Se ninguém alimentá-los eles vão ficar em silêncio, quietinhos, mas não vão deixar de existir. Vão ficar ali, olhando para nós a cada nova postagem, como uma censura fascista.
Penso em um assunto para uma nova postagem e logo o troll-censor que mora na minha mente ameaça: não diga isso ou os trolls vão te atacar!
Pior do que ser atacado é perder a liberdade.”
Leiam aqui o ótimo post de Giberto Jr., do blog Prática.
Eu já fui muito vítima de trolls – e tem os de estimação que eu sei que estão sempre por aqui. Mas, até hoje, eles não me impediram de escrever nada. Quando publico alguma coisa que sei que vai incomodar as criaturinhas, já posto com os comentários moderados, que não vou deixar isso aqui virar bagunça.
Pra mim, o pior tipo de troll é aquele que sempre dá uma de amigo, mas não deixa um único comentário que não seja pra criticar alguma coisa ou pra consertar algo que você errou, nem que seja um cedilha. Esse é o pior tipo, sanguessuga. Mas até que não tenho mais desses por aqui, não. Os que tinha, sumiram.
Mas em quem eu penso quando escrevo no blog?
Quando escrevo sobre mim, sobre meu dia a dia, penso sempre em Bia, se ela concorda ou se acha que não é nada disso. Ela me conhece bem demais e eu jamais mentiria ou exageraria em alguma coisa porque ela lê todo dia e ia pegar no meu pé
Quando é algo mais polêmcio, penso na minha mãe, tadinha. Essa sofre com alguns dos meus posts e de vez em quando escreve implorando pra eu tirar um deles do blog… hehehe…
Às vezes, eu penso nos amigos do “mundo real” que lêem o blog e eu nem sei, de vez em quando um deles me diz que estava lendo há meses… ui!
Tem posts que eu sei que vão interessar mais a uma ou outra pessoa, penso nelas quando estou escrevendo.
Não sou do tipo “artista”, que escrevo porque preciso “escrever”, preciso dar vazão à minha veia literária, sem importar quem lê. Nada disso. No geral, o que eu penso mesmo é que quero me fazer compreender e compartilhar minhas idéias, de uma forma que não fique chata, nem professoral, o que é um desafio.
Escrevo porque preciso me comunicar, sendo assim, adoro quando recebo comentários sobre o quanto o blog é agradável, fácil de ler, fácil de entender. Isso é o que interessa.
Pra quem você escreve?