No 7 de Setembro, Lula manda mensagem
para @s brasileir@s que vivem no exterior
Em comemoração ao Dia da Pátria, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou a seguinte mensagem aos brasileiros no exterior:
“Há oito anos, quando ainda era candidato à Presidência da República, redigi a ‘Carta aos brasileiros que vivem longe de casa’. Ao comemorarmos, hoje, nossa Data Nacional, estou feliz em constatar que os compromissos então assumidos foram plenamente cumpridos. De um lado, buscamos assegurar condições de vida digna no Brasil com a criação de milhões de novos postos de trabalho e, de outro, criamos normas e desenvolvemos projetos concretos em benefício dos que decidiram viver no exterior.
Criamos no Itamaraty uma unidade para implementar ações para oferecer atendimento adequado aos emigrados brasileiros. Com isso, foi possível fortalecer os Conselhos de Cidadãos no exterior, implantar programas de regularização migratória na América do Sul e assinar acordos previdenciários com grande número de países. No Japão, inauguramos a Casa do Trabalhador Brasileiro em caráter experimental e lançamos projeto-piloto para permitir saque do FGTS. Melhoramos o atendimento aos brasileiros no exterior com a informatização e a reforma do sistema consular, inclusive para a prestação de serviços nas áreas de educação, previdência, trabalho, saúde e cultura.
Essas ações derivam também de processo de consulta permanente que estabelecemos com nossas comunidades no exterior. Abrimos diferentes canais de comunicação direta, como o Portal Consular, o Portal das Comunidades, e a Ouvidoria Consular, que recebe todo tipo de sugestões e críticas para aprimorarmos o serviço. Mais importante, lançamos o processo das ‘Conferências Brasileiros no Mundo’ e, em junho passado, promulguei o Decreto nº. 7214, que estabelece diretrizes para uma política governamental voltada aos brasileiros no exterior. Com ele foi instituída a ‘Ata Consolidada’ de reivindicações da comunidade e criado um Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior.
Esses representantes, eleitos pelas próprias comunidades no exterior, tomarão posse em dezembro, no Rio de Janeiro, por ocasião da III Conferência Brasileiros no Mundo. Estou certo de que, com a sua colaboração, o trabalho da Conferência adquirirá maior eficácia e dinamismo, com melhor articulação em defesa dos direitos dos brasileiros que vivem fora do país.
Saúdo a todos e manifesto a certeza de que a cada ano teremos motivos para celebrar avanços e para nos orgulhar, seja aqui ou no exterior, deste Dia, que é o dia de todos os brasileiros.
Nesse momento de celebração não posso deixar de registrar um pensamento por aqueles que deixaram suas vidas ou têm vivenciado situações de penúria na busca de realizações pessoais em outros países.
Estamos construindo um país de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil os espera de volta”.
Alguns comentários:
“Poxa Denise, o meu comentario pode até ser bobo, mas obrigada por ter postado aqui as palavras do nosso presidente. Vivo na França ha oito anos e a imagem do nosso Brasil aqui, melhorou muito depois do Lula. Estive recentemente no consulado brasileiro em Paris e a coisa realmente melhotou bastante. Aproveito para dar os parabéns a todos nos brasileiros!!! Saudades do meu pais amado!!”
Cristina (França)
“Isso e’ verdade pelo menos na minha experiencia pessoal. O consulado brasileiro de Milao ficou super organizado, informatizado e muito melhor que o consulado italiano no Brasil. No Brasil mesmo varias cidades tem a Central do Cidadao que centraliza varios serviços publicos e outros num lugar so. Coisa que nao existe aqui. Roberto mesmo notou isso. “
Paulo Nunes Jr (Itália)
“Eh isso aí! O consulado brasileiro em Londres tem atendimento e eficácia exemplares! Aliás, meu título de eleitor está transferidíssimo e mes que vem meu votinho vai pra Dilma, diretamente de London town!”
Helô (Inglaterra)
“Tenho que assinar embaixo desse post. Ontem fui na Embaixada Brasileira aqui em Seul e sai de lá com todas as informações e orientações que precisava. Sou novo nesse tipo de empreitada internacional e não pensei que daria tanta importância para esse “sentimento de segurança” que este tipo de serviço pode oferecer.”
Éder (Coreia)
Também fiquei impressionada com a eficiência do consulado em Washington, DC. Fui com Bia, mês passado, ela foi renovar o passaporte, foi atendida imediatamente, tudo informatizado, preencheu o formulário num computador com internet que tinha lá mesmo, o atendente tirou uma foto dela com a câmera digital, na hora e de graça, porque não podia usar a que ela tirou aqui em Seul (os coreanos photoshoparam um sinal que fica no queixo dela!!!), tudo foi rapidíssimo.
Aqui na Coreia, o consulado tá muito bom, também, eficiente, moderno e tem até um blog pra ajudar os brasileiros com coisas práticas! Há uns oito anos minha experiência no consulado sueco foi o oposto, funcionários preguiçosos, grosseiros, com muita má vontade, um horror. É muito bom ver as mudanças funcionando, na prática, e sabe que nem tinha relacionado essas mudanças ao governo Lula? pois é…
ps.: Éder, você não pode imaginar como é ruim ser atendido com má vontade num consulado brasileiro, em um país estranho. Tinha acabado de mudar pra Suecia, deu uma sensação de abandono, mesmo.
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E eu vou votar em Dilma pra garantir que o que essa gestão começou a fazer, também pel@s brasileir@s que estão longe, tenha continuidade e melhore ainda mais. É Dilma lá.

Pátria Minha
Ouça aqui, na voz de Vinícius de Moraes (de arrepiar!)
A minha pátria é como se não fosse; é íntima, doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo, é minha pátria. Por isso, no exílio, assistindo dormir meu filho, choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: não sei. De fato, não sei como, por que e quando a minha pátria, mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água, que elaboram e liquefazem a minha mágoa, em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria, de niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos… vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias, de minha pátria. De minha pátria sem sapatos, e sem meias, pátria minha, tão pobrinha!
Por que te amo tanto, pátria minha? eu que não tenho pátria, eu semente que nasci do vento, eu que não vou e não venho, eu que permaneço, em contato com a dor do tempo, eu elemento de ligação entre a ação o pensamento; eu fio invisível no espaço de todo adeus; eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido de flor; tenho-te como um amor morrido a quem se jurou; tenho-te como uma fé sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito, nesta sala estrangeira com lareira, e sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra, quando tudo passou a ser infinito e nada terra, e eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu; muitos me surpreenderam parado no campo sem luz, à espera de ver surgir a Cruz do Sul, que eu sabia, mas amanheceu…
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha, amada, idolatrada, salve, salve! que mais doce esperança acorrentada, o não poder dizer-te: aguarda… não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para rever-te me esqueci de tudo. Fui cego, estropiado, surdo, mudo, vi minha humilde morte cara a cara, rasguei poemas, mulheres, horizontes, fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha… a minha pátria não é florão, nem ostenta lábaro não; a minha pátria é desolação de caminhos; a minha pátria é terra sedenta e praia branca; a minha pátria é o grande rio secular que bebe nuvem, come terra e urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem uma quentura, um querer bem, um bem, um libertas quae sera tamem que um dia traduzi num exame escrito: “Liberta que serás também” e repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa que brinca em teus cabelos e te alisa pátria minha, e perfuma o teu chão… que vontade me vem de adormecer-me entre teus doces montes, pátria minha, atento à fome em tuas entranhas e ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha, teu nome é pátria amada, é patriazinha, não rima com mãe gentil; vives em mim como uma filha, que és, uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia e pedirei que peça ao rouxinol do dia que peça ao sabiá para levar-te presto este avigrama:
“Pátria minha, saudades de quem te ama… Vinicius de Moraes.”















