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    setembro de 2003.

    Morre Isabelle Caro, modelo que fez campanha contra anorexia

    Denise | Anorexia & Bulimia | Thursday, 30 December 2010

    A modelo Isabelle Caro, sobre a qual falamos no post abaixo (originalmente publicado em 2007), faleceu hoje, por causa de uma doença respiratória aguda, uma das consequências da anorexia.

    nolita.jpg

    nolita2.jpg

    Semana passada, essa campanha, que tomou as ruas de Milão, durante a sua Fashion Week provocou polêmica e muita discussão. Várias pessoas me mandaram o link pra matérias, obrigada a tod@s!

    nolita3.jpgConfesso que fiquei confusa, inicialmente, com o que parecia uma campanha educativa. Apesar de me sentir incomodada pela imagem tão forte, achei que, eventualmente, poderia ter um efeito de “aviso” para as meninas que não têm anorexia, mas gostariam de ter.

    Acontece que, a tal campanha tem como objetivo, na verdade, promover uma linha de roupas Nolita e aí eu acho que isso é pura exploração da imagem da anorexia em busca de lucro. Ainda que tenha o slogan “No Anorexia”, no fundo, o objetivo é o mesmo de qualquer Prada e feito de uma forma ainda mais cruel.

    A presidenta da Associação Italiana de Estudos da Anorexia, Fabiola De Clercq, disse que a modelo da foto devia era estar no hospital e que a campanha é inútil e perigosa. Segundo ela, “glorifica a mulher que está doente e pode levar outras a ficar ainda mais doentiamente magra, como forma de buscar a mesma atenção”.

    Isabelle Caro, francesa, tem 27 anos e sofre com anorexia desde os 13. Pesa 31 quilos. Googlando um pouco, encontrei o blog da modelo e as suas fotos são impressionantes. Em uma delas alguém deixou o comentário “você está maravilhosa”… realmente, colocar uma mulher seriamente doente como essa em destaque não vai ajudar em nada, que não seja a glamourizar ainda mais esse distúrbio pavoroso….

    Mais uma vez, o mundo da moda faz das suas… mas, sabe como é, segundo a “genial” Gisele, a culpa é das famílias. Então tá.

    Atualização:

    Prefeita de Milão manda retirar fotos de campanha publicitária contra a anorexia. Dica da Vanessa.

    Fonte: Controversy as a Fashion Statement, The Wall Street Journal.

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    E o Brasil inundou Bangladesh de verde, azul e amarelo

    Denise | Anorexia & Bulimia,Brasil | Friday, 23 July 2010

    Ted passou 10 dias em Bangladesh, visitando um projeto que ele está orientando em Panchagarh, já na fronteira com a India. É um ótimo projeto que avalia a atuação das parteiras tradicionais na orientação da alimentação infantil na região.

    É uma região isoladíssima, a 14 horas da capital Dhaka.  Inundada por bandeiras do Brasil!

    Ted ficou impressionado com a quantidade de bandeiras do Brasil. Foram muitas, e nos lugares mais inusitados. E as únicas outras bandeiras que ele viu foram as da Argentina e Espanha, mas nenhuma na mesma quantidade das brasileiras.

    Não é bacana? todas as bandeiras eram feitas à mão,  algumas um pouco diferentes do nosso padrão oficial, mas who cares? eu achei fantástico!

    E a garotada batendo uma bolinha perto de um arrozal:

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    Moda tem que parar de sacrificar modelos

    Denise | Anorexia & Bulimia,Moda | Thursday, 21 January 2010

    ALCINO LEITE NETO (EDITOR DE MODA) e VIVIAN WHITEMAN (DA REPORTAGEM LOCAL) – Folha

    Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

    Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.

    Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

    Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

    Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.

    Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.

    Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.

    Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

    Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.

    O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

    Moda tem que parar de sacrificar modelos

    Leia Mais (dica de @cinthiarocha):

    • Três artigos, essa semana, s/ hipermagreza no SPFW:
      • http://bit.ly/6YBLDz
      • http://bit.ly/5L5Ltt
      • http://bit.ly/8Tiikt

    Foto: Desfile da Iódice no SPFW.

    ALCINO LEITE NETO
    EDITOR DE MODA
    VIVIAN WHITEMAN
    DA REPORTAGEM LOCAL

    Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
    Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
    Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
    Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
    Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
    Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
    Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
    Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
    Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
    O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

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    Modelo sofre apagão e é demitida

    Denise | Anorexia & Bulimia,Corpo & Saúde | Thursday, 15 October 2009

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    Mudando o rumo da prosa, vocês já devem ter visto a história dessa modelo francesa lindíssima, Filippa Hamilton, de 23 anos. Linda e saudável. Mas pra Ralph Lauren,ela era GORDA demais pra vender seus produtos. Pra resolver o “problema”, apagaram metade do corpaço da moça, nesse anúncio veiculado no Japão.

    O apagão photoshopado da modelo foi um trabalho de amador, o quadril dela ficou menor que a cabeça e a cintura, humanamente inviável. A descoberta da aberração pelo ótimo site Photoshop Disasters criou uma polêmica, já que Ralph Lauren,ao invés de reconhecer a mancada, ameaçou processar o site por “uso indevido da imagem”. Depois, viu que a coisa tava piorando e pediu desculpas publicamente.

    Mas, nada disso garantiu o emprego da moça, que foi chutada das campanhas da marca por “não atender às expectativas”. Depois acham exagero nosso desprezo por parte das criaturas – e empresas – da indústria da moda.

    Pelo menos, cada vez mais, essas aberrações viram notícia, as pessoas comentam e, com alguma sorte, mais jovens percebem que esse padrão de beleza doente e irreal é um engodo.

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    Anorexia e bulimia são principais causas de morte
    entre jovens italianas

    Denise | Anorexia & Bulimia | Thursday, 12 March 2009

    AnorexiaROMA, 12 MAR (ANSA) – Os transtornos alimentares, principalmente a anorexia e a bulimia, são a principal causa de morte de italianas na faixa etária de 12 a 25 anos, informou nesta quinta-feira um estudo realizado pela Sociedade Italiana para o Estudo dos Transtornos Alimentares (Sisdca).

    Entre 150 e 200 mil mulheres italianas sofrem com algum tipo de transtorno alimentar, explicou o conselheiro da instituição, Roberto Ostuzzi, ressaltando que a maior preocupação é o risco destas patologias se tornarem crônicas, o que pode levar à morte.

    A Sisdca afirma também que 10% dos suicídios e dos problemas psíquicos são causados por uma má alimentação.

    O conselheiro destacou que na Itália apenas 1% das pacientes têm acesso ao chamado Tratamento Sanitário Obrigatório (TSO), que, segundo ele, é ‘uma forma de terapia coerciva que às vezes é necessária para salvar a vida do paciente’.

    Ostuzzi comparou este número com o índice dos países anglo-saxões, onde o TSO é aplicado em pelo menos 15% dos casos registrados de bulimia e anorexia.

    Fonte: ANSALatina – 12/03/2009 13:46

    Foto: A herdeira do império de moda italiano, Allegra Versace , vítima da anorexia. Coincidência?

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    Trinta e Dois Quilos de denúncia ou de glamour?

    Denise | Anorexia & Bulimia,Fotografia | Sunday, 11 January 2009

    Essa foto é parte da exposição “Trinta e Dois Quilos”, da fotógrafa alemã Ivonne Thein, que está no Instituto Goethe, em Washington, DC, até o dia 6 de março. O título se refere ao peso da francesa Isabelle Caro, que causou polêmica, ano passado.

    São imagens digitalmente manipuladas de mulheres saudáveis. Segundo a fotógrafa, ela pensou em fazer essas fotos ao ler sobre os sites que fazem apologia à anorexia. Suas fotos seriam uma “crítica” e “denúncia” ao que essas meninas lêem e escrevem na internet.

    Acontece que, previsivelmente, na minha opinião, a reação das meninas nos sites Pró-Ana, foi essa:

    Anorexia“Essas fotos são tão, tão bonitas! Eu quero ser como elas! elas parecem tão frágeis, como um anjo.”

    Ivonne Thein declarou que “Não era isso que eu queria. É importante para mim que, se eu mostre minhas fotos, elas sejam uma declaração de uma posição crítica e não glamorização da anorexia”.

    Eu sou cismada com essas iniciativas de “denúncia” (é como a “denúncia” no filme Tropa de Elite que, pra mim, virou só apologia à violência). Não estou dizendo que as fotos deveriam ser queimadas, nem sou a favor de censura na arte. Tá bom, a moça quis fazer as fotos, sabia que era um assunto que ia dar mídia e fez. Agora é a vez da gente dar nossos pitacos.

    Uma fotógrafa querer negar o impacto da imagem e dizer que não sabia que seria essa a reação das meninas dos sites pró-ana… só se for muito ingênua ou desinformada.

    Nas fotos, as meninas estão longe das características reais de uma pessoa com anorexia – pele seca e amarelada, tendência a manchas pelo corpo e queda de cabelo. Na minha opinião, ela glamourizou, sim, a imagem da anorexia, com a produção das fotos.

    E olha o que eu achei vasculhando o site da fotógrafa.

    AnorexiaA capa de uma revista coreana com a tal “foto-denúncia”. O nome da revista é “Sobre Beleza” e olhando na página interna, não dá pra ler a matéria, mas o título é “O Projeto de Corpo Coreano”. Fiquei curiosa pra ler o conteúdo.

    Se for denúncia, bote sutileza nisso…

    O que vocês acham? as fotos glamourizam ou não a anorexia? as fotos funcionam como uma peça de protesto contra a apologia à magreza, na moda?

    Fonte: Washington Post.

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    Depoimento de uma menina que sofre de anorexia

    Denise | Amamentação,Anorexia & Bulimia,Corpo & Saúde | Thursday, 26 June 2008

    Eu fiz esse post há três anos, ele é o mais visitado de todo o blog. Como ando sem tempo pra escrever, achei que valia a pena re-editá-lo, pra quem está chegando ao blog agora. Foi muito emocionante, pra mim, receber o email dessa menina. Como a dela, recebi várias outras mensagens de meninas que diziam gostar de como eu falava do assunto, sem julgá-las, nem condená-las. Não vou nem revisar, porque preciso sair agorinha mesmo.

    Há pouco mais de um mês escrevi esse post aqui sobre a existência de blogs pró- anorexia e pró-bulimia. Estava chocada não só com o fato de tantas meninas estarem sofrendo com distúrbios alimentares, mas também com a rede silenciosa que estava se formando, não no sentido de apoiar as meninas, mas de apoiar a anorexia e bulimia como “estilos de vida”.

    Como tratei do tema com todo respeito e seriedade sem, em nenhum momento, considerar o fato uma futilidade ou culpar essas meninas pela situação em que estão vivendo, consegui sua confiança, e passei a me comunicar com algumas delas.

    Recebi um email que me emocionou muito, com esse depoimento de uma das meninas que não quer se identificar, mas que pediu que eu publicasse aqui no blog, como uma forma de ajudar as pessoas a entender melhor o drama que elas estão vivendo.

    Publico o depoimento dela, na íntegra a seguir… (quando ela se refere a “ana”, é anorexia ou meninas que vivem com anorexia)

    As pessoas não sabem ajudar e na verdade nem sei se a intenção delas é esta mesmo. Na verdade todas nós estamos precisando de muita ajuda, ninguem aqui tá pirada o suficiente para acreditar que ficar sem comer até nos saltarem os ossos é uma coisa normal, mas é um desejo nosso, entende?

    Por muitos motivos, cada uma de nós tem um motivo diferente da outra, outras tem motivos iguais, mas você nem imagina quantos motivos existem além da futilidade!

    O meu por exemplo é minha mãe que sempre disse que tinha vergonha da minha gordura, que quando eu era modelo (magérrima) eu tinha mais sucesso nas coisas que ela me investia.

    Nessa época de modelo eu parei com as dietas pq me tornei anoréxica, fui parar no hospital com um problema sério de muitos leucócitos no meu sangue, fiz tratamentos e engordei tanto que resolvi procurar apoio na bulimia e depois fiquei buscando a ana novamente até encontrar…

    Até hoje ela ainda me cobra quando eu abro a geladeira e vou tomar um suco que esteja com açúcar: “Esse suco está muito adoçado com açúcar, quer ser uma balofa horrorosa novamente?”

    Minha mãe fecha os olhos pra qualquer risco que eu esteja correndo, diz que na minha idade pesava 45 quilos e que eu pesando mais do que isso quando tiver a idade dela não estarei passando mais na porta. Enfim, o problema principal nem é ela, mas sou eu mesma, só digo a você que a gente sofre pressão até dentro de casa.

    Tem meninas com problemas mil vezes piores que os meus e as pessoas não poupam ninguem. Todas nós estamos precisando de palavras leves. Quando eu mencionei certa vez bem no início do blog que eu usava manequim 40 me chamaram de gorda, acabaram comigo nos comentários e por email também, depois disso eu perdi 12 quilos. Mas a cada quilo perdido é uma junção de medo, alegria, pavor, descontrole que desaba sobre nós. Não sei mais se estou gorda ou magra, nem quero saber. Só é muito ruim quando as pessoas colaboram para que afundemos mais ainda.

    Estou contando tudo isso a você devido a aquele post em teu site, você fez pesquisas sobre a anorexia mais faltou uma coisinha: a nossa versão “verídica”, por que é bem assim que acontece. Sinto que você ficou mal depois do transtorno que isso causou a nós em nossos blogs por conta da divulgação dos nossos links e fico feliz em ver que você não quis contribuir com essa situação desagradável retirando os links da página e tentando ao menos contornar a situação.

    Talvez agora a sua pesquisa esteja bem mais completa com meu depoimento, mas ainda falta o que nós anas e mias ainda não conseguimos saber : a solução pra isso tudo.

    Todo ano são 5 ana’s dos blogs que morrem, em média, é o que ficamos sabendo. Eu mesma ja perdi 3 amigas assim e todas sabem que a qualquer momento pode acontecer com uma de nós. Na maioria das vezes essas anas que morreram ja tentaram se tratar da doença ( em silêncio). Nenhuma de nós temos a coragem de adimitir isso.

    (Continue lendo aqui)

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    São Paulo Fashion Week

    Denise | Anorexia & Bulimia,Corpo & Saúde,Moda | Thursday, 19 June 2008

    Chamada de capa do UOL, hoje de manhã:


    Chamada de capa do UOL, hoje de tarde:


    Modelos brasileiras estão gravemente desnutridas, revela estudo – Meninas reconhecem necessidade de dieta balanceada, mas preferem passar fome. Elas têm deficiência de músculos, proteínas, vitaminas, ferro e cálcio. (Continue lendo aqui)

    Não é uma incrível falta de consistência na linha editorial dessa empresa?
    Além de muita hipocrisia, é claro.


    E mais…

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    Espanha rejeita modelos magras demais

    Denise | Anorexia & Bulimia | Tuesday, 12 February 2008

    exthin.jpgTrês modelos foram mandadas de volta pra casa, na Semana da Moda da Espanha.

    “O IMC delas era de 16, o que é muito baixo e representa extrema magreza”, disse a Dr Susana Monereo, a nutricionista que pesou as modelos. Segundo os organizadores, A média de IMC das modelos está maior que ano passado.

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    Ceci N’est Pas Une Anorexique

    Denise | Anorexia & Bulimia | Tuesday, 16 October 2007

    Emmanuelle%20Beart.jpgPro Allan não reclamar, de novo, que eu só post fotos anoréxicas, taí a lindíssima atriz francesa Emmanuelle Beart que comentou, numa entrevista ao The Guardian, sobre essa capa da Elle:

    “A gente tinha acabado de chegar de uma sessão de fotos, eram 5 da manhã e eu precisava, desesperadamente, nadar. A fotógrafa era uma amiga e perguntou se eu não me importava dela fazer algumas fotos. Quando eu as vi, sugeri que usassem essas. Foi uma resposta a todas essas adolescentes magérrimas, semi-anoréxicas que as revistas femininas empurram na gente, foi como dizer ‘Olha, eu tenho 40, esse é meu corpo, essa é a minha plenitude, essas são minhas curvas, eu gosto delas e tenho orgulho delas.’ É verdade, Eu me sinto melhor em meu corpo agora do que quando tinha 20. Por que não?”

    Via Jezebel.

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    “Sexy Anna Rexia”

    Denise | Anorexia & Bulimia | Sunday, 07 October 2007

    annarrexia.jpg

    Halloween está chegando e alguém, com “muita sensibilidade”, criou essa fantasia. Inclusive em “plus size”. Impressionante! que mundinho esse em que uma doença tão grave como a anorexia vira produto pra consumo… e como se fosse piada sexy…

    Via Pandagon

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    Nova Campanha da Dove – Onslaught (Ataque)

    Denise | Anorexia & Bulimia,Auto Estima,Campanhas Publicitárias | Tuesday, 02 October 2007

    A Dove acabou de lançar mais essa bela peça publicitária. Ela diz:

    “Fale com sua filha antes que a indústria da beleza o faça”

    Excelente mensagem. Mas sempre é bom lembrar o que eu disse nesse post aqui. A Dove é uma marca da Unilever que faz propagandas de produtos pra clarear o rosto das indianas e todas aquelas sexistas e detestáveis da Axe… no fim, é o uso esperto das nossas bandeiras pra vender seus produtos.

    Mas, tudo bem, são peças bonitas, bem feitas, se ajudar a conscientizar um pouco as pessoas pra os danos da indústria da beleza, tá limpo. Mas eu não compro a imagem de “responsabilidade social” da Dove. Aliás, não “compro” de empresa nenhuma.

    Via Jezebel

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    Modelos ‘devem ter atestado médico’ na Grã-Bretanha

    Denise | Anorexia & Bulimia,Cinema,Corpo & Saúde | Friday, 14 September 2007

    As modelos que trabalham na indústria da moda britânica devem apresentar um atestado médico para comprovar que elas não sofrem de distúrbios alimentares, segundo uma recomendação do Conselho de Moda Britânico.

    Continua aqui…

    pretaporter.jpg

    Ontem eu assisti, novamente, ao ótimo filme Prêt-a-porter, de Robert Altman, que passa na semana de moda de Paris, com um super elenco (Sophia Loren, Marcelo Mastroianni, Lauren Bacall, Julia Roberts, Tim Robbins, etc etc etc) e percebi uma coisa… o filme só tem 13 anos, mas as modelos são tão mais “normais”.

    Claro que tem umas duas magérrimas, todas são magrinhas, mas elas parecem mais saudáveis, têm corpo, menos meninas (têm pelos púbicos!!! essa coisa que parece estar caindo totalmente em desuso!)… o que aconteceu nesses 13 anos, sem a gente nem se dar conta, hein?!

    Aliás, o filme é figurinha fácil nas locadoras e boa opção pro fim de semana :-)

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    Lily Allen desaba por causa do seu peso e da pressão da mídia

    Denise | Anorexia & Bulimia,Música | Tuesday, 15 May 2007

    lily_allen_2.jpg

    Lily Allen é uma cantora britânica de 22 anos, que é uma gracinha. Tem uma voz agradável e é meio irreverente. Nada genial, bem adolescente, mas espertinha. Ainda assim, mesmo depois de afirmar, várias vezes, que está satisfeita com seu corpo, a cantora é a nova vítima pública dessa loucura pela magreza que tortura a todas, mas, principalmente, às meninas que estão em evidência.

    Já cansei de ver notinhas maldosas sobre seu peso em blogs e revistas. No último sábado, como poderia acontecer com qualquer garota, ela desabou na sua página do MySpace:

    12 de Maio

    lily_allen_1.jpg

    Gorda, feia e uma m… maior que Winehouse

    “Isso é tudo que eu sou, estou sozinha na América de novo. Eu costumava me orgulhar de ser forte, decidida e não ser uma garota estúpida obcecada com meu corpo. Eu achava que não importava se eu era um pouco gordinha, porque eu não sou uma modelo. Eu sou uma cantora. Acho que não sou forte o bastante e acabei sendo vítima dessa máquina demoníaca. Eu escrevo pra vocês num mar de lágrimas da cama do hotel em Seattle. Eu passei a última hora pesquisando sobre cirurgia de redução de estômago e lipoaspiração a laser.”

    No dia 14 de maio ela escreveu:

    Sorry

    “Olá, pessoal, desculpa se eu preocupei alguém com o post que escrevi ontem. (…) Eu lancei minha marca de roupas na última terça-feira e ver minha foto em tantos jornais, ao lado de Kate Moss, me fez sentir grotesca, por um momento. Eu sei que é um jeito estúpido de se sentir, e eu sou incrivelmente orgulhosa de mim mesma e das minhas conquistas no último ano, existem tantas coisas boas em minha vida. Eu, realmente, tenho muita sorte. Acho que isso mostra o efeito que a mídia pode ter em nós, jovens mulheres. Em relação ao lance de Amy Winehouse, alguém me mandou um link para a um blog que tinha uma foto minha com meu irmão e haviam centenas de comentários de pessoas tristes e más, dizendo que eu era uma bitch gorda e feia e o quanto Amy é tão melhor que eu. Geralmente, eu ignoro essas coisas, mas eu estou em um estado altamente emocional e eu deixei que eles abusassem de mim. Minha mãe veio pra cá, me fazer companhia e eu me sinto muito melhor agora…”

    Eu achei esse desabafo tão comovente, tão vulnerável. Gente, ela é linda, quanta pressão… dá vontade de botar no colo. Que mundinho m… esse em que a gente vive, hein?…

    E por falar em Amy Winhouse (também britânica, por isso tanta comparação entre as duas), os elogios que ela recebeu, citados por Lily, foram pra versão atual, visivelmente anoréxica, vejam as fotos abaixo:

    amy_winehouse.jpg

    Isso não acaba nunca…

    PS.: Por coincidência, o “Vídeo do Dia”, aí acima, é da Lily Allen.

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    Algumas revistas de dar embrulho no estômago

    Denise | Anorexia & Bulimia,Campanhas Publicitárias,Feminismo | Saturday, 28 April 2007

    Ontem, dei uma para na livraria perto de casa, pra ler minhas revistas preferidas e dar uma monitorada básica nas que têm aquele conteúdo misógino, que já conhecemos tão bem… vejam só o que eu achei:

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    BON é uma revista de moda sueca (!!!), com edições internacionais, e essa foi, provavelmente, feita em NYC.

    Na foto, que é um editorial de moda, mostra uma moça com uma cara, como sempre apavorada, amordaçada e jogada num matagal. Pra variar, a nossa conhecida glamourização da violência contra a mulher, para vender marcas carésimas. Pra gente ver que as feministas suecas ainda têm muito o que fazer por lá.

    No site da revista, clicando em MENU e depois em “Bon Internacional”, voces podem ver todo conteúdo da revista, no terceiro bloco de imagens, lá pelo meio, tá a tal foto (o editorial se chama “Wild Life”) e é possível deixar um comentário sobre a foto (tem um “add coment” lá em cima). Eu deixei meu recado de desapontamento com a publicação, seria ótimo se outras pessoas também fizessem o mesmo.

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    Apesar da bela capa com a atriz America Ferrara, que ganhou o Golden Globe, esse ano com a série “Betty, a Feia”, o resto da revista é de embrulhar o estômago… vejam abaixo…

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    Os defensores da indústria da moda vão dizer que o título, “Senso de humor é importante”, tem a ver com as roupas, mas não precisa muita perspicácia pra perceber a ironia e a gozação com um tema sério. A menina é incrivelmente magra, provavelmente anoréxica, com ar de doente…. uma ironia que não tem lugar num mundo onde as meninas estão morrendo por disturbios alimentares e, entre elas, três modelos que, certamente, sonhavam em ter fotos publicadas na W.

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    Essas três fotos são parte de um outro editorial de acessórios carésimos da mesma revista W. Percebam a obsessão com mulher vulneráveis, assustadas, abusadas, acuadas… sick!

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