Gagueira: Pra você, é fácil falar
Achei esse vídeo tão emocionante. É um curta-metragem sobre gagueira produzido por estudantes da Vancouver Film School. As legendas em português são uma cortesia do Instituto Brasileiro de Fluência: http://www.gagueira.org.br
Não consigo entender qual a graça que as pessoas vêem em ridicularizar as diferenças. Insegurança? enfim, esse vídeo deveria ser mostrado a crianças e adolescentes (e alguns adultos, claro) propensas a bullying…







Tive um aluno gago que gostava de participar das aulas. Suas intervenções eram sempre objeto de um silêncio impaciente, um olhar sistemático para os relógios.
E olha que era uma turma de adultos, de estudantes de engenharia, não eram garotinhos.
A gagueira no adulto me parece ser impossivel de ser corrigida, pelo menos foi isso que ouvi em uma reportagem sobre o assunto, em entrevista com uma fono.
Mas o bullying é mesmo um inferno dentro da estrutura escolar: qualquer ponto pode ser motivo de chacota. Eu, como era uma boboca, era uma coitada na mão das outras meninas. Sei na pele como é f*** ser vítima dos engraçadinhos do pedaço.
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Denise, isso me lembra uma história que me ensinou mtoo. Em 2007 fui em um workshop no Rio Grande do Sul. Em uma sessão de apresentações, chega um rapaz,coloca sua apresentação no ponto. Era um trabalho, muito bacana, feito por mais uns 5 pesquisadores. Ele começou a apresentar, desculpando-se por ser gago mas que mesmo assim continuaria. Ele apresentou até o fim.
Achei muita força de vontade da parte dele, de querer ir lá e apresentar. Havia mais 5 pessoas como autores daquele trabalho, qq uma outra poderia apresentar, mas ele foi lá, venceu as dificuldades e apresentou. Ele merecia e deveria apresentar, pois era tão capacitado quanto os outros e contribuiu com o trabalho (talvez até mais que os outros, pois ele realmente mostrava que sabia do que falava). Achei lindo da parte dele, uma lição para todos nós.
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também tive um aluno gago [em uma turma de pré-vestibular, com mais 150 alunos em classe] e ele sempre participava MUITO. As pessoas ficavam impacientes – o que dá pra entender, já que existe pouco trabalho de conscientização sobre esse tipo de diferença, então as pessoas tendem a reagir por impulso, com certa agonia, impaciência e vontade inclusive de ajudar a pessoa. Mas com o tempo todos se acostumaram…
"Entre Maiores Montanhas" foi o último post escrito por =draupadi=, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Adorei a matéria, temos tbm que falar sobre quem tem lingua presa, eu por ex. sofro com algumas zoacoes, pq nao consigo pronunciar o TR (o famoso Tlês), eh pouco, mas quem percebe… E isso é mto chato!!
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conhece?
http://www.bspcn.com/2009/10/27/disney-princesses-deconstructed/
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Olá Denise!
Vou postar esse comentário aqui, mais o post que quero comentar é um bem antigo, de 21 de fevereiro de 2006. Sobre a liberação do chá Ayahuasca nos EUA. Como fui Daimista por cerca de 5 anos, gostaria de falar um pouco mais a respeito do chá exclusivamente.
O chá Ayahuasca é um chá milenar, foi tomado por diversos povos, principalmente indigenas. Na cultura brasileira, seu inicio se deu como uma religiao com base cristã e com influencias xamanicas e de religiões afro, o cha teria propriedades de curar as pessoas doentes que viviam em areas isoladas da floresta, principalmente seringueiros e suas familias. Atualmente o chá é patrimônio imaterial da cultura brasileira.
É muito complexo falar de uma religião como o Santo Daime, pois é uma religião que engloba diversas linhas espirituais, mas tendo uma base cristã muito forte, o que muitas vezes torna a religião um tanto “careta”, podendo inclusive ser comparada as religioes evangelicas em diversas questões.
O que me motivou a reavivar o tema sobre o chá foi a idéia que as pessoas em geral tem de que o chá é alucinogeno, ou que seria possivel “uma onda”, “uma vibe” com o chá… Como fui dessa doutrina e realmente tive fé em seus fundamentos, fico um pouco magoada, pq desde que conheci a doutrina, ouvi as pessoas falando e muitas fazendo troça (até mesmo pessoas da propria doutrina!!!) sem saber realmente do que se trata.
Tenho lido seu blog e gostado muito de todos os temas levantados, gostaria de dizer que assim como pode ser preconceituoso rir ou fazer piada ou que seja de mulheres, negros, NORTISTAS (tamos aí), nordestinos, enfim… qnd alguem comenta algo relacionando o chá a droga ou a alucinação ou a curtição, vibe, o que seja, também é muito muito chato pra quem leva essa doutrina a sério, do fundo do coração, pq por mais “estranho” que seja, trata-se de uma religião sim!
É verdade que muitas pessoas procuram o chá a fim de “experiencias”, nada contra, geralmente são muito validas, mas comparar o chá com droga é realmente muito chato pq ele na verdade teria propriedade de cura e nao de alucinação. possui essa substancia que pode provocar expansao da consciencia sim é verdade mas quem o procurar para “pirar” realmente vai se deparar com uma tremenda bad trip, pq o buraco é bem mais embaixo…..
1- o gosto do chá é ruim e o cheiro é forte.
2-O cha esta vinculado a diversos ritos e regras, alguns bem rigidos, mas as pessoas sao livres para seguir ou nao, se quiserem, um deles é a abstinencia sexual 3 dias antes e depois de beber o cha, pois o mesmo é considerado sagrado e deveria tambem evitar discordia e pensamentos negativos, ou seja ter um preparo, uma “purificação” antes de beber.
3- Cada pessoa pode ter um tipo diferente de manifestação com o chá, algumas tem visoes, algumas se sentem pesadas e sonolentas, outras vomitam, outras tem taquicardia, algumas tem realmente viagens, que podem ser boas ou não… depende muito do que tem dentro de vc, ou seja, seu organismo, mas também sua bagagem de vida, seus pensamentos, sua fé ……. Tem gente que toma o cha e nao sente nada, enfim, so quero dizer que pra CURTIÇÃO outras “drogas” podem oferecer melhor os efeitos desejados
4-o cha ayahuasca é uma droga assim como o charas na india, e outras tantas “drogas espirituais” expansoras da consciencia, e estao submetidos aos rituais das religioes que os utilizam, que podem muitas vezes ser extremamente maçantes, cansativos. mas qnd retirados de seu contexto espiritual perdem completamente a riqueza e o sentido………
5- nao só crianças tomam o chá (muitas pedem pra tomar) como as gravidas tambem, durante todo o periodo da gravidez e no parto inclusive..
por essa e por outras, dizer que o cha é alucinogeno causa uma boa de uma confusão……..
sempre é delicado falar sobre drogas, principalmente drogas que nao sao como as drogas q ouvimos falar por aí…. nossa sociedade ainda tem muitos tabus e è uma pena que muitas pessoas tenham preconceito com o cha, mas isso eu ate entendo, pq elas nao conhecem. o que eu nao entendo e nao aceito é que pessoas da propria religiao estejam fazendo mal uso do chá e da doutrina….
Religiões………… (suspiro)
Atualmente sou da crença de que “onde tem religiao tem confusao” rs
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Minha vida inteira fui gaga. Já fui em mais de quatro fonodiólogas que, apesar de ajudar em alguns aspectos, não tem de fato a solução do problema. Sofri muito bullying, na escola e fora dela. Desde provocações intermináveis durante o período de aula, a estranhos na rua que por azar vissem que estava usando um relógio e viessem perguntar as horas. O pior, pra mim, são as pessoas que não têm de fato preconceito, mas que simplesmente não sabem como agir. Então, o desconforto pela impaciência do outro só aumenta. E quando completam sua frase, com uma palavra completamente diferente da que você queria usar? Ou começam a articular e gesticular junto, como se você tivesse simplesmente esquecido do que estava falando e fizessem o favor de te lembrar? Ixi, teria muitos casos pra contar (de certa maneira cômicos, agora que fazem parte do passado), mas o que interessa mesmo é que… Como tudo, existem compensações. No meu caso, a escrita. Claro, em minha adolescência me desenvolvi muito mais pela internet que pessoalmente. Com isto, acredito que o tanto de compreensão que falta na fala, sobra na escrita. Quando amadurecemos, sabemos lidar um pouco melhor com a gagueira. E é como foi dito neste documentário, não podemos deixar de fazer nada pela gagueira. Hoje sou casada, tenho duas graduações (relações públicas e publicidade e propaganda, tinha que ser comunicação social né?) e estou na metade de meu mestrado (e sociologia). Com meus 23 anos, vejo que se não fosse pelo o que ocorreu aos meus 3 ou 13, não seria como sou.
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Fantástico curta-metragem, Denise! Depois de assistir, fica impossível entender como é que conseguem fazer piada com algo tão sério. Só sendo ignorante e desinformado mesmo.
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Eu faço tratamento com uma excelente fono aqui em Belo Horizonte / MG, o site dela é http://www.daniellelins.com.br
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Denise, segredinho: aos cinco, 6 era gaga. Corrigi depois e sem problemas porque antes de minha mãe falecer ela me ajudou nesse processo. Depois exerci meu lado sensível, fiz teatro. Fui criticada pela minha família, guardo alguns trauminhas básicos, mas o amor do meu pai foi fundamental e o incentivo à comunicação. Acabei exagerando! Em situações de extrema tensão, ainda gaguejo um pouquinho. Respiro fundo e sai. Exemplos de situações chatas: falar outra língua numa ocasião que me lembre alguma experiência ruim. Na casa onde morei durante 6 meses foi tensa a convivência com franceses. Não quero nunca mais repetir essa vivência. Foi brutal. E não sei como consegui sair desse deslumbre-french e deprê. Acho que foi porque os conheço direitinho e tenho desconfiança e estava num período horrível da minha vida.
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