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    Os cretinos do CQC e suas imbecilidades sobre a amamentação

    Denise | Amamentação | Wednesday, 01 June 2011

    Gente, voces nao assistem essa coisa podre, nao, neh? quando sai do Brasil isso nao existia e, obviamente, nunca vi um programa deles, mas cada vez que recebo o link pra uma cena, eh de morrer de raiva. Essas pessoas sao o retrato do que existe de pior, mais conservador, mais nojento na sociedade brasileira. CORRAM!

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    Amamentação

    Denise | Amamentação | Monday, 17 May 2010

    Estou atolada até o pescoço em um trabalho que preciso entregar logo, por isso ainda não contei sobre o Festival de Lanternas, do fim de semana passado, que foi FANTÁSTICO. Aguardem. Recebi essa foto para colocar em um boletim de um grupo africano, achei tão linda, que pensei em compartilhar com vocês, infelizmente não sei o nome d@ fotógraf@.

    Adoro fotos de amamentação que mostram a mãe fazendo outras coisas, estudando, trabalhando, namorando, curtindo os outros filhos. É bom amamentar num cantinho especial, só lambendo a cria, mas também é muito bom amamentar integrada na sociedade, sem deixar de ser mulher pra ser somente mãe.

    Beijocas, boa semana e volto em breve!

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    Amamentação em Vogue

    Denise | Amamentação | Thursday, 13 May 2010

    LINDA, LINDA, LINDA a foto de Rachel Feinstein, artista plástica, musa de Marc Jacobs e *deusa*, segundo a edição de maio de Vogue.  É raríssimo ver uma foto de mãe amamentando mostrando um pouco dos seios, nos EUA. A regra é um cobertor cobrindo peito e bebê, não importa o calor e muitos estados precisaram criar leis para garantir às mães o direito de amamentar em público.

    Num país puritano como os EUA, essa foto deve ser um escândalo!     :-)   até que enfim tenho um motivo pra elogiar a revista. Lindo mesmo!

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    Origem no Japão

    Denise | Amamentação | Saturday, 13 February 2010

    Minha mãe mandou esse jornal escaneado pra mim e resolvi compartilhar com vocês. Essa foi uma matéria que saiu num jornal japonês, há 14 anos (!!), sobre o trabalho de apoio à amamentação do Grupo Origem, ONG criada por mim e pela psicóloga Ana Coeli Varejão, em 1987. Fizemos tantas trabalhos legais, por tantos anos. Aos poucos, vou contar algumas dessas coisas aqui, para recuperar um pouco da nossa história.

    Depois que eu saí do Brasil, o Origem continuou promovendo a amamentação, com projetos interessantes de ação em comunidades de baixa renda, coordenados e realizados por Luciana Peregrino, Graça Oliveira, Juliana Florêncio, com apoio de Regina. Infelizmente, um problema com uma pessoa que prestava serviços à entidade fez com que o Origem tivesse que fechar. Mas, nos seus 20 anos de existência, o Origem fez história e foi reconhecido não só no Brasil, mas internacionalmente. Tenho muito orgulho do que fizemos  =)

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    Série Deusa de Assombrosas Tetas – A Mitologia das mamas no Outubro Rosa

    Denise | Amamentação,Corpo & Saúde,Seios,Sexualidade | Thursday, 15 October 2009

    As primeiras imagens femininas, encontradas em escavações, têm grandes seios e amplo ventre e parecem ter sido usadas como um símbolo de fertilidade.

    Esculpida há cerca de 22000 ou 25000 anos, a Vénus de Willendorf foi encontrada na Austria e é, segundo a maioria dos estudiosos, uma das imagens mais importantes e mais conhecidas da Grande Mãe.



    Kourotrophos.
    A imagem data do século 6 aC. Alguns a chamam
    de Deusa Mãe, o arqueólogo Ross Holloway diz
    que ela seria a “Noite” cobrindo com seu manto e amamentando os filhos gêmeos Sono e Morte (Hypnos e Thanatos).


    Nut, deusa criadora do universo, mãe de Rá. Deusa guerreira, protegia os mais fracos, destruindo seus inimigos e abrindo caminhos. Afastava os maus espíritos. Era representada, frequentemente, como uma mulher nua com seu corpo formando um arco que protege a terra e leite escorrendo e fertilizando o solo. Tinha um importante papel nos subterrâneos do Egito Antigo e sua forma de mulher nua arqueada foi encontrada pintada em diversos sarcófagos.

    Nut era a barreira que separava as forças do caos e da ordem neste mundo. Dizia-se que o deus Rá entrava em sua boca ao entardecer viajava através de seu corpo durante a noite para renascer de sua vagina a cada manhã. Dizia-se também que engolia as estrelas que renasciam mais tarde e que o faraó incorporava seu corpo após a morte, do qual mais tarde ressuscitava. Nut também é representada como a “Grande Vaca” (Great Kau), a grande senhora que criou tudo que existe, a vaca cujo ubre deu origem à Via Láctea. Nut é a mãe de todas as divindades.

    Onde fica, hoje a Palestina, Hebat era adorada como a Grande Deusa, representando a mãe-sol, deusa da fertilidade, beleza e realeza. Existem dados sobre ela desde os tempos mais remotos, 2000 aC ou mesmo anterior.

    Seu capacete sugere a fonte da vida e imortalidade, o leão aos seus pés é a sua conexão com o reino animal e o bebê sendo amamentado é a sempre esperada criança das luzes.

    Para que Hércules, um dos heróis mais populares da mitologia grega, se tornasse imortal, deveria ser amamentado quando criança pelo seio de sua madrasta Hera, que era a mulher de Zeus (chamado de
    Júpiter na mitologia romana). Hermes (Mercúrio, para os romanos), outro filho de Zeus, colocou a criança no seio de Hera enquanto ela dormia.

    Assim que ela abriu os olhos, ela se soltou do pequeno Hércules, mas ele já tinha sido alimentado. O leite que escorreu do seio de Hera deixou um rastro pelo céu. Foi assim que “nasceu” a Via Láctea


    Conta-se, na India, que Kamsa, tio-demônio de Krishna, contratou os serviços de Putana, uma Rakshasi (demônio feminino), para matar Krishna. Putana podia assumir a forma que quisesse.

    Ela disfarçou-se de Gopikaa, ama de leite, e entrou na casa de Krishna.

    Alimentou Krishna com seu leite que estava envenenado, mas ele, apesar de ser um bebê, sabia que ela era uma Rakshasi e a sugou tão forte que extraiu sua vida, junto com o leite.

    Antes de morrer, ela assumiu a forma original.


    Nossa América Latina também tem seus mitos relacionados aos seio e ao leite materno. A história da “Difunta Correa” tem origem em Vallecito, vila que fica há 1.160km de Buenos Aires, aos pés dos Andes e ao Norte da Patagônia.

    Em 1835, seu marido, Bustos, foi levado à força e obrigado a entrar para a forças armadas de Juan Facundo Quiroga. Desesperada, María Antonia Deolinda Correa decide caminhar 63km até a vila de San Juan, em busca do seu marido. No caminho, consumiu todas as provisões: o charque e o patay, alguns figos e toda a água. Após ter caminhado boa parte do caminho, ela não aguentou e faleceu. Sob o sol abrasador, encontraram seu cadáver, que protegia seu pequeno: seus seios alimentaram o bebê e o seu leite o manteve vivo, mesmo após a sua morte. Apesar de nunca ter sido canonizada pela igreja católica, a Difunta Corrêa é adorada como uma santa, na Argentina.

    Fonte: Esse post foi baseado numa pesquisa que eu fiz, há alguns anos, para a Galeria de Arte da Amamentação do Grupo Origem. Infelizmente, não tenho mais as referências de onde consegui cada uma dessas informações.

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    Série Deusa de Assombrosas Tetas – Os seios e a amamentação de adultos

    Denise | Amamentação,Corpo & Saúde,Seios,Sexualidade | Thursday, 08 October 2009

    seios 004.jpg

    Em 2006, fiz uma série de posts sobre seios, para celebrar o mês de outubro.  Aproveitando a falta de tempo pra blogar, vou republicá-los, com algumas adaptações.

    Os seios também estão na cabeça da gente, e desde muito cedo. Segundo Freud, a primeira fase, no desenvolvimento psicossexual da criança, seria a fase oral, que iria até, mais ou menos um ano e meio, dois anos de idade. O seio materno seria o primeiro objeto sexual e para um desenvolvimento psíquico sadio, seria importante superar essa fase e aprender a lidar com a “perda do seio”.

    Todo mundo já deve saber que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança e o excessivo uso de chupetas está relacionado à falta de saciedade da sucção. Enquanto a criança faz mais esforço e demora mais ao seio, com o uso da mamadeira, essa sucção é mínima, por isso, a necessidade de sugar o dedo ou chupeta.

    seios 021.jpgMas uma coisa que me impressionou, quando trabalhava em amamentação foi a relativamente constante procura, no nosso Fórum de Discussões, de informações sobre amamentação de adultos também conhecida como Lactofilia. Juro que nunca tinha nem imaginado nada do tipo…

    Claro que apareciam algumas pessoas que não mereciam respostas, mas recebemos alguns emails que nos chamaram a atenção e eram bem sérios. Casais que estavam num relacionamento que incluía como forma de prazer… a amamentação.

    Na maioria dos casos, descobriram essa possibilidade quando a mulher estava amamentando. O companheiro provou e gostou. A mulher gostava de amamentá-lo também. E ficava todo mundo feliz.

    Em outros casos, mais raros, existe a indução da lactação, mesmo sem que a mulher tenha passado por uma gravidez, o estímulo com a oxitocina e sucção constante do parceiro pode produzir leite. Informações sobre relactção podem ser encontradas na Internet, pra quem tiver interesse  :-)

    Eu não faço nenhum julgamento moral, se os dois querem e os dois gostam, quem sou eu pra criticar? Cada um com seu cada qual.

    Nessa página, da Wikipédia, encontrei alguma informação sobre essa prática, que é considerada um tipo de fetiche.

    Fotos: Cena de “Tudo que você queria saber sobre sexo”, filme de Woody Allen e Brigitte Bardot em “E Deus Criou a Mulher”, de Roger Vadim.

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    Bonequinha que é amamentada causa polêmica

    Denise | Amamentação | Sunday, 20 September 2009

    bebegloton

    Já era pra ter escrito sobre isso, mas faltou tempo, li sobre ela quando estava viajando com Bia, tuitei, mas não postei no blog. Mesmo conhecendo relativamente bem so americanos, fiquei impressionada com a polêmica causada nos EUA.

    No vídeo acima, vocês podem ver a bonequinha em ação.

    O que vocês acham?

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    Resultado do sorteio da Semana Mundial da Amamentação

    Denise | Amamentação,Blogagem Coletiva | Thursday, 27 August 2009

    elis2
    Elis é uma das lindas mães com bebês fofíssimos do nosso slide, que tem outras 136 fotos que você pode ver nesse Álbum do Flickr.

    Apesar da demora, como prometido, fiz o sorteio dos ímãs entre as mamadas do nosso show:

    • Um ímã entre TODAS que mandaram as 136 fotos do nosso slide (Sim, quem mandou mais de uma teve mais chance, mas eu não tinha tempo para separar todas =)
      random2_fotorandom2

      • Saiu o número 71 que, na ordem do álbum, era Vaniza que está amamentando Ana e Bia, na foto enviada em 2007. Vou mandar um email pedindo o endereço dela, se ela não responder, faço o sorteio novamente.
    • Outro ímã foi sorteado apenas entre as 29 mulheres que mandaram foto esse ano: Adriana Frid – Adriana Rosas – Ana Beatriz – Ana Carolina Bonates – Bianca Lopes – Bianca Scliar – Carolina Bello – Cristiana Soares – Daniela Garbellini – Débora Saraiva – Eliana Cattoi – Elis Gomes – Elisa Batalha – Elisabeth Primo – Evellyn – Fernanda Mainier – Gabriella Gabs – Gabriela Nakashima – Isabela Cunha – Jackeline – Keiko – Lu Brasil – Luciana Bruscalin – Lydia Castro – Mari Biddle – Nelia de Paula – Renata Freire – Tatiana Neri – Regina Camargo.
      random1_fotorandom1

      • A sorteada foi Cristiana Soares que está amamentando Luíza e o nome foi escolhido a partir da ordem da listinha acima.
    • O terceiro ímã foi sorteado entre os blogs que constarem nessa listinha dos que participaram da Blogagen Coletiva da Semana Mundial da Amamentação.
      random3_fotorandom3

    Ímã do sorteio:

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    Participe da nossa Postagem Coletiva da
    Semana Mundial da Amamentação

    Denise | Amamentação,Blogagem Coletiva | Sunday, 02 August 2009

    Bibi amamentando Tomzinho_blog

    Eu sei… ao contrário da lindíssima Bibi aí acima, eu estou parecendo uma “mãe negligente”, que quase, quase abandona a Semana Mundial da Amamentação, desse ano. É que a vida anda movimentada por aqui – eu e Bia estamos nos preparando pra uma aventura no Cambodja, a partir da terça-feira!

    MAS, como não podia deixar de ser, estou aqui convocando todo mundo para blogar, flickar, fotologar, orkutar, tuitar ou espalhar amamentação onde mais couber: Facebook, Tumblr, Feedly etc etc etc etc

    Já contei aqui que fui a primeira responsável pela coordenação da Semana Mundial da Amamentação no Brasil (em 93!) e depois, a convite da WABA, coordenei o evento internacionalmente, entre 97 e 99. Portanto, não tem jeito, me sinto meio mãe e orgulhosa do super sucesso que é essa iniciativa, em todo mundo.

    Esse ano, o tema é “Amamentação: Segurança Alimentar nas Emergências” e nossos objetivos são:

    mamadaenchente

    • Reforçar o papel vital da amamentação em resposta a situações de emergência em todo o mundo.
    • Chamar a atenção para a importância de proteger e apoiar ativamente o aleitamento materno antes e durante as emergências.
    • Informar mães, defensores do aleitamento materno, comunidades, profissionais da saúde, governos, agências de ajuda, doadores e mídia sobre como oferecer apoio ativo à amamentação, antes e durante as emergências.
    • Mobilizar para a ação e promover redes e cooperação entre os que têm habilidades para o manejo da amamentação e os envolvidos na resposta às emergências.

    Se quiser entender melhor a importância dessa questão, baixe o folder de ação da WABA e/ou ótimo manual Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas em Situações de Emergência da IBFAN Brasil (em PDF). Você também pode fazer o download de vários materiais educacionais relacionados ao tema – slides para aulas, vídeos, manuais, cartilhas - no site do programa de promoção da Amamentação do Senac-SP. Veja o vídeo oficial desse ano e como encomendar materiais da SMAM nesse link.

    A Semana Mundial da Amamentação é de 01 a 07 de agosto. Quem participar da postagem coletiva, deixe um recado aqui no blog, pra eu colocar um link pra vocês, como fiz nos últimos três anos. E no dia 12 de agosto farei um sorteio de um imã coreano de amamentação entre quem tiver participado e deixado link aqui.

    Vejam as blogagens coletivas anteriores: 2008, 2007 e 2006.

    Ah e ajudem a divulgar, OK?!

    Estao participando da postagem coletiva:

    (Vocês não acham que a Bibi aí acima tá muito mais bonita que a Claudia Leitte aí abaixo? ;-)

    Foto 2: De Wagner Meier, Diário do Pará, maio 2009.  Marabá (Pará), cidade que sofreu com a enchente dos rios Tocantins e Itacaiunas (WABA).

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    Minha experiência pessoal e profissional com a amamentação

    Denise | Amamentação,Blogagem Coletiva | Saturday, 01 August 2009

    painting_2

    Depois de um bom tempo sem escrever nenhum post mais elaborado, resolvi caprichar nos detalhes dessa história. Desculpem, o post é longo, mas não tinha como ser de outra maneira.

    A Origem de Tudo

    Resumindo uma história longa, que conta a origem do meu interesse pelos movimento sociais e, consequentemente, a origem do Origem… em 1984, eu tinha 20 anos, estudava jornalismo e fui trabalhar como “foca” na ECOS – Equipe de Comunicação Sindical, uma ONG que dava assessoria à CUT, Sindicato dos Metalúrgicos (onde militava o operário, que seria prefeito do Recife, João Paulo), Sindicato dos Professores, Ação Católica Operária etc.

    (Tem um detalhe engraçado… recebi um convite para trabalhar lá por parte de um amigo. Antes de começar, fui a uma palestra sobre “arte alternativa” com Braulio Tavares na faculdade onde estudava e lá eu vi um cara encostado na parede e pensei… “que cara lindo, esse é pra casar!”.  Dias depois, ao chegar no novo trabalho, descobri que o “gato” era meu novo patrão. Três meses depois, estávamos casados e ele é o pai da Bia, que nasceu dois anos depois.)

    Como não da´pra trabalhar com marido, saí de lá e fundei um jornal pra estudantes com gente como Xico Sá, Ana Santa Cruz, Verônica Figueiredo, Fred Jordão, Renato L e H D Mabuse, entre outros.  Uma época bem divertida.

    Larguei o curso de jornalismo, por rebeldia mesmo. Detestava as aulas e achava que ninguém devia ser obrigado a fazer faculdade de jornalismo pra escrever pra jornal… Aí, comecei a me interessar muito pela militância “na base”, queria fazer algum trabalho comunitário.
    Como surgiu o Origem

    painting_3A idéia de fundar o Grupo Origem surgiu em 86 quando engravidei da minha Bia. Passei a encontrar algumas mulheres grávidas, conversar, trocar idéias, ler sobre parto natural, yoga etc.  Um dos grupos comunitários, a Vila dos Milagres, que tinha contato com a ECOS pediu pra gente ir lá fazer algumas reuniões com as grávidas da comunidade e foi assim que tudo começou.

    Mas, enfim… estávamos grávidas e era a preparação e o momento do parto o que mais nos agregava,não pensávcamos em amamentação. Aí, começamos a parir e nos afastamos por um tempo. Durante alguns meses cada uma viveu a experiência da maternidade com suas famílias e não tínhamos muito contato. Éramos novinhas (eu tinha 22 anos quando ela nasceu!) e cuidar do primeiro bebê era mais do que podíamos dar conta.
    Amamentando Bia

    Na época, pouquíssimo se falava de amamentação. Minha mãe costumava dizer que “a nossa família não tem leite”. Eu não tinha lido nada sobre o assunto e nem sequer sabia que a amamentação era tão importante. Lembrem, isso foi há 22 anos atrás.

    Mas, sabe que, quando Bia nasceu, ela pegou o peito e não queria largar mais… como eu não tinha pressão nenhuma e minha disponibilidade pra amamentar era total (não estava trabalhando), ela mamava, literalmente, o dia todo. E eu tinha muito, MUITO leite. Claro, a equação é simples: Quanto mais o bebê mama = mais leite a mãe produz.

    Mas, logo, logo, começaram os problemas. Vou enumerar alguns deles aqui:

    1. Na maternidade, me deram um algodãozinho que eu deveria manter num copo cheio d’água e “lavar”o seio antes da mamada. Ou seja, toda a proteção natural da aréola e mamilo iam embora na hora que era mais necessária, o seio ressecava etc…

    painting_72. Bia nasceu de oito meses e foi pra incubadora por umas 9 horas e de lá pra o berçário. Quando veio pra mim, tinha contraído “sapinho”, que não apareceu logo, ninguém percebeu, mas com alguns dias, a boquinha dela e meu mamilo estavam como em “carne viva” e a dor para amamentar era quase insuportável. Todo mundo continuava dizendo que era “assim mesmo”, “amamentar dói” e somente quando não aguentava mais procurei um médico que passou a famosa “violeta genciana” (ainda se usa?) e uma pomada e as coisas melhoraram. Mas o estrago tava feito…

    3. Na visita ao pediatra, no segundo mês, ele disse que estava mais do que na hora dela tomar “chazinho” e “suquinho” e era pra dar naquela chuquinha que tem um bico bem molinho, sabe como é? “pra que ela não tivesse nem que fazer força…”

    Bom, a essa altura, juntando todas essas orientações completamente equivocadas e mais dando de mamar numa posição inadequada (lembrem eu nunca tinha nemvisto alguém amamentar!), ela começou a ter dificuldade pra pegar o peito, consequentemente, ele ficava cada vez mais cheio de leite (engurgitado) e eu, na minha total ignorância, achava que era sinal de que “tinha muito leite” e ADORAVA ver aquele peitão enorme, com a pele hiper esticada, afinal, deveria significar que eu tinha muito leite, não?

    Na verdade, significava que o leite estava se acumulando, o peito grande demais, a aréola e mamilo “achatados” de tanto leite e a boquinha dela não conseguia mais puxar de jeito nenhum… resumindo, depois de muita dor, com três meses ela já não estava mamando quase nada. No quarto mês, ela tava totalmente desmamada.

    Fiquei triste, sim, porque eu adorava dar de mamar, adorava tê-la grudada em mim, adorava ver o leite saindo… e por um momento me pareceu que ia ser tudo tão tranquilo. Eu e ela começamosbem, mas fomos vítimas de falta de orientação e de informação. Amamentar pode ser um ato natural, espontâneo, mas existe uma sabedoria que senão for passada à frente, se for perdida, pode ter consequências desastrosas para amamentação.
    Retomando o Origem

    Quando Bia fez uns sete, oito meses, voltamos – as ex-gestantes, agora mães – a nos encontrar e pensar como dar continuidade ao trabalho comunitário. Ana Coeli, que começou o Origem comigo e continuou por vários anos, estava amamentando Clarinha super bem. Todo mundo na família dela tinha amamentado, foi uma consequência natural e ela viveu uma experiência completamente diferente da minha.

    painting_5Voltamos à Vila dos Milagres. E aí aconteceu uma coisa bem interessante. As mães que acompanhávamos grávidas por lá, também tinham tido seus filhos, algumas estavam amamentando, outras não e decidimos fazer uma oficina sobre esse tema.  O sucesso foi tão grande, que fizemos outra e outra e outra e começamos a ser convidadas para fazer oficinas com gestantes de outras comunidades.

    A amamentação para essas mulheres, que vivem em situação de extrema pobreza, era quase como a única chance de sobrevivência pras crianças. Quem dava mamadeira, tinha poucas condições de higienização (não tinha água encanada, nem saneamento básico) e o leite (líquido, de saquinho, ainda era oferecido em mamadeiras extremamente diluídas em água, para render mais). Elas também estavam sendo vítimas do declínio e desinformação sobre o aleitamento e queriam ajuda.

    Assim começou o Grupo Origem. Seria impossível contar tudo que fizemos  nesses 15 anos de história, mas prometo escrever outros posts e, um dia, explico porque o grupo, finalmente, acabou, há uns dois anos.

    Hoje, quis escrever esse post mais pra falar da minha experiência pessoal e o começo do Origem.

    painting_6Não vou dizer que nunca me senti culpada por não amamentar. Cada vez que leio sobre novas descobertas sobre a enorme diferença que faz pra criança ser amamentada, dá uma ponta de tristeza porque acho que toda mãe quer o melhor pros filhos, né?

    Mas, nunca me senti menos autorizada para trabalhar promovendo a amamentação por não ter vivenciado isso da forma ideal. Ao contrário, sempre usei minha história como exemplo e conversava como s grupos sobre:

    1. O quanto a pressão para amamentar, a tensão, a culpa, podem atrapalhar o processo, bloquear o reflexo de ejeção do leite. Eu tinha TANTO leite e amamentei tão tranquilamente, no começo, porque estava totalmente livre de pressões (afinal, minha família “não tinha leite mesmo” – ironia, hein?!). Meu marido e minhas amigas não tinham nenhuma expectativa, eu não TINHA de amamentar…aí, o leite jorrava como fonte…

    Pressionar a mulher a amamentar é o primeiro passo pra que ela se sinta insegura e a coisa desande, deixa tudo rolar naturalmente. Por isso, nunca visitei amiga recém parida pra falar de amamentação… falava, se ela perguntasse.

    2. Saber “o que fazer” faz toda diferença. Se dependesse de mim e de Bia, a gente tinha mantido a amamentação por alguns anos. Tudo que aconteceu foi provocado por intervenções desastradas de outras pessoas, geralmente profissionais de saúde que, na época, eram totalmente desinformados (aliás, a Nestlé teve seu papel nessa “deseducação dos profissionais de saúde”.)
    Movimento de amamentação e a internet hoje

    Hoje em dia, visito blogs de mães e nutrizes, comunidades no Orkut, Facebook e fico rindo sozinha (juro!), tão feliz de ver o que a internet pode fazer por essas mulheres, em termos de empoderamento, de informação, de compartilhamento de experiências.

    painting_1Claro que pode ter um exagero aqui ou ali, mas a essa altura,todo mundo já sabe filtrar as informações e ter cuidado pra não se sentir também pressionada nessa comunidade virtual. Na minha opinião, o risco da haver uma “culpabilização da mulher que não amamenta”  é menor que a gigantesca importãncia dessa rede de informações.

    Além do mais, leio por aqui sobre os grupos e campanhas “nazi-pró-amamentação”, mas queria que me desse exemplos concretos.  Apesar de estar fora do Brasil há vários anos,mantenho contato com o movimento e acho que conheço todos os grupos de amamentação e nunca vejo essa postura “extremista”, entre eles.

    O movimento de amamentação no Brasil é um exemplo para o mundo. Somos MUITO bons, competentes e sempre discutimos em todos os grandes encontros nacionais essa questão da “culpabilização da mulher”. De uma forma geral, quem promove a amamentação sabe que a decisão de amamentar e atépor questões físicas, biológicas, seria estúpido pressioná-las a amamentar. O leite não desce à força e a gente sabe disso.

    Agora, o que não dá é querer que a gente pare de falar da indiscutível vantagem da amamentação em relação à alimentação infantil por mamadeira. Algumas vezes,o que as mulheres querem é que a gente dê uma justificativa que as convença que “uma mamadeira com amor é melhor”. Não vamos dizer isso.

    Claro que se cria de todo jeito. Bia se criou sem amamentação, é linda, inteligente, maravilhosa. Mas eu tenho certeza que ela teria tido menos doencinhas na infância; teria sid0 muito mais prático pra mim não acordar de madrugada pra fazer mamadeira, lavar etc; aamamentação teria a acalmado em horas que era preciso e, de uma forma geral, nós duas teríamnos tido proteções de saúde adicionais. Não deu e não me culpo por isso. Mas nunca vou dizer que não fez diferença.

    Há alguns anos, ao sair do Brasil, me afastei um pouco do movimento. Queria experimentar outras coisas, vivi intensamente demais a amamentação, por muito tempo, e nem sempre foi fácil.

    Queria aprender novas coisas, ter outros interesses, conviver com outras pessoas, outras causas e foi uma ótima decisão. Mas continuo ETERNAMENTE APAIXONADA pela amamentação, porque a complexidade do ato – que envolve não só mãe e bebê, mas a sociedade, mídia, questões de gênero, trabalhistas, de ética médica, de marketing predatório, meio ambiente e tanta coisa mais – faz com que esse tema seja interminável e sempre emocionante.

    Sugiro a todo mundo que nessa semana – 01 a 07 de agosto – procure saber mais sobre amamentação. Escreva sobre o tema, ou divulgue apenas com uma foto, uma obra de arte, uma música… tem tanta coisa a ser descoberta e tanto a se fazer.

    Compartilhe essa paixão comigo.

    ________________________________________________

    Aqui já são quase uma e meia da manhã. Vou dormir, amanhã faço a lista de quem postou sobre a SMAM. Lembrem que vale a semana toda, até o dia 07… então,  ainda dá tempo,  pode ir deixando seu link no post abaixo   :-)

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    Semana Mundial da Amamentação e um show de mamadas

    Denise | Amamentação,Blogagem Coletiva,Fotografia | Thursday, 30 July 2009

    Entre 1 e 7 de agosto, estaremos, mais uma vez, celebrando a Semana Mundial da Amamentação, (Já? como passa rápido!) e pelo terceiro ano vou re-editar esse lindíssimo slide show com nossas leitoras dando de mamar (ou com fotos de suas suas mães, namoradas, esposas, irmãs, amigas etc).

    Já temos 104 fotos, mas vamos mostrar mais! Envie a sua foto de amamentação para o email sdeestocolmo@gmail.com com o assunto da mensagem: “Slide de Amamentação”. Não esqueça de dizer os nomes da mãe, do(s) bebês (s) e de quem fotografou.

    Mesmo quem já mandou antes, se quiser, pode mandar outra foto, de novo.

    Para ver todas as fotos, clique aqui.

    Sorteio

    imabfDescobri que acabei esquecendo de fazer um sorteio com as participantes no ano passado.

    Pra compensar, esse ano, vou sortear três ímãs coreanos, com essa imagem super fofa de uma mãe amamentando (um bebê até bem grandinho, né?)

    Pra participar do sorteio, basta mandar uma foto.

    Se sua foto já estiver no slide show, mande um email pra mim com seu nome e do bebê, pra eu poder incluir no sorteio, que vai ser feito no dia 07 de agosto,  às  8 da manhã.

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    11 anos de cartazes da Semana Mundial da Amamentação

    Denise | Amamentação | Thursday, 30 July 2009

    cleite

    Claudia Leitte, 2009

    2008
    Dira Paes e D. Flor

    2007
    Vanessa Lóes e Thiago Lacerda

    2006
    Cássia Kiss

    2005
    Vera Viel e Maria Paula


    2004
    Maria Paula

    2003
    Luisa Thomé

    2002
    Cláudia Rodrigues

    2001
    Isabel Fillardis

    2000
    Gloria Pires

    1999
    Luisa Brunet

    Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.

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    Campanha mundial de amamentação precisa do seu apoio. Veja aqui, como ajudar.

    Denise | Amamentação | Thursday, 14 May 2009

    cartazarunHá pouco tempo, comecei a trabalhar com uma organização muito bacana, a IBFAN Asia, na ONE MILLION CAMPAIGN (Campanha do Um Milhão), que visa mobilizar o mundo para a necessidade de apoiar as mães para que possam amamentar.

    Cerca de dez milhões de crianças morrem todos os anos, em todo o mundo, antes do seu quinto aniversário por causas que poderiam ser evitáveis. São 27 mil por dia ou 1.100 crianças que morrem a cada hora, sendo que um terço dessas – cerca de 450 por hora – são bebês com menos de um mês de vida. Muitas deles teriam sobrevivido, se as mães tivessem recebido orientação,  apoio  e condições para amamentá-los.

    Hoje em dia, ninguém nega mais a importância da amamentação para o desenvolvimento – e, em alguns casos, até para a sobrevivência – das crianças, mas o sucesso da amamentação não pode ser responsabilidade única das mulheres.

    São muitos os fatores que afetam a sua habilidade e  disponibilidade para amamentar. A divisão do trabalho doméstico, a confiança em seu corpo e sexualidade, necessidades econômicas, leis trabalhistas, violência em casa ou no local de trabalho, acesso a serviços de apoio, a promoção de alimentos artificiais para bebês, tudo isso e muito mais, afeta essa decisão.

    A mãe só poderá exercer plenamente a amamentação se puder contar com uma rede de apoio, com o compromisso da sociedade em possibilitar que o ato de amamentar não seja uma ação isolada e solitária, mas resultado de um esforço coletivo que garanta a toda mulher condições para isso.

    nepal2
    (Fiz essa foto em Kathmandu, Nepal)

    Alguns fatores importantes, que levam ao abandono da amamentação são:

    • a inexistência de legislação adequada e apoio no local de trabalho às mulheres que trabalham fora de casa e desejam amamentar;
    • a falta de apoio e orientação correta sobre amamentação e alimentação infantil;
    • a promoção indiscriminada de alimentos promovidos como substitutivos do leite materno, seja diretamente para as mães ou para profissionais de saúde, que minam a confiança das mulheres na amamentação.

    A Campanha do Um Milhão pretende reunir pelo menos um milhão de assinaturas numa petição que cobra o compromisso dos países na busca de soluções para a superação dessas dificuldades.

    O texto da petição é o seguinte:

     world20011Às autoridades mundiaisComo cidadã(o)s, reivindicamos que se interrompa a interferência comercial na nutrição infantil; que se implemente, rigorosamente, o Código Internacional para Comercialização de Substitutos de Leite Materno e se assegure o apoio às mulheres para amamentar. Pedimos que sejam criadas e implementadas legislações restritivas à promoção de substitutivos do leite materno e alimentos infantis, por parte das indústrias; que se estabeleça um plano de ação, devidamente financiado, para promover e apoiar as mulheres para amamentar da melhor forma e para que tenham garantido um ambiente comunitário e de trabalho favorável à amamentação, que contemplem os recessos adequados, tanto no setor público quanto no privado, possibilitando que as mulheres que trabalham fora de casa não se vejam forçadas a abandonar a amamentação.

    Ação Urgente 

     Entre os dias 18 e 22 de maio, acontecerá a 62o Assembléia Mundial de Saúde, em Genebra (Suíça),  onde autoridades de países de todo o mundo discutirão:

    • questões relacionadas a preparação para pandemia de gripe;
    • a implementação de Regulações Internacionais de Saúde;
    • cuidados básicos de saúde, incluindo o fortalecimento do sistema de saúde;
    • determinantes sociais de saúde; e
    • o monitoramento das conquistas relacionadas com a saúde da iniciativa mundial “Metas de desenvolvimento do milênio”.

    Arun Gupta, coordenador da campanha, levará à Genebra o resultado da primeira fase dessa coleta de assinaturas, que será entregue a representantes de todos os países.  Por isso, estamos tentando reunir o maior número de assinaturas possível, nesses próximos três dias.

    Aí é onde vocês podem ajudar. Vamos fazer uma corrente de solidariedade, assinem e divulguem a nossa petição via emails, listas de discussão, blog, sites, Orkut, Facebook, Twitter, MSN, como puderem, para que o Brasil possa mostrar o já conhecido compromisso com a promoção, defesa e apoio do aleitamento materno.

    Ainda não temos uma versão em português do site da campanha (não fiz o site da campanha, nem estou atualizando, mas vou tentar providenciar a versão em português), mas vocês podem assinar a petição (cujo texto é o que está acima em azul), no site em inglês ou espanhol. Você só precisará colocar seu nome, sexo, email, país e, se quiser, telefone.

    Essa é uma boa oportunidade de ajudar, com o que vocês já são muito bons:  fazendo mobilização na internet. Participem.

    Twitter da campanha: http://twitter.com/onemillion_bf

    Facebook: Support breastfeeding: ONE MILLION CAMPAIGN

    Video no You Tube

     

    Presente

    colarindiano_sorteioComo nós adoramos uns mimos, decidimos sortear como um presente simbólico, de agradecimento a todos os brasileiros e brasileiras que estão participando da campanha, um kit que tem um belíssimo cartaz e cartões da campanha (pintura acima) e ainda mais esse colar indiano, que representa a força da mulher que é, afinal, o objetivo final da nossa campanha.

    Mas, atenção, o sorteio será feito apenas entre as pessoas que assinarem a petição e colocarem BRASIL como seu pais, mesmo que você viva em outro país, tem de colocar BRASIL, para participar. Não adianta apenas deixar recado aqui no blog, o sorteio será feito somente entre os signatários da petição do Brasil, seu nome tem de ir para o banco de dados de lá, para sercomputado. Em breve avisarei o dia do sorteio.

    Qualquer dúvida, perguntem aqui mesmo.  E pleeeeeeeeeeeeeeeeease, divulguem nossa campanha, nos ajude a alcançar o maior número de assinaturas possível, nos próximos  3 dias.

    ps.: Vou adorar se você quiserem deixar um recado aqui, avisando que já assinaram a petição (que, lembrem, está lá no site da campanha em inglês ou espanhol).

    ________________________________

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    Maria Mariana e os problemas com seu castelinho de areia

    Denise | Amamentação,Literatura,Maternidade | Wednesday, 13 May 2009

    Quando eu vi a entrevista na Folha, tentei ignorar porque, pra mim, as barbaridades que essa moça diz e escreve são só jogada de marketing pra vender livro. Tudo muito bem planejado pra polemizar e ter seu nomezinho esquecido de novo na mídia. Me deu muita preguiça e vontade nenhuma de botar mais água no feijão.

    Mas depois eu  recebi a entrevista que ela deu à Época (que tem o título “Deus quer o homem no leme”) numa lista de discussão sobre amamentação (e via email, de muitas amigas, obrigada, queridas) e percebi que muita gente estava incrivelmente bem impressionada com o que ela disse.

    Aí, a coisa muda, eu não dou a mínima pra o fato de estar “promovendo” o livrinho irresponsável em questão, a gente tem de parar pra pensar e discutir o que significa o que ela disse. Sei que muita gente boa já fez isso (veja links abaixo), mas agora eu também quero dar meu pitaco. Desculpem o longuíssimo texto, talvez um dos meus posts mais longos, mas eu poderia ficar aqui escrevendo sobre isso por dias…

    O problema das bobagens que a Maria Mariana disse não está nos detalhes, não é a cueca jogada no chão (aqui quem deixa a calcinha sou eu e é Ted quem apanha, na boa), isso não tem importância, mas é a monumental arrogância de mulher privilegiada financeiramente que se acha no direito de dizer o que as outras devem fazer e a defesa de uma filosofia de vida arcaica, que não pode trazer nada de bom pra ninguém, nem pra mulher, nem pra os filhos, nem pro seu companheiro.

    Claro que é fundamental, acima de tudo, que toda mulher tenha direito de decidir o que é melhor pra ela e, sem dúvidas, parar de trabalhar e ficar em casa, cuidando dos filhos, é uma opção que deve ser respeitada. Adoro ver blogs de mães com bebês pequenos e lembrar dessa época. Francamente, no primeiro ano de Bia, nada, NADA, me interessava mais que ela. E foi muito bom. Mas é uma fase.

    Acho que a entrevista dela faz tanto sucesso, em alguns meios, porque existe mesmo uma certa falta de compromisso de algumas pessoas (pais e mães) na criação dos filhos. Não vou escrever sobre isso agora, mas existe uma tendência a procurar o caminho mais fácil para a paternidade e maternidade. O problema é que a solução que a Maria Mariana oferece é retrógrada e coloca toda a responsabilidade nas costas da mulher.  Quem ganha alguma coisa com isso, além dela que está vendendo seu livrinho?

    (Continue lendo aqui)

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    As mamas na natureza

    Denise | Amamentação | Tuesday, 05 May 2009

    Foto tirada no Kentucky e enviada pra mim por Lilian Golan. Obrigada, querida.

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