Movimento de Mulheres Lésbicas como Sujeito Político:
Poder e Democracia
Acaba hoje, domingo, o VI Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), que aconteceu Recife. O objetivo do evento foi discutir as políticas e intervenções propostas pelos movimentos sociais e adotadas pelos governos municipais, estaduais e federais com relação ao lesbianismo.
Participaram cerca de 300 de movimentos sociais, além de representantes governamentais, debatendo a saúde das lésbicas, discriminação racial e lesbianidade e a participação das lésbicas enquanto sujeito político na sociedade.
Na sexta foi feita a I Caminhada de Mulheres Lésbicas e Simpatizantes de Pernambuco, na Avenida Conde da Boa Vista. Minha mãe disse que a mulherada chocou o povo, aos beijos e abraços… como o povo ainda se choca com uma coisa dessas, hein?!
A situação das lésbicas é ainda pior que dos gays masculinos que muita gente acha charmoso e divertido. Quem é “descolado” ainda gosta das “lesbian chics”, jovenzinhas lindas e muito bem produzidas, mas difícil é o povo compreender a lésbica como ela é fora das telinhas de cinema, sem glamour e com seus problemas, como todas nós.
Aí, ela sofre preconceitos três vezes mais, por ser mulher, por ser lésbica e por se comportar e se vestir de uma forma que a sociedade não consegue aceitar. Se for negra, sofre mais ainda. Aí a sociedade prefere que ela fique, mesmo, invisível…
Leia mais:
Mulheres dizem não à invisibilidade lésbica
Foto: as escritoras Gertrude Stein e Alice B. Toklas, que viveram juntas por 40 anos.







Do GBLTS sou o S sem drama. Agora, pelo que sempre vi mundo afora não concordo com sua afirmação de que a lésbica “sofre preconceitos três vezes mais, por ser mulher” e “a situação das lésbicas é ainda pior que dos gays masculinos”. Obviamente, não falo baseado em estatísticas, mas em impressão pessoal. Acho que ambos os gêneros sofrem discriminações e se tiver que pender a balança para um lado, eu diria que os gays masculinos, apesar do aparente maior número, sofrem um pouco mais.
Beijo,
Oi Denise,
Estava uns dias fora ocupado e voltei hoje a ler o blog.
Eu sou GAY e todo mundo sabe.
VOCÊ está coberta de razão, as lésbicas sofrem SIM mais preconceito infelizmente, embora na cultura machista pode não parecer. Existe no imaginário masculino a fantasia de possuir duas mulheres ao mesmo tempo e é comum ver em filmes cenas de lesbianismo. Porém, quando elas mostram que fora do fetichismo existe um casal que trabalha, paga impostos, dorme junto e que se ama, a coisa muda de figura.
Lembra quando tiraram do ar naquela novela Torre de Babel o casal lésbico bem-sucedido formado pela Christiane Torloni e a Silvia Pfeiffer?
Era demais pra sociedade brasileira aceitar as lésbicas fora do estereótipo fetichista. Mulheres, inteligentes, lindas, ricas e ainda lésbicas? Era muita coisa junta! haha
Agora o mais bacana desse Seminário e de muita coisa que tem acontecido no Brasil é a disponibilidade da comunidade gay em se mobilizar e começar a se organizar mais. O Beijaço é um grande avanço e algumas conquistas já são visíveis embora exista um longo caminho a percorrer.
Mais informação favor ler essa entrevista interessante com a professora Cláudia Lahni.
http://www.mgm.org.br/revista/marco/entrevista.htm
Beijos,