Ditabranda – Era só o que faltava!

Eu tava por fora. Foi o Davidson Maurity quem me deu o toque. Quer dizer que a “Falha” (como dizia o Guilherme) anda propagando que a nossa ditadura não foi tão dura assim.
Trecho do editorial:
“Mas, se as chamadas “ditabrandas” – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso”.
Quero ver esses FDP convencerem a família desse menino (da foto abaixo), Edson Luís Lima Souto, que foi morto em um confronto com a polícia militar, durante uma manifestação política no Rio de Janeiro, no dia 28 de março de 1968.
A ditadura militar brasileira foi carniceira, sádica, monstruosa. Ponto. Não importa se teve menos vítimas que a Argentina. As nossas vítimas foram bem reais e muitos que sofreram ainda estão por ai pra contar a história.
Está sendo organizado um ato de repúdio a esse absurdo cometido pela Folha, no editorial do dia 17.
O povo vai se reunir na frente do prédio da FSP (na rua Barão de Limeira), no próximo sábado, dia 07, às 10 da manhã.
Não deixemos que a história seja apagada e re-escrita, é preciso que todas as novas gerações saibam de tudo que aconteceu, tim-tim-por-tim-tim.

O torturador José Vargas, fala sobre o quanto era uma ditabranda:
“Partindo das duas bases, fizeram um cerco aos moradores e guerrilheiros. Entrando de casa em casa, os militares colecionaram prisões de camponeses. ‘Em cada cabana que entrávamos prendíamos o chefe da família e, se este tivesse filho homem na idade de lutar, também ia preso’, recorda Vargas. ‘Deixamos só as mulheres e crianças para trás’. Nas bases militares, os camponeses eram submetidos a todo tipo de tortura. ‘Eles eram colocados descalços em pé em cima de latas, só se apoiando com um dedo na parede, tomavam ‘telefones’ – tapas nos ouvidos – e choques elétricos’, conta o militar. ‘Prendi mais de 30′, contabiliza. ‘Um deles eu coloquei nu em um pau-dearara, com o corpo lambuzado de açúcar, em cima de um formigueiro. Quando as formigas começaram a subir pelo corpo, o camponês contou tudo o que sabia sobre os comunistas’ . – A Tropa do Extermínio, Isto É
Muy branda…
Quem, como eu, estiver longe e não puder participar da manifestação contra a Folha, pode ajudar divulgando o ato e o fato. E, pra quem ainda tiver dúvidas sobre o quanto a ditadura foi criminosa, eu sugiro a leitura do clássico livro Brasil Nunca Mais – Um Relato para a História (link com livro na íntegra, para download).
Veja também:
- “Nunca houve censura” - Canal de Imprensa
- A ditadura virou “ditabranda” no carnaval – Observatório da Imprensa
- A “ditabranda” e a culpa de Fidel – Observatório da Imprensa
- “Não se deve virar a página”
E assine a petição REPUDIO E SOLIDARIEDADE
Ante a viva lembranca da dura e permanente violencia desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repudio a arbitraria e inveridica revisao historica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime politico vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direcao editorial do jornal insulta e avilta a memoria dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratizacao do pais. Perseguicoes, prisoes iniquas, torturas, assassinatos, suicidios forjados e execucoes sumarias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no periodo mais longo e sombrio da historia polÃtica brasileira. O estelionato semantico manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisao historica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensao das liberdades e direitos democraticos no pos-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redacao, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razoes ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrarios e irresponsaveis a atuacao desses dois combativos academicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insolitas criticas pessoais e politicas contidas na infamante nota da direcao editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.
Ilustração: Latuff.







“Mataram um(ns) estudante(s) (e operários, e camponeses, e jornalistas, e …), podia(m) ser seu(s) filho(s) (ou irmã(o), pai, mãe, tio, primo, marido, esposa…)”
Mas na família Frias foi tudo brando….
A Pisada é Essa foi o último post que Giovanni Gouveia escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Menina!
Mas era só o que faltava mesmo! Que oana que não estou lá para ir no protesto! Eu que tenho história de tortura e morte pela ditadura na familia, não aceito isso! Não consegui acessar o tal editorial mas vi que ha muita discussão sobre a anistia e tal na Folha recentemente …. Claro que em termos numéricos, nossa história não se compara a da Argentina, to Tibet … Mas crimes contra a humanidade como a tortura, crimes de perseguição política-ideológica, tanto faz se foi 3, 300 ou 3000, é ditadura o nome e todas são terríveis! Não tem nada de brando nisso …entendi o cartum, mas, sei lá, não gostei … é um pouco desreipeitosa com a memória de Vladimir Herzog, não acham?
Beijo, DEnise, desde o dia 4 de março ainda em Bruxelas, brrrr, um frio danado …
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Os políticos e a população brasileira em geral preferem fingir que algo como os crimes cometidos pelos militares nunca existiu. Esse tipo de atitude que abre brecha para crimes e torturas que ocorrem ainda hoje e que são uma herança da época da ditadura.
Meu professor tinha uma amiga cujo pai foi torturado pelos militares. Nos anos 80 o pai dela se deparou com seu torturaror em um supermercado. Ele entrou em crise, sentou no chão e começou a chorar compulsivamente. Enquanto isso o militar saiu de fininho…
Acho um absurdo que a Folha, ou qualquer outra mídia coloquem essas histórias como “casos à parte”, que não foi isso o que aconteceu com todo mundo… tem que fazer manifestação mesmo!
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Pois me pergunto quem esta bancando essa campanha. Nao me surpreendo. Vivo com uma venezuelana aqui em Dubai e fico bege com as historias chavistas. Aquela ditadura tambem e cruel e assassina (ela mesma perdeu parentes) e pintam aquele debil mental como um lider bonachao que apronta todas mas tem coracao socialista. Deus!
foi o último post que Libanesa escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Que absurdo! Nao sabia disso.
Quer dizer que 20 e poucos anos se passam e a historia pode ser apagada??
Agora quero ler o que saiu na Folha.
Olha so as Fotos que eu Achei! Classic!!!! foi o último post que Ana Cristina Powell escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Olá Denise…realmente revoltante…
Mais revoltante ainda, e que está me dando embrulhos no estomâgo, é a história da menina de 9 anos no Pernambuco que estava grávida de gemeos do padrasto. 9 anos, Denise. Minha sobrinha tem 9 anos. Uma criança. A mãe pediu para o Hospital fazer o aborto, o pai biológico pediu pra não fazer, a mãe tirou a menina do hospital, internou em outro e autorizou o aborto. O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, vai oferecer uma denuncia contra a mãe, pois consideram que o aborto é assassinato, mesmo a gestação sendo fruto de violência e oferecendo risco de vida para a menina.
Poucas coisas me deixam tão enojadas quanto isso.
Soube tudo pelo G1.
Se puder postar algo sobre, gostaria de saber sua opinião sobre esse caso.
Um grande abraço Denise.
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É abusiva esta mídia brasileira.
Quando penso em liberdade de expressão, penso nestes canalhas que brincam com sentimentos ao falar sobre questões vitais e que influenciam a vida das pessoas.
Isto porque as pessoas não vê os jornais como única fonte de informação, mas mesmo as televisões, embora não admitam, tem seus próprios interesses e ao passar as informações, geralmente pendem para o lado que lhe interessam.
A Folha de S.Paulo ao classificar este tempo horrível de dor, sofrimento e falta de liberdade com a expressão “ditabranda”, esqueceu que muitos jornalistas da época estiveram sob a condenação deste regime opressor e maligno.
Infelizmente somos obrigados a ficar frente formadores de opinião, que cônscios disto, resolvem facilitar as mentiras que serão contadas a nossos filhos no futuro, isto se nós não fizermos nada.
De meu lado copiei e colei nos meus e-mails, várias reportagens sobre o assunto e, inclusive sua postagem e estou enviando a pessoas que se comunicam comigo por este meio.
Valeu.
Beijos.
E Deus fez a mulher Uma Poesia de Ayaide Lemos e um link para a postagem de Denise Arcoverde e Ditabranda foi o último post que Elisabeth Lorena Alves escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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É um absurdo que essa fase da história brasileira seja agora retaratada dessa maneira, como no desenho mostrado. Todos sabemos que foi uma época muito sofrível, de muita violência e medo para os brasileiros. Não podemos deixar que os meios de comunicação banalizem e retratem a ditadura como uma brincadeira ou mal- entendido.
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Denise eu li no blog do Leonardo Sakamoto que a folha recebeu muitos emails de leitores indignados e que houve uma onda de cancelamento de assinaturas. Além disso o ombudsman criticou a folha por ter dado uma resposta extremamente deselegante a dois professores de história (acho) que escreveram criticando a matéria.
Eu não sei se antigamente eu era mais bobinha ou se foi a Folha que piorou bastante nos últimos anos. Eu lembro que quando morava no Brasil não achava o jornal tão ruim quanto acho agora.
Beijos
Bleh foi o último post que Paola Sartoretto escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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é preciso saber primeiro o que a folha ganha com esta afirmação. quanto? é a pergunta. porque a folha sabe. todos sabemos como foi a ditadura. todos temos amigos mortos durante e depois dela. alguns , suicidaram depois da prisão, outros estão mortos em vida, até hoje….
só desconfiamos do que está por trás desta farsa. preparam algum golpe no brasil e a folha ajuda no caminho?
passeata virtual foi o último post que esther escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Também não concordo com a expressão “ditabranda”: tortura de qualquer natureza é execrável. Só não entendo porque tanta gente que se disse indignada com a amenização da ditadura brasileira continue aplaudindo as atuais ditaduras (maquiadas de democracia) da América Latina.
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Outra coisa: fala-se tanto nessa “ditabranda”, que quem não leu o editorial da Folha de 17/2/2009 pode pensar que o jornal tenha feito apologia às torturas militares entre os anos de 1964 e 1984 no Brasil. Na verdade, o editorial desanca Chávez e Fidel. Não tivesse mencionado o termo “ditabranda” em uma de suas linhas, estaria perfeito.
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Não existe desculpa ou explicação para o uso desta denominação de um período de terror e violência como o vivido nesta época.
É muito triste!
O Banheiro do Papa foi o último post que Cecilia Barroso escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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A Folha escreve o que quer. Faz tempo que perdi toda a confiança em ler seus artigos.
100 Coisas sobre Mim, Parte II foi o último post que Jaboticaba Preta escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Denise, posso abusar um pouquinho?
Queria ler esse editorial e não achei. Você sabe onde o encontro? Já mexi no site da F.de São Paulo e nada…
Muito obrigada,
Larissa
luv my friends foi o último post que Larissa escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Fico feliz que tanta gente esteja se mobilizando contra esse editorial lamentável, que tenta reescrever a história. Pode ser que tenha sido a introdução de um novo capítulo da Folha, uma guinada mais assumida à direita, como a da Veja. Agora que a Dilma será candidata à presidente, mais do que nunca a imprensa tentará reescrever a história. Se a ditadura for pintada como ditabranda, e os militares como gente sensível e frágil, fica mais fácil pintar a Dilma como vilã, terrorista, lutadora contra a democracia. Afinal, se só havia ditabranda, os guerrilheiros estariam lutando contra o quê? Essa imprensa não dá ponto sem nó. Fará de tudo pra enfraquecer a Dilma.
CRÍTICA: A DUQUESA / De tirar o chapéu foi o último post que Lola escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Olha.. so quero comentar aqui sobre algo que assisti em um JORNAL DA REDE GLOBO!!!!!!!!!!
Iam mostrar uma reportagem sobre guantanamo, e o apresentador (nao lembro o nome) falou que torturas eram feitas com muitas da britney spears tocando repetidamente… o apresentador falou ASSIM VAO QUERER O PAU DE ARARA NOVAMENTE.
é…
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É, não houve ditadura, foi tudo uma invenção das mentes criativas da época. E também não houve Holocausto, como disse aquele bispo inglês. Socorro! Daqui a pouco vão nos dizer que Elvis está vivo mesmo e que Papai Noel existe.
Tchururu-tchu-tchururu! foi o último post que Dani escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Folha, Veja… escrevem o que os convem, essa que eh a verdade.
Meu pai sempre fala de historias horriveis da ditadura, de colegas que de uma hora para outra sumiam. Ele nao participou muito das coisas, porque tinha q trabalhar muito para sustentar minha avo. Mas recorrentemente ele fala do clima de opressao no ar.
Mais Random Events foi o último post que Samantha escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Parece que está virando uma nova moda, querem reescrever a hístoria, querem nos convencer que a ditadura não foi tão dura, ao mesmo tempo temos um monte de loucos querendo nos convencer que a Inquisição também não foi tão má, parece que subestimam o intelecto das pessoas.
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March 6th, 2009 às 23:53
É, Eduardo, vc tem razão. E é por isso que devemos assinar a petição proposta por Denise. É nisso que dá a má-fé dos “revisionistas”, quando quando os cidadãos honestos se calam, e o tipo de raciocínio que mede violência apenas pelo número de vítimas. Trata-se um grande desserviço à verdade e, consequentemente, à democracia.
Maristela.
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March 7th, 2009 às 00:18
Petição assinada
Abraço
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[...] Sindrome de Estocolmo [...]
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