Ground control to Major Tom…
Now it's time to leave the capsule if you dare...

Ouça Comigo:


Now it's time to leave the capsule if you dare...
They said there’ll be snow at christmas
They said there’ll be peace on earth
But instead it just kept on raining
A veil of tears for the virgins birth
I remember one christmas morning
A winters light and a distant choir
And the peal of a bell and that christmas tree smell
And their eyes full of tinsel and fire
They sold me a dream of christmas
They sold me a silent night
And they told me a fairy story
till I believed in the israelite
And I believed in father christmas
And I looked at the sky with excited eyes
till I woke with a yawn in the first light of dawn
And I saw him and through his disguise
I wish you a hopeful christmas
I wish you a brave new year
All anguish pain and sadness
Leave your heart and let your road be clear
They said there’ll be snow at christmas
They said there’ll be peace on earth
Hallelujah noel be it heaven or hell
The christmas you get you deserve
Música de Greg Lake (do Emerson, Lake and palmer), gravada pelo U2, esse ano.
Veja também o U2 cantando It’s Christmas Baby, Please, Come Home.
Via As Palavras e as Coisas.
E aqui, só Blondie.
Mas sabe que, ao contrário do anterior – no qual, eu adoro quase tudo - eu não gostei muito de nenhuma música desse disco novo, vocês gostaram de alguma?
Pra quem reclama que eu só critico as propagandas…
… essa é muito boa. Dá vontade de dançar. Na festa, Katy Perry, DMC (do Run-DMC), Method Man, David Beckham e Kevin Garnett.
Via Adfreak.
Ou clique aqui para ouvir a música super fofa.
Black is Beautiful – Depoimento da Val

“Olá Denise! Há algum tempo que leio seu blog, mas nunca me pronunciei, como a maioria dos leitores, acredito eu. Cheguei por aqui quando pesquisava sobre Caio F. Abreu. E lendo esse post resolvi comentar sobre a violência sofrida pelas mulheres do Recife, os jornais de hoje contabilizam a morte de mais uma, já são 270 mulheres assassinadas apenas este ano.
Mas não é sobre essa violência que quero falar, é sobre a que sinto na pele todos os dias quando saio de casa. Sou negra e assumo o cabelo que tenho, gosto dos meus cachos, e não seria eu mesma sem meu black. Entendo o que significa pra uma mulher, que cresceu ouvindo que seu cabelo era feio, olhar pra mim. O que não consigo compreender é porque sou tão agredida pelos homens na rua.
Por que eles, e apenas eles, me xingam tanto? Por que eles se incomodam tanto com o meu cabelo? Como se não bastasse, esses mesmos homens, acham que tem direito ao corpo das mulheres, acham que podem falar o que quiserem e até chegar junto, tocar, como se eu fosse patrimônio público, ou a negrinha da senzala, objeto sexual de seu senhor.
Me sinto triste de morar numa cidade tão racista, preconceituosa e machista como Recife! Eu só quero poder ser eu mesma, ser uma pessoa livre, sem precisar abrir mão da minha beleza e de quem eu sou para poder andar na rua em paz. Eu quero apenas respeito!”
A Val deixou esse comentário, ontem, no post sobre o caso do sequestro do ônibus. Achei que valia a pena colocar aqui, pra todo mundo ler, porque as mulheres sofrem diversos tipos de violência, no Brasil, e uma das piores é o racismo e a discriminação.
Uma vez, escrevi que as pessoas que mais sofrem com a discriminação, como imigrantes na Suécia, são as mocinhas branquinhas, bem nascidas, bem educadas do Rio, São Paulo e outras capitais do Sul/Sudeste. Porque elas não têm a pele grossa, como outras que já cansaram de sofrer discriminação no Brasil. Elas não estavam preparadas pra se tornar as “blackhead”…
Conheci uma moça baiana, negra, na Suécia, que dizia que nunca foi tão feliz como lá, em Estocolmo, que pela primeira vez, as pessoas não a discriminavam pela sua cor. Pela primeira vez pode assumir seu cabelo “black power”.
Não me interessa se a nossa história de escravatura é a razão para esse desprezo e racismo que eu vejo em Recife, na Bahia, em São Paulo ou no Rio Grande do Sul, em relação aos negros e negras. É inaceitável e uma hipocrisia dizer que o Brasil não é um país racista. Pra mim, é sim, e dos piores.
Entendo muito o que a Val escreveu. Sou muito branca mas, na adolescência, vi amigas minhas sofrendo com piadinhas do tipo “cabelo de bombril”, ditas por imbecis nas ruas… eu sempre me pergunto, onde estavam os pais dessas criaturas que não viram eles se transformando nesses monstrinhos racistas?!
Girl, put your records on
Anteontem, fui ao cinema e o trailer era do filme Vênus, com Peter O’Toole e a música do filme era Girl, put your records on, da fofa Corinne Bailey Rae.
Hoje, ouvindo com mais calma, prestando atenção na letra, que é bem girl power, vi que ela tem tudo a ver com o que falamos sobre o que a Val escreveu, aí acima, sobre nossas belas cabeleiras afro e os estúpidos que não gostam delas. Então, fiz uma traduçãozinha (meio vagabunda, eu sei), pra vocês:
Girl, put your records on
Corinne Bailey Rae
Três passarinhos na minha janela
E eles me disseram que não preciso me preocupar
O verão chegou feito canela
Tão doce
Meninas pulam corda no concretoTalvez, algumas vezes, estamos erradas, mas tudo bem
Quanto mais as coisas parecem mudar, mais elas ficam na mesma
Não hesiteGarota, coloque seu som para tocar, me diga sua canção preferida
Siga em frente, relaxe
Safiras e jeans gasto, tomara que você realize seus sonhos
Apenas siga em frente, não se preocupeVocê se encontrará em algum lugar, de alguma maneira
Triste como o céu, sombrio e só
Bebendo chá, no bar ao lado da estrada
(apenas relaxe, apenas relaxe)
Não deixe aqueles caras te fazerem de boba
Tem de amar seu penteado afroTalvez, algumas vezes, nós sentimos medo, mas tudo bem
Quanto mais você continua a mesma, mais eles parecem mudar
Isso não é esquisito?Garota, coloque seu som para tocar, me diga sua canção preferida
Siga em frente, não se preocupe
Safiras e jeans gasto, tomara que você realize seus sonhos
Apenas siga em frente, relaxeVocê se encontrará em algum lugar, de alguma maneira
Mais do que eu pude suportar, piedade pela piedade
Algumas noites não me deixaram dormir, achei que eu fosse mais forte
Quando você vai perceber, que você não precisa mais ficar tentando
Faça o que você quiser fazerGarota, coloque seu som para tocar, me diga sua canção preferida
Siga em frente, não se preocupe
Safiras e jeans gasto, tomara que você realize seus sonhos
Apenas siga em frente, relaxeVocê se encontrará em algum lugar, de alguma maneira
Detalhe:
A expressão “let your hair down”, que é repetida no refrão da música (Girl, put your records on, tell me your favourite song, you go ahead, let your hair down) significa, relaxe, se desiniba, mas, literalmente, seria algo como “deixe seu cabelo solto”… nada mais apropriado…
Pintura: Angels of the Lord, de Hulis Mavruk.
httpv://www.youtube.com/watch?v=6zNIAzSw6jA
Adele cantando Last Nite (dos Strokes), no Live Lounge for BBC Radio 1.
Eu comecei a gostar de Rufus Wainwright (e toda família) depois que vi o filme “I’m Your Man”, sobre Leonard Cohen, mas ele fez sucesso no mundo todo cantando Hallelujah em Shrek (veja a tradução aqui).
Rufus estará no Brasil e eu não perderia, especialmente se estivesse no Rio, já que a Sala Cecilia Meireles é uma maravilha!
Roteiro:
07 de Maio: Rio De Janeiro, Sala Cecilia Meireles
09 de Maio: São Paulo, Via Funchal
11 de Maio: Belo Horizonte, Freegels
13 de Maio: Brasília, Auditório Planalto
Aqui, cena do documentário “I’m your Man”, com entrevista com o divino Leonard Cohen e Rufus Wainwright cantando Chelsea Hotel No. 2. Chiquérrimos.
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E só porque eu não resisto, um vídeo super tosco (percebam o moço colocando a cabeça por trás do arco antes da hora, aos 33 segundos hehehe) do Über-Elegantérrimo Leonard Cohen, cantando a mesma música do Rufus muitos anos atrás. Cohen sobrevive incólume a qualquer breguice televisiva (alemã?).

As conexões do mundo pop… lembram que escrevi aqui sobre o lendário Nick Drake, maravilhoso cantor e compositor britânico, que foi encontrado morto aos 26 anos, por overdose de anti-depressivos e que inspirou Belle and Sebastian, Renato Russo?
Pois é, numa entrevista de divulgação do filme “I’m Not There”, o ator Heath Ledger fala sobre ele:
Nick Drake foi uma figura muito misteriorsa. Eu era obcecado por sua história e sua música e eu a persegui por um tempo, ainda tenho esperanças de contar a sua história algum dia”.
Essa fascinação o levou a fazer um vídeo da música Black Eyed Dog, que só foi exibido duas vezes (uma delas em LA, num evento sobre Nick Drake). O vídeo caseiro, que aparentemente ainda não está circulando pela internet, mostra cenas de Drake e termina com o ator filmando a si mesmo se afogando em uma banheira.
Como Drake, Ledger era tímido em público e também foi encontrado na cama, ao lado de vidros de anti-depressivos, em ambos os casos houve rumores de suicídio.
Black Eyed Dog (cachorro de olhos negros) – cujo nome é uma referência ao “apelido” dado pelo Primeiro Ministro britânico Winston Churchill à sua depressão: black dog (cachorro negro) – foi a última música de Nick Drake, gravada pouco antes da sua morte… conexões de arrepiar…
PS.: Não está descartada a possibilidade da morte do ator ter sido por causas naturais. aparentemente, um homem daquele tamanho, teria que tomar uma quantidade enorme de antidpressivos para ser “acidental”. Provavelmente, se não foi causa natural (enfarte, por exemplo), a maior possibilidade é que tenha sido suicídio.
Horrível, seja como for.
Fontes:
Jack Black, “Let’s Get it On”.
Porquê acabei de ler 31 Canções, de Nick Hornby, presentaço da minha amiga Carla, já escrevo mais sobre ele…
Estou exausta, acabei de chegar da faculdade, onde fui cancelar o tal curso… volto amanhã pra falar do livro e trocar idéias sobre Juno.
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Também estou louca pra escrever algo sobre as eleições aqui nos EUA, o tempo é que é pouco, mas juro que faço isso ainda essa semana!
Comecei a ler sobre o Au Revoir Simone em blogs feministas ou blogs de crafters. Achei engraçado quando vi uma cena (no vídeo acima) de uma dela costurando no meio da natureza. Entendo ainda mais a paixão das “crafty bloggers” por elas.
Eu gosto de mulher cantando. Entre Chet Baker e Billie Holiday, sempre preferi Billie Holiday, Nina Simone, Bessie Smith. Além de muitas outras, também gosto de Marianne Faithful, Aimee Mann, Laurie Anderson, Dido, Cardigans, Cranberries, Amy Winehouse, Norah Jones, e, claro, a deusa Madonna.
Essas meninas do Brooklyn são muito fofas. Uma coisa meio melancólia, etérea, com toques de música eletrônica. Bom de ouvir.
Veja mais:

Quem ainda não viu? essa semana passou várias vezes na TV e todas as vezes que liguei e Cusack estava fazendo suas listinhas, parei pra ver um pouco mais. Junto com Annie Hall deve ser o filme que mais vi na vida. E ainda não enjoei. Alta Fidelidade.
Top Cinco Músicas pra um final de semana cheio de amor pra dar
Totally addicted.
Life is a mystery, everyone must stand alone
I hear you call my name and it feels like home
When you call my name it’s like a little prayer
I’m down on my knees, I wanna take you there
In the midnight hour I can feel your power
Just like a prayer you know Ill take you there
I hear your voice, its like an angel sighing
I have no choice, I hear your voice, feels like flying
I close my eyes, oh, God I think I’m falling
Out of the sky, I close my eyes
Heaven help me
When you call my name it’s like a little prayer
I’m down on my knees, I wanna take you there
In the midnight hour I can feel your power
Just like a prayer you know Ill take you there
Like a child you whisper softly to me
You’re in control just like a child
Now I’m dancing
It’s like a dream, no end and no beginning
You’re here with me, its like a dream
Let the choir sing
When you call my name it’s like a little prayer
I’m down on my knees, I wanna take you there
In the midnight hour I can feel your power
Just like a prayer you know Ill take you there
Life is a mystery, everyone must stand alone
I hear you call my name and it feels like home
Just like a prayer, your voice can take me there
Just like a muse to me, you are a mystery
Just like a dream, you are not what you seem
Just like a prayer, no choice your voice can take me there
Just like a prayer, I’ll take you there
Its like a dream to me…
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Vim andando agorinha, da academia de ginástica, ouvindo Madonna super alto e – como não tinha ninguém por perto – cantando e kind of “andando e dançando”, sabe como é? taí uma coisa que me faz bem… eu a-do-ro essa música, nem acredito que já tem quase 20 anos!