Centro histórico de Estocolmo, a -14°C













Ouça Comigo:





















Hötorgshallen é um dos meus lugares preferidos em Estocolmo. O “Mercado de Feno” é o paraíso para quem gosta de comidas do mundo todo. Ontem estive por lá e, por apenas R$ 13,00 comi um falafel enorme, super completo no pão pita e uma Diet Coke. É de comer rezando. Os santos que fazem o milagre são aqueles três super simpáticos, que posaram para uma das minhas fotos aí acima.
O local onde fica o mercado é conhecido desde os anos 1200, mas foi em 1644 que recebeu o nome que tem até hoje. A princípio, uma praça onde produtores rurais negociavam seus produtos rurais, Hötorgshallen recebeu sua primeira construção em 1880, que foi derrubada e reconstruída em 1953.
Apesar de quase tudo ser muito caro, o mercado tem variedade e é sempre muito mais divertido que comer em restaurantes, na minha opinião. Tem também ótimas opções de presentes: chocolates, queijos, pães, chás, cafés e especiarias.
Fica a dica pra quem vier a Estocolmo. Imperdível.
Endereço
Hötorgshallen, 11157 Stockholm
E-mail: info@hotorgshallen.se
Fone: 08-508 440 48
Horário de funcionamento
Segundas a quintas: 10.00-18.00
Sextas: 10.00-18.30
Sábados: 10.00-16.00
Domingo & feriados: Fechado

Nossa próxima blogueira convidada é a Pérola Boudakian, uma “psicóloga apaixonada por culinária, mãe de 2 batutinhas e esposa de um marido “bom de garfo”, exercendo a maternidade ativa, busca formas sustentáveis de cuidar da casa, da alimentação, da saúde de suas famílias…”
Natureba & CIA é o blog superbacana da Pérola e o post abaixo é dela, vamos dar as boas vindas:
“A saúde é subversiva porque não dá lucro a ninguém” Sonia Hirsh
Alimentar-se é algo natural, necessário, fisiológico. Não tem como escapar.
Todo mundo precisa comer. E todo mundo come sem pensar. É justamente nesse ponto que começam os problemas. Hábitos alimentares são construídos culturalmente, num contexto amplo, estão ligados a forma de viver e de se relacionar de uma sociedade, quando nos aproximamos mais dos pequenos núcleos familiares percebemos que também se pauta pela forma como as pessoas vivem seu cotidiano, como se relacionam umas com as outras e com o mundo. Além desse micro-universo, existe ainda o panorama monetário, a indústria alimentícia, os valores e idéias que a mídia veicula e a compreensão que as pessoas têm da alimentação a partir dessa realidade. Realidade dura e difícil de engolir!
Meu pai dizia que tem gente que come pra viver e outros vivem para comer, geralmente utilizando muita gordura, muita carne, açúcar e farinha refinada, se alimentando sem pensar muito sobre isso e geralmente se tornando dado estatístico de infartos, diabetes, etc. Chegamos a um momento em que a humanidade tem sido alavancada pelo imediatismo, pelo ultra-prático, pela robotização e vem cada vez mais negando suas raízes, conceitos e maneiras naturais, simples de conduzir a vida. A maioria de nós e remetida a uma rotina que precisa apresentar resultados de desempenho, que não obtém qualidade de vida. Negam a espiritualidade, as crenças, a saúde física. Pessoas que se enfiam em filas de trânsito, escritórios e muitas vezes compensam o stress, a fadiga e a tensão com comida: muito açúcar, muita gordura de má qualidade e excesso de alimento. Sobrecarregando o corpo e a alma para metabolizar tudo isso e trazendo mais tensão, mais cansaço, mais fadiga o que os leva a buscar novamente “conforto” na comida, gerando um imenso ciclo vicioso de doença.
Do famoso macarrão instantâneo ao feijão de caixinha, encontramos quase tudo nas prateleiras do supermercado. Quase tudo! O que não falta nestas prateleiras são produtos alimentícios.
Comida de verdade é escassa! Falta! São alimentos processados, com muitos aditivos químicos e com muito, muito conservante. De que outra forma teríamos prazos de validade tão extensos?
O momento mundial em que tudo é produzido em larga escala, trazendo quase uma homogeneização humana, negando as diferenças, valorizando o “falso” prático e destacando vitaminas processadas e criadas em laboratórios só poderia acarretar em surtos de doenças, em grandes mal estares mundiais, no aumento do câncer, da depressão, da fadiga,da tensão…
Por isso, escolher uma alimentação saudável, pautada pelas pequenas produções agrícolas e orgânicas que não foram engolidas pela Monsanto, optar por alimentos produzidos sem conservantes, sem corantes, sem apelos comerciais é subverter!
Subverte, pois como bem disse a querida Sonia Hirsh, a saúde não dá lucro a ninguém! Nessa roda viva em que estamos inseridos social, emocional e fisicamente nosso rumo certo é a doença. Porque essa sim dá lucro! Lucram farmácias, os laboratórios, os hospitais, os convênios, a indústria de medicamentos, a medicina que vê o homem como fonte de doenças. E assim gira a roda da fortuna. Alavancando milhões por ano. E veja só você: tudo começa com a simples escolha daquilo que você come! Incrível!
Somos levados a crer na Incapacidade humana, de que a mulher não é mais capaz de parir, haja vista a grande quantidade de cesáreas mal indicadas no Brasil. A mulher não é mais capaz de nutrir, haja vista a grande quantidade de receitas para leite artificial que saem dos consultórios pediátricos. Observando bem de perto, é a indústria antiética produzindo paradigmas: a indústria da chupeta, da maternidade com leitos hospitalares, do leite em pó, construindo doenças e fazendo crer que somos incapazes. Gera dependência, atrofia o pensar crítico e assim ficamos feito [pobres] vaquinhas conduzidas como manobra massa.
Subverta! Não engula qualquer propaganda! Leia o rótulo, questione a grande e desnecessária quantidade de açúcar refinado na sua alimentação diária, questione os agrotóxicos no seu morango com chantilly, questione as políticas públicas, a regulamentação da venda de alimentos e de imagens a estes veiculadas.
Questione! Abra a boca para mudar isso.
Comer pode ser um ato subversivo e imediato nas escolhas cotidianas.
Mudar é muito mais fácil do que imaginamos. É só começar!
Foto: Pérola Boudakian
Twitter da Pérola: http://twitter.com/Perola_B

A viagem foi cansativa, como era de se esperar.
Fizemos escala em Beijing, onde fiz de tudo pra usar o Twitter, mas não teve jeito, é tudo bloqueado, na China. Como a viagem foi toda durante o dia (pro meu fuso horário), não dormi quase nada. Os filmes no avião eram péssimos, mas eu vi, no meu ipod, o “Up in the Air” (que tem o péssimo título “Amor sem Escalas”, no Brasil) e gostei muito. Depois, passei o resto do vôo vendo a 3a temporada de Desperate Housewives, até a hora do desembarque.
A foto acima é da janela do apartamento de Kasper, onde estamos hospedados e que era o apartamento onde nós morávamos, aqui em Estocolmo. A cidade está LINDA, toda coberta de neve. O frio, numa média de -5. As netinhas de Ted estão as coisas mais fofas. Lindas e com altíssimo astral, agora com 2 anos, em breve, postarei fotos delas.
A gente comprou um combinado de melatonina com b12 que funciona super bem, pra dar sono, Tomei ontem à noite e dormi até 9 e meia da manhã (com breves intervalos), portanto, pode ser que o jatlag não me derrube muito, dessa vez =)
Agora vou desarrumar a mala e planejar o dia =)
Vou aproveitar a oportunidade da minha viagem (viajo amanhã e volto dia 22 de fevereiro), para dar continuidade aos posts de “blogueir@s convidad@s”. Continuarei blogando de onde estiver, mas apenas posts curtinhos com muitas fotos =) enquanto isso, noss@s convidad@s levantarão questões importantes e interessantes pra gente ir debatendo por aqui.
A primeira, é a xará Denise Rangel, do blog Sturm und Drang! que escreveu sobre um tema que muito nos interessa. Violência contra a mulher.
Enquanto a Sociedade e o Governo discutem o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), que, entre outros temas prevê o apoio à implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e a avaliação do cumprimento da Lei Maria da Penha com base nos dados sobre os tipos de violência, agressor e vítima; creio que é oportuno lembrar os direitos das mulheres, segundo a Organização das Nações Unidas – ONU:
O que vemos, no entanto, em pleno século 21, são atitudes machistas, motivadas por uma mentalidade retrógrada e apoiada por leis que protegem qualquer um que violar um desses direitos, principalmente se ele for um homem.
Um caso ocorrido estes dias, e que ocupou a maioria das redes de televisão, foi o assassinato, em Belo Horizonte, de uma mulher por seu ex-marido, diante de câmeras que havia instalado em seu local de trabalho, motivada pelo medo de constantes ameaças dele .
O que revolta muito mais do que o crime do marido, é o crime de omissão do Estado. A mulher havia procurado a polícia, cerca de oito vezes, para denunciar, com provas gravadas, que estava sendo agredida e ameaçada de morte pelo ex-marido.
Podemos responsabilizar o Estado pelo não cumprimento da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher? Pergunta difícil de responder. As autoridades alegam que não podem prender todo homem que é denunciado por agressão. Há um procedimento a ser seguido.
Enquanto isto, quantas mulheres ainda viverão sob a violação ao direito de não ser submetida a torturas e maus-tratos? Até que um crime seja consumado? Se houver assassinato, o homem é preso imediatamente, certo? No entanto, e se ele, tortura, fere, violenta, espanca, ameaça de morte, não uma, mas várias vezes e por tempo indeterminado? Precisa de um inquérito para investigá-lo? Pelo menos, foi isto que afirmou a delegada responsável pelo caso.
A impunidade de crimes praticados contra a mulher não pode mais ser tolerada! O que esperamos, ou melhor, exigimos, é a certeza de que os agressores sejam punidos com mais rigor, antes que se consumem as ameaças contra a vida da mulher. É preciso mudar esta mentalidade patriarcal que permite que o homem trate a mulher como sua propriedade.
E não se enganem: a violência não é um problema da classe pobre e sem escolaridade. O perfil dos homens agressores é composto desde desempregados, alcoólatras, drogados e pobres, a juízes, advogados, delegados, médicos, engenheiros, e outros profissionais de escolaridade superior.
Quando estes homens agressores de mulheres forem punidos com a privação de sua liberdade, quem sabe esta realidade de crueldade e impunidade deixe de ser o combustível para a violação dos direitos essenciais à vida da mulher. Afinal, torturas e maus tratos não são crimes? Ou o agressor só é um criminoso quando comete um assassinato?
Imagem: daqui
Vamos receber com carinho a nossa convidada, na pracinha.
Desde que cheguei do Brasil, tenho andado super ocupada porque já tinha outra viagem marcada pra esse mês, com mil coisas para fazer, antes de viajar novamente (algumas com “prazos apertadissimos”, como sempre, não é amhygas?).
Na próxima terça-feira, eu e Ted estaremos voando pra Suécia, onde vamos ficar até 21 de fevereiro.
Aproveitando que estarei na Europa, vou ter uma reunião com um grupo de mulheres com o qual estou fazendo um trabalho, em Berlim. Vou sozinha, mas ficarei uns dois diazinhos por lá, para conhecer um pouquinho da cidade, enquanto Ted coruja as netas em Estocolmo. Depois, eu e ele vamos passar uns dias em Tallinn, na Estônia.
Enfim, estou feliz, muita coisa acontecendo, muitas novidades e muita coisa pra deixar encaminhada antes de viajar, por isso o sumiço, perdoem a falta de um post mais completo, é falta de tempo mesmo.
O ano começou MUITO bem por aqui =)

Imagine a vertigem da mãe, ao ver onde a filha foi parar, com Petras. Mas, ainda bem que ela já voltou inteirinha pra Brasília e, em breve, voa pra Washington, DC. A menina sabe aproveitar a vida =)

ALCINO LEITE NETO (EDITOR DE MODA) e VIVIAN WHITEMAN (DA REPORTAGEM LOCAL) – Folha
Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.
Moda tem que parar de sacrificar modelos
Leia Mais (dica de @cinthiarocha):
Foto: Desfile da Iódice no SPFW.
Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Manifestantes preocupados em defender as medidas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, vão promover um “beijaço” público (Kiss in) no próximo dia 7 de fevereiro, em São Paulo. O evento está marcado para a avenida Paulista, esquina com a rua Augusta, às 17 horas.
O objetivo é defender medidas contempladas no PNDH-3, dentre elas:
- a união civil entre pessoas do mesmo sexo,
- a criminalização da homofobia,
- a adoção homoparental
- a legalização do aborto e
Tais propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa comercial e lideranças religiosas.
Fruto de uma mobilização feita via Twitter e redes sociais, os manifestantes pretendem, segundo o jornalista Augusto Patrini, expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas. “Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado”, defende Patrini.
Distorção midiática
Um dos textos que falam a respeito da manifestação, disponível aqui, lembra que, ao contrário do que vem sendo divulgado na mídia tradicional, o plano foi amplamente discutido por meio de um processo que culminou na Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em 2008. No entanto, após sua divulgação em dezembro do ano passado, “passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos”, diz o texto.
Leia também: Elas são mais corajosas – Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia.
Foto: Cena do seriado Six Feet Under