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Clarinha, personagem de Páginas da Vida, vai virar boneca

Denise | Auto Estima | Monday, 19 February 2007

clarinha_boneca.jpg

Acho uma ótima idéia! pena que, provavelmente a boneca vai ser cara demais para ser popularizada.

Via Estadão.

Salsicha e publicidade – Fair & Lovely é irmã da Dove

Denise | Auto Estima,Campanhas Publicitárias,Racismo | Saturday, 17 February 2007

fairlovely.jpg

Lembram que eu escrevi, na última segunda feira, que precisava ter muito mais do que um belíssimo comercial para decidir se eu acho que a Dove é uma empresa melhor que as outras?

Pois bem, a resposta chegou mais cedo do que eu esperava. Agorinha mesmo, estava lendo o super blog Feministing quando me deparei com essa campanha dirigida às mulheres indianas, do produto Fair & Lovely (Algo como “Clara e Adorável”) que clareia a pele. O clareamento da pele é uma mania em países como a China, Malásia e India e um problema gravíssimo para a auto-estima das mulheres de pele mais escura (que eu acho linda!)

fairlovely2.jpg

Esse comercial de TV (veja acima), mostra uma mocinha solitária, tímida, triste e de pele escura, cujo pai reclama que não tem um filho que possa sustentá-lo. Eles tentam conseguir um emprego para ela, mas ela é rejeitada (por mulheres visivelmente brancas). O pai, revoltado, cria um produto mágico, o tal Fair & Lovely. Ela vai embranquecendo e ficando feliz, segura, confiante, os homens caem aos seus pés e ela fica famosa… e branca.

Esse comercial consegue ter todo tipo de preconceito reunido em 60 segundos. Sexismo, classimo e racismo. O Fair & Lovely é produzido pela Unilever, que também produz a linha de produtos para dieta Slim-Fast, o Axe, que deve ser usado por brucutus, porque tem umas campanhas publicitárias ridículas como essa… e o Dove.

Enfim, que bom que a Dove tem ótimas propagandas. Mas, como eu já tinha dito, elas não são nada mais que isso… ótimas peças publicitárias, feitas por um publicitário esperto que identificou que a mulherada ocidental já está cansando de tanta pressão por beleza perfeita. Ele diz o que elas querem ouvir.

Enquanto isso, na India, a mesma indústria contrata uma agência publicitária que estimula todo tipo de preconceito abominável e além de mostrar uma mulher adulta tendo sua vida resolvida pelo pai, prega que, se ela não for branca, será triste e solitária, trará vergonha para a família e não vai ter sucesso na vida… esse é o mundo da propaganda, a gente não pode se enganar.

Que me perdoem os amigos publicitários (claro que tem muitos éticos e decentes), mas meu ex-marido costumava dizer que se a gente soubesse como se faz salsicha e publicidade, não ia querer chegar nem perto…

E eu continuo usando o produto mais barato e que funcione melhor.

Pró-Idade

Denise | Auto Estima | Monday, 12 February 2007

proage.jpg

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“Velhas demais para estar numa propaganda anti-idade
Mas essa não é anti-idade
É pró-idade
Novo Dove Pro Age
Beleza não tem limite de idade”

Veja o comercial aqui.

Comentando os comentários:

Barbara, Claudia, Cris S, Luana e Flavinha, também quero ser assim quando crescer :-)

Marcela, Jeremy, Woman Once a Bird, Marina, Aline Santos, Aparecida, Carlinha, Poliane, Narinha, Steph e
Marta L.
, é sempre bom ver belos trabalho na publicidade, né? essa campanha tá mesmo belíssima.

Leiloca, a última é bem cheinha e na propaganda de televisão também tem uma mulher gordinha (não consegui capturar a tela). Achei que representaram bem a diversidade, sem precisar incluir uma mulher extremamente magra ou uma obesa. É bom incentivar uma imagem realista, mas mais saudável, que a gente sabe que os extremos fazem mal.

LucianA, acho que essas mulheres mais magras têm um tipo físico um pouco musculoso, que era bem o biotipo da mulher americana, antes delas engordarem tanto.

Você é linda, Maria Elena Fletcher :-) já lhe disse isso! beijoca!

Sem dúvida nenhuma, Ana Basaglia, não tenho a mínima ilusão que a Dove seja melhor que outras empresas, apenas encontrou um nicho e tá se esbaldando nele, com toda competência, mas o objetivo é o mesmo de todas, empurrar seus produtos goela abaixo da gente. Eu acho as campanhas ótimas, mas não compro os produtos por isso. Aliás, lembro que o publicitário que bolou essa campanha andou dizendo uma canalhice bem machista há um tempo atrás, nem lembro o que foi, alguém lembra? agora, é como você falou, vale a pena elogiar uma campanha que tenta vender seus produtos com imagens respeitosas e bonitas como essa.

Mas, Tina, aí você tá querendo demais, fia, depois de uma certa idade, a gente tem mesmo é que caprichar nas poses, buscar os nossos melhores ângulos, não tem nada demais nisso. Mas acho que mesmo as gordurinhas que saem aqui e ali, têm sua beleza, as rugas têm sua beleza e até os cabelos brancos são infinitamente mais bonitos, na minha opinião, que aquele acaju muito fake. Agora, como você, sou a favor da plástica pra quem quiser! o que vale é se sentir bem.

É uma gata mesmo, hein, Serbão?

Essa é uma tendência bacana em alguns países, Baxt, também tem uns cartazes lindos aqui e na Suécia. Afinal, geralmente são as mulheres mais maduras que têm melhores condições financeiras e maiores consumidoras, não as adolescentes que posam pra maioria das fotos de propaganda.

Pois é, Denise, a beleza está na diversidade.

E é ótimo que copiem, né, Guga? melhor que copiar os Dolce & Gabbana da vida.

Lu, eu compro meus cremes e sabonetes pelo preço, pelo cheiro e pela qualidade. Nem acho que a campanha chega a ser maquiavélica, mas como eu já conheço bem as estratégias, não me deixo muito levar por elas na hora de adquirir o produto, a não ser que seja o mais barato e melhor :-)

Ai, Carlos, me desculpe, mas esse seu tom agressivo é tão cansativo… se eu não concordasse que é muito bom que uma empresa tenha uma campanha como essa, eu não teria feito o post, né, querido? já repeti o suficiente que é uma linda campanha… mas acho importante, também, lembrar, como disse a Ana, que a empresa não é “boazinha”, nem necessariamente melhor que as outras, mas é mais esperta e contratou uma agência de publicidade que teve uma sacada, observando o que as mulheres já queriam há muito tempo.

É tudo um grande negócio, ela faz uma excelente campanha e ganha muito mais com isso. Não estou julgando se isso é bom ou ruim, mas essa é a realidade do mundo capitalista e não me iludo com essa imagem ´”etica” de algumas empresas. A Body Shop, por exemplo, sempre foi exemplo de empresa ética, super respeitada e hoje em dia recebe críticas de todo lado.

Se você tá dizendo que a Dove é melhor, é porque conhece a empresa de perto, eu acho que pra eu dizer isso, precisaria ter muito mais informações, que não tenho. Uma boa propaganda não me garante nada. Pra isso, basta pagar muito a um publicitário competente.

Hehehehehe… mas acho que existe um momento de transição, Déia, no começo é meio chato o cabelo branco, acho que dpois dos 50 é que a gente acaba relaxando mais (nem todo mundo claro, mas espero que eu assuma meus cabelos cor de prata daqui a uns 10 anos :-)

Por outro lado… modelos são menos felizes e satisfeitas,
diz pesquisa na Inglaterra.

Denise | Anorexia & Bulimia,Auto Estima,Campanhas Publicitárias | Monday, 12 February 2007

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Acredite, isso era um editorial de moda!

Deu na BBC Brasil de hoje:

Modelos são menos felizes e satisfeitas do que pessoas que exercem outras profissões, de acordo com dois estudos realizados pela City University, em Londres.

As pesquisas revelaram ainda que modelos têm auto-estima mais baixa e se sentem mais sozinhas e isoladas.

A divulgação dos estudos, nesta segunda-feira, coincide com o início da Semana de Moda de Londres. (…)

“Às vezes nós estereotipamos modelos como produtos, úteis apenas para mostrar roupas, mas elas também são seres humanos, com as mesmas necessidades e preocupações que o resto das pessoas. A indústria precisa garantir que as condições de trabalho não minem a satisfação e o bem-estar psicológico das modelos”, disse Meyer (^coordenador da pesquisa).
(Leia mais aqui).

Por coincidência, ontem, dei uma passeada por sites de moda, pra ver o que andam aprontando. Me lembrou muito o heroin-chic do fim dos anos 80, numa versão “anorexic-chic”.

As meninas parecem mais vulneráveis que nunca, desprotegidas, com um olhar perdido, vazio e estão sempre “a ponto de quebrar”. A expressão é de medo e insegurança. Geralmente são branquíssimas, de uma palidez que não é natural e, com algumas exceções, parecem todas iguais.

Imagino que a profissão de modelo sempre foi uma fonte de insegurança, com a concorrência acirrada e tendo que lidar com as divas que são os estilistas. Mas, acho que a modelo nunca foi tão cabide, tão objeto, tão “enfeiada” e colocada em situações humilhantes como hoje.

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Marc Jacobs 2007

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Issue One

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Balenciaga

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J’Adore – Dior

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Izima Kaoru

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Izima Kaoru

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Izima Kaoru

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Izima Kaoru

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Izima Kaoru

Há tempos que queria comentar essa campanha recente da Dolce & Gabbana, desde que vi numa revista. Lembram que falamos aqui sobre as diferenças de tratamento entre modelos homens e mulheres?

Vejam as duas fotos. Os homens são magrinhos, mas musculosos, têm uma cor natural e aparência saudável. São, claramente… homens. Já as mulheres são magérrimas e parecem artificiais, uma delas deitada como uma boneca numa posição absurda.

dg1.jpg

dg2.jpg

Com tanta misoginia no mundo da moda, francamente, não é de se espantar que as modelos se sintam abandonadas, muitas vezes são meninas de menos de 18 anos que têm que fazer essas fotos degradantes. Além da saúde física, há que se preocupar com a saúde mental dessas meninas.

Celulite por todo lado

Denise | Anorexia & Bulimia,Auto Estima | Saturday, 20 January 2007

A
capa da revista

Uma
Thurman

Cristina
Aguillera

Nicollette
Sheridan

Maria
Sharapova

Cindy
Crawford

Eu vi essa revista no supermercado e até pensei em comprar pra colocar as fotos aqui no blog, ainda bem que não gastei meus poucos dolarezinhos com esse lixo. Mas achei ótimo ter encontrado essas fotos escaneadas em um blog de fofocas.

O que eu gosto nelas fotos é que elas lembram à gente que a perfeição que a gente vê nas revistas e nos filmes, tem uma boa dose de luz bem feita um retoques em photoshop.

Alguém escreveu aqui, uma vez, que essas fotos das artistas “reais” também podem ter os defeitos agravados por Photoshop. É possível, mas acredito que o mais provável é que elas sejam, a gente é que nunca vê os defeitinhos. Nunca vi ninguém processando a revista por que adulterou fotos colocando mais gordurinhas e celulites. É flagra mesmo.

Eu não sou diferente da maioria das mulheres brasileiras, talvez tenha um pouco mais de consciência, hoje, mas ainda assim, já tive meus momentos de total paranóia no combate à celulite, chegando a fazer tratamento de mesoterapia, com centenas de injeções com um líquido extremamente dolorido.

Mas se até a hiper musculosa e magra tenista Maria Sharapova tem uma certa dose do tal “aspecto de casca de laranja”, que as revistas feministas nos ensinam a temer, como o diabo foge da cruz, imagine eu?!

Ainda assim, mesmo hoje, às vezes vejo um filme como o “Prime”, em que Uma Thurman aparece com pouca roupa e me pego pensando “Caramba, que mulher perfeita! é muita sorte!”… Ela não deixa de ser linda, mas vê-la com a bunda caída e com celulites puxa a gente pra real.

Essas e outras fotos, ampliadas, estão aqui.

Beauty Icon

Denise | Auto Estima | Saturday, 20 January 2007

raquel_welch_mac.jpgAos 66 anos, Raquel Welch (filha de uma americana e um boliviano) é a estrela de uma linha de produtos da Mac que, segundo a empresa, teve suas cores inspiradas na atriz. Bom, claro que ela tem muito dinheiro, fez muita plástica, tá usando quilos de maquiagem, mas é sempre bacana ver uma mulher de mais de sessenta sendo estrela de uma campanha publicitária.

Síndrome do “estou voltando pra casa outra vez…
e com vários quilinhos na bagagem”

Denise | Auto Estima,Corpo & Saúde | Wednesday, 08 November 2006

kistie_oprah.jpgVocês viram a Kirstie Alley em Oprah, mostrando o corpinho com 35 quilos a menos, de bikini? eu não vi o programa, mas tem o vídeo aqui pra vocês conferirem.

Claro que essas celebridades não podem ser muito parâmetro pra gente, já que elas têm dinheiro e tempo, à vontade, pra fazer tudo pra emagrecer. A realidade da mulher “normal”, que precisa se garantir na dietazinha, fazendo milagres pra arrumar tempo pra malhar, é bem outra.

Mas, não deixa de ser um incentivo ver uma mulher de 55 anos perder o peso excessivo, que só fazia mal à sua saúde. Ela não tá magra, mas sempre teve esse estilo gostosona, pernuda e bunduda. Eu achei que ela tá maravilhosa.

Sim, porque eu falo sempre contra a ditadura da magreza, mas isso não significa que eu ache que todas nós devemos exagerar no peso, não, gente. Só sou contra a gente sofrer e se deprimir por não aceitar o corpo que tem.

Até porque nem sempre é fácil, ou mesmo possível, perder aqueles quilos a mais e não dá pra ficar “adiando a felicidade”, esperando para o dia em que ficar magra. A gente tem é que arrumar um jeito de ser feliz com o peso que tem, procurando melhorar, se informando sobre a melhor nutrição, fazendo nossos exercícios, caminhadas, mas sem paranóia.

Isso me faz lembrar uma coisa que eu ouço todo ano, quando vai chegando perto do natal e as amigas, que vivem no exterior começam a se preparar pra voltar pro Brasil, para as festas de fim de ano. Nos últimos dias, ouvi de quatro amigas diferentes reações que vão da frustração, depressão ao pânico total. Começa a temporada de escrutínio…

Confesso que eu mesma respirei aliviada quando pensei que só vou ao Brasil em agosto, portanto tenho tempo para tentar perder os quilos adquiridos, em boa parte, pela combinação metabolismo lento + dificuldade pra aguentar exercícios aeróbicos (causada pela fibromialgia) e mais sem-vergonhice mesmo, andei viajando demais pra pensar em dieta.

Mas, a questão é que não era pra ser assim. Mesmo que a gente esteja se sentindo bonita, feliz com nossos corpos mais avantajados, a volta ao Brasil é sempre um terror. É a certeza das perguntas (ou comentários) inevitáveis: “engordou um ‘pouquinho’, né, querida?” PQP porque não aguentam ficar caladas???!!!

A gente já sabe que não existe país mais cruel para a mulher que o Brasil. Francamente, essa é uma das coisas que me deixam feliz aqui.

E olha que não é verdade que todo mundo nos EUA é obeso, não. Nos centros mais decolados, não é bem assim. Aqui em Washington, temos muitas yuppies, muitas advogadas, assessoras de políticos, muitas jornalistas, ongueiras e gente que se cuida muito bem. No meu bairro é difícil encontrar alguém realmente obesa, pelo contrário, à noite o que a gente vê é muita gente malhando, correndo pelas calçadas.

Ainda assim, a sensação é que cada um tá cuidando do seu corpo e não tá prestando atenção nos outros. Não existem aqueles olhares de desprezo que a gente vê no Brasil. Basta engordar um pouco e a gente se sente como se estivesse com alguma doença contagiosa, uma pessoa digna de pena… ou pior… é mais uma que “embuxou”, “barangou”… esses termos detestáveis que vejo até mulheres usando.

kalley.jpgPior é que não vem nem tanto dos homens, mas das próprias amigas e familiares. Quando vou ao Brasil, se tiver mais gordinha, tem uma tia que já é avisada ela minha mãe, de antemão a se manter calada senão leva um fora inesquecível. E mesmo assim, nem sempre ela se controla.

Desde que tive Bia, virei um yô-yô. Vendo as minhas fotos, estou sempre mais gorda ou mais magra. Mas meus namorados nunca pareceram nem um pouquinho incomodados, nem meu ex-marido que tinha uma atração confessa por mulheres de formas amplas (assim como o atual).

Nem eu, francamente, me sinto mal com meus quilos a mais. Preciso emagrecer porque está passando dos limites, porque fico mais pesada e isso é ruim pra fibro, mas sempre olho no espelho e me sinto feliz com o que vejo. Respeito as inevitáveis mudanças do tempo. Além do mais não sou mulher de comer só saladinhas. Quero todos os prazeres, inclusive os da mesa.

Mas, no Brasil, por mais feliz que você esteja, sempre vai ter alguém pra lhe lembrar que você já não tem o peso e o corpinho dos 18 anos, pra lhe cobrar dietas milagrosas e sacrifícios em clínicas de emagrecimento mirabolantes. É quase como se você fosse culpada por ter engordado e devesse ser punida por isso, com uma quase humilhação pública.

Francamente, precisamos acabar com isso. Proponho uma revolta, não tente ser fina, dê um fora na horinha. Se ser magra fosse sinal de felicidade a Kate Moss não vivia em reabilitação. Estou precisando perder uns bons 10 quilos e nunca estive mais feliz na vida. Façam como eu, não se intimide. Ninguém, absolutamente ninguém tem nada a ver com o que diz a sua balança.

O que você acha que essas mulheres têm em comum?

Denise | Anorexia & Bulimia,Auto Estima | Monday, 18 September 2006

E você sabem quem são todas elas?

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Atualização:

Quase todo mundo acertou. Essas foram mulheres muito conhecidas nos anos 80, atrizes e cantoras, deusas dos meninos que estão na faixa dos 40, hoje. É verdade que a maioria delas tinha vastas cabeleiras. Mas, quem, primeiro, foi na resposta que eu esperava foi a Chantal, como ela disse, nenhuma delas estava dentro do padrão de beleza magérrimo atual.

Estava lendo um artigo sobre a influência da mídia no aumento dos casos de distúrbios alimentares (falarei sobre ele, em breve) e comecei a lembrar das mulheres que eram os meus símbolos de beleza, quando eu era adolescente.

Em comum, elas tinham um cabelo como o nosso, bem brasileiro, crespo; a maioria tinha corpo farto e pareciam saudáveis. Mais que isso, elas eram diferentes. Altas e baixas, morenas ou loiras, tinha as magrinhas como a Lídia Brondi (e a Cristina Aché, lembram dela?), algumas tinham peito grande (Torloni), outras pequeno (Sônia Braga), eram dentucinhas (Nara Leão, Suzi Rego e Nádia Lippi) ou bochechudas (Diana Pequeno), enfim, os modelos de beleza da minha adolescência eram mulheres de verdade.

Claro que, quando se tem 16 anos, a gente sempre idealiza e sofre com o que é. Eu queria ter a bunda da Sônia Braga, os olhos de Bruna Lombardi, o joelho de Nara Leão. Mas nenhuma dessas comparações me conduzia a uma atitude doente, pelo contrário, fiz muita aula de jazz, muito agachamento. tomei muito suco de frutas e comi arroz integral, sonhando em ter o corpo da Claudia Magno.

Vale lembrar que elas não eram super jovens, algumas já eram bem mais velhas que eu e além de tudo isso, essas mulheres – e muitas outras, que não couberam aqui, como a Fernadinha Abreu e Marcia Bulcão da Blitz, Tânia Alves, Paula Toller, Débora Bloch – produziam alguma coisa. Não eram apenas bonitas, mas cantavam atuavam, escreviam.

Outra coisa interessante é que o meu modelo de beleza era, principalmente de mulheres brasileiras. Claro que eu admirava demais atrizes como Brooke Shields, Kathleen Turner, Ornela Mutti e Nastassja Kinski, mas lembro de sempre pensar que elas eram lindas, mas muito magrinhas (com exceção da deusa Ornela.)

Já estamos cansadas de saber que os padrões de beleza são cíclicos, a velha história das gordinhas renascentistas e tal, mas nunca as mulheres (e principalmente as meninas, as mais vulneráveis), foram tão bombardeadas com um ideal de beleza, como hoje.

Está por todo canto, em filmes, novelas, revistas, outdoors e, principalmente, na Internet. Já cansei de ver meninas visitando fotologs que têm apenas fotos de atrizes e models como as magérrimas Nicole Kidman e a deslumbrante e inacessível Gisele Bundchen.

Bom, sobre isso, falarei em outro post, por enquanto estou apenas relembrando e pensando no quanto era muito mais fácil ser adolescente nos anos 80…

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Quais as mulheres que foram ou são seu padrão de beleza?

83% das universitárias americanas fazem dieta

Denise | Anorexia & Bulimia,Auto Estima,Corpo & Saúde | Sunday, 02 July 2006

student.jpgEntre as 185 garotas entrevistadas, algumas “técnicas” utilizadas eram comer menos do que gostariam, usar adoçantes artificiais, pular o café da manhã e fumar, afima o autor do estudo, publicado no Jornal de Nutrição. Muitos desses métodos são utilizados por meninas de peso normal.

58% das mulheres disseram sentir uma pressão muito grande para alcançar um peso ideal, vindo delas mesmas, da mídia e de amigos.

Detalhe: esse estudo foi feito na Carolina do Norte, não na California…

Se as coisas por aqui são assim, fico imaginando como não deve estar no Brasil… alguém conhece algum estudo do tipo?

Fonte: More Than 80 Percent of College Women Diet

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Comentários comentados

Mulher de Verdade

Denise | Auto Estima,Blogosfera | Wednesday, 05 April 2006

cynthia.jpg
Cynthia e Yna, sua filha.

Quando estive no Recife, em dezembro, encontrei umas blogueiras maravilhosas e a Jan levou, pro nosso papo, uma moça linda, parecida com a Sônia Braga de anos atrás. Depois de alguns minutos reconheci a Cynthia, filha da Vera, sindicalista arretada, cuja força e determinação eu admirava e ficava babando, nas reuniões da CUT que eu ia fotografar, nos meus meros 18 aninhos.

Pois, eu e a Jan insistimos tanto que a Cynthia, que escreve e dirige documentários na Fundação Joaquim Nabuco, criou um blog, o Gênero Cinematográfico. Hoje fiz uma visitinha e achei seus posts interessantíssimos, com destaque pro “Creative Commons, Guardanapo e Monalisa” sobre propriedade intelectual.

Esse post abaixo, escrito pela Cynthia, é um dos mais bonitos que eu já li sobre “mulheres de verdade”, assunto que tanto nos interessa:

Feminilidade e Verdade
Consegui!

cynthia2.jpg

Quando eu era pequena e no prato achava um cabelouro no feijão, a minha avó mandava eu ficar atrás da porta pensando numa mulher bem bonita.

- Pra também ficar bem bonita quando crescer!

Eu ficava um tempão lá atrás da porta mastigando infinitamente aquele pedaço de carne pensando nas mulheres mais bonitas. Às vezes alguma das mulheres da casa me dizia:

-Pensa em Gabriela Cravo e Canela! Você já se parece com ela mesmo… hahaha…

Eu não respondia pra não perder a concentração e pensava, pensava nelas mesmas. Nas minhas tias, na minha mãe. Mainha de touca. Achava lindo quando ela fazia touca. Pensava nas pernas das minhas tias Teia e Aninha. Quando elas depilavam com gilete, passavam os dias e ficavam cheias de bolinhas. Achava lindo! Afinal só mulheres adultas e bonitas e de verdade poderiam ter bolinhas nas pernas. Essa era minha meta! Eu duvido que aquela mulher do sabonete Lux Luxo tivesse bolinha nas pernas! Ela era de mentira. Mulher de televisão. Minhas tias não, eram de verdade.

De short, quando corriam apressadas, eu via aquelas bundas “malemolentes”. Bleing, bleing… Achava tão feminino isso, ter uma bunda remexendo, dançando quando em movimento. Bleing, bleing… Quando elas sentavam no sofá marrom de Voinha, as coxas se esparramavam, ficavam cheias. Eu me deitava no colo delas e pensava, quando eu crescer quero ter umas pernas que se esparramem assim! Ah, também quero ter bolinhas nas pernas e também quero ter esse cheiro. De suor, perfume e café.

O tempo passou, passou. Minha bunda está ficando mais mole, minhas pernas se esparramam quando me sento e …se eu fizesse as pernas, tenho certeza, elas iriam se encher de bolinhas!

Que bom. Graças a Deus. Comi tanto cabelouro que deu certo! Funciona! Sinto-me no auge, no clímax, no cume…da feminilidade. Ainda por cima tomo café. Suo e uso perfume suave. Então eu consegui! Como bem dizia D. Olívia: – Quem herda, não degenera minha filha!

Visitem o Gênero Cinematográfico, a Cynthia tem muito a dizer.

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