Moda tem que parar de sacrificar modelos

ALCINO LEITE NETO (EDITOR DE MODA) e VIVIAN WHITEMAN (DA REPORTAGEM LOCAL) – Folha
Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.
Moda tem que parar de sacrificar modelos
Leia Mais (dica de @cinthiarocha):
- Três artigos, essa semana, s/ hipermagreza no SPFW:
- http://bit.ly/6YBLDz
- http://bit.ly/5L5Ltt
- http://bit.ly/8Tiikt
Foto: Desfile da Iódice no SPFW.
EDITOR DE MODA
VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL
Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.







Imagino eu que seja mais simples fazer moda para esse corpo cabide, reto, que não interefere no caimento das roupas… Acho um pouco cômica essa lógica invertida de que a gente é que tem que padronizar os nossos corpos, e não a industria da moda se adaptar à nossa diversidade.
Não sou contra a magreza em si, mas a magreza que vai além dos limites do saudável não só é perigosa como é feia pra chuchu. Quem é naturalmente magro vai ficar bem magro, mas quem tem uma estrutura mediana ou maior fica horrível quando tenta a forçar a barra pra tentar alcançar esse padrão de agora. Ficam as mulheres sofrendo pra quê, pra agradar quem? Já era mais do que hora de desbancar o padrão de beleza branco e esquelético.
Parece que a gente só aprende quando chega no fundo do poço mesmo.
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É,o femicídio segue a todo vapor.
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excelente lembrança, De. Esse é o tipo da coisa que a gente, de tanto ver, se acostuma, ou melhor, cria uma couraça protetora pra não chorar cada vez que abre uma revista de moda. e pelo jeito as passarelas são ainda piores.
Realmente é muito cruel. Bem que podia aparecer um estilista já conceituado que bancasse modelos mais saudáveis. Isso poderia ser, de certa forma, até uma propaganda boa pra marca, uma marca verdadeiramente preocupada com a condição da mulher. Ou não
Beijo
Re
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Que horror!
As meninas são esqueletos vivos (ou quase, já que ser escrava da balança não é vida). Será que as pessoas estão cegas!! Esses estilistas e afins não vêem mesmo o mal que causam?
Não entendo o porquê de não quererem mulheres com medidas normais para desfilarem com suas “criações”. Não são essas mulheres que acabam comprando as roupas, afinal? UMA iniciativa dessa gente poderia mudar o quadro atual.
Outra crueldade é empregarem cada vez meninas mais novas para o trabalho de modelo. Essas garotas não têm muita noção de direitos do trabalhador e devem receber muita lavagem cerebral para se submeterem a essa tortura. Muitas estão longe da família, sem ter alguém para apoiá-las num momento difícil; convivendo com meninas na mesma situação que elas, sem nenhuma orientação sobre seus direitos como trabalhadoras.
Essa foto me enoja profundamente, não entendo como as pessoas lá presentes não se indignaram com a magreza absurda das modelos! Pareciam desnutridas recém tiradas de campos de concentração!
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[...] Existe, no entanto, olhar inteligente: o Ilustrada na Última moda, de Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman. Eu dei gargalhadas lendo o texto da Vívian sobre a passagem do The Sartorialist pelo Brasil (O baile do it contra o impostor). E um texto hoje na Folha de S. Paulo confirma o que eu já sabia: eles não erram no tom. Veja em Moda tem que parar de sacrificar modelos. [...]
Acabei de ler no site do uol, e vim correndo aqui Denise pra ver se vc tinha escrito algo, mas nem precisava não é, o texto diz tudo.
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Gosto muito dos textos da Vivian. Achei que era só eu que tava achando essa edição da semana de moda de SP um festival de esqueletos. Enquanto o povo continuar comprando esse povo continua achando que tá abafando. Tudo muito feio. Feiura é a palavra que define esse mundinho. Tô fora.
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January 22nd, 2010 às 00:07
Eu concordo plenamente. Não é só culpa da moda, mas culpa do povo que continua a se interessar por revistas, programas de TV e produtos ligados à essa linha de moda. Se o povo parasse de consumir, iam tentar parar de vender.
Mas sei que o público não é esse poço de personalidade todo, e é influenciado pelas fotos e a cultura pró-magreza. Então o ramo de moda tinha que ter responsibilidade.
Meio segredo de Tostines mesmo. E eu faço a minha parte. Passo longe de revista de moda e me recuso a comprar qq coisa ligada a grifes que usam modelos magras pra vender suas roupas.
"Brazil in Vogue" foi o último post escrito por Lelei, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Excelente texto. É um absurdo o que fazem com estas meninas.
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Sério, eu sou a favor do seguinte: Acabem com as modelos, comprem uma daquelas esteiras de aeroporto onde ficam as malas, em uma distâncias fixem manequins que girem e coloquem as roupas neles e tá pronto o desfile: É programar a velocidade da esteira e do giratório dos manequins que o desfile tá feito.
Aposto que sai bemmmmmmmmmmmmmmm mais barato e não coloca a vida das garotas em risco. E mostra que um corpo daquele somente em bonecos é que é saudável.
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Sempre fui magra, e há 10/15 anos atrás tinha dificuldade de encontrar roupas tamanho 36 ou PP.
Ano passado fui comprar uma calça jeans num shopping, coisa rara que faço uma vez por década. Qual não foi meu ESPANTO quando a vendedora me deu um modelo tamanho 34! TRinta e QUatro – eu nem sabia da existência deste número. Além do que, atualmente, uso 38 ou 40 (e com alegria!). Fosse eu preocupada com peso, me acharia gorda.
A calça nem passou do joelho, mas deu para perceber como nesta última década mudou a referência de corpo.
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Denise eu concordo que a magreza axagerada das modelos nao e nada saudavel mas eu me pergunto cada os pais dessas garotas? onde esta o bom senso de seus pais e delas propias que por mais jovens que sao tem capacidade de saber o que e certo e errado, sera que nao estao todos somente pensando no dinheiro que vao ganhar e esquecendo o mais importante que e a saude delas? Para mim que todas querem ser a proxima Gisele Bundchen e ganhar fortunas e por isso se submetem a esta magreza sem limite, e facil culpar os estilistas e as agencias de modelos mas e os pais que permitem que as filhas sacrifiquem a propia saude em nome da moda, fama e dinheiro? nao seria certo comecar pelos pais a nao permitirem que suas filhas se submetam a tal sacrificio? onde fica a responsabilidade deles? E como um gordo querer responsabilizar o Macdonalds por sua obsidade! Voce faz sua escolha! Acho que ta na hora de cada um aceitar responsabilidade pelos seus atos e parar de apontar dedos!
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January 22nd, 2010 às 04:10
Desculpa, mas descordo. Acho que houve uma mistura de problemas alimentares com origens diferentes. Obesidade realmente é um dos grandes problemas de saúde desse século. Nunca houve tanto alimentos hipercalóricos a disposição e de preços tão baratos e mais um monte de fatores que estão na raiz dessa epidemia de obesidade. No BR o Mcdonald é caro, mas na gringa em especial no USA é baratíssimo, logo lá muitas vezes é a única opção. Já reparou que comida porcaria é sempre mais barata, fora que também quase sempre tem o preparo mais rápido e fácil. Isso me leva a pensar ate que ponto realmente cabe a responsabilidade de cada um. Mas, voltando as modelos, a maioria vem de famílias pobres (além do BR outro notório celeiro de beldades é a Rússia, dois países com uma distribuição de renda beeem ruim), sem muitas perspectivas na vida e ainda muito novas jogam no colo delas a responsabilidade de prover a própria familia. Elas muitas vezes são cooptadas tão jovens que nem afirmaram ainda a personalidade, tornando-se muito vulnerável as imposições desse mundinho. Quanto aos pais, na maioria das vezes se apegam a esperança que a filha seja a proxima Gisele e nem se dão conta dos riscos que a garota está corredo. Não esquecendo que a maioria absoluta das modelos tem origem pobre, logo muitas vezes a esperança é só que eles tem. Concordo que cada um faz sua escolha, mas uma escolha válida vem de um consentimento sem vício, vem da existência de outras opções, quando isso não ocorre a escolha deixa de ser livre, logo deixa de ser escolha. É isso aí.
Roberta
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January 22nd, 2010 às 10:01
Ainda acredito que a escolha e de cada um e tambem a responsabilidade, moro na California onde tem um fast food restaurant em cada esquina e sim o Macdonalds e barato mas tambem vende saladas baratas, fast food unica opcao?? se voce se importar com seu corpo e nao quiser virar obeso comendo macdonalds e so levar de casa seu propio lunch ou va no subway, quiznos etc e ainda tem muitas outras opcoes saudaveis a disposicao de qualquer um, qualquer cafeteria hj vende saladas, frutas e sandwishes, quem compra macdonalds nao e por falta de opcao mas sim por que gosta de french fries and double cheesburger. Quanto as meninas nao concordo que todas venham de familia pobre sem informacao, a maioria das modelos nao sao tao pobres assim mas classe media ou ate mesmo alta.
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January 22nd, 2010 às 21:51
Bem aqui no BR a maioria das modelos vem das classes mais pobres e de cidades do interior, sim. Classe média não manda suas filhas para esse holocausto fashion, se bem que de via reflexa elas sofrem também as consequênicas desse padrão insano de beleza e consumo, mas isso é outro assunto. É só jogar no google pra confirmar. Já reparou que faz tempo que ninguém fala da França ou Alemanha ter tantas new faces quanto o BR ou o Leste Europeu? E a maioria das tops são dos USA ou Inglaterra, Gisele foi uma exceção. Top negra então é a exceção da exceção. Gente rica não manda as filhas pra essa vida,com uma carreira curta e que nem sempre acaba bem. Filha de rico, salvo raras exceções, é preparada pra casar com rico, não pra servir de cabide.
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January 23rd, 2010 às 08:07
Cara Edila,
A maioria das modelos vem de classes MUITO pobres. Isso eu nao acho!! Eu tenho certeza ABSOLUTA.
Beijo
Bela obs: Hoje tenho 47 anos, quando jovem fui modelo e ainda hoje conheco pessoalmente muita gente do mundo da moda. A Maioria absoluta das meninas sao bem pobres. Voce acha que gente rica que as filhas neste meio??????
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Ótimo texto dos jornalistas da Folha!
O SPFW foi um desfile de espantos….
Para quê existe o Ministério da Saúde?! Isso já passou do limite aceitável…
É trágico e preucupante ( pobres meninas – escravas? – da moda mutilante)
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Na escola/faculdade de moda eles nos ensinam que, a roupa só fica bonita (na passarela e editoriais)em tamanhos menores, nas ilustrações temos que desenhar a modelo bem magrinha, já fui reprovada num teste por que a modelo da minha ilustração estava gorda demais, um absurdo, eles querem uma magreza impossivel, e para que a “ilustração se torne real” a modelo tem que ser muito magra mesmo. Eu acho que a raiz do problema está nas escolas de moda.
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Gente, dêem uma olhada na matéria abaixo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682197.shtml.
A magreza da modelo é um espanto.
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Olá, Denise
Sou Júlio Honaiser, da equipe da rede social O Livreiro. Gostamos tanto do seu blog que resolvemos indicá-lo nas dicas de endereços de brasileiros no exterior que retratam facetas inusitadas do país em que vivem. Espero que você goste!
http://olivreiro.com.br/blog/2010-01-19-a-volta-ao-mundo-em-dez-blogs-brasileiros?utm_source=blogs&utm_medium=email&utm_campaign=brasileiros%2Bno%20exterior
Abs
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A profissso de modelo de MODA(FASHION) ,( pois tem varios tipos de modelo, como modelo publiciario) e para garotas possuidoras e uma RARIDADE GENETICA, tipo: Se alimenta bem e nao engorda, este e o caso da Giselle B. Uma vez vi esta mulher comer… minha nossa!!! Ela come para caramba, mas nao engorda!!
Outras garotas NAO tem a mesma sorte e para ficarem magras que nem a Giselle passam fome, ficam doentes e ate morrem. Os pais estao ocupados demais com os outros filhos, com as contas para pagar; POIS EM GERAL essas garotas sao de familia pobre.
Sei que agora estou fujindo do assunto, mas Denise ou qualquer companheira-comentarista saberia me dizer onde encontro lojas que vendem ouro 18k em Chicago-U.S.A Parece que as joalherias aqui so trabalham com ouro 10k e 14k. Se alquem souber me avisa por favor
Beijo
Bela
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Sera que eles estilistas nao percebem que o primeiro que chegar com modelos redondinhas vai ganhar muito mais publicidade do que repetir a “tendencia”? O povo ta pedindo ha séculos modelos normais, sera que eles vivem tao em outro mundo assim?
"Mapas da liberdade religiosa no mundo" foi o último post escrito por Amanda, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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January 22nd, 2010 às 23:15
Amanda
Na minha opiniao mulher ou adolescente bonita e saudavel Nao e redondinha nao. Nao e redondinha nem esqualida. A esqualida e feia, e a redonda e geralmente feia tambem. Sejamos sinceras!!
Mulher redonda? A renascensa ficou no passado! As esqualidas precisam ficar tambem no passaddo.
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……….”as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”.
Tudo foi dito nesta frase!
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Saiu hoje no Terra uma reportagem interessante:
Historiador de moda fala sobre a cultura da magreza
http://moda.terra.com.br/spfw/inverno/2010/noticias/0,,OI4220255-EI14590,00-Historiador+de+moda+fala+sobre+a+cultura+da+magreza.html
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Acho que funciona assim: essas pessoas trabalham com o desejo. O objetivo não é simplesmente vender roupas, mas vender roupas como um (falso) caminho de realizar o desejo de ser bonita/magra (sem entrar aqui nas discussões sobre a relação entre magreza e beleza).
Para criar o desejo, é preciso apresentar como bom algo que a maioria das pessoas não tem (ou não é). Os profissionais da moda, conscientemente e propositadamente, definem que ser muito magro é bonito, exatamente porque isso não corresponde ao padrão da maioria.
Isso faz com que a compradora pense assim: “se eu couber naquela calça, vou me sentir poderosa e especial”. E daí começam dois processos concretos e paralelos: comprar a calça e caber na calça.
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Concordo que estas mocas esqualidas sao alem de doentes( pelos menos parecem doentes) sao feias, MAS vou dizer a verdade na minha modesta opiniao: Mulher ou adolescente gorda, tipo redonda e feio demais!! Se as modelos fossem gordas a industira da moda entrava em falencia. NAO ACREDITO em beleza em esqueletos ambulantes, Mas tambem nao acredito na historia de gorda ser linda, gostosa e sexy.
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January 24th, 2010 às 14:37
Bela, alguém me disse que a tal Geyza passou por aquela situação lá na UNIBAN por ser gorda, feiosa, ter o cabelo maltratado… se ela fosse magra e de boa aprência, moça tratada… não teria sido alvo daquele fuzuê todo. Daí eu vi uns vídeos no YouTube e realmente… a moça fica longe de ter estética atraente e agradável de se apreciar pelos corredores universitários, em particular.
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Não são apenas “as meninas” que são submetidas a este padrão estético de “beleza anoréxica”, modelos masculinos no mundo da moda também precisam ser esquálidos e raquíticos.
O que eu acho impressionante nesse mercado é o seguinte: se ninguém acha essa “beleza anoréxica” realmente bela, como é que nunca surge um estilista que escolha gente realmente bela e saudável de ambos os sexos para apresentar suas coleções? Pela lógica do mercado, ele arrasaria com a concorrência.
E o que é “gente realmente bela e saudável de ambos os sexos”? Simples: basta assistir um comercial de cerveja gravado na beira da praia para descobrir.
"Descobri qual foi o problema que causou o bloqueio dos comentários!" foi o último post escrito por Arthur Golgo Lucas, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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January 24th, 2010 às 01:00
ARTHUR , TUDO BEM???
Eu nunca vi garotos- MODELOS (sexo maculinos) esqualidos, pode ser que tenha, pode ser que voce ja tenha vistio, MAS EU NUNCA Vi. Em geral os modelos homens precisam se fortes, COM MUSCULOS DEFINIDOS. Tipo o boyfriend da Madona, o Jesus da Luz. Esqualido eu NUNCA VI!!!! nem nunca vi com gordurinhas sobrando. Os modelos homens geralmente tem aparencia saudavel. Lembre-se: ter barriga nao e ter aparencia saudavel.
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O comentário que eu deixei aqui foi deletado. Posso saber o motivo?
"Descobri qual foi o problema que causou o bloqueio dos comentários!" foi o último post escrito por Arthur Golgo Lucas, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Meu DEUS, morro de pena dessas crianças sacrificadas pela mídia, e muitas vezes pela própria familia,é preciso dar um basta, essas crianças não chegaram aos 50anos.Não sei como alguem acha bonito, esqueletos vestidos cambaleando nas passarelas, porque eu não acho que caminham.Nós BRASILEIRAS temos um bio tipo diferente, somos cheinhas, nossas adolescentes são lindas, pra que tanto sacrifício e ficar feia?Lembrem -se de Luiza Brunet, era linda , foi a menequim mais bonita da DIJON, e tinha carne cobrindo o esqueleto.
Denise, curta muito sua viagem, e traga novidades para o seu bloc.
Bj .
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January 24th, 2010 às 02:54
Pois é, agora compara a Luiza Brunet com a filha dela, a Yasmin… pele e osso.
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Existem muitas outras profissões além de ser modelo. A exploração a que tais mulheres se submetem vai deixar de existir somente o dia em ela passarem a racionar… porém modelo quer mesmo é fugir da escola, dos livros. Falta de conhecimento das consequências da anorexia não é.
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Eles deveriam modernizar e anular esse tipo de cultura não saudável. Todo mundo sabe que meninas modelos com esse tipo físico não transmitem saúde. De modo geral o mundo tem diversos tipos físicos, isso deveria ser levado em conta em um passarela….
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uma força d inspiração q indico é assistir esse documentario da discovery home helth q se chama: “8 anos e anorexica”.
conta a historia d uma menininha chamada dana q tem anorexia e super diciplinada!
quer mais inspiração do q uma criança q ja sabe persistir em seus sonhos mto mais q os adultos?
o link é esse: http://www.youtube.com/watch?v=4w4qJyEViWE&feature=PlayList&p=03A9EBA56EB77268&playnext=1&playnext_from=PL&index=2.
o vídeo ta no youtube mas quem tiver o canal ainda esta passando reprises durante a semana!
bjsss e força
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É realmente um disparate essa questão da “beleza magra” no mundo da moda. Pois, sinceramente, a única coisa que consigo ver no rosto dessas meninas é uma felicidade enganosa… Elas, com toda razão, se sentem privilegiadas ao iniciar e manter-se em uma carreira de fama, dinheiro, status que é tão cobiçada por muitas. Porém, por trás desses rostinhos lindos, há no fundo dos seus olhos um rio de lágrimas prestes a transbordar e evidenciar a gravidade de um problema oculto (ou, ironicamente, oco), que as levam a passar fome sem necessidade… Da passarela (um mundo abstrato) ao sacrificio (a vida real), não exatamente nessa ordem. Torna-se difícil apontar culpados (é sempre difícil… as opiniões divergem), mas o importante mesmo é encontar soluções para tal. Mesmo depois da acomodação da sociedade frente a esse caso (gravíssimo!) é possível dar a volta por cima e “engordar” idéias coerentes… Essas mulheres também são humanas, só para lembrar…
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