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Câncer de Mama – Blogagem Coletiva

Denise | Blogagem Coletiva | Tuesday, 31 October 2006

persephone.jpgConfesso que não fui muito feliz na organização dessa blogagem coletiva. Ontem, quando deveria fazer a mobilização, passei o dia todo num seminário (apenas tive os intervalos pra checar os comentários deliciosos no post anterior), me desculpem…

Mas, vamos ver se a gente consegue dar uma boa movimentada, no último dia? como sempre, qualquer pessoa pode participar, postando apenas uma foto, um poema, uma pintura, um depoimento ou um post mais científico. Em blog ou fotolog. Tudo será bem vindo, desde que a gente não deixe de falar nesse assunto tão importante!

E não esqueça de convocar mais pessoas a participar da nossa blogagem, quando fizer o seu post!

Vejam a lista de quem está participando da blogagem coletiva (para incluir seu blog aqui, basta deixar o link):

  • Alline
  • Ana Paula
  • Ana Paula Niederauer
  • Anita
  • Carla
  • Copia Perfeita
  • Flavia Nogueira
  • Lia
  • Lili Bolero
  • Marcia Kawabe
  • Olivia
  • Priscila
  • Regina
  • Renata Matteoni
  • Sandra M
  • Sérgio e Marilena
  • Vanessa

    Pintura: Persephone’s Return, de Joyce Radtke, 1995.

    obs.: querid@s amig@s que não participaram da blogagem, nem se preocupem, foi bem desorganizada mesmo, até eu não estava com muito entusiasmo pra escrever sobre o assunto – depois que pesquisei foi que me empolguei com tanta coisa interessante pra se falar! na próxima faremos as coisas direitinho. Aos que participaram, super obrigada e um grande beijo!

  • Filmes para subir pelas paredes – Nosso papo sobre O Piano.

    Denise | Cinema | Sunday, 29 October 2006

    piano.jpg

    Pra entender esse post, se ainda não tiver lido o que eu escrevi aí abaixo sobre a Sensualidade d’O Piano, comece por lá, depois volte aqui…

    Sobre o que eu escrevi e o filme, Adri deixou um comentário interessante, que me fez pensar mais sobre o assunto e achei que dá pra continuar um bom papo, ela disse:

    “Ai gente, sorry cortar o barato de vcs..rs mas, concordo com a Alline, eu detesto O piano, acho chatérrimo enao vejo nenhuma graça no harvey keytel !!! e acho até meio estereótipo dizer que as mulheres acham esse tipo de filme sensual, etc. eu por ex.. nao consigo achar nem um pouco excitante.
    eu gosto msm é de filmes mais explícitos…hahah q nem homem diria algumas.. essa coisa de filminho meloso é legal pra sessão da tarde, filme “cabeça” q nem o piano é pra pensar.. filme excitante pra mim tem q ser bem mais hardcore…hehehehe”

    opiano6.jpgEu entendo sua implicância com o filme, Adri. Primeiro, é uma questão de preferência mesmo. Eu ADORO Harvey Keitel. Em qualquer filme.

    Acho que ele esteve fantástico em Pulp Fiction e Reservoir Dogs (Cães de Aluguel) e gosto muito dele em Blue In The Face (não lembro o nome em português), filme delicioso de assistir. Gosto da sua cara de homem, castigado, feio, mas que tem um olhar arrasador (minha opinião) e jeito de ser ótimo de cama.

    Entendo muito bem quem acha o filme chato, nem vou discordar. Não é um filme fácil, é pesadão, forte e dramático, mas passa bem longe, na minha opinião, de ser meloso, quem consegue suportar a lentidão dele pode ter ótimas surpresas.

    Mas não entendo o conceito de “cabeça” pra um filme como esse. Não acho que é verborrágico, nem é “filme pra pensar”, muito pelo contrário, se a gente fosse pensar muito iria questionar a imagem de “selvagens X civilizados”… mas a diretora nem dá tempo da gente “pensar”, é um filme sobre sensações, não é sobre nada intelectual, é puramente sobre tesão.

    Quanto à questão do estereótipo, acho que o risco não está no que eu escrevi, mas em estereotipar as mulheres que percebem o erotismo nesse filme. Dizer (num tom de brincadeira, perceba) que os homens não entendem porque tantas mulheres (nao disse todas!) conseguem se sentir excitadas com um filme tão pouco explícito não significa, nem de longe, que não podemos achar interessante uma boa cena de sexo “hardcore”.

    opiano7.jpgSe bem que, até esse conceito de “hardcore” é questionável. Na minha opinião, não precisa ter nenhuma cena fisicamente explícita pra ser um filme “sexual”, e não é porque eu seja “sensível”, Adri, ou tenha algum problema em ver uma cena de sexo nas telas (muito pelo contrário estou querendo assitir Shortbus, o mais breve possível).

    Mas é que eu acho que a tesão, a vontade, a urgência, aquela sensação do corpo doer todo, se não tiver o que deseja, isso pode ser muito mais excitante de acompanhar, que o ato em si. É isso que, de uma forma muito “hardcore”, a neozelandesa explora com extrema habilidade, ainda na minha opinião, claro.

    Pra quem não viu o filme, Holly Hunt (que levou um Oscar e Palma de Ouro em Cannes, por esse papel) é Ada, uma escocesa que não fala, cuida de uma filha e não pode viver sem seu piano (que vai com ela pra terra nova). Em 1850, vai parar na Nova Zelândia num casamento arranjado, mas se nega a transar com o marido (Sam Neill, maravilhoso), que a espera ansiosamente.

    opiano8.jpgO Piano é todo sobre desejo. Sam Neill (o marido), para castgá-la pela sua resistência em relação a ele, vende seu piano ao vizinho, Harvey Keitel, que começa um jogo de sedução, deixando que ela use o piano, em troca de pequenos “favores sexuais”, que parecem ultrajantes mas, cada vez mais, ela gosta e entra no jogo.

    O filme se desenvolve em torno da tesão: do marido, que nunca consegue uma noite com a mulher; do vizinho, que consegue por meios obscuros; e de Ada, que enlouquece pelo vizinho e pelo piano.

    Com algumas (poucas) cenas até mais explícitas, que o normal, o filme tem uma sexualidade sofisticada, uma bela fotografia. E o que excita (e espero que não seja apenas às mulheres) é essa tesão sem controle, que não se preocupa com as consequências… quem já passou por isso, sabe bem do que estou falando.

    opiano9.jpgOutros filmes que eu achei bem eróticos foram O Último Tango em Paris (Bernardo Bertolucci), claro, Diabo no Corpo (Il Diavolo in Corpo, clássico dos anos 80), Sex and Lucia (Julio Medem), Y Tu Mama También (Alfonso Cuarón) , In the Realm of the Senses (Nagisa Oshima) e Eu te Amo (de Jabor, que é bem explícito).

    Não tenho, absolutamente, nenhum preconceito em relação a qualquer outro tipo de sensualidade, desde que ela seja bem apresentada e surta o efeito desejado, então, fiquei curiosíssima pra saber qual é o filme hardcore que você gosta, Adri, conta pra gente.

    Aliás, fiquei curiosa para saber qual o tipo de filme que excita a mulherada, todo mundo, homens e mulheres, que tal vocês deixarem sugestões, pra gente? vamos fazer uma lista de filmes eróticos que valem a pena assistir?

    Sensualidade n’O Piano

    Denise | Cinema | Sunday, 29 October 2006

    opiano5.jpg

    Nessa última viagem, levei minha caixa com 10 DVDs do seriado britânico Coupling (que foi um belo presente do amigo Guilherme, ex-blogueiro do Ay Caramba) e vi todinho nos ônibus e aviões.

    A série é engraçadíssima, e faz uma gozação com as diferenças entre mulheres e homens e como eles vêem os relacionamentos. Num dos episódios, para surpresa dos rapazes, uma das moças diz que o filme mais erótico que já viu foi O Piano, com o que eu concordo plenamente.

    Essa é uma daquelas coisas incompreensíveis para os homens. Eles devem se perguntar como tantas mulheres conseguem achar O Piano tão sensual, com tão pouca nudez (apesar de que um rápido nu frontal de Harvey Keitel bem que atiça a imaginação…).

    Enfim, se você ainda não viu, minha sugestão para o fim de semana é O Piano, figurinha fácil em qualquer locadora de vídeo. Depois me conta se eu e a moça de Coupling não estamos certas… ;-)

    Veja o trailler de O Piano aqui.

    Blogagem Coletiva – Câncer de Mama

    Denise | Blogagem Coletiva | Saturday, 28 October 2006

    breastcancer_amamentacao.jpg

    Como outubro é o Mês de Conscientizacao sobre Câncer de Mama, estou propondo uma blogagem coletiva, que vai reunir posts publicados, sobre o tema, durante todo o mês.

    Mas eu percebi que, para algumas pessoas, é melhor definir uma data, então, estou sugerindo um “esforço concentrado” no dia 31 de outubro. Farei meu post nesse dia.

    Foto: Essa sueca foi matéria de capa do jornal, em Estocolmo, em outubro de 2002. Apesar da baixa qualidade técnica, essa é uma das mais belas fotos de amamentação, que conheço. Ela tinha feito mastectomia, ainda assim, estava amamentando, apenas em um seio.

    Estocolmo – Suécia

    Denise | Viagens | Saturday, 28 October 2006

    Como prometi… e já volto com mais…

    Ainda sobre Madonna e a onda de “adoção étnica”

    Denise | Celebridades, Comportamento | Friday, 27 October 2006

    madonna_oprah.jpgEntrevista de Madonna

    Acabei de ver, no You Tube, a entrevista de Madonna no programa da apresentadora Oprah. Quem acompanha o blog sabe que sempre adorei Madonna, mas não tem jeito, essa história não me convence.

    Ela parecia nervosa, entendo que deve estar surpresa com tanta polêmica, mas chamou as crianças de “candidatos” (à adoção), tentou justificar, rapidamente, que é assim que eles são chamados, mas não adianta, pegou mal.

    Tinha mais alguma coisa que estava me incomodando e eu ainda não tinha percebido o que era. Na entrevista, eu entendi. Quanto mais Madonna fala, pior fica. Na minha opinião, a adoção não pode ser um ato de caridade, não se adota uma criança para “salvá-la”, para que ela não morra antes dos cinco anos. Adota-se porque se quer um filho ou filha, não é um ato de generosidade, é uma troca, uma coisa extremamente privada e que diz respeito apenas à familia.

    Acho que a diferença entre a atriz Angelina Jolie e Madonna é que Angelina tratou da doação como algo totalmente privado e até parou de falar com o pai, porque ele divulgou a adoção de Maddox à imprensa. A gente a vê falando da Africa, do seu trabalho com a ONU, mas não mistura isso com a sua vida familiar.

    A impressão que a gente tem é que a cantora está usando a adoção como parte do seu marketing da tal ONG Raising Malawi (o nome, por si já é arrogante, algo como “criando o Malawi”), Na entrevista com Oprah, ela diz que foi aconselhada a adotar uma criança em outro país, que seria mais simples, mas ela “já tinha investido muito” no “Raising malawi”, por isso, queria a criança desse país

    A essa altura, devolver David não me parece uma opção, mas só nos resta torcer muito pra essa criança ser feliz na terra da rainha, mas, francamente, as perspectivas não parecem as melhores.

    Entrevista de Madonna em Oprah:

  • Parte 1
  • Parte 2
  • Parte 3

    lemnsissay.jpg“Crescendo em um
    ambiente alienígeno”

    Pulando de um link para outro, eu tive a sorte de parar num belo depoimento dado pelo poeta e escritor etíope Lemn Sissay, de 39 anos, que conta à BBC News sua experiência de criança africana, adotada por pais ingleses.

    “Quando alguém tira a criança da sua cultura nativa, em si isso já é um ato de agressão. As pessoas dirão, sempre, amor é tudo o que você precisa. Mas, isso não é verdade. Amor sem compreensão é uma coisa perigosa”.

    Sissay foi criado por uma família branca, no norte da Inglaterra. Sua mãe biológica veio, com ele, da Etiópia em 1967 e, com dificuldades financeiras, teve de entregá-lo para “adoção temporária”. Ele acabou ficando com seus pais adotivos por 11 anos.

    O escritor conta que, até os 17 anos, nunca tinha conhecido uma pessoa negra. Somente aos nove anos de idade, teve um pente especifico pro seu cabelo “afro”, até então, sua mãe usava um pente de metal, que feria sua cabeça. Nesse mesmo ano, os pais procuraram ajuda médica porque não entendiam como seu joelho estava ficando “acinzentado”. ”

    “Minha vida era um pouco como um experimento. Como qualquer pessoa olhando para trás sentiria sobre crescer em um ambiente ‘alienígeno’ – o qual o trata como um ‘alien’”.

    Sua mãe costumava dizer “Não olhe para mim com esses enormes olhos castanhos”. Certamente, diz ele, ela não fazia isso negativamente, mas ele cresceu “com medo dos próprios olhos”.

    Como seus pais eram muito religiosos, achavam que não tinha escolhido cuidar dele, mas que Deus havia decidido por eles. Lemn Sissay diz que sempre se sentiu perdido e muito confuso, buscando respostas.

    Aos 11 anos, ele foi devolvido aos cuidados do Estado. Ele tinha se tornado um “cavalo de tróia” que simbolizava tudo de demoníaco. Diziam que ele tinha trazido próprio demônio pra sua casa.

    Ele acredita que a verdadeira razão foi que eles tinham adotado outra criança, e estavam tendo dificuldades finaceiras para sustentar toda familia. Disseram que não iriam escrever e nem vê-lo novamente, mas ele sempre achou que um dia voltaria.

    _42197292_lemn1967_203.jpg

    “Para pais de paises industrializados, que querem adotar uma criança, eu diria que dinheiro não é tudo. Riqueza não interessa. Não me diga que você está adotando uma criança para possibilitar a ela uma vida melhor. A criança vai ficar lhe devendo algo? o quê? vcocê vai esperar que ela lhe pague, de volta, com emoções?”

    E acrescenta, sabiamente:

    “Sua visão de outras culturas e do quanto elas são pobres é a sua visão – isso mostra mais sobre você, do que sobre o lugar onde você está indo para buscar uma adoção.

    Você quer uma criança porque você quer uma vida melhor para você mesmo(a)?”

    Eu não estou invalidando o amor que você quer dar, mas estou colocando os interesses da criança em primeiro lugar.

    Compreenda que é a sua própria experiência que leva você a querer tirar uma criança da sua própria cultura e mostrar essa criança como sua, em um ambiente alienígena”.

    Bonito e dá o que pensar, hein?! não estou afirmando que é o caso de Madonna, apesar de que, me parece que a situação ali é bem complicada. Mas, é muito interessante ver esse tipo de adoção com os olhos de quem viveu esse choque cultural. Como ele diz, ser adotado por uma familia que tem dinheiro não é tudo mesmo.

    Continuando a discussão, que está interessantissima (loooooooooooongo):

    madona_filhotes.jpgSe tiver um tempinho (e interesse), não deixe de dar uma olhada nos comentários a esse post, que estão muito bons. Mas, como nem todo mudo lê os comentários, vou desenvolver um pouco mais o assunto, por aqui, explicando melhor a minha opinião sobre o assunto:

  • Eu adoro Madonna. Adoro suas músicas e a estética, acho que foi até revolucionária, em alguns sentidos, 20 anos atrás. Mas, a essa altura, a cantora está virando vítima do seu próprio mergulho numa egotrip sem fim.

    Não estou dizendo que ela não tem boas intenções com essa adoção, não. Acho que peguei pesado quando falei em “jogada de marketing”, na verdade, nem acho que seja algo intencional, mas, parece que a vida de Madonna se transformou numa “grande jogada de marketing” e ela não consegue mais separar as coisas.

    Ir pra um país africano paupérrimo, dançar com a mulherada, sair pulando pra todo lado com a criança nas costas, é o pior começo que posso imaginar para a adoção, porque ela fez um circo (não foi a imprensa que fez, ela apenas regsitrou) e o que está acontecendo, agora, é a consequência disso.

  • Adotar para ajudar. Juro que tentei parar um pouco e ver isso de outra forma. Posso estar errada, mas não tem jeito, ninguém conseguiu me convencer. Acho feio, acho de mau gosto, e acho péssimo pra criança, essas pessoas que adotam dizendo que o fizeram porque queriam “ajudar uma criança pobre”.

    Eu tenho uma amiga que nem é das mais preocupadas em parecer correta (muito pelo contrário), nem em se expressar da melhor forma, mas que sempre teve uma posição que eu admirava muito em relação à história da criança que ela adotou.

    O menininho foi encontrado em situação de extrema pobreza, sabemos disso apenas porque vivíamos perto, quando tudo aconteceu. Ela conseguiu fazer a a adoção e o menino já tá bem grandinho, hoje, é uma coisa linda e muito feliz. Mas, nunca ouvi da boca dessa amiga nada do tipo “queria ajudar esse menino”, “queria salvá-lo porque o futuro dele seria o pior possível”. Ele era o filho dela. Ponto.

    Talvez todos nós pensássemos isso, mas verbalizar que você vai adotar pra ajudar a criança me parece uma postura perigosa para o futuro. Como a criança vai se sentir? como disse o escritor aí acima, a criança terá que ser “grata” pelo gesto? acho que todos filhos biológicos ou adotados devem ter alguma gratidão pelos esforços dos pais, mas isso deve vir no mesmo nível, senão a criança adotada cresce ainda mais confusa, mas devedora e, afinal, a adoção foi uma escolha dos pais que, teoricamente, lhes trouxe muita felicidade também.

    Enfim, na minha opinião, caridade é motivo pra doação de tempo e dinheiro, não pra adoção de uma criança, que é um ato muito complexo, que envolve a vida de outra pessoa e não pode ser visto (e MUITO MENOS dito) como um ato de generosidade, até porque o que existe de gente vaidosa da sua “generosidade”, não é brincadeira. E aí, por melhores que tenham sido as intenções, passa a ser um ato egoísta.

  • Mas, como disse no post anterior, sobre o tema, nem é a adoção que me incomoda mais, quanto a isso, só podemos torcer para o menino ser muito amado e para que ela e a família tenham equilíbrio para criá-lo bem. Mas, ainda pior, eu acho o tal do orfanato criado por Madonna, que se chama “Raising Malawi”.

    Como já disse, “raising” significa criar (no sentido de nutrir, cuidar), mas a Melissinha me lembrou que também pode ser “elevar, erguer”. Eu conheço o conceito e nem citei esse, antes, para não pegar ainda mais pesado, já que me parece ainda pior.

    Acho de uma arrogância impressionante você entrar num país e criar uma organização que se autodenomina dessa forma. Imagina um americano ir pra uma favela no Nordeste brasileiro e criar uma instituição que tenha como nome algo como “Levantando o Brasil”, francamente, não é horrível?!

    Mas é que quando se fala em Africa (ou pessoas paupérrimas), acho que a gente tem a tendência a achar que qualquer ajuda que vier é boa, já que eles estão são miseráveis, mas nos meus 15 anos de experiência nas comunidades, vi ações “generosas” tornarem a situação muito pior do que o que existia antes.

    Acho louvável a intenção de Madonna “ajudar” a Africa, mas ela está sendo mais criticada do que outras celebridades – como Angelina Jolie, Brad Pitt, George Clooney, Nicole Kidman – não por ser Madonna (até pensei que, no caso da adoção pesava um preconceito contra seu “passado sexual”) mas, porque ela escolheu a pior forma de fazer isso, a mais personalista.

    Todos esses artistas se promoveram, claro, mas o fizeram de forma mais responsável, através da contribuição com um órgão reconhecido e respeitado (a ONU) e sempre tiveram cuidado para não “parecer” que estavam se promovendo. Madonna, por ser Madonna, tinha que criar seu proprio orfanato e impor as suas idéias no país.

    Sempre admirei Madonna, mas não posso deixar de me chocar com todas as besteiras que ela anda fazendo, dessa vez envolvendo muita gente, de verdade, não apenas com a provocação de uma crucificação no palco.

  • Por fim, não acho que dinheiro e amor sejam suficientes, quando se fala em adoção de crianças por pessoas de diferentes etnias. É preciso, também, muita maturidade, muito juízo, muito bom senso para compreender e saber lidar não apenas com a reação das outras pessoas em relação à familia multi-racial, mas também com as diferenças culturais que vão existir dentro de casa, sem isso, por mais amor que se tenha, a criança vai continuar se sentindo um “alien” naquela sociedade.
  • Ah e pra terminar, nem sempre a miséria é a miséria que vemos com nossos olhos. Vi muita criança feliz, nas favelas, crianças com pais que não tinham nenhuma renda, vivendo em condições miseráveis, sem saneamento básico, sem comida… é difícil a gente ver os outros com seus próprios olhos. Não estou dizendo que a miséria é aceitável, de jeito nenhum, mas que nem sempre tirar as crianças dos seus países é a melhor opção para elas.

    Se é pra ajudar, existem outras formas muito mais eficientes e generosas que a adoção.

    Leia mais:

  • Uma virada imprevista: o”fim” da adoção internacional no Brasil
  • Madonna se supreendeu com polêmica da adoção
  • Vilnius – Lituânia

    Denise | Lituânia, Viagens | Friday, 27 October 2006

    Por que Lituânia?

    falei bastante sobre a Lituânia, mas queria só contar, um pouquinho, porque decidi visitar esse país.

    reds_filme.jpgQuando eu tinha 16 anos, li o livro Os 10 Dias que Abalaram o Mundo (lançado na série pocket da LPM), de John Reed, que inspirou o filme Reds com Diane Keaton e Warren Beatty (foto).

    Ele conta a história de um jornalista americano e sua esposa, que estão na Rússia em 1917, durante a revolução bolchevique e vêem o evento com o idealismo, que esperam trazer pros EUA. A história é linda, épica, misturando tudo que uma garotinha de 16 anos pode querer: idealismo, esperanças, dramas sentimentais.

    Assisti a Reds no belissimo cine São Luis, gazeando aula do colégio e em companhia de um militante do MR-8 por quem eu era apaixonadíssima, na época. Muito novinha, me imaginava naquelas reuniões comunistas bolchevique e era totalmente deslumbrada com a revolução do proletariado.

    Achava que os países que faziam parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, entre eles a Lituânia, estavam reunidos por livre e espontânea vontade, como forma de defender o comunismo.

    Aos poucos, claro, minha ilusão foi se dissipando e eu fui entendendo a relação de poder e violência da Russia em relação aos países da USSR, acompanhei a queda do comunismo no Leste Europeu (a Lituânia foi o primeiro país a se insurgir contra a Russia). Por isso, sempre tive curiosidade de conhecer um pouco o resultado de uma história que foi parte importante da minha adolescência.

    Um pouco da história

    downgate.jpgDesde o início da sua história, lá pelo século XI, a Lituânia tem sido vítima de invasões pela Suécia, Polônia, Alemanha e a Russia, e sempre lutou por sua autonomia, tendo poucos anos de independência. Isso resultou em pobreza e, claro, tem relação com a falta de belas construções, como existe em Estocolmo, por exemplo. Somente o centro histórico de Kaunas, foi destruido e reconstruido 13 vezes.

    Essa foto ao lado, mostra o Gates of Dawn, que é um local de peregrinação de católicos do Leste Europeu. Vilnius tinha nove portões, que foram destruídos. Esse se manteve, integralmente, porque acredita-se que Santa Maria apareceu aqui e, por ser um local sagrado, nenhum inimigo se atreveu a destruí-lo. Foi construido em 1503-1522.

    Em 39, Hitler e Stalin dividiam o controle da Lituânia, através do pacto Molotov-Ribbentropp. Entre 41 e 44, mataram 200 mil judeus, 94% de toda a comunidade judaica da Lituânia. A partir de 7 de julho de 1944, a Lituânia foi reincorporada à USSR. No período em que esteve subjugada à União Soviética, um quarto de sua população foi enviada para os Gulags da Sibéria.

    Diz-se que, no dia 23 de agosto de 1989 um número estimado de dois milhões de lituanos, estonios e letões deram-se as mãos, numa corrente humana de 650km que ia de Tallin (capital da Estonia) a Vilnius (capital da Lituânia), num protesto ao 50o aniversário do pacto Molotov-Ribbentropp.

    No dia 11 de março de 1990, a Lituânia foi o primeiro país a declarar independência da União Soviética. As últimas tropas partiram em 93, mas Moscou impôs um boicote econômico à Lituânia, que tinha sido, até então, totalmente dependente da União Soviética e teve que enfrentar a pobreza e a reconstrução da sua estrutura econômica.

    Em 91, o país foi reconhecido pelas Nações Unidas e em 2004, foi integrado à União Européia, mas foi o primeiro país a ter negado o direito de adotar o euro, por ainda ter uma inflação elevada para os padrões da UE.

    A situação atual

    lituanas.jpg

    Apesar do crescimento econômico pós-União Soviética, a pobreza, do país é visível por todos os lados, não apenas nos subúrbios, mas mesmo no centro histórico (que foi reconehcido patrimônio histórico da humanidade, pela Unesco). Visitando alguns foruns de discussão sobre a Lituânia (antes de viajar), percebi algumas similaridades com o que se fala do Brasil.

    As lindas mulheres lituanas são, muitas vezes, vistas pelos outros europeus como “caça-gringos”. Num desses fóruns um imbecil britânico (pois é, não é apenas por aqui, não), dizia que as mulheres lituanas são fáceis e fazem o que eles querem, mas que os rapazes devem tomar cuidado, porque o que elas querem é arrumar alguém que as tire do país e leve para um lugar mais “rico”. Triste de ler e um conceito bem familiar à gente.

    Enfim, é um país em reconstrução, são apenas 15 anos de independência, não é nada em termos históricos. Estou torcendo por eles.

    Algumas curiosidades sobre a Lituânia:

    karaliaus.jpg

  • Karaliaus (pronuncia-se Karalhos) significa REI em lituano… hehehehe… (Pintura: Karaliaus Mindaugo)
  • Ainda assim, é o pais do mundo com maior índice de suicídio masculino 81.9 para cada 100.000 pessoas (Brasil tem 4.6 por cada 100 mil).
  • Numa dessas pesquisas esquisitas sobre níveis de felicidade, a Lituânia é o quarto mais mais infeliz (antes dele apenas Letônia, em “primeiro lugar”, seguido de Slovakia e Estonia. Segundo essa pesquisa maluca, o Brasil é 27o país mais feliz e o mais feliz é a Venezuela…
  • Fotos de cima para baixo, da esquerda para direita:

    1. Subačiaus vartai. Um dos portões medievais da cidade.

    2. Adoro essas plaquinhas de algumas lojas de cidades européias.

    3. Reflexo da torre de uma igreja, na janela do Gates of Dawn.

    4. Mais uma igreja

    5. Carimbos-Arte, por toda parte

    6. Belíssimo colar com âmbar e pedras locais.

    7. Cepelinai (Zepellin), prato típico da Lituania, duas bolinhas de batata, recheadas com carne com molho de queijo, manteiga, especiarias, pedacinhos de bacon. Como diz a Cris, é de comer rezando. No melhor restaurante da cidade, no centro histórico, custou 10 litas, ou cerca de 8 reais.

    8. Adorei essa figa, estrategicamente colocada uma das janelas de uma casa do centro histórico, onde todo mundo dá uma espiada quando passa.

    9. Eu, no centrão histórico.

    10. Essa estátua é linda e tem um estilo que lembra as estátuas do realismo soviético, fica do llado de mais uma igreja (sorry, não guardei o nome de nenhuma delas), por onde eu passava todos dias, vindo do ou para o hotel.

    11. Como falei, os carros são velhos e coloridésimos. Destaque pro Lada (russo) verde limão.

    12. Feirinha de artesanato com lindos colares de âmbar (o produto mais típico da região) é o que não falta. Comprei um pra mim e um pra mammys.

    13. As ruas têm muitos arcos como esses, que dão para outras ruas, o que faz um belo labirinto.

    14. Vista panorâmica de parte da cidade, do Subačiaus vartai, que fica numa colina.

    15. Muita pobreza. Essa casa me lembrou as favelas brasileiras, e não são raras construções como essa, que encontrei entrando por um desses arcos, em pleno centro histórico. Imagine essas casas de madeira, num frio de -24, sem aquecedor.

    16. E a rainha Elizabeth, da Inglaterra, também esteve em Vilnius, pela primeira vez, no mesmo dia que eu. Vi seu chapelão, de longe, mas nada de fotos. O povo estava todo nas ruas. Como tinha show de Seal no mesmo dia, ao chegar na praça principal, pensei que podia ser ele até perceber bandeirinhas britânicas por toda parte. A cidade tava uma alegria só. A rainha estava nos países báticos lançando um prêmio internacional para jovens.

    17. Fofo esse menininho tocando (mal) nas ruas por umas moedas, coisa comum por toda Europa. Adoro.

    18. Bom, e essa é a foto mais esperada por algumas amigas. Essa é a famosa rua onde ficava meu hotel. Como vocês podem ver, do lado direito, tem uma fábrica enorme, desativada, com portas e janelas quebradas e abertas. Do outro lado, um matagal. Nenhuma luz. E eu, voltando pra casa com tanto medo que quase tenho um ataque de tanto correr, sem conseguir nem respirar direito. Preciso melhorar minha forma física urgentemente.

    ___________________________________________________________

    Os Porões da KGB

    Genocido1.jpg

    O Museu das Vítimas de Genocídio foi o momento mais emocionante da viagem a Vilnius. Fica num prédio onde, entre 1940 e 1991, se encontrava a KGB, a famosa polícia soviética e nos seus porões, entramos em celas onde os prisioneiros políticos e judeus eram torturados e executados. É de arrepiar.

    Nas fotos, algumas coisas que me chamaram mais atenção.

    1. As roupas de camuflagem branca (por causa da neve), feitas pelos próprios soldados lituanos, que tentavam lutar contra a invasão russa e alemã. Na foto maior, de fundo, um casal de soldados lituanos brinca. Morreram poucos dias depois, em batalha.

    2. Várias mulheres lutavam no front.

    3. Um oficial, posando com uma flor, na chegada da primavera, em plena guerra… “sem perder a ternura jamais”.

    4. Uma farda.

    5. Uma das mulheres lutando na resistência.

    6. Já no porão, as celas, com portas abertas. Essa primeira é impressionante, vocês podem ver que tem um alcochoado amarronzado na porta, ele cobre toda a parede da cela, que era usada para as torturas quando o prisioneiro ou prisioneira gritava muito, para impedir que se ouvisse seus gritos.

    7. Cela para quatro prisioneiros. Francamente, não pude evitar a comparação com as prisões brasileiras. Essa aí é um hotel cinco estrelas, se comparado com as nossas prisões. Uma cela dessa teria, no mínimo 10 vezes mais gente.

    8. Cela com a farda do prisioneiro e seus utensílios para se alimentar.

    9. Fotos de prisioneiros mortos nesse local.

    10. Câmara de execução, onde mais de 100 pessoas foram executadas, um terço dessas pessoas por resistirem à ocupação soviética.


    Prédio durante a ocupação soviética

    Rosário feito de pão, num campo de concentração

    PS.: Aproveite, e dê uma olhadinha nas fotos que eu fiz no Museu da Ocupação da Letônia, que fiz em Riga, ano passado. Segundo o Museu, a Letônia perdeu 550 mil pessoas durante a ocupação alemã e soviética, um terço da população.

    Televisão na madrugada

    Denise | Televisao | Friday, 27 October 2006

    Para “Marta”, homem que é homem arrebenta a mulher

    marta_alex.jpgAinda vítima do jet lag, acordei às 4 da manhã e fui dar uma navegada pela internet. Aí botei a novela pra ficar ouvindo, ao fundo. Só pra ter raiva, né?

    Eu já tinha jurado que não assistia mais, mas acabo, sempre, dando mais uma olhada porque quero ver a que ponto isso vai chegar. Não tem um capítulo que não tenha uma bobagem ou coisa muito pior.

    Dia desses foi a conversa de três médicos, dois homens e uma mulher, enquanto os médicos-homens discutiam “coisas sérias” (o efeito da AIDS para a dermatologia), tudo que a médica (Elisa Lucinda) queria era falar sobre os novos creminhos cosméticos e ainda ficou irritada porque eles “cortaram o barato dela com esse papo sério”… ai, meu Deus…

    Aí tem o detestável Greg dizendo que tem que transar com a insuportável Sandra porque é obrigação dele, como homem; Helena a marcar cesariana; todas as mulheres são burras ou infantilizadas.

    Gente, é um festival de machismo e baixaria.

    Mas, dessa vez, o Manoel Carlos se superou. No capítulo de quinta, a Marta e Alex estão brigando e saem com essa:

    Alex: “Não quebro a sua cara porque você é mulher” (ou algo do tipo)

    Marta: “Não é porque eu sou mulher que você não me arrebenta, Alex, é porque você não é homem.”

    Francamente, às vezes fico pensando se o autor está sofrendo com algum tipo de problema mental, porque isso não é normal. Num país com os impressionantes índices de violência doméstica como o Brasil, tudo que a gente não precisa é de uma mulher, na televisão, dando a entender que homem que é homem arrebenta a companheira…

    Pela Internet na madrugada

    27_CHC_capa_gemeos02.jpg

  • Adorei a história dos gêmeos branco e negro, na Inglaterra, mas paree que aqui, por causa da miscigenação é até mais “comum”. Só hoje vi o caso desses dois fofos no Rio e mais dois em Recife. Essa é a verdadeira United Colors.
  • Negras são discriminadas no parto. A proporção de gestantes que deixaram de ser atendidas na primeira maternidade pública procurada no Rio foi de 31,8% entre as negras e de 28,8% entre as pardas. Entre as brancas foi de 18,5%
  • A dica é do Renato, do Tordesilhas, uma matéria fantástica na Revista National Geographic (em português), sobre “A Poluição Interior”.
  • Segundo o Le Monde, Geraldo Alckmin mostra-se crispado antes do segundo turno frente a Lula. Tava na hora, não aguentava mais o risinho da cria do Opus Dei, pós-segundo turno.

    ( Ainda vou mostrar as fotos e falar sobre a minha passagem por Estocolmo e os ótimos encontros com a mulherada brasileira que vive por lá, vamos mudar só um pouquinho de assunto.)

  • Algumas observações sobre a minha viagem e a volta pra casa

    Denise | Viagens | Thursday, 26 October 2006

    modernamuseet1.jpg
    Esculturas nos jardins do Mudeu de Arte
    Moderna de Estocolmo

    Fibromialgia na estrada

    Estou me sentindo como se tivesse passado por um “liquidificador de borracha”, muito, muito, muito cansada (não dormi nem cinco horas). Lembrem que essa que vos fala é uma “fibromiálgica” que enfrentou 21 horas de viagem, depois de quase duas semanas fora de casa.

    Minha estratégia é fazer de conta que “não é comigo”, esquecer totalmente que existe fibromialgia, e continuar andando, lidando com cada dor que aparece, como se fosse algo que todo mundo tem de enfrentar, nada especial. Em mim, as dores são, especialmente, nas costas, com uma dor aguda no lado esquerdo; atrás do ouvido esquerdo; no pé e joelho direito, na face externa da batata da perna, nos cotovelos… não adianta tomar analgésico, não tomo nada, é só esperar que melhora.

    Quando comecei a sentir mais dores, esse ano, e recebi o diagnostico de “dor crônica”, meu maior medo era não aguentar longas viagens, mas depois dessa dá pra ver que tiro de letra, além disso, foi mais uma prova de que essa “condição” não tem nada de doença psicossomática, como alguns ainda imaginam.

    Mesmo feliz da vida, tranquila, relaxadíssima, nem lembrando da danada, tive uma crise braba de fibromialgia, provavelmente provocada pela chegada da TPM (acontece com toda mulher, sempre piora nesse período) e pela exaustão física mesmo. Mas, enfim, estou bem melhor e não foi nada que tirasse o brilho da minha viagem, não. As dores já estão incorporadas à rotina e não me derrubam :-)

    enskededalen.jpg
    Crianças brincando, vistas da janela do apartamento,
    em Estocolmo

    Voltando pra casa

    Mas, esse não é um post só de reclamações, não. Estou feliz, muito feliz. A única coisa melhor que fazer uma linda viagem, como essa, é voltar pra casa e encontrar a filha feliz da vida, namorando, estudando, trabalhando. Tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz.

    A casa até que não estava tão desarrumada e tinha comida na geladeira. E dormir na minha cama é bom demais. Só falta Ted, que ficou em Genebra, participando de uma reunião, mas chega já.

    estocolmo_linda_1.jpg
    Estocolmo, linda, linda, linda…

    Por que eu viajei/viajo tanto?

    Pouco antes de voar pra Estocolmo, alguém (gentilmente) me deixou essa pergunta, aqui no blog (desculpe, não consegui encontrar o o nome da pessoa, mas foi um homem). Não estava tendo tempo pra nada, por isso deixei pra responder quando voltasse.

    Já fiz um post sobre isso aqui, porque sempre que querem me agredir e, infelizmente, isso acontece mais do que eu gostaria, um dos ataques preferidos é dizer que só viajo por causa do meu marido. Por isso, listei os países que eu conheço: Alemanha, Argentina, Bangladesh, Bélgica, Brasil, Canadá, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, França, Holanda, India, Inglaterra, Irlanda, Italia, Letônia, Lituânia, Malásia, México, Nepal, Peru, Portugal, Singapura, Suecia, Suíça, Tailandia, Tanzania, Turquia, Uruguai, Venezuela.

    Depois de casada, de novos países, apenas a India, Turquia, Finlândia, Letônia e Lituânia e o único caso de viagem internacional, minha, por causa do trabalho de Ted foi a India. Para a Finlândia nós fomos porque o filho dele morava lá. Para a Turquia, Letônia e Lituânia, eu nem fui com ele e conheci usando as minhas milhas ou comprando passagem super barata, usando minhas economias.

    Todos os outros países conheci antes de casar, algumas vezes usando milhas da Varig, mas na maior parte dos casos, foi a trabalho mesmo. E trabalhando muito, não era só de brincadeira não, mas sempre ficava uns dois ou três dias depois de cumprir as minhas obrigações.

    Entre 1992 e 2002, trabalhei com uma rede internacional de amamentação e, nesse período, participei de todas as suas reuniões internacionais, organizei algumas, viajei muito por isso.

    Desde que mudei pra Suécia e EUA, tenho viajado muito menos, como já disse aqui, no começo não quis deixar Bia sozinha num país estranho e agora, me afastei desse trabalho, tenho outras prioridades.

    Mas, sempre que posso, viajo mesmo, e seja como for, não vejo absolutamente nenhum problema em aproveitar a viagem do marido pra passear mais um pouco, já que pagamos as minhas despesas. Todo mundo faz isso, mas quando eu faço sempre aparece um mala pra dar opinião…

    PS.: Gente, tem muita gente invejosa, mesquinha e mala, mas o rapaz que fez essa pergunta, acho que foi na boa, ele apenas queria entender como é que eu tinha conseguido viajar tanto, pelo menos não me pareceu nada mal intencionado, tô só aproveitando porque, por outro lado, sempre tem os malas me criticando por eu ter ido UMA VEZ à India acompanhando meu marido, que foi trabalhar… como diria Cazuza “pessoas de alma bem pequena, remoendo pequenos problemas, querendo sempre aquilo que não têm”.

    Lagerhaus

    Denise | Suécia, Viagens | Thursday, 26 October 2006

    Cheguei em casa. Uma viagem longa e cansativa, saí de Estocolmo às 8 da manhã e cheguei aqui às 11 da noite (cinco da manhã, no horário de lá), ou seja 21 horas de viagem! estou cansadissima, amanhã conto um pouco como foi.

    Essa tabelinha, eu fiz no aeroporto, são fotos da Lagerhaus, que é uma das minhas lojas preferidas em Estocolmo, cheia de tranqueira de todo tipo. Engraçadíssima a série de produtos Dallas, pra lá de kitsch. Esse sapo-príncipe é um aguador de plantas e essa sacola amarela Let’s Talk Dirty é para guardar roupas sujas. Fofos, né?

    A Lagerhaus não é cara e tem sempre novidades, não comprei quase nada, mas se pudesse trazia uma mala cheia de coisinhas totalmente inúteis, mas imprescindíveis…

    Madonna e suas experiencias espirituais na Africa

    Denise | Diversos | Monday, 23 October 2006

    madona_malawi.jpgAinda to por aqui e ja’ bastante atrasada pra sair e resolver umas coisinhas, mas precisava comentar e saber a opiniao de voces sobre esse rolo que tem sido a adocao do bebe africano por Madonna. Nunca vi tanta incompetencia e tanta falta de bom senso juntas.

    As cenas de Madonna dancando com as mulheres africanas, distribuindo seu livro infantil (que eu acho bem bonito, mas e’ pra la’ de europeizado) pras criancas do vilarejo, carregando um menino nas costas e, pra finalizar, uma assistente chegando no aeroporto com a crianca adotada, foram constrangedoras.

    Claro que a revolta da imprensa mundial carrega uma boa dose de preconceito por Madonna ser uma mulher sexualmente exposta e liberada e que tem questionado alguns dogmas e provocado pessoas usando simbolos religiosos. Mas, dando esse desconto, sem duvida, ela pisou na bola.

    Eu sempre gostei de Madonna. Adoro a musica, admiro sua coragem de enfrentar e derrubar convencoes, claro tudo muito estudado, tudo estrategicamente planejado, mas acho que tem seu valor. So’ que, dessa vez, ela foi longe demais e a forma como conduziu essa adocao (que e’ coisa muito seria) foi de uma irresponsabilidade enorme.

    No final, acho que esta’ tudo uma grande bagunca. O pai, que eu vi dizer que estava feliz porque o filho ia viver com Madonna e ele poderia visita-lo quando quisesse, agora diz que nao entendeu que era uma adocao. Ao mesmo tempo diz que so’ esperava que ele voltasse pra o Malawi quando ficasse adulto.

    Acho que as organizacoes de Direitos Humanos estao usando o caso como exemplo, mas o que mais me preocupa e’ a crianca. As coisas foram longe demais, se conseguirem manda-lo de volta pro Malawi, fico imaginando que, depois de todo esse desastre, ele sera’ sempre uma pessoa que imaginara como seria sua vida se tivesse ficado na Inglaterra com uma milionaria… enfim, agora, David e’ a maior vitima dos dois lados.

    Orfanato cabalistico

    raising_malawi.jpg

    A adocao e’ um circo, mas no rastro dessa historia, procurei mais informacoes sobre o que Madonna anda fazendo no Malawi e isso me preocupa ainda mais.Raising Malawi e’ o orfanato fundado pela cantora no pais. Ela montou tudo, investiu muito dinheiro, fez otimas parcerias, mas, em troca, a instituicao precisa ter seu trabalho baseado nos preceitos da Kaballah.

    So’ que a quase totalidade da populacao do pais e’ crista. 60% protestante e 15% catolicos. O resto se divide entre seguidores de igrejas batista, adventistas do setimo dia, anglicanos, Igreja presibiteriana da Africa Central e testemunha de Jeova, alem de outros seguidores de crencas. Em troca de recursos para o orfanato, esse povo tera’, mais uma vez, enfiado goela abaixo mais uma religiao (ou filosofia, ou culto, chamem como quiserem) que nao faz parte da sua tradicao (como o foi o cristianismo, geracoes atras).

    Nada contra a Kaballah e o judaismo, mas totalmente contra usar o poder economico para impor uma crenca religiosa.

    E, pelo jeito, a incompetencia de Madonna nao esta’ so’ no processo de adocao do bebe, mas vai mais alem, e pode ser ainda mais danosa pro pais. Ao pasear pelo site do orfanato cabalistico, me choquei com a pagina que mostra a equipe que vai executar o projeto.

    Atraves desse link, voce vai conhecer a equipe, toda formada por israelitas, europeus ou americanos. Vale a pena dar uma olhada no link, todos brancos, alguns bem jovens… e totalmente por fora da cultura local. A unica pessoa que faz parte do grupo e parece ser do Malawi nem foto tem.

    Nao existe nada pior que investir em recursos financeiros num projeto sem aproveitar os recursos humanos locais. Alem de perder em termos de conhecimento da realidade e cultura local, demonstra o desprezo pela capacidade deles de gerenciar a instituicao.

    Enquanto esta’ todo mundo falando do bebe que Madona pretende adotar, eu gostaria mesmo e’ que se aproveitasse a ocasiao para avaliar o efeito que uma instituicao como essa pode ter para a cultura local.

    Infelizmente, a Africa e’ sempre um campo fertil para experimentos, exploracao, uso e abuso e esse orfanato me parece apenas mais um deles.

    Comentario da nossa “consultora para assuntos judaicos”
    Carla Abranovich

    kabala.jpgOlha que complicado mas ao mesmo tempo nem tanto assim…

    O que a Madonna pratica nao é JUDAÍSMO, aliás o judaísmo e os judeus andam bem P*** da vida com ela. Judaísmo nao pode ser imposto à ninguém, é contra as leis judaicas, tanto que se uma pessoa quiser se converter ao judaísmo tem que passar por mil e uma entrevistas e estudos coisas que podem durar até 7 anos ou mais o que faz com que as pessoas desistam porque o judaísmo nao é PROSELITISTA.

    Na verdade a conversao ao judaísmo é nada mais que a identificaçao de uma alma judaica que nesta vida veio à Terra num corpo nao-judeu. O judaísmo acredita ainda que o número de judeus permanece sempre o mesmo, já que acredita-se em reencarnaçao por isso sao raras e tao difíceis as conversoes.

    Kaballah é o estudo espiritual do judaísmo e que só pode ser estudada por pessoas em geral com mais de 40 anos e que já tenham um profundo conhecimento do judaísmo e só POR JUDEUS. Isso que ela pratica nada mais é que um samba de criolo doido que deram o nome de kaballah pra popularizar a coisa, e fazer $$$,

    Quando houveram protestos por causa da kaballah da Madonna eu mesma pensei: Que mal pode haver? Agora vejam só, tá aí!!! Td mundo bota tudo no mesmo saco. Lógico que nos EUA existe de um tudo, e isso que esse povo tá fazendo chama-se charlatanismo.

    Observacoes minhas

  • Na verdade, sabemos mesmo muito pouco sobre o que e’ a cabala, obrigada pela explicacao, Carla, quem quiser escrever mais sobre o assunto, a pagian de comentarios esta’ a disposicao.
  • A principio, nao tenho nada contra a adocao por parte de celebridades e acho que tem um papel, sim de incentivar as mulgheres a adotar, vendo que a adocao nao e’ä apenas coisa para quem nao pode ter filhos. Desde cedo, Bia sempre falou ema dotar por exemplo. Apenas a forma que se faz isso deve ser extremamente cuidadosa.
  • Estao comparando muito o caso com Angelina Jolie. Mas, acho que ela teve uma postura totalmente diferente da Madonna e ate’ deixou de falar com o pai porque, entre outras coisas, porque ele divulgou a adocao de Maddox, que ela estava fazendo totalmente secreto. Alem disso, ela parece uma mae muito presente. Houve uma epoca em qeu ate’ diziam que nao se sabia se Maddox conseguia andar porque ela estava sempre carregando ele nos bracos. Acho quee la nunca fez circo das suas adocoes. Claro que posso estar errada, ninguem sabe como as coisas sao na privacidade da casa, mas ela me parece fazer a coisa toda direitinho.
  • Nao deixem de dar uma olhada nos comentarios que estao interessantissimos! E vao conversando ai que, assim que eu puder, dou minha opiniao sobre os outros comentarios de voces…

    Pots Antigo – Criancas Adotadas viram acessorio fashion

    Tinha visto essas noticias na revista Star de setembro de 2005, lembrei de tirar do bau, porque tem tudo a ver com o que estamos falando aqui:

    zahara.jpgNão me canso de ficar abismada com as sandices que colocam nessas revistas de fofocas americanas. Essas duas notinhas mostram bem como elas vêem as crianças adotadas pelas atrizes, que estão virando acessórios da moda:

    O que é “Hot”

    “Esqueça a última bolsa da moda! Ir pra todo canto carregando um bebê novinho em folha é muito mais atraente – especialmente se você for Angelina Jolie, 30, que tem sido vista passeando por Nova York e Los Angeles com Zahara, sua filha adotada de 6 meses e meio.”

    jessicasimpson1.jpgUm Sonho Antigo

    “Quando tinha 16 anos, numa viagem de férias ao México, Jessica Simpson se encantou com um bebê e queria levá-lo pra casa. Ela afirmou que repetia, o tempo todo“pai, como presente de aniversário eu quero esse bebꔓ…

    O perigo e’ esse.. imagina Jessica Simpson mae adotiva de uma crianca mexicana?!

  • A midia e as Eleicoes no Brasil – “O ‘Homer’ vai entender tudo”

    Denise | Brasil | Monday, 23 October 2006

    hsimpsons_nas_eleicoes.jpgHa’ alguns meses, um grupo de professores da USP esteve participando de uma reuniao de pauta do Jornal Nacional e foi supreendido pela forma superficial como tudo era decidido e mais ainda com o apelido que o telespectador medio do telejornal recebeu: Holmer Simpson.

    Ele mesmo, o obtuso personagem dos cartoons, o pai e marido ridicularizado por sua incapacidade de compreender alguma coisa, por mais simples que seja.

    Segundo o William Bonner, o jargao na redacao do Jornal Nacional e’ “isso o ‘Holmer’ nao vai entender” ou, “ok, isso o ‘Holmer’ vai entender”. Ah… mas a gente entende, Bonner… principalmente o descaramento que foi o golpe dado para levar Lula ao segundo turno e que continua para tentar derruba-lo no segundo…

    Vejam alguns dos artigos que tenho recebido:

    Kamel nao e’ Evandro

    Paulo Henrique Amorim

    O que o Jornal Nacional fez na edição na véspera do 1º. Turno – quando ignorou a queda do avião da Gol e se concentrou em dar noticias contra o Presidente Lula – foi mais do que o tradicional “padrão Globo” de qualidade: um jornalismo parcial, militante, anti-trabalhista.

    O que vem de longe.

    A/O Globo ajudou a derrubar Vargas.

    Tentou derrubar JK (mini-série, como se sabe, não é documento histórico).

    Ajudou a derrubar Jango.

    Foi o porta-voz dos “anos militares” (*).

    Lutou contra Brizola.

    Sempre foi contra Lula.

    Quando Roberto Marinho mandava, era proibido ter “sobe som” do Lula, durante as campanhas presidenciais. Se Lula falasse swahili, o publico não saberia. Fora das campanhas, Lula só aparecia em situações que o prejudicasse.

    A edição do Jornal Nacional da véspera da eleição foi uma intervenção no processo político muito mais profunda do que a edição do Jornal Nacional na véspera do segundo turno, que elegeu Collor.

    A mídia – com a Globo à frente – levou a eleição para o segundo turno, é o que demonstra, com números, Marcos Coimbra, do Vox Populi, na edição da Carta Capital que está nas bancas.

    E na entrevista que me concedeu, aqui, no IG: clique aqui para ler.

    O que o Jornal Nacional fez na véspera do primeiro turno é outra coisa: é da categoria do “ódio”, da “vingança”.

    É mais do que jornalismo militante, parcial.

    E isso é obra de Ali Kamel, Diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo (sic).

    O cargo de manda-chuva no jornalismo da Globo é provavelmente mais importante, no Brasil de nossos dias, do que o de Ministro da Justiça.

    O Brasil já teve ministros da Justiça que eram coordenadores políticos de relevo. Tancredo Neves, de Vargas. Petrônio Portella, de Figueiredo. Fernando Lyra, de Tancredo.

    O Ministro da Justiça de hoje faz política de forma ocasional. Por exemplo, quando foi jantar na casa do Senador Heráclito Fortes, em Brasilia, com o empresário Daniel Dantas, depois de a revista Veja publicar que o Presidente da Republica e o chefe da Policia Federal tinham contas secretas no exterior, de acordo com informação, segundo a Veja, de Daniel Dantas.

    O manda-chuva do jornalismo da Globo é tão poderoso que pode mandar uma eleição para o segundo turno. Tanto que na Globo, segundo a revista Carta Capital, chamam Kamel de Ratzinger, o guardião da doutrina da fé.

    Nem sempre foi assim.

    Evandro Carlos de Andrade também foi o guardião da doutrina da fé do jornal Globo e da tevê Globo. Mas tinha uma diferença. Evandro não deixava impressões digitais. Ele dirigiu o Globo durante um largo período dos “anos militares” (*). E não deixou impressões digitais. (A não ser o próprio jornal que fez).

    Na Globo, a mesma coisa. Evandro trabalhava como o Barão Scarpia. Um pelotão de fuzilamento acabava com Cavaradossi, mas Scarpia não precisava subir ao terraço do Castel Sant’Angelo. Até porque Floria Tosca já o tinha esfaqueado.

    Kamel deixa impressões digitais.

    Numa polêmica publica a respeito da participação da Globo na fraude da Proconsult, que tentou impedir a eleição de Brizola no Rio, em 1982 – polêmica que está na origem de meu livro (“Plim-plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, que escrevi na companhia da jornalista Maria Helena Passos) -, pude dizer a Kamel:

    Não seja tão subserviente. O patrão não te pede tanto.

    Nesse episodio do Jornal Nacional na véspera da eleição, Kamel foi, provavelmente, sobre-subserviente. Foi para o campo do “ódio” e da “vingança”, quando um verdadeiro guardião da doutrina da fé, como Evandro, se teria comportado dentro dos limites tradicionais de Globo: parcialidade e anti-trabalhismo. Kamel foi longe demais.

    Vamos imaginar a hipótese de o presidente Lula se reeleger. Assim como há a Lei da Gravidade, a Lei Geral de Telecomunicações vai ter que mudar. Isso afeta a Globo.

    Não faz sentido você chegar lá, pagar R$ 250 mil, comprar uma licença, e colocar no satélite a emissora de tevê que você bem entender. Isso é possível nos Estados Unidos, na Inglaterra, no Japão? Aqui, é assim que funciona. E isso vai ter que mudar. E isso afeta a Globo.

    E a polêmica sobre se as operadores de telefonia podem ou não produzir conteúdo? Isso afeta a Globo. Assim como muitas outras questões geradas pela convergência, e que terão quer institucionalizadas nos próximas quatro anos – com Lula ou Alckmin.

    Interessa à Globo construir a imagem de “ódio” e “vingança”, que transparece das capas da revista Veja? Muitos já disseram que o “ódio” da Veja é uma forma de “vingança” contra uma decisão do Presidente Lula sobre livros didáticos, que, este ano, deu um prejuízo à Editora Abril de R$ 40 milhões (clique aqui).

    Porque o Ministério da Educação resolveu mudar uma pratica que beneficiava a Abril. E decidiu beneficiar editoras menores (clique aqui).

    Até a edição do Jornal Nacional da véspera da do primeiro turno sempre se imaginou que a Globo preferisse um guardião da fé como o Evandro. Evandro, antes de ir para a Globo, foi um dos melhores jornalistas políticos do país. Morto Evandro, a Globo substituiu-o por Kamel, cujo obra jornalística está por construir-se – e não no passado.

    Ate aqui, a Globo preferia um guardião da doutrina que não quisesse ser mais do que isso: um guardião da doutrina da família Marinho. Kamel quis ser papa. Como Ratzinger.

    ……………………………………………
    (1) A expressão “anos militares” é usada pelo respeitável cientista político Wanderley Guilherme dos Santos. Parece-me mais adequada do que “ditadura militar”, que, no Brasil, mudou de significado.

    Leia Mais:

    lisa_eleicoes.jpg

  • Como governar quando TODA a imprensa e’ contra
  • Onde foi que eles erraram
  • Midia levou eleicao ao segundo turno
  • Kamel errou: o JN sabia da queda do Gol
  • O 1º golpe ja’ houve. E o 2º?
  • Blog do Mino
  • Contrapauta – Monitoramento critico da midia
  • Observatorio Brasileiro de Midia

    Traducao da ilustracao: “Pensamentos profundos de Homer Simpson: Se alguma coisa e’ dificil de fazer, entao nao vale a pena faze-la”. Como, ao contrario do que pensa o Bonner, nao somos iguais ao Homer (eu adoro a Lisa!), vale a pena ler tudo que sai sobre o asssunto e entender direitinho qual e’ a jogada da imprensa brasileira.

    Atualizacao

    Monique,

    Eu tenho muito cuidado com o que “aparece pela internet”, esse texto ta’ no blog do Paulo Henrique Amorim, que e’ umjornalista de quem eu gosto e respeito. Concordo plenamente com voce, em relacao aos anacronismo, eu postei as pressas, no meio da minha viagem, confesso que nem prestei muita atencao nisso, mas pelo que eu conheco do jornalista ele deve ter um sentido pra isso, quando chegar em casa vou dar uma lida nos posts dele novamente e volto aqui.

    De qualquer forma, eu concordo com todo o resto. Nao acho que se culpa a Globo por quaquer evento importante que acontece no Brasil, nao, acho ate que pouca gente percebe o poder da emissora. O levantamento do Observatorio da Midia e’ de dar nojo, ta claro ataque sistematico a Lula, o link ta ai pra dar uma olhada. Nao entendi o que tem de tao estapafurdio nisso, querida, voce discorda? voce acha que a Globo nao manipula a populacao brasileira?

    Cris,

    Nao entendo no que os argumentos, que nao sao meus, mas do Paulo Henrique Amorim (eu mal tive tempo de entrar na Internet, nesses dias, mas nao queria deixar de colocar algo sobre a forma como eu – capengamente.- estou vendo as eleicoes) sao enfraquecidos ao demonstrar o poder da Globo na manipulacao da vida politica brasileira. Isso nao e’ novidade nenhuma, ela e’ a bola da vez, mas tambem criticamos a Veja e outras empresas, nao entendi o que tem de novidade nisso..

    Quando voltar, discuto mais o assunto, mas queria dizer so’ duas coisas, rapidinho. Primeiro que nao tem como, pra mim, pensar em politica sem emocoes, tenho algum distanciamento critico, mas tenho, acima de tudo, asco do Alckmin e de tudo que ele representa. Cada um tem um jeito de lidar com politica, ne? ainda nao descobri qual o certo ou o errado…cada um com seu cada qual :-)

    A outra coisa e’ que, me perdoem, mas eu tenho horror a essa historia de “teoria conspiratoria”. Nao tem nada de paranoia e teoria conspiratoria, nao, ta’ na cara que a midia usa todo seu poder para manipular resultados das eleicoes, ou voces tem alguma duvida em relacao ao que aconteceu com Lula no classico debate com Collor e o que aconteceu no 1o. turno foi escancarado.

    Espero que nao fiquem chateadas com minha resposta que foi escrita assim, rapidinho e bem superficialmente porque sao meia noite e meia e eu viajo amanha cedinho, mas e’ que queria escrever alguma coisa porque, francamente, eu e’ que estou cansada dessa coisa que se criou que ninguem pode criticar a imprensa e ja’ aparece um monte de gente pra dizer que e’ paranoia e teoria conspiratoria…

    No fim de semana comento mais, OK?

    Beijos pras duas!

  • Estocolmo – Museu de Historia Nordica

    Denise | Suécia, Viagens | Sunday, 22 October 2006

    Exposicao de Casas de Bonecas do seculo XVIII e XIX


    Exposicao de Casas de Bonecas – 1700/1840

    A
    mais antiga – 1700

    Sala
    de uma casa

    Miniaturas

    dentro

    das
    casas

    Esses
    moveis tem cerca de

    um
    metro e meio de altura

    Os
    detalhes mostram a decoracao nada "clean", da epoca

    Miniaturas

    Segunda
    casa mais antiga da colecao

    Detalhe

    Continuo sem tempo pra escrever nada, volto pros EUA na proxima quarta-feira, e ate’ la’ tenho muuuuuuuuuuuuuuita coisa pra ver e fazer por aqui. Acho que so’ quando chegar em casa vou ter tempo pra contar as minhas aventuras. Mas vou continuar postando algumas fotos, sempre que tiver acesso a internet (que nao e’ sempre).

    Adorei essa exposicao de casinhas de boneca, no Museu de Historia Nordica. As casas sao de 1700 a 1870. Essas fotos sao raridades, ja’ que nao era permitido fotografar no museu, e eu nao sabia… fui avisada quando fotografei a casa mais antiga de todas, por isso a foto esta’ tao ruim, nao pude fazer outra porque tinha uma sueca enfurecida do meu lado.

    Pelo que li no Museu, as casas de bonecas comecaram mostrando apenas as “cozinhas” e eram brinquedo de adulto, apenas no final do seculo XIX as criancas comecaram a ter mais acesso a elas.

    Amanha mostro o pouco que consegui fotografar (clandestinamente) da exposicao de sapatos…

    Kaunas – Lituânia

    Denise | Lituânia, Viagens | Friday, 20 October 2006

    Fotos:

    (1) e (2) monumento para oracoes pelos mortos em combates pela liberdade do pais ;
    (3), (4) e (5) todas do Museu do Diabo, a primeira foto mostra Stalin lacando o demonio e voces (pernambucanos) nao acham essa figura carregada nas costas por um demonio parecido com o Homem da Meia Noite?;
    (6) e (8) bonequinhos pra la’ de eroticos
    (7) placa de uma das ruas principais
    (9) centro historico
    (10) imagens de Jesus Cristo, artesanato tipico daqui
    (11) restaurante subterraneo
    (12) Laitves Gates, rua para pedestre que tem 2km.
    (13) fachada do Hotel Metropolis, onde fiquei
    (14), (15) e (16) pecas do artesanato local.

    PS.: Meninas, a foto do matagal vai ser no proximo post, ela foi em Vilnius, esse hotel ai e’ em kaunas :-) aguardem que assim que tiver tempo escrevo mais sobre a viagem e boto as fotos de Vilnius e Estocolmo… o tempo aqui anda curtissimo, mas estou me divertindo MUITO!!!!

    Blogagem coletiva – 31 de outubro

    Denise | Blogagem Coletiva | Friday, 20 October 2006

    Outubro – Mes de Conscientizacao sobre o Cancer de Mama

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    No comeco do mes eu lembrei que seria otimo fazer uma blogagem coletiva sobre o tema “Cancer de Mama”, reforcando as iniciativas para conscientizacao em relacao a doenca.

    Infelizmente, esse foi um mes dificil pra mim e ficou dificil organizar alguma coisa. Mas, hoje, vendo o email da Ana Paula, que me lembrando da importancia do mes e de uma blogagem coletiva, pensei que nao custa nada tentar agitar a blogosfera.

    Como o mes e’ todo de conscientizacao, valem posts escritos entre o dia 01 e 31 de outubro. Mas, estou propondo uma blogagem concentrada no dia 30 de outubro. Farei meu post nesse dia, mas prometo ir (a medida do possivel) fazendo uma listinha de todos os blogs que postarem sobre cancer de mama.

    Por enquanto, quem ainda nao viu, pode conferir a serie de posts que fiz sobre SEIOS, no comeco do ano, acho que ficaram bonitos:

    Deusa de assombrosas tetas, gotas de leite bom na minha cara,
    chuva do mesmo bom sobre os caretas

  • Parte I – Anatomia
  • Parte II - Amamentacao e Sexualidade
  • Parte III – Tatuadores e Cancer de Mama
  • Parte IV – Mitos e Lendas
  • Parte V – Fotos
  • Parte VI – Santa Ágata – Último post da série sobre os seios.

    E nao deixem de visitar o site Câncer de Mama – Entre de Peito nessa Luta!, que eu fiz ha’ varios anos atras (esta precisando de uma boa atualizacao, mas ainda tem coisas interessantes).

    Atualizacao:

    tatoo_breast.jpgEu soube da noticia da filha de Pele e fiquei chocada, que coisa terrivel, tao jovem. Mais um alerta ai, hein, mulherada?!

    Enfim, quem fizer o post, deixe um recado aqui, OK? divulguem a blogagem em seus blogs!

    Por enquanto, os blogs que escreveram sobre cancer de mama sao:

  • Ana Paula
  • Copia Perfeita
  • Sandra M
  • Sergio e Marilena
  • .