Não Gosto dos Meninos from Mirada on Vimeo.
Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”. Esse merecia estar no kit anti-homofobia.

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Não Gosto dos Meninos from Mirada on Vimeo.
Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”. Esse merecia estar no kit anti-homofobia.
Non, rien de rien,
non, je ne regrette rien,
C’est payé, balayé, oublié,
je me fous du passé.
“Não me arrependo de nada… está pago, varrido, esquecido”.
Musiquinha pra fechar o ano, só falta o banho de mar.
Fica pra fevereiro.
Mais atual que nunca.
Dois comentários excelentes, que devem ser lidos por todo mundo:
“Eu compartilho do nojo, da vontade de vomitar, de tudo isso. Mas o que me chama a atenção é a opinião de algumas pessoas aqui, que acham esse tipo de coisa MUITO NATURAL, afinal, se as pessoas do vídeo “trabalharam honestamente, têm direito a gastar o dinheiro como bem quiserem”. Não é bem assim, sorry.
Esse mundinho não é NADA natural. Essas pessoas só podem torrar (literalmente, como o cara do caruto) esse dinheiro todo porque há muito mais pessoas morrendo de fome. É um problema sério de distribuição de renda, não é nem um pouco natural.
Muito bem sacada a pergunta “quanto vc paga à sua empregada?”
Comentário deixado por Mariana, no dia 18 de abril de 2009.
“Perfeito, Mariana. Odeio relativismos deste tipo. As pessoas acham que tudo pode ser relativizado e ser jogado na esfera de ação meramente individual. Logo, o comportamente individual não é da conta de ninguém…isso é uma das falácias que sustenta essa ideologia do consumo extravagante. É da conta de todos, sim, porque nós vivemos em sociedade, e as ações do “andar de cima” tem consequências para as do “andar de baixo”.
As consequências econômicas que você citou se desdobram na classificação dos seres humanos de acordo com o seu poder de compra, porque a exploração só se torna possível quando o explorado é construído como um ser desprovido de humanidade, de direito de existência. Para quem defende o direito dessas pessoas de rasgarem dinheiro ou de só quererem ir para uma festa “de gente selecionada e bonita”, eu queria saber se defendem também o tratamento que essas pessoas dispensam àqueles que não fazem parte do seu estrato social. Sim, porque que aqueles assassinos que queimaram o índio “porque pensaram que ele era mendigo” ou aqueles playboys que espancaram uma empregada doméstica que esperava seu ônibus para ir para casa porque “pensaram que ela era uma prostituta” não acharam essas desculpas em qualquer canto. Esse tipo de ambiente que eles vivem e que frequentam e no qual pagam 300 “paus” por uma garrafa de vodca constrói e reifica essa percepção de uns que são “mais e melhores” e outros “menos”.
Vai ver como eles tratam seus empregados? Aqui na Suécia, onde a diferenças de classes são quase inexistentes se comparadas ao Brasil, todo mundo recebe o mesmo tratamento. Porque os suecos são seres superiores? Não, porque a estrutura socio-econômica da sociedade deles não permite que esse tipo de ideologia acima se desenvolva, e caso isso aconteça ela é muito mal vista. Não é festejada rasgando dinheiro.”
Comentário deixado por Daniela, no dia 06 de novembro de 2010
O debate é muito bom, apesar da Monica Waldvogel, que está cada vez pior.
MW: “A Dilma é uma mulher sozinha”.
Fátima Jordão: “Não, ela tem filha, ex-marido, família, amigos”.
MW: “Mas ñ tem marido…”
Triste que uma pessoa tão bem informada como a Mônica ainda ache que a mulher solteira ou separada é uma “mulher sozinha”.
Vejam o vídeo. A socióloga Fátima Jordão (de quem sou mega fã) deu um show nas duas. Muito bom.
Só pra matar as saudades de 89… e porque a esperança vai vencer o medo, mais uma vez.
Vi esse programa Globo News Especial, hoje de manhã, e gostei muito. Vale a pena ver todinho.
Estou em um momento complicado, acabei de sair de uma gripe, e descobri que minha dor nas costas estava piorando por causa de um problema no pé, que me fazia caminhar meio “sem jeito”, forçando a coluna.
Essa semana, estou indo a médicos, fazendo raio x, ultrassom, ressonância magnética… num pé que não tá me deixando nem andar de tanta dor (fascite plantar, esporão, calcificação no tendão de aquiles). Pretendia ir ao Brasil e aos EUA no fim do mês, mas do jeito que vai talvez tenha até que operar.
Pra piorar, tomei tanto inflamatório pra aguentar a dor que agora estou com problemas sérios de estômago. Fora isso, apenas muito trabalho (alguns bem divertidos, depois conto) e Ted viajou pra Alemanha, só volta domingo, mas tenho encontrado amigas queridas por aqui =)
Então, não tá dando pra escrever no blog mesmo (mas continuo deixando uns recados rápidos no Twitter). Vão papeando aí, tomem conta da pracinha, que eu volto quando puder pra dar meu pitaco.
Se tiverem um tempinho (sei que tá ruim pra todo mundo!), vejam o vídeo e digam o que vocês acham dessa proibição da burka na França…
(veja a tradução no final do post, feita muito gentilmente pela Maffalda)
Tenho muitas coisas a escrever sobre ninho vazio, pressão para perfeição, culpa, delícias da maternidade, mas sempre que chega esse Dia das Mães, penso mais nas mulheres que sofrem com essa pressão estúpida para ser mães. Aí, como tem muita gente escrevendo pras mães, vou escrever para as não-mães.
Publiquei esse vídeo em maio do ano passado, alguns dias depois desse outro post, em que comentava o abominável livro da Maria Mariana, lançado nessa época. Lembram da criatura afirmando que pra ser feliz era preciso casar e ter filhos? rendeu muuuuuita conversa aqui no blog.
Naqueles dias, por coincidência, assisti a dois episódios da série In Treatment (HBO) que me deixaram muito emocionada.Mia, uma mulher madura, independente financeiramente, que construiu uma carreira de sucesso e tinha perdido uma gestação quando era jovem (não lembro se foi aborto voluntário ou não), fica descompensada com a esperança de estar grávida. Pra mim, o trecho mais importante é esse:
“Eu sei que todo mundo diz, sabe, você fica grávida e tudo muda, mas sabe, é verdade mesmo! … Tem essa pré escola no meu quarteirão que eu sempre evito porque, sabe, tem mães, com suas caminhonetes e carros de bebê atravancando todo mundo, como se tivessem privilégios porque procriaram… agora eu passo sorrindo (…) Eu me senti transformada por algumas semanas, como se eu tivesse um propósito real, e fosse uma pessoa diferente… Mas era eu. Uma pessoa tem um bebê e as pessoas param de fazer perguntas. ‘O que há de errado com ela?’, ‘Ela é tão ambiciosa, patética, ou estranha. É fácil, ela é uma mãe, isso responde um monte de perguntas.“
Já vimos essa história, não? ela precisa mesmo se repetir no século XX!?
Faz tempo que não vejo nenhuma delas (lembrem que fora do Brasil vejo os programas, mas não os comerciais), mas sei bem como é essa época de Dia das Mães. Propagandas ultra-sentimentais, mostram toda a beleza da maternidade e a imagem sagrada da mulher não-egoísta, que abre mão dos seus desejos para suprir a família. Ninguém fala em dividir as tarefas com ela, no dia a dia, mas as imagens ajudam como nunca a vender mais um eletrodoméstico pra sua cozinha.
Não é em vão que existe tanta pressão pela maternidade e não apenas no Dia das Mães. Ser mãe é como uma declaração de que você é “normal”, que está “nos eixos”.Além do mais, as mães são uma fabriquinha maravilhosa de consumo. Vejam bem, não tem aí nenhuma crítica individual, nada contra comprar desde óleos anti-estrias ao computador mais moderno pro seu filho universitário. O problema não é o que a mãe quer consumir (curtam, sem culpa, please!), mas a pressão que se cria para que toda mulher em idade reprodutiva passe por essa fase (e, consequentemente, consuma também).
Nem preciso dizer que eu adoro minha filha, mas o que tentei passar pra ela, desde pequenininha, foi que a maternidade não é um destino inexorável. Sim, acho que ela vai adorar ser mãe, se isso acontecer, mas existe vida além disso e se ela não engravidar, terá muitas outras realizações e alegrias. Ela não precisa ser mãe.
Tanta coisa pode acontecer que leva a mulher não engravidar (sendo hetero ou gay). Pra começar, ela pode simplesmente não ter vontade. Pode não encontrar a pessoa certa pra dividir a tarefa e não querer ter filhos sozinha. Pode preferir viver a vida a dois, sem uma terceira pessoa na família. Pode perceber que não tem condições financeiras pra criar uma outra pessoinha. Pode ter algum problema biológico e preferir não adotar. Tanta coisa. Fazer cobranças para que toda mulher seja mãe é de uma crueldade e estupidez sem tamanho.
E aí eu fico com muita, muita raiva das pessoas – como a Maria Mariana – que dizem que quem não casa – ou não é mãe – não é uma mulher completa, não evolui, é egoísta. Conheço muita gente que não casou ou não teve filhos e tem uma vida muito agradável e cheia de realizações.
A pressão por que passa Mia, do seriado é o que muitas mulheres vivem.Vamos fazer a nossa parte, incorporando a idéia de que nem toda mulher tem que ser mãe pra ser feliz, evitando perguntar “e quando vem o bebezinho?”, deixando cada uma ser feliz à sua maneira. Mãe ou não.
Tradução do vídeo
Mas, isso foi na semana passada, agora tudo mudou.
Como? Por que isso?
Porque estou grávida.
Isso… Isso… é uma grande novidade!
20 anos atrás você estava tendo sua primeira criança e eu estava perdendo a minha.
Você tem pensado sobre aquela época?
É diferente. É diferente desta vez. Eu sei que todo mundo diz, sabe, você fica grávida e tudo muda, mas sabe, é verdade mesmo!
Meu corpo está diferente e eu parei de fumar. Tem essa pré escola no meu quarteirão que eu sempre evito porque, sabe, tem mães, com suas caminhonetes e carros de bebê atravancando todo mundo, como se tivessem privilégios porque procriaram… agora eu passo sorrindo…
Então voce foi de invejosa a se sentir como parte do clube?
(…)
E como se sentiu?
Eu me senti transformada por algumas semanas, como se eu tivesse um propósito real, e fosse uma pessoa diferente… Mas era eu. Uma pessoa tem um bebê e as pessoas param de fazer perguntas. “O que há de errado com ela?” “Ela é tão ambiciosa, patética, ou estranha”. É fácil, ela é uma mãe, isso responde um monte de perguntas.
Parece que você mesma tinha um monte de perguntas semana passada.
Ok, talvez tenha fraquejado, mas eu ainda queria ter um bebê. O ridículo é que agora eu posso fumar e eu nem quero.
Então talvez você tenha mudado.
Boa tentativa.
Sabe, Mia, tem outros jeitos de ser mãe, se é o que você realmente quer.
Você diz competir por um casal de suburbanos jovens, o bebê de uma grávida adolescente? Eu não consigo me imaginar escolhendo esperma de universitários num catálogo, para descongelar e espirrar.
Você não quer adotar, não quer um doador, no entanto você tem certeza de que você queria um bebê. Não é só ser uma mãe como você disse a semana passada, você também queria ter o futuro perfeito.
Eu fiquei esperando conhecer o cara certo, mas ele não apareceu…
…
Ele fez uns testes e me disse que… eu não perdi o bebê porque eu nunca estive grávida. E eu contei a ele sobre (?) e ele disse que eu provavelmente nunca ficaria. Depois ele continuou e disse que ele vê esse tipo de coisa uma vez por semana. Mulheres como eu, bem sucedidas, sem crianças, minha idade, vêm convencidas de que estão grávidas e ele tem que dizer a elas que elas… não estão.
Então. Então você não fez o teste antes.
Não.
Por que não?
Não sei. Eu pensei que ia esperar, eu tinha uma consulta pra esta semana, então meu médico.. eu tinha tanta certeza! Eu estava errada, e você está errado, eu não tenho que ficar de luto por uma criança que eu nunca tive.
Mia, a semana passada, você falou sobre a nova vida que você sentia dentro.
Não estava lá.
De certa maneira estava. A força, o desejo de criar vida nova.
ps.: Se não conseguirem ver no blog, tentem esse link direto no You Tube.
Now it's time to leave the capsule if you dare...
Faz cerca de um ano e meio que moramos na Coreia e acho que é tempo de começar a dar meus pitacos sobre esse mundo fascinante. Prometo escrever mais sobre nossa experiência por aqui.
Antes, queria mostrar esse vídeo, que achei no You Tube, claro que foi feito por um homem asiático – dentro da sua perspectiva, e o final não faz muito sentido pra mim – mas tem material visual bem interessante, principalmente na primeira parte, que demonstra muito bem algo sobre o qual escreverei aqui no blog, ainda essa semana.
(Fiz uma tradução básica das legendas)
Parte 1
Parte 2
Baixe aqui o Segundo Sexo Volume I – Fatos e Mitos
Baixe aqui o Segundo Sexo Volume II – A Experiência Vivida
(Ambos, via CMI – Centro de Mídia Independente, Brasil)
Quem não suporta o revival e se acha muito modern@ pra Mercedes Sosa, me perdoe mas, por hoje, esse blog tem muito a agradecer à diva latinoamericana.
Nunca ouvi muito, provavelmente nunca um disco inteiro, mas reconheço a lindeza e, mesmo super manjada, sempre me emociono quando ouço essa música.
Atenção: para os ouvidos mais sensíveis, tem palavras que podem “chocar”! Mamãe, nem veja… hehehe…
Um dos momentos mais importantes da vida de gays e lésbicas deve ser a saida do armário. E, na minha opinião é um passo importante para se colocar no mundo, afinal, não tem motivo nenhum pra se envergonhar das suas orientações sexuais. Nos EUA tem até o Dia Nacional da Saída do Armário, quando se fala muito no assunto e existem grupos de apoio a jovens nessa hora.
Eu recebi o link desse vídeo no Twitter (sorry, esqueci quem postou) e morri de rir. A dublagem pro português é PER-FEI-TA! nunca vi nada igual! mas, sei lá, às vezes quando a história não é com a gente, é mais difícil avaliar se é legal ou não. Eu achei divertido, o menino é lindo e é uma forma engraçada de abordar a questão.
Mas queria mesmo é saber a opinião de tod@s vocês, e muito especialmente d@s amig@s gays! que tal o vídeo? uma brincadeira saudável ou os estereótipos incomodam? sei que tem seus exageros, mas me pareceram inofensivos, o que vocês acham?
Recado da Carol S
Então, eu gosto do uso dos clichês. Ou melhor, da apropriação deles. Porque se pega o que é usado pra estigamtizar o grupo (digamos, “ser cabelereiro”, haha) e se reinventa: se torna ORGULHO o que antes era VERGONHA.
Não é uma estratégia ótima?Mas tem GLBT que não curte, que na minha opinião não sabe lidar com a estigmatização. Que ao invés de desafiá-la a reforça quando tenta se separar individualmente do grupo social ao qual pertence -tipo, “sou gay mas não sou afeminado; sou lésbica mas não sou sapatão”.
Oi, colega? Não dá pra ver que isso é reinterar a lógica homofóbica? Que libertário mesmo é dizer “então, sou caminhoneira mesmo, só como de colher”, mesmo que não tenha nada a ver; porque não é o ponto quanto nós GLBT’s DE FATO nos encaixamos nos clichês, o ponto é descontruí-los até chegarmos ao ponto em que todos vêem o que eles realmente são, apenas clichês.
*É claro que essa explicação toda só é lógica CONSIDERANDO que nem todas as caminhoneiras (leia-se mulheres que dirigem caminhões) comen só de colher.
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Interessante, Carol, até porque tem uma diferença enorme entre a apropriação dos clichês de forma inteligente e as piadinhas preconceituosas, que eu detesto.
Atualização:
Dia Nacional de Sair do Armário – 11 de outubro!
Todo dia é dia se se viver como somos, mas 11 de outubro no Brasil passará a ser um dia especial quando o assunto for viver longe da mentira e da omissão no que diz respeito à homossexualidade, à bissexualidade e à identidade de gênero. O Estruturação – Grupo LGBT de Brasília, a partir deste ano, passará a comemorar o 11 de outubro, Dia de Sair do Armário.
O objetivo é envolver lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e heterossexuais na construção de uma realidade em que a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero possam ser vividas de forma livre e respeitosa. Algo que passa, necessariamente, pelo bem-estar individual de se colocar na sociedade como LGBT sendo-se verdadeiramente quem se é. Não acreditamos em um conceito de integridade psicológica, base para uma vida plena como cidadão/ã e ser humano, no qual uma pessoa precise mentir, omitir ou dissimular sua orientação sexual e sua identidade de gênero para poder estar em sociedade.