Mas a Mrs Kabuki perguntou porque eu não levei todas as placas de latão, eu disse que pensei que não ia precisar e ela me saiu com essa: “você não tem que pensar, você tem que fazer o que eu mando”… bye, bye…
Além disso, o curso baseia-se na produção com uso dos equipamentos que estão na sala, todos industriais. Sem eles, não posso fazer nada. Por isso, muita gente continua fazendo o curso todos os semestres, somente para ter acesso ao espaço. Até penso em fazer esse curso em outro momento, mas não agora e, definitivamente, não com essa professora maluca.
E como tenho muta sorte, ontem fomos ao Mercado de Bethesda (que parece o que chamamos no Brasil de “feirinha hippie”, já mostro as fotos de lá…) e conhecemos esse joalheiro da foto ao lado, que faz coisas bem interessantes (percebam seu colar com uma mosca gigante) e oferece cursos individuais, com equipamentos mais portáteis que eu posso adquirir e usar em casa mesmo.
Estou animadíssima, vamos ver no que vai dar…
ps.: mas, não abandonei as bolsas, não… minha produção vai se concentrar nesses acessórios, bolsas e jóias… me aguardem