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    Blogueir@s com Dilma

    Esse blog teve
    visitantes, desde
    setembro de 2003.

    Mentiras contra Dilma são espalhadas na internet.
    Vejam esses absurdos e seus respectivos desmentidos.

    Denise | Brasil,Eleições | Thursday, 30 September 2010


    Lula fala sobre os boatos

    Como estou aqui, do outro lado do mundo, apesar de me manter muito bem informada, não sofro o impacto diário da campanha eleitoral, as conversas na escola, bateboca no escritório, comentários na fila do banco. Por isso, fico ainda mais chocada com as mensagens cheias de ódio e com mentiras deslavadas que recebo contra Dilma. Quanta baixaria!

    Francamente, eu não tenho estômago pra discutir com esse tipo de gente. Mas, alguém tem que desmentir essas barbaridades e ainda bem que algumas pessoas do Dilma na Rede resolveram fazer uma compilação desses emails falsos, que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff, e seus respectivos desmentidos.

    Espalhem, é importante:

    Fonte: Seja Dita a Verdade

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    O Aborto na História – Dia Latino-Americano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe

    Denise | Blogagem Coletiva,Corpo & Saúde,Feminismo,Sexualidade | Tuesday, 28 September 2010

    munchabortion2.jpg

    Ninguém faz um aborto por prazer. É uma decisão dolorosa, mas quase sempre irreversível, porque muito mais dolorosas seriam as consequências de uma gravidez indesejada levada a termo.

    Trabalhando em comunidades marginalizadas percebi que quando a mulher não pode ter filho, ela faz o aborto de qualquer forma, usando agulhas de tricô para perfurar o colo do útero, no banheiro de casa, ou com “curiosas” que ajudam das formas mais precárias.

    Também as mulheres que têm uma situação mais privilegiada se encontram em situações nas quais não podem levar adiante uma gestação. A diferença é que essas, muitas vezes, têm condições de pagar por serviços que não colocam suas vidas em risco.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20 milhões dos 46 milhões de abortos realizados mundialmente, todos os anos, são feitos de forma ilegal e em péssimas condições, resultando na morte de, aproximadamente, 80 mil mulheres, por ano, vítimas de infecções, hemorragias, danos uterinos e efeitos tóxicos de agentes usados para induzir o aborto.

    Quando grupos apresentam-se “pró-vida”, não estão considerando a enorme quantidade de mulheres que morre todos os anos. A criminalização do aborto é cruel, porquê não muda a situação em que essas mulheres vivem, apenas as culpabiliza ainda mais e as faz correr risco de vida, especialmente as mulheres pobres.

    É importante aprender com a história, pra entender o que se passa hoje. “Verdades” que parecem absolutas vêem sendo alteradas com o passar do tempo, mudando conforme mudam as conjunturas políticas e econômicas. Tendo sempre como principal vítima, a mulher.

    O Aborto na História.

    A decisão de interromper a gravidez não é coisa de mulheres modernas, sobrecarregadas com as obrigações da maternidade, trabalho e estudos. Aparentemente, desde que o mundo é mundo, as mulheres se vêem em situações em que não desejam – ou não podem – levar uma gestação à frente. Já entre 2737 e 2696 a.C., o imperador chinês Shen Nung cita, em texto médico, a receita de um abortífero oral, provavelmente contendo mercúrio.(1)

    Também não é novidade que interesses políticos, econômicos e religiosos têm prevalecido, em relação ao direito da mulher decidir sobre o próprio corpo. Da mesma forma que se quer proibir, hoje, já se quis obrigar o aborto em diversos momentos da história.

    aphrodite.jpgNa antiga Grécia, o aborto era preconizado por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Por sua vez, Platão opinava que o aborto deveria ser obrigatório, por motivos eugênicos, para as mulheres com mais de 40 anos e para preservar a pureza da raça dos guerreiros.

    Sócrates aconselhava às parteiras, por sinal profissão de sua mãe, que facilitassem o aborto às mulheres que assim o desejassem (1)

    No livro História das Mulheres – A Antiguidade, Georges Duby e Michelle Perrot afirmam que “se as mulheres desejavam limitar os partos, tinham de recorrer aos abortivos, cujas receitas são muito abundantes (…) O primeiro risco era, portanto, o da ferida de um útero ainda imaturo devido à juventude das esposas romanas; nese caso os médicos recomendavam mesmo o aborto, inclusive por meios cirúrgicos (sondas)”.(5)

    É importante lembrar que, mesmo nas sociedades em que o aborto não era tolerado, na antiguidade, não se via aí como o direito do feto, mas como garantia de “propriedade do pai” sobre um potencial herdeiro.(2)

    Mesmo no Cristianismo, o aborto não foi, sempre, uma questão tratada como nos dias de hoje, São Tomás de Aquino, com sua tese da animação tardia do feto, contribuiu para que a posição da Igreja com relação à questão fosse bem mais benevolente, naquela época. (1)

    Foi apenas em 1869 que a Igreja Católica declarou que a alma era parte do feto desde a sua concepção, transformando o aborto em crime. (3)

    No século XIX, a prática de proibição do aborto passou a expandir-se com toda força, por razões econômicas, já que a sua prática nas classes populares podia representar uma diminuição na oferta de mão-de-obra, fundamental para garantir a continuidade da revolução industrial.

    postersovietico1.jpgEssa política anti-aborto continuou forte na primeira metade do século XX, com exceção da União Soviética onde, com a Revolução de 1917, o aborto deixou de ser considerado um crime. Mas, na maioria dos países europeus, por causa das baixas sofridas na Primeira Guerra Mundial, o aborto continuava não sendo tolerado.

    Na verdade, com a ascensão do nazifacismo, as leis antiabortivas tornaram-se severíssimas nos países em que ele se instalou, com o lema de se criarem “filhos para a pátria”. O aborto passou a ser punido com a pena de morte, tornando-se crime contra a nação, a exemplo do que ocorreu em certo momento no Império Romano.

    Após a Segunda Guerra Mundial, as leis continuaram bastante restritivas até a década de 60, com exceção dos países socialistas, dos países escandinavos e do Japão (país que apresenta lei favorável ao aborto desde 1948, ainda na época da ocupação americana) (1)

    Na década de 60, em muitos países, as mulheres passaram a se organizar em grupos feministas que começaram a exercer uma pressão no sentido de permitir à mulher a decisão de continuar ou não uma gravidez.

    A primeira conquista histórica aconteceu nos Estados Unidos, há exatos 34 anos (por isso a blogagem do Naral, hoje, em celebração à data). O julgamento do caso Roe x Wade (ROE v. WADE, 410 U.S. 113 [1973]) pela Suprema Corte Americana que determinou que leis contra o aborto violam um direito constitucional à privacidade, que a interrupção da gestação no primeiro trimestre apresenta poucos riscos à saúde materna e que a palavra ‘pessoa’ no texto constitucional não se refere ao ‘não nascido’. Essas decisões liberaram a prática do aborto na América. (4)

    Hoje em dia, 26% dos países não permite o aborto legal, justamente os que têm maior número de mulheres pobres e marginalizadas. No Brasil, existem leis que garantem o direito ao aborto em casos especiais, mas sabemos que o processo é tão longo que, muitas vezes, as mulheres desistem de esperar e acabam recorrendo ao aborto clandestino.

    No gráfico abaixo, podemos ter uma idéia da situação legal do aborto no mundo, atualmente:

    mapadoabortonomundo.gif
    Fonte: Center for Reproductive Rights (2007)

    Percebam que os países do Norte, a maioria mais industrializados, têm uma legislação muito menos restritiva e nem por isso existiu nenhum aumento no númro de abortos nesses países.

    O movimento feminista brasileiro tem se organizado para garantir o direito das mulheres ao aborto legal há décadas, especialmente através da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, que tem tido as suas ações potencializadas pelas Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.

    Para isso, entre muitas outras coisas, precisamos ainda, sim, e muito, do movimento feminista, que não é anacrônico, como ouvimos algumas vezes, mas que está atuando junto às questões vitais para as mulheres.

    É preciso acabar com a hipocrisia. Mulheres estão morrendo e a única forma de acabar com isso é através da descriminalização do aborto, que apenas possibilita as mulheres o acesso aos cuidados de saúde que elas merecem e necessitam. Isso é lutar pela vida.

    (1) O Aborto: Um Resgate Histórico e Outros Dados, Néia Schor e
    Augusta T. de Alvarenga, Faculdade de Saúde Pública de São Paulo.
    (2) Contraception and Abortion from the Ancient World to the Renaissance, John M. Riddle, Harvard University Press, 1992.
    (3) Abortion in History, Sunshine for Women
    (4) Roe x Wade, Suprema Corte e Brasil, Roberson Guimarães.
    (5) História das Mulheres – A Antiguidade, “A Política dos Corpos: entre procriação e continência em Roma”, Georges Duby e Michelle Perrot, pp.364-366.

    Outras leituras importantes:

    ______________________________________________________

    Palavra de Mulher

    “Foi um sofrimento terrível, que vivi, pois a hipocrisia, que ronda este universo do aborto, é que não tolero. Os médicos, alertavam, que eu não sobreviveria, mas tambem, não podiam opinar, por ser ilegal.

    Tentei, então, procurar especialistas, que me encaminhariam, a um hospital, já que eu não queria morrer aos 21 anos de idade, e com uma criança, pra criar.

    Todos os médicos fugiram…pra não se comprometer. Teve um famoso aqui…que usou esta expressão: ‘você está assim…se correr o bicho pega, se deixar o bicho come’.

    Eu estava sozinha, pois meu ex-marido, tomou uma posição passiva, de que eu teria que decidir. E eu decidi, ir fazer o aborto, numa clínica no Rio de Janeiro. Todos, com muita frieza, e claro que eu tambem corria riscos, pra fazer esta agressão….que é um aborto.

    Então, desde lá, penso, que deveria ser legalizado em vários casos…como o meu, em caso de estupros…e tantos outros, que convem a mulher decidir…”

    Juci

    _______________

    Esse post foi publicado, a primeira vez, no dia 28 de setembro de 2005, como parte da blogagem coletiva organizada pelo Nós na Rede. E está sendo re-publicado pela terceira vez. Não pude revisá-lo, avisem se tiver algum dado equivocado ou ultrapassado.

    _______________

    Imagem: (1) Edvard Munch, “Consolação”, 1907, óleo sobre tela, 89×108 cm. Munch-museet, Oslo. (2) Afrodite (Vênus) de Doidalsas (Paris, Louvre) meados do século III AC (3) Poster de propaganda soviético “What the October Revolution has given to working and peasant women”, 1920, litografia, 106×73 cm, na imagem, uma mulher mostra uma biblioteca, um clube de trabalhadores, uma escola para adultos e uma casa para mãe e bebês e (4) gráfico do Center for Reproductive Rights.

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    O britânico “Independent” fala sobre Dilma Rousseff:
    “A mulher mais poderosa do mundo”

    Denise | Brasil,Eleições | Tuesday, 28 September 2010

    (Continuo com pneumonia, levemente melhor, ainda me recuperando, por isso, só tenho blogado textos que encontrei nas muitas horas de cama. Aproveito só pra dizer a quem pensa que eu voto em Dilma “porque ela é mulher”, que não, eu realmente gosto da Dilma e confio que será uma ótima presidenta)

    Hugh O’Shaughnessy – do jornal britânico Independent, traduzido e reproduzido na Carta Maior

    A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

    Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff irá se tornar mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

    Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa uma vez tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

    A senhora Rousseff, a filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

    Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.

    Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

    Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

    Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamaram “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

    A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

    Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

    Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

    Ela tinha mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

    Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

    A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.

    Tradução: Katarina Peixoto

    Foto: Roberto Stucker Filho

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    A bala de prata era verde

    Denise | Brasil,Eleições | Sunday, 26 September 2010

    da Carta Maior

    A direita brasileira raspou o fundo do tacho e chegou à seguinte conclusão: Marina é o último cartucho de Serra. Todas as pesquisas divulgadas até a 6º feira convergem para um ponto de equilíbrio sedimentado: Dilma tem 50% das intenções de votos (oscilou apenas um ponto depois de toda fuzilaria das últimas duas semanas). Serra patina em torno de 25%. Parece difícil ir além por suas próprias ‘qualidades’. Depois de tudo o que tentou, a boa vontade estatística, leia-se, o versátil Ibope do transformista Carlos Montenegro, lhe deu uma oscilação de amigo do peito de 3 mais pontos. Anima a militancia da página 2 da Folha, mas é insuficiente.

    Para levar a eleição ao 2º turno, resta ao conservadorismo nativo pintar-se de verde e bombar Marina Silva pelo ar, por terra e por mar, 24 horas por dia nos próximos oito dias. O mutirão já começou. Faz parte desse tour de force, por exemplo, a retardatária adesão do neoecologista Pedro Simon à candidatura do PV, nesta 6º feira.

    O movimento ambientalista brasileiro encontra-se diante de uma encruzilhada histórica: tem oito dias para decidir se integra o campo de forças que lutam pela transformação do Brasil numa sociedade mais justa e sustentável, ou, ao contrário, como lamentavelmente sugere o comportamento de alguns de seus porta-vozes e lideranças lambuzadas com a atenção da mídia, se assume a condição subserviente de pé-de-palanque da direita e da extrema direita unidas no interior da coalizão demotucana.

    Chico Mendes por certo não hesitaria em escolher seu lado se na reta final de uma disputa política, como agora, tivesse objetivamente duas opções de poder: um governo amarrado em torno dos compromissos históricos de Dilma e Lula ou um Brasil submetido ao comando da alarmante dupla Serra e Índio da Costa. Resta saber qual será a escolha de Marina Silva. A ver.

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    A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

    Denise | Brasil,Eleições | Sunday, 26 September 2010

    por Leonardo Boff

    Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

    Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

    Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

    (Continue lendo aqui)

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    MEGA resfriada

    Denise | Me myself and I | Thursday, 23 September 2010

    Na verdade, era uma pneumonia. Tô de cama, mas bem medicada e paparicada pelo Ted. Volto em breve.

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    O dia em que a urna eletrônica virou microondas

    Denise | Brasil,Eleições | Sunday, 19 September 2010

    Carlos Latuff

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    Preta, na capa, até pode, pero no mucho…

    Denise | Campanhas Publicitárias,Racismo | Saturday, 18 September 2010

    Mais do mesmo: aqui e aqui.

    A Vanessa Maia deixou a dica. Fonte: Shine.

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    Erenice: “Meu filho se chama Israel, não Verônica. Não sou o Serra, que briga para manter o sigilo da filha”

    Denise | Brasil | Saturday, 18 September 2010

    Entrevista da Erenice na Istoé

    Na quinta-feira 16, a equipe de ISTOÉ tinha encontro marcado com a ministra Erenice Guerra às oito horas da manhã, na residência oficial da Casa Civil. Mas, depois de uma rápida visita do ministro Franklin Martins, ela foi convocada às pressas pelo presidente Lula. Erenice pediu que a reportagem aguardasse até o meio-dia, pois iria ao Palácio do Planalto para entregar seu pedido de demissão. Assim que deixou o cargo, voltou à luxuosa casa na Península dos Ministros e ali deu uma entrevista exclusiva à ISTOÉ sobre seus últimos momentos no governo Lula.

    (Continue lendo aqui)

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    Dilma soma 51%, Serra tem 25% e Marina chega a 11%

    Denise | Eleições | Saturday, 18 September 2010

    BYE BYE SERRA… vai lutar pelo segundo lugar com Marina    :-)

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    Anúncio vende investimento às custas da imagem hipersexualizada da mulher brasileira

    Denise | Campanhas Publicitárias,Sexismo | Saturday, 18 September 2010

    Essa fotinha acima é um anúncio que sempre aparece no meu facebook, de uma empresa que promove investimentos financeiros no Brasil, a Greenwood Management.  O slogan é “Brazil Best Kept Secret” (“Brasil O segredo mais bem guardado”). Já tinha visto em outros sites, com outra foto, mostrando parte do corpo de uma mulata, no carnaval, sempre de bikini, mas acho que só aparece pra quem acessa fora do Brasil.

    Mas, não é um absurdo, isso? faz tempo que queria comentar porque me dá muita raiva, quando vejo. Num país que está lutando contra turismo sexual, como o nosso, o uso da imagem de uma mulher seminua numa propaganda pra público exterior é inaceitável.

    Não chequei bem, mas acho que a empresa nem é  brasileira, mas isso não quer dizer nada. O Governo brasileiro deve fazer alguma coisa. Vamos escrever pra Secretaria de Políticas da Mulher pedindo providências, para que essa imagem seja retirada da campanha:

    Como entrar em contato com a Ouvidoria da SPM:

    E-mail: ouvidoria@spmulheres.gov.br

    Telefone: (61) 3411-4298 e (61) 3411-4279.

    Carta/Ofício: Secretaria de Políticas para as Mulheres – Ouvidoria – Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos 3 Poderes – Zona Cívico-Administrativa CEP: 70150-908 Brasília DF

    Fax: (61) 3321-7266

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    “Faz de conta que eu não vim”.
    Irritado com perguntas, Serra dá piti.

    Denise | Brasil,Eleições | Thursday, 16 September 2010

    Desesperado com a queda vertiginosa, #serradeupiti.
    E quer ser presidente, “assim não dá, assim não pode”.

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    O que vocês acharam do vestido de carne da Lady Gaga?

    Denise | Comportamento,Música | Wednesday, 15 September 2010

    Andei fora de circulação, primeiro preparando a casa pra receber a filha. Depois, corujando muito. Agora, ela e Christian seguiram viagem pra China (depois Hong Kong, Tailândia,  Cambodia, Laos e Vietnam) e a minha vida volta ao normal.

    O que vocês acharam do modelito todo feito de carne (pelo que eu li, carne mesmo, de vaca) que a Lady Gaga usou na entrega de prêmios de videos da MTV?

    Eu A-DO-RO a música da Lady Gaga  =)  depois de madonna foi a melhor coisa que apareceu pra malhar. E ela (ou sua equipe, não sei) é um gênio na autopromoção, depois da sua aparição, ninguém falou em mais ninguém na entrega do VMA, mas sei lá… achei de um tremendo mau gosto.

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    Verônica Serra expôs dados bancários
    de 60 milhões de brasileiros

    Denise | Brasil,Eleições | Sunday, 12 September 2010

    por Leandro Fortes, na CartaCapital

    Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

    Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

    Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

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    Folk Flea Market – Mercado de Pulgas em Seul

    Denise | Coreia do Sul | Saturday, 11 September 2010













    Bia e Chris fuçando as inacreditáveis tranqueiras à venda nesse mercado “tem-de-tudo”, aqui em Seul.

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