As Viúvas na India

“Quase tudo que fazemos parece insignificante, mas é muito importante que façamos. Você precisa ser a mudança que você deseja ver no mundo.” Mahatma Gandhi
(Post originalmente publicado em 24 de junho de 2006)
Ontem fui assistir ao filme Water, o último da trilogia política da cineasta Deepa Mehta (os outros são Fire e Earth), sobre a vida das viúvas na india. Fiquei chocada. Já tinha ouvido falar na situação dessas mulheres, mas ainda assim, o filme é uma saculejada na gente e bota nossos problemas cotidianos na sua exata dimensão.
Pesquisando, hoje, sobre o tema, pra escrever esse post, descobri que ontem estava sendo celebrado o “Dia Internacional das Viúvas”, instituído pelas Nações Unidas, justamente para lembrar ao mundo as crueldades cometidas contra essas mulheres (não apenas indianas, mas de muitos outros países), cujo único crime cometido foi se tornar viúva, como se pudessem se responsabilizar pela vida de seus companheiros.
“Water” não é um filme revolucionário em sua linguagem, mas é uma história muito bem contada e extremamente comovente. Ao acabar, precisei de uns bons minutos sentadinha no escuro do cinema, pra me recompor e tentar dissipar aquele nó na garganta.
Apesar de ser uma obra de ficção, que se passa há quase 70 anos, infelizmente, essa ainda é a realidade de muitas mulheres na India. E isso é o que é mais doloroso.
O filme se passa em 1938, na India Colonial, onde os poderosos (britânicos e indianos) vêem a ascenção de Mahatma Gandhi, com suas idéias de liberdade e de mudança das tradições arcaicas às quais os indianos ainda se agarravam. As viúvas já não eram forçadas a queimar numa fogueira, com a morte do marido, mas ainda tinham que pagar, vivendo em total ostracismo e miséria, por toda vida.
Tudo começa com a morte do marido de Chuyia, uma menininha esperta de oito anos de idade, que nem entende que é casada.

Ao se tornar “viúva”, Chuyia tem suas pulseiras quebradas, seu cabelo raspado, perde todas suas roupas e é vestida com um sari branco, que será sua única veste, para diferenciá-la, afinal, ela agora é uma pária, “impura” e não pode ter contato com outras mulheres e crianças.
Os pais deixam Chuyia numa casa de viúvas hindu, onde deve viver o resto dos seus dias em penitência.
Em 1938, e ainda hoje, em muitas lugares da India, a viúva é vista como um peso e como uma mulher sexualmente perigosa. A família do noivo quer vê-la distante, para poder tomar as propriedades do seu marido, e não tem interesse em assumir a responsabilidade de sustentá-la. Sua própria família, após o seu casamento, sente-se livre de qualquer responsabilidade em relação a ela.
Por todo preconceito e superstições que cercam uma mulher viúva, ela também não consegue trabalho para se sustentar e acaba tendo mesmo que viver nessas Casas de Viúvas (prédios centéntários, caindo aos pedaços), por toda vida. Para se “purificar”, precisa abandonar qualquer vínculo com prazer e viver em sofrimento. Dorme no chão, repete canções e orações seis horas por dia, e não pode, sequer, comer frituras, consideradas alimentos “quentes”. Estima-se que existam 20 mil viúvas, mendigando, apenas à beira do rio Ganges.
Aos poucos, vamos conhecendo as mulheres com quem Chuyia deverá conviver. A velhinha (foto)que está na casa desde os sete anos e cujo único sonho é comer, novamente, os docinhos que provou na sua festa de casamento (o marido morreu um mês depois). Shakuntala, a mulher de meia idade, esperta, inteligente e que sofre ao perceber que está envelhecendo e está sempre dividida entre a revolta pela sua situação e o medo por não se comportar como deveria.
Tem a poderosa Didi, que comanda a casa e tem regalias que as outras não têm, e a belíssima Kalyani. Aos 17 anos de idade (está lá desde os oito), ela é a única mulher que tem a permissão para usar cabelos longos e que, sustenta o “luxo” de Didi e a Casa de Viúvas, sendo levada de barco, no escuro da noite, pelo eunuco gulabi, para prostituição.

A chegada de Chuyia, o aparecimento de um lindíssimo indiano nacionalista, o amor de Kalyani, a revolta de Shakuntala e a ascenção de Ghandi, mexem com a Casa de Viúvas… mas não existem milagres. O resto, só vendo o filme…
A realidade atual

Segundo o censo de 1991, 8% de todas as mulheres da India são viúvas, o que significa cerca de 34 milhões de pessoas. Como o costume é o casamento das meninas muito novinhas, 50% das viúvas têm menos de 50 anos de idade.
No grupo acima de 60 anos, 64% das mulheres são viúvas, enquanto que apenas 6% dos homens são viúvos. Essa diferença brutal de gênero existe por causa da alta incidência de viúvos que se casam novamente, enquanto que um novo casamento, na prática, continua sendo uma opção bastante improvável para as mulheres.
Apesar dos números, sabe-se pouco sobre a vida dessas mulheres, na India. A marginalização as torna invisíveis. O que sabemos é que elas vivem em completa pobreza, desemprego, sem acesso aos meios de produção, sem educação formal e sofrendo por superstições que ainda estão bastante arraigadas na cultura indiana.
Já em 1956, um ato hindu estabeleceu que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres, mas a tradição fala mais alto.
Por causa de todas privações que passam, as viúvas têm um índice de mortalidade 85% maior que as mulheres casadas. Apesar das péssimas condições dessas Casas de Viúvas, muitas preferem viver nelas do que ficar com a família do ex-marido, sendo constantemente abusadas sexual e fisicamente.

As Casas de Viúvas são empreendimentos mercenários, existem denúncias de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os administradores fazem muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo serviços sexuais das jovens viúvas.
“Sem um homem ao seu lado, uma mulher não tem respeito na sociedade indiana. Isso é parte da cultura patriarcal”, afirma uma militante do movimento de mulheres.
Parece incrível, mas isso tudo continua acontecendo hoje. Será que a gente não tem mesmo nada a ver com isso? Quando eu fui pra India, escrevi sobre a situação da mulher por lá (vejam ai abaixo), falando sobre as mulheres queimadas por causa dos dotes, e uma criatura me criticou porque eu devia me preocupar com as mulheres do Brasil.
Não consigo estabelecer fronteiras para a humanidade. Me preocupo do mesmo jeito com minhas amigas que vivem em favelas, no Brasil as viúvas indianas e as mulheres com AIDS na Africa. Somos todas irmãs.
O que é que a gente pode fazer? falar no assunto, procurar saber o que fazem os grupos de mulheres. Se você faz doação, considerar doar para grupos que trabalham com essas mulheres. No mais, pelo menos se sensibilizar, acho que é um bom começo.
E o nó na garganta, continua aqui… isso é o que acontece quando a gente vê um filme que faz pensar…
Veja mais:
Curiosidade:

Nessa linda cena do filme, as mulheres estão celebrando o Holi, festa onde todos brincam jogando um pó super colorido, uns nos outros. Em 1999, por uma coincidência abençoada, eu estava no Nepal, no dia do Holi. Estava sozinha, mas pude aproveitar muito e ver a festa, que é uma das coisas mais lindas que se pode imaginar.
Pitaco de vocês:
“Uma informação boa: dirigi do interior da Bahia hoje cedo até a capital, vi um out-door com o anúncio da Festa das Viúvas. Foi um forró pé-de-serra genial no interior , para onde convergiram os pretendentes livres e um monte de viúvas que ainda querem dançar, namorar e ser feliz. Que pena que a ìndia discrima suas viúvas, que pena que as viúvas das aldeias portuguesas se condenam ao eterno negrume das vestes e que bom que se pode dançar, beber, brindar e namorar na Bahia. Embora outros problemas haja.” Alena.
Vejam também o excelente post da Regina do blog Always por um Triz sobre o filme Water: Deepa Mehta: uma mulher de coragem.
Fotos: Em preto e branco, são registros de uma Casa de Viúvas, feitos pelo fotógrafo Frederik Renander. As fotos coloridas são cenas do filme Water.








Precisamos sim falar sobre isso. É verdade, a humanidade não tem fronteiras… MAs eu fico encafifada quando eu penso nos abusos “amparados” pela cultura. É dificil discutir isso! Vou tentar explicar: eu sou contra, por exemplo, missionários que se metem na Amazônia para “evangelizar” e “salvar a alma” dos “selvagens”. Sou contra pq acredito que todas as culturas devem ser respeitadas. Por outro lado, a cultura também não deve ser amparo para o abuso como esse com as viúvas, casamento com crianças, mutilações, etc… A cultura de cada um dá sentido à vida, mas no mundo de hoje o direito à escolha deveria sim ser garantido à todos…
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Sem dúvida nenhuma, Marcia! por isso, escrevi uma crítica àquele filme “Born into brothels”, nesse post aqui: http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2005/09/definitivamente.html exatamente porque achei a presença da moça absolutamente inadequada, “salvadora”, de uma interferência na dinâmica das famílias que era constrangedora… é preciso ter muito cuidado com a forma como se dá essa ação, seja onde for, até dentro do nosso país, mesmo. É preciso, sempre, muito respeito.
MAS, essa é uma questão muito mais complicada que isso, né? se a gente disser, simplesmente, que deve “respeitar as culturas”, acima de tudo, vai significar se calar perante a mutilação do clítoris das meninas na Africa, o ostracismo das viúvas indianas… a violência contra a mulher nos EUA, na Suécia, no Brasil…
Acho que existem limites para esse “respeito às culturas”, se é algo que está violentando fisicamente essas mulheres, o mundo deve denunciar e a melhor forma de se agir é apoiar com pressão internacional por leis que condeme essses atos, fazer doação de dinheiro para entidades de mulheres LOCAIS… o que não dá é pra se ver uma menina de sete anos se tornar uma pária da sociedade.
Mas, sem dúvida, é muita coisa pra se pensar e se discutir e os limites são bem difusos mesmo…
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Estou impressionada, chocada com o que acabo de ler. Foi novidade total para mim e te confesso que bateu uma tristeza… é cruel a realidade dessas viúvas.
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ihhhh… Fer, nem me fala, tô quase arrependida de fazer esse post, me deu uma tristeza ver o filme e depois pesquisar sobre o assunto… deixa a gente impressionada, né?
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Oi Denise
Nossa, eu nunca que poderia imaginar que algo assim acontecesse.
Eu até chorei.
Sabe, é triste ver que estamos no século XXI e essas coisas acontecendo.
Deu nó na garganta.
Abraços
Alessandra
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Oi, Denise! Como este blog é um mundo, demorei pra chegar a galeria dos amigos do SE. Eu não tenho blog, mas se tivesse, certamente convidaria os leitores a mostrar a cara. Como faço para lhe enviar uma foto? Muito prazer…
Beijos!
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Deve ser ótimo filme, se puder vou ver.
Tks pela dica. Bjs laura
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Deve ser ótimo filme, se puder vou ver.
Tks pela dica. Bjs laura
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Tão triste isso que você escreveu querida, estou com um nó no peito só de ler. A gente não pode fazer muita coisa a não ser denunciar como você está fazendo, como esse fotografo (lindas fotos em preto e branco) está fazendo.
Doi no peito porque a gente fica muito sensivel à situação das mulheres no mundo – principalmente depois que passa pelo movimento feminista. São mulheres iguais a nós. Eu hoje tenho uma certeza interna de que, antes de ser brasileira, branca, bem informada, etc, etc – antes disso tudo eu sou uma mulher. E como tal compreendo e sou solidária com todas as mulheres do mundo, independente de onde tenham nascido.
É isso. Belo post, como sempre.
Grande beijo
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Denise, impressionante, realmente. E o mais incrível é que este é um tema que pouco se fala. Pensamos sempre no macro – em mulheres oprimidas, em tráfico de mulheres, em extirpacao de clitoris, etc – e quando tomamos contato com coisas assim, nos damos conta de facetas tao especificas e tao expressivas disso tudo isso que nos horroriza.
Agora, tenho uma pergunta, em algumas castas, os filhos, principalmente os homens, nao tem a obrigacao de assumir a responsabilidade pela mae viuva?!
Beijos,
Van
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Acontece cada coisa pelo mundo afora hein?! É de arrepiar mesmo…esse filme deve ser bem denso.
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Oi, Alessandra! pois é, o tal do nó na garganta é fogo…
Já recebi a foto e já coloco no album
beijocas, LucianA!
Tomara que passe por aí, Laurinha!
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Eu também me sinto assim, Beth! fui dormir pensando nessas e em tantas mulheres que não tiveram a sorte de viver com (pelo menos alguma) liberdade de escolha e tiveram suas vidas sacrificadas… também acho que somos todas irmãs, sem fronteiras… beijão!
Van, pelo que eu entendi, não tem muito a ver com a casta, mas com o nível educacional da familia (claro que as castas mais “privilegiadas”, teoricamente, têm mais educação, pelo menos “formal”). Acho que famílias mais “educadas” tem menos posturas absurdas como essa. Por exemplo, vi uma pesquisa que diz que a imensa maioria das mulheres nessas Casas de Viúvas vem de West Bengali. Já existem leis que tentam proteger as mulheres mas especialmente as que vivem em áreas rurais ou tribais, não têm nenhuma informação sobre seus direitos.
É pesadão, Roseane, mas belíssimo!
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Denise, já leio o seu blog há um tempo e percebo que você se engaja mesmo nessas questões e acho lindo. Isso que esse cara comentou não tem validade, ajuda não tem nacionalidade e não existe certo ou errado(é certo ajudar as daqui? é certo ajudar as de lá?)
Depois volto para comentar mais.
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Que situação trágica, eu não sabia que era assim.
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Amei o post, eu precisava ler isto hoje. Não há, realmente, fronteiras para a humanidade. Jamais se arrependa de tê-lo escrito, foi um serviço que nos prestou.
Uma informação boa: dirigi do interior da Bahia hoje cedo até a capital, vi um out-door com o anúncio da Festa das Viúvas. Foi um forró pé-de-serra genial no interior , para onde convergiram os pretendentes livres e um monte de viúvas que ainda querem dançar, namorar e ser feliz. Que pena que a ìndia discrima suas viúvas, que pena que as viúvas das aldeias portuguesas se condenam ao eterno negrume das vestes e que bom que se pode dançar, beber, brindar e namorar na Bahia. Embora outros problemas haja.
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Nossa!quero ver
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Democracia de fato e direitos humanos sao coisas que nao existem nesses paises (PONTO). Imagine, coitada das viuvas… perto do que eles fazem com os homossexuais entao, as viuvas tao saindo no lucro…O pior de tudo é que India e China sao paises em desenvolvimento. Economias que estao se consolidando dentro do mercado globalizado. A China ja’ e’ a 4.a economia do mundo. E existem previsoes que podera’ ultrapassar os EUA em 2052 ou em torno disso. Enfim, os americanos sabem de todo o seu potencial, e do unico pais capaz de quebrar a hegemonia do seu imperialismo.
A historia futura ainda promete muita coisa por ai…seja com o objetivo de mudança radical(num modelo social de ocidentalizacao desses povos) ou de imposiçao cultural fortalecida pela supremacia economica.
Beijos
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Oi, Denise, também não tinha informação sobre o assunto e fiquei estatelada. Muito pertinente o que foi dito aqui pq a gente tende a pensar “é uma prática cultural”. Mas que cultura é essa, insana, cruel ? Não consigo entender. Barbárie !
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Oi Denise, adorei o post sobre As viúvas na India, fico estarrecida em saber e com nó na garganta…é um mundo de constrastes:Índia o despetar do gigante (R.Veja). Como?
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Oi Denise,
Parabéns, pelo esfoço de fazer nosso mundo melhor!!!! Achei seu blog por acaso (no site de V. de Moraes) mas penso que rolou um pouco de sinergia para essa “dercorberta de você”.
Assim como você, moro nos EUA, sou Brasuca (Recife), casada com um homem 26 anos mais velho que eu e viajei muito esse mundão de Deus, na Índia ficamos por 30 dias, e como sou Hare Krishna, tentei entrar em vários templos, inclusive, por ser ocidental, fui expulsa aos gritos do templo de Vishnu, em Nova Dheli, mas…. tudo bem, nao intendo Hindi mesmo hihihihi.
Bem gostaria de compartilhar varias idéias contigo, principalmente para diser que estamos juntas (minha irmã e família) na luta da amamentação e parto humanizado.
Apartir de hoje você estará nas minhas preces, para que Deus continue te iluminando para que você continue inspirando milhões de pessoas.
HARIBOL!!!:)
Nora
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Oi Denise!
realmente as nacoes unidas deveriam fazer algo a respeito. Ou uma ONG. Se ninguém quer saber delas, elas poderiam almenos ter uma casa decente, comida uma biblioteca, essas coisas. Poderiam se voluntariar para trabalhar em projetos de outros países onde elas nao seriam recebidas como párias. Imagino que se elas tentarem romper isso na India podem ser castigadas com violencia, e, mudar a mentalidade de uma cultura milenar tb pode demorar mil anos e elas nao podem esparar!
beijos,
paola
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Denise,
Eu amei Water. Achei belissimo, embora o assunto seja triste. O seu post ficou excelente. Eu ia fazer um post sobre o filme tb. Mas eu nao teria conseguido colocar o clip e as fotos lindas como voce fez (ainda sou muito technological challenged). Agora finalmente consegui colocar fotos no meu post. Para conseguir postar fotos eu tenho que usar o browser do mozilla fire fox, mas esse browser nao me permite fazer copy and paste. Para isso eu tenho que usar o Opera. Estou escrevendo o post no word e ai fazendo o copy and paste para o blog. No blogger eu nao tenho como usar os acentos em portugues se estou escrevendo direto naquela caixinha. Entao eu acabo tendo que usar dois browsers diferentes para fazer um post com fotos. Um saco. Se voce tiver alguma dica de como posso resolver isso, eu adoraria.
Bom, vou sair com as criancas agora. Depois que eu voltar ou a noite eu volto para falar do filme. Talvez eu ainda faca um post sobre isso tentando abordar de uma forma diferente.
Bjs.
Regina
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Minha mãe costuma dizer que tem muita mulher que é ‘viúva de marido vivo’. Nunca havia entendido isso até ver algumas de minhas amiga e eu mesma no passado nesse tipo de situação. Mas realmente a viúva é um ser especial e tem lugar especial dentro da Lei judaica, assim como os estrangeiros. Eu hoje como estrangeira vejo o porquê das diferenças. Você em seu post me trouxe mais entendimento sobre este estado civil tão esquecido pelo povo.
Está de parabéns!
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Volte. Seu post me fez lembrar um namorado que era apaixonado cegamente pela Índia(religião principalmente). E discordava dele direto, pois o que ele descrevi como algo bom, eu chamo de comodismo(sistema de castas, se conformar com a situação em que se nasceu e tal).
Algumas pessoas pensam que tudo que não é ocidental é bom, e não é bem assim…veja essa denúncia do filme por exemplo!
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Denise, que coisa mais triste, que coisa horrível, nem dá pra acreditar as vezes que já estamos no século 21. Eu sempre me impressiono com a brutalidade humana, nunca me acostumo.
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Boa noite!
Primeira vez que venho aqui!
bjs
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Caramba, Denise, revoltante. Quando é que isso tudo vai acabar? Que tristeza esse mundo.
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Obrigada, Letícia!
queria me engajar muito mais nessas lutas, mas falta tempo… beijoca!
Barra pesada, hein, Leila?!
Adorei seu depoimento, Alena, até inaugurei uma seção nova no blog: “Pitacos de vocês”
beijão!
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Acho que vai passar por aí, em SP, Guga!
Puxa, Paulo Nunes Jr, é verdade, qualquer dia vou dar uma pesquisada sobre a situação dos homossexuais na India, não deve ser nada fácil, você sabe alguma coisa sobre isso?
É verdade, Fefê, eu sei que existem diferenças culturais, mas o que acomtece lá é uma desumanidade. Pìor é que, muitas dessas mulheres, acreditam que isso “está nas escrituras”… numa cena, a menininha pergunta: “Onde é a casa dos viúvos?” causando uma grande comoção entre as próprias mulheres que acham um pecado ela até questionar isso… muito triste, né? religião é algo perigosíssimo…
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Pois é, Wilma! eu não vi a matéria, mas se la não aborda essa contradição entre a India que está avançando e as práticas absurdas que ainda existe por lá, não disse nada… aliás, o que é bem típico da Veja
Que mensagem bacana, Eleonora Notaro!!! seja muitíssimo benvinda à nossa pracinha, ao nosso cantinho de bate-papo e discussões! muito interessante sua experiência! vamos manter contato
beijão!
Existem alguns projetos tentado ajudá-las, Paola, proposta de ajuda financeira por parte do governo, criação de hospedarias grandes, modernas e confortáveis para abrigá-las, mas é tudo muito complicado porque o que é necessário mesmo, não são essas questões práticas, mas uma mudança dentro das famílias. Beijão!
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Bacana, Regina, faz um post, sim, sempre existem outros ângulos, outros aspectos pra se falar sobre o mesmo tema
e depois te escrevo dando umas dicas pro teu blog! beijão!!!!
Obrigada, Naldy, eu fiquei surpresa como essa questão das mulheres viúvas é tão importamte e polêmica, não apenas na India, mas na Africa e no Oriente Médio, também… fiquei pensando como é no Brasil… beijão e mais uma vez, obrigada
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Letícia, mesmo assim, eu também sou apaixonada pela India… é um país fascinante! é bom a gente pensar também que o Brasil não é tão melhor em outras coisas… pra quem é defora, por exemplo o turismo sexual, com meninas de 12 anos, é tão chocante quanto a situação das viúvas indianas… é tudo uma questão de perspectiva
beijoca!
Eu também nunca me acostumo e sempre me comvo ao saber de tanto sofrimento que as mulheres passam pelo mundo afora, Nalu!
Olá, Edson! seja benvindo
E não é, Andréa N.? é muito sofrimento da mulherada, pelo mundo afora…
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O obscurantismo ainda é uma força fortíssima. Na verdade, parece que está voltando a crescer. Precisa ser combatido constantemente pela Razão, que muitos consideram morta. Bela iniciativa!
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Tudo muito interessante neste seu blog. Sua vida fica transparente para o visitante. De repente parece que reencontrei uma amiga, que a gente já se conhecia antes.
É um clima bem legal. Os temas (todos ) interessantes e atuais e muito bem abordados. Só quero dizer que, como aprendiz nesta área, gostei muito e está entre os meus favoritos.
Felicidades com sua ONG e suas causas nobres.
Obrigado.
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Oi Denise!
Que coisa mais triste, não? E pensar que eles valorizam tanto a religião… Como é que pode : consideram a vaca como um animal sagrado e tratam as viúvas desse jeito ? Espero que esse filme chegue logo à São Paulo, vou assistir com certeza. Sou Historiadora e o estudo de culturas diversas sempre me interessou muito.
Kisses,
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Oi Denise,
Respondendo à sua pergunta: O pouco que eu sei sobre o tratamento dado aos gays na Índia foi o que li no MixBrasil e já ouvi o povo comentar. O André Fisher fez uma viagem pra lá esse ano e escreveu alguns posts. A cena gay é quase inexistente e clandestina. Existem leis que punem a homossexualidade com pena mínima de uma multa e pena máxima detenção de 10 anos. E claro se você tiver dinheiro vai acabar dando um jeitinho de se livrar, mas a maioria é fortemente discriminada pela polícia, e ela acaba fazendo o que bem quiser! Abuso total de autoridade.
Outra coisa que não foi comentado é o nível de trasmissão de AIDS nesses países. É simplesmente altíssimo, pois eles ignoram totalmente as campanhas de prevenção por razões culturais e religiosas. Ou seja essas viúvas que se prostituem, homossexuais e tantas outras minorias discriminadas acabam ainda sendo também vítimas da AIDS.
Nesse link
http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=4458
tem um artigo bem interessante.
Beijocas
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Oi Denise acabei de ler essa noticia fresquinha no MixBrasil…haha so nao prenderam ele ou mataram porque e’ principe…ia pegar mal demais!
Príncipe indiano é deserdado após assumir que é gay 26/6/2006
Por RedaçãoO príncipe indiano Manvendrasinh Gohil, 40, um dos diretores da ONG gay Lakshya Trust, foi deserdado pela família após assumir que é homossexual.
“Eu sabia que eles nunca me aceitariam por ser quem eu realmente sou, mas também sabia que não podia mais viver uma mentira”, afirmou Gohil. “Eu queria assumir porque me envolvi com o ativismo e senti que não era correto continuar a viver no armário.”
O príncipe disse que aceita a decisão da família e que não vai reclamar nenhuma propriedade.
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Oi Denise,
Sabe que eu estou esperando este filme chegar em DVD para assitir tambem. Sou daquelas que adora ver os dois lados de uma moeda. Se por um lado sei que a maioria das viuvas na India leva uma vida similar a que levava antes de perderem seus maridos, o percentual que deve viver em situacoes miseraveis deve ser consideravel. E no caso da India qualquer percentual significa uma quantidade consideravel de pessoas.
O interessante eh que como tantos outros aspectos (como por exemplo a degeneracao do sistema de castas), este tipo de situacao nao eh originaria dos indianos, ou seja, nao faz parte da historia deles. Alias, quer coisa mais abominavel do que abondonar os pais velhos e desvalidos (ou filhos pequenos) sem nenhum tipo de auxilio?! O hinduismo eh bem claro quando fala em respeito aos seres vivos. E reitera que a mulher nao deixa de fazer parte da familia dela quando casa, alem de colocar fortes obrigacoes na familia do marido para com a esposa.
Isto na teoria, pois a pratica envolve tantos problemas quanto em qualquer outra sociedade ocidental, como no Brasil. Problemas financeiros, de saude, alcoolismo, ganancia sao apenas alguns exemplos do que pode levar um ser humano a atos hediondos contra outros seres humanos. Muitos indianos ficaram famosos ao se levantarem em protesto contra esta subversao de valores, como Gandhi.
Um aspecto que eu achei fascinante quando comecei a estudar um pouco da historia e da mitologia da India foi como as invasoes influenciaram a mudanca dos custumes deles. Nao vejo muita diferenca entre as invasoes muculmanas e a britanica. E delas vem muitas das chagas atuais da sociedade indiana.
Claro, educacao nao eh somente adquirir conhecimento e nisto os britanicos foram “perfeitos” modificando o sistema educacional indiano. A India, berco de uma das mais antigas culturas ainda vivas e de tantos pensadores e poetas famosos, hoje pensa menos e computa mais.
Uma coisa que tenho dificuldades de aceitar eh o secularismo da sociedade indiana. O poligamismo praticado pela maioria dos muculmanos que lah vivem soh faz aumentar a pobreza. Melhor nem entrar neste assunto, mas jah escutei tantas estorias… Coisas nao escritas, que nunca vai sair nos jornais. Eh o medo de ofender minorias (com razao, pois muitas injusticas acabam acontecendo) e incitar violencia. Em meias palavras posso dizer que a violencia sexual (contra homens e mulheres) eh bastante acentuada em grupos etnicos que nao “veem” restricao alguma pelas leis religiosas que eles seguem.
Infelizmente o seres humanos parecem ser incansaveis na sua ansia de auto-destruicao. Para completar li que tem mais um “louco” no poder, desta vez na Somalia.
Boa semana!
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Olá amoraco, Óia eu aqui denovo!!!
Tenho conhecido várias brasileiras (imigrantes ilegais) que estão sofrendo horrores aqui nos Estates, mulheres que chegaram por aqui cheias de sonhos (e dívidas) e que por diferentes motivos se desviaram de seus sonhos e acordaram em uma realidade super difícil, tiveram filhos, não conseguem trabalhar p/ cuidar das crianças (pois você sabe que aqui, o valor do salario da babá é o mesmo valor do salario delas) e as que deixam com Baby sitter não amamentam, muitas estão em depressão por nao ter dinheiro para se manter e nao tem mais condições de voltar p/ o Brasil, outras estão se sentindo muito culpadas por deixar seus filhos com qualquer um p/ poder trabalhar.
Sabe, estou pensando em mobilizar nossa comunidade brasileira para conseguir algum conforto p/ essas mães.
Pensei fazermos uma creche (gratuita), e uma sala de apoio p/ as mães, para esclarecimento de parto humanizado e amamentação, para uma terapia de grupo, em fim para dar um suporte familiar a nossas irmãs, que não tem ninguem por aqui.
Sabe eu fico chocada quando vejo a individualidade e desdem dos brasileiros para com os outros brasucas, que aqui vivem.
Como só cheguei para morar por aqui ha 6 meses ainda não sei como as coisas funcionam, ainda estou me encontrando.
Vc que tem tem mais experiencia por aqui me diz, o que você acha? Acha que realmente nossas irmãs brasucas gostariam e aceitariam esse carinho?
Que caminho você sugere para eu percorrer?
Há!!!! e quando vier aqui para a Florida vem ficar aqui em casa tá!!!!!! (so tem um probleminha: Somos vegetarianos:-) se tu aguentar, sera MUITO bem vinda.
Beijocas
Nora
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bem 1º este blog nunca mais acaba, é uma vida estou a ver hehe
2º sim é de se ficar com um nó na garganta, e pensar que basta nascer em diferentes culturas para ter logo a nossa vida condicionada
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Olá Denise,esperoque vc continue bem.
Muitíssimo obrigada pelos seus comentários e ilações geniais sobre o filme Water. Sou historiadora e pesquiso sobre as viúvas. Continue do jeito legal que vc é.
Sylvana
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Olá Denise,espero que vc continue bem.
Muitíssimo obrigada pelos seus comentários e ilações geniais sobre o filme Water. Sou historiadora e pesquiso sobre as viúvas. Continue do jeito legal que vc é.
Sylvana
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[...] Denise Arcoverde sb_id = [...]
Denise,
fico até acanhada de comentar, não vi o filme e o que sei da Índia é o que li na Superinteressante. Mas sei que sua comunidade é muito legal, e não vai fazer bully comigo.
Sei que você não assiste a novela Caminho das Índias. Fiquei intrigada: não sabia que existia o dia da viúva, e justamente ontem, eles mostraram isso – uma mulher ficando viúva (a personagem central). As pulseiras quebradas, a obrigação de usar sari branco, a noção geral que depois que o marido morre, a vida da mulher perde o sentido socialmente. Teve até uma fala – “Ela ficou viúva, sua vida acabou!” Além de mostrar a Juliana Paes sem maquiagem.
(Diga-se que minha mãe, viúva, se comoveu muito com a novela. Acho que vou mostrar o filme pra ela! Se conseguir encontrar em Manaus, onde temos uma comunidade indiana expressiva…)
Claro que, por se tratar de uma novela produzida, interpretada e assistida no Brasil por brasileiros, a família do marido trata a viúva com grande carinho, respeito, amparo, etc etc.
Bem parecido com o que o público da novela faz…
Ai, só falei bobagem. É que eu fiquei intrigada mesmo com seu texto.
Beijo, vou comentar mais.
"Smoke gets in your eyes" foi o último post escrito por Menina Eva, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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September 10th, 2009 às 02:43
Que é isso menina! Você não falou nenhuma bobagem! A novela está fazendo o maior sucesso, e falar na mãe, é muito bom, demontra seu sentimento família.
A minha filha de vez em quando, fala em mim por aqui.
Beijos
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[...] This post was mentioned on Twitter by Juliana Dacoregio, dauroveras, Carla, Rejane Nunes and others. Juliana Dacoregio said: Ops, agora sim, o link das viúvas: http://bit.ly/qx9F5 [...]
Pelo jeito a cultura da India é fortíssima em muitos pontos e nem a lei consegue quebrar certos conceitos que foram impostos por lá..
Fazer doaçoes seria um bom modo de ajudar mas aí como saber que o dinheiro vai para as viúvas e não para quem recebe o dinheiro direto… é complicado..
mto triste mesmo :/
- sempre quando falo em doaçoes lembro de uma mulher que faz campanha para os países nao doarem dinheiro para a Africa, ela defende que praticamente todo dinheiro vai para quem pede doações e não é repassado para quem realmente precisa, tornando a Africa corrupta. -
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September 11th, 2009 às 00:03
Eu acho que existe a ONU pra isso. E eu concordo, como saber se o dinheiro vai mesmo pra quem precisa?
Essa situação inadmissível é porque as mulheres no mundo todo ainda não alcançaram o status de ser humano. O sofrimento, discriminação e violencia que sofrem as mulheres na Africa, na Asia e no Oriente Médio é laméntável.
Mas só acontece ainda porque os países que poderiam pressionar os governos desses países, sempre colocam os seus interesses econômicos e políticos acima dos interesses das mulheres.
No Afeganistão aprovaram a Lei do Estupro no casamento e nenhum pais seja EUA ou qualquer outro tomou providências contra essa aberração. Preferem, sempre, sacrificar as mulheres e crianças e depois os homens aos seus interesses mais excusos.
Se tem uma coisa que parece muito bem sedimentada nas culturas asiáticas e do oriente médio é a misoginia. E as religiões desses países tem muito, mas muito a ver com isso, pois são conceitos que são propagados e sacramentados pelas práticas religiosas deles e nem o estado laico, como o da India consegue barrar essa influência.
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Fiquei curiosa quanto ao filme, obrigada pela resenha!
E’ tao estranho penar que certos “costumes” existem ate’ hoje, eu sabia do tratamento dado `as viuvas na India mas mesmo assim, no fundo, esperava que isso fosse algo que estivesse em processo de obsolescencia, algo que existe mas estaria ficando menos comum a cada dia que passa. Engano meu!
Voce realmente escolheu um assunto complicado, tem sempre uma multidao pronta pra jogar pedras em quem questiona a cultura alheia – pessoalmente eu acredito que tem limite o que se pode fazer em nome da tradicao, especialmente quando nao ha’ escolha. E’ mais ou menos a mesma coisa que eu penso em relacao `a poligamia baseada em principios religiosos aqui na America do Norte, voce praticamente so’ ve^ meninas de 15 anos dispostas a suportar essa situacao quando criadas confinadas naquele ambiente ali… Pra mim isso nao e’ escolha, e’ lavagem cerebral. Por mais que eu tente respeitar as religioes alheias e as praticas dos outros fica complicado nao julgar certas praticas.
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Denise!
Exatamente isto. Ontem houve esta cena na novela aqui… Nossa, achei super interessante pelo fato de revelar a outra cultura, embora a perversidade humana explícita. Obviamente, a novela, como obra de ficção, não foi muito incisiva sob pena de conclamar o nosso público imediatamente contra uma outra cultura da qual não fazemos parte.
Fiquei comovida e devorei o post, você sempre escrevendo sobre coisas interessantes.
Surpreendi-me também porque vi meu comentário explícito, me fez bem porque recuperou em mim a vontade de blogar de novo. Eu andava meio no limbo.
(vou ser breve)
Beijos
"Alguma coisa" foi o último post escrito por Alena, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Denise,
concordo com seu pensamento. Não somos feministas regionais, somos feministas mundiais. Enquanto houver uma única mulher sofrendo humilhações e privações de direitos apenas por ser mulher, bem, lá estaremos nós. Não importa se é no Brasil, EUA, África ou Índia. Mulheres precisam ser notadas e ter visibilidade, sempre, já que nos roubaram isso desde muito.
Em tempo: vc teria alguma indicação de livros sobre as mulheres indianas? Acho interessante lermos sobre essas outras realidades, sem dúvida.
Beijos,
Fer
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Denise,
Hoje às 21 horas vai passar esse filme na Tv Aparecida (Brasil – canal 30 da parabólica em Campinas -SP).
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September 10th, 2009 às 12:30
Que maravilha, to louca para ver esse filme, moro em cidade interiorana: nao tem cinema, poucas locadors pauperrimas. So na tv mesmo. Obrigada pela dica!!!
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[...] entender e saber mais sobre o assunto, faço um convite à leitura do texto As Viúvas na Índia escrito por Denise Arcoverde, editora do excelente Síndrome de [...]
Procurei logo o filme e já estou vendo ! Como também penso em falar no meu blog, andei pesquisando… e não é que a Lisa Ray (a belíssima Kalyani) foi diagnósticada não faz 3 meses com mieloma ?
Blog dela, começado esta semana: http://lisaraniray.wordpress.com/.
Fiquei comovida, triste… muita coisa. Há anos atrás, eu era fascinada pela India e sobre o lugar da mulher na India… parece outra vida…
Obrigada por esta descoberta.
"Wandering around…" foi o último post escrito por Jo Ann v., em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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September 11th, 2009 às 00:10
Pronto. Vi. Chorei. Tou chorando ainda
"→ The books U read in 2009" foi o último post escrito por Jo Ann v., em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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É uma triste realidade viver em costumes arcaicos em que a figura feminina é despresada e desrespeitada. Concordo com a Denise quando ela diz que “não existe fronteiras para a humanidade”. Quando nos deparamos com situações assim, ficamos refletindo e tentando digerir a situação. Pode ser aqui no Brasil ou em algum país africano ou qualquer outro lugar do planeta. Esse mundo está cheio de sofrimentos e absurdos.
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aprendo todo dia coisas novas pelos blgos da vida, o teu sempre trazendo novidades do mundo todo, outro maravilhoso que fala somente sobre a ìndia é o http://indiagestao.blogspot.com/ da profª Sandra, ela sempre mostra a verdadeira Índia, vale a pena a visita diária.
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CONCORDO QUE DEVE PRESERVAR AS PECULIARIDADES CULTURAIS DE CADA “POVO”, MAS E INEVITAVEL A PERPETUAÇAO DO MAL PARALELAMENTE AO BEM. DISCORDA DE MARCIA MALAGUTI (24/06/2006) QUANDO IRONIZA A EVANGELIZAÇAO DE NATIVOS, POIS E MANDAMENTO, ORDENANÇA DO SENHOR JESUS “MARCOS 15-15/16″ -IDE POR TODO MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA… PARA TODO AQUELE QUE CRE E ESPERA NO SENHOR JESUS. A PALAVRA TEM DE SER PREGADA E/OU OS POVOS EVANGELIZADOS. QUANTO A CRER, RECEBER, GUARDAR E OBEDECER E QUESTAO DE LIVRE ARBITRIO QUE DEVEMOS RESPEITAR. SE OS HINDUS CONHECESSEM E RESPEITASSEM A PALAVRA/EVANGELIZAÇAO, COM TODA CERTEZA ESSE ABSURDO “DAS VIUVAS” NAO EXISTIRIAM. POR CAUSA DOS ENSINAMENTOS DA PALAVRA: AMAR O PROXIMO COMO A TI MESMO, O TEMOR DO SENHOR JESUS E … E EM NEHUM OUTRO LUGAR DO MUNDO EXISTIRIA MISERIA,EXPLORACAO DO SER HUMANO EM TODOS OS SENTIDOS. NAO EXISTIRIA DISCRIMINAÇAO… SE TODOS CONHECESSEM,ACREDITASSEM , RESPEITASSEM, ACEITACEM E VIVESSEM A SAGRADA PALAVRA DA VIDA.
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Denise morando na California tive a oportunidade de conviver com alguns indianos e confesso que nunca conheci pessoas tao inteligentes e ao mesmo tempo tao ignorantes como os indianos, o preconceito contra outras povos e outras culturas por parte deles e muito grande e entre eles mesmo e um absurdo, a comecar pela cor da pele, os mais morenos nao tem tanto valor quanto um de pele mais clara e isso e apenas um detalhe, o preconceito quanto ter filhas mulheres e tambem um absurdo, o pior de tudo isso e que esse preconceito ta entranhado na cultura dos indianos e as propias mulheres nao reclamam nao muito pelo contrario. Lamentavel pessoas sofrendo tanto em nome de que mesmo?
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Na viuvez e no casamento a mesma situação de desamparo e violencia:
O dote, um fardo pesado para milhares de mulheres na Índia
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/05/22/ult1766u21803.jhtm
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fico muito triste de na epoca q nos vivemos hoje ainda tem esses costumes ea familia das mulheres porq nao cuidan delas eos filhos q tristeza entao quando ficam viuvas o melhor mesmo e morrer junto q absurdo espero q governos tomen atitudes sobre isso um abraço para todos.
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Essa situação das viúvas da Índia é sub-humana demais. No patriarcado indiano, se o homem morreu, a vida da mulher não faz mais sentido, o que é o mesmo que trazer pra vida aquela história bíblica de que Eva saiu das costelas de Adão. Mas pelo menos aqui somos menos radicais, mulheres viúvas não morrem em vida. Eu normalmente sou a favor do relativismo cultutal, mas certas coisas que ferem a dignidade e os direitos humanos são impossíveis de se relativizar.
Vou dar exemplos. O que os espanhóis e portugueses fizeram com os indígenas aqui na América do Sul é fora de qualquer explicação, eles trucidaram populações inteiras e destruíram a fé e cultura das que sobraram “em nome de Jesus”. Por outro lado, não concordo com o assassinato de bebês gêmeos feitos pelas tribos ianomâmis, nenhum valor cultural deve justificar a violência. Da mesma forma que sou contra a proibição da burqa em alguns países da Europa, já que algumas mulheres foram criadas para usá-la. Se elas realmente se sentissem incomodadas com a burqa, teriam toda a liberdade de não usá-la mais na Europa, mas continuam usando. Na minha visão ocidental, a burqa é um absurdo, mas há mulheres que têm (ou tinham, já que querem proibir) o direito da escolha e optam por continuar usando. O que sou contra é a obrigatoriedade de usar a burqa, como acontecia no Afeganistão dos Talibãs. Ali, as mulheres não tinham direito a opção nenhuma, era uma coisa arbitrária. Como tb é arbitrária a proibição na Europa.
"marielux: Mariana is trying to be the change she wants to see in herself." foi o último post escrito por Mariana, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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[...] A Denise nos traz as viúvas da Índia. [...]
escrevi sobre esse filme, também, no final do ano passado… se quiserem dar uma olhada…
http://acordeiquesonhava.blogspot.com/2008/11/o-preo-do-medo.html
"É Só Pedir" foi o último post escrito por Lauren, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Denise,esse post e pra la de interessante e nos leva a enxergar outros mundos,outras formas erroneas de viver a vida e aceitar como realidade boa.A dica do filme nao poderia entrar em melhor hora.
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Por essas e outras é difícil julgar se o bem que religião traz pro mundo é ainda maior do que se todos nós apenas acreditássemos no amor ao próximo e que fazemos parte do mesmo todo…
""Mistakes are the portals of discovery." (James Joyce)" foi o último post escrito por Lelei, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Impressionante continuar acontecendo essas coisas nos dias de hoje .
Com tanta espiritualidade … poderiam realmente passar por cima dos costumes .
Como está exposto na matéria , uma lei não muda necessariamente as atitudes dos atingidos por ela , mas sim a consciência .
Vamos torcer para que se conscientizem e que haja uma mudança no tratamento dessas nossas irmãs .
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Denise, seu blog é muito bom…sempre com coisas interessantes!
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Oi Denise,
Obrigada pelos seus posts, como sempre cheios de conteúdo e motivos de inspiracao. “Rodei” (literalmente!) o seu blog atrás do outro post sobre o “Risco de ser mulher na Índia – Parte 2″ mas nao o consegui achar. Será que vc me envia um e-mail dando o link correto (o do post atual nao leva ao post, infelizmente). É que vou pra Índia em novembro deste ano e estou muito interessada em ler sobre a situacao da mulher na Índia.
Muito obrigada e continue com esta vitalidade à flor da pele, que faz bem pras pessoas ao seu redor e pra nós, mesmo de longe!
Sandra
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