Quero mais saúde

Um documento distribuído pelo Serviço Nacional de Saúde para pais, professores e pessoas que trabalham com jovens está causando polêmica na Inglaterra por defender que é importante informar os estudantes sobre os benefícios de – e direito a – uma vida sexual satisfatória.
Especialistas lembram que tem-se falado por bastante tempo sobre “sexo seguro”, mas ignora-se a principal razão pela qual muitas pessoas fazem sexo: o prazer (que é o nome do documento).
Com o slogan “an orgasm a day keeps the doctor away” (algo como “um orgasmo por dia, mantém a saúde em dia”), a campanha diz que: “Especialistas de saúde defendem cinco porções de frutas e vegetais por dia e 30 minutos de exercícios três vezes por semana. Que tal sexo ou masturbação duas vezes por semana?”
Steve Slack, diretor do Centro para HIV e Saúde Sexual no NHS Sheffield, um dos autores, acredita que desde que os adolescentes estejam completamente informados sobre sexo e tomem decisões sem pressão do seu grupo e como parte de um relacionamento afetivo, eles têm os mesmos direitos dos adultos a uma boa vida sexual.
Não poderia concordar mais.
Pais e educadores que ignoram ou tentam reprimir o furacão hormonal e a sexualidade efervescente nessa fase estão só tentando tapar o sol com uma peneira furadíssima e acabam contribuindo para a perpetuação dos altos índices de gravidez na adolescência, que me assustam sempre que vou ao Brasil.
Acorda, pai e mãe. A garotada está transando cada vez mais cedo e não tem como evitar isso (e nem sei se é preciso). Então, melhor se preparar para apoiá-los no sentido de viver a descoberta de sua homossexualidade sem traumas, evitar DST e AIDS, gravidez e um problema que pouca gente pensa no Brasil, meninas vítimas de sexo forçado (cada vez mais comum, com o aumento do abuso de álcool).
Só o empoderamento das meninas e meninos pode ajudá-l@s a ter uma vida sexual saudável, segura e agradável. Isso é saúde.
E vocês, o que acham da campanha e de como lidar com educação sexual?
Fonte: TimesOnline








Os ingleses… adoro a atuação deles na educação desde o livro do pinguim gay, dado na pré-escola!
Eu tive educação sexual na escola desde a quinta série e hoje, com 18 anos, posso dizer que FAZ diferença um espaço para poder perguntar, tirar dúvidas e ouvir as dúvidas dos outros. A iniciativa deveria vir dos pais, é claro, mas muitas famílias são como a minha, em que o assunto é um tabu. É nessa hora que entra a escola, que pode trazer informação concreta, e não apenas o certo-ou-errado, admitindo que, por mais que cada um tenha um juízo de valor, o adolescente também pode tirar conclusões dos fatos.
Outra coisa muito interessante que tinha na escola é um endereço de e-mail, no qual ninguém precisava se identificar, para o qual era possível mandar perguntas para uma psicóloga especialista no assunto.
Só espero que essa notícia de que é saudável fazer sexo não seja o oposto do que os pais fazer hoje. Espero que as crianças não se sintam mal porque não podem/querer fazer sexo. Mas confio nos ingleses!
(digo isso porque tenho uma amiga que sofreu com isso. Seus pais são liberais e sempre foram abertos ao assunto. Mas quando ela fez 16 anos, eles começaram a pressioná-la para contar se ela tinha um namorado. Quando fez 17, sua irmã de 16 já tinha namorado, e ela não. Essa pressão fez tão mal quanto a repreensão de que falamos).
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Venho duma família onde a única vez que se falou de sexo, nem foi falado ! A minha mãe comprou uma enciclopédia da vida sexual adequada a idade. Nisso, hoje ainda acho bem. Mas foi a única coisa… como se a volta disso, houvesse um enorme tabú. Não se fala nisso, não se pensa nisso, se na época não era pecado, hoje parece que virou a ser.
É difícil ser-se mais libre com o próprio corpo depois de tanto sufoco…
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Acho fantástica a idéia desse documento.
Adoraria que isso viesse para cá! Seria bastante interessante que os adolescentes de hoje soubessem o quão saudável é fazer sexo, sobretudo com segurança. O quão saudável é saber que assumir determinada condição sexual não é pecado e que isso não os diminui perante a sociedade, etc…
É uma pena que muitos acharão uma falta de respeito e de vergonha. Claro que isso partirá daqueles conservadores hipócritas, religiosos ignorantes e daqueles que preservam a “boa conduta” da tradicional família brasileira. Blah!
Bela iniciativa dos ingleses.
Abração!
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Oi concordo tanto com a campanha quanto o que voce escreveu saobre a educação sexual.
Tudo esta mais acelerado, e é mais fácil ensinar as meninas a curtirem, se cuidarem e fazer sexo quando querem, sem neuras, sem medos e sem forçação de barra. E os meninos a respeitarem, terem calma, sem pressões de amiogos, familia sem piras com relação a ‘masculinidade”!!
Ensinar que sexo é bom somente se for feito com prazer e responsabilidade. Sexo para ‘contar’ vantagem’ para os outros acaba sendo uma coisa mecanica, que nao chega nem aos pés do que se faz por amor ou prazer mesmo, mesmo sendo sem amor!!!
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Tenho 38 anos e ainda penso que sexo nao e pra ser anunciado como a melhor coisa do mundo e que tenha a mesma importancia de quanto se comer frutas e vegetais, sexo pra mim e uma coisa intima de cada um , frutas e vegetais fazem bem em qualquer idade e se come sem riscos de ser irresponsavel, cabe aos pais darem educacao aos seus filhos pra que crescam informados e responsaveis, sexo e muito bom sim mas se for feito entre duas pessoas que no minimo se respeitem, nao acho que adolecentes tem que ter varios parceiros desde que o sexo seja seguro, acho que o sexo esta muito banalizado, nos dias de hoje os adolecentes estao muito bem informados com a internet, seria melhor serem informados pelos pais mas pra quem nao tem essa informacao em casa tem muita informacao no mundo eletronico.
O problema de adolecentes gravidas, outras com varios parceiros e muito sexo sem protecao ,muita bebida e depois sexo pra fechar com chavde de ouro a noitada nao e falta de informacao mas falta de um pouco de moral, respeito por si mesma, falta responsabilidade desdes jovens que acham que podem tudo e que se dane o dia de amanha e que ninguem tem controle da vida deles, que os pais nao tem que se meterem que sao donos da vida deles e nao devem satisfacao pra ninguem.
Facam uma pesquisa entre adolecentes e perguntem:
Como que uma mulher engravida ?
duvido que exista um unico que diga que nao sabe.
Pergunte qual doencas podem contrair se fizerem sexo sem protecao?
no minimo lembrarao da aids .
Perguntem se eles estao preparados para serem pais aos 14 anos?
com certeza respoderam que nao.
Mas mesmo assim eles fazem tudo isso pensando que com eles nao acontece somente pelos fato de serem irresponsaveis e nao pelo fato de serem desinformados.
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olha, eu tb acho que não há falta de informação não. e acho, pelo menos aqui no brasil, o sexo superestimado, banalizado. o negócio é transar, transar, transar. quem não estiver transando muito tá por fora. falta é falar de afeto. de relacionamento. de responsabilidade em relação ao sentimento do outro. o orgasmo (a dois), muitas vezes, é consequência da intimidade, da confiança, da entrega. e para isso é preciso se relacionar. é sobre isso que converso com minha filha de 12 anos. a natureza fez a gente para copular e reproduzir. esse é nosso impulso primário. e o que fazemos com ele?
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ôps! filha de 14 anos!
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Denise, acompanho teu blog há muito tempo, mas acho que só postei uma vez um comentário. Mas estou sempre por aqui, porque te admiro muito. Sobre este assunto, apesar de ser mãe de um adolescente, ainda não consigo definir uma posição, mas no seu post uma frase me deixou com dúvida se voce queria dizer isso mesmo: “viver a descoberta de sua homossexualidade (???) sem traumas”, é isso mesmo que voce quis dizer? Olha parabéns pelo blog, pelos posts inteligentes que faz. Um grande abraço. Sou de Minas, no Triângulo Mineiro.
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ei denise!
Apesar de quase nunca me manifestar por aqui , sou uma leitora assídua.Queria te mostrar essas propagandas de uma cerveja que estavam em banheiros masculinos. O que vc achou delas? Misognia?Ou humor?
http://img33.imageshack.us/img33/4596/image001tzh.jpg
http://img140.imageshack.us/img140/601/image002gie.jpg
http://img199.imageshack.us/img199/8405/image003akg.jpg
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Oi, Denise! Enfim, consegui acessar seu blog pelo meu iPod.
Tinha lido sobre o assunto no blog Mulheres 7×7. A educacao sexual com certeza eh muito importante, mas nao acho que devemos incentivar nossos filhos a terem visa sexual tao cedo. O importante eh que os adolecentes entendam que sexo deve ser descoberto com amadurecimento, respeito por si proprio e pelo outro, e nao por imposicao da atitude ou pensamento alheios.
Acho que vc quis dizer “descoberta da sua sexualidade”, ne?
Bjs
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Seria tudo muito bonito e maravilhoso, SE estivesse dando certo. A imensa maioria das campanhas similares promovidas pelo governo (gastanto uma quantidade ATROZ de dinheiro público para dizer aos jovens o que os jovens JÁ SABEM: que fazer sexo é bom) têm dado tão certo quanto “tentar tapar o sol com a peneira”. A Inglaterra é o país com o maior número de gravidez na adolescência da Europa, e as campanhas não conseguiram reduzir esses índices em nada.
Devemos levar em conta que a Inglaterra tem um background totalmente diferente dos países europeus onde esse approach mais liberal dá certo (e cujos índices de gravidez na adolescência são mais baixos). O inglês é um povo historicamente reprimido, e acho que está rolando uma fase de ajuste aos novos tempos e a uma nova mentalidade. Daí os excessos (lembrando que a Inglaterra também está enfrentando um problema de excesso de consumo alcóolico entre os mais jovens). Acho que ingleses funcionam melhor na base do limite, o que é totalmente diferente do que funciona com holandeses, franceses, alemães, etc.
Outra coisa é a política que prioritiza mães solteiras na hora de ceder housing benefits. Sem estudar a condição anterior da mãe e o motivo que a levou a cair naquela situação. Uma garota de 15 anos insatisfeita em casa vai arrumar um bebê só pra ganhar um flat de presente do governo e passar os anos formativos da criança sendo sustentada pelo governo. Já li casos de mães que incentivaram as próprias filhas a fazer isso. Sou totalmente a favor de benefícios, mas todos nós sabemos que o ser humano costuma se aproveitar de determinadas situações em benefício próprio.
Acho que deve haver um meio termo: nem bancar a direita cristã americana e fazer a garotada usar anéis de castidade, nem colocar camisinha nas mãos de meninos de 13, 14 anos e abrir a porta do quarto. Afinal, se o problema que se quer combater está diretamente relacionando ao fato de se fazer muito sexo, simplesmente incentivar a ir fazer mais sexo ainda não funciona. Galerinha tem que entender que tudo bem fazer sexo, mas que sexo seguro dá trabalho e envolve responsabilidade e maturidade, coisa que muito cabecinha de vento com 14, 15 anos, criados por paizinhos liberais que ensinam que eles são perfeitos e infalíveis, ainda não tem, sorry.
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Esse assunto é uma questão delicada, mas não precisa ser tratada com tanto tabu. É importante alertar os jovens à respeito do sexo seguro, mas também falar que o sexo é um momento prazeroso entre um casal. Importante também é falar que é melhor a gente ter um parceiro fixo, ou seja, ter uma relação de cumplicidade, um relacionamento gostoso com alguém. Alertar os jovens sobre o sexo livre, ou seja, fazer sexo com qualquer um, deixa marcas desagradáveis. O sexo é um complemento da cumplicidade entre um casal. Quando não existe esse sentimento, muitas vezes há sofrimento. Com o sexo livre criou se a indústria do descartável, ou seja, vc usa e joga fora. O sexo prazeroso é aquele feito com amor, respeito e responsabilidade. A idéia da cumplicidadae é muito importante no sexo, e devemos colocar isso para o jovem refletir.
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precisar ter mais informações!
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