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Eu voto em Dilma!

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  • Modern Family: mericidíssimo! é muito, muito, muito divertido e inteligente, mal posso esperar pela próxima temporada \o/ 3 days ago
  • Eu gosto de Mad Men, mas não me empolga. Vou tentar ver com mais atenção. Prefiria Breaking Bad. #emmy 3 days ago
  • Estou impressionada com o ódio de algumas pessoas de classe média contra Lula e o PT e o desprezo contra o povo que "não sabe votar" =0 3 days ago
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  • Tô percebendo que nós vemos MUITAS séries aqui em casa =) Breaking Bad é genial. Para baixar: http://ow.ly/2wuCt #emmyawards 3 days ago
  • Em Pernambuco, Dilma tem 71% contra 17% de Serra. Lembrando que Jarbas é um dos poucos que não esconde Serra na campanha (Via @maria_fro) 3 days ago
  • Tô pronta pra yoga e não consegui sair pra ficar vendo o #emmyawards eu sei, uma perda de tempo, mas é tão divertido pra quem vê as séries!. 3 days ago
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Fotos na Coreia
Nós e o contrabando do exército de Obama

Denise | Coreia do Sul | Saturday, 28 February 2009

Dando uma passadinha somente pra dizer que tá tudo ÓTIMO (toc, toc, toc), mas estou sem tempo pra escrever (aproveito pra mandar um beijo pra Bia e pra  minha mãe!). Ainda pretendo contar mais e mostrar outras fotos de Praga, mas só quando aliviar a trabalheira, por aqui.

Hoje, o dia estava perfeito. Frio, mas com um céu azulzinho e um belo sol. Eu e Ted estamos cheios de coisas pra fazer, mas não deu pra ficar em casa. Saímos, pelo menos, pra fazer umas comprinhas no tradicional Mercado Namdaemun, que tem de tudo que você puder imaginar. Andei mais que má notícia. Estou morta de cansada.

Depois fomos almoçar na elegante loja de departamentos Shinsegae, que fica lá perto. Eu adoro comida de rua, mas com tanto peixe que tem aqui (coreanos colocam anchovas em tudo!), eu não arrisco.






Essas três últimas fotos são interessantes. Num mercadão, onde fomos comprar castanhas e nozes, encontramos essa “ração vegetariana” para soldados americanos (tem quase 30 mil deles aqui), à venda por míseros R$6,00. O pacote (onde está escrito: “Propriedade do governo dos EU – A distribuição comercial é ilegal”) vem com:

  • umac colherde plástico
  • guardanapo
  • fósforos
  • lenço perfumado
  • sal
  • dois mentex
  • manteiga de amendoim
  • bolachas
  • bolo
  • cranberries
  • suco de frutas tropicais em pó
  • sidra de maçã
  • penne com salsicha vegetariana apimentada

Aqui, vocês podem ver a foto com os pacotes contrabandeados, ampliada.

E tem mais. Além de uma colher de plástico, a “ração” vem com esse dispositivo, que esquenta a comida, sem precisar de fogo, nem eletricidade. Para acampamentos. Nesse link, foto da caixinha do penne, com orientações sobre nutrição para o exército.

Engraçado que, hoje de manhã, comentei no blog da Deinha que morremos de saudades de salsicha vegetariana, aqui em Seul. Ainda não experimentamos, mas se a gente gostar, vou virar freguesa do muambeiro do exército (aliás, os produtos do exército americano – que, na teoria não podem ser vendidos – aqui, são um hype, tem de tudo!)

Caviar de Beringela

Denise | Receitas | Friday, 27 February 2009

Esse blog nao tem jamais terá grandes pretensões culinárias. Mas, muito de vez em quando, ao descobrir algo muito fácil de fazer, me dá vontade de compartilhar aqui com vocês.

Quando estávamos em Estocolmo, há alguns dias atrás, tivemos o prazer de ser convidados para um jantar na casa de amigos muito queridos. Foi tudo delicioso, ótima conversa, com muita comidinha árabe,feita na hora. Mas o que me ganhou mesmo – além da decoração da casa, que sempre admiro quando vou lá – foi um prato russo: caviar de beringela.

Esqueci de pegar a receita com meus amigos mas, hoje, cansada de comer mal (nós detestamos cozinhar!), resolvi pesquisar na internet e arriscar.

Descobri que existem inúmeras variedades desse caviar vegetariano (também conhecido como caviar de pobre). Não achei uma única receita igual a outra. Na maioria delas, a beringela tem de ser assada no forno antes de virar caviar mas, como não temos forno aqui em casa, resolvi adaptar tudo e criar minha propria receita, baseada nos ingredientes que vi presentes na internet e no que eu tenho aqui.

Então, a minha receita de caviar de beringela ficou assim:

  • 8 beringelas (as que comprei aqui são quase a metade daquelas beringelonas no Brasil, são mais fininhas)
  • 1 cebola grande
  • Pasta de Alho
  • Pasta de gengibre
  • Cominho
  • Salsinha
  • Pesto
  • Azeite de oliva
  • Sal

Bom, se tivesse forno, colocaria pra assar uns 15miunutos, como nao tenho. Coloquei a beringela – sem casca e cortada em pedaços pequenos – por uns 10 minutos, no formo de microondas.

Enquanto isso, piquei a cebola no processador e coloquei com bastante azeite de oliva pra dourar numa frigideira grande. Quando estava bem douradinha, acrescentei duas colheres pequenas de uma pasta de alho fresco e uma colher de pasta de gengibre (ambos comprados num supermercado indiano).

Adoro essa parte, o barulhinho do óleo, as cores e o cheiro do alho e cebola são uma delícia. Coloquei uma colher de sopa de pesto, uma colherinha de cominho (que eu amo e boto em toda comida, mas acho que seria dispensável, dessa vez) e joguei a beringela na panela. Fritei por alguns minutos – fiquei ate em dúvida se eu teria precisado mesmo colocar a beringela no microondas antes, da próxima vez, vou tentar jogar direto pra fritar.

Por ultimo, coloquei a salsinha picada e joguei tudo no processador pra virar essa pasta que está aí. Como pretendia comer com pedaços de queijo, não coloquei queijo no “caviar”, senão teria jogado um pouco de parmesão.

Também colocaria muito mais alho, mas Ted não gosta quando é demais, então tive que adaptar (mas achei receitas que tem uma quantidade enorme de alho!). Queria colocar umas azeitonas mas não consegui abrir o vidro, de jeito nenhum (e Ted não está em casa, agora). Hummmm acabei de pensar que deveria ter colocado um pouco de orégano, também.

Mas, eu adorei o resultado e estou me controlando pra não comer tudo antes de Ted chegar  :-)    se alguém resolver criar o seu “caviar”, conte o resultado e deixe a receita aqui, OK?

Os queijos e o pão (knäckebröd), nós trouxemos da Suécia. O suco é de morango+ mamão + manga + abacaxi (pedaços de frutas congeladas, que coloco no liquidificador com água geladinha e um envelope de Splenda em cada copo)… hummmmmm…

Os pratos e copo, eu comprei na minha lojinha de descontos japonesa preferida, Daiso. A espatula de madeira e a toalha (que, na verdade é um “caminho de mesa”) eu comprei na ótima Åhléns, em Estocolmo. Achei esse caminho de mesa tão lindo (o desenho é bem suequinho), que comprei mais uma para colocar à venda – em breve – lá no brechó.

E vocês tem receitinhas super rápidas e fáceis pra trocar com a gente aqui????

Já falei aqui, mas não custa lembrar o blog de receitas veganas da Deinha. Bom demais.

SuperOcupada

Denise | Diversos | Thursday, 26 February 2009

Não estou podendo escrever nada agora. Conte aí… como foi seu carnaval?

Tricotagem do Oscar 2009

Denise | Cinema | Monday, 23 February 2009

Esse post vai parecer meio esquisito, porque esta sendo construido de tras pra frente.

E’ o seguinte, eu nao vi quase nada do red carpet, porque demorei pra engatar uma conexao e depois de conseguir ver (aqui no blog!) a entrega dos premios por duas horas, tive que passar o laptop pra Ted porque ele precisava dele desesperadamente  (o meu tava na geladeira). Entao, nao vi a entrega dos principais premios.

Ainda assim, consegui participar da divertidissima tricotagem aqui no blog, que acho que, mesmo em noite de carnaval, teve mais participantes que nos anos anteriores! Obrigada queridos e queridas pelo papo divertidissimo!

Mas, descobri o arquivo do Red Carpet (comTim Gunn!) nessa pagina, que pode ser baixado usando o utorrent e estou puxando dois arquivos de torrent da cerimonia completa (sem as odiosas propagandas), aqui e aqui.

Ja’ volto pra comentar mais.

Eles nao estavam la’ em Hollywood, mas Michelle abalou com esse colarzao e o vestido justinho, na festanca pra ver a entrega do Oscar la’ na Casa Branca – ao som Earth, Wind & Fire.

SOBRE A PREMIACAO

Pra mim, a maior injustica foi nao ver nem incluido Revolutionary Road (que, no Brasil, recebeu o horrendo nome de “Apenas um Sonho”, dado por alguém que não entendeu NADA do filme) entre os melhores filmes. Pra mim, foi um dos melhores do ano (outros foram Slumdog e Milk e outros sobre os quais, depois escrevo)

Kate Winslet merece o premio de melhor atriz (que provavelmente vai ganhar por The Reader) por ambos filmes.

Revolutionary Road pode ser um pouco lento, no comeco e nao e’ facil de engatar, mas e’ delicado e aborda questoes muito importantes pra mim. VEJAM.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=HH6hL3XjkrY

Mais comentarios, em breve (quando eu conseguir assistir a cerimonia completa). Podem continuar comentando ai…

(fotos do Red Carpet no link abaixo)

(Continue lendo aqui)

Perdida no Skogskyrkogården (Atualizado)
Minha Aventura em um Cemiterio Sueco

Denise | Suécia | Sunday, 22 February 2009

SkogskyrkogårdenAproveitando a deixa do post anterior, que conta a historia da moca que saiu do cemiterio pra dancar num baile de carnaval. Vou contar pra voces minha aventura quase inversa.

Entao, a historia foi a seguinte. Eu tinha ido, de manha, encontrar umas adoraveis e divertidas blogueiras, com quem tive um delicioso brunch num bistro descolado (que pertence a um dos 4 integrantes do ABBA, o Cafe Rival).

Tivemos algumas horas agradabilissimas, trocamos muitas figurinhas e nos despedimos mais ou menos as duas da tarde. De la’, ainda dei uma voltinha pelo centro de Estocolmo, queria fazer umas fotos, mas o dia estava particularmente nublado, nao dava pra ver nada.

Skogskyrkogården

Peguei o metro de volta pra casa, mas ao sair da estacao, olhei o portao do cemiterio (segunda foto) e pensei: “Hoje e’ um dia perfeito pra uma visita ao tumulo de Greta Garbo!”, isso sem que ninguem tivesse a minima ideia de onde eu estava.

Esse portao ao lado, na verdade, e’ de um cemiterio menor, que fica perto do apartamento da gente. Cruzando todo o caminho, ate’ os fundos, a gente chega ao famoso Skogskyrkogården (algo como “Cemiterio Florestal”), que nao e’ um cemiterio comum, mas um patrimonio da humanidade, segundo a UNESCO.

SkogskyrkogårdenEm 1915, dois jovens arquitetos (Gunnar Asplund e Sigurd Lewerentz) ganharam um concurso para projetar o cemiterio que viria a ser considerado um dos icones da arquiterura em espacos abertos (Icons of Twentieth-century Landscape Design).

Bom, essa conversa toda e’ pra justificar o que eu fui fazer num cemiterio, num sabado a tarde, ao inves de passear por Gamla Stan, fazer compras em Drottningatan ou corujar as gemeas super lindas.

Skogskyrkogården

O local e’ um espetaculo mesmo e coberto de neve, com a neblina e a (nao) luz de Estocolmo no inverno, parecia magico.

O problema e’ que eu nao lembrei que, na Suecia, as 4 da tarde, nessa epoca do ano, ja e’ quase noite.

Quando eu ainda estava no primeiro cemiterio (a ante-sala), comecei a pensar nesse medo atavico que a gente, que nasceu e cresceu num pais tao perigoso quanto o Brasil tem. No quanto a gente fica paranoica, mesmo estando em lugares relativamente seguros, como a Suecia.

SkogskyrkogårdenTava perdida nesses pensamentos, quando lembrei que as meninas, no brunch, tinham dito que Estocolmo esta’ cada vez mais perigosa, falaram em casos de estupro, assassinato.

Tava comecando a encanar com isso, quando passou um carro velho, azul claro, grande e meu olhar cruzou com o do motorista. Um homem de uns 50 anos, com uma camisa comum (nao era uniforme, com certeza) e seu olhar me deu calafrios. Mas, sabe como e’… “isso e’ paranoia de brasileira” e, ao inves de voltar pra casa, apressei o passo e continuei.

A primeira imagem do cemiterio principal (o Skogskyrkogården) foi de dar arrepios (foto acima). Era tudo uma enorme area aberta, com tudo branquinho e mal dava pra ver alguns metros a frente.

Continuei andando. Beeeeeeeeem ao fundo, tinha uma cruz (foto ao lado) e resolvi ir somente ate’ la’.

Depois de andar muito, cheguei ate a cruz. Ao lado, fica uma capela moderna e minimalista, com essa escultura “da ressurreicao”.

Na Capela, tinha um mapa que mostrava o lugar exato do tumulo de Greta Garbo, que me pareceu ficar nao tao longe. Resolvi arriscar e continuei andando cemiterio adentro, ignorando a escuridao  cada vez maior. Comecei a ver os primeiros tumulos do Skogskyrkogården. Simples e austeros como os suecos.

Skogskyrkogården

Fiz algumas fotos, caminhei ao redor com todo respeito.

Pensei que todos aqueles corpos enterrados ali, que foram de pessoas que, um dia, tiveram muita historia contar.

Tiveram brinquedos, celebraram aniversarios, namoraram, trabalharam. Em nenhum momento tive medo de estar la’, por causa delas.

Quando estava mais ou menos no meio do cemiterio, vi o mesmo carro esquisito passar. Eu podia ver o carro e ele podia me ver, mas ele estava em outra “rua”.

Skogskyrkogården

Eu estava completamente perdida, nao tinha nenhum mapa por perto e escurecia rapidamente.

So’ ai, eu percebi que estava absolutamente sozinha num lugar enorme e que, se alguem tentasse me atacar, ninguem ia ouvir.

Lembrei que, pelo mapa, aparentemente, deveria ter um Centro de Visitantes logo a frente. Eu estava menos perdida do que pensei e consegui chegar ao centro.

Acontece que, como muitas coisas na Suecia, o Centro estava fechado – durante todo o inverno. Alias, em todo tempo que estive la’, nao vi uma unica pessoa, nem funcionarios, ninguem, alem do tal carro e mais uns dois carros que passaram pelo meu caminho (excesso de mao de obra nao e’ exatamente caracteristica sueca, muito pelo contrario).

Skogskyrkogården

Quando eu estava atras da casa onde fica o Centro (fechado), ouvi o barulho de um carro estacionar e uma porta abrindo e fechando.

Depois, alguns passos. Olhei pelo lado da casa e vi a cor. Era o carro que eu tinha encontrado varias vezes.

Claro, mais uma vez, eu pensei que poderia ser um vigia, um funcionario do cemiterio, querendo falar comigo, perguntar se eu precisava de ajuda. Mas, o carro nao tinha nenhuma identificacao, nao parecia nada oficial, era velho, esquisito e o homem nao tinha uniforme. Dava pra arriscar?

Quando fui assaltada, em Olinda, na praia, ao meio dia, eu tive a intuicao que os rapazes numa bicicleta poderiam ser assaltantes, mas decidi arriscar e me dei mal. Dessa vez, revolvi que nao ia esperar pra ver se era um vigia ou nao e comecei a correr feito louca.

Skogskyrkogården

Me senti personagem de um filme de terror. Corri entre os tumulos e, confesso, muitas vezes bem em cima deles, me escondi atras de arvores e o tal carro, cruzou comigo mais umas quatro, cinco vezes, ainda que, em nenhuma delas, ele estivesse realmente perto de mim.

Algumas vezes, ouvia o barulho do carro, e me escondia atras das arvores. Ele parava o carro, desligava o farol e depois continuava de novo.

Como eu estava com um casaco preto, andar no meio da neve (na calcada ou no meio da rua) era virar alvo facil. Entao, resolvi entrar no meio das arvores e caminhar entre elas.

Eu sou perdida ate’ em shopping center, imaginem num lugar assim, sem nenhuma referencia, apenas com neve, arvores e tumulos. E, ainda, por cima, cada vez mais escuro.

Enquanto estava a ponto de me desesperar, exausta, com os pes congelados e molhados e, ao mesmo tempo, pingando de suor de tanto correr, encontrei um muro lateral, altissimo, de onde podia ouvir o barulho do trem do metro.

Resolvi seguir o muro ate o final, porque sempre tem uma saida aos fundos.

O cemiterio e’ gigantesco e em todo caminho, ao lado do muro, tinha um matagal, resolvi caminhar por ele.

Caminhei muito, muito e, ao chegar ate o final, ao fundo do cemiterio, percebi que… o muro nao tinha nenhum portao (como a gente pode ver nesse mapa – a entrada e’ em cima e eu andei pelo muro lateral da esquerda). Na verdade, tem tres portoes laterais, mas na minha agonia, nunca vi nenhuma delas.

De repente, me veio a ideia de que o cemiterio poderia fechar. Eu nao tinha nenhum celular comigo, nem sabia o numero do telefone de ninguem, pro caso de achar um telefone publico.

Nao tinha nada a fazer, mas voltar todo caminho que eu tinha feito, de novo.

Pensem que, em todo esse tempo, nao vi uma unica pessoa, alem de das que estavam em alguns carros, que pareciam estar dando voltas e os via algumas vezes, de novo e de novo.

Resumindo, voltei para o ponto de chegada me escondendo atras de arvores e ate me baixando do lado de uma pedra, quando os carros, inclusive o tal carro velho azul, passavam por mim.

Claro que podia ser pura paranoia, o cara podia ser um vigia e os outros carros, estavam visitando seus defuntos. Mas, e se nao fosse nada disso?

O pior foi o caminho de volta, entre a capela e a entrada, porque e’ um vao enorme, uma grande colina, sem arvores, tudo branquinho e eu, com meu casacao preto, tinha simplesmente que correr, sem parar. Quando ja’ estava chegando perto da entrada (ou saida), vi o carro azul saindo pelo portao.  Se era um vigia, porque ele estava indo embora?

Skogskyrkogården

Enfim, cheguei ate a rua, com as pernas bambas, o coracao saindo pela boca. Olhei pro portao do outro cemiterio menor, a minha frente, que eu precisaria atravessar pra chegar em casa e pensei “no way! basta! nao vou passar por outro susto desses”.

Por sorte, ao lado, fica uma estacao de metro. Entrei la’ e peguei um trem ate a nossa proxima estacao (cerca de 2 minutos!).

Isso tudo, durou mais de duas horas. Cheguei em casa morta de cansada e sem acreditar no que tinha passado, parecia que tinha sido com outra pessoa. Estava “anestesiada”.

Pra completar, Ted cismou de dizer que eu nao deveria ter pisado nos tumulos e acordou de madrugada dizendo que estava ouvindo alguem escrevendo algo numa folha de papel, com muita forca,  e amassando papeis. Era so’ o que me faltava.

Bom, ja avisei a ele que, quando a gente voltar a morar em Estocolmo, pode procurar outro apartamento, porque ali eu nao moro mais, de jeito nenhum… “yo no creo en brujas pero…”

Ah e eu nunca achei o tumulo da Greta Garbo

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A Moça que Dançou Depois de Morta – Uma Lenda de Carnaval

Denise | Artes Plásticas,Cinema,Música,Vídeo | Sunday, 22 February 2009

Curta de Animação | De Ítalo Cajueiro
2003 | 11 min

O realismo mágico do cordel nordestino numa animação que junta o rasqueado da viola com a talha da xilogravura do grande JBorges.

GENIALAssista no Porta Curtas

O Caso Sean – Abuso de poder separa pai e filho

Denise | Blogueir@ Convidad@ | Thursday, 19 February 2009

Blogueira Convidada

Esse post da Rachel estreia, no Sindrome de Estocolmo, a secao Blogueir@ Convidad@.

Rachel e’ uma americana de Nova York, que vive no Rio de Janeiro desde 2007, de onde escreve o excelente blog Adventures of a Gringa in Rio, que conheci atraves da Alexandra. No blog – do qual sou super fa – ela faz o nosso caminho inverso. Fala do que e’, para ela, viver em um pais estrangeiro: o Brasil.

Eu morro de rir com suas observacoes sobre nosso pais.

Faz tempo que muita gente me pede pra escrever sobre o Caso Sean e David Goldman, que realmente e’ um exemplo do abuso do poder economico da elite brasileira. O que me deixa, sempre, perplexa e’ que esse caso ja’ esta’ mais do que divulgado na internet e na imprensa americana e os grandes orgaos de imprensa brasileira continuam ignorando solenemente.

Como a Rachel ja’ escreveu muito bem sobre isso e esta’ super por dentro da historia, achei que seria uma boa forma de inaugurar uma ideia antiga de pedir pra amig@s escreverem aqui no blog.

Obrigada pelo apoio (em pleno carnaval!), Rachel!!!

O caso do Sean Goldman é extremamente complicado e inspira muita emoção, raiva e confusão. Por isso, é importante pensar na sua própria família quando ler os detalhes do caso, em vez de enfocar na nacionalidade. Enquanto você for lendo, pense: o que você faria se seu filho foi sequestrado?

No 16 de Junho, 2004 o americano David Goldman despediu do seu filho Sean no aeroporto da Nova Iorque quando o Sean e a sua mãe sairam de férias para duas semanas no Brasil. O David não sabia nesse momento, mas a mulher brasileira dele estava no processo de sequestrar o Sean e levar ele ao Brasil sem nenhuma intenção de voltar para os Estados Unidos. Por quatro anos e meio o David está lutando muito contra o sistema jurídico brasileiro para ganhar a guarda do Sean de volta e trazer ele para casa em Tinton Falls, New Jersey, EUA.

A corte no Rio de Janeiro deu guarda para a mãe, e ela também conseguiu um divórcio e casou de novo com um advogado importante–aliás, o mesmo advogado que ela contratou para fazer o processo do divórcio. Ele já foi casado, e é possível que ainda era quando conheceu a mãe do Sean. Mas no Agosto passado, a mãe do Sean faleceu no parto, dando luz a filha dela e o novo marido brasileiro.

Depois disso, o padrasto do Sean mudou o certidão de nascimento dele, apagando o nome do pai real e colocando o próprio nome. Hipócrita incrível, o padrasto é advogado de família e trabalha para pessoas exatamente como o David, ajudando pessoas com filhos sequestradas. Mas sua família é rica e conhecida, e tem muito poder no Rio de Janeiro, e está conseguindo ficar com a criança.

No entanto, o David está tentando usar os meios oficiais e legais para conseguir seu filho de volta, principalmente a Convenção da Haia que trata de sequestros de crianças. Porém, quando a corte do Rio deu permissão para o David visitar o filho em Outubro, o padrasto do Sean sequestrou o menino para prevenir a visita. Ninguém foi atrás dele.

O tempo foi passando e uma “mediação” entre o David e o padrasto foi marcado, que aconteceu há duas semanas. E agora em Fevereiro, a corte concediu outra visita, e o David finalmente conseguiu ver o filho depois de quase cinco anos, passando quatro dias no Rio de Janeiro. Mas voltou para casa depois da sexta vez no Brasil–sem o filho. A corte suprema federal decidiu que o caso será decidido na Brasília, longe dos juízes cariocas na bolsa da família do padrasto.

Outro fato sobre o padrasto: incrivelmente, está processando o David, entre outras coisas, para custos de advogado. Mas segundo a lei brasileira e internacional, o Sean tem que estar na custodia do pai biológico, um fato ignorado pelo padrasto, apesar de ele ser advogado. Dizem que “quem rouba tostão é ladrão; quem rouba milhão é barão.” Mas quem rouba criança é o que?

Enquanto a mídia americana está cobrindo o caso extensivamente, incluindo uma especial do Dateline da NBC, a mídia brasileira ficou em silêncio. A corte brasileira emitiu uma ordem que proíbe que a reportagem seja feita pela imprensa, suprimindo esta história trágica de um menino separado do pai, contra os desejos dos dois. Só a revista Piaui escreveu sobre o caso, apesar de umas historiazinhas pequenas na Internet e uma história com nomes falsos no Estado de São Paulo.

O David está nesta batalha da sua vida e está enfrentando algumas famílias muito poderosas e influenciais do Rio de Janeiro, que estão fazendo todo o possível para não deixar que ele veja o Sean, seu próprio filho. Ele já tentou todas as opções legais possíveis nos Estados Unidos e no Brasil, com um grande custo financeiro e emocional.

O Congresso americano já se envolveu no caso com uma resolução do House of Representatives e vários senadores escrevendo para o Presidente Lula. É muito possível que o Presidente Obama vá discutir o caso com o Lula na reunião deles em Março.

O Sean permanece na custodia do padrasto, refém no Rio.

Veja a historia completa do caso: www.bringseanhome.org

Outros links:
http://www.youtube.com/watch?v=_jrpvV9xEFQ
http://riogringa.typepad.com/my_weblog/the-goldman-files.html
http://www.msnbc.msn.com/id/21134540/vp/28952002#28952002

Contra a Proposta 8 – “Don’t divorce us”

Denise | GLBTS | Tuesday, 17 February 2009

“Fidelity”: Don’t Divorce… da Courage Campaign em Vimeo.

Nao sei se e’ o jetlag, mas nao consegui segurar as lagrimas, vendo o video FIDELITY. Lindo.

A historia e’ a seguinte. No mesmo dia em que o mundo se emocionava com a eleicao mais importante da historia americana e todo mundo fazia “boca de urna” pra Obama, o estado da California estava votando a Proposition 8, uma alteracao a constituicao do Estado que acrescentava uma frase que definia o casamento como uma uniao entre um homem e uma mulher.

O momento nao poderia ser mais propicio pros conservadores, tava todo mundo muito preocupado em eleger Obama, pra prestar atencao nisso, apesar de todas as campanhas do movimento GLBTS.

O fato e’ que a inclusao dessa frase na constituicao do estado impede quaisquer casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, automaticamente, anula todos os casamentos de homossesuais que se tinham realizado até ao momento. Ou seja, “divorcia” todos esses casais e familias que vimos no video acima.

No dia 05 de marco, acontecera uma audiencia na Suprema Corte da California para que os representantes dos movimentos que estao tentando acabar com essa lei apresentem seus argumentos e solicitem que a questao entre, novamente, em votacao. Depois da audiencia, a Corte tera um prazo maximo de 90 dias para se pronunciar sobre o caso.

Casais e familias reais mandaram suas fotos com o pedido “nao nos divorcie” pro video Fidelity. Uma mae pede: “nao divorciem meu filho e meu genro”. Um grupo mostra o cartaz “nao divorciem nossos amigos”. Uma gestante e a parceira mostra o cartaz, junto a barriga: “nao divorcie minhas maes”. A meninha pede “por favor, nao divorcie meus pais”.

Emocionante.

Vejam o site da Courage Campaign e o otimo video  Prop 8 – O Musical.

_______________________________________

ps.: Voces ja viram o filme MILK?  e’ maravilhoso! nao percam!

Odeio jetlag.

Denise | Diversos | Tuesday, 17 February 2009

Acho que piora com a idade, ja’ foi mais facil pra mim pular de um fuso horario pra outro.

Nao dormi na noite passada (dia 16), ai acabei pegando no sono as 8 da manha. Acordei as 3 e meia da tarde, levantei, escovei os dentes, comi um sanduiche, papeei um pouco, beijei o marido (que, ao contrario de mim, nao esta conseguindo dormir em hora nenhuma). Deitei pra ver um filme e dormi de novo. Acordei as 7 e meia da noite. E ainda morta de cansada.

Pior e’ que me sinto exatamente como se fosse 10 horas da manha e pronta pra sair pra resolver mil coisinhas pela cidade… mas ta’ todo mundo dormindo.       Humpf  :-/

Odeio jetlag.

ps.: Nem adianta me dizer que amanha preciso ficar acordada o dia todo, na teoria ja’ sei bem como lidar com a maldita, mas, na pratica, vai cada vez pior.

Sem-computador

Denise | Diversos | Tuesday, 17 February 2009

Pra piorar, o ventiladorzinho do meu laptop morreu de novo, acho que agora pra sempre. Preciso ficar um dia acordada pra levar pra consertar.

Mesmo que muitas lojas fiquem abertas ate as cinco da manha aqui em Seul, os tecnicos de computador estao dormindo (hummmmm… isso me deu uma ideia, podia aproveitar pra visitar o Dongdaemun Market, que fica bombando de madrugada).

Por isso, nao estou usando acentos, Ted nao deixa eu mexer na confuguracao do teclado do laptop dele, diz que toda vez que eu faco isso, todos os sites que ele visita (Google, Yahoo etc.) ficam em portugues  hehehe…

Detesto escrever posts sem acentos.

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