Entrevista com o historiador israelense Ilan Pappé
Entrevista muito boa, pra entender melhor a crise Israel X Palestina. Mais importante ainda, por vir de um acadêmico judeu, nascido em Israel e que segue uma linha “revisionista”, questionando as estratégias sionistas.
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Até o momento (sexta-feira à noite) , já são quase 800 mortos e 3.300 feridos, sendo 500 em situação crítica. Segundo o diretor do departamento de emergência no Ministério da Saúde de Gaza, entre os mortos estão 230 crianças, 92 mulheres e 92 pessoas idosas. Morreram nove soldados de Israel. Fonte.
A Jaboticaba Preta deixou esse vídeo, na página de comentários:
E esse recado:
“A situação vai piorar ainda mais com o Hezbollah atacando pelo norte.Não consigo entender com um grupo radical que acredita piamente, e cujo única e exclusiva meta seja, ir para o paraíso depois de se explodir e levar junto outras dezenas.
Sinto pelas crianças que crescem ouvido esse tipo de doutrina
Será que se os moradores da faixa de Gaza tivessem eleito o Fatah, no lugar do Hamas, os inocentes estariam nessa situação?
Mas, querida, você acha que, além de tudo, depois de tantas mortes e destruição, não era para os palestinos (Hezbollah) se defenderem?
A “única e exclusiva meta” do Hhammas não é “ir para o paraíso depois de se explodir e levar junto outras dezenas.”. Podemos questionar o método, mas a meta é libertar os palestinos, não ir para o paraiso, que é o argumento pra convencer seus jovens a morrer pela causa.
Mas, o irônico é ver que o vídeo no qual o Hammas – um grupo terrorista extremista, que obviamente ninguém, em sã consciência, apóia – faz declarações estrambólicas como essa:
“Nós vamos persegui-los em todos os lugares, somos uma nação que bebe sangue e nós sabemos que não tem sangue melhor que o dos judeus.”
E pensar que, na verdade, quem está bebendo o sangue de quem? desde a tomada da Palestina, em fins dos anos 40, até agora, quantos palestinos e quantos judeus foram mortos?
Desculpa, querida e tod@s meus outros queridíssimos amigos judeus – os que apoiam as ofensivas israelitas – mas tá na hora de prestar atenção no que diz seu compatriota Pappé e começar a reconhecer que, a longo prazo, essa matança só vai prejudicar ainda mais Israel e os judeus, de todo mundo.
Os palestinos podem sair enfraquecidos materialmente – e emocionalmente, com a morte de tantos inocentes – mas vão se recuperar, e a matança só vai fomentar mais ódio e revolta… e nunca, nunca vão parar de lutar pela terra que lhes foi tomada.
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Já Myriam, deixou esse recado.
“(…) Mas queria só retificar uma coisa, Denise, quando vc fala desculpa aos amigos judeus … parece que vc deixa a entender que todos os judeus apoiam a ação de Israel, o que não é verdade …
Meu marido, Reed Brody, é judeu, e meu filho de 8 anos, Zachary Brody, apesar de, pela religião não ser judeu (pois nasceu do meu ventre que não é judeu) se considera muito judeu, não são a favor de Israel, e estão sofrendo muito com esta invasão de agora … Zac estuda numa escola judia aqui de Bruxelas e está muito barra pesada a questão da segurança … as aulas já foram suspensas várias vezes estes dias por ordem so serviço de inteligência belga … a comunidade judia se sente acuada, sofrendo ameaças e tudo …
Tenho alguns amigos aqui, judeus brasileiros que estão amedrontados, apesar de serem super brasileiros, mas só por terem nomes judeus e tal, sabem que estão em risco de ações extremistas …
E estes judeus acima, absolutamente não apoiam as estratégias de Israel, a violência ao inves da negociação…
Então, gente, não generalizem …. beijo a todas”
Miroca, você tem razão e eu já corrigi a frase, é que todos os judeus que já se manifestaram aqui, sempre tiveram uma postura totalmente positiva a tudo que Israel faz. Gostaria muito de ouvir de judeus que entendem que o que está acontecendo é criminoso, uma matança, genocídio, cada um dá um nome diferente a essa monstruosidade.
Eu fiquei muito próxima à família judaica do namorado de Bia e gosto demais deles. Não falamos no assunto, mas duvido que o pai de Simon apoie o bombardeio, sei que tem muitos judeus pensam como ele (por isso coloquei a entrevista com o Ilan Pappe) e não quero generalizar, mas, no geral, esse assunto é tão emocional pra a comunidade judaica que é difícil quie pensem racionalmente sobre o assunto. E eu não quero magoá-los de jeito nenhum. Mas tá cada vez mais dficíl engolir a revolta contra Israel (não contra os judeus, que isso fique claro!).
Acabei de ler que já são mais de 850 palestinos mortos. O Hammas afirma que não discute sem que Israel para os bombardeios. Muito sangue ainda vai rolar. Estamos todos mortificados, confesso que não esperava nada nessa dimensão.







Denise,
Saiu essa notícia de um bebê pesando 7 kg… até aí, ok, o bebê é grande, rss… Mas o que me chocou mais ainda, foi que usaram esse motivo para que ele não fosse amamentado pelo seio da mãe. Disseram que o leite é dado via oral, por um COPINHO(?)
Você que é conhecedora dessa área, isso é normal?
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL949956-5598,00-BEBE+COM+QUASE+QUILOS+NASCE+NO+RECIFE.html
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Oi Denise!
Poxa, obrigada por ter postado sobre o tema. Estou acompanhando o que está acotecendo em Gaza e me sinto tão horrorizada com o silêncio dos governantes com esse massacre. Eu não sabia da condição miserável que vivem os palestinos, até o momento em que Israel começou o bombardeamento de Gaza dia 27 de dezembro. Comecei a pesquisar, e descobri coisas muito horríveis. Eles mataram até agora 9 médicos, destruiram 11 ambulâncias. Há uma canadense pacifista colocando a própria vida em risco e indo com os paramédicos socorrer as vítimas dos bombardeios. Isso tudo pra evitar que atirem nas ambulâncias. (http://ingaza.wordpress.com/)
Tendo fazer o que posso, mandando emails pra amigos, colocando fotos no Orkut. Mas sinto como se estivéssemos sentados assistindo à outro Holocausto bem em frente aos nossos olhos.
[]‘s
Isabela.
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January 11th, 2009 às 10:40
Querida Denise e Isabella,
OLha, os novos gráficos do site estão lindos, feliz 2009, e mais uma vez vc esta ëm cima” com as notícias …
quero muito falar com a Denise sobre a foto do MST em Manaus … mas nao entendo muito bem como comentar no novo desenho do blog … sorry …
Mas queria só retificar uma coisa, Denise, quando vc fala desculpa oa amigos judeus … parece que vc deixa a entender que todos os judeus apoiam a ação de Israel, o que não é verdade …
Meu marido, Reed Brody, é judeu, e meu filho de 8 anos, Zachary Brody, apesar de, pela religião não ser judeu ( pois nasceu do meu ventre que não é judeu) se considera muito judeu, não são a favor de Israel, e estão sofrendo muito com esta invasão de agora … Zac estuda numa escola judia aqui de Bruxelas e está muito barra pesada a questão da segurança … as aulas já foram suspensas várias vezes estes dias por ordem so serviço de inteligência belga … a comunidade judia se sente acuada, sofrendo ameaças e tudo …
Tenho alguns amigos aqui, judeus brasileiros que estão amedrontados, apesar de serem super brasileiros, mas só por terem nomes judeus e tal, sabem que estão em risco de ações extremistas …
E estes judeus acima, absolutamente não apoiam as estratégias de Israel, a violência ao inves da negociação …
Então, gente, não generalizem …. beijo a todas
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Oi Denise.
Essa entrevista foi muito boa. É um grande paradoxo ver que judeus de perseguidos na Europa passaram a perseguidores na Palestina. Sobre a situação em Gaza, acabo de ler que a representante do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU vê claros indícios de crime de guerra em um massacre premeditado de 30 civis. Será que alguém será julgado por tais crimes? Será que o direito internacional também vale para os aliados dos EUA ou será que Haia julga somente chefes de Estados de países com pouca força política? Espero que haja justiça.
Melhoras para seu marido.
Abraço,
Carlos.
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A situação vai piorar ainda mais com o Hezbollah atacando pelo norte.
Não consigo entender com um grupo radical que acredita piamente, e cujo única e exclusiva meta seja, ir para o paraíso depois de se explodir e levar junto outras dezenas.
Sinto pelas crianças que crescem ouvido esse tipo de doutrina:
http://www.youtube.com/watch?v=umlWYGLixPc&feature=related
Será que se os moradores da faixa de Gaza tivessem eleito o Fatah, no lugar do Hamas, os inocentes estariam nessa situação?
Lembram do filme "The day after tomorrow?" foi o último post que Jaboticaba Preta escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Também achei interessante o que o historiador falou sobre não entender como um povo que sobreviveu ao Holocausto possa cometer tais crimes contra a Humanidade.
Tenho um colega palestino e ele me contou algumas histórias sobre seu povo, coisas horríveis. Por mais violência que haja no Brasil, não se compara ao que alguns povos vivem em certas áreas do Oriente.
Gente, que mundo é esse? Como podemos mudar essa situacão?
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Querida Denise, juro a você que choro todos os dias ao acompanhar o que está acontecendo na faixa de Gaza. É genocidio mesmo, não tem outro nome. Essa é a questão humanitária mais importante dos nossos dias e precisa acabar já, pela sua crueldade e desumanidade.
As noticias e discussões diárias eu vejo aqui:
Sites em portugues:
http://www.amalgama.blog.br/
http://www.idelberavelar.com/
Em ingles:
http://www.imemc.org/
http://www.palestine-info.co.uk/en/
http://electronicintifada.net/new.shtml
Para entender melhor o que está acontecendo:
http://www.juancole.com/
Devem existir um monte de outros sites e blogs legais, a internet está sendo o forum privilegiado dessas discussões – a imprensa dita oficial no mundo deixa muito a desejar.
Beijos, rezemos por um fim de tanto sofrimento.
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estou com a betes ai acima…toda vez que vejo as cenas (diariamente pela cnn e bbc internacional), choro. e terrivel o que se faz com este povo. tambem nao acredito que as pessoas de coracao acreditem que este seja um bom caminho. nao acho que todos os judeus aprovem o que esta acontecendo…e chocante!!
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Eu me pergunto pq esses movimentos palestinos nao reconhecem de uma vez o estado de Israel (que é incontestável) e param com esse discurso de extermínio. Eles perdem muito mais a razao do que os Israelenses com esse tipo de filosofia. Morando na Alemanha, eu tenho sim muito medo sempre qdo eu pego um trem, pq a possibilidade de um atentado é enorme e tudo isso acontce por causa desses fanáticos, anti-semitas. Eu acho muito mais que justo depois do que os Judeus passaram, até mesmo antes da SGM, ter um pedacinho de terra pra chamar deles!
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O mais engraçado é q enquanto Israel foi bombardeada por mísseis durante todos esses anos, nao houvesequer UM blog um comentário uma voz q fosse falando sobre o assunto, e agora tantos brasileiros q vivem praticamente uma guerra cívil todos os dias, se mostram com tanta compaixao por uma ssunto q mal entendem, q vem de um lugar que nunca estiveram. Nao estamos falando com palestinos e nem tzratando com eles, esztamos falando de um grupo terrorista, nao estamos falando de territórios, Isarel saiu da faixa de Gaza há três anos en isso só serviu para q o Hamas se armasse e se reforçasse militarmente, os aplestinos nao tem água, vivem miseravelmente, mnas nao falta armamento bélico naquele lugar. Deixem de procurar culpados, qual seria a soluçao? deixar com q o Hamas continuasse se aramando? Q continuase atirando mísseis contra Israel, pq afinal sao só mísseis feito em casa e nao morre tanta gente assim? eu sinto muito palas crianças, pelos cívis mortos (afinal como saber, se o Hamas nao usa uniforme?), o povo palestino sofre de fantoche do Ira e desse grupo, depois do massacre em Bomabaim depois dos atentados na Espanha na Inglaterra, e várias tentativas aqui na Alemanha, aonde é q nós vamos chegar? Óbvio q sou contra ao q está acontecendo óbvio q sou contra a morte de crianças, mas meu D-us do céu, qual país se calaria sendo bombardeado por tantos naos? Israel deu vários avisos do q poderia acontecer e ainda agora os mísseis contra Israel nao param.
O q me importa é a minha família em Israel q há anos nao tem segurança, nem depois dos muros de segurança, sao os meus sobrinhos q tem q se levantar de madrugada qdo toca a sirene e correr pro bunker….O Hamas nao está brigando por territórios, o Hamas é hj o governo de GAZA apoiado e financiado pelo Ira e q grita aos quatro ventos q querem o fim de Israel, é um grupo terrorista. Qual é a soluçao? Antes de apontar culpados, o q faz ou fez o Hamas até agora pra proteger as crianças deles? o q eles fizeram pra ajudar o povo nesses três anos, a nao ser contrabandear armas? Isarel nao tem o menor interesse naquele pedaço de terra, Israel vivem epaz com o Egito,depois da devoluçao do Sinai.
Nao vi ninguém saindo às ruas qdo do atentado na Índia, aquelas pessoas sim eram todas inocentes, morreram só porque estavam no lugar errado na hora errada, o governo do Paquistao se desculpou?
Tá todo mundo louco. foi o último post que Carla escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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January 13th, 2009 às 03:29
Acho que a gente precisa refletir sobre os fatos e argumentos trazidos aqui por Carla. O Hamas é um grupo terrorista, totalmente psicopata. A solução? Eu não tenho a pretensão de tê-la. Sou contra a matança, mas, sem tomar o partido do Hamas, que enganou o povo palestino (muitos palestinos se dizem arrependidos de terem votado nele na esperança de que acabariam com a corrupção) e que não é um grupo confiável nem pra se dar um bom dia. A revolta contra o Hamas já vem sendo sentida há tempo pelos próprios palestinos da Faixa de Gaza e por gente que já pertenceu ao Hamas! Para se ter uma ideia, eles executaram sumariamente 500 opositores em 2007 (quem se lembra?) e continuam reprimindo com mão de ferro qualquer revolta de compatriotas na Faixa de Gaza. São apoiados, sim, pelo Irã, pela Síria e pelo Egito. Tudo o que recebem do Ocidente, através da Cisjordânia, é convertido em armas e a miséria toma conta do povo palestino. Abomino o ódio racial, o preconceito e, como qualquer ser humano, sinto enorme compaixão pelos palestinos. Acontece que o Hamas, o próprio Hamas, está, sim, usando crianças como escudo e imagens de crianças como propaganda, principalmente do sexo feminino. Perguntem a quem mora lá? Os foguetes que eles lançam são, sim, lançados de escolas e janelas de residências. Os soldados israelenses seriam os mocinhos? Não. Claro que não. Eles também cometem atos de extrema crueldade, conforme foi mostrado pela Cruz Vermelha. Ninguém é bonzinho numa guerra. Lamentável! É tudo o que posso dizer, esperando que a ONU encontre uma solução viável para estancar tantas mortes.
A propósito do que dizia Carla, eu pergunto: cadê o Brasil no caso do Sudão? 300.000 mortes (!) – o que também é inegavelmente uma atrocidade. E o que fez o Brasil? Recusou-se a votar contra o governo genocida do Sudão no Conselho de Segurança da ONU por causa dos contratos comerciais com Darfur e para preservar as boas relações com a China!… Sabe, gente, não da nossa parte, mas, da parte do poder econômico e político, a hipocrisia é grande. E a desumanidade também.
Maristela.
Agrotóxicos: proibidos lá fora, despachados para o Brasil. foi o último post que maristela simonin escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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BLOG
Reinaldo Azevedo
A CARNE BARATA DAS CRIANÇAS PALESTINAS
Certo! Pode-se afirmar que os militantes do Hamas só usam cadáveres de crianças como bandeiras porque, afinal, há cadáveres de crianças. Sem dúvida, em qualquer guerra, elas são as vítimas que mais chocam e constrangem. Mas o que os terroristas fizeram para poupá-las? Nada! Ao contrário! A carne das crianças palestinas ou das crianças libanesas do Sul do Líbano são as mais baratas do Oriente Médio. Os militantes do Hamas e do Hezbolhah, respectivamente, escondem-se em meio à população civil. A cada criança morta, um triunfo. A imprensa dos países islâmicos faz o uso esperado dos cadáveres. E a dos países ocidentais não fica atrás. A primeira investe no vitimismo; a segunda, na perversão humanista.
A foto de uma criança palestina com lágrimas nos olhos vale por milhares de editoriais censurando Israel. O que sai do olhar treinado e estudado do fotógrafo assume as características de um flagrante. O que é uma escolha confunde-se com um registro objetivo da guerra. Imagens com essas características valem por perguntas: “Mas onde estão as criancinhas israelenses? Cadê os cadáveres dos infantes judeus?”. Também induzem algumas respostas: “Sem elas, só se pode concluir uma coisa: trata-se de uma luta desigual! De uma reação desproporcional! Precisamos de mais cadáveres de judeus para que possamos, então, ser compreensivos com Israel”.
E o ato essencialmente imoral do terrorismo islâmico — mais um — perde relevo para a comoção. Mais eficientes do que os foguetes do Hamas, são os cadáveres das crianças palestinas. São bombas de efeito moral que explodem no território israelense e demonizam um país que só não foi extinto em razão da sua tenacidade — também a militar. “Ora, então Israel que evite a reação”. É? E como agir, então, para conter o agressor? Reação proporcional?
Reação proporcional? Deve-se levar isso a sério? Terão os israelenses de fabricar seus foguetes quase domésticos par jogar em Gaza ou no Sul do Líbano? Seria legítimo treinar homens-bomba, que morreriam, então, em nome de Iahweh? Devem os israelenses ser “proporcionais” também no nível de exposição de seu próprio povo à fúria do inimigo, de sorte que também possam exibir, com vitimismo triunfante, seus cadáveres pelas ruas, passando-os de mão em mão, numa espécie de catarse da morte?
De fato, Israel não tem saída. A não ser lutar. A guerra de propaganda contra os adoradores de cadáveres, o país já perdeu. Resta-lhe fazer todos os esforços para não ser derrotado no terreno propriamente militar. É a sua contribuição do momento ao triunfo da civilização.
Por Reinaldo Azevedo
Tá todo mundo louco. foi o último post que Carla escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Denise, os meus filhos tem q voltar à escola na segunda feira, estudam em escola judaica e eu estou pavorada, pq sei q em qqr lugar ou em qqr hora algo de mau pode acontecer à eles, mas assim como eu nao li em blog nenhum sobre os atentados à jovens judeus em Paris no últimos dias, pq provavelmente é o preço q a gente deva pagar nao? E nao dá nem ibope, esse tipo de notícia, aliás mais de 2200 judeus deixaram a França nesses últimos anos imigrando pra Israel por se sentirem inseguros lá. seria irônico se nao fosse trágico.
Pobre desse mundo antes de falartem sobre crimes contra a humanidade, vcs deram uma olhada no You Tube e viram qtos vídeos onde o próprio Hamas declara q usa as ccas como escudo humano?
Os meus filhos nao estarao seguros indo à escola, mas as suas netas estarao Beth e a sua filha tb Denise, pq JAMAIS, NUNCA um judeu, ou um israelense vai atacar pessoas na rua deliberadamente assim como ocorreu no Holocausto.
http://www.youtube.com/watch?v=g0wJXf2nt4Y
Tá todo mundo louco. foi o último post que Carla escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Denise, também falei sobre este tema lá no blog e fico mais estupefata de ver o pouco respeito que teem hoje em dia pela ONU – não estão nem aí para os acordos que eles fazem e o pior é que a Europa, com certeza, sofrerá com os desvarios do Hezbollah.
Triste inicio de ano!
bjs cariocas
Porque não na Maturidade – II foi o último post que BethQ. escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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Escrevi hoje no blog de Beth sobre isso. Aliás, vou reproduzir aqui a mensagem de fim de ano que mandei para meus amigos:
“Estava pensando como desejar pra vocês um feliz ano novo num momento como este sem parecer insensível diante do que acontece na Terra Santa. Como ver imagens de crianças mortas por estilhaços de mísseis e enviar um cartão com estouro de champanhe?
Mas, acreditem, achei um motivo pra desejar, sim, um feliz ano novo. Lembram a música, acho que de Gonzaguinha, que diz “fé na vida/fé no homem/fé no que virá…”? Pois bem, foi mesmo no meio das notícias desse conflito que encontrei o personagem do meu cartão de esperança no futuro e de fé no homem. No caso, uma mulher, uma jornalista chamada Amira Hass. Filha de sobreviventes do holocausto, ela foi a primeira e única jornalista judia israelense a se instalar no território palestino ocupado pelas forças israelenses. Seu trabalho como correspondente do Haaretz, o principal jornal liberal do país, começou em 1993 na Faixa de Gaza. De lá foi para Ramala. “Me chamam de correspondente para assuntos palestinos; na verdade, deviam dizer que sou especialista em ocupação israelense”, diz ela.
Bom, gente, este texto foi tirado de uma matéria feita com ela em 2004 num jornal espanhol e publicada agora no blog Amálgama, mas Amira continua lá, ou pelo menos continuava até o início deste mês, quando foi detida por autoridades de Israel em Sderot, por ter entrado ilegalmente na Faixa de Gaza. Essa corajosa repórter israelense, respeitada pelos palestinos, pode substiuir neste instante a imagem daquelas crianças palestinas mortas.
Vejam um pouco sobre ela na matéria de Marco Lacerda no Amálgama:
“Uma série de reportagens e colunas escritas por Amira entre 1997 e 2002 para o Haaretz foi recolhida no livro Crónicas de Ramala, inédito em português e publicado em espanhol pela editora Gutenberg Galaxy Madrid (2004). Os textos são um grito contra o sofrimento da guerra; expressam a opinião de uma jornalista independente e muitas vezes indignada com a dominação imposta aos palestinos por seu país. ” A existência de Gaza explica toda a saga do conflito palestino-israelense”, afirma. “É a contradição do Estado de Israel: democracia para uns e exclusão para outros”.
Impedidos por lei de circular livremente, os palestinos são forçados a um regime de confinamento e toque de recolher. Tornaram-se habituados a viver em perigo constante, porque, onde quer que estejam, estão na mira de armas israelenses. Em certa ocasião, um menino, intrigado com o onipresença militar, perguntou à jornalista: “Os judeus já foram bebês como nós, ou já nascem crescidos, de uniforme e metralhadora?”
Amira nasceu em Jerusalém no ano de 1956. Estudou história na Universidade Hebraica e em Tel Aviv, recebeu prêmios do Instituto Internacional de Imprensa e da UNESCO por seu jornalismo independente e de denúncia.
trecho da entrevista…
A criação do Estado de Israel foi um erro?
A criação do Estado de Israel deve ser entendida com base nos eventos históricos que a precederam, especialmente o genocídio perpetrado na Europa por sociedades avançadas. O sionismo, cujo objetivo foi estabelecer uma casa para os judeus, era uma das alternativas fornecidas pela diáspora para enfrentar o anti-semitismo, a perseguição e discriminação. Considerar a criação de Israel um erro seria ignorar uma das maiores barbaridades concebidas pela civilização ocidental-cristã: a indústria da morte criada pela Alemanha nazista.
Como pode uma filha de sobreviventes do Holocausto defender opiniões tão pouco simpáticas ao povo judeu?
As minhas críticas à política israelense são proporcionais ao meu amor pelo meu povo e seu futuro. Faço parte do povo judeu e, como tal, estou convencida de que não teremos um futuro seguro enquanto dependermos da superioridade militar. Nossa condição étnica particular não pode levar-nos a um comportamento grupal que inflija dor e sofrimento aos outros. A auto-crítica e a crítica dos regimes opressivos são valores judaicos antigos dos quais me orgulho.
Como jornalista e cidadã, o que você sonha para o futuro do seu povo e do seu país?
A experiência me ensinou a ser modesta até nos sonhos. Minha esperança é que meu povo perceba, antes que seja tarde demais, que a superioridade militar não garante a segurança e a vida normal na região. Paz e justiça não são incompatíveis. Será fácil estabelecer a paz na região a partir do momento em que rompamos com a política de exclusão imposta aos palestinos desde a criação do Estado de Israel em 1948.”
Pra ler toda a entrevista: http://www.amalgama.blog.br/
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Oi Denise!
Olha que legal, um grupo de 10 mulheres judias aqui do Canadá ocuparam o consulado de Israel em Toronto.
January,07,2009.
Movimento pacifista, contra o bloqueio em Gaza, invasão de terras, e atual massacre do povo palestino.
[]‘s
Isabela.
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Pois é Denise, sem mesmo conhecer Ilan Pappé, nem seu trabalho eu já vinha chamando a atitude de Israel de faxina étnica. Não há outro nome para o que vem acontecendo há anos. Realmente é um triste início de ano.
Bjs
Bosch foi o último post que Claudia escreveu em seu blog, vamos dar uma olhada?
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[...] no Síndrome de Estocolmo, da Denise Arcoverde e reproduzo [...]
Denise nao gostaria nem de expressar a minha opinião no blog, só quero deixar alguns links que voce deveria ler antes de expressar ou mesmo formar a sua opinao, afinal como blogueira voce é uma formadora de opinião tb:
http://www.haaretz.com/hasen/spages/1052817.html
http://namiradohamas.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=PWlF7Wm8FMw&e
http://mypetjawa.mu.nu/archives/195773.php
Isso aqui vale super a pena voce ver:
1º VÍDEO
Vídeo que comprova que o Hamas utiliza mulheres, crianças e idosos, induzindo-os a formar um escudo humano. Fathi Hammad diz: “Nós desejamos a morte como vocês desejam a vida”. ”
http://www.youtube. com/watch? v=CWIDZ7Jpdqg
2º VÍDEO
ANB TV-Lebanon mostra uma multidão de Palestinos se unindo no telhado da casa de Wa’l Rajab, um alto líder do Hamas, para atuar como escudos humanos.
http://www.youtube. com/watch? v=S2G1TZKerTo
3º VÍDEO
1) Al-Aqsa TV, do Hamas, chama crianças para formarem um escudo humano na casa de Abu al-Hatal, com o fim de proteger o prédio de um ataque das Forças de Defesa de Israel. Notem que a TV usa o termo “escudo humano”, sem se preocupar em estar cometendo um crime de Guerra.
Download: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ClipMediaID= 1915990&ak=null
Visualizar: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ClipMediaID= 1915991&ak=null
Visualizar (youtube): http://www.youtube. com/watch? v=6DCuRzzsKnk
2) Uma multidão no telhado da casa de Abu Bilal al-Ja’abeer no Nordeste da Faixa. Novamente um flagra da formação de um escudo humano.
Download: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ai=58&ar=StandingOnRoof- D&ak=null
Visualizar: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ai=58&ar=StandingOnRoof- V&ak=null
4º VÍDEO
Hamas’ al-Aqsa TV (6 Jan 2009) mostra o lançamento de um foguete contra Israel a partir de uma área urbana.
Download: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ai=58&ar=mortarshellStree t-D&ak=null
Youtube: http://www.youtube. com/watch? v=EPZlgg9o4Us
5º VÍDEO
Vídeo que mostra terroristas do Hamas lançando um foguete contra Israel a partir de uma Escola controlada pela ONU. A imagem foi feita por um avião das Forças de Defesa de Israel no dia 29 de outubro de 2007.
Download: http://switch3. castup.net/ cunet/gm. asp?ai=58&ar=MortarFromSchool -D&ak=null
Youtube: http://www.youtube. com/watch? v=WyPF-XeBG4A
6º VÍDEO
Hamas doutrina crianças, incluindo no jardim de infancia, a odiar os judeus e praticar o suicidio e outros tipos de ataques terroristas. Hamas também atira e lança morteiros em alvos israelenses, cercados de crianças e jovens, usando-os como escudos humanos.
Youtube: http://www.youtube. com/watch? v=eTGbP55HGi8
7º VÍDEO
Uma jovem palestina conta sua história sobre o sofrimento durante o conflito em Gaza e culpa o Hamas.
Youtube: http://www.youtube. com/watch? v=fLIdxF- GHWw
8º VÍDEO
Membros do Fatah contam suas histórias chocantes sobre o abuso nas mãos do Hamas quando os terroristas atacaram os membros do Fatah.
Fatah testemunha contra o Hamas: http://www.youtube. com/watch? v=BoH19b1TrZo
Por favor me envie seu email pq tenho bastante material para te mandar!
“Nós podemos perdoar os árabes por matarem nossos filhos. Nós não podemos perdoá-los por forçar-nos a matar seus filhos. Nós somente teremos paz com os árabes quando eles amarem seus filhos mais do que nos odeiam”.
Golda Meir
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A solução de Gaza – Leiam com atenção, já que o articulista é muçulmano
TAWFIK HAMID
O escritor, um médico e reformador muçulmano, é o
autor de “Inside Jihad.”
Traduzido por ROGÉRIO PALMEIRA
A SOLUÇÃO DE GAZA ESTÁ NAS MÃOS DOS PALESTINOS
Depois de Israel lançou sua ofensiva militar contra Hamas, em
instalações militares em Gaza, em resposta aos repetidos ataques a civis israelenses, as ruas árabes não perderam tempo e demonstraram com paixão sua oposição a Israel. Na Europa, muitos ocidentais também tomaram parte no protesto.
Como um muçulmano egipcio,agora vivendo na América, eu me pergunto porque a rua árabe e seus apoiadores no Ocidente nunca
mostram igualmente forte resposta contra terroristas islâmicos
que almejam civis inocentes mundo afora, explodem mercados inteiros,com civis de origem predominantemente muçulmana no Iraque, Paquistão, Sudão, Turquia, etc. Quando você considerar que os
ataques israelenses mataram cerca de 400 pessoas,maioria militante do Hamas, nos primeiros quatro dias, a atitude passiva do mundo muçulmano contra os terroristas representa extrema hipocrisia. Se
eles realmente se importam com as vidas de muçulmanos , deveriam ter demonstrado nos mesmos números e com igual veemência contra os islamistas que assassinaram centenas de milhares de seus concidadãos muçulmanos, para não mencionar o Hamas que abate membros do rival Fatah – mulheres e crianças incluídos.
Outra questão é: porque não vimos uma semelhante forte reação contra os terroristas que praticaram o mais recente atentado em Mumbai. Muitos indianos, ocidentais e judeus foram mortos. Mas não houve erupção espontânea e demonstrações de indignação na Europa, para denunciar os ataques, como no caso de Gaza. São essas vidas menos importantes que as dos palestinos? Onde está a o furor público organizado contra a matança lasciva de indianos e judeus?
Assistimos à queima de igrejas no Iraque, nas mãos dos jihadistas. Sabemos também que milhares de cristãos iraquianos fugiram porque os islamistas impõem sobre eles o tradicional Shari’a, escolha para os não-muçulmanos: converter-se ao Islã, pagar um imposto humilhante (jizzia), ou serem mortos. No entanto, não ouvimos qualquer coisa a partir das ruas árabes ou de seus apoiantes. Só silencio petrificante. As
vidas palestinas valem mais do que as dos cristãos no Iraque?
Uma mentalidade tribal ainda governa o mundo muçulmano e não há qualquer vontade de demonstrar-se contra concidadãos muçulmanos, mesmo contra aqueles que tenham cometido grandes crimes contra outros muçulmanos. E a Europa é demasiado eviscerada para vir ao auxílio de vítimas cristãs dos “anti-infiéis”.
Depois, há o velho anti-semitismo. É tão fácil demonstrar-se contra os judeus ou Israel e extremamente raro ver demonstrações de apoio às vítimas judaicas, tais como o altruísta rabino e sua esposa, que foram selecionados para a uma tortura especial em Mumbai, pelos islamistas. Ele faz o “impulso” europeu de boa consciência apontar um dedo contra a suposta “agressão” de Israel para ajudar a minorar alguns dos seus próprias culpas remanescentes .
O mundo muçulmano e os europeus que apoiam as manifestações contra Israel devem parar a tendenciosa reação, que cega e reflexamente apoia a palestinos e criminaliza Israel. Aqueles que se demonstrarem contra a campanha militar em Gaza devem perceber que, se o Hamas tivesse parado de atacar Israel com seus foguetes, Israel não teria lançado o seu ataque. Se o palestinos tivessem se focado na construção de sua sociedade e não em destruir os outros, toda a região iria desfrutar da paz e prosperar. Caso palestinos reconheçam o direito de Israel a existir, finalizar o terrorismo contra os judeus e nutrir um sincero desejo de viver em paz, eles terminariam o seu sofrimento. A solução agora está simplesmente na mãos dos palestinos – não dos israelenses.
TAWFIK HAMID
O escritor, um médico e reformador muçulmano, é o autor de “Inside Jihad.”
Traduzido por ROGÉRIO PALMEIRA
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[...] Textos (aqui, aqui, aqui e aqui) da Denise Arcoverde sobre o massacre que Israel esta promovendo na Palestina. Gostei deles [...]
Vejam que artigo esclarecedor sobre o assunto:
É sempre assim: toda vez que Israel reage àqueles que o atacam ou que põem em risco a sua existência como Estado; parte da mídia tende a tratá-lo como espécie de “inimigo público número um” no Oriente Médio.
Deu no programa “Milênio”, dia 05/01/2009 (época em que Israel incursionava em Gaza) e foi reprisada no dia seguinte exaustivamente pelo Canal Globonews a entrevista com o historiador revisionista judeu Ilan Pappe tomada pelo repórter da Rede Globo Silio Boccanera.
O israelense Ilan Pappe pertence à safra dos “novos historiadores”, turma que se propõe rever fatos históricos, no mais das vezes, atribuindo a tais acontecimentos a pecha de “falsos” ou “manipulados”, propondo revisionar os fatos sob a sua ótica ideológica de esquerda.
Ilan Pappe não foge à regra e segundo o seu livro “The Ethnic Cleansing of Palestine” (A Limpeza Étnica da Palestina), o povo judeu – pelo sionismo, antes mesmo da fundação do Estado de Israel em 1.948 – vem promovendo uma limpeza étnica do povo árabe na palestina, inclusive por meio de guerras.
A chamada da “Globonews” anunciava a entrevista fazendo menção à referida obra de Ilan Pappe segundo a qual “ajuda a entender os recentes acontecimentos na faixa de Gaza”.
Pois bem.
Muito conveniente essa reprise da entrevista com o marxista israelense Ilan Pappe em um momento em que Israel incursionava em Gaza – conveniente, é claro, para os padrões de um jornalismo tendente a manipular a opinião pública.
Nessa senda, irônico é o fato de Karl Marx, também de ascendência judaica, depois de defecar o comunismo, aduzir que o fez para se vingar de Deus e do seu povo (mais conhecido como povo de Israel). Com efeito, servindo ao propósito de o seu ideal, o comunismo exterminou, em todo o mundo, mais de duzentos milhões de vidas humanas! Ilan Pappe, como político do partido comunista israelense – Hadash, não conseguiu introduzir, nos anos 90, o marxismo em Israel – fato que o frustrou a ponto da psiquiatria e, agora, procura vingar-se de Israel e do seu Deus por meio de burlesca ideologia conhecida como “revisionismo” – ala excêntrica esquerdista que se propõe a “desmistificar” fatos históricos e reinventá-los, ou melhor: interpretá-los a seu bel prazer, é claro.
Ideologia esquerdista? “Sim senhore, positone”.
Eis ai o venezuelano Hugo Chaves e a revisão (reinvenção) da história da América Latina pelo tal
bolivarismo!
Mas, é tão distorcido e contraditório o revisionismo do marxista judeu Ilan Pappe que ele não foi capaz de explicar na entrevista que concedeu a Globo como é que a população ÁRABE ISRAELENSE sói cresce no estado de Israel: árabes comerciantes; árabes padeiros, árabes joalheiros, árabes donas de casa, árabes professores, árabes cientistas, árabes músicos, árabes engenheiros, árabes advogados, árabes médicos, enfim e que convivem com o cidadão israelense judeu, harmoniosamente, dentro do território de Israel!
Ora, para quem (Israel) quer fazer e “sempre fez” “uma limpeza étnica” (da população árabe)
segundo o revisionismo de Ilan Peppe, muito estranho não é mesmo?
Aliás, reflexo dessa crendice absurda e risível do revisionismo foi visto no “Manhattan Connection” (GNT da rede Globo), ocasião em que o jornalista Lucas Mendes chegou ao cúmulo de ponderar se os mísseis qassam não seriam preparados e disparados pelo próprio mossad (serviço secreto israelense) contra o próprio territorio de Israel a fim de justificar o ataque na faixa de Gaza por motivos eleitoreiros… Tal disposição de torcer os fatos foi de pronto rechaçada pelos outros comentaristas, ainda bem para a história!
Só faltava essa!
Mas o revisionismo é isso aí, tão aberrante quanto à ideologia que o sustenta. Tendente a acreditar em papai Noel.
É preciso ser honesto e deixar de transferir a Israel uma responsabilidade que não é sua! O povo árabe palestino foi quem conduziu o Hamas ao governo de Gaza! Escolha do povo palestino! Ele próprio o fez! Se os palestinos desejam de verdade a paz, já passou da hora de promovê-la, não acha Willian Waack?
Este jornalista propôs-se a responder a questão do “o quê”, afinal, seria agir de forma proporcional por parte de Israel, já que a pregação da imprensa era a de que a IDF – Israel Defense Force estava usando força desproporcional em Gaza.
Pois bem. Se a saída em relação ao Hamas (que tem como fundamento de governo a extinção de Israel) não é a militar e sim a política, você não acha Willian, que o povo palestino, ele próprio, precisa lançar mão dela (política) diante do seu governo, o Hamas? É que transferir para Israel tal tarefa é mesmo muita leviandade.
Lamento a perda de vidas, inclusive de crianças palestinas. A cena daquelas cinco irmãs mortas é mesmo de fazer chorar e é, de fato, uma perda terrível e muito preocupante. Agora, o governo palestino do Hamas deveria prezar pela vida dos seus concidadãos e estes, por sua vez, verificarem que governo almejam.
Por outro lado, impensável minimizar os efeitos dos mísseis qassam sobre os israelenses!
Mas, retornando diretamente a Ilan Pappe, outra frente distorcida do revisionismo é o pacifismo.
Eu disse pacifismo e não o exercício da paz!
O exercício da paz e o pacifismo são coisas antagônicas.
O pacifismo propõe o automartírio de uma nação pelo fato de ser mais forte do que a outra que lhe ataca! Coloca de joelhos o mais forte diante do mais fraco em nome de uma paz alijada, capenga.
Excêntrico e confuso, mas é isso mesmo que o pacifismo é!
Israel possui um povo organizado que ama estudar, que ama a liberdade, que trabalha e desenvolve tecnologia de ponta, e que por amar a paz desenvolveu poderosa tecnologia militar. Um povo que combate de verdade a corrupção.
Já o “fatah” palestino, corrupto, desvia as milionárias “ajudas” estrangeiras para o seu deleite pessoal, cujos membros residem em mansões, viajam para o exterior, mantém vultosas contas bancárias lá, desfilam em limusines em detrimento do seu povo que vive em estado de miserabilidade.
O Hamas, por sua vez, arma-se até os dentes, pouco se lixando para o pescoço de suas crianças e suas mulheres. Aliás, o seu líder morto pela aviação de guerra israelense, à época do conflito, Nizar Rayyan, confirma esse fato ao gerar filhos para incitá-los, covardemente (ele mesmo não ousou fazê-lo), a explodirem-se em meio a civis israelenses como homens bombas, caso que ocorreu com um dos seus filhos.
Mas eu não vejo a globonews trazer “especialistas” para falar dessa ideologia Hamas que é o considerado o “fraquinho” no conflito. Também nada diz a respeito dos “casamentos” entre marmanjos árabe-palestinos e menininhas de seis anos de idade e assim vai…
Então, Israel deveria ter sido colocado de joelhos por ser o mais forte e suportar os mísseis atirados contra si, afinal, como bem lembrado por Lucas Mendes tais mísseis acertam as pessoas só de vez em quando!
No Sudão vimos os pacifistas agitarem bandeiras brancas e o povo de Darfur dizimado cruelmente e ainda estão sendo. A imprensa? Que nada! Bandeiras brancas bem hasteadas!
Em 1993, na Somália, enquanto agitavam os pacifistas as suas bandeiras brancas, Mohamed Farrah Aidid ria e massacrava o povo com a sua milícia. Quando Clinton, enfim, resolveu agir militarmente, os pacifistas bradaram e hastearam as suas bandeiras brancas pedindo “um cessar fogo imediato” das tropas americanas…
Pera ai. Deixa-me entender: contra a agressão armada bandeiras brancas, é isso? As tropas americanas, melhores armadas, jamais poderiam insurgir-se contra a maltrapilha milícia de Aidid e o melhor a fazer seria acenar bandeiras brancas para ela não é; mantendo-se o estado caótico de coisas criado pela milícia?
Agora sim dá para entender o seqüestro da menina Eloá no Brasil: eliminar Lindemberg, como por diversas vezes teve a chance a polícia militar seria atentar contra o pacifismo; logo, o melhor mesmo foi deixar a garota morrer nas mãos do facínora, seu algoz, mantendo-se o estado caótico de coisas criado por ele mesmo.
Ah! E o sequestro daquele ônibus no Rio de Janeiro em que o bandido matou a refém – tem até filme brasileiro a respeito – exterminá-lo seria uma tremenda desumanidade, o certo mesmo foi manter o estado caótico de coisas criado pelo próprio marginal e a vítima seqüestrada pagou o pato, Certo? Certíssimo na visão do pacifismo!
Mas não é só.
Outro ponto de vista revisionista, bem atual, é o de atribuir à ofensiva israelense no sul do Líbano em 2006, como sendo “um fracasso total” a fim de desacreditar a operação militar em “Strip Gaza”. Contudo, depois do término da ofensiva contra o Hezbollah nunca mais ele lançou um misseozinho sequer no território israelense como vinha fazendo antes da ofensiva de 2006!
Pretender “revisionar” um passado distante vá lá, mas os fatos ocorridos no ano de 2006 são muito recentes para iniciar uma distorção!
Portanto, senhores da imprensa, não dá mesmo para induzir toda e qualquer opinião. Vão devagar. É horrível a guerra? Sim, é. A paz deve triunfar? Imediatamente.
Agora, tentar incutir a idéia de que os judeus querem proceder a uma limpeza étnica na palestina com base no revisionismo ressentido de Pappe é mesmo demais.
Eli-Ezer Emess
http://eli-ezer-emess.blogspot.com/2009/09/globonews-o-revisonismo-de-ilan-pappe-e.html
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