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Centro histórico de Estocolmo, a -14°C

Denise | Suécia | Sunday, 31 January 2010





Hötorgshallen – Mercado de dar água na boca, em Estocolmo

Denise | Suécia | Saturday, 30 January 2010










Hötorgshallen é um dos meus lugares preferidos em Estocolmo. O “Mercado de Feno” é o paraíso para quem gosta de comidas do mundo todo. Ontem estive por lá e, por apenas R$ 13,00 comi um falafel enorme, super completo no pão pita e uma Diet Coke. É de comer rezando. Os santos que fazem o milagre são aqueles três super simpáticos, que posaram para uma das minhas fotos aí acima.

O local onde fica o mercado é conhecido desde os anos 1200, mas foi em 1644 que recebeu o nome que tem até hoje. A princípio, uma praça onde produtores rurais negociavam seus produtos rurais, Hötorgshallen recebeu sua primeira construção em 1880, que foi derrubada e reconstruída em 1953.

Apesar de quase tudo ser muito caro, o mercado tem variedade e é sempre muito mais divertido que comer em restaurantes, na minha opinião. Tem também ótimas opções de presentes: chocolates, queijos, pães, chás, cafés e especiarias.

Fica a dica pra quem vier a Estocolmo. Imperdível.

Endereço

Hötorgshallen, 11157 Stockholm
E-mail: info@hotorgshallen.se
Fone: 08-508 440 48

Horário de funcionamento

Segundas a quintas: 10.00-18.00
Sextas: 10.00-18.30
Sábados: 10.00-16.00
Domingo & feriados: Fechado

Subverter à Mesa

Denise | Comida | Friday, 29 January 2010

Nossa próxima blogueira convidada é a Pérola Boudakian, uma “psicóloga apaixonada por culinária, mãe de 2 batutinhas e esposa de um marido “bom de garfo”, exercendo a maternidade ativa, busca formas sustentáveis de cuidar da casa, da alimentação, da saúde  de suas famílias…”

Natureba & CIA é o blog superbacana da Pérola e o post abaixo é dela, vamos dar as boas vindas:

“A saúde é subversiva porque não dá lucro a ninguém” Sonia Hirsh

Alimentar-se é algo natural, necessário, fisiológico. Não tem como escapar.

Todo mundo precisa comer. E todo mundo come sem pensar. É justamente nesse ponto que começam os problemas. Hábitos alimentares são construídos culturalmente, num contexto amplo, estão ligados a forma de viver e de se relacionar de uma sociedade, quando nos aproximamos mais dos pequenos núcleos familiares percebemos que também se pauta pela forma como as pessoas vivem seu cotidiano, como se relacionam umas com as outras e com o mundo. Além desse micro-universo, existe ainda o panorama monetário, a indústria alimentícia, os valores e idéias que a mídia veicula e a compreensão que as pessoas têm da alimentação a partir dessa realidade. Realidade dura e difícil de engolir!

Meu pai dizia que tem gente que come pra viver e outros vivem para comer, geralmente utilizando muita gordura, muita carne, açúcar e farinha refinada, se alimentando sem pensar muito sobre isso e geralmente se tornando dado estatístico de infartos, diabetes, etc. Chegamos a um momento em que a humanidade tem sido alavancada pelo imediatismo, pelo ultra-prático, pela robotização e vem cada vez mais negando suas raízes, conceitos e maneiras naturais, simples de conduzir a vida. A maioria de nós e remetida a uma rotina que precisa apresentar resultados de desempenho, que não obtém qualidade de vida. Negam a espiritualidade, as crenças, a saúde física. Pessoas que se enfiam em filas de trânsito, escritórios e muitas vezes compensam o stress, a fadiga e a tensão com comida: muito açúcar, muita gordura de má qualidade e excesso de alimento. Sobrecarregando o corpo e a alma para metabolizar tudo isso e trazendo mais tensão, mais cansaço, mais fadiga o que os leva a buscar novamente “conforto” na comida, gerando um imenso ciclo vicioso de doença.

Do famoso macarrão instantâneo ao feijão de caixinha, encontramos quase tudo nas prateleiras do supermercado. Quase tudo! O que não falta nestas prateleiras são produtos alimentícios.

Comida de verdade é escassa! Falta! São alimentos processados, com muitos aditivos químicos e com muito, muito conservante. De que outra forma teríamos prazos de validade tão extensos?

O momento mundial em que tudo é produzido em larga escala, trazendo quase uma homogeneização humana, negando as diferenças, valorizando o “falso” prático e destacando vitaminas processadas e criadas em laboratórios só poderia acarretar em surtos de doenças, em grandes mal estares mundiais, no aumento do câncer, da depressão, da fadiga,da tensão…

Por isso, escolher uma alimentação saudável, pautada pelas pequenas produções agrícolas e orgânicas que não foram engolidas pela Monsanto, optar por alimentos produzidos sem conservantes, sem corantes, sem apelos comerciais é subverter!

Subverte, pois como bem disse a querida Sonia Hirsh, a saúde não dá lucro a ninguém! Nessa roda viva em que estamos inseridos social, emocional e fisicamente nosso rumo certo é a doença. Porque essa sim dá lucro! Lucram farmácias, os laboratórios, os hospitais, os convênios, a indústria de medicamentos, a medicina que vê o homem como fonte de doenças. E assim gira a roda da fortuna. Alavancando milhões por ano. E veja só você: tudo começa com a simples escolha daquilo que você come! Incrível!

Somos levados a crer na Incapacidade humana, de que a mulher não é mais capaz de parir, haja vista a grande quantidade de cesáreas mal indicadas no Brasil. A mulher não é mais capaz de nutrir, haja vista a grande quantidade de receitas para leite artificial que saem dos consultórios pediátricos. Observando bem de perto, é a indústria antiética produzindo paradigmas: a indústria da chupeta, da maternidade com leitos hospitalares, do leite em pó, construindo doenças e fazendo crer que somos incapazes. Gera dependência, atrofia o pensar crítico e assim ficamos feito [pobres] vaquinhas conduzidas como manobra massa.

Subverta! Não engula qualquer propaganda! Leia o rótulo, questione a grande e desnecessária quantidade de açúcar refinado na sua alimentação diária, questione os agrotóxicos no seu morango com chantilly, questione as políticas públicas, a regulamentação da venda de alimentos e de imagens a estes veiculadas.

Questione! Abra a boca para mudar isso.

Comer pode ser um ato subversivo e imediato nas escolhas cotidianas.

Mudar é muito mais fácil do que imaginamos. É só começar!

Foto: Pérola Boudakian

Twitter da Pérola: http://twitter.com/Perola_B

Cheguei em Estocolmo

Denise | Suécia | Wednesday, 27 January 2010

A viagem foi cansativa, como era de se esperar.

Fizemos escala em Beijing, onde fiz de tudo pra usar o Twitter, mas não teve jeito, é tudo bloqueado, na China. Como a viagem foi toda durante o dia (pro meu fuso horário), não dormi quase nada. Os filmes no avião eram péssimos, mas eu vi, no meu ipod, o “Up in the Air” (que tem o péssimo título “Amor sem Escalas”, no Brasil) e gostei muito. Depois, passei o resto do vôo vendo a 3a temporada de Desperate Housewives, até a hora do desembarque.

A foto acima é da janela do apartamento de Kasper, onde estamos hospedados e que era o apartamento onde nós morávamos, aqui em Estocolmo.  A cidade está LINDA, toda coberta de neve. O frio, numa média de -5. As netinhas de Ted estão as coisas mais fofas. Lindas e com altíssimo astral, agora com 2 anos, em breve, postarei fotos delas.

A gente comprou um combinado de melatonina com b12 que funciona super bem, pra dar sono, Tomei ontem à noite e dormi até 9 e meia da manhã (com breves intervalos), portanto, pode ser que o jatlag não me derrube muito, dessa vez   =)

Agora vou desarrumar a mala e planejar o dia  =)

Violência contra a Mulher – A velha história da morte anunciada

Denise | Violência | Monday, 25 January 2010

Vou aproveitar a oportunidade da minha viagem (viajo amanhã e volto dia 22 de fevereiro), para dar continuidade aos posts de “blogueir@s convidad@s”. Continuarei blogando de onde estiver, mas apenas posts curtinhos com muitas fotos =) enquanto isso, noss@s convidad@s levantarão questões importantes e interessantes pra gente ir debatendo por aqui.

A primeira, é a xará Denise Rangel, do blog Sturm und Drang! que escreveu sobre um tema que muito nos interessa. Violência contra a mulher.

Enquanto a Sociedade e o Governo discutem o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), que, entre outros temas prevê o apoio à implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e a avaliação do cumprimento da Lei Maria da Penha com base nos dados sobre os tipos de violência, agressor e vítima; creio que é oportuno lembrar os direitos das mulheres, segundo a Organização das Nações Unidas – ONU:

    1. Direito à vida
    2. Direito à liberdade e a segurança pessoal
    3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
    4. Direito à liberdade de pensamento
    5. Direito à informação e a educação
    6. Direito à privacidade
    7. Direito à saúde e a proteção desta
    8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família
    9. Direito à decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los
    10. Direito aos benefícios do progresso científico
    11. Direito à liberdade de reunião e participação política
    12. Direito a não ser submetida a torturas e maus-tratos

O que vemos, no entanto, em pleno século 21, são atitudes machistas, motivadas por uma mentalidade retrógrada e apoiada por leis que protegem qualquer um que violar um desses direitos, principalmente se ele for um homem.

Um caso ocorrido estes dias, e que ocupou a maioria das redes de televisão, foi o assassinato, em Belo Horizonte, de uma mulher por seu ex-marido, diante de câmeras que havia instalado em seu local de trabalho, motivada pelo medo de constantes ameaças dele .

O que revolta muito mais do que o crime do marido, é o crime de omissão do Estado. A mulher havia procurado a polícia, cerca de oito vezes, para denunciar, com provas gravadas, que estava sendo agredida e ameaçada de morte pelo ex-marido.

Podemos responsabilizar o Estado pelo não cumprimento da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher? Pergunta difícil de responder. As autoridades alegam que não podem prender todo homem que é denunciado por agressão. Há um procedimento a ser seguido.

Enquanto isto, quantas mulheres ainda viverão sob a violação ao direito de não ser submetida a torturas e maus-tratos? Até que um crime seja consumado? Se houver assassinato, o homem é preso imediatamente, certo? No entanto, e se ele, tortura, fere, violenta, espanca, ameaça de morte, não uma, mas várias vezes e por tempo indeterminado? Precisa de um inquérito para investigá-lo? Pelo menos, foi isto que afirmou a delegada responsável pelo caso.

A impunidade de crimes praticados contra a mulher não pode mais ser tolerada! O que esperamos, ou melhor, exigimos, é a certeza de que os agressores sejam punidos com mais rigor, antes que se consumem as ameaças contra a vida da mulher. É preciso mudar esta mentalidade patriarcal que permite que o homem trate a mulher como sua propriedade.

E não se enganem: a violência não é um problema da classe pobre e sem escolaridade. O perfil dos homens agressores é composto desde desempregados, alcoólatras, drogados e pobres, a juízes, advogados, delegados, médicos, engenheiros, e outros profissionais de escolaridade superior.

Quando estes homens agressores de mulheres forem punidos com a privação de sua liberdade, quem sabe esta realidade de crueldade e impunidade deixe de ser o combustível para a violação dos direitos essenciais à vida da mulher. Afinal, torturas e maus tratos não são crimes? Ou o agressor só é um criminoso quando comete um assassinato?

Imagem: daqui

Vamos receber com carinho a nossa convidada, na pracinha.

Porque eu ando sumida (de novo)

Denise | Europa, Viagens | Saturday, 23 January 2010

Desde que cheguei do Brasil, tenho andado super ocupada porque já tinha outra viagem marcada pra esse mês, com mil coisas para fazer, antes de viajar novamente (algumas com “prazos apertadissimos”, como sempre, não é amhygas?).

Na próxima terça-feira, eu e Ted estaremos voando pra Suécia, onde vamos ficar até 21 de fevereiro.

Aproveitando que estarei na Europa, vou ter uma reunião com um grupo de mulheres com o qual estou fazendo um trabalho, em Berlim. Vou sozinha, mas ficarei uns dois diazinhos por lá, para conhecer um pouquinho da cidade, enquanto Ted coruja as netas em Estocolmo. Depois, eu e ele vamos passar uns dias em Tallinn, na Estônia.

Enfim, estou feliz, muita coisa acontecendo, muitas novidades e muita coisa pra deixar encaminhada antes de viajar, por isso o sumiço, perdoem a falta de um post mais completo, é falta de tempo mesmo.

O ano começou MUITO bem por aqui  =)

Bia, na Chapa dos Veadeiros…

Denise | Bia, Familia, Familia | Friday, 22 January 2010

Imagine a vertigem da mãe, ao ver onde a filha foi parar, com Petras. Mas, ainda bem que ela já voltou inteirinha pra Brasília e, em breve, voa pra Washington, DC. A menina sabe aproveitar a vida  =)

Moda tem que parar de sacrificar modelos

Denise | Anorexia & Bulimia, Moda | Thursday, 21 January 2010

ALCINO LEITE NETO (EDITOR DE MODA) e VIVIAN WHITEMAN (DA REPORTAGEM LOCAL) – Folha

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.

Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.

Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.

Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.

Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.

O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Moda tem que parar de sacrificar modelos

Leia Mais (dica de @cinthiarocha):

  • Três artigos, essa semana, s/ hipermagreza no SPFW:
    • http://bit.ly/6YBLDz
    • http://bit.ly/5L5Ltt
    • http://bit.ly/8Tiikt

Foto: Desfile da Iódice no SPFW.

ALCINO LEITE NETO
EDITOR DE MODA
VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.
Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Beijaço em defesa dos Direitos Humanos

Denise | Brasil, GLBTS | Wednesday, 20 January 2010

Beijaço

Revista Forum:

Manifestantes preocupados em defender as medidas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, vão promover um “beijaço” público (Kiss in) no próximo dia 7 de fevereiro, em São Paulo. O evento está marcado para a avenida Paulista, esquina com a rua Augusta, às 17 horas.

O objetivo é defender medidas contempladas no PNDH-3, dentre elas:

  • a união civil entre pessoas do mesmo sexo,
  • a criminalização da homofobia,
  • a adoção homoparental
  • a legalização do aborto e

Tais propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa comercial e lideranças religiosas.

Fruto de uma mobilização feita via Twitter e redes sociais, os manifestantes pretendem, segundo o jornalista Augusto Patrini, expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas. “Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado”, defende Patrini.

Distorção midiática

Um dos textos que falam a respeito da manifestação, disponível aqui, lembra que, ao contrário do que vem sendo divulgado na mídia tradicional, o plano foi amplamente discutido por meio de um processo que culminou na Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em 2008. No entanto, após sua divulgação em dezembro do ano passado, “passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos”, diz o texto.

Leia também:  Elas são mais corajosas – Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia.

Foto: Cena do seriado Six Feet Under

Joga Glitter ILUMINA

Denise | GLBTS, Televisao | Wednesday, 20 January 2010

ADORO!

A birita da Lucia Hipólito

Denise | Brasil | Tuesday, 19 January 2010

A essa altura, acho que todo mundo já viu, mas vou botar porque o vídeo mostra bem o desespero de alguns jornalistas pra detonar Lula… mesmo que não consigam juntar coisa com coisa.  Como a Lucia Hipólito, que alegou estar com “dor de barriga” no dia dessa entrevista…  hehehe… vocês acreditam?

Ground control to Major Tom…

Denise | Música, POP, Vídeo | Tuesday, 19 January 2010

Now it's time to leave the capsule if you dare...

Um post contando meu domingo, tim-tim por tim-tim.

Denise | Me myself and I | Sunday, 17 January 2010

Então, como estou com uma insônia esquisita, desde que peguei a gripe (já estou melhor dela, pelo menos!), ontem dormi quase às 3 da manhã (assistimos “Invictus”, “A Serious Man” e “The Lovely Bones”) e hoje acordei às 9:30h, que eu acho muito tarde. Detesto acordar depois das 8h.

Não contei pra vocês, mas comprei nos EUA, antes do natal, um Ipod Touch, que é como um Iphone…mas sem o celular. MUITO mais barato e exatamente o que eu precisava, porque queria acessar internet, mas quase não uso celular.

Então, agora, quando eu acordo, a primeira coisa que faço é ligar meu iTouch que fica na mesinha de cabeceira (hoje estava embaixo do meu travesseiro, esqueci por lá, quando estava lendo “Alice no País das Maravilhas” nele, antes de dormir).

Chequei primeiro o Twitter, depois liberei os comentários do blog, li alguns emails e o Facebook (o Orkut anda meio abandonado).  Salvei e li algumas matérias do New York Times e Huffington Post. Tudo sem nem levantar da cama  =)

Ted acordou às 10 e meia. Eu disse um BOM DIA bem alegrinho pra ele (assim em português mesmo) e ficamos embaixo do0 edredon conversando, rindo, dando beijinhos,  falando besteira, essas coisas que eu ADORO no casamento.

Ao meio dia, deixei ele sozinho no quarto, pra fazer sua meditação diária, e fui pra sala (obviamente, nem preciso dizer que já tinha ido fazer xixi, escovar os dentes etc. =).

Comi um sanduiche de queijo e uma laranja, li mais tweets, entrei no site de música “grooveshark” e criei uma playlist com músicas de Nina Simone (que coloquei aqui no blog, na coluna do lado direito). Tentei terminar de escrever um post sobre minhas impressões do Brasil, mas fiquei com preguiça =)

Respondi alguns emails e botei boa música (Bob Dylan, Eric Clapton, The Animals, bem 60s…), pra lavar os pratos (acumulados =). Lavei mais da metade, deixei Ted lavando o que faltava e fui tomar um bom banho.

Saímos pra malhar na academia (ADORO). Fiz exatamente uma hora de step, sozinha, inventei uma “coreografia” ótima pra música Forever.  A sala de step é bem grande, fica isolada, com janelões de ambos os lados. Delícia. Depois, fiz meia hora de musculação e alongamento.

A academia fica no sexto andar de um shopping center bem legal, a três paradas de metrô aqui de casa. Ted malhou comigo, depois ele parou para comer uns nachos na praça de alimentação e eu fui checar se estava passando Sherlock Holmes no cinema (não estava).

A gente combinou de se encontrar no Smoothie King. No caminho, parei na Uniqlo (uma loja de roupas hight tech japonesa) pra comprar duas blusinhas de manga comprida, com malha especial pra aguentar, o frio que está brabo (estavam em promoção e custaram apenas 8 reais, cada!), e um moleton de flanela (30 reais).

Eu adoro smoothies, no Smoothie King, tomei um de maracujá e comi um sanduiche “wrap” de chicken ceasar. Lá mesmo, fotografei esse cartaz, pra vocês terem uma idéia da situação por aqui.

Com uma linda moça fantasmagórica, a legenda diz: “Be White” ou “Seja Branca”. Coreia é um exemplo de país que não tem nem idéia do que é “politicamente correto”. Aqui, se faz apologia à brancura, mesmo.

Bom, a essa altura, estava exausta e com dores nas pernas de tanta malhação, mas ainda dei uma voltinha no shopping procurando uns presentes, que preciso comprar, ainda esse mês.

Voltamos pra casa (de metrô, como sempre, lembrem, não temos carro =) e eu vim pra internet. Liberei mais comentários do blog, li  mais tweets e retuitei esse, importantíssimo (daqui a pouco boto o selo no meu blog também):

RT @aarles: Código HTML do selo do Manifesto em Apoio ao #PNDH3 « http://bit.ly/6G75p5

Ted foi levar o lixo (aqui só pode jogar fora três dias na semana) pro depósito e, quando ele voltar, vamos ver uns filmezinhos (estamos assistindo todos os “oscaráveis”, que baixamos na internet).

É isso aí. Assim foi meu domingão. E vocês, o que pretendem fazer, hoje?

Fotos

Denise | Coreia do Sul | Sunday, 17 January 2010




1 e 2 – Descobrimos um restaurante nepalês maravilhoso e baratíssimo, nada turístico e com um comida sublime. E olha que lindo, da janela um dos “portões” da cidade, imagem ultra coreana, da janela.

3 e 4 – Por falar em “coreano” assumi um visual pra lá de local, com esse diadema improvável. Bia vai morrer de rir com as fotos =)

5 e 6 – Escultura e pátio interno no nosso prédio. Geladinho.

7 e 8 – Bukchon, área de casas em estilo Hanok (tradicional). Mais fotos de Bukchon aqui.

E a vida segue pra lá de bem (toc, toc, toc). O resfriado se foi, e amanhã (domingo) pretendo voltar a malhar, se aguentar. O sábado foi ótimo, tranquilo, vendo filmes, lendo, namorando.

Bom finde pra vocês!

Vocês querem mais filh@s?

Denise | Maternidade | Friday, 15 January 2010

Atualização

Sei que o post abaixo foi bem rapidinho, mas é que ainda me sinto fraca com a gripe, vou voltando aos poucos, além do mais, já falei bastante desse assunto na categoria “Maternidade”.Mas, retomando o assunto um pouco, e respondendo a algumas de vocês, vou dar mais uns pitacos.

Não acho que tem regra. Não ter filhos, só ter um ou ter um monte, vale tudo. Mas, pra mim, ter somente uma filha foi opção consciente e ADORO.

1. Não concordo com o ditado de que “quem tem um, não tem nenhum”. Eu poderia ter 10, mas Bia seria insubstituível, se eu a perdesse, nenhum outro filhos acomodaria a dor (toc, toc, toc não gosto nem de pensar nisso).

2. Fui uma mãe ansiosa (aprendi a deixar de ser, quando percebi que ela tava criada), não acho que mais filhos aliviariam, acho que multiplicariam a preocupação com febres, meningites, escolha da escola certa, vacinas, alimentação  etc.

3. Ter filho é caro e, nesse sentido, fui muito prática. Não sou rica, se eu tivesse dois filhos, mudasse  pra Suécia, depois EUA… seria tudo mais complicado, mais passagens aéreas, apartamentos maiores, mais despesas. Além disso, Bia viajou muito (aos 22 anos, foram 23 países!), se fosse dois filhos ou mais, seria muito mais difícil ajudá-los a fazer tudo que eu gostaria que fizessem.

4. Filho único não precisa ser manhoso e dependente. Bia é – e sempre foi – independente. Quando era pequena, fazia artesanato pra vender. É super econômica, detesta sair para fazer compras e shopping centers.  Hoje, trabalha duro, como já disse aqui – algumas vezes, 10 horas por dia. Estuda e se diverte. Tudo com muita maturidade, responsabilidade.

5. Nem precisa ser egoísta. Bia é generosa. Desde pequena, preciso ter cuidado pra ela não dar tudo que tem. Quando ela era pequena, nós tínhamos um motorista (eu não dirijo) e ela dizia na escola que ele era o tio dela, porque tinha vergonha de ter motorista  =)   ela é o máximo.

6. Nem sempre irmãos são companhia pra vida toda. Canso de ver casos de irmãos que, francamente, não têm o mínimo interesse em relação à vida dos irmãos e amigos muito mais próximos e solidários.

7. Bia aprendeu a conquistar amigos, porque não gosta de estar sozinha. Todo mundo adora Bia, ela fez grandes amigos por todo lado. Até aqui, na Coreia, deixou pessoas que adoraram ela e mantém contato. É uma habilidade preciosa, que vai ajudá-la, por toda vida.

Enfim, não estou dizendo que é melhor só ter um filho, mas que, se essa for sua opção, não ligue pro que dizem os outros – o povo adora dar palpite – ter apenas um(a) pode ser gratificante e funcional   =)

Sobre ter mais filhos, de vez em quando adoro aperrear Ted, dizendo que quero adotar um coreanozinho. Ele entra em pânico, mas é só brincadeira, me arrepio só de pensar em ser responsável por outra criaturinha… já fiz o que tinha de fazer, agora só curto filhos dos outros!

_________________________________________________________________________

Ainda estou me recuperando da gripe (A e fortíssima), por isso, os posts vão devagar, quase parando. Pra não parar, pensei em compartilhar um assunto que andei matutando depois que vi uma leitora falando que está tentando engravidar, aos 42 anos.

Vocês, com mais de 40 anos, de qualquer idade, andam com vontade de ter (mais) filhos?

Por que eu, AMO minha filha, mas depois dela, nunca tive vontade de engravidar, novamente e, hoje em dia, jamais pensaria em cuidar de criança, adotada ou não. Foi muito bom ter Bia, curti muito todas as fases, não me arrependo de uma noite sem dormir, mas  nem imagino a trabalheira novamente. Agora, só os netos!

E vocês?

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