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Resfriado e Good bye Lenin!

Denise | Cinema | Friday, 27 February 2004

Querid@s, peguei um super resfriado… até tentei responder umas mensagens, comentários, visitar um(a)s amig@s, mas não tá dando   :(   


Mas, antes de me recolher ao meu edredon, queria falar que acabei de assistir Good bye Lenin!, aqui em casa, e me emocionei demais. Esse é um filme genial, criativo e que fala de um momento muito interessante da Historia. Tendo como centro uma linda história de amor de um filho por sua mãe.


É tão bom assistir um filme como esse. Tem hora que a gente já tá cansada dos blockbusters americanos, né? Assisti “O Juri” recentemente. É legal, mas esses filmes americanos são todos iguais. Acabou, a gente esquece. Recomendo seriamente o Good bye Lenin!


Beijos e até breve!!!

E, por falar em mulheres

Denise | Blogosfera | Friday, 27 February 2004

E, por falar em mulheres empoderadas… minha mãe também acaba de lancar seu
blog: Encontros do
Cotidiano
!

Situação Política das Mulheres na Suécia

Denise | Suécia | Friday, 27 February 2004

Uma das coisas, pelas quais sempre lutei, foi por melhores condições de vida para as mulheres. Ao meu modo, trabalhando mais a questão da maternidade e aleitamento materno, mas sempre tendo em vista a complexa questão de relações de gênero. A Suécia é um dos países que oferecem melhores condições para a igualdade de gênero no mundo. 


A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a “conceder” o direito ao voto às mulheres, no ano de 1893. No Brasil, isso só foi acontecer em 1933.  Na Suécia, as mulheres comecaram a votar em 1921 e, hoje, é país com mais porcentagem de mulheres parlamentares (Dados anteriores às eleicões de 2002):































1. Sweden 42.7
2. Denmark 38.0
3. Finland 36.5
4. Norway 36.4
5. Iceland 34.9

Nessa lista de 159 países, calculada pelo Inter-Parliamentary Union, em 2002, o Brasil é o país de número 123, com apenas 6.7% do parlamento formado por mulheres. Está bem atrás de países como Sierra Leone, Guiné-Bissau, Azerbaijão e Paraguay. Cuba é o país de numero 12 na lista, com um parlamento formado por 27.6% de mulheres enquanto que os EUA estão em 61o. lugar, com apenas 13.8% de mulheres parlamentares.


Segundo o site www.sweden.se as eleições de 2002, na Suécia, resultaram em mais um aumento proporcional da participação das mulheres. Dos 349 membros do Parlamento, 45.3 por cento são mulheres, comparado com 42.7 por cento após as eleições de 1998 e cerca de 40 por cento, após as eleições de 1994.  


O número de mulheres no Parlamento tem sido mais que o triplo desde 1971. Isso é resultado de uma firme convicção, entre os partidos políticos em relação à necessidade de aumentar o número de mulheres candidatas. O maior partido político, o Social Democrata, fez um trabalho sistemático nesse sentido. Lembram da famosa quota de 25% de mulheres candidatas no Brasil? é assim mesmo que se incorpora as mulheres na política. Formando candidatas.


No executivo sueco essa igualdade entre homens e mulheres também prevalece. São 12 ministros homens e 10 ministras mulheres no Governo. No Brasil, em 31 ministros, apenas duas são mulheres, a Marina Silva, do Ministério de Meio Ambiente e a Dilma Roussef das Minas e Energia.


As condicões nas municipalidades e condados suecos são similares às do parlamento e executivo nacional. Mais de 40 por cento das conselhereiras municipais são mulheres. A representação nos conselhos de condado, cujas responsabilidades inclui saúde e servicos médicos, é ainda maior.


Mas, mesmo aqui, também se encontram alguns problemas. Embora as mulheres suecas estejam, evidentemente, presentes em todos os níveis da hierarquia de tomadas de decisão, tende-se a indicar poucas mulheres para os cargos que são escolhidos indiretamente. Recentemente, o governo e o parlamento têm investido em reverter esse quadro. Gracas a esses esforços, em anos recentes, aumentou-se o número de mulheres ocupando esses cargos de nível nacional, de 16 por cento em 1986 para 47 por cento em 2001.


A questão de gênero é tão importante nesse país que, no Governo Sueco, o Primeiro Ministro é a pessoa responsável pela sua coordenação, que não pode se desenvolver isoladamente de outras áreas de políticas e da sociedade.  Todos os ministros devem analisar, acompanhar e apresentar propostas referentes à igualdade entre homens e mulheres nas esferas de suas responsabilidades. Em 1980 foi criada, no governo federal sueco a Divisão pela Igualdade de Gênero (Jämställdhetsenheten) que tem como papel relacionar-se com todos os ministérios com vistas a conseguir que tudo que se desenvolva no país seja feito sob uma perspectiva de gênero.


Enfim, o que eu quero aqui não é cantar loas para à Suécia, mas demonstrar a importância de se valorizar e tomar atitudes que visem mudanças sociais. A Suécia não foi sempre assim. O que foi feito foi um grande investimento, não apenas financeiro, mas de educação política e a gente só vai melhorar as condições das mulheres no Brasil se também levar a questão de igualdade de gênero a sério e não como apenas mais uma ação eleitoreira.

Fonte: sweden.se


Quero deixar aqui a minha homenagem a uma amiga feminista que foi encontrada morta, em seu apartamento, em Olinda, ontem de manhã. Wilma Lessa foi uma grande defensora dos direitos das mulheres, fundou o Grupo Viva Mulher e fez parte da Comissão que implantou a Delegacia da Mulher em Pernambuco. Wilma lutou, com muitas companheiras do Fórum de Mulheres de Pernambuco para ver as mulheres brasileiras vivendo em condições dignas, com respeito e direitos assegurados. Infelizmente, estamos longe disso.

Vivendo de frio

Denise | Suécia | Thursday, 26 February 2004

Às vezes me sinto um ser completamente estranho. Basta ver minha cara de felicidade na foto ao lado, nuns 18 graus negativos… Enquanto o frio é a maior reclamacão de todo mundo, pra mim é o maior prazer.

 

Ontem, encontramos – eu e Bia – com a Gessi, brasileira que conheci aqui no meu blog, um amor de pessoa, e muito linda também (esquecemos de tirar uma foto). Fiquei ouvindo as duas a reclamar do frio, como elas odeiam todas aquelas roupas, como sentem-se incomodadas com o frio, com a neve, como se esgueiram pra aproveitar qualquer solzinho que aparece na janela… etc.  Bia fez a festa, tendo alguém, “ao vivo”, para reclamar… hehehe…

 

Francamente, me sinto uma privilegiada, por que eu simplesmente adoro frio. Adoro o frio em si. E adoro aquela parafernália toda que o acompanha - luvas, cachecol, chapeuzinhos, botas,  casacos, mantas, edredon, lareira, chocolate quente… Gosto de me vestir para o frio. Acho as roupas mais bonitas. Mas se estiver com pressa e tiver que sair somente de casaco, o frio não me incomoda em nada. E olha que não é novidade pra mim, há anos vejo neve e peguei -30 graus algumas vezes. Simplesmente me sinto mais feliz assim.

 

Continuo achando a neve mágica, linda. Acho que dá um toque meio de contos de fadas. E, como vivemos em um apartamento e andamos de metrô, não temos que dirigir na neve, ela não me atrapalha em nada. Claro que Bia reclama que molha o cabelo, molha a barra da calca, o sapato… eu acho que isso é, apenas, um preco que, pra mim, vale a pena pagar.

 

Também não sinto nenhuma saudade de sol. Gosto de sair de casa e sentir aquele frio que me revigora, a bochecha queimando, me deixa com mais pique pra fazer as coisas. No calor sou mais preguicosa, fico mais irritada. Não existe nada pior, pra mim, do que estar suada, sentir o sol queimando a pele, especialmente se estiver trabalhando. Acabei de passar dois meses no Brasil, morando em frente da praia e quase não sai de dentro do meu quarto, com ar condicionado no maior “volume”.

 

Ao contrário dos brasileiros, suecoa e resto do mundo, não sinto nenhuma saudade de praia. Mesmo antes de mudar pra cá, se pudesse escolher, ia para lugares que não tivesem praia. Não foi sempre assim. Fui uma “rata de praia” na adolescência, daquelas que passava até coca cola pra ficar bronzeada… tenho foto grávida no mar e, nos primeiros anos de vida de Bia, mantive a cor, pretíssima…  Mas, acho que foi o suficiente pra muitas vidas. Já dou por visto.

 

Mas antes que eu receba comentários indignados, deixa eu lembrar que isso é o grande barato da vida, a diversidade. Entendo que a maioria goste do sol e do calor. Mas, eu, simplesmente detesto. Não que isso seja melhor ou pior, mas, convenhamos, pra quem escolheu a Suécia como segundo lar, isso é bem conveniente  ;)

 

O que fazer em Nova York? bom, bonito e barato!

Denise | Estados Unidos, Viagens | Wednesday, 25 February 2004

Estamos indo – eu, Ted e Bia – pra Nova York, daqui a pouco menos de um mês. Vamos passar uma semana. Ted vai estar trabalhando, mas eu e Bia temos todo tempo livre. Já estive lá, outras vezes, mas sempre a trabalho, com bem menos tempo pra gastar com o que eu quiser.

Queria sugestões de coisas menos óbvias para ver e fazer na Big Apple. Ok, vamos aos museus, tour completa, Empire State Buliding, Chinatown, Soho etc. Não vamos ver as ruinas das torres gêmeas… Mas queríamos aquelas dicas especiais…

Adoramos brechós, feirinhas, galerias descoladas, passeios inusitados etc. Tudo de preferência o mais barato possível, por que vamos extremamente descapitalizadas!

Vamos ficar no Bedford Hotel, que já conheco bem. Ali perto da Grand Central Station. Enfim, aguardamos – ansiosamente- sugestões!

O Carnaval de Olinda está aqui!

Denise | Pernambuco | Tuesday, 24 February 2004

Não precisa nem dizer que eu adoro carnaval. Mas, não é qualquer carnaval. É carnaval de Olinda. O lugar é mágico.

Lembro, claramente, o dia, há exatamente 20 anos atrás, quando eu estava na frente da Igreja de São Pedro, em um lugar mais alto que a maioria. Estava sozinha, olhando aquele povo lindo fantasiado, colorido, finalzinho de tarde, uma luz linda, sem o calor insuportável da manhã, eu estava muito feliz por estar ali… ai eu pensei “preciso congelar esse momento, por que é perfeito demais”. E foi o que eu fiz.

Hoje, não preciso, nem gostaria de estar em Olinda. Não é só a lembrança… a sensação daquele carnaval está registrada em mim e o Carnaval de Olinda vai comigo pra onde eu for.

Vejam um pouco dessa magia, nesse site oficial do Carnaval de Olinda 2004


Foto: Fred Jordão, do Projeto Lambe-Lambe

HINO DO ELEFANTE DE OLINDA

Denise | MPB, Música | Monday, 23 February 2004


Ao som dos clarins de Momo
O povo aclama com todo ardor,
O Elefante exaltando as suas tradições.
E também seu esplendor.

Olinda, este meu canto
Foi inspirado em teu louvor,
Entre confetes, serpentinas
Venho te oferecer com alegria o meu amor.

Olinda, quero cantar a ti esta canção,
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar,
Faz vibrar meu coração de amor
a sonhar, minha Olinda sem igual,
Salve o teu Carnaval!

Música: Clídio Nigro e Clóvis Vieira

Ouça o Hino do Elefante De Olinda aqui

Os Caretas

Denise | Pernambuco | Saturday, 21 February 2004

Agora, um pouquinho mais de carnaval…



Minha mãe nasceu em Triunfo, cidade do sertão do Pajeú, a 451 quilômetros do Recife. A mais famosa manifestação carnavalesca da cidade fica por conta dos Caretas – mascarados que se vestem elegantemente e utilizam uma espécie de chicote para estalar no meio da rua e convocar os moradores para as disputas que são travadas durante os quatro dias de folia. De acordo com os mais antigos da cidade, os Caretas existem há mais de 70 anos.

A característica de cada grupo de Caretas está na arte dos três estalos de relhos (espécie de chicote feito de madeira com corda e ponteira) no ar. Eles visitam as casas por onde passam e são recepcionados com bebidas, frutas e mugunzá salgado (comida feita de milho). A tradição é passada de pai para filho. No carnaval são realizados verdadeiros combates entre grupos de caretas. Saindo-se vencedor aquele que conseguir dar o estalo mais alto no ar. Nas costas, eles penduram tabuletas de madeira, onde são escritas várias frases de apelo popular e com um forte tom sarcástico, lembrando muitas vezes aquelas citações gravadas em pára-choques de caminhão. (Como “mulher sem ciúme é como uma bola que não pula”.

Poder aquisitivo na Suécia

Denise | Suécia | Saturday, 21 February 2004

Algumas pessoas questionaram que o custo de vida por aqui é alto, mas também é alto o poder aquisitivo da populacão. Isso é verdade. Apesar de que os salários, por aqui, não são dos  mais altos e conseguir emprego, especialmente se for imigrante, não é tão fácil, pelo que tenho observado em relacão às pessoas que se mudam pra cá. 

 

Mas, para se ter uma idéia de valores de salários, coloquei esse link aqui, que mostra um quadro de salários por posicões na Suécia. Se você analisar o gross salary (salário bruto) e net salary (salário líquido) dá pra ter uma idéia da quantidade impressionante de impostos. Por exemplo, segundo esse documento, publicado pelo Invest in Sweden Agency, uma secretária (com 2 a seis anos de experiência e certificado secretarial) ganha um salário bruto de 25.000 coroas, mas o salário líquido é de 12.798 coroas ( 5,222.62 reais). Claro que, se comparar com os salários brasileiros, é muito dinheiro, mas lembre-se do custo de vida, do qual falei ai abaixo.

 

A inflacão na Suécia é baixa. Entre 1998 e 2002 a inflacão manteve-se em torno de 1.5% por ano, em média, comparado a 1.7% da média na União Européia e 2.3% nos EUA. E em termos de distribuicão de renda, a Suécia é o 7o. melhor país, enquanto que o Brasil ocupa a 109o posicão.

 

Outro ponto importante de ser analisado são os benefícios sociais. paga-se muitos impostos, mas têm-se mais qualidade de vida e garantias. Entre elas, a licenca paternidade/maternidade, como já mencionei.  Em outro post trarei mais informacões sobre os benefícios sociais na Suécia.

CHIQUITA BACANA

Denise | MPB, Música | Friday, 20 February 2004

Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casa de banana nanica

Não usa vestido, oi! não usa calção
Inverno pra ela é pleno verão
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração, ôi!

(Braguinha-Alberto Ribeiro, 1949)

A FILHA DA CHIQUITA BACANA

Denise | Música | Friday, 20 February 2004


Eu sou a filha
Da chiquita bacana
Nunca entro em cana
Porque sou família demais
Puxei à mamãe
Não caio em armadilha
E distribuo banana
Com os animais

Na minha ilha iê iê iê
Que maravilha iê iê iê
Eu transo todas
Sem perder o tom
E a quadrilha toda grita
Iê iê iê
Viva a filha da chiquita
Iê iê iê
Entrei pro women’s liberation front


(Caetano Veloso, 1975)

Infância, segundo Vinícius de Moraes

Denise | Literatura, Poesia | Friday, 20 February 2004


A infância é uma gaveta fechada,
numa antiga cômoda de velhas magias…

Perdida em Traduções…

Denise | Cinema | Thursday, 19 February 2004

Acabei de assistir Encontros e Desencontros (Lost in Translation). ADOREI. É muito, muito bom. Especialmente para pessoas, como eu, que gostam de filmes que não têm muita ação externa.


Nunca estive no Japão, mas já fui à Asia (Tailândia, Filipinas, Nepal, Malásia e Bangladesh). E em alguns desses países, fala-se muito pouco inglês, ou seja, você se pega em lugar onde a única forma de comunicação é corporal. E funciona. A primeira reação é de uma certa impaciência,  como no filme, mas aos poucos você vai se adaptando.


Quando você está sozinha em um lugar como esse, é como se existisse um grande silêncio. Às vezes, você se pega falando com você mesma, e é aí onde acontece essa volta pra dentro, essa reavaliação da sua vida, do que você está fazendo ali e pra onde você vai. 


A primeira cidade da Asia que eu conheci foi Bangkok. Foi um choque. Nunca vou esquecer do cheiro no taxi, do excesso de tudo, de cores, de dourados, o taxi paracia uma árvore de natal. Fui participar de um fórum mundial, emagreci 10 kilos em 14 dias. Eu simplesmente não comia nada. Minhas refeições resumiam-se às melancias que vinham de sobremesa. Depois fui me acostumando e, hoje, acho a comida indiana a melhor do mundo.


Mas, estar na Asia nunca foi uma experiência ruim, pra mim. É uma terra sempre a ser descoberta, pela qual tenho muita atração. Adoro a cultura, adoro aquelas roupas coloridíssimas e cheias de pulseiras e colares. E a espiritualidade daquele povo, especialmente no Nepal é comovente.


Enfim, amei cada minuto do filme e aconselho a todo mundo.  É uma viagem interior.


PS.: Hoje eu ia escrever mais sobre a relacão entre custo de vida, poder aquisitivo e benefícios sociais na Suécia, mas embarquei no filme e… fica pra amanhã!

(Não) Enchendo a cara na Suécia!

Denise | Suécia | Wednesday, 18 February 2004

Atendendo a pedidos, vou falar um pouco do custo e acesso a bebidas por aqui.

 

Pra comecar, não se pode comprar bebidas alcoólicas em qualquer bodega, como no Brasil (e na maioria dos países!). Muito menos se for menor de idade.

 

Você pode comprar, em supermercados, cervejas que tenham até  3% de alcool. Pra ter uma idéia, uma Antarctica Pilsen tem entre 3% e 5%.  Nesse caso, pode ser vendida para maiores de 18 anos, devidamente identificados, claro.

 

Outras cervejas com maior teor alcoólico e vinhos, vodkas, champanhe, enfim as chamadas bebidas “quentes”, são controladas pelo Estado e vendidas em uma loja governamental chamada Systembolaget.

 

A Systembolaget é aberta apenas de segunda a sábado. De segunda a sexta-feira entre 10 e 18 horas. No sábado, entre 10 e 15 horas. Obviamente, é necessário documento para evitar a venda que só pode ser efetuada para maiores de 20 anos.

 

A idéia que, segundo Ted, funciona, é acabar com a compra por impulso. Devido a todas essas restricões, você tem que planejar sua farra. Não funciona, como aí no Brasil, descer lá em Zé e comprar mais uma grade, depois que já estiver todo mundo de cara cheia.

 

Ainda segundo Ted, a Suécia, apesar de ter dificuldades com álcool é um dos países com menores problemas na União Européia, devido a todas essas restricões. Aliás, a União Européia deu quatro anos para a Suécia comecar a seguir todas as regras dos outros países, o que significa abrir a venda para o privativo. Um resultado dessa pressão é que o Systembolaget já está abrindo aos sábados, antes era fechado todo final de semana. Isso é uma má notícia pra Ted. Boa notícia pros filhos dele…  hehehe…

 

Enfim, vamos aos precos. Se achar uma Systembolaget aberta, você vai comprar: 


  • Cerveja Pripps Blå: 24,40 coroas por litro (Cerca de 10 reais)
  • Falcon Export: 28.48 por litro (Cerca de 11 reais)
  • Periquita (vinho português): 90 coroas  por litro  (36.7 reais)
  • Smirnoff Ice: 90 coroas por litro  (36.7 reais)
  • Bacardi Breezer Tropical Lime: 92 coroas por litro  (37.6 reais)
  • Absolute Vodka: 381,67 coroas por litro (Famosa vodka sueca – 156 reais))
  • Bacardi Limón: 240 coroas por litro (98,1 reais)
  • Ballantine´s: 425,71 coroas por litro (174 reais)
  • Cointreau: 473,33 coroas por litro (193.55 reais)
  • Johnnie Walker Black Label: 568,57 por litro (233, 49 reais)
  • Malibu: 298 coroas por litro (121 reais. Lembro que, no Brasil, custava 15 reais)
  • PITU CACHACA!!!: 340 coroas por litro (Bem, a velha Pitu, cachaca pernambucana, que custa 2,90 reais no Bompreco… custa 139 reais aqui!   hehehe)

Ok… esses são os precos aos quais tivemos acesso via Internet. Agora, se for beber em um bar, aí é muito mais caro, mas como nem eu nem Ted bebemos nada, não temos idéia de precos. Ted disse apenas que UMA cerveja em um bar custa cerca de 40 coroas (16 reais).

 

Essa é mais uma estratégia – corretíssima, na minha opinião – do Governo Sueco. As bebidas têm impostos altíssimos, custam caro… pra espantar o consumo… mais uma licão que, eu acho, o Brasil devia aprender! Imaginem como carnaval seria muito mais tranquilo se o pessoal não tivesse acesso a cachaca (com 40% de alcool) a 3 reais!!!!!

 

Atencão: antes que algum(a) amigo(a) sinta-se ofendido(a) com minha posicão em relacão à cachaca, sei muito bem que uma caipirinha é bom demais, e não tenho nenhum julgamento moral em relacão à bebida, é prático mesmo. Estou falando em termos “epidemiológicos”… acho que o povo bebe demais quando tem mais acesso a bebida. É que sou meio cismada mesmo com excesso de alcool, nada contra uma biritinha de vez em quando!!

 

E só pra complementar… li que os suecos, apesar da fama, consomem muito menos bebidas alcoólicas que outros paises da Europa. Em média, cerca de 5 litros por ano (em termos de puro alcool), comparadas com mais de 11 litros na Franca e Portugal.

 

Custo de Vida em Estocolmo

Denise | Suécia | Wednesday, 18 February 2004

Quando a gente vai visitar – ou mudar para - um país desconhecido, uma das primeiras dúvidas é… “quanto vou gastar?”  por iso, fiz um levantamento de alguns precos que podem ser úteis pra você, ou apenas uma curiosidade. Esses dados são de Estocolmo, não sei quais são os custos em outras partes do país: 


  • 1 bisnaga de pão: 20 coroas (R$ 8,00)
  • 1 coca cola: 10 coroas (R$ 4,00)
  • 1 garrafinha de água mineral: 16 coroas (R$ 6,50)
  • 1kg de queijo: 90 coroas (R$ 37,00)
  • 1kg de tomate: 25 coroas (R$ 10,00)
  • 1 kg de macãs: 17 coroas (R$ 7,00)
  • 1 yogurte: 11 coroas (R$ 4,40)
  • 1 kg de carne: 40 coroas (R$ 16,00)
  • 1 torta de chocolate pronta: 140 coroas (R$ 57,00)
  • 1 Panela:  149 coroas (R$ 60,00)
  • Cinema: 80 coroas (R$ 32,00)
  • Teatro: 150 coroas (R$ 61,00)
  • Museus: cerca de 60 coroas (R$  25,00)
  • Almoco: cerca de 50 coroas, em restaurante simples (R$ 20,00)
  • Jantar: cerca de 150 coroas (R$ 61,00)
  • Revistas: cerca de 50 coroas (R$ 20,00)
  • Calca comprida feminina: 249 coroas/H&M (R$ 102,00)
  • Blusa feminina: 149 coroas/H&M (R$ 60,00)
  • Shampoo: 39 coroas/H&M (R$ 15,00)
  • Aluguel de um vídeo: 30 coroas (R$ 12,00)
  • TV aberta (é paga!): 150 coroas ao mês  (R$ 61,00)
  • TV cabo, assinatura bem básica (8 canais): 200 coroas (R$ 81,00)
  • Internet a cabo: cerca de 300 coroas aos mês (R$ 122,00)
  • Sofá (simples)/IKEA: 3000 coroas (R$ 1.220,00)
  • Guarda roupa/IKEA: 2500 coroas (R$ 1.017,00)
  • TV 28´: 3500 coroas (R$ 1.427,00)
  • Cartão para transporte público livre: 500 coroas (R$ 203,00 – vai subir em marco!)
  • Celular: Pode-se comprar um celular por até 1coroa, desde que se amarre a um plano com uma companhia por um ano, no mínimo.
  • Telefone: Tarifa mínima é de 100 coroas (R$ 40,00), usando pouco, gasta-se mais 100 coroas por mês
  • Eletricidade: é barata, cerca de 100 coroas por mës (R$ 40,00)
  • Ginástica aeróbica + Musculacão por um ano todos horários/F&S: 2.900 coroas (R$ 1.182,00)
  • Passagem Stockholm/Recife/Stockholm – 7.500 coroas (R$ 3.058,00) 

A questão do aluguel de um apartamento é mais complicada. É praticamente impossível se conseguir um apartamento no centro de Estocolmo, a não ser que seja de uma família que já vivia lá, mesmo para os suecos, a lista de espera é de cerca de 10 anos. Os imigrantes que chegam sem conhecer nada, acabam sendo mandados para viver em regiões muito distantes do centro. O bairro que reúne o maior número de imigrantes é Skärholmen, que por isso mesmo concentra um interessantíssimo comércio e comidas árabes deliciosas. Se conseguir um apartamento, o preco de um conjugado, ou seja apenas sala e cozinha, pode ser de 3.500 coroas/mês ou mais (R$ 1.427,00), mas encontra-se até apartamentos no centro e mais sofisticados, com um quarto apenas por 12.000 coroas ao mês ( R$ 4.880,00). Quase todos os apartamentos têm uma lavanderia coletiva (Tvättstuga).  Enfim, moradia é o maior problema aqui, inclusive para os mais jovens. Nesse site http://www.bostad-direkt.se/ pode-se pesquisar por apartamentos.

 

Quanto à lista de precos acima, claro que, no caso de roupas, produtos para casa e alimentícios, existe uma variacão enorme, podendo chegar a 50% e até 70% mais barato em promocões. Por isso, todo mundo, aqui, fica ligado em catálogos de promocões dos supermercados maiores, que chega em casa todo dia. Recentemente, numa promocão em Hennes & Mouritz, podia-se comprar calcas compridas muito boas por 45 coroas (cerca de R$ 20,00), por exemplo.

 

Livros aqui são caríssimos. Custam uma média de 150 coroas (R$ 61,00), cada, sendo que muitos custam mais de 200 coroas (R$ 81,00). Está havendo uma super promocão de livros e, ainda assim, o preco fica na faixa de 69 coroas (R$ 28,00). Mesma coisa para Cds e DVDs. Muito caros. vale trazer o que puder do Brasil (CD e DVDs).

 

O custo da vida aqui está mais caro, que há algum tempo atrás. Para se ter uma idéia, nas primeiras vezes que vim aqui um dólar valia dez coroas. Hoje, um dolar vale apenas sete coroas. Nosso poder de compra caiu muito. E está caindo rápido. Há cerca de um mês quando cheguei do Brasil, vendia um euro por dez coroas. Hoje, um euro vale apenas nove coroas. A moeda aqui está tão forte que os exportadores comecam a reclamar que está lhes trazendo problemas. Mas isso acontece com todas as moedas européias, que estão sendo alavancadas pela subida do euro.

 

Enfim, esses precos e informacões são apenas para se ter uma idéia do custo de vida por aqui, sempre lembrando que, em alguns casos, pode-se ter uma grande variacão.

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