Os meus balanços estão aí abaixo. Agora, visitem também esses amig@s, que avaliaram, cada um(a) à sua maneira, o ano de 2005:
Pryscilla
Entre perdas e danos, o que foi 2005 pra mim…
Balanço do Ano – Parte 1
Dividi o meu “balanço de 2005″ em duas partes. Essa, mais intimista, onde eu vou falando das coisas que foram mais importantes, pra minha vida, e a segunda parte, aí abaixo sobre meu “consumo cultural” no período…
No final, escrever foi uma catarse. Duvido que alguém consiga ler tudo, mas, mais que nunca, escrevi pra mim mesma, pra organizar minhas idéias, pra avaliar as minhas perdas e danos, lições e conquistas… pesando tudo, esse foi um dos melhores anos da minha vida. Muita coisa aconteceu, errei, acertei, passei ótimos e muito maus bocados, mas tô me sentindo cada vez melhor… e é assim que a gente aprende, né?
1. Maternidade e a síndrome do ninho vazio
Esse foi um ano decisivo pra Bia e pra mim. Dois países depois, vários idiomas, amigos conquistados e deixados pra trás (apenas fisicamente), muito esforço, muita dificuldade, muita saudade, tristeza, desânimo, novo colégio, novos amigos, trabalho, namorado bacana… juntando isso tudo numa panela bem temperada com muita compreensão, apoio e amor… e eu tenho uma filha adulta, independente, muito mais segura e maravilhosa. E um ninho se preparando pra ficar vazio. Essa foi a grande revolução de 2005.
Em julho ela foi pra Europa sozinha, quer dizer, parte do tempo com um amigo, alguns dias comigo e Ted, e vários dias completamente sozinha. Foi uma menina, voltou uma mulher. Estou adorando tudo. Foi pra isso que a criei, pro mundo. O ninho vai estar sempre aqui, quentinho, esperando por ela, que ainda vive comigo e espero que continue por bastante tempo, mas enquanto ela inicia seus vôos, eu inicio os meus. As duas aprendendo a ser independentes. Tudo sem dor, sem culpa, sem sofrimento, do jeitinho que deve ser a vida de mãe e filha. Pela primeira vez, em 18 anos, nos últimos meses, em 2005 pensei mais em mim do que em Bia, e isso é saudável, pras duas.
2. Ted
A gente se conhece há quase dez anos, namora há cinco, estamos casados há quase 3 e o amor só aumentou, amadureceu, melhorou, sem perder nem um tiquinho da paixão e tesão iniciais. 2005 foi um ano de comprovação de que eu quero passar o resto da vida com ele. Eu adoro a vidinha que a gente leva. A gente nunca briga, nunca se irrita, nem irrita o outro, porque entende e gosta do outro do jeitinho que o outro é. Parece milagre, pra quem conhece meu gênio difícil… nunca pensei que pudesse ser tão bom e 2005 foi ainda melhor…
3. Trabalho
2005 foi quase um “ano sabático”. Tive a oportunidade de trabalhar menos com o Origem, ir me afastando, afinal, as meninas, lá, precisam se fortalecer sozinhas e eu preciso me desapegar do que criei (igualzinho a Bia). Passei o ano buscando novos caminhos. Nem sempre fácil, com muitas inseguranças e incertezas, como todo mundo. Encontrei e me perdi de alguns, outros ficaram e 2006 vai começar cheio de projetos que, eu espero, se realizem. E vocês vão fazer parte deles.
4. O prazer da malhação
Desde que mudei pra Suécia, andava muito preguiçosa. O frio, a mudança de ambiente, não ajudam nada, mas esse ano, recuperei a tesão pela endorfina, que andava esquecida. Adorei malhar e muito. Mal posso esperar pra voltar pra Washington e recomeçar minha vidinha de dietas e muita malhação…
5. O tempo não pára…
Me senti mais bonita e mais gostosa em 2005. Acho que parar de pensar tanto na filha a começar a pensar mais em mim ajudou muito a despertar ainda mais minha sensualidade (o que Ted aproveitou muito bem hehehe). Mas, ao mesmo tempo, senti, como nunca, o “peso da idade”. Numa boa, sem nenhuma drama, mas como dizia Cazuza, “O tempo não pára…”.
Eu que sempre me orgulhei dos meus olhos de águia, senti que eles já não são mais os mesmos e comprei, ontem, meu primeiros óculos de leitura e estoiu adorando! A coluna tá reclamando de anos de má posição no computador. Apareceram umas dores nos pés… é tudo estranho.
Ter parado de tomar sol há quase 20 anos ajudou a evitar rugas, que não são muitas, mas a pele não é mais a de vinte aninhos atrás e precisa ser muito mais hidratada. Uma noite mal dormida aparece logo, em umas olheirazinhas desagradáveis…
A vantagem? nada disso me deixa desanimada. São as fases naturais da vida, óculos, hidratantes poderosos, reeducação postural estão aí pra isso mesmo… e, sorry, continuo me sentindo gostosa… hehehe…
6. Medo de morrer
Em 2005 fiquei sabendo que tenho uma patologia cardíaca, desde que nasci. O susto foi grande, pela primeira vez tive certeza que ia morrer. Pensei em minha família, nos amigos que queria encontrar, mas no final, deu tudo certo, o coração tá sob controle e eu, aproveitando a vida mais que nunca, porque quem passa por um susto desses sabe que não dá pra se perder tempo com mau humor…
7. A Blogosfera
Sobre essa, preciso de um post à parte. Pra mim, o ano seria completamente diferente, se não fosse o Sindrome de Estocolmo. Tanta coisa aconteceu aqui, que ninguém, pode imaginar. Aprendi muito com quem visitou o SdeE e com os outros blogs; pensei muito mais na vida, por causa dos posts, que tinha de escrever; me irritei; fiquei feliz; me emocionei… mas, não vou falar muito, porque sobre isso, vou escrever em breve…
8. Amizades virtuais muito reais
Em 2005, incorporei, em minha vida, uma mudança total dos paradigmas de amizade. Há algum tempo vinha pensando nisso. Por que uma amiga que eu nunca encontrei, fisicamente, mas que se preocupa comigo, me escreve diariamente, acompanha minha vida (e, muitas vezes, eu a dela), deve ser considerada “menos amiga” que alguém com quem convivi, pessoalmente, mas de quem sempre soube muito pouco e que me escreve uma vez a cada 6 meses, quando escreve?
Acho que são tempos em que precisamos repensar como as relações se dão, porque as coisas mudaram. Sem dúvida, o contato físico é importante, mas existem outras formas de se compartilhar a vida, hoje em dia, e todas elas têm seu valor e seu espaço.
Estou apaixonada por minhas amigas virtuais! nem vou citar todas aqui, pra não correr o risco de esquecer ninguém, mas todas amigas e amigos antigos ou novos, foram importantíssimos pra mim, em 2005!
9. Conclusão

Apesar de surtos nostálgicos na música e literatura, a vida tá cada vez melhor e não me arrependo de nada que fiz em 2005… tudo teve seu papel e mesmo o que poderia ter sido melhor, se fosse de outra maneira, foi lição aprendida… estou preparadíssima pra 2006 e feliz da vida!!!