Por que somos felizes?
Quem tiver um tempinho, poderia assistir e deixar sua opinião aqui?
obs.: Parece que o vídeo que a gente incorpora no site (acima) não tem as legendas, se não funcionar, clique aqui, para ver com legenda no site do TED.

Ouça Comigo:
Quem tiver um tempinho, poderia assistir e deixar sua opinião aqui?
obs.: Parece que o vídeo que a gente incorpora no site (acima) não tem as legendas, se não funcionar, clique aqui, para ver com legenda no site do TED.

Estamos numa fase de revival total no Orkut, depois que uns amigos resolveram escanear e postar dezenas de fotos do colégio. Estamos brincando de identificar cada um e, nessa história, vamos re-encontrando muita gente. Muito bacana.
Essa é a foto de comemoração de vestibular da minha turma do 3. ano (passei pra Sociologia, na UFPE), me encontraram? (eu estou ao lado de Martoca, uma amiga querida, que continua muito próxima a mim, até hoje). Adoro essa foto, ela é bem simbólica, de certa forma, registra que, apesar de ser extrovertida e enganar muito bem, no fundo, sou uma outsider (sempre tenho a sensação de não “pertencer” ao local, escrevi sobre isso aqui no blog) e muito tímida (ninguém acredita quando eu digo!).
Estou achando o máximo re-encontrar as pessoas mas, francamente, eu não gostaria de voltar a essa época, jamais. Todo mundo fica tão saudoso, tem ótimas lembranças… eu também lembro de ótimos momentos mas, no geral, tenho arrepios. A adolescência, pra mim, é sinônimo de falta total de liberdade.
Detestava ter de fazer o que as pessoas mandavam. Minha mãe sofreu com minha rebeldia (se bem que, no final, quase sempre acabava obedecendo, nunca “loqueei”, mas sob protestos). O namorado implicava com minhas roupas e queria decidir o que eu ia vestir.
Na escola, usar farda, ter horário, fazer prova, era tudo uma tortura. Cheguei a liderar um grupo pra falar com o diretor (Irmão Marcos) e dizer que a gente já era “adulta” e que só ia assistir aula quando quisesse… hehehehe… claro que ele mandou a gente voltar pra sala de aula, perplexo com minha cara de pau. Enfim, eram muitas amarras pra mim.
Juro que mesmo adorando vários dos meus amigos da escola, minha melhor lembrança é do último dia (na verdade já era noite) do Rebentão (uma espécie de cursinho preparatório para o vestibular da escola), que foi o último dia que tive aula em escola, na vida (com o saudoso Pessach Tropper). O mundo estava à minha espera e eu tinha certeza que poderia fazer tudo que eu quisesse. A sensação de alívio é inesquecível.
Enfim, comecei, realmente, a me sentir feliz, quando me tornei dona do meu nariz.
Pra mim, essa época só é boa assim, na foto.
E vocês? quem já passou por ela, tem saudades da adolescência?
Mudando de assunto, pra relaxar, umpouco da cultura contemporânea daqui, num vídeo da MTV.
“Trapped in the Closet” from Cientonetico on Vimeo.

Quando abri o UOL, agora, tava lá a manchete: “Coreia do Norte ameaça Seul com ataque militar” (leiam a notícia aqui). Olha que passo o dia lendo e ouvindo notícias das mais diversas fontes e garanto que o “Seul” aí é simbólico, usado como a capital do país. Lendo a matéria direitinho a gente vê que não tem ataque nenhuma Seul, mas aos navios que tentarem revistar os norte coreanos.
Em breve escreverei outro post,contando como estão as coisas por aqui e o que eu acho disso tudo, mas queria só deixar um recadinho pra tranquilizar todo mundo. Pra gente que não está acostumada é assustador, mas lembrem que os sul-coreanos convivem com esse tipo de ameaças há mais de 60 anos. Tem um protesto aqui e ali (ainda não consegui ir a nenhum! humpf :-/ ) mas, no geral, ninguém pensa muito no assunto, não.
Mais, em breve…
______________________________
Matéria no site da BBC Brasil, pra vocês verem que não sou somente eu:
“Brasileiros que moram na capital da Coreia do Sul, Seul, acreditam que não há clima de prenúncio de guerra nas ruas do país.
“Eu não sinto preocupação. O povo não parece preocupado”, disse à BBC Brasil Flávio Lenz, que é estudante de pós-graduação e mora no país há mais de três anos.
“Eu não vejo nenhum movimento tenso”, contou Marta Gonçalvez, doutoranda em desenvolvimento urbano na Universidade da Coreia.
“Até agora está tudo tranquilo, na verdade o alarme é mais fora do país, dentro do país está tudo OK”, afirmou Joelma Batista Kim, dona de restaurante que reside em Seul há onze anos.” (Continua aqui)
Não sou especialista em assuntos coreanos, nem tenho pretensão de ser fonte pra estudos escolares, mas como o pânico parece que é muito maior aí fora da península coreana (e o assunto é, mesmo, sério), vou fazer uma forcinha e escrever alguns posts dando minha opinião e tentar dar algumas informações básicas, que podem ajudar a entender o bafafá.
Como o assunto é complicado, não vou falar sobre tudo de uma vez só, pra começar, vou contar um pouquinho da história mais ou menos recente do país que acabou dividido.
A Coréia está encravada no meio dos poderosos Russia, Japão e China e sempre precisou lutar por sua independência. Essa resistência é uma característica muito forte no povo coreano, que tem um forte senso de nacionalismo, muitas vezes visto como xenofobia pelos estrangeiros.
O país esteve sob o julgo chinês, japonês, os franceses andaram por aqui e, vamos ser sinceros, nem todo mundo fica satisfeito com a contínua presença dos americanos, desde a Guerra da Coreia. Enfim, é um povo que sempre teve que lutar para garantir sua soberania. Mas, vou falar apenas na história mais recente, importante pra entender as notícias que vocês leem nos jornais.
Domínio japonês
A fronteira que divide as Coreias – e que fica a cerca de 40 minutos aqui de Seul – já tinha sido usada no começo do século passado, quando Japão e Russia brigavam entre si pelo controle da região e o Japão propôs que os russos limitassem sua área de atuação ao norte dessa “linha imaginária”. Acabaram sem chegar a um acordo e o Japão tomou conta de toda a Coreia, anexando-a em 1910.
Teve aí o início de um período de massacre cultural. Apesar de ter feito algumas melhorias, como estradas e pontes, os japoneses sugaram o que puderam da Coreia, usando seu povo como mão de obra quase escrava. Para mantê-los sob controle, os invasores fizeram de tudo para destruir sua cultura, ao ponto de, em 1937, o idioma coreano e o ensino da sua história ter sido proibido nas escolas.

(Yoo Gwan-Soon é uma importante heroína coreana da resistência contra o imperialismo japonês. Aos 16 anos, comandou um levante em sua cidade e não conseguiu libertar seu povo, mas lutou até a morte e é inspiração e orgulho, principalmente para mulheres e jovens, até hoje.)
Divisão das Coreias

Em 1945, com o fim da II Guerra Mundial e a rendição incondicional japonesa, a União Soviética tomou conta do norte e os EUA controlaram o sul da Coréia, usando aquela linha (paralelo 38) da qual já falei aí acima, como limite de fronteira.
Em 1948, é proclamada a independência da República Democrática Popular da Coréia e as tropas soviéticas retiram-se do país. Kim Il-sung (pai do atual “querido líder”), assume a presidência, criando sua própria doutrina, conhecida como Juche (ou marxismo-leninismo-kimilsonguismo ). Em coreano, Juche significa “auto-estima” e é uma ideologia que cultua personalidades, é altamente militarizada e propõe uma total auto-suficiência, em todos aspectos da vida.
Guerra da Coreia

Dois anos depois de assumir o poder, com vistas a conseguir uma reunificação, à força, Kim Il-sung atacou o Sul, de surpresa e chegou a controlar quase toda a região, tendo Busan, bem ao sul, como foco de resistência. Foi a chamada Guerra da Coréia, na qual o Norte tinha apoio dos comunistas União Soviética e China, enquanto que o Sul contou principalmente com os EUA (que ainda mantém uma base aqui, com dezenas de milhares de soldados).
Detalhe: na foto, Paul, o tio de Ted, enquanto lutava na Guerra da Coreia. Ele é gente boa, mas vocês não acham que a pose tem um certo ar de “estou aqui para salvar os pobres coreanos”? pra mim, ela mostra bem o espírito americano e porquê alguns coreanos resistem a eles, hoje em dia.
Cessar-fogo
Em 1953, depois de mais de um milhão de mortos, foi assinado um “cessar fogo” entre a ONU e EUA e a Coreia do Norte, mas até hoje não existe um tratado de paz e, oficialmente, as Coreias continuam em guerra.

(Assinatura do cessar-fogo que interrompeu os ataques. Gen. Harrison, pelos EUA e ONU, na mesa da esquerda e o Gen. Nam II, na mesa da direita, assinando pela Coreia do Norte. 23 de Julho de 1953.)
Nos anos 60 e 70, o Norte até que viu alguma prosperidade graças ao apoio soviético mas, nos anos 80, com o colapso do comunismo, foram-se os parceiros e, enquanto países ex-comunistas buscavam alternativas e reformas econômicas, a Coréia do Norte manteve-se rígida em seus preceitos, com uma população faminta e totalmente desinformada em relação ao que acontece fora do país.
Veja no site da BBC uma “Linha do tempo” que dá detalhes do que aconteceu até 2002.
Continuo no próximo post…
Fotos: (1) Soldado norte-coreano, pela Agência de Noticias Yonhap, (2) Yoo Gwan-Soon, no Axis History Forum, (3) mãe e tanque de guerra, foto histórica da US Army, (4) Paul Greiner, tio de Ted, quando servia na Guerra da Coreia e (5) cessar-fogo, US Army Korea.






























Não fazia nem idéia, mas pelo jeito o k-pop (pop coreano) chegou ao Brasil e já faz um bom tempo. Não que seja uma grande vantagem pra terrinha, afinal a musiquinha é ruim, ruim, mas gosto de ver mais uma conexão entre “meus dois países” (incorporo mais um na maior facilidade, perceberam? hehehe…).
Esse ano, a universidade onde Ted trabalha está completando 70 anos e a festança não para, todo dia tem novidade. Segunda-feira, fomos convidados especialíssimos pra um show, que foi a minha primeira experiência com uma multidão de jovens coreanos e, apesar do barulho ensurdecedor, eu adorei.
Na verdade, já sai de casa bem tarde, porque sabia que minha paciência não daria, jamais, pra mais de duas horas. Quando cheguei, o clima na universidade estava ótimo. Muitos jovens felizes da vida (alguns, felizes até demais depois de boas doses de soju).
Já na estação de metrô, um garoto com a farda do exército (aqui é obrigatório, todo mundo vai), dava um show de “break dance” que é super popular por aqui.
A caminho do palco principal, um grupo tocando “samul nori” (lembram?), parecia a garotada olindense quando se reúne pra tocar maracatu, despretensiosamente. Foi o melhor de tudo (foto 3).
A gente ficou em uma tenda, na frente do palco (foto 2), com comidinhas, bebidinhas e toda mordomia, mas o barulho… era de matar. Sem contar que, entre uma atração e outra, a gente tinha que ouvir loooooooongos papos em coreano. Os meninos e meninas iam ao delírio, gritavam, balançavam bandeiras e balões e a gente lá com aquela cara de “não tô entendendo”.
Nas fotos 5 a 9, o show d@s “cheerleaders” da universidade com um modelito paquitas e paquitos infame, e com um líder que parecia personificar um Elvis coreano e caprichou na apresentação, deitando no chão, se contorcendo… tudo engraçadíssimo…. pra gente, né? os coreanos adoraram.
Na foto 10, a professora Ae-Son Om, do departamento de Moda, que organizou o evento, uma mulher lindíssima e super chique. Na foto seguinte (11), nosso querido amigo Bradford, americano, professor do curso de administração.
Não sei o nome dessa boy band, das fotos 12 a 16, mas sei que nunca ouvi tantos gritos na vida, como quando eles olhavam pra câmera e o close no telão mostrava aquele ar sexy, com olhar apertadinho. As meninas ficavam indóceis! percebam a luva branca Michaeljacksoniana.
Nas fotos 17 e 18, Ted e nossa também querida amiga Karen (de Hong Kong), professora de Moda, tricotando no intervalo e um close nos bolinhos de arroz.
KARA
Daí pra frente, as fotos são da atração principal, o grupo de meninas KARA, que são muito famosas, por aqui. Achei até esse site, no Brasil, com vários posts sobre elas, pelo jeito tem fã-clube até por aí.
Mesmo com chuva, no final, elas mandaram direitinho e todo mundo cantou com elas o refrão que era algo como “honey, honey, honey!”. Vejam no vídeo acima, mas cuidado que a musiquinha além de ruim gruda na cabeça como chiclete!
Resumindo, foi uma experiência interessantíssima. Algumas observações:
PS.: antes que venham cobrar… não, a Coreia não é perfeita, nem todo mundo é fofo, nem tudo é organizado etc etc etc (igualzinho ao Brasil, aos EUA, a Suécia etc.)… mas eu me diverti muito nessa situação específica e o post é sobre isso, OK?

Mamãe, eu JURO que tá tudo tranquilíssimo por aqui, tivemos um dia cheio de sol, lindíssimo, e os coreanos nem pensam nisso, só falam no ex-presidente que suicidou-se. Fique calma, que está tudo OK. Assim que der, escrevo mais sobre essa história (tenho um post iniciado há meses!).
Mas não resisti a colocar esse poster de propaganda política da Coreia do Norte… hehehe…
hummmm… Isso aqui é meio estranho, né, não?
Esse foi meu primeiro “tweet”. No começo não tinha idéia do que ia fazer lá e não me via dizendo coisas do tipo “estou saindo para jantar com Ted”. Até que hoje, um ano depois, descobri o que eu quero com o Twitter e já faz parte do meu dia-a-dia.
(Tradução do cartoon: Deus pergunta: “- O que você fez da sua vida”, ao que a pessoa responde: “-Você não leu meus tweets?”.)
Há tempos, vinha pensando em procurar uma forma de publicar mini-posts, onde eu pudesse divulgar links que eu acho interessantese, pra isso, o twitter é perfeito. De vez em quando falo sobre algo que estou fazendo ou entro no papo com outros twitters mas, no geral, eu post links sobre coisas que eu acho que valem a pena ser divulgados.
Tem de tudo no Twitter. Notícias, dicas culturais, reflexões e não tenho nada contra nem os “diarinhos”. Gosto de ler as amigas e amigos que vão contando seu cotidiano, acho que vale tudo.
Claro que, como em todo canto, tem os malas do Twitter. Dia desses escrevi no nosso Twitter sobre amamentação em inglês que o PETA estava querendo que uma sorveteria fizesse seus sorvetes com leite materno. Uma pessoa me escreveu dizendo que era notícia velha e já tinha sido discutido nos blogs.
Ai, que saquinho… eu não sabia e, provavelmente, outras pessoas não. Acho péssimo as pessoas querendo dar pitaco no que você deve ou não escrever. Achou ruim, para de seguir…
Enfim, mas no geral, eu acho que é um espaço muito interessante. Resolvi juntar nesse post alguns dos links que tuitei, desde o começo e, a partir de agora, uma vez por mês vou fazer uma lista de algumas coisas que escrevi no Twitter, para os que não estão por lá. Se bem que, gente, é fácil, rápido e bem divertido. Deixem de preguiça, criem sua conta e me sigam
O que eu tuitei:
Obs.: Quando está escrito RT seguido de umnome com uma arroba na frente,significa que eu ReTuitei algo que aquela pessoa escreveu. O símbolo # é um tipo de “etiqueta”, um “tag” do assunto sobre o qual estamos escrevendo. Alguns são sérios, outros uma brincadeira. Dúvidas? perguntem aqui.
- Novo site do TED, com legendas em diversos idiomas. 21 palestras traduzidas para o português. http://bit.ly/JIBhu #iloveted
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- RT @tedtalks: Mary Roach reveals 10 things you didn’t know about orgasm. Adult content: http://tinyurl.com/o3mbm
- RT @semiramis: A onda literária das “mulheres oprimidas”: http://migre.me/1jGG [via @ayuny]
- RT @vaipensandoai: Dossiê mostra que aumentou a violência contra a mulher no Rio de Janeiro Abril 2009 – http://bit.ly/3vmQbf
- Supreme Court Hands Medical Marijuana Major Victory (via @AlterNet) http://bit.ly/fMKop
- Kim Yun-jin (a Sun, the Lost), que nasceu em Seul e mudou pros EUA aos 10 anos, é uma das 16 “fashion icons” da US magz http://migre.me/1hVg
- Pra onde a gente se vira tem jovens coreanas debutantes, essa semana, e o povo leva a sério – http://migre.me/1hUB e http://migre.me/1hUP
- Coreia em Cannes – http://migre.me/1hU4
- Boneca de crochet que faz parto natural (você pode comprar o “molde”). Achei tão bacana, se soubesse fazer crochet… http://migre.me/1h9G
- Clube proíbe mãe de amamentar o filho na beira da piscina - http://migre.me/1h3g
- Documentario O fim do silêncio 2008: mulheres mostram seus rostos e falam abertamente sobre como e porque fizeram aborto http://bit.ly/Xpfx7
- #musicmonday – listening to “Kinky Afro – Happy Mondays” ♫ http://blip.fm/~6j5nf
- listening to “Libertango – Astor Piazzolla” ♫ http://blip.fm/~6j4s6
- listening to “Balcasio – Balkan Beat Box” ♫ http://blip.fm/~6j4bs
- listening to “Illumination – Gogol Bordello” ♫ http://blip.fm/~6j3q0
- listening to “Dying After You (traditional Gypsy song) – Gogol Bordello” ♫ http://blip.fm/~6j3kh
- Eu sei que estou um ano atrasada, mas eu quero muito um vestido assim. Qualquer um deles. ADORO. http://bit.ly/LM6Bb
- William Burroughs e Madonna http://bit.ly/YTvJ
- @tuliovianna: Áudio do debate com o Sen. Azeredo: http://migre.me/1dVg
- Amamentação pode proteger o coração da mãe, após a menopausa (CNN, em inglês) http://bit.ly/5qCgG
- Michael Pollan: “Don’t Buy Any Food You’ve Ever Seen Advertised” http://bit.ly/3mhh8
- RT “O que nós queremos que as nossas raparigas sejam” @semiramis (via @WomanOnceABird) http://bit.ly/GRDEz
- RT @Riogringa: Interesting article about illegal Brazilian immigrants in the US and their complicated plight http://tinyurl.com/pzjelv
- Professores lavam os pés dos alunos em cerimônia do Dia dos Professores, aqui em Seul. http://bit.ly/9bmJU
- “And this old world is a new world and a bold world for me… and I am feeling good…” ♫ http://blip.fm/~6dpge
- RT @Julio_Valentim: Nossa Vez – Documentário sobre colaboração em massa, governo e Internet. http://ff.im/-2VSMf
- Como assim? 90s já é vintage? já está na moda de novo? socorro!!!!!!!!!! http://bit.ly/ePBlE
- RT @camposflavio: “Na luta de classes todas as armas são boas: pedras, noites, poemas ” Leminski
Eu ouvi tanto falar nessa menina no Twitter que resolvi conferir um vídeo. Estou passada. Em qualquer país que leve a sério a proteção às crianças, esse canalha já estaria com pelo menos um bom processo nas costas e o programa, fora do ar. E vocês tem razão, os pais já teriam perdido a guarda da criança. Gente, ela tem SEIS anos. Cadê os promotores de justiça?
Alguns vídeos aqui. Tá tudo errado. Ou a menina é humilhada ou aparece sendo desrespeitosa com os mais velhos… péssimo exemplo pras outras crianças. Não entendo como isso pode ser permitido.
Já não era sem tempo…
Justiça proíbe Maísa de participar de Programa Silvio Santos
A menina Maisa Silva, de 7 anos, está proibida pela Justiça de participar do Programa Silvio Santos, a partir deste domingo. O alvará que permite que a garota trabalhe na televisão foi cassado nesta sexta-feira pela juíza auxiliar de Osasco Ana Helena Rodrigues Mellim, que aceitou o pedido feito pela promotora estadual da Infância e da Juventude de Osasco, Susana Müller.
A promotora usou o argumento de que Maisa era submetida a situações impróprias, que ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela também ressaltou que a participação da garota não observa o direito à liberdade e o respeito à dignidade do ser humano em desenvolvimento. Com relação ao Sábado Animado, a Justiça ainda não se manifestou.
Em dois programas, a garota reclamou de como estava sendo tratada pelo apresentador Silvio Santos e chegou a chorar no ar. Os episódios fizeram o Ministério Público Federal exigir do SBT explicações sobre os fatos e ameaçavam mudar a classificação indicativa do programa.
Fonte: Band
Uma das vantagens de morar fora do Brasil é não tomar ver coisas como essa (não que aqui, na Suécia ou nos EUA não tenha televisão ruim, mas pelo menos eu não tenho ninguém comentando comigo, como no Brasil). Eu nunca vi nada da Maysa, além do vídeo acima, pesquisei no You Tube, vi que tem um lance de botar ela dentro de uma mala, mas nem quis conferir pra não ter mais raiva.
Até que enfim tiraram essa aberração do ar, mas os danos causados à saúde mental dessa criança se prolongarão por muito tempo. Absurdo!
Logo depois do “imbróglio MM”, eu assisti a dois episódios da série de TV (HBO) “In Treatment” que me deixaram muito emocionada. Aí, não resisti e editei pra vocês os trechos que achei mais importantes (veja a tradução abaixo, feita muito gentilmente pela Maffalda). É doloroso, mas é um bom exemplo do quanto tudo que a gente NÃO precisa é de mais pressão por casamento e maternidade, para todas.
Ainda tem umas coisinhas que eu quero escrever sobre o caso Maria Mariana, principalmente sobre o que ela e algumas outras mães stay at home estão dizendo pra justificar as bobagens da entrevista. Mas, como já disse, agora é impossível, estou ocupadíssima (editar o vídeo já foi uma loucura!), fica para breve.
Tem gente que tem uma vidinha toda arrumadinha, mas vamos dizer a verdade, nem todo mundo encontra um companheiro (ou companheira) com quem valha a pena viver a maternidade. Se encontra, muitas vezes a gravidez não rola. Ou o casal não quer. Ou a mulher não quer. Ou está na hora errada. A vida não cabe nesses livrinhos de auto-ajuda.
E aí eu fico com muita, muita raiva das pessoas que dizem que quem não casa – ou não é mãe – não é uma mulher completa, não evolui, é egoísta. Tenho várias amigas que não casaram ou não tiveram filhos e elas não merecem ouvir essa aberração. São mulheres maravilhosas, generosas, felizes e que estão vivendo uma vida plena e completa.
A pressão por que passa Mia, do seriado é o que muitas mulheres vivem. E pior é que se o objetivo da mulherada é valorizar a maternidade, está fazendo tudo errado, porque acaba dando mais vontade de ser do contra.
Tradução do vídeo
Mas, isso foi na semana passada, agora tudo mudou.
Como? Por que isso?
Porque estou grávida.
Isso… Isso… é uma grande novidade!
20 anos atrás você estava tendo sua primeira criança e eu estava perdendo a minha.
Você tem pensado sobre aquela época?
É diferente. É diferente desta vez. Eu sei que todo mundo diz, sabe, você fica grávida e tudo muda, mas sabe, é verdade mesmo!
Meu corpo está diferente e eu parei de fumar. Tem essa pré escola no meu quarteirão que eu sempre evito porque, sabe, tem mães, com suas caminhonetes e carros de bebê atravancando todo mundo, como se tivessem privilégios porque procriaram… agora eu passo sorrindo…
Então voce foi de invejosa a se sentir como parte do clube?
(…)
E como se sentiu?
Eu me senti transformada por algumas semanas, como se eu tivesse um propósito real, e fosse uma pessoa diferente… Mas era eu. Uma pessoa tem um bebê e as pessoas param de fazer perguntas. “O que há de errado com ela?” “Ela é tão ambiciosa, patética, ou estranha”. É fácil, ela é uma mãe, isso responde um monte de perguntas.
Parece que você mesma tinha um monte de perguntas semana passada.
Ok, talvez tenha fraquejado, mas eu ainda queria ter um bebê. O ridículo é que agora eu posso fumar e eu nem quero.
Então talvez você tenha mudado.
Boa tentativa.
Sabe, Mia, tem outros jeitos de ser mãe, se é o que você realmente quer.
Você diz competir por um casal de suburbanos jovens, o bebê de uma grávida adolescente? Eu não consigo me imaginar escolhendo esperma de universitários num catálogo, para descongelar e espirrar.
Você não quer adotar, não quer um doador, no entanto você tem certeza de que você queria um bebê. Não é só ser uma mãe como você disse a semana passada, você também queria ter o futuro perfeito.
Eu fiquei esperando conhecer o cara certo, mas ele não apareceu…
…
Ele fez uns testes e me disse que… eu não perdi o bebê porque eu nunca estive grávida. E eu contei a ele sobre (?) e ele disse que eu provavelmente nunca ficaria. Depois ele continuou e disse que ele vê esse tipo de coisa uma vez por semana. Mulheres como eu, bem sucedidas, sem crianças, minha idade, vêm convencidas de que estão grávidas e ele tem que dizer a elas que elas… não estão.
Então. Então você não fez o teste antes.
Não.
Por que não?
Não sei. Eu pensei que ia esperar, eu tinha uma consulta pra esta semana, então meu médico.. eu tinha tanta certeza! Eu estava errada, e você está errado, eu não tenho que ficar de luto por uma criança que eu nunca tive.
Mia, a semana passada, você falou sobre a nova vida que você sentia dentro.
Não estava lá.
De certa maneira estava. A força, o desejo de criar vida nova.
ps.: Se não conseguirem ver no blog, tentem esse link direto no You Tube.
De vez em quando, coisinhas passam pela minha cabeça, que teriam de ser escritas em mais de 140 caracteres, mas também não poderia levar muito tempo desenvolvendo porque estou mega ocupada.
Acontece que começo a escrever e não consigo parar e aí percebo que iria levar uma eternidade pra desenvolver todo raciocínio e gravo nos “rascunhos”, devo ter uns 30 posts pela metade.
Enfim, volto em breve, agora estou envolvida numa trabalheira sem fim.
Que tal um “post aberto”? por que eu tenho sempre que escrever, hein?
digam aí alguma coisa, porque pra ler, eu tenho tempo
O que está passando pela cabeça de vocês, nessa quinta-feira?
Fala, que nós escutamos.
O que vocês acham da gente marcar uma hora pra um chat, um bate-papo, uma vez por mês (ou a cada quinze dias)? qual seria o melhor dia e hora pra todo mundo (lembrem que aqui, na Coreia, estamos a 12 horas a mais que o Brasil)? pensei em usar o site http://www.tinychat.com/ é super fácil e rápido criar sala de bate papo por lá. A gente marca uma hora e aparece por lá, e bate papo aleatoriamente? ou a gente estabelece um “tema” pro chat? Estou aguardando sugestões!




O II Festival de Cultura Árabe aconteceu no Teatro Nacional da Coreia. Eu ADORO esses eventos, quanto mais diferente do que estou acostumada, melh0r e sou fascinada pela cultura árabe.
Fui na segunda-feira, noite de abertura. Encontrei Ted no metrô e chegamos lá às 5 e meia da tarde. Além da cerimônia oficial, com apresentação de um grupo de música, várias tendas foram colocadas na frente do teatro, onde a gente podia fazer, gratuitamente, tatuagem de henna e o nosso nome em árabe, numa caligrafia linda e bem rebuscada (veja abaixo, ele está fazendo o nome do meu irmão, Mabuse). Não, não quis fazer nenhuma tatoo de henna.



O Festival era (como todos eventos que fui, até agora) super organizado e… tudo gratuito. Acontece que, para ver a performance do grupo de dança e música dos Emirados Árabes, a gente tinha que ter reservado com antecedência, no site do evento. Eu liguei, mas já estava tudo tomado, ainda assim, resolvi ir até lá e implorar por um lugarzinho. Essa é outra coisa que tenho percebido aqui, se souber pedir, eles sempre dão um jeitinho.
Essas duas moças da primeira foto (acima) trabalhavam na recepção e conseguiram um lugar pra mim.As flores foram presente de Dia dos Professores pra Ted (depois escrevo sobre isso), como já não aguentava mais carregar, dei a elas de presente, como agradecimento pela gentileza


Coreanos adoram entrevistar estrangeiros, nesses eventos, estava esperando meu nome escrito em árabe, quando viro, Ted estava dando entrevista. Na foto ao lado, exposição de fotos.
E, claro, tinha a maravilhosa comida árabe e…de graça! (a gente adora uma boca livre hehehe…)


Pra variar, Ted morreu de fome, por falta de opções que não tivessem carne (por isso desisti de ser vegetariana, cansei de passar fome em situações como essa, fui vegetariana por 7 anos!). Já eu, comi cuscuz marroquino, uma galinha bem temperada, batatas e um bolinho de espinafre. De sobremesa, ainda tinha uma rosquinha (veja acima) igual á que minha mãe fazia nos aniversários da criançada da família (influência dos mouros em Pernambuco).
Antes da abertura oficial, assistimos à encenação de um casamento sudanês, com muita dança e batuque:













Show de Dança e Música Tradicional dos Emirados Árabes














Bom demais.
Olhos nos Olhos, Cotidiano, Samba de Orly e uma versão ma-ra-vi-lho-sa de Caçada.