As redes sociais vão às ruas. Como aproveitar melhor tanta energia? Marcha das Vadias e Mamaço.
Daqui da minha janelinha virtual, tenho observado um fenomeno interessante e, só ele, pra me fazer vencer a preguiça de escrever. Vocês perceberam como, ultimamente parece que as redes sociais estão fazendo as pessoas, finalmente, se apropriarem das suas causas, sem passar por grupos organizados? acho que isso é uma grande mudança, que introduz mais um desafio aos movimentos sociais. Como lidar com isso?
Estou fora do Brasil há 9 anos, mas a minha historia é de ativismo em defesa dos direitos da mulher e, mais especificamente, da amamentação. Como muitas amigas, atuei numa época em que a divulgação das nossas ideias e nossos eventos era feita ainda por correio ou telefone. A simples chegada do fax, foi um avanço difícil de se compreender, hoje em dia. A comunicação era difícil e, consequentemente, a participação e as decisões acabavam sendo mais centralizadas.
Em 1996, quando começamos a usar a internet, percebi, imediatamente, o potencial que essa ferramenta teria pros movimentos sociais. Nos organizamos em grupos virtuais e criamos nosso primeiro site, Amamentação Online, que está fora do ar, mas ajudou a milhares de mães por mais de 10 anos. Nessa época, também fiz várias palestras para ONGs sobre o uso da internet e dizia que todo mundo tinha que entrar, porque é o tipo de brincadeira que só tem graça, se a gente brinca junto.
Hoje, ainda que a situação não seja o ideal – sim, ainda existam muitas pessoas excluidas digitalmente – o cenário é muito diferente do que eu vivi e as facilidades na comunicação não deixam muita brecha para que grupos ou pessoas se considerem don@s dos movimentos. Daqui de longe, percebo muita gente com vontade de participar, opinar, refletir e essas pessoas encontram nas redes sociais como Facebook ou Twitter, o canal que escoa toda essa energia.
Por causa da minha história, dois eventos me chamaram atenção, recentemente. Os “Mamaços” e as “Marchas das Vadias”.
Mamaço

O primeiro Mamaço aconteceu em São Paulo, quando um grupo de mulheres foi dar mamar no Espaço Itau Cultural, em apoio a uma mãe que havia sido impedida de dar o seio ao seu bebê no local, dias antes. (Nem quero falar sobre o absurdo que é a restrição da amamentação em locais públicos no Brasil, coisa que eu não via há 9 anos atrás, quando vivia aí, porque isso é assunto para outro dia).
Depois de São Paulo, o Mamaço se espalhou pelo Brasil, no Recife, Rio de Janeiro e outras cidades. O que eu achei SENSACIONAL mesmo foi tudo ter partido de pessoas não vinculadas a nenhum grupo ou rede de amamentação, mas de mulheres que vivem ou viveram essa experiência de alguma forma e queriam se reunir para dar sua mensagem.
Já aconteceram eventos de “amamentação coletiva” no Brasil, organizado por grupos ou insituições médicas, mas essa foi a primeira vez (que eu saiba) que o evento aconteceu de forma completamente espontânea e ainda se reproduzindo em várias cidades.
É dificil alguém questionar o Mamaço, ou ser contra a amamentação. De uma forma geral, as reações foram as melhores, somente os idiotas do CQC fizeram seus comentários misóginos de sempre. Também, não dá pra se esperar nada melhor de um grupo que acha moderno ser racista, sexista, homofóbico e anti-semita… só não assistindo mesmo.
Marcha das Vadias

Como quase todo mundo já deve saber, a Slutwalk surgiu no Canadá, como uma resposta a um policial que foi pra televisão dizer que, para prevenir o estupro, as mulheres deveriam evitar se vestir como “vadias” ( “women should avoid dressing like sluts”). A velha tendência de culpar a vítima. Indignadas, as canadenses foram às ruas, em protesto, e acabaram arrastando, espontaneamente, marchas na Inglaterra, Australia, EUA, India e no Brasil. Fora as que ainda vão aparecer.

No movimento feminista, nem todo mundo concorda com essa estratégia de se “ressignificar” e de se apropriar da palavra “vadia” (“slut”). Eu não tenho certeza mas, a princípio, gosto da idéia. Acho que é irônico e funciona bem. Mais ainda como uma estratégia de marketing, quantas marchas de protesto contra machismo são feitas todos os anos, sem ter nem um pouco da repercussão que essa está tendo? Pelo menos, nunca se viu tanto – pelo mundo todo – cartazes com essas mensagens:



As redes sociais tiveram um papel fundamental pra mobilização da Marcha, em todo mundo. E eu acho que meio que pegaram até as militantes do movimento de mulheres de surpresa, em alguns lugares.
No Recife, por exemplo, a Marcha foi organizada por duas pessoas que não têm histórico de participação em eventos feministas. Pra complicar, um deles é homem – chamado de Jesus e vestido a caráter – que (como soube depois) foi o portavoz do movimento, dando entrevistas e depoimentos. Fiquei curiosa pra ver no que isso ia dar.
Nada contra ter homens em ações feministas, muito pelo contrário. Mas, não deixa de ser estranho o protagonismo de um deles numa marcha que visa denunciar o machismo como o verdadeiro culpado pela violência contra a mulher.
Com essa Marcha, foi apresentado às feministas o desafio a que me refiro, nesse post, e que deveria ser discutido pelas amigas nas próximas reuniões do Fórum. Como lidar com a rapidez com que ações como essa se multiplicam na internet? qual nosso papel neles? como não comer mosca e, ao mesmo tempo, respeitar a expressão espontânea de apoio a uma causa que, afinal, não é somente nossa?
No geral, acho que a Marcha foi um sucesso. Vi muitas fotos bonitas e, pra minha alegria, além da minha filha, tava todo mundo lá.
Gostei de reconhecer muitas amigas militantes do Forum de Mulheres de Pernambuco, como Suely, Marcia, Jô, as Loucas de Pedra Lilás e muitas outras. E foi bom demais ver, juntinho a elas, uma garotada nova, instigada, carregando cartazes muito legais.

Aqui, do outro lado do mundo, fiquei assuntando como teria sido esse encontro de gerações. Sim, porque ali tinha mulheres que podem dar aula de teoria de gênero, que têm uma bagagem de experiência no movimento que as permite ver a Marcha das Vadias com olhos bem diferentes das meninas e meninos, que estão chegando agora.

Claro que num evento convocado pela internet tem de tudo, talvez algumas pessoas não estivessem entendendo que aquela era uma ação feminista, mas não subestimaria os meninos e meninas, não. Acho que o pessoal pode não ter a base teórica, nem entender o que é feminismo, mas teve a vontade, a disposição de ir pra rua dizer que não se pode culpar a mulher por ser vitima de estupro. Só isso, valeu a pena.
Não li nada do que saiu nos jornais e nem vi na televisão as matérias sobre a Marcha. Não sei bem o que disse o Jesus. Claro que é uma pena que ele tenha encabeçado a Marcha. E esse é o maior desafio, na minha opinião, para os movimentos sociais. Como não “comer mosca” e tentar se integrar e participar da organização de eventos como esse, desde a origem. Pessoal, tem que ficar de olho nas redes sociais!
Mas, o que eu achei mais bonito mesmo foi a presença do movimento de mulheres na Marcha. Provavelmente, aquela foi a primeira vez em que elas participaram de uma ação feminista como coadjuvantes, sem ter tido nenhuma responsabilidade direta no ato. E mandaram muito bem. Demonstraram maturidade para levantar a bandeira com a garotada, respeitando seu ritmo e suas iniciativas, sem atropelá-los, ainda que tenham percebido uns escorregões aqui e ali.
Certamente foi uma Marcha atípica pro Movimento. Além do Jesus e alguns rapazes fantasiados de mulher (o que nos pareceu muito esquisito), parece que uma das moças da organização chegou até a afirmar que não era feminista e fez duras criticas ao movimento. Bom, da mesma forma que não se nasce mulher, também não se nasce feminista.
Pode ter faltado a ela informação, reflexão, mas existia a intenção de defender o que nós defendemos. Falamos muito aqui no blog e em outros espaços sobre os mitos em relação ao feminismo. Não podemos culpabilizar ninguém por não entender o que nós somos. Cabe à gente incluir, estimular a reflexão e respeitar os processos de transformação de cada um(a).

Muitas vezes eu vi garotas chegarem aqui no Síndrome, dizendo que gostavam do que eu escrevia mas que ELAS não eram feministas. Meses depois começavam a entender que o feminismo não é essa coisa estereotipada que enfiam na cabeça da gente e mudaram de idéia. Sim, elas são feministas
Eu não nasci assim, aprendi (e todo dia aprendo mais) a me tornar uma feminista. Quando era adolescente, por exemplo, minha ídola já era Pagu, mas eu era “contra o aborto”, até entender que essa é um questão muito mais complexa, e hoje sou completamente favorável à sua descriminalização. A gente aprende. Ou não. Mas quem já está na estrada há mais tempo tem mais é que ser tolerante.
Eu achei a Marcha das Vadias do Recife bem bacana e um marco.

Como estou escrevendo de fora, de longe, mas conhecendo bem as personagens, posso dizer que vi ali o momento em que o movimento historico, combativo e sedimentado se depara com a força da internet e da juventude que quer participar e, na minha opinião, se saiu muito bem. Respeitou e agregou.
Agora é se manter ligado para que essas meninas e meninos possam estar do lado da gente. Cada um(a) no seu ritmo, cada um(a) ao seu jeito, mas sempre com respeito e participação democrática.
Vídeo da Marcha das Vadias em Recife:
Fotos:
1 – Lula Marques/Folhapress,
2 – Portal G1,
3 – Guardian,
4, 6, 7, 9 e 12 – Nilton Pereira,
5 – R7,
8 e 10 – UOL,
11 – Suely Oliveira e
13 – Bernardo Soares.
Fora as quatro primeiras fotos, todas as outras sao da Marcha das Vadias do Recife.





Não quero estragar a festa, mas vou deixar aqui um tema para reflexão:
Se as mulherers (algumas, porventura muitas) se tratam a si mesmas como objetos (saltos altíssimos, cirurgias para aumentar mamas e bunda, vestimentas e cosmética mais do que exuberante) e deixam que a sua consciência seja absorvida pelo seu corpo, porque se espantam que outros as tratem da mesma maneira?
Não será que mais uma vez a energia das mulheres não está a ser mal direcionada? Será que o modo como nos apresentamos é inocente, será que é esta a mensagem que devemos enviar?
\"Sadismo e ambiguidade da condição humana\" foi o último post escrito por Adília, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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June 23rd, 2011 às 22:19
Adília a mulher que faz plástica, se pinta, se veste e é vaidosa é uma pessoa da nossa época. Os homens também são vaidosos, se vestem, fazem plástica e musculação. É assim que somos todos hoje, consumistas e vaidosos. Isso não quer dizer que nos vemos como um pedaço de carne, somos todas pensantes. O modo como nos apresentamos pode não ser o mais adequado mas não nos transforma em culpadas automaticamente, esse seu argumento me parece perigosamente parecido com o argumento do policial canadense que começou essa coisa toda.
Temas para sua reflexão: será que porque somos vaidosas e consumistas, porque somos mal-informadas ou porque somos tomadas pelo desejo de ser a menina mais bonita da rua deveríamos aceitar quando nos tratam como objetos? Feministas devem se livrar de toda a vaidade em nome do ativismo? O pecado está em “ser a tentação” ou em “cair em tentação”?
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June 25th, 2011 às 19:28
Rosa,
A preocupação obsessiva com o corpo e com a aparência é um problema das mulheres, qualquer comparação com os homens neste tópico só pode decorrer de se ignorar a estrutura da comparação e o princípio fundamental de que só se podem comparar coisas comparáveis.
Ora essa preocupação obsessiva com o corpo é artificialmente provocada nas mulheres pelo ‘complexo moda/beleza’ e serve, e muito bem, a objetificação das mulheres; funciona como um mecanismo para as manter no lugar que sempre ocuparem, sem disso se aperceberem. Mulheres centradas nos seus corpos e pouco ou nada disponíveis para investirem na sua valorização enquanto pessoas serão mulheres que serão percebidas por si e pelos outros primeira e fundamentalmente como corpos porque, se o meu corpo absorve a minha consciência, então a minha consciência identifica-se com o meu corpo.
Tomo a liberdade para citar o que escrevi recentemente: «Com este mecanismo social de controlo que é o culto da beleza feminina, para as mulheres, o corpo passa a ser o objeto que de tal maneira absorve a sua consciência que se identificam com ele. E isto acontece não só com as que se conformam ao ideal de beleza feminina como com as que não se conformam que tudo farão para dele se aproximarem; o investimento da sua consciência é sobre os seus corpos, não sobre o mundo enquanto oportunidade de sobre ele agirem e de transcenderem a sua condição.»
Ora isto não tem nada a ver com a defesa de que os homens podem ser violentos para as mulheres se elas vestirem desta ou daquela maneira; se há coisa que nunca faço é desculpabilizar os homens, mas também reconheço que há mulheres que querem ser tratadas como objetos, embora não digam; é que é muito difícil assumir-se como sujeito, entre outras coisas tem-se o inconveniente de se ser mal interpretada, como foi o meu caso.
abraço, adília
\"“É Preciso Queimar Sade?”\" foi o último post escrito por Adília, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Gostaria muito de falar com você para uma matéria que estou fazendo. Se puder, entre em contato pelo meu email o mais breve possível. annalu.jornalista@gmail.com
Obrigada.
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Denise, querida, quero ler com muita calma o texto (e isso não será hoje) pois essa é minha obsessão já há algum tempo e quero sacar como outras compas ‘PSC’ como agora me intitulo, ou seja ‘pessoa sociedade civil’ (não, eu não sou ING – Indivíduo não governamental), militantes e ativistas estão percebendo isso. Estou bem interessada em entender essa agregação flutuante, focada, esporádica e que, a meu ver, alimenta a movimentação social, mas tem lá seus limites e não tem despertado muito interesse – eu penso dos movimentos enquanto movimentos…
Vc viu o manifesto da Marcha da Liberdade? Acho interessante. Mas aqui no Recife mesmo ela ‘micou’ geral, um fiasco. Fui com Paulinha e Wedja: meia dúzia de gatos pingados, enquanto eu achava que ia bombar, depois da Marcha das Vadias… Bom também a estratégia foi ruim: sábado à tarde no bairro do Recife? Fala sério, quem vai?? Nós fomos e desistimos… Vamos nos falando. bjs
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Quando nenhum dos deuses foram criado, não representavamos nenhum perigo para nós mesmos, por vários motivos: nossas economias eram saudáveis, tinhamos poucas posses por sermos nômades, assim quase não havia roubo e experimentávamos muita pouca inveja; a ganância e a arrogância eram consideradas não só males sociais, mas também quase doenças mentais; as mulheres tinham um poder político real e tendiam a ser uma influência estabilizadora e moderadora. Se crimes sérios fossem cometidos, coletivamente julgavamos e puniamos os criminosos. Nos organizavamos em democrácias igualitárias. Não tinhamos chefes. Não havia hierarquia política ou corporativa que sonhassemos galgar. Não havia inguém contra quem se revoltar.
Assim estamos a algumas centenas de séculos do periodo em que gostaríamos de estar – se nos descobrimos numa era de poluição ambiental, hierarquia social, desigualdade econômica, armas nucleares e perspectivas de declínio, sem as salvaguardas socias, podemos nos desculpar por um pouco dos “CQC” nas noites de segunda-feira.
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Ei Denise, tu nao tens facebook?? Procurei por teu nome e pelo nome do blog e nada…. divulga teu face!!!!!! Parabens pelo blog! Continue!!!!!!!!
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Dialética
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…
Vinícius de Moraes
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MUito boa reflexão DEnise! Temos mesmo que aproveitar a onda! E viva as neo-feministas!
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Boob Scarves – Neck Knockers scarves http://detroitknitter.blogspot.com/2010/10/breast-cancer-awareness-month.html
The scarves are available for sale http://www.flickr.com/photos/marni-2/5110525897
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Mulher é emoção. Sem emoções a vida não teria sentido: não haveria respeito, nem dignidade, nem amor, nem verdade, nem justiça. A mulher torna a vida digna de ser vivida. Sou criacionista, mas aquí prá nós, houve uma mãozinha de deus a favor das mulheres.
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June 29th, 2011 às 05:26
Mentira que não criacionista! Sou evolucionista desde jovem, depois que lí a Natureza do Universo, do astronomo inglês Fred Hoyle. Mas tenho certeza que houve muito mais que uma mãozinha de deus para vocês.
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muuuuuuita sorte a nossa que o comunismo não prevaleceu no Brasil, mas eu aprecio a literatura que o movimento gerou… Pagu escreveu o romance “Parque Industrial” aos 22 anos; leia um trecho do livro aqui http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/catalogo/patricia_textos.html
pra quem lê em inglês e se interessa em ler o traduzido http://www.amazon.com/Industrial-Latin-American-Women-Writers/dp/0803270410
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July 3rd, 2011 às 17:56
Onde o comunismo prevalece existe mais alegria e menos mentiras, ansiedade, stress, depressa, pânico, toc etc… Amo vocês!
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July 26th, 2011 às 04:27
Paulo, não é isso o que vemos entre os habitantes de países comunistas… e se a maioria do povo de paises comunistsa não foge pralgum país não-comunista é pq não consegue. Particularmente a mulher de país comunista tem a personalidade aplastada, sufocada, se até mesmo o espírito quebrado.
E considerando o feminismo, Pearl S. Buck estava tão à frente que a China Comunista não a deixou permanecer na China… e sobre o feminismo, em 1946 Pearl S. Buck publicou “Pavilion of Women” (Pavilhão de Mulheres) uma grande obra na categoria feminismo.
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Quanto mais religiosa uma pessoa é, menos satisfeita ela se diz com sua vida sexual. A culpa é da culpa. Quem constatou foi pesquisa da Universidade do Kansas que analisou a vida sexual de 15 mil pessoas. Não orai irmãos! Palavra da salvação.
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Denise, vc já viu esses dois comerciais ultrajantes? um total desrespeito à mulher… bem, desrespeito ao ser humano ! http://robertoalexandreblog.zip.net/
. mulher grávida com cerveja
. McDonald’s simulando um pão de hamburgo como sendo um seio e o bebê mamando…
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Denise,
Sinto que ainda tenho a tal visão estereotipada do feminismo ue você mencionou. Poderia esclarecer pra mim?
\"Rio\" foi o último post escrito por Bruno, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Oi acompanho seu blog e gosto muito.. Eu o descobri através do Google, quando fui pesquisar sobre óculos de prisma e vi um post seu. Eu comecei com esse problema de dupla visão e estou usando este óculos de prisma , vejo que vc não os usa mais nas fotos. Vc conseguiu ficar boa? Se conseguiu pode me dizer como?? Isto me aflige muito, se puder me ajudar e responder , agradeço.
Parabéns pelo blog novamente.
Christina Schwabacher
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Denise, bom dia!
O Museu Exploratório de Ciências – UNICAMP recebe até 9 de agosto, em sua página na internet, as inscrições para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões.
A primeira fase da competição começa dia 15 de agosto. A fase presencial acontece no dias 15 e 16 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.
Gostaríamos que divulgasse a Olimpíada em seu site/blog, para que professores e alunos interessados pudessem participar.
Visite nosso site:
http://www.mc.unicamp.br
Quaisquer dúvida envie um e-mail para:
olimpiadadehistoria@gmail.com
Muito obrigado!
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o nome é um sacarmo, porém deu ibope e é isto que interessa.
EU A O MEU BLOG APOIAMOS VCS!
\"Cap.3 -Então eu o beijei…\" foi o último post escrito por Valentina, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Sim sim com certeza você é referência quanto ao feminismo e como é importante nós mulheres nos valorizarmos, nos respeitarmos como tal.
Suas posições políticas nem sempre concordam com as minhas ou com a de todos, mas mesmo assim são concisas e necessárias no meio de tanta baboseira por aí hoje em dia. Por isso você faz falta quando pára de escrever. Mas claro entedemos que é necessária a pausa e às vezes parar de falar parar não falar à toa
E adoro essas manifestações sociais, precisamos mais e mais fazer as vozes serem ouvidas e a mudança de comportamente começar em casa, com as pessoas tendo vergonha de terem atidudes tão retrógradas.
Abração
\"Na terra do Tintin\" foi o último post escrito por Lelei, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Denise, conta pra gente da slutwalk que rolou na Coréia
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“People don’t always receive exactly the message you send.” –Monica Istmas
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Oi Denise, gosto muito do seu blog! Visitava sempre, mas há tempos que não passo por aqui, quanta coisa nova e muito boa!
Quanto ao feminismo, não me considero ‘letrada’ o suficiente (digo letrada no sentido de ter bagagem intelectual e empírica) para opinar ou estabalecer um julgamento. No entanto, pelo seu texto (e faço esse julgamento apenas por ele, não sobre outros possivelmente não lidos), algo me incomodou: não exatamente o feminismo, como já disse, mas a maneira como você se espressou; como se o feminismo fosse a tendência natural e necessária de toda mulher bem informada, consciente e defensora do seus direitos. Acredito que deve haver muitas maneiras de ser consciente e defensora dos direitos das mulheres. Assim como existem diversas vertentes em quase todas as lutas sociais, acho natural e saudável que isso aconteça também entre as mulheres. Por isso não vejo nenhum problema na organizadora da Marcha das Vadias não ser feminista; isso não siginifica que tenha faltado algo pra ela, pelo contrário, pode até ser que ela conheça bem o movimento, e, tendo o direito de discordar, não se integra a ele, o que de maneira nenhuma deslegitima sua luta pelos direitos das mulheres. No seu texto, o feminismo parece ser um último grau em uma ‘evolução’ na construção de uma ‘consciência de classe’ feminina. E, como falamos de seres humanos, que, por definição, tem bagagens de vida muito diferentes, tanto intelectuais como empíricas, não há, para mim, um último estágio evolutivo de coisa alguma.
um beijo!
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Boa tarde, Denise,
Eu fui uma das organizadoras do Slut Walk aqui em SO, na verdade o primeiro do Brasil. Também fui a autora da famosa frase distorcida sobre ser “femina mas não feminista”.
Mas, eu me explico facilmente. Realmente não pertenço a nenhum grupo feminista, porém ao contrário do que a maioria das feministas AFIRMARAM sobre mim – o que me soou deveras preconceituoso – realmente não sou uma pessoa desinformada ou apenas ignorante. Ao contrário, fui militante desde muito cedo, porém um dia me dei conta que quando o pensamento é coletivo é por que alguém está com preguiça de pensar por si só. É mais confortável concordar com uma idéia já estabelecida do que gerar novas perguntas que iriam em contra o que já foi dito. No fundo, essa coisa de “pertencer a grupos” é muito primitiva e não passa de uma busca eterna pela aceitação de si mesmo. Acreditamos que nossos idéiais devem ser julgados e avaliados constanetemente para termos certeza de que fizemos algo certo. Em outras palavras, nunca crescemos, pois adultos devem tomar decisões sozinhos e não dependem de “pontuação”.
O mais difícil de adimitir publicamente é que TODOS NÓS temos preconceitos e limitações, feio mesmo é mentir que isso não existe. Ser mártir ou bom samaritano virtual é muito fácil, mas na prática é dificil. Somos HUMANOS, julgamos e somos julgados o tempo todo! – o fato de eu não pertencer a um grupo feminista ou seja lá o que fôr é uma decisão minha, tenho meus próprios conceitos sobre a necessidade de um título ou marca que identifique que pertencemos ou não a um grupo. No entanto, não deixei de fazer meu papel em defesa da classe feminina. O que para muitos isso pode soar como “feminismo”. Tudo bem, eu não me importo com as associações desde que o foco não seja perdido. Porém, depois de fazer o Slut Walk, fui estraçalhada num blog feminista só por que não me auto indentifiquei-me como FEMINISTA. Mas, sinceramente, que diferença isso faz? Parecia que eu estava jogando pra um time e marquei gol contra. Sinceramente, a passeata foi rpa abordar temas como a violência contra a mulher no Brasil, coisa que temos de sobra. E como respondi uma vez, a maioria das mulheres que sofrem isso todo dia nunca ouviram falar de Simone de Beuvoir, mas entenderam meu discurso e sabia que eu estava ao lado delas. E elas do meu lado.
Não fiz isso pra marcar pontos pra grupo nenhum, não pretendia com isso massagear o ego intelectual de ninguém, e a única pergunta que ficou na minha cabeça quando isso caiu sobre mim, foi: Por que essas feminista tão organizadas, munidas de tanta informação útil e que respiram o ar da emacipação feminina não o fizeram isso antes de mim? -visto que nada as impedia disso, me soa vago qualquer afirmação por alto sobre a minha conduta.
E para maior esclarecimento: eu organizei essa marcha em contato com as organizadoras oficiais do Canadá. E, como “peguei emprestado” o nome, também fui educada em não alterar o discurso delas, assim como as normas internas. E ignorância mesmo foi de quem “tomou esse nome” sem permissão oficial, adulterou o conteúdo e ainda afirmou se tratar de um grupo feminista quando a REGRA NÚMERO UM da Jeanette (organizadora oficial da marcha canadense) era de que a marcha jamais se apresentasse feminista, pois elas mesmas não se identificavam como tal. Isso está no site, e nas afirmações delas em todos os meios.
Por tanto, quem usou o nome desobedecendo esses termos oficiais foi realmente desinformado/a ou apenas oportunista.
Gostei do seu blog, parabéns.
Solange De-Ré
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Querida Denise,
Feliz Aniversário! Foi no dia 14 de agosto, nao foi?
Sou leitora do teu blog há anos.Com o passar do tempo, voce foi fazendo parte especial da minha vida, por isto mesmo atrasados quero deixar aqui meus parabéns e um desejo de felicidades para voce, para voces!
Beijos,
Claudia
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Milhares do soldados da OTAN fazem “treinamento” na fronteira das Coréias. Alguns acham que somente uma Grande Guerra salva os donos do mundo da bancarrota. O perigo não é imaginário. Tenho medo.
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aaaaaaahh q saudade desse blog
é o melhor da internet! nao para de escreverrr!!! por favooor!!!
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Olá
Parabens pelo blogue, encontrei procurando algo sobre o Vietnam, ando a escrever sobre o tema, achei interessante, vou voltar.
Adorei conhecer
Antonio Gallobar
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Acordei com saudade de você, e resolvi dar uma olhadinha na foto iluminada da página inicial. A saudade continua. Deixe de ser chata e escreva. Tchau!
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Volta Deniiiiiiiiiiiiiiseeeeeeeeeeeeeee!
Beijo!
\"Além do texto e as imagens abstratas\" foi o último post escrito por Barbara O., em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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September 29th, 2012 às 12:56
Olá Denise, é a primeira vez que escrevo aqui. Gosto muitíssimo da sua escrita e seu blog já faz parte da minha lista de favoritos há algum tempo. Sou professora e cheguei aqui pesquisando sobre distúrbios alimentares para elaboração de aula. Espero que esteja tudo bem e que você volte a postar em breve. Forte abraço! Andréia.
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Oi Denise! Também estou sentindo falta dos seus textos!!! Espero que você um dia volte a escrever aqui no Sindrome de Estocolmo! Um abraço…
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Bom, cada mulher sabe o que a prejudica em termos de moda aos ambientes onde ela interage e os quais exigem ou permitem ou mesmo liberam.
Estou de blog novo.
Espero seu comment beijos
\"semana de baixo rendimento\" foi o último post escrito por Rafael Calvin, em seu blog, vamos lá dar uma olhada?
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Saudadessssssssssssssssssssssss docê!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Muito legal os dois movimentos, mas como em todo “movimento” tem pessoas que fogem um pouco do assunto e tals…
Mas fora isso, gostei mesmo.
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O que houve? Você parou assim… parando, sem nem acenar um sorriso.
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Nossa…que coisa mais ridícula. Tenho 23 anos e tenho uma cabeça muito diferente. Credo que promiscuidade. A mulherada ta se desvalorizando totalmente!
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Hello, are you alive? Happy New Year!…
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Saudades do seu blog e das discussoes maravilhosas que costumava acompanhar por aqui. Esperamos que estejas bem.
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Volta Denise
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abraços, gosto demais do seu blog,
veja isso:
http://www.youtube.com/watch?v=LE_DgntYbpw
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Oi Denise, estamos com saudades de suas postagens. Espero que esteja tudo bem contigo. Beijokas.
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Olá Denise!
Lei seu blog há bastante tempo, mas passei algum tempo sem visitá-lo. Agora vi que você não posta mais desde Julho do ano passado….não encontrei nenhuma nota no blog onde você explique o motivo da “pausa”….espero que esteja tudo bem….se puder, deixe um post para seus leitores que tanto gostam de você e do seu blog.
Bjos,
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Valeu. As redes sociais vieram despertar sentimentos e acções impossiveis de concretizar de outra maneira
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Puxa, estou preocupada com o sumisso da Denise. Achei que tinha dado um tempo nas postagens, mas já faz tanto tempo… Alguém sabe dizer se ela está bem?
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1 ANO SEM VC BLOGARRRRRRRRR QUE PENAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
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saudades desse blog:)
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Sinto saudade de seus posts. Adoro ler o que escreve.
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Adorei essa matéria, e sou totalmente a favor de ambas as marchas!
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olá Denise,
Acompanhei seu blog por anos. Quando estive em uma cidade terrível e sozinha, passear pelas suas mensagens era uma companhia. Não sei por que parou de ecrever. Quero agradecer pelas postagens ao longo dos anos, por ter sido ao longe, alguém que me deu forças em momentos tão difíceis. O seu blog era de uma generosidade incrível.
obrigada,
Ágata
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Denise!
Teu silêncio me entristece!
Por onde andarás menina?
Sei que não sou das primeiras leitoras, mas a acompanho desde 2005 e estou ansiosa por sua volta. É muito tempo seu você!
Sinto falta de tua interação. Quanto mais site e blogs femininos surgem no universo digital, as falta sinto de sua sanidade e coerência, de sua alegria e de seu empenho em fazer algo novo sempre.
Volte!
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cadê Denise? …
Só desejo uma coisa prá ti… bem forte!!!! seja feliz viu!!!!!!!
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Caramba, faz mais de um ano que não posta nada aqui. Tomara que não seja problemas de saúde e nem mesmo de amores, o motivo.
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Esse blog é o melhor e mais inteligente da internet. Nossa me bate uma tristeza entrar aqui e ver que está parado!! Tomara que voce volte.
Saudades!!!!
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saudades!
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