Eu adoro natal, né? já disse aqui. Esse ano foi um dos melhores dos últimos tempos. Na primeira foto, finzinho da noite de natal, voltando pra casa de metrô com -18°. Fomos a um restaurante indiano com Peter (Austrália) e Karen (Hong Kong), depois paramos pra um cafezinho. Ótima conversa.
A quarta foto mostra Wangsimni, que é nosso lugar preferido em Seul.Fica a duas paradas de metrô e a cerca de 45 minutos caminhando aqui de casa. Lá, no mesmo prédio, tem uma estação de metrô, um shopping center legalzinho, supermercado, lanchonetes, cafeterias, padarias, sorveterias, cinema (com maior Imax da Coreia) e ainda é lá que fica nossa academia de ginástica com saunas e banhos termais (e um “waterpark”!). Essa é a cara desse centro de diversões no natal.
As duas fotos seguintes foram no dia 23, no VIPS, restaurante buffet que a gente gosta muito, que fica também lá no Wangsimni. Finalmente, as duas últimas fotos são do nosso almoço de natal, também com Peter e Karen. Começou às 3 e o pessoal só saiu depois das dez da noite. Assunto não faltou. Muito bom encontrar pessoas com quem a gente tem afinidade. Eles são adoráveis.
E, como algumas pessoas viram, o blog foi atacado mais uma vez e ficou fora do ar, assim que as coisas se acalmarem, volto a postar mais regularmente. Beijocas a tod@s!
Desde o domingo, tenho encontrado alguns brasileiros muito legais, que vieram preparar o caminho pra chegada de Lula e Dilma no G20. Primeiro encontrei o queridíssimo Jorge Cordeiro (foto acima) que faz o Blog do Planalto e que “conhecia” há muitos anos da blogosfera. Eu e Ted fomos almoçar com ele, Sonja e Magno, passamos pelo Coex, onde acontecerá o G20 e fomos dar uma caminhada pelo templo Bongeul (fotos abaixo).
Depois, o grupo foi aumentando e visitamos alguns mercados e ruas imperdíveis aqui de Seul. Foto abaixo.
Foi o mínimo que pude fazer para a galera que está lá no Brasil, ajudando Lula a mudar o país =)
Com a chegada dos “chefes” e começo do G20 o pessoal não vai mais ter tempo pra nada, mas aproveitamos bastante.
Eu queria muito um abraço e uma fotinha com Dilma ou Lula, mas os coreanos estão isolando a área dos hotéis e centro de convenções, fecharam a estação de metrô, desviaram ônibus, não se chega nem perto sem crachás. Tudo bem, estou feliz por saber que estão aqui e vão fazer um ótimo trabalho representando a gente na reunião =)
Hoje é o aniversário de Carla Lucena, uma das minhasmelhores amigas (se não a melhor!). Nos conhecemos quando mudei pra Olinda (de Recife), há 34 anos, quando eu tinha 12 aninhos. Jogamos muito queimado, ela tentou (em vão) me ensinar a andar de bicicleta, jogamos muita conversa fora, fizemos muito biscoito amanteigado e salgadinho e até passamos mel com aveia no rosto, o que previa sua queda por creminhos e afins.
Somos muito diferentes, só ela pra me fazer colocar esse bolo confeitado aí acima no meu blog. A fofa adora Louis Vuitton. Original. Nem pergunto se ela vai votar em Dilma pra não ouvir a resposta, mas faz mal não. Adoro ter uma amizade como a dela, que dura tanto tempo, entendendo sempre minha terrível preguiça de escrever emails.
Feliz aniversário, Carlota!
ps.: Sorry, esqueci o site onde achei esse bolo, tempos atrás.
“Lhe damos as boas-vindas
Boas-vindas, boas-vindas
Venha conhecer a vida
Eu digo que ela é gostosa
Tem o sol e tem a lua
Tem o medo e tem a rosa
Eu digo que ela é gostosa
Tem a noite e tem o dia
A poesia e tem a prosa
Eu digo que ela é gostosa”
Essa coisinha deslumbrante é Soo Bin, filha de nossos amigos Song e Hye-Ock. As fotos foram feitas em um estúdio, há poucos dias atrás. Eles foram fundamentais na ajuda que deram pra gente se organizar por aqui, sem eles nem sei como teríamos conseguido montar nosso apartamento.
Já tinha feito esse post sobre eles, onde contei que Song fez milhares de estrelinhas em origami para a (na época) namorada, enquanto estava no exército. Não é super fofo? eles são um casal lindo (e aqui, nossa cantoria num karaokê).
Fomos visitá-los no final de semana, porque agora Soo Bin já tem 4 meses e está liberada para receber visitas. Gravidez, parto e pós-parto é uma novela, por aqui, cheios de rituais. Nos primeiros 100 dias do bebê (que é comemorado como se fosse festa de um ano), ele não sai de casa e ninguém pode visitá-lo, fora os avós (nem ti@s e prim@os!).
Ela é tão linda, que deu vontade de agarrar e sair correndo com ela =) adoro as crianças coreanas, são tão lindas. Quando são maiorezinhas, as que estudam inglês (maioria) adoram dizer “HI” pra gente. Acho que Soo Bin deu uma estimulada no meu lado maternal!
Eu e Ted estávamos saindo do Emart (supermercado), em Wangsimni, num shopping center que fica bem perto daqui de casa, quando encontramos Karin (de Hong Kong) e Bradford (dos EUA), que ensinam nos departamentos de moda e administração da universidade e fomos jantar lá mesmo.
Eles são uns amores, divertidíssimos. Bradford morreu de rir da minha teoria de que os americanos são os “mexicanos”, aqui. Qualquer dia conto melhor essa história, pra vocês, agora estou completamente sem tempo.
Tenho conhecido tanta gente bacana por aqui. Agora só faltam a Selma e o Renato
Eu conheço Carla há exatos 32 anos (acho o máximo poder dizer esse número!) e é minha amiga mais antiga e mais presente.
Pra quem acha que internet afasta os contatos pessoais, deixa eu dizer que nós moramos, por anos, em prédios que ficavam um na frente do outro, e nunca nos encontrávamos, cada uma ocupada demais com sua vida (bia pequena, começo de carreira no Origem etc.)
Agora, toda semana, trocamos pelo menos uma linha no orkut e ela sempre deixa recadinhos aqui. Eu adoro Carlinha, sei que é amizade de verdade, daquelas que não morrem nunca e nem cobram nada.
Adorei encontrar você e D. Elba, querida. Vocês são uma parte importante da nossa história.
Tomei um susto enorme quando li a mensagem da Flavinha, contando que a blogueira Tina Oiticica-Harris tinha morrido na segunda-feira e ontem seria seu aniversário.
Um dia, eu estava pesquisando algo sobre alguma dica de informática, que nem lembro agora o que era, e caí em um desses blogs de um adolescente geek. Li alguns comentários da Tina que estava numa discussão com a garotada. Achei que ela era uma mulher muito interessante, inteligente e culta. Fui no blog dela e deixe meu primeiro recado, dizendo que eu achava que ela estava no lugar errado.
Ela passou a visitar o SdeE, participou de nossos “amigos secretos” e sempre foi generosa, se oferecendo pra mandar os presentinhos pra quem não recebeu.
Eu gostava da Tina e me preocupava com ela, me sinto culpada por não ter visitado mais seu blog (me sinto assim em relação a todo mundo, mas tá difícil…). Mas, há poucos dias fui lá em seu Universo Anárquico e vi que ela estava chateada por causa de alguma coisa que tinha acontecido entre ela e uns blogueiros. Ela levava a blogosfera a sério demais e como eu sabia que ela tinha uma saúde delicada, de vez em quando, pensava nisso.
Ainda bem que achei um tempinho pra escrever pra ela, pedindo que esquecesse esse povo, que pensasse mais nela e na família e fizesse de conta que esses blogueiros nem existiam. Falei que isso funcionou muito bem comigo. Não gosto, deleto da minha vida virtual e acabam os problemas. Ela ficou muito feliz com meu email, me escreveu outro bem efusivo e pedindo conselhos. Eu repeti, “esquece esse povo!”.
A intolerância e agressividade, na blogosfera é uma coisa que chega a assustar. As pessoas podem ser de uma crueldade como nunca vi no “mundo real”. Mas, apesar do tormento da Tina pela blogosfera afora, sempre achei lindo como o marido e o filho pareciam super carinhosos e felizes com ela, sempre a beijando e abraçando nas fotos. Ela se foi cedo, mas teve muito mais amor e carinho em casa.
E era uma mulher cheia de surpresas, fui ao seu blog e naveguei em suas fotos, onde encontrei essa, dela com Nina Hagen. Eu também adoravava a Nina Hagen, 20 anos atás.
Então, resolvi deixar essa música com a Nina, em homenagem à Tina:
São mais de onze da noite e eu tô aqui deitadinha com Ted, cada um com seu laptop. Eu tô checando meus emails e colocando as novidades em dia. O principal assunto da lista de discussão L-Materno, do meu querido amigo Marcus Renato de Carvalho, é o 10o. Encontro Nacional de Aleitamento Materno, que está acontecendo em Belém do Pará, nesse momento.
Eu fico aqui só lendo sobre as pessoas que estão lá, lembrando de cada uma delas – Enilda, Val, Maria Inês, Luciana, Evanguelia, Gabriela, Mário, Elsa, Érica, Fernanda, Ana júlia, minha queridíssima amiga Cecília Muxi e muita gente mais – e pensando que só com muito amor ou prazer pelo que se está fazendo, pra gente, expatriada de opção, não entrar em crise de saudade aguda, vez em quando.
Nunca me arrependi, nem por um minuto, de ter saído do Brasil, demorei a decidir, mas quando decidi, não tinha nenhuma dúvida. Também ajuda me sentir tão feliz com Ted, todos os dias desses últimos cinco anos. Mas essa felicidade tem um preço, que é perder momentos raros no Brasil, como esses Encontros Nacionais de Amamentação.
Nessa foto aí acima eu estou fazendo minha apresentação no primeiro ENAM, em Niterói, 1991. Impressionante pensar que já faz 17 anos (Ted acabou de dizer que eu continuo com a mesma carinha hehehe … ).
Lembro bem da emoção desse primeiro Encontro, tinha fundado o Origem há apenas 4 anos e estava à procura dos “meus pares”. Naquela época não se falava muito em amamentação, como hoje, o Encontro tinha umas 200 pessoas (10 vezes menos que o atual) e estávamos tod@s com uma energia e uma vontade de trocar idéias tão grandes, que mal conseguíamos dormir.
Em 93, o terceiro ENAM foi em Recife, (des)organizado por a gente, lá do Origem. Na fotinha ao lado, estamos Ana (coordenadora do Origem, comigo, na época), Marcus Renato, eu e Jefferson Resende, no encerramento do evento.
Tenho lembranças fantásticas desses encontros (participei de sete deles), sempre gostei de participar de redes, de reunir gente, trocar experiências e me diverti horrores nessa época. Como sempre fui difícil (vejam abaixo) tinha uma sinceridade desconcertante e uma energia sem fim pra defender minhas idéias, apaixonadamente. Sendo assim, claro, colecionei minha porção de “inimizades”, mas isso faz parte, e ficou pra trás.
Fico feliz em ver o ENAM tão bem, numa cidade que é a que eu mais tenho vontade de conhecer no Brasil (Belém do Pará), reunindo tanta gente só pra falar de amamentação. Bom demais, só não morro de vontade de estar lá porque penso que foi uma época muito boa, mas tudo o que eu mais quero da vida tá bem aqui do meu lado (me chamando pra colocar meu colírio – ele é o único que lembra – não é um fofo?)
1600 mães amamentando em Belém do Pará
E quando eu estava aqui, me sentindo tão longe disso tudo, recebi esse comentário maravilhoso da Lia Paraense, que me fez pensar que, de alguma forma, continuo dando minha contribuição:
Denise, olha como as coincidências são surpreendentes. Leio seu blog há muito tempo e acompanho sua mobilização e direcionamento em relação à amamentação. Eis que de repente me vejo envolvida com a ação de divulgação do evento em relação à “1000 mães amamentando à beira da Baia do Guajará”. Sou gerente do departamento de promoção de eventos de uma agência aqui em Belém e fui a responsável por criar uma ação que levasse o convite às mães para que participasse do evento. Eis que tivemos uma partcipação recorde, visto que foi a primeira vez que a cidade sedia esse evento. 1.600 mães vestiram a camisa da causa, ou melhor, tiraram a camisa e amamentaram suas crias. Para que isso acontecesse, visitamos postos de saúde, maternidades, praças e shoppings com circenses e atores divulgando o evento. Foi uma experiência única. E eis que vejo você comentando aqui no seu blog. Isso não é louco?
Abraços e obrigada. Pois toda o meu envolvimento e informação acerca da questão vim adquirindo ao longo do tempo através de ti.
Obrigada, Lia! agora vou dormir feliz da vida
ps.: Lembrei que, há dois anos, também escrevi sobre o 9o. ENAM, aqui.
Ana Lúcia é uma das amigas que eu fiz na blogosfera, que nunca tinha encontrado, mas de quem eu já gostava como se tivesse conhecido “ao vivo”, há anos.
Ela está aqui, pra um congresso, e nós marcamos um encontro na sexta-feira, mas como não somos figurinhas fáceis, tinha que ter dado alguma complicação. Combinamos de nos encontrar no elevador do metro do zoológico. Só que eu fiquei esperando lá embaixo e ela lá em cima, na calçada, congelando. Quando subi pra dar uma olhada, ela já não estava mais lá.
Até que – uma hora depois da combinada – liguei pra Ted, pedi pra ele entrar no meu email e tinha uma mensagem da Ana dizendo “Cadê você?” hehehehe…
Mas ontem, sábado, finalmente nos encontramos no metrô Dupont Circle e tudo deu certo. Tão certo que passamos sete horas conversando… sete horas!
Ana é linda e inteligente, exatamente como eu já imaginava. Temos muitos interesses em comum, já trocamos muitas figurinhas por email, por isso, desde o primeiro momento, nos sentimos como se não fosse a primeira vez que nos víamos, totalmente confortáveis uma com a outra.
Nos encontramos às 11:30h e pegamos logo um metrô e um ônibus (lembrem, não tenho carro, nem sei dirigir!) e fomos pra Anacostia, o bairro mais pobre de Washington, com a maioria de habitantes formada pela comunidade de afro-descendentes.
Fomos lá visitar o Museu Comunitário de Anacostia, que tinha um exibição contando a história da região (fotos 1 a 3). Apesar de pequeno, o museu é bem organizado e a exposição tinha fotos maravilhosas. Sem falar que fomos atendidos por uma senhorinha que era a “coisa mais querida” (como diz a gaúcha Ana Lúcia). Andamos um pouquinho pelos arredores, onde encontramos essa galeria (foto 4), uma loja que tinha uma fachada bem colorida, mas não estava aberta.
Eu sempre quis ir a Anacostia, mas eu e Ted acabamos ficando mesmo pelos museus mais próximos de casa, então, quando soube que Ana vinha pra cá, achei que era uma oportunidade de ver um pouco do outro lado da cidade, onde os índices de mortalidade infantil e expectativa de vida são mais próximos de países africanos.
De lá, pegamos o metrô e seguimos pra U Street, que é o meu lugar preferido na cidade.
U Street é um bairro de belas casas vitorianas onde, no período de segregação racial, a comunidade afro-americana se concentrou e fez história e por onde andaram Billie Holiday, Nina Simone, Dizzie Gillespie, Martin Luther King e outras feras. Já escrevi sobre o bairro e alguns dos seus prédios mais importantes aqui. Apear do processo de gentrificação, que empurra os históricos moradores pra fora da área, ainda é uma região importante pra comunidade afro e afro-descendente.
Paramos em um dos vários fantásticos restaurantes etíopes e tivemos um super almoço, que durou algumas horas de ótima conversa sobre a vida real e virtual. De lá, ainda andamos pelos arredores – onde Ana fotografou o Memorial construido para lembrar os soldados afro-descendentes que lutaram na guerra civil.
O papo continuava ótimo e essa cidade tem coisa demais pra se ver, pra gente ir pra casa cedo… então pegamos o metrô pra Chinatown, onde a gente deu uma olhada rápida na rua – inclusive no arco chinês, que estava lindo à noite, e paramos na descolada Urban Outfitters, onde tudo nos pareceu muito “veranil” pra época. Seguimos pro Museu de Arte Americana, que só fecha às 19 horas (e, como quase todos os outros, tem entrada gratuita).
Lá, nos concentramos na interessantíssima sala de folk art. Passeamos por todo o primeiro andar do Museu (que é enorme, com três andares), mas, a essa altura – 18:30h – já fazia sete horas que a gente tava batendo perna e Ana tinha que terminar a apresentação que ia fazer hoje de manhã.
Nos despedimos no metrô, já com saudades, porque foi um dia agradabilíssimo e, ainda que o papo por email seja bom, nada como um encontro assim, cara a cara.
ps.: A segunda foto, com um arranjo de frutas é um dos símbolos do Kwanza, uma forma de celebração do natal africano, fotografado no Museu Comunitário de Anacostia.
O tempo passa muuuuuuuuuuuito rápido mesmo. Dei uma olhada no link pra “o que eu dizia, nesse mesmo dia, em 2005″, que fica aí na coluna da direita e vi que fazem exatamente dois anos que eu tava lá na casa da Leiloca, fazendo degustação de vinhos em Napa Valley (juro que meu dedo indicador não tá tocando na taça… hehehehe…).
Deu saudades, a Leila é uma das pessoas de quem eu mais gosto nessa blogosfera.
Isso mostra que, ao contrário do que dizem, é possível, sim, fazer grandes amizades virtualmente e mesmo que a gente não se encontre nunca mais, continuaremos amigas do mesmo jeitinho.
Às vezes, quando me encontro com velhos amigos, lembro-me de como o tempo passa depressa. E isso faz com que eu me pergunte se utilizamos nosso tempo bem ou não. A utilização adequada do tempo é de extrema importância. Enquanto tivermos esse corpo e especialmente esse assombroso cérebro humano, creio que cada minuto é algo precioso. Nossa existência diária é repleta de esperança, embora não haja nenhuma garantia quanto ao nosso futuro. Não há nenhuma garantia de que amanhã a esta hora estaremos aqui. Mesmo assim, trabalhamos para isso apenas com base na esperança. Portanto, precisamos fazer o melhor uso possível do nosso tempo. Creio que a melhor utilização do tempo é a seguinte: se for possível, servir aos outros, a outros seres. Se não for possível, pelo menos tentar não prejudicá-los. Creio que esta é toda a base da minha filosofia.
Dalai Lama, em A Arte da Felicidade
Eu tenho essa “agonia” de aproveitar o tempo, por isso quase nunca fico parada. Também nunca prejudico ninguém. Sendo assim, acho que aproveitei bem esses últimos dois anos e, se olhar pra trás, apesar de algumas dificuldades que surgiram, me sinto muito melhor hoje do que em 2005. Toc, toc, toc…
Já estava mais do que na hora de agradecer a essa moça muito fofa, que me mandou esse colar L-I-N-D-O! que parece feito pra esse vestido e que me fez muito feliz. Obrigada, Gi, você acertou no presente perfeito pra uma leonina! depois mostro outros presentinhos que ganhei no Brasil.
Bom, agora deixa eu explicar a farra, o local, o vestido e as comidinhas.
Nós estudamos no Colégio de São Bento de Olinda, algumas de nós (eu, Marta e Sandra) estudamos juntas até antes de lá, no Colégio Imaculado Coração de Maria (hehehe… haja religião!).
Eu era muito amiga de Marta e de Sandra, mas nunca fui muito próxima das outras, apesar de admirá-las, à distância. Kátia Valéria, a negra linda de sorriso arrasador, jogava basquete (depois mudou pra São Paulo e chegou a fazer parte da seleção brasileira de basquete). Ela sempre foi linda, tinha um corpo de atleta escultural, era excelente aluna, ams acho que está muito mais bonita, ainda, hoje. Morgana e Jacqueline (como eu e Marta) ficaram amigas próximas até hoje e são engraçadíssimas.
O bacana desse encontro foi que fomos além. Decidimos fazer reuniões menores que as formais onde tem 40 pessoas e ninguém consegue, de verdade, ficar perto e íntimo de ninguém (como foi na última vez, em 2005). Dessa vez, nos descobrimos não apenas como as amgas antigas, mas novas pessoas e gostamos ainda mais do que somos hoje.
Bom, depois do último encontro, decidimos repetir a dose e Marta sugeriu o Marola. Eu fiquei só esperando minha mãe dizer: “Aaaaaaaaaaaffffffffffffffeeeeeee Mariaaaaaaaaa, mas é muito perigooooooooooso!!!!!!!!”.
O Marola é um bar tradicional, antigo, fica bem no começo da orla de Olinda, num lugar que, convenhamos, é mesmo bem perigosinho, porque é preciso passar por uma rua estreita pra chegar lá, fica numa área bem escura e, segundo minha mãe, duas vezes já entraram lá e assaltaram todo mundo que tava no bar… mas, a minha sorte foi que ela não ligou “o nome à figura”, pensou que fosse outro bar e, assim, não buzinou muito no meu ouvido os riscos da gente se encontrar lá.
Eu sou cuidadosa, mas não deixo de ir nos lugares, não. A gente saiu de lá mais de uma da manhã, quando estavam fechando (era uma quinta-feira), eu reconheço que a saída me pareceu bem perigosa, mas se a gente for pensar nisso, o tempo todo, no Brasil, não sai nem de casa.
O bar foi extremamente agradável, eu não gosto de barzinho de música ao vivo, mas o rapaz cantava muito bem e só coisas que a gente gostava, fechando com Leão do Norte, que foi de matar os expatriados (eu e Katia, que vive em São Paulo) do coração….,
A gente comeu arrumaidnho, que tá na foto, que é arroz, feijão verde, carne de sol, uma verdurinha frita e farofa. E, nessa cumbuca de barro, tinha o melhor de tudo: sururu!!!!!!!! que eu não comia há muitos, muitos anos e quero repetir hoje! adoro sururu!!!!
E nós fomos a alegria do bar, segundo um rapaz, que tirou algumas das fotos em que estamos todas juntas, no final o garçom ainda veio pedir pra gente voltar no dia seguinte, que tinha forró… mas tem que ir com calma, outra dessa só… na próxima terça-feira
Quanto ao meu vestido, é o seguinte, meninas… comprei lá nos EUA, onde as moças são muito mais recatdas e usam com uma blusinha por baixo, o que faz com que ele fique bem mais discreto.
Acontece que o calor tá grande (mesmo em pleno inverno) e eu gosto de um bom decote, mas .não tinha pensado o quanto o decote é grande, e como em muitas fotos eu estou inclinada pra frente, o “decote” ficou mais ainda, mas, enfim, como no Brasil, se não aparecer a aréola, ninguém se escandaliza… foi tranquilo além do que, pra sorte minha, minhas amigas também estavam decotadérrimas… hehehehehe…
Hoje eu prometo tirar uma foto do Marola pra vocês terem uma idéia de como é por lá… e não podem deixar de ir, se vierem ao Recife/Olinda e foram muito corajos@s como nós
Denise, Fernanda, Jackie, Jane, Kátia, Marta, Morgana, Nilson, Sandra Suely cantando “Madeira de Lei que Cupim Não Rói”, de Capiba.
E se aqui estamos, cantando essa canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói (mas)
Nós somos madeira de lei que cupim não rói
E ainda tem AQUI um micro vídeo com o Leão do Norte e uma antológica lembrança do Nilson…
Perdoem a péssima qualidade do vídeo, o que vale é a intenção e pra quem não sabe, basta clicar com o botão da direita do mouse e escolher “salvar como”, pra puxar os vídeos pro seu computador.
Identificando a mulherada, na quinta foto, onde estamos todas, da esquerda pra direita: Morgana, Kátia, Jacqueline, Marta, Jane (atrás da gente), eu, Sandra Suely e Fernanda.
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Sinto muito pelos que não têm nenhum interesse por nada disso, mas pra mim, esse é um momento de revival total… o blog volta ao “normal” em breve, quando passar a ressaca…
Hoje eu tava meio borocochô. Tinha ido no meu apartamento daqui (estou na casa da minha mãe), mexido nos vestígios da minha vida “anterior”. Livros, discos, roupas, um cartão que Bia fez pra mim quando era bem pequenininha, copos, velas, flyers no quadro de camurça, quadros amarelados, brinquedos, fotos…
Saudades de quando Bia era pequena, lembranças de momentos difíceis e outros muito bons. Saí de lá morrendo de saudades de Ted e Bia. Liguei pra casa, ela tava na aula de direção, conversei muito com Ted (via Skype). Depois, precisando me animar, fui pra Olinda antiga encontrar amigas que não via há 25 anos!
No primeiro minuto em que nos vimos, foi como seu eu estivesse iluminada. Elas nem imaginam como me fizeram bem.
Em 2005, já tínhamos feito um encontro da nossa turma do Colégio São Bento, mas tinha gente demais, ficava difícil conversar com todo mundo, dessa vez sugeri fazer pequenos encontros e começar com um Clube das Luluzinhas.
Foi uma noite inesquecível. Katia, Morgana, Sandra e Jacke estudaram, comigo até 1982..Jane (amiga de Katia), veio de quebra, pra ouvir nossas histórias, rir muito e quase dar uma cochilada de vez em quando, porque ela não tinha nem idéia quem era aquele povo todo.
Professores de Física; as paixões recolhidas e como provocávamos os padres; a hilária Morgana tentando conseguir um vagão pra dormir num trem na Alemanha, sem falar inglês; a garrafa que deu um susto em Katia; pais, mães, partos, filhos, amores, separações, amassos, o menino do MR-8, orgasmos e patriarcado foram algumas das muuuuuuuuuuitas coisas sobre as quais falamos das 7 e meia à uma da manhã e quase não nos largamos, na calçada, depois de termos sido convidadas a nos retirar, pra que pudessem fechar a Creperia…
Obrigada, meninas, vocês foram MARAVILHOSAS. Foi um prazer inenarrável encontrar gente tão legal, com tanto bom humor, tanta generosidade, tanto alto astral, foi um ar fresco que eu estava precisando… nos encontramos graças ao Orkut e, até eu ir embora, teremos outros encontrinhos deliciosos como esse.
A única coisa que tenho em mente agora, antes de dormir, é que a vida anda muito boa e só fica cada vez melhor… toc, toc toc… precisava contar isso aqui.
Essas fotos são do encontro delicioso que tive com Bela (olindense, como eu) e Simone Takayama.
Como muita gente sabe, a China vive sob censura e os blogs são alvos preferenciais na internet. Engraçado é que eu acessava o blog sem problemas no Cantão.
Ao chegar aqui em Shangai ele tava bloqueado, no primeiro hotel que ficamos. Mudamos e nesse aqui, funcionava direitinho. Até ontem. Seria interessante entender como eles decidem bloquear um site…
Estou pedindo à Leila pra ela postar isso aqui pra mim. Obrigada, Leiloca!
Como é impossível escrever outro post hoje e esse já diz tudo que eu queria, aí vai, de novo o que eu escrevi pra nossa querida Leila. Feliz aniversário, de novo, Leiloca!!!!
Eu sou super tímida, ninguém acredita, porque disfarço bem, mas sou sim, e encontrar alguém pela primeira vez, geralmente é uma tortura pra mim, ainda mais quando essa pessoa, que eu nunca vi, pessoalmente, vai me hospedar em sua casa…
Mas, ao encontrar a Leila, lá no aeroporto de Sacramento, foi como encontrar uma amiga que eu já conhecia há décadas. Já começamos a tricotar no primeiro minuto!
E não paramos mais, durante três deliciosos dias… corujamos o Chris, provamos muitos vinhos; fizemos picnic com pães e queijos, em mesinhas de madeira rústicas e lindas; pagamos mico tirando fotos dentro de conversível de desconhecidos; nos embrenhamos pelos vinhedos amarelos e vermelhos de outono de Napa Valley, para tirar fotos fantásticas; trocamos figurinhas sobre a blogosfera toda…
Foi uma das melhores viagens que fiz, a um lugar lindísssimo s super charmoso. Leila foi uma “hostess” perfeita e, mesmo não tendo “girl’s nights”, por causa do Chris, tivemos ótimos “girl’s days”, com direito a muito papo de mulher (pra quem perdeu, algums poucas fotos, aqui, perdi a maioria delas num acidente).
Apesar de baixinha, a Leila é um mulherão, cheia de dignidade, de opinião (precisa ser uma como eu, que também não sou nada fácil, pra não deixar a moça decidir tudo… hehehehe…), muita seriedade e comprometimento com as causas sociais, igualzinho ao que aparece no Stuck in Sac. Não concordamos em tudo (senão, nem ia ter graça), mas sempre discordamos com carinho e respeito, como deve ser.
Leila, querida, feliz aniversário e muita, muita, mas muita felicidade mesmo, pra você e sua linda família. Um super beijo!
PS.: gente, o “baixinha” foi um comentário carinhoso!!! vocês estão me fazendo sentir uma Betty Davis! juro que não foi por mal! hehehehehehe…/em>