Outro Parto

Tô indo dormir, Bia acabou de se despedir de mim. Amanhã. ela viaja pra Jamaica e, quando voltar, não estarei mais aqui. Depois de 21 anos, hoje foi o último dia vivendo na mesma casa que ela.
Sei que estava na hora, sei que ela vai ficar muito bem (e isso ajuda muito!), foi educada pra bater asas e ser livre. Sei que hoje em dia, o mundo é pequeno, vamos nos falar e nos ver de vez em quando.
Mas – por mais que eu tenha passado esses 21 anos me preparando pra o dia de hoje – só quem passou por ele pode ter uma idéia do que é ver o ninho, finalmente, vazio.
Tenho muitas coisas pra dizer sobre esse momento, principalmente a outras mães, mas não agora. Agora, vou fazer de conta que nada aconteceu e ela só vai viajar mais uma vez e eu também, vou dormir e acordar amanhã pensando no futuro interessante e cheio de descobertas que me espera na Coréia.
Porque parar pra pensar no que significa a ausência física dessa criatura que é a coisa mais importante do mundo pra mim, dói como um outro parto. Desculpem a ausência, mas estou de resguardo.







Ô Denise, fica assim não… Você ainda vai ter muito-muito-muito mais orgulho dela pela independência que ela tem! =)
Comente esse comentário!
Querida Denise,
Espero que você consiga se recuperar bem no seu “resguardo”…
que as dores passem, que a sensação de perda vá dando espaço para essa ausencia presente que é a separação de quem a gente ama…
Não consigo compreender perfeitamente o sentimento, provavelmente daqui alguns anos eu a entenderei perfeitamente… mas pensando no que minha mãe e minha sogra sempre disseram desse momento e como é duplo esse sentimento que você tá tendo agora eu só queria dizer que, de algum jeito, eu compartilho da sua dor e compartilho da sua alegria… Uma nova vida sua começa na Coréia e mesmo sabendo tão pouco de você, desejo do fundo do coração tuuudo de bom nesta nova fase… otimo domingo!i:
Comente esse comentário!
ah… na semana passada, chorei sozinha quase todos os dias, apenas porque Ângelo começou no Dagis daqui. E, embora eu saiba exatamente o que é bom pra mim e pra ele, não tenho como explicar a dor que sinto… talvez por isso, ainda que eu saiba que não dá para comparar uma coisa com a outra… eu ache que consigo participar desse seu momento… acho que como mãe.
Comente esse comentário!
Oh, sweetie,
Imagino como isso deve ser duro, mesmo sabendo que e’ necessario, inevitavel, que ela esta pronta e tudo mais. Fico so pensando em quando chegar a minha hora…
Beijos,
Regina
Comente esse comentário!
Querida Denise,
Sou uma filha que saiu de casa há mais de 2 anos, 10 dias depois de ter casado e pra morar em outro país … Já viu quanta mudança !
Realmente é muito difícil … Mas vc sabe o melhor ? Amadureci !
As saudades sempre existirão, mas como é bom poder colocar em prática todas as lições aprendidas com a minha mãe. Tenho certeza que com a Bia não será diferente !
Grande abraço pra vc !
Comente esse comentário!
Claro que é ótimo, amadurecer, ter a certeza do dever cumprido, vida nova, seguir o destino! Só que não dá prá racionalizar com essa saudade enorme de portão de embarque de aeroporto! É abrir a boca no mundo e chorar! Até passar. Daqui a pouco chega a minha hora e to vendo que não adianta preparar os lenços!
Acabo de ver uma reportagem sobre o brechó do Síndrome no Correio Braziliense, na Revista do Correio deste domingo. Muito estranho te ver em outra mídia, tão de vizinhança!
Um beijo, fique bem, tá tudo certo, o rio corre seu curso!
Comente esse comentário!
Denise, não é fácil mesmo, hang in there! Por mais que a gente racionalize, fica um vazio muito grande. Ainda bem que o tempo nos ajuda a curar, e você vai reaprender a viver sem ter a filha dentro de casa (e em outro país). Meanwhile, dá-lhe videoconferência, telefonemas, e-mails diários!
Comente esse comentário!
Sei o quanto isso dói. Há quase 10 anos, a minha filha saiu de casa pra viver em outro país. E levou junto a minha primeira neta, que tinha 4 anos, e era, como ainda é até hoje, o meu xodó. Elas só voltaram ao Brasil duas vezes, a última está fazendo dois anos. Nos primeiros tempos, eu só chorava. Depois, aprendi a usar internet pra me comunicar com elas. Hoje, morro de orgulho da mulher independente que minha filha se tornou, da minha neguinha baiana que foi alfabetizada numa escola italiana e é uma das melhores alunas da escola dela. E ainda ganhei um neto italiano que fala “ôxe” e é mais baiano que a irmã dele que nasceu aqui.
A distância só nos fez bem. Crescemos e descobrimos – eu também – novos mundos. E acho que nos amamos e nos respeitamos mais.
E, mais cedo ou mais tarde, o ninho volta a encher. Pode estar certa disso…
Comente esse comentário!
oi, Denise,
ver a família separar-se, não é fácil.
eu vivo há anos longe da minha e parece um permanente exílio.
publiquei um texto no meu blogue falando das minhas vivências na Livro 7 (que, por sinal, foi no mesmo período que você). O link é: http://marciliomedeiros.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html#2008_08-11_20_39_44-130161157-26
depois, ao pesquisar sobre a livraria na net, encontrei o seu texto de 15.10.04.
gostaria de sua autorização para publicar no meu blogue, pois estou reunindo textos que tratem do assunto.
um abraço e força para você,
Comente esse comentário!
De, faz isso mesmo. Viva seu resguardo – não é luto porque apesar da tristeza que dá (que imagino não deva ser pequena!) é um momento de conquista de Bia, uma transição, digamos assim. Mas viva esse momento intensamente, porque é assim que tudo que é importante preisa ser vivido.
Quando passamos batidos pelas coisas, sem dar a devida importância, não conseguimos processar, portanto nem administrar, bem.
Um beijo enorme (e solidário, apesar da transição que estou vivendo aqui ser ridiculamente mais tranquila – minha pequena, às vésperas de fazer 3 anos, por iniciativa própria saiu do nosso quarto e está dormindo no seu quartinho “so-zi-nha”)
Renata
Comente esse comentário!
Eu sei o que você está sentindo. Embora pra mim seja mais fácil, pois a distância não é um oceano entre nós. Minha filha mora em Londrina, no Paraná e eu moro em Belo Horizonte, Minas Gerais. Uma hora, de avião, (se não tivesse conexão em São Paulo…) nos separa. Mas é difícil demais. São situações diferentes: sua filha é muito nova, solteira; minha filha tem mais de 21 anos, é casada, já tem 1 filho. (É outra barra: distância de um serzinho de 1 aninho, lindo, fofo, maravilhoso!)Não estou preparada pra viver longe de filho! Não aceito que os criamos “para o mundo”. É pura teoria…Felicidades a vocês, nessa nova etapa da vida. E Deus abençoe sua filhinha (elas sempre srão “inhas”).Realmente, temos todo um aparato tecnológico pra aliviar a distância, mas nada nos prepara para a falta do calor do corpo, do cheiro…Ah, o cheiro dos filhos…
Comente esse comentário!
Oi Denise. Imagino o quanto ta sendo dificil pra voce. Apesar de nao ter passado exatamente por isso, imagino o quanto minha mae sofreu e ainda sofre com a minha saida de casa pra morar em outro pais. Isso depois de vivermos juntas quase 35 anos. Mas sei que voce vai superar pois voce é guerreira. E com certeza vai ser mais uma fase de aprendizado pra voces duas. Pena que ate hoje a minha mae nao se acostumou e acho que nunca vai acontecer isso, mas espero por tempos melhores e que ela possa tambem aprender com isso.Beijao pra voce e felicidades pra Bia. Ediane.
Comente esse comentário!
Denise, sou uma Pernambucana que vive nos EUA a 13 anos,tenho uma filha de 11, e desde agora ja me preocupa essa futura separacao. Nao passei ainda pelo que voce esta passando,mas sinto sua dor.Sou filha unica,vivi com meus pais ate os 24 anos, fui criada com aquela ideia que filho so sai de casa casado(e ainda mora por perto dos pais),conheci meu esposo que e Americano ,casei e tive que me mudar para ca(coisa que ate hoje nao acostumo). Agora tenho uma filhinha de 11 anos,e so de pensar que aos 18 vai para a universidade e ja nao vai mais morar com a gente,desde agora me da uma vontade imensa de chorar…
Comente esse comentário!
Minha filha, eu nunca me preparei para viver longe de vocês, se você, que teve tanto tempo se preparando está sofrendo, imagine eu, que sofro pelas duas. Mas é como digo sempre , às vezes a gente fraqueja sofre, chora…Mas logo vem a alegria de saber
que as duas estão muito felizes, e realizando devagarinho os seus sonhos.
Mãe é assim mesmo, como dizia uma amiga sua: mãe é tudo igual só muda de endereço.
Ontem não telefonei, pois intimamente não queria saber quando Bia ia viajar, sabia que vc ia sofrer.
Que Deus proteja sempre vocês e ilumine os seus caminhos.
Eu amo muito vocês.
Beijos
Comente esse comentário!
Espero que esse momento doloroso passe logo….
Fico pensando na minha mãe… ela é o tipo de pessoa que sempre me dá o maior apoio pra bater as asas, mas tenho certeza que ela se sentirá exatamente como você quando eu deixar o ninho…
Um dia eu serei mãe e vou entender melhor isso.
Bjs e se cuida!!!!
Comente esse comentário!
Tentei escolher palavras confortadoras para dizer… e aí leio este recaodl indo da sua mãe, que me meocionou também.
Força! Coragem! Espero que tudo se encaixe. Beijos carinhosos e abraço sincero
Comente esse comentário!
Oi Denise!
Me emocionei com seu post! Eu sei que não é fácil viver longe de quem amamos. Estou aqui na Holanda desde 2001 e morro de saudades dos meus pais, da minha família que mora no Ceará.
Espero que logo logo vc fique bem, o melhor de tudo é saber que estão todos felizes e que vai dar tudo certo nessa nova fase das suas vidas.
Um grande beijo e um abraço apertado pra vc, pra Bia e pra d.Telma:) FELICIDADES!
Comente esse comentário!
Forçaí, Denise!
Ó, escuta uma canção da Paula Toller que fala sobre isso, chama-se Barcelona 16. Se não achar eu envio pra vc. Porque eu acho que encontrar que sente ou sentiu dor igual sempre dá um alento. Beijo grande. Aquele Abraço.
Comente esse comentário!
Denise,
Quero ver no post de continuação das 100 MELHORES COISAS SOBRE MIM um item que nos conte da sua experiência e alegria ao relembrar desse dia… bjs.
Comente esse comentário!
QUE COISA MAIS FOFA E LINDA…
SEU TEXTO ME FEZ PENSAR EM COMO FOI PRA MINHA MÃE QUANDO EU CASEI,…
BEIJOS E FELICIDADES…
DAILCE LIMA
Comente esse comentário!
Denise, antes de mais nada, parabéns por mais um ciclo de estações, que, pelo menos considerando o que leio aqui, acredito que foram muito bem vividas.
Quanto ao ninho vazio, eu entendo você; melhor, entendo a dificuldade que a sua filha também deve estar sentindo: estou-me preparando para uma carreira que invariavelmente vai-me separar da família com quem sempre fui muito grudado. Essa preparação toda dura quase três anos, e foi só depois de eu ter elaborado a “partida” para mim mesmo que sinto estar pronto para alçar este vôo.
O melhor de tantos “partos” por que passamos (muitas vezes não voluntariamente, é verdade) é que isso mostra que estamos vivos de fato e não estagnados. A morte em vida é a mais insuportável de todas.
Fique muito bem, take your time.
Comente esse comentário!
pensei em mim, em Amaia, na minha mãe, no ciclo…
‘o trem que chega é o mesmo da partida’
minha mãe sempre diz que fica triste em saber que estou tão distante, mas que não existe coisa melhor do que me ver feliz. Acho que é isso que você sente agora.
Um cheiro carinhoso e muita força
uma boa viagem pra Bia tb, essa viagem da independência e descoberta de um mundo novo
luci
Comente esse comentário!
‘Fazes-me falta, estou ausente de mim própria’
Autor: Hugo , Victor
Humn… é mesmo muito difícil não é? Minha filha está se preparando para estudar fora no ano que vem, embora esteja dando a maior força já estou sofrendo com a possibilidade da distância física. Mas a vida tem que seguir.
‘Quem me disse pra não chorar
Nem me perder por aí
E tanto já fez e refez, tanto faz
Das cordas do meu coração
Que bom, choro de pai!
Rara melodia me vem
E docemente me diz:
Não vês que sonhar é ilusão, faz sofrer
Eu sou um que sabe isso bem
Falou com todo saber o que tem mais valia
E assim me ajuda aprender a lição
Me dá o que melhor possui
E mostra o mundo em mim
Além do que posso ver
Com meu olhar também
Quem me disse pra não chorar
Nem me perder por aí
E tanto já fez e refez, tanto faz
Das cordas do meu coração
Que bom, choro de pai!
Alguém como ele jamais
Alguém capaz de chorar
Canção encantada que faz do amor
Um choro de pai e de mãe
Contou que pra colher sempre tem companheiro
Mas plantar é trabalho de quem vive só
Me diz aonde caminhar e vence a vida pra mim
Mesmo sabendo que eu caminharei por mim
Quem me disse pra não chorar
Chorou e me fez chorar!’ – Beto Guedes.
Forte abraço sempre.
Comente esse comentário!
Nossa! você me emocinou agora, estou com o coração apertado, fico imaginando quando esse dia chegar para mim também, a Joaninha ainda é muito pequena, mas, sei que esse dia vai ser inevitável, mas, quero fazer como vc e tentar me preparar, dói só de pensar, espero que vc fique bem, vai dar tudo certo no final.
Bjs
Isabel
Comente esse comentário!
Menina, é porque Bia é filha de uma leonina.
Meu pai era canceriano, Denise. Imagine só como não fui criada.. Pra viver no cercadinho. Lembrei muito de você, porque ontem dancei um pouco de Maracatu em plena praia de Ipanema! Ah.. se eu tivesse conseguido tirar minhas milhas com promoção pra Pernambuco. Não foi dessa vez, mas “Pernambuco está no Rio” ao menos durantes alguns dias. Está tendo várias comemorações na cidade.
Comente esse comentário!
De. Vc já ouviu a musica “Barcelona” do novo CD da Paula Toller? A fofa canta exatamente sobre isso… a dor do “segundo parto”. O refrão é assim…
Solta da minha mão
Leva o seu violão
Dentro do mochilão
Leva também o meu coração
Comente esse comentário!
Denise, só de me imaginar passando pelo que vc está passando já meu deu uma dor no peito… Imaginar meus três filhotinhos abrindo as asas e indo embora…
Eu sei que os filhos são para o mundo, que não é bom nem saudável segurar e ser pegajosa, mas nossa né?
Eu me lembro de quando eles nasceram e eu senti aquele vazio na barriga, deve ser algo assim…
Além de reaprender a viver, de um certo modo.
Melhoras! Por tudo que você escreve no blog dá pra perceber que você criou a sua Bia de uma ótima maneira, vc já deu pra elas as ferramentas pra ela trilhar o caminho. Sabe como?
Grande beijo
Comente esse comentário!
Meu filho se mudou para outra cidade há uma semana.
Estou feliz porque ele está feliz.
Mas dá uma saudade dele neném, dele dormindo no meu colo, de quando ele ainda segurava na minha mão para atravessar a rua…
Comente esse comentário!
D. Telma tem razão, mãe é tudo igual só muda de endereço. Preparando-se ou não para a partida da mãe e/ou filha o sofrimento será o mesmo. Chore, elabore este “parto” junto a Ted, que, de acordo com seus relatos, é um companheiro presente, amoroso e apaixonado. Brevemente estarão em outro país e novas descobertas a aguardam. Muitos beijos querida Denise.
Angela
Comente esse comentário!
Ô querida…a dor tb se faz necessária assim como vc mesma disse e vc ta aguentando bem,né ???Como vc disse,o mundo é mesmo pequeno e tb vc a criou p ser livre e assim ela é!
Comente esse comentário!
Oi Denise, eu sei o que é um ninho vazio e dói muito.
Telminha passou o link do seu Blog
Parabéns
Beijos do meu para o seu coração
Comente esse comentário!
Ô minha querida!
Eu também já passeio isto com meu filhote e si que é uma dor e tanto, mas como tudo na vida…passa.
Espero que a Bia seja muito feliz e saiba aproveitar bem a liberdade dela.
beijo carioca
Comente esse comentário!
Oi Denise, leio o seu blog há um tempão, mas dificilmente comento, por falta de tempo.
Mas ontem, vim aqui, e li o seu blog, fiquei pensando nessa história de ninho vazio. Tenho dois filhos, mas eles são pequenos, o meu filho tem 2 anos e meio, e a minha filha, 1 ano e meio.
Engraçado, que o meu filho está saindo das fraldas e ontem a noite estava preparando o banho pra ele, e qdo fui tirar a roupa dele, me deu um aperto no coração! Ele não é mais o meu bebê! Já é um moço! Não usa mais fraldas e agora pede pra ir ao banheiro! Que coisa né? Uma etapa tão simples! Mas meu coração ficou pequenininho, e lembrei de você. E mesmo sem te conhecer, ou ter qquer intimidade com você, te entendi perfeitamente! Um abraço virtual muito grande!
E tenha certeza que Bia estará sempre pensando em você! Onde quer que ela esteja!
Um bjo!
Débora, Iaco e Sofia.
Comente esse comentário!
Vim até aqui em função de um post seu de 15-04-06 sobre matzo ball soup……sou apaixonada por esta sopa mas aqui no Brasil nao a encontro (tomo sempre que vou aos USA). Tive uma grata surpresa com seu blog…..ele é muito legal!!! Virei mais vezes….Parabéns!!!
Comente esse comentário!
Tô me acabando de chorar ….
Comente esse comentário!
Que post lindo!Impossível não me emocionar lendo!
Te admiro cada vez mais! Fica tranquila que assim como a Bia vai ficar bem sua dor vai diminuir!
Beijocas
Comente esse comentário!
Poxa, entao foi assim que minha mae se sentiu quando eu vim para Londres? Engracado, eu nunca tinha me colocado no lugar dela. Sou uma egoista mesmo
Comente esse comentário!
estou passando por esta mesma situação ,moro no interior de ceara e minha filha ira morar na capital pra estudar tem apenas 10 anos, a tristeza em arrumar as roupas dela me doi muito, ,mais sei que e para a felicidade dela
Comente esse comentário!
Desde que soube da aprovação do meu bebé na UFOP, não fiz outra coisa senão chorar.
Falo que estou muito resfriada, daí o motivo de tanto inchaço.
Aluguei um kitnet pra ele.
Ele pediu pra que eu não fosse,pois queria ter a experiência do como viver sem a mãe.
Achei que o pai é que tivesse falado isso pra ele, também não questionei.
Fui a minha médica e pedi que me precrevesse algo que me parasse a choradeira, e deu certo. Às vezes é que ao passar pelo quarto dele é que entro com o nosso cãozinho que dormia com ele e choramos bem caladinhos.
Não deixo que nos escutem choram. Como agora que estou só e DEUS.
Beijos. E sei que isso é passageiro, logo,logo estarei lá fazendo aquele bolinho de macaxeira com coco que ele adora.
Comente esse comentário!