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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Essa animação faz referência a 35 filmes… quais são eles?

    Denise | Cinema | Wednesday, 13 October 2010

    Vamolá, gente! diga aí! eu tô louca pra contar os que achei, mas não quero estragar a brincadeira pra vocês =) só alguns… Cantando na Chuva, Tubarão, Hair, Psicose, Vestida para Matar…

    Conceito e Layout: Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer, Pascal Monaco
    Animação: Felix Meyer, Pascal Monaco
    Som: Torsten Strer

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    American Splendor – Uma noite com Harvey Pekar.

    Denise | Cinema,Literatura | Monday, 12 July 2010

    adivinhem.jpg

    Fiquei sabendo, através do Gilberto Pavoni Jr (via Twitter), que o Harvey Pekar morreu hoje.   =(   Lembrei desse post que fiz quando o encontrei numa noite de autógrafos em Washington DC (em setembro de 2005) e como vocês podem ver eu gostei demais dele. Então,  taí, re-editado pra vocês verem ou reverem. R.I.P. Pekar.

    _________________________________________________________

    MA-RA-VI-LHO-SO!!!

    Momento tietagem absoluta, algumas horas atrás… alguém adivinha quem é? (Gui, não vale você, hein?!)

    Quem é a figura

    Bom, não sou a maior fã de quadrinhos. Gosto de apenas três: Crumb, Sampé e Wollinski. Todos por influência do meu ex-marido que era cartunista. (Não estou contando Charlie Brown, Mafalda e Calvin & Harold, claro…). Mas de todos, pra mim, Crumb é o mais interessante.

    Entao, quando o namorado de Bia me avisou que Harvey Pekar, roteirista de algumas histórias de American Splendor, ilustradas por Crumb, estaria na livraria Barnes and Nobles, ontem à noite, fui correndo tietar.

    American Splendor

    Na verdade, “conheci” o Pekar por causa de Crumb, mas ele é um gênio por ele mesmo, seja com que ilustrador for, perfeito ao retratar as coisas mais banais. E foi essa vida “banal” de funcionário público e roteirista de quadrinhos que virou o filme super premiado American Splendor.

    No filme, que eu acho que foi lançado no Brasil com o título ridículo de “O Anti-Herói Americano”, os diretores misturam depoimentos do próprio Pekar com histórias suas, vividas pelo genial ator Paul Giamanti, de Sideways. Mesmo se você não for super fã de quadrinhos, não deixe de ver American Splendor, é criativo, divertido e emocionante.

    Ao vivo, o Pekar é exatamente igual ao filme. Um cara comum, com as sobrancelhas revoltadas e uma camisa colada estilo 70s, que está super na moda de novo e ele nem sabe.

    Ele foi muito legal, disse que estava lá pra gente fazer o que quiser com dele, “podem tirar fotos, perguntar o que quiser, assino os livros e se quiser vir falar comigo, no final, nem precisa comprar os livros”.

    Contou que ainda vive em Cleveland, na mesma casa “que já tá paga”, desde 1990… “pra que mudar? não vou mais conseguir comprar outra por 70 mil dólares”… perguntado se já visitou o Museu do Rockn’Roll que tem em sua cidade ele disse que não, porque “fica no centro da cidade e é difícil encontrar estacionamento por lá”.

    Falou do câncer, que teve, e de como contou com a ajuda da mulher, Joyce (que estava lá, literalmente, tricotando), pra superar a doença, cuja experiência virou um livro, “Our Cancer Year”, escrito pelos dois.

    americansplendorfilme.jpgComentou a entrevista com David Letterman (passa no filme), em que ele detonou com o jornalista direitóide. Disse que, quando o filme saiu, alguns jornais desafiaram Letterman a chamá-lo de novo, pra outra entrevista… claro que nunca houve o convite…

    Perguntado sobre o que acha de anime e mangas ele disse que acha coisa pra criança com aquele pessoal de olhos enormes e que quando estava no Japão teve muita dificuldade pra encontrar cartoons pra adultos (hehehe… os amantes do gênero me perdoem, mas concordo com ele).

    Sobre o filme, disse que ainda acha incrível que os caras tenham conseguido fazê-lo e vender para a HBO. Sobre como o Paul Giamatti conseguiu incorporar tão perfeitamente o papel dele, disse que o ator viu alguns vídeos seus, mas não ficava no pé dele, analisando como ele anda e fala, apenas saíram algumas vezes, como amigos, e já perto do filme ser produzido. Falou de um dia que foram a um enorme sebo de livros em Cleveland e ficaram o dia perdidos por lá… viram, não sou só eu, não… hehehe…

    Enfim, foi uma noite deliciosa, eu ri muito de cara com uma lenda viva. Tietei mesmo, fotografei, comprei livros pra ele autografar (inclusive pro ex-marido, porque somos civilizados, né? hehehe…) e ainda assumi que sou fãzoca dele e da mulher (a filha também tava lá com ar entediado de filha de famosos…).

    Não percam o filme, esse eu GARANTO que vão adorar!

    Vejam mais:

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    A Paixão Segundo João Carlos Martins

    Denise | Cinema,Música | Saturday, 15 May 2010

    A novela acabou e ficou pra história como uma das piores já feitas em todo mundo. Mas quase todos depoimentos que vi (assisti poucos capítulos, chegou a um ponto que era tortura pura) foram bonitos. Hoje de manhã (ondem à noite aí no Brasil), vi o último capítulo da novela (quase insuportável!) e valeu a pena o sacrifício para ver o depoimento do João Carlos Martins (acima). Virou o assunto mais comentado do Twitter, hoje, e uma boa oportunidade pro pessoal conhecer a história dele

    Encontrei, no You Tube, o documentário (completo), que queria muito ver,  feito por uma cineasta alemã sobre a história de João Carlos Martins. Veja abaixo na íntegra:

    A Paixão Segundo João Carlos Martins – Parte 1:

    Para ver as nove partes seguintes, clique no link abaixo.

    (Continue lendo aqui)

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    Lâminas de Sangue

    Denise | Cinema,Coreia do Sul | Friday, 07 May 2010

    Na saída do cinema, com Karen, amiga de Hong Kong:


    Em Gangnam, bairro upscale de Seul, onde fica o cinema que fomos pra ver o “Lâminas de Sangue”, tem umas torres digitais como essas acima, nas calçadas, onde você pode brincar (sem pagar nada) com jogos ou tirar sua foto (lá mesmo no meio da rua), fazer montagens e mandar por email pra quem quiser. Adoro.

    _________________________

    Cinema coreano com tradução

    Pra quem anda assustado com o que lê sobre a Coreia, vou dar um exemplo de uma ação bacana do governo coreano.

    Algumas sessões de alguns cinemas tem filmes com legendas em inglês. Nunca vi isso em país nenhum. Pode ter, mas nunca vi.

    E tem mais, não só eles disponibilizam o filme coreano com legenda, como recebi um email de um dos vários centros de apoio a imigrantes, divulgando a iniciativa e dizendo que, se a gente tiver dificuldade pra comprar o ingresso pela internet, pode ir lá no escritório deles, que eles fazem a reserva pra gente.

    Quer mais o quê? que leve no colo?

    Hoje à noite, eu e Ted vamos ver  o dramalhão histórico “Lâminas de Sangue” (o cinema coreano é MUITO bom!), com direito a jantarzinho romântico depois  :-)

    Bom finde pra vocês!   (por aqui, a sexta-feira já está acabando)

    ___________________________

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    12° Festival Internacional de Cinema de Mulheres de Seul

    Denise | Cinema,Coreia do Sul | Sunday, 11 April 2010

    Apesar do aparente caos (ou, exatamente por causa dele), os coreanos são muito organizados em seus eventos (pelo menos todos que fui, até hoje). Tudo começa na hora marcada, tem bastante material à disposição e gente que (tenta) ajudar na orientação.

    Estou aproveitando tudo que posso desse festival feminista que tem filmes incríveis, conferências e oficinas. Cheguei super cansada, então, vai somente uma notinha e o aviso de que vou sortear um dos cartazes do evento (esse lindíssimo aí abaixo), com o pessoal que deixar comentários nesse post, não precisa nada demais, basta deixar nome, email e umas palavrinhas.

    Ontem, eu e Ted voltando do Festival de Cinema + jantar no melhor restaurante mexicano da Ásia :-)    vejam o cartaz a ser sorteado aí nas minhas mãos, comprei um pra mim e um pra vocês.

    Site do Festival

    ___________________

    Resultado do sorteio

    A sorteada para o cartaz foi a Irene Lobo!  Querida, mande seu endereço para sdeestocolmo@gmail.com!

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    Veja “Hercules 56″ online – Sensacional!

    Denise | Cinema,Política | Monday, 22 March 2010

    HÉRCULES 56 é um documentário de longa metragem sobre a luta armada contra o regime militar, focado no seqüestro do embaixador Charles Burke Elbrick, ocorrido na Semana da Independência de 1969. Em troca do diplomata foi exigida a divulgação de uma manifesto revolucionário e a libertação de quinze presos políticos, representantes à época de todas as tendências políticas que combatiam a ditadura. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, eles foram conduzidos ao México no avião da FAB Hércules 56.

    Hercules 56 – Parte 1

    Hercules 56 - Parte 2

    Hercules 56 – Parte 3

    Hercules 56 - Parte 4

    Hercules 56 - Parte 5

    Hercules 56 - Parte 6

    Hercules 56 - Parte 7

    Hercules 56 - Parte 8

    Hercules 56 - Parte 9

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    Oscar 2010

    Denise | Cinema | Monday, 08 March 2010

    O Oscar 2010 é o Oscar da Kathryn Bigelow.

    RT @lucianopotter: Não tem preço: ficar anos criando Navi e ver a ex ganhar um Oscar. #Oscar2010

    E que estranha a cerimônia, desse ano. Começou incrivelmente chato e previsível.

    @dehcapellaO lance tá mesmo chato. Tão chato que puseram o James Taylor pra cantar. Podiam chamar o Phil Collins pra fazer duo.

    @inagaki: Essa cerimônia do Oscar tá chata pra dedéu. O Troféu Imprensa com Silvio Santos como apresentador é mil vezes melhor.

    E, beeeeeeeem no final, deu uma virada.

    Tapete vermelho

    O que eu não gostei:

    Sei que muita gente gostou, por ser “diferente”. Eu achei o vestido feio, o cabelo frisado, a maquiagem péssima, tudo um desastre. Como eu disse, no Twitter, acho que Sex and the City não fez bem à Sarah Jessica Parker. Além da irritante voz infantil, a atriz sempre  parece se esforçar demais pra ser “fashion forward” e muitas vezes erra na mão. Praga de Carrie. A roupa e o cabelo deixaram SJP feia. Não vale a pena.

    Fora a SJP, acho que não tinha nada horrível, mas a Mariah Carey tá cafona e vulgar, como sempre. O vestido da Charlize Theron lembra aquele modelo horroroso de stripper, com duas “mãos” aplicadas no seio e a Tina Fey tá com o pior cabelo da noite (fora SJP, claro).

    O que eu gostei:

    Queen Latifah estava deslumbrante, adorei a cor do vestido com a pele dela e não foi só a roupa, mas o conjunto, a maquiagem, a atitude. Linda.

    (Continue lendo aqui)

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    Dois filmes que eu vi, recentemente

    Denise | Cinema,Racismo | Wednesday, 21 October 2009

    district9District 9

    Uma ficção científica adorada pelos internautas, sobre uma invasão e assentamento de aliens numa favela de Johannesburg. O filme do diretor sulafricano (branco) é muito bem feito mesmo, eu que não sou fã do estilo fiquei grudada até o final. Mas é dureza aguentar o herói (ainda que bobão) e heroína (angelical) branquelos, enquanto que os negros são todos subalternos, puxa-saco ou, pior, “degenerados” como os nigerianos violentos e canibais que exploram e oferecem serviços sexuais de suas mulheres aos aliens. (Veja comentários no blog Racialicious).

    Atualização para Tamara

    Não sei se você viu o filme, mas os personagens mais “sofisticados intelectualmente” são todos brancos. Não estou dizendo que os brancos são bonzinhos, mas que eles têm o poder e se articulam melhor (o que é ridículo, claro).

    É óbvia a referencia dos aliens aos  negros, favelados e imigrantes, mas isso não justifica a falta de personagens fortes não brancos.

    Mas, o que me incomodou (e a meio mundo), mesmo, foi a forma como so nigerianos foram retratados. Por ser sul africano o diretor não colocou nenhum negro nativo dessa forma, mas os nigerianos são bárbaros e canibais. Muito ruim isso, IMHO.

    awaywegoAway We Go – O filme de Sam Mendes é MEGAFOFO, com o John Krasinski (o Jim do seriado americano The Office).

    Um casal de pouco mais de 30 em crise existencial, esperando um bebê e procurando o lugar ideal pra viver. Na procura, vão encontrando as criaturas mais estranhas.

    Muito leve, divertido e faz a gente se sentir bem.

    A trilha sonora é adorável.

    Tem outros filmes, gostei de Adventureland, mas não tenho tempo nenhum pra comentar…

    O que vocês têm visto ultimamente? dicas? sugestões?

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    Presentaço: Documentário “A Corporação”
    na íntegra e com legenda

    Denise | Cinema,Política,Vídeo | Saturday, 17 October 2009

    Parte 1

    Parte 2

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    As Viúvas na India

    Denise | Cinema,Feminismo,India | Tuesday, 08 September 2009

    casadasviuvas1.jpg

    “Quase tudo que fazemos parece insignificante, mas é muito importante que façamos. Você precisa ser a mudança que você deseja ver no mundo.” Mahatma Gandhi

    (Post originalmente publicado em 24 de junho de 2006)

    Ontem fui assistir ao filme Water, o último da trilogia política da cineasta Deepa Mehta (os outros são Fire e Earth), sobre a vida das viúvas na india. Fiquei chocada. Já tinha ouvido falar na situação dessas mulheres, mas ainda assim, o filme é uma saculejada na gente e bota nossos problemas cotidianos na sua exata dimensão.

    Pesquisando, hoje, sobre o tema, pra escrever esse post, descobri que ontem estava sendo celebrado o “Dia Internacional das Viúvas”, instituído pelas Nações Unidas, justamente para lembrar ao mundo as crueldades cometidas contra essas mulheres (não apenas indianas, mas de muitos outros países), cujo único crime cometido foi se tornar viúva, como se pudessem se responsabilizar pela vida de seus companheiros.

    water_india.jpg“Water” não é um filme revolucionário em sua linguagem, mas é uma história muito bem contada e extremamente comovente. Ao acabar, precisei de uns bons minutos sentadinha no escuro do cinema, pra me recompor e tentar dissipar aquele nó na garganta.

    Apesar de ser uma obra de ficção, que se passa há quase 70 anos, infelizmente, essa ainda é a realidade de muitas mulheres na India. E isso é o que é mais doloroso.

    O filme se passa em 1938, na India Colonial, onde os poderosos (britânicos e indianos) vêem a ascenção de Mahatma Gandhi, com suas idéias de liberdade e de mudança das tradições arcaicas às quais os indianos ainda se agarravam. As viúvas já não eram forçadas a queimar numa fogueira, com a morte do marido, mas ainda tinham que pagar, vivendo em total ostracismo e miséria, por toda vida.

    Tudo começa com a morte do marido de Chuyia, uma menininha esperta de oito anos de idade, que nem entende que é casada.

    water_india3.jpg

    Ao se tornar “viúva”, Chuyia tem suas pulseiras quebradas, seu cabelo raspado, perde todas suas roupas e é vestida com um sari branco, que será sua única veste, para diferenciá-la, afinal, ela agora é uma pária, “impura” e não pode ter contato com outras mulheres e crianças.

    Os pais deixam Chuyia numa casa de viúvas hindu, onde deve viver o resto dos seus dias em penitência.

    Em 1938, e ainda hoje, em muitas lugares da India, a viúva é vista como um peso e como uma mulher sexualmente perigosa. A família do noivo quer vê-la distante, para poder tomar as propriedades do seu marido, e não tem interesse em assumir a responsabilidade de sustentá-la. Sua própria família, após o seu casamento, sente-se livre de qualquer responsabilidade em relação a ela.

    Por todo preconceito e superstições que cercam uma mulher viúva, ela também não consegue trabalho para se sustentar e acaba tendo mesmo que viver nessas Casas de Viúvas (prédios centéntários, caindo aos pedaços), por toda vida. Para se “purificar”, precisa abandonar qualquer vínculo com prazer e viver em sofrimento. Dorme no chão, repete canções e orações seis horas por dia, e não pode, sequer, comer frituras, consideradas alimentos “quentes”. Estima-se que existam 20 mil viúvas, mendigando, apenas à beira do rio Ganges.

    casadasviuvas2.jpgAos poucos, vamos conhecendo as mulheres com quem Chuyia deverá conviver. A velhinha (foto)que está na casa desde os sete anos e cujo único sonho é comer, novamente, os docinhos que provou na sua festa de casamento (o marido morreu um mês depois). Shakuntala, a mulher de meia idade, esperta, inteligente e que sofre ao perceber que está envelhecendo e está sempre dividida entre a revolta pela sua situação e o medo por não se comportar como deveria.

    Tem a poderosa Didi, que comanda a casa e tem regalias que as outras não têm, e a belíssima Kalyani. Aos 17 anos de idade (está lá desde os oito), ela é a única mulher que tem a permissão para usar cabelos longos e que, sustenta o “luxo” de Didi e a Casa de Viúvas, sendo levada de barco, no escuro da noite, pelo eunuco gulabi, para prostituição.

    water_india4.jpg

    A chegada de Chuyia, o aparecimento de um lindíssimo indiano nacionalista, o amor de Kalyani, a revolta de Shakuntala e a ascenção de Ghandi, mexem com a Casa de Viúvas… mas não existem milagres. O resto, só vendo o filme…

    A realidade atual

    widows_india2.jpg

    Segundo o censo de 1991, 8% de todas as mulheres da India são viúvas, o que significa cerca de 34 milhões de pessoas. Como o costume é o casamento das meninas muito novinhas, 50% das viúvas têm menos de 50 anos de idade.

    No grupo acima de 60 anos, 64% das mulheres são viúvas, enquanto que apenas 6% dos homens são viúvos. Essa diferença brutal de gênero existe por causa da alta incidência de viúvos que se casam novamente, enquanto que um novo casamento, na prática, continua sendo uma opção bastante improvável para as mulheres.

    Apesar dos números, sabe-se pouco sobre a vida dessas mulheres, na India. A marginalização as torna invisíveis. O que sabemos é que elas vivem em completa pobreza, desemprego, sem acesso aos meios de produção, sem educação formal e sofrendo por superstições que ainda estão bastante arraigadas na cultura indiana.

    Já em 1956, um ato hindu estabeleceu que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres, mas a tradição fala mais alto.

    Por causa de todas privações que passam, as viúvas têm um índice de mortalidade 85% maior que as mulheres casadas. Apesar das péssimas condições dessas Casas de Viúvas, muitas preferem viver nelas do que ficar com a família do ex-marido, sendo constantemente abusadas sexual e fisicamente.

    widows_india3.jpg

    As Casas de Viúvas são empreendimentos mercenários, existem denúncias de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os administradores fazem muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo serviços sexuais das jovens viúvas.

    “Sem um homem ao seu lado, uma mulher não tem respeito na sociedade indiana. Isso é parte da cultura patriarcal”, afirma uma militante do movimento de mulheres.

    Parece incrível, mas isso tudo continua acontecendo hoje. Será que a gente não tem mesmo nada a ver com isso? Quando eu fui pra India, escrevi sobre a situação da mulher por lá (vejam ai abaixo), falando sobre as mulheres queimadas por causa dos dotes, e uma criatura me criticou porque eu devia me preocupar com as mulheres do Brasil.

    Não consigo estabelecer fronteiras para a humanidade. Me preocupo do mesmo jeito com minhas amigas que vivem em favelas, no Brasil as viúvas indianas e as mulheres com AIDS na Africa. Somos todas irmãs.

    O que é que a gente pode fazer? falar no assunto, procurar saber o que fazem os grupos de mulheres. Se você faz doação, considerar doar para grupos que trabalham com essas mulheres. No mais, pelo menos se sensibilizar, acho que é um bom começo.

    E o nó na garganta, continua aqui… isso é o que acontece quando a gente vê um filme que faz pensar…

    Veja mais:

  • Widows’ Rights International
  • International Widows Day – June 23
  • Trailler de “Water”
  • Site oficial de “Water”
  • Vrindavan Widows Are Still Sexually Exploited — Study
  • India’s Outcast Widows Have New Havens
  • Status of Widows of Vrindavan and Varanasi
  • Grief and Renewal
  • O risco de ser mulher na India – SdeE
  • O risco de ser mulher na India – Parte 2 – SdeE
  • Curiosidade:

    holi.jpg
    Nessa linda cena do filme, as mulheres estão celebrando o Holi, festa onde todos brincam jogando um pó super colorido, uns nos outros. Em 1999, por uma coincidência abençoada, eu estava no Nepal, no dia do Holi. Estava sozinha, mas pude aproveitar muito e ver a festa, que é uma das coisas mais lindas que se pode imaginar.

    Pitaco de vocês:

    “Uma informação boa: dirigi do interior da Bahia hoje cedo até a capital, vi um out-door com o anúncio da Festa das Viúvas. Foi um forró pé-de-serra genial no interior , para onde convergiram os pretendentes livres e um monte de viúvas que ainda querem dançar, namorar e ser feliz. Que pena que a ìndia discrima suas viúvas, que pena que as viúvas das aldeias portuguesas se condenam ao eterno negrume das vestes e que bom que se pode dançar, beber, brindar e namorar na Bahia. Embora outros problemas haja.” Alena.

    Vejam também o excelente post da Regina do blog Always por um Triz sobre o filme Water: Deepa Mehta: uma mulher de coragem.

    Fotos: Em preto e branco, são registros de uma Casa de Viúvas, feitos pelo fotógrafo Frederik Renander. As fotos coloridas são cenas do filme Water.

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    O Mundo é Um Moinho

    Denise | Cinema,MPB,Música,Vídeo | Thursday, 05 March 2009

    Trecho do Filme Cartola de Hílton Lacerda e Lírio Ferreira (2006).

    Ou ouça uma versão linda, aqui.

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    Tricotagem do Oscar 2009

    Denise | Cinema | Monday, 23 February 2009

    Esse post vai parecer meio esquisito, porque esta sendo construido de tras pra frente.

    E’ o seguinte, eu nao vi quase nada do red carpet, porque demorei pra engatar uma conexao e depois de conseguir ver (aqui no blog!) a entrega dos premios por duas horas, tive que passar o laptop pra Ted porque ele precisava dele desesperadamente (o meu tava na geladeira). Entao, nao vi a entrega dos principais premios.

    Ainda assim, consegui participar da divertidissima tricotagem aqui no blog, que acho que, mesmo em noite de carnaval, teve mais participantes que nos anos anteriores! Obrigada queridos e queridas pelo papo divertidissimo!

    Mas, descobri o arquivo do Red Carpet (comTim Gunn!) nessa pagina, que pode ser baixado usando o utorrent e estou puxando dois arquivos de torrent da cerimonia completa (sem as odiosas propagandas), aqui e aqui.

    Ja’ volto pra comentar mais.

    Eles nao estavam la’ em Hollywood, mas Michelle abalou com esse colarzao e o vestido justinho, na festanca pra ver a entrega do Oscar la’ na Casa Branca – ao som Earth, Wind & Fire.

    SOBRE A PREMIACAO

    Pra mim, a maior injustica foi nao ver nem incluido Revolutionary Road (que, no Brasil, recebeu o horrendo nome de “Apenas um Sonho”, dado por alguém que não entendeu NADA do filme) entre os melhores filmes. Pra mim, foi um dos melhores do ano (outros foram Slumdog e Milk e outros sobre os quais, depois escrevo)

    Kate Winslet merece o premio de melhor atriz (que provavelmente vai ganhar por The Reader) por ambos filmes.

    Revolutionary Road pode ser um pouco lento, no comeco e nao e’ facil de engatar, mas e’ delicado e aborda questoes muito importantes pra mim. VEJAM.

    Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=HH6hL3XjkrY

    Mais comentarios, em breve (quando eu conseguir assistir a cerimonia completa). Podem continuar comentando ai…

    (fotos do Red Carpet no link abaixo)

    (Continue lendo aqui)

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    A Moça que Dançou Depois de Morta – Uma Lenda de Carnaval

    Denise | Artes Plásticas,Cinema,Música,Vídeo | Sunday, 22 February 2009

    Curta de Animação | De Ítalo Cajueiro
    2003 | 11 min

    O realismo mágico do cordel nordestino numa animação que junta o rasqueado da viola com a talha da xilogravura do grande JBorges.

    GENIALAssista no Porta Curtas

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    Documentário sobre “Cabelo Bom” ganha prêmio em Sundance

    Denise | Cinema,Racismo | Monday, 26 January 2009

    Sasha e Malia

    Parece que eu não sou a única que acha que é importante falar sobre o cabelo afro e o impacto que as fotos da Shasha e Malia têm na comunidade black americana.

    Quando a filha de Chris Rock, Lola, foi pra ele chorando e perguntou “papai, porque eu não tenho cabelo bom?”, o  comediante perplexo se comprometeu a procurar nas profundezas da cultura negra e até o fim do mundo quem colocou essa pergunta na cabeça da sua garotinha!

    A câmera do diretor Jeff Stilson seguiu o artista e o resultado foi “Good Hair”, umm documentário maravilhosamente revelador e divertido e ainda assim sério sobre a cultura do cabelo afro-americano.

    Uma exposição de proporções cômicas, que somente Chris Rock poderia fazer, Good Hair visita salões de beleza e batalhas de estilistas, laboratórios científicos e templos indianos, para explorar a forma como o estilo do cabelo negro impacta as atividades, livros de bolso, relações sexuais e a auto-estima do povo negro.

    Celebridades como Ice-T, Kerry Washington, Nia Long, Paul Mooney, Raven Symoné, Maya Angelou, e o Reverendo Al Sharpton, candidamente oferecem suas histórias e observações a Rock, enquanto ele procura uma forma de responder à questão da sua filha.

    O que ele descobre é que o cabelo negro é um grande negócio, que nem sempre beneficia a comunidade negra e a a pergunta da pequena Lola pode ser bem maior que a sua capacidade de convencê-la de que o que ela tem na cabeça não é nem um pouco mais importante do que está dentro.

    Good Hair (Cabelo Bom) ganhou o prêmio especial de juri para documentário americano, no Sundance Festival 2009.

    No filme, a atriz Nia Long diz:

    Sasha e malia

    “Somente de ver a foto da família e as filhas com seus cabelos, às vezes, em trancinhas, repercute de uma forma tão forte, pra mim. Eu sinto que, finalmente, nós temos uma imagem que é a mais poderosa do nosso país, que realmente é parte do que eu sou.”

    Pois é.

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    Posters de filmes no bazar e brechó

    Denise | Brechó,Cinema | Thursday, 30 October 2008

    Gente, acabei de chegar do lugar onde vai ser o bazar, estou MORTA DE CANSADA. Há uns quatro dias que a gente – eu, minha mãe e um antigo funcionário do Origem, Miguel, que está quebrando o maior galho – trabalha das 8, 9 da manhã às 8 da noite. Afinal são quase 100 caixas pra desempacotar e arrumar e quero tudo LINDO.

    Dei uma olhada rápida nos posters que temos e esses 53 acima não são todos não, encontrei vários outros. É que Simon só pegou as fotos desses posters, na internet e mandou pra mim, mas não deu tempo de pegar todas as fotos antes da mudança.

    Eu sempre amei posters de filmes, mas juntamos muitos mesmo, nos EUA, porque Bia trabalhou uns três anos num cinema de filmes de arte e independentes, por isso não tem nada blockbuster. Nenhum Adam Sandler… toc, toc, toc…Tem Ingmar Bergman, Woody Allen, Jim Jarmusch e vários outros feras e cineastas novos.

    Esse é o meu poster preferido, lembram que eu tinha um dele no meu escritório, em Washington?

    Vejam o album com várias fotos dos posters aqui. Eles custam R$ 20,00, cada (mais frete)

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