Grand Bazar

Então… seguimos pro Grande Bazar, que também ficava relativamente perto do nosso hotel, dá pra ir caminhando.
Como tudo, na Turquia, a imagem do Grand Bazar, construido em 1464, é impactante. Após passar pelas belas portas em forma de arco, entramos em um lindíssimo labirinto de mais de 4.400 lojas, mesquitas, bancos, restaurantes que abre todos os dias, menos no domingo.
Mais uma vez, influenciadas pela imagem que tínhamos de Istambul, esperávamos um mercado a céu aberto, caótico e desorganizado.
No entanto, encontramos um mercado relativamente limpo, belíssimo, com decorações de teto diferente em cada ala, produtos lindamente organizados em cada uma das lojas. A forma como eles empilham as especiarias, os cristais e prataria, em si, já é um espetáculo.
Nesse bazar vende-se de tudo, mas o seu forte são os tapetes, as jóias, as pratarias, artesanatos locais e souvenirs.
Mercado Egípcio de Especiarias
O Mercado de Especiarias, chamado em turco de “Misir Carsi”, que significa “bazar egípcio” é fantástico. Eu, pessoalmente, gostei ainda mais dele do que do “Grand Bazar”. Esse me parece mais autêntico, mais popular.
Grande, sem ter, no entanto, as dimensões do Grand Bazar, nele a gente encontra muitas especiarias como curry, açafrão, orégano, cominho, pimentas de todo tipo e outras coisinhas que nunca ouvi falar. Maravilhoso pra quem gosta de cozinhar (confesso que não é meu caso, mas adoro olhar… hehehe).
As cores e os cheiros das especiarias dão uma cara muito especial a esse mercado, que ainda tem remédios naturais (incluindo um bolinho que eles chamam de “viagra turco”), chás de todo tipo (incluindo o chá do amor), pistache, amêndoas, nozes, damascos, frutas secas. Além, claro, do famoso café turco e dos docinhos locais.
A forma como arrumam os produtos é super cuidadosa e esteticamente sofisticada, como vocês podem ver em nossas fotos.
Compras em Istambul
Como essa viagem não foi planejada com antecedência e tivemos mesmo que sobreviver tirando dinheirinho no caixa eletrônico, tudo parecia meio caro pra gente. Ou, pelo menos, não era super barato, como a gente imaginava.
Pra vocês terem uma idéia do que dá pra comprar, vou colocar alguns algumas fotos das coisinhas mais comuns que se encontra em Istambul, e quanto pagamos por elas.
Caixinha com dois copinhos de vidro com pires e colherinhas, muito usados na Turquia para tomar chá (especialmente de maçã, acompanhados de saquinhos de seis tipos de chá diferentes. Custou 8 milhões de liras turcas (cerca de 17 reais). Também são vendidas caixinhas com 6 copinhos desses, com pires e colherinha (sem o chá) por 30 milhões de liras turcas (cerca de 63 reais).
Essas caixinhas também são uma graça, com um moedor e sete tipos de especiarias diferentes. Custam 6 milhões de liras turcas (cerca de 12,50 reais).
Essa caixinha, com detalhes em madrepérola, é um belíssimo jogo de gamão. Custou 25 milhões de liras turcas, (cerca de 52 reais) e vai pros meus sobrinhos queridos, Yuri e Igor.
Finalmente, eu adorei esse amuleto turco ai abaixo, o “nazar boncuk”, para se pendurar na porta e evitar mau olhado. Depois de pechinchar muito, saiu por 4 milhões de liras turcas (8 reais).

Enfim, provavelmente, eu poderia encontar coisas ainda mais interessantes e, talvez, mais baratinhas, mas com dois dias de viagem, é difícil pesquisar como se deve!
Lidando com os vendedores

Bem, aí, queridos, é um capítulo à parte… dá trabalho e traumatiza… hehehe… eles são realmente “agressivos”, invadem nosso espaço, dão cantadas, empurram a gente pra dentro das lojas.
A gente tentou ser super discreta nas roupas, mas não percebemos que Bia tava com uma calça de cintura baixa… foi uma agonia… hehehe… arrumou turcos apaixonados e mais cantadas do que quando a gente passa em prédio em construção no Brasil.
A dica, na minha opinião, é não ser muito simpática, eles SEMPRE perguntam de onde você é (no nosso caso se éramos francesas, italianas, americanas e até do Equador, ninguém adivinhou de onde somos). No início, dizíamos que somos do Brasil…
Ai era uma festa… futebol (tem vários jogadores brasileiros na Turquia), Ronaldo, Alex, samba, carnaval… mas ai eles não nos deixam mais em paz e vão atrás da gente… teve um que seguiu Bia por duas quadras tentando vender um pião. O melhor é não dizer nada, apenas “NO”! parece rude, mas vocês não tem idéia do que é um turco atrás de você! hehehe…
Quanto aos idiomas, ficamos impressionadas. Muitos, mas muitos mesmo falam vários idiomas, inclusive muita gente fala espanhol pefeitamente nos bazares. Não existe nenhum problema de comunicação. (estou falando de Istambul, não do interior da Turquia).
No final, pra evitar assédio Bia dizia que só falava Svenska (sueco!) e não é que apareceram uns três vendedores que falavam sueco também!!! incrível! nós que achamos que a Turquia parece um país atrasado, deviamos pensar em nossos pontos tuisticos, onde é difícil encontrar quem fale um outro idioma.
E tem os preços… esses são sempre pelo menos o dobro. A gente tem que pechinchar muito. E pechinchar, após dois dias, cansa. Eu tinha tido a mesma experiência na Tailändia e no Nepal. É cultural, eles quase se ofendem se você não pechincha.
Nunca demonstre muito interesse pelo produto, regateie, diga que viu a mesma coisa mais barata em outra loja, finja que vai embora, quase sempre eles vão atrás de vocês. Comprei uma caixinha com uns elefantinhos pra minha mãe por um preco 4 vezes menor do que eles pediram. Tem que pechinchar.
Por outro lado, algumas coisas são fixas mesmo, como essas caixinhas e chá e especiarias ai acima. Pechinchei em todo canto e nada… ai tem que levar pelo preco que eles pedem mesmo.
Enfim, comprar, na Turquia, é uma grande experiência, principalmente quando se tem muito dinheiro, que não era nosso caso… hehehe…
E, pra fechar, uma foto que achamos genial e absolutamente surrealista, de uma placa encontrada em uma loja, onde está escrito: “Desculpem, a loja está aberta”… hehehe… Isso é Istambul! fantástico!!!
Amanhã contarei como foi a experiência de um banho turco, falarei sobre o povo em Istambul e a segurança na cidade… aguardem um pouquinho mais