Os Retornados
“O primeiro programa da série mostra os ex-escravos que voltaram para a África no século 19 e contribuíram para o desenvolvimento de países como o Benim.”
(Por favor, me digam se conseguem assistir ao vídeo, OK? Não consigo ver no meu Firefox 2.0 mas funciona perfeitamente no Internet Explorer 7.0)
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Opinião de quem entende do assunto
Eu sou uma esponja e vou absorvendo o que posso d@s amig@s blogueiros. Aprendi muita coisa com muita gente, nesses cinco anos de blogação. Com a Ana Lúcia Araújo, aprendi a me interessar cada vez mais pela Africa e pelos “retornados”.
Não sou especialista de nada disso, muito menos de Africa, mas compartilho da sua postura de admiração e respeito em relação ao continente e adoro ouvir sua opinião sobre tudo que diz respeito à Africa.
Ana passou dois meses no Benim, estudando exatamente os retornados do vídeo da Globo e quando vi o documentário, fiquei louca pra que ela visse também.
Claro que, como vocês vão ver na mensagem que ela deixou abaixo, não é nada perfeito, mas também achei que – pra ser da Globo – me pareceu muito bom. Gostei ainda mais do segundo episódio que vi hoje e que vou colocar aqui, assim que estiver disponível no arquivo da Globo.
Acho que esse videozinho, pra nós – que nunca fomos, nem iremos ao Benim – e não temos nem idéia da influência do Brasil nos países africanos, depois da “volta dos escravos” é uma aula e todo mundo deveria mostrar pros filhos.
Aqui, as impressões de Ana sobre o vídeo:
Querida até que enfim consegui assistir! porque o Serbon me deu a dica, mas eu não tava conseguindo pegar a globo news, acho que o programa só ficou disponivel hoje.
Para um documentario da globo tá bem legal, eu encontrei alguns desses personagens. O unico problema segundo eu, é que deviam ter levado com eles alguém que fala francês, o próprio Milton por ex.
Aquele monumento com a cruz é um monumento da igreja católica, é o monumento do jubileu do ano 2000, mas não tem nada a ver com os “retornados”, é um monumento em homenagem aos primeiros missionarios católicos que chegaram no Dahomey quase no final do século XIX já durante a época francesa…Ali do lado daquele monumento tem um “museu” do retorno, esse retorno é simbolico, nao tem a ver com os “verdadeiros” retornados.
Enfim eles dão um outro fora, quando estão em Abomey e dizem que ali não existe nem sinal da realeza. Não somente os palácios dos reis foram restaurados, como existem atualmente dois reis em Abomé, inclusive tem várias fotos de um dos reis na casa do Chachá e qdo o chachá foi intronizado, houve cerimônias em Abomey junto com o tal rei…
Qto aos estudos existem vários, o livro do Milton data de 1995, mas ele não foi o primeiro a estudar o assunto, tem um livro anterior da Manuela Carneiro da Cunha e uma tese de um americano bem anterior ao trabalho dele.
Quero ver a segunda parte do documentario! Deu pra ver que eles renovaram as fantasias do pessoal da burrinha, que estavam bem usadas qdo eu tava por lah. beijocas e merci por compartilhar.
Ana Lucia







Consigo assistir, a imagem ta’ otima.
Nao consegui ver nadica.
Agora eu consegui ver Denise. Documentario muito bom. Sempre queria saber o destino dos que retornaram pra Africa.
bjos,
me
**Não dá pra ver.
** Antonio Olinto tem um romance bacana sobre esse tema:”A Casa da água”,que narra o retorno de uma família para a Nigéria.A avó,africana e ex-escrava,pede que a chamem pelo nome real(Ainá) e não pelo nome dado quando estava no Brasil(Catarina),a neta menstrua na chegada,um dos muitos exemplos das mudanças que rolariam com a família.
Com o passar das gerações,costumes africanos e movimentos de independência vão sendo discutidos.
A dualidade cultural e a questão da identidade permeiam toda a história.
Bacana.
Uma antropóloga (me esqueci o nome agora) fez um trabalho interessante nesse sentido:fotografar as casas “brasileiras” e discutir essa mescla da cultura retornada.
O tema é rico demais.
Querida até que enfim consegui assistir ! porque o Serbon me deu a dica, mas eu não tava conseguindo pegar a globo news, acho que o programa só ficou disponivel hoje. Para um documentario da globo tá bem legal, eu encontrei alguns desses personagens. O unico problema segundo eu, é que deviam ter levado com eles alguém que fala francês, o próprio Milton por ex. Aquele monumento com a cruz é um monumento da igreja católica, é o monumento do jubileu do ano 2000, mas não tem nada a ver com os “retornados”, é um monumento em homenagem aos primeiros missionarios católicos que chegaram no Dahomey quase no final do século XIX já durante a época francesa…Ali do lado daquele monumento tem um “museu” do retorno, esse retorno é simbolico, nao tem a ver com os “verdadeiros” retornados. Enfim eles dão um outro fora, quando estão em Abomey e dizem que ali não existe nem sinal da realeza. Não somente os palácios dos reis foram restaurados, como existem atualmente dois reis em Abomé, inclusive tem várias fotos de um dos reis na casa do Chachá e qdo o chachá foi intronizado, houve cerimônias em Abomey junto com o tal rei…Qto aos estudos existem vários, o livro do Milton data de 1995, mas ele não foi o primeiro a estudar o assunto, tem um livro anterior da Manuela Carneiro da Cunha e uma tese de um americano bem anterior ao trabalho dele. Quero ver a segunda parte do documentario ! Deu pra ver que eles renovaram as fantasias do pessoal da burrinha, que estavam bem usadas qdo eu tava por lah. beijocas e merci por compartilhar.
Esse assunto me interessa muito, mas infelizmente não consegui ver. Vou tentar por outros caminhos.
Oi Denise!!
Obrigada por compartilhar conosco este vídeo! Não tenho acesso a Globonews então não teria acesso a este material. Para nós aqui em casa foi muito interessante e uma surpresa pois somos negros, Almeidas e Olympios!!!
O interessante porque parece que nós, negros, não temos história aqui, como os japoneses, por exemplo, que comemoram o centenário de chegada aqui este ano. A outras etnias tem nome, sobrenome de família, região de onde advieram e etc. Mas, com a falta de documentação e tudo mais que aconteceu, é muito interessante saber um pouquinho do que nós somos,e que também temos memória.
Valeu!
Ola!!
Infelizmente nao deu pra ver…:(
Mas um aparte, sobre a influencia brazileira na africa. Ela e tao grande que nos ultimos anos muitos dos paises lusofonos na africa, enviam os estudantes de bolsa pra o Brazil como alternativa a europa, desde a uns 10 anos aproximadamente, isto devido aos custos. Mas tbn vejo eu hoje por exemplo no que diz respeito a paises como a Guine(minha terra natal), Angola, e Mocambique que tive oportunidade de visitar nos ultimos dois anos, grande parte da nova geracao foi formada no Brazil, e sao excelentes profissionais!
Eu mesma tive a oportunidade de ir estudar no Brazil, mas snobei pois tendo vivido quase todo a minha vida na europa, I thought it was a downgrade (metida, eh?). Eu nao me arrependo de nao ter ido pra o Brazil, mas reconheco que, a julgar pelos meus primos, a qualidade de ensino universitario nao tem nada a invejar a europa, especialmente comparada ao ensino portugues.
Os formados no brazil, destacam-se na guine pela sua forca de vontade, criatividade, proactividade, sem aquele “ar superior” dos que estudaram em portugal nomeadamente, que voltam cheios de complexos, com os piores defeitos que o ocidente tem. Sao quase todos muito “bem falantes”, e ocidentalizados ao extremo, but they don’t deliver.
Tenho um orgulho imenso nos meus primos que estudaram no brazil, pois julgo que de facto APRENDERAM, e essa aprendizagem tornou-lhes pessoas melhores, fiel a eles mesmos, que hoje contribuem para o seu pais de origem, com muita humildade e dedicacao. E e de gente assim que a africa precisa, nao de engenheiros de fato e gravata, que so falam e nao constroem.
Eu sou a apologista numero um dessa iniciativa, pois vejo todo o sentido em enviar estudantes africanos para o brazil como alternativa a europa, pois e bem mais barato, o que permite um maior numero de pessoas que de outra forma nao teriam acesso a universidade continuar os seus estudos, mas faz ainda mais sentido uma vez que culturalmente e bem mais facil se adaptar, e tem muita coisa que aprendem por la, que podem incorporar nos seus paises com muito mais facilidade.
Eu julgo que este tema e um pouco polemico no brazil, pois os estudantes bolseiros nao passam o vestibular, o que mts nacionais acham injusto, e talvez seja, nao sei, but for what its worth, pelo menos e bom saber que esta a ter resultados positivos do outro lado do mundo.
Tendo a minha familia como exemplo, dos 8 primos que estudaram no brazil, todos voltaram com os seus “amores” brazileiros. Hj em dia somos a minoria que fala o “portugues de portugal”. E uma “invasao” deliciosa! Tenho sobrinhos afro-brazileiros com um sotaque lindo, que adoro! Strogonofs, feijoadas, e moquecas de camarao fazem parte dos menus de domingo. E uma maravilha!!!
Continua nos a regalar com os teus post, querida!
Bjo,
Fatinha
Adorei a mensagem da Fatinha!!!!!
Meu pai é de Cabo Verde. Visto que sou fruto de um intercâmbio estudantil, gosto de saber do assunto e sei da poêmica com os estudantes brasileiros. Legal saber que quem retorna daqui, está ajudando o seu país .
Também me interesso muito por saber sobre o continente Africano que é imenso e de múltiplas identidades.